Nosso tempo pertence a Deus. Cada momento é Seu, e estamos sob a mais solene obrigação de aproveitá-lo para Sua glória. De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo. Cristo considerava precioso todo momento, e assim devemos considerá-lo.
A vida é muito curta para ser esbanjada. Temos somente poucos dias de graça para nos prepararmos para a eternidade. Não temos tempo para dissipar, tempo para devotar aos prazeres egoístas, tempo para contemporizar com o pecado. Agora é que nos devemos formar o caráter para a futura vida imortal.
O tempo esbanjado nunca poderá ser recuperado, porém. Não podemos fazer voltar atrás nem sequer um momento. A única maneira de podermos remir nosso tempo consiste em utilizar o melhor possível o que nos resta, tornando-nos coobreiros de Deus em Seu grande plano de redenção. A vida é muito solene para ser absorvida em negócios terrenos e temporais, em um remoinho de cuidados e ansiedades pelas coisas terrenas que são apenas um átomo em comparação com as de interesse eterno.
A vida é muito curta para ser esbanjada em diversões inúteis e frívolas, em conversação sem proveito, em adornos desnecessários para ostentação ou em entretenimentos excitantes. Não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar o tempo que Deus nos dá para beneficiar a outros e ajuntar para nós mesmos um tesouro no Céu. O tempo é escasso para o desempenho dos deveres necessários. Devemos reservar tempo para o cultivo de nosso coração e mente, a fim de habilitar-nos para o trabalho de nossa vida.
A vida é demasiado curta, demasiado cheia de aflição. Não temos tempo de sobra para magoar algum coração ferido e tentado. Seja cada qual bondoso e cortês para o outro. Nunca se ponha o Sol sobre a vossa ira. Nunca fecheis os olhos no sono sem endireitar as pequenas e insignificantes dificuldades que ferem e magoam a alma.
Curto é o tempo de que dispomos. Não podemos passar por este mundo mais de uma vez; tiremos pois, ao fazê-lo, o melhor proveito de nossa vida. A tarefa a que somos chamados não requer riquezas, posição social, nem grandes capacidades. O que se requer é um espírito bondoso e desprendido, e firmeza de propósito. Uma luz, por pequena que seja, se está sempre brilhando, pode servir para acender outras muitas. Nossa esfera de influência pode parecer limitada, nossa capacidade diminuta, escassas as oportunidades, nossos recursos reduzidos; no entanto, se soubermos aproveitar fielmente as oportunidades, maravilhosas serão nossas possibilidades.
Não façam cálculos para meses ou anos; eles não lhes pertencem. Um curto dia é o que lhes é dado. Como se fosse esse seu último dia na Terra, trabalhem para o Mestre durante as suas horas. Temos uma alma a ser salva ou perdida, e devemos perguntar com a maior sinceridade: "Que farei para obter a vida eterna?" No melhor dos casos, a vida é curta, e é necessário que vivamos esta curta vida em harmonia com a lei de Deus, a qual é a lei do Universo.
Deponham perante Deus todos os planos, para serem executados ou rejeitados, conforme o indique a Sua providência. Aceitem os Seus planos, mesmo quando sua aceitação exija a renúncia de projetos acariciados. Assim a vida será moldada cada vez mais segundo o modelo divino; e “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).
Ore comigo: "Pai, sabemos que o tempo voa. Passa muito rápido! E às vezes não sabemos aproveitar cada dia que nos ofereces. Ao compreendermos que a vida é um sopro que logo se extingue, ajude-nos a aplicar cada minuto naquilo que realmente tem valor: o preparo para a eternidade. Por favor, Senhor, ensina-nos a contar os nossos dias! Em nome de Jesus, amém!"
Textos de Ellen G. White extraídos dos livros Parábolas de Jesus, Fundamentos do Lar Cristão, Conselhos sobre Educação e Jesus, Meu Modelo.

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