terça-feira, 29 de setembro de 2020

Incêndio destrói instituições adventistas nos Estados Unidos

Em Deer Park, o prédio original da Escola Adventista de ensino fundamental de Foothills (imagem), o Centro de Serviço Comunitário da Igreja Adventista de Haven e muitas casas e edifícios ao redor foram destruídos pelo Glass Fire (Foto: Craig Philpott)

Apenas algumas semanas depois de serem ameaçadas por incêndios florestais, as comunidades de Angwin e Santa Helena, nos Estados Unidos, estão novamente enfrentando incêndios que fizeram com que milhares de pessoas tivessem que deixar a região.

De acordo com o departamento de Sivicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (CAL FIRE), o Glass Fire começou às 4:00 da manhã de 27 de setembro de 2020, em uma área a oeste de Angwin e ao norte de Deer Park e Santa Helena. O fogo se espalhou rapidamente e logo atingiu mais de 4.450 hectares. O Glass Fire e os incêndios Shady, Boysen, Zogg e North Complex West estão ocorrendo atualmente nesta localidade.

Várias instituições adventistas do sétimo dia conhecidas também foram afetadas pelo incêndio, o que também resultou em ordem de evacuação. De acordo com o feed do Twitter do Pacific Union College, a faculdade transferiu os mais de 200 alunos que estavam no campus, mas a escola está segura. Toda a comunidade de Angwin também deixou a área como medida preventiva.

A Adventist Health opera o Hospital de Santa Helena, o mais antigo hospital adventista em funcionamento. A equipe conseguiu deslocar todos os 55 pacientes e realocá-los em outras instalações. O fogo se aproximou, mas os bombeiros conseguiram controlar as chamas.

Destruição causa pelas chamas
A Associação do Norte da Califórnia, sede administrativa da Igreja Adventista na região, forneceu uma atualização sobre o incêndio e o impacto sobre os membros locais e funcionários da denominação. Relatórios afirmam que vários pastores podem ter perdido suas casas, mas todos os membros estão seguros e foram encontrados.

A Escola Adventista de ensino fundamental de Foothills, em Deer Park, perdeu um dos prédios de seu campus, mas o restante da escola sobreviveu às chamas. O diretor da instituição, Rob Ingram, foi citado como tendo dito: “Por favor, orem por nossos alunos, nossas famílias e nossa equipe. Orem por nós enquanto avançamos para ir aonde Deus está nos guiando”.

O diretor de Educação da Associação da União do Pacífico, Berit Von Pohle, relata que a primeira ação de Ingram naquela manhã foi conectar-se com seu corpo docente, que, por sua vez, procurou garantir que todos os seus alunos estivessem seguros e suas famílias longe de perigo.

O Centro de Serviço Comunitário da Igreja Adventista de Haven, localizado próximo à Escola de ensino fundamental de Foothill, também foi destruído no incêndio, mas o prédio principal da igreja, localizado perto do Hospital de Santa Helena, não foi danificado.

Elmshaven, um marco histórico adventista local, que foi o lar de Ellen White antes de sua morte, havia escapado no momento em que esta matéria foi escrita. Mais informações podem ser encontradas na página do Facebook do Elmshaven.

Unidos em oração
O Glass Fire continua a ameaçar muitas casas e empresas, e os líderes da igreja local estão pedindo orações pelas grandes comunidades de Angwin e Santa Helena. Desde o início dos incêndios, o presidente mundial da Igreja Adventista, pastor Ted Wilson, tem usado sua página no Facebook para solicitar orações aos membros.

“Lembremo-nos também das muitas pessoas que perderam suas casas neste terrível incêndio, que continua a se mover em áreas residenciais. Continue orando por isso e por muitas outras necessidades ao redor do mundo! Como diz o nosso próximo tema da Associação Geral: “Jesus está vindo! Envolva-se!”, escreveu Wilson.

A versão original desta história foi postada no site de notícias da Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista. (via ASN)

1 milhão de mortes

Quase nove meses após a primeira morte devido ao coronavírus, na China, em 11 de janeiro, o mundo chega à marca de um milhão de óbitos pela doença. Os Estados Unidos e o Brasil são os países com os maiores números de óbitos.

O número é alcançado num momento em que a pandemia já se tornou parte do cotidiano. Em alguns casos, a necessidade de adaptação e planejamento para uma nova realidade se confunde com a negação sobre a gravidade da situação.

Multidões em bares e praias sem utilizar máscaras, festas clandestinas, movimentos nas redes sociais pedindo aglomerações e governantes que pressionam pela volta à normalidade tornaram-se cenas comuns.

Um milhão de mortes. Este marco é um momento difícil para o mundo. Nessas situações, Deus nos chama, Seu povo, para oferecer calma durante a tempestade. Devemos ser âncoras de estabilidade e pilares de esperança nestes tempos de crise.

A morte é real, isso é fato. Porém, não se pode perder de vista a promessa contida na Bíblia de que haverá um dia em que todas essas coisas passarão e um novo tempo chegará aos filhos de Deus. 

No mundo que Deus está preparando, não haverá mais pandemias, dor, morte e tampouco lágrimas (Ap 21:1-4). O coronavírus não é o senhor do planeta. Deus é o Senhor da história, do mundo e da vida.

Que bênção poder conviver com essa esplendorosa promessa, mesmo enquanto enfrentamos a morte dia a dia. Melhor ainda é saber que o dia da volta de Jesus, para restaurar todas as coisas, está muito perto. Mais perto do que conseguimos imaginar.

Logo, muito logo, Jesus aparecerá para nos resgatar da maldição do pecado e então a morte deixará de existir para sempre.

Que o bom Deus, o Deus de toda a consolação, encha nossa vida de esperança e certeza na breve volta de Jesus e no fim de todo o sofrimento.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

LAODICEIA 2.0

Do real ao virtual, a profecia segue a mesma. Mornidão enjoativa. E o que não é gelo ou fogo nos templos também ocorre na rede. Sal na web? Joio de bytes.⁣⁣

O Apocalipse está mais atual que nunca. Relevante e urgente. Das 7 igrejas históricas, seu simbolismo profético nos acerta em cheio. “Conheço tuas obras, que nem és frio nem quente” (Ap 3:15). Se Filadélfia é perfume de elogios, Laodiceia cheira ânsia de vômito. Vacilante. Relativista. Casca de ovo com dragão dentro. “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca” (v.16). Você ainda acha isso só um puxão de orelha? É fogo consumidor. ⁣
Sob o impacto da atualidade se vive um upgrade comportamental. Nativos e forasteiros digitais teclam mais que falam. Novos tempos. O perigo? A Laodiceia 2.0 desnorteada do certo piscando um olho pro errado. Timelines bambas. Gente que mede princípios por curtidas, ou a Verdade por joinhas.⁣
Atenção! O Calvário foi o maior deslike da História. Não afogue o Evangelho na agonia por viralizar. Não há acordo. A brutalidade das trevas jamais se prostrará perante o certo. Dissimulada, a maldade é fã do talvez. E o cristianismo genuíno, que morre pra não matar, permanece escândalo para o mundo (1Co 1:23).⁣
Somos luzes na escuridão ou memes incoerentes? Postamos um Cristo vivo, ou opiniões do próprio umbigo? Flertamos com o achismo, beirando a irrelevância, ou alicerçamos nosso testemunho na consistência? Fundamento sólido não é fundamentalismo sórdido. Do TikTok ao LinkedIn, sejamos firmes na Rocha antes de acabarmos fúteis movidos por marés. ⁣
E a menina dos olhos de Deus? Ela continua linda. A noiva remanescente avança com seu buquê de promessas. “Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa” (v.20). Porque o beliscão divino é movido de uma imensa saudade sem fim. Cheia de esperança e misericórdia. ⁣
Faça sua parte. Farei a minha. A Igreja, muito além dos igrejeiros, será vitoriosa. Amorosa, militante, sem titubear. Acreditemos! Não relutemos virtualmente porque não hesitamos realmente. O correto sempre prevalecerá. ⁣
E a rede se encherá de peixes. ⁣

Odailson Fonseca (via facebook)

sábado, 26 de setembro de 2020

O Fechamento da Porta da Graça

Como adventistas do sétimo dia, cremos que antes da volta de Jesus a esta Terra haverá um momento em que cessará a oportunidade de salvação para a humanidade. Será um tempo memorável, de consequências eternas. O fechamento da porta da graça é um termo que designa o fim da oportunidade de salvação para o ser humano. A raiz desse termo está na experiência de Noé no período antediluviano.

A Bíblia nos ensina a respeito do fechamento da porta da graça e das sete últimas pragas. Antes da volta de Jesus, a Bíblia anuncia o derramamento de sete pragas sobre os que rejeitaram o plano da salvação (Apocalipse 16:1 a 21). Neste tempo, os salvos já foram separados por Deus, pois os justos não sofrerão os efeitos das pragas (Salmos 91:7 a 11; 23:1 a 6). O início das pragas marca o fim do juízo investigativo e da intercessão de Cristo.

Lemos em Apocalipse 22:11 que, terminado o juízo investigativo, o “injusto continue fazendo injustiça, e o imundo sendo imundo; que o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se”. 

Esse evento é chamado de “fechamento da porta da graça”. Quando isso acontecer, cessará o ministério de intercessão do Espírito Santo e não haverá mais oportunidade de salvação. Jesus deixará de atuar no Santuário Celestial. Nesse tempo, a humanidade enfrentará uma crise mundial sem precedentes, pois os anjos de Deus não mais estarão segurando os quatro ventos da Terra (Apocalipse 7:1 a 3). Iniciará, então, o tempo de angústia de Daniel 12:1.

As pragas serão derramadas sobre os portadores da marca da besta e os adoradores da sua imagem (Apocalipse 9:4). Sobre eles sobrevirão úlceras malignas e perniciosas. Cremos que as pragas serão literais, porém não universais. São elas: chagas malignas, mar em sangue, rios em sangue, sol como fogo, escuridão tremenda, rio Eufrates seco e terremotos.

A proteção de Deus repousará sobre Seus filhos fiéis. Entre os mandamentos de Deus está o Seu selo, que garante a proteção divina em meio aos terríveis conflitos que marcarão o final da história do pecado neste planeta. Somente aqueles que aceitam a Jesus e recebem o selo de Deus, o “sábado”, estarão protegidos neste tempo.

Na sexta e sétima pragas, há o Armagedom, uma batalha espiritual entre o bem e mal. É a última tentativa de Satanás para destruir o povo de Deus. Satanás reunirá seus seguidores, e Cristo confirmará Seus fiéis, livrando-os das mãos dos perseguidores. Tudo está preparado para a volta de Jesus (Mateus 24:29 e 30).

Concluída a obra de intercessão no santuário celestial, logo após o fechamento da porta da graça e o derramamento das sete pragas, Jesus receberá a ordem do Pai para cessar Sua atividade de intercessão no santuário celestial. Jesus trocará Suas vestes sacerdotais pelo manto real e sairá do santuário celestial para vir à Terra como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Ele virá buscar aqueles que aceitaram a purificação do pecado oferecida por Ele e viveram de acordo com as orientações deixadas em Sua Palavra. Juntos, iniciarão uma nova vida sem a presença da dor, da morte, do sofrimento. O fechamento da porta da graça revela a proximidade de um aguardado encontro entre Deus e Seu povo. 

Apesar das lutas, problemas e dificuldades, a volta de Jesus é a bendita esperança do cristão, prenunciada pelo fechamento da porta da graça. 

Prepare-se para este grande dia!

Paulo Godinho (via facebook)

"Quando Jesus deixar de interceder pelo homem, os casos de todos estarão decididos para sempre. Termina o tempo da graça; as intercessões de Cristo cessam no Céu. Esse tempo afinal virá repentinamente sobre todos, e os que não purificarem a alma pela obediência à verdade, serão encontrados dormindo. Quando se encerrar a obra do juízo de investigação, o destino de todos terá sido decidido, ou para a vida, ou para a morte. O tempo da graça finaliza pouco antes do aparecimento do Senhor nas nuvens do céu. Não haverá um tempo de graça depois da vinda do Senhor. Os que dizem que haverá, estão enganados e iludidos. Antes que Cristo venha, a situação será semelhante à que existiu antes do Dilúvio. E depois que o Salvador aparecer nas nuvens do Céu, ninguém terá outra oportunidade de obter a salvação. Todos terão feito suas decisões." (Ellen G. White - Eventos Finais, pp. 227-237)

Assista também o programa Arena do Futuro na TV Novo Tempo com o pastor Luis Gonçalves falando sobre o tema "O fechamento do tempo da graça".


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Sem precedentes

Eu não sei você, mas ultimamente tenho notado o aparecimento repetido da expressão "sem precedentes" - definida como “nunca feito, nunca visto ou nunca acontecido antes”, isto é, sem paralelo, sem comparação, sem igual. E parece estar na boca de todo mundo atualmente.

"Sem precedentes". Aqui está uma lista de manchetes no Google em que a expressão aparece: “Incêndios florestais em 2020: os incêndios na Califórnia, Washington, Oregon, são sem precedentes” (Vox); “Covid-19 leva os líderes a fazer intervenções sem precedentes, mas o que vem a seguir?” (The Guardian); “Mudanças climáticas: perda de gelo sem precedentes quando a Groenlândia bate recorde” (BBC); “Protestos massivos e sem precedentes na Bielo-Rússia” (NPR); “Está claro que o mundo hoje enfrenta uma crise sem precedentes” (RealNoevremya); "Queimada no pantanal sem precedentes" (IstoÉ); "EUA e Europa têm cisão sem precedentes após anúncio de sanções ao Irã" (O Tempo): "A queda sem precedentes do PIB do G-20" (Estadão); e mais um entre dezenas, este é o eufemismo do dia: “São Francisco se prepara para a eleição de novembro sem precedentes” (SFBay).

“Sem precedentes” - o que há de tão popular nessa expressão? Apenas um fascínio da mídia de notícias ou é a tentativa da humanidade de condensar em uma expressão nossa angústia sobre a magnitude impressionante da agitação e da mudança que rola em nossos feeds de notícias 24 horas por dia, 7 dias por semana?

"Sem precedentes". Acontece que a Sagrada Escritura também recorre a ela. Sem nem mesmo usar a expressão, Daniel descreve: “Nesse tempo, aparecerá o anjo Miguel, o protetor do povo de Deus. Será um tempo de grandes dificuldades, como nunca aconteceu desde que as nações existem [sem precedentes]” (Dn 12:1). Fim dos tempos sem precedentes - inigualável por qualquer coisa na história. O próprio Jesus reproduz a descrição final de Daniel: “Porque naqueles dias haverá um sofrimento tão grande como nunca houve [sem precedentes] desde que Deus criou o mundo; e nunca mais acontecerá uma coisa igual” - tão sem precedentes serão aqueles tempos, que Jesus continua - “Porém Deus diminuiu esse tempo de sofrimento. Se não fosse assim, ninguém seria salvo. Mas, por causa do povo que Deus escolheu para salvar, esse tempo será diminuído” (Mt 24:21, 22). Lembra um pouco a lista de manchetes no Google, não é?

Você tem ideia do que Deus está tentando lhe dizer? Bem, se ainda não tem, este seria um bom momento para ter. As manchetes cada vez maiores com sua ladainha de eventos “sem precedentes” dificilmente surpreendem o estudante da Palavra de Deus. Daniel, Apocalipse, o mini-apocalipse de Jesus (Mateus 24/Marcos 13/ Lucas 21) clamam por nossa investigação cuidadosa. Por quê? Então devemos acessar mais uma manchete deprimente e sobrecarregar nossos espíritos já ansiosos? De modo nenhum.

Jesus vai direto ao ponto: “Digo isso agora, antes que essas coisas aconteçam, para que, quando acontecerem, vocês creiam” (João 14:29). Você pegou isso? O objetivo da profecia, o objetivo das predições embutidas de Jesus, é fazer de nós crentes! A lista crescente de “sem precedentes” girando em torno de nós nestes dias incertos é simplesmente o chamado do Espírito para acreditar Nele, que é o Senhor tanto da história quanto da profecia (história antecipada). “Estou lhe contando tudo isso para que, quando de repente você perceber que entrou em uma época de revolta e mudança 'sem precedentes', não tema - ao invés disso, acredite em Mim com ainda mais confiança!”

Na verdade, é exatamente assim que Jesus colocou no final de Suas predições: “Quando essas coisas começarem a acontecer, fiquem firmes e de cabeça erguida, pois logo vocês serão salvos” (Lucas 21:28). Aí está - a melhor notícia de todas - Jesus virá em breve! Sem precedentes? Você está de brincadeira? Será a única manchete sem precedentes - antes, depois ou sempre. "Ora, vem, Senhor Jesus!"

O comentário original foi postado no blog do ministério da televisão New Perceptions, The Fourth Watch.

"Uma Humanidade"

Um documento que aborda racismo, sistema de castas, tribalismo e etnocentrismo foi votado pela Comissão Administrativa da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Silver Spring, Maryland, Estados Unidos.

O documento original (em inglês) está disponível aqui. Abaixo, veja na íntegra o teor da declaração:

Uma humanidade: uma declaração das relações humanas abordando racismo, sistema de castas, tribalismo e etnocentrismo

O dever moral de declarar os princípios bíblicos no tratamento de outros seres humanos tornou-se fundamental à medida que o mundo reconhece cada vez mais o flagelo persistente da injustiça racial, dos conflitos tribais e da intolerância nos sistemas de castas sofrido por milhões de pessoas em todas as sociedades e regiões do mundo. Deus “de um só homem fez todas as nações para habitarem sobre a face da terra” (Atos 17:26), e Jesus nos ensina a amar nosso próximo como a nós mesmos (Mateus 22:39).

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece a importante responsabilidade de tornar seus compromissos e compaixão claros para um mundo que espera palavras e ações em harmonia com os ensinamentos de Jesus. Nosso compromisso flui de nossa missão de pregar o Evangelho de Jesus Cristo a “cada nação, tribo, língua e povo” (Apocalipse 14:6), em nosso mundo turbulento, pois reconhecemos que apenas Cristo pode mudar o coração humano.

Os adventistas do sétimo dia estão comprometidos com as verdades bíblicas imutáveis que revelam que os seres humanos foram criados à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Com base no relato da criação no livro de Gênesis, acreditamos na igualdade imutável e dada por Deus para todas as pessoas em todos os tempos, lugares e circunstâncias. Todos nós descendemos de Adão e Eva, nossos ancestrais originais, que fazem de toda a humanidade uma só família (Gênesis 3:20). Mesmo os trágicos resultados da escolha humana de se rebelar contra Deus não apagaram as relações duradouras entre todos os seres humanos. As distinções de raça, etnia, casta e tribo são usados para segmentar e dividir pecaminosamente a unidade fundamental que Deus desejou que os seres humanos experimentassem com Ele e uns com os outros.

Mantemos nossa fidelidade aos princípios bíblicos de igualdade e dignidade de todos os seres humanos diante das tentativas históricas e contínuas de usar cor da pele, lugar de origem, casta ou linhagem percebida como um pretexto para um comportamento opressivo e dominador. Essas tentativas são uma negação de nossa humanidade compartilhada, e deploramos toda agressão e preconceito como uma ofensa a Deus. Todavia, reconhecemos que muitos membros de nossa igreja mundial falham em defender essa verdade bíblica sobre a igualdade de todas as pessoas.

Ao contrário dos ensinamentos e do exemplo de Jesus, alguns crentes absorveram ideias pecaminosas e desumanizantes sobre a valorização racial, tribal, de casta e étnica que levaram a práticas que prejudicam e ferem a família humana. Essas maneiras de pensar e as práticas delas decorrentes enfraquecem as próprias verdades que nos comprometemos a viver e a ensinar. Pedimos desculpas por não termos falado ou agido com ousadia sobre esses assuntos no passado.

Os adventistas do sétimo dia são membros de uma igreja global e diversa e estão comprometidos em ser agentes de paz e reconciliação na sociedade, mostrando e defendendo a verdade bíblica sobre nossa ancestralidade compartilhada. “Porque o amor de Cristo nos constrange” a considerar as pessoas do ponto de vista dEle e a ser Seus “embaixadores” neste mundo dividido com a “palavra da reconciliação” (II Coríntios 5:14, 19, 20). Apoiaremos e cuidaremos dos marginalizados e maltratados por causa de sua cor, casta, tribo ou etnia (Mateus 25:40).

Acreditamos que aqueles que abusam dos outros devem, de acordo com os princípios bíblicos, ser devidamente levados à justiça e, por fim, enfrentarão o julgamento divino (Eclesiastes 12:14; Hebreus 9:27). Vamos ensinar e exortar que a verdade de Deus sobre as origens humanas e a igualdade, conforme ensinadas na Bíblia, são a base mais sensata de todas as relações humanas.

Deus coloca uma responsabilidade especial sobre aqueles que responderam à Sua graciosa salvação para todos (Gálatas 3:28) para demonstrar nosso compromisso com a igualdade, a justiça e a responsabilidade em todas as relações humanas. Deus criou cada pessoa única, e Sua poderosa influência em nossas vidas resulta em uma celebração das diferenças que respeitosamente valoriza a herança humana e cultural de cada pessoa. Reconhecemos que a solução final para os pecados de racismo, sistema de castas, tribalismo e etnocentrismo é a transformação de vidas e relacionamentos individuais por meio de Cristo e Seu poder salvífico. Aceitamos e abraçamos nosso compromisso cristão de viver, por meio do poder do Espírito Santo, como uma igreja que é justa, atenciosa e amorosa, baseada nos princípios bíblicos.

Deus convida a todos, de todos os lugares, a se unirem à igreja remanescente descrita na profecia bíblica (Apocalipse 12:17) na proclamação do evangelho eterno que se concentra na justiça de Jesus Cristo incluída nas três mensagens angélicas (Apocalipse 14:6-12). Essas mensagens devem ser dadas a “cada nação, tribo, língua e povo” culminando com o breve retorno de Cristo (Apocalipse 14:6,14). Ansiamos por um novo céu e uma nova terra, quando “não haverá mais dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:4).

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Missionários dekasseguis

Igrejas cristãs tiveram um boom silencioso nas últimas décadas no Japão, um arquipélago historicamente budista e xintoísta — as duas religiões abrangem mais de 90% da população. Proibido entre 1614 e 1873, o cristianismo conta com cerca de 1,9 milhões de fiéis hoje, o que representa apenas 1,1% da população do país.

Segundo o Shukyo Nenkan de 2019, o relatório religioso anual da Agência de Assuntos Culturais do país, há 84 mil organizações xintoístas (46,9%), 77 mil budistas (42,6%) e 4,7 mil cristãs (2,6%) ativas. Também há 14 mil organizações de outras religiões (7,9%), não identificadas nominalmente. Tampouco há distinções entre igrejas cristãs católicas e evangélicas.

Na década de 1990, os primeiros dekasseguis brasileiros eram majoritariamente católicos não-praticantes. Instalados no arquipélago, eles não se aproximaram das maiores religiões japonesas (budismo e xintoísmo) por não dominarem o idioma, entre outros motivos. Paulatinamente, porém, eles se converteram a igrejas evangélicas brasileiras que iniciaram missões no país.

O pastor paulistano Guenji Imayuki, 52 anos, também lembra a frase do Evangelho de Mateus ao justificar suas motivações missionárias. Imayuki trabalhou durante 7 anos com descendentes de japoneses no Brasil.

Depois, foi convocado para trabalhar no Japão. Desde 2015 no arquipélago asiático, ele é missionário overseas (além-mar), uma categoria da Igreja Adventista Do Sétimo Dia (Iasd) que envolve um contrato inicial de cinco anos, prorrogável por mais cinco.

Em 2017 foi inaugurado o Centro Cristão Tokai, em Kakegawa (Shizuoka), em um antigo ponto de entretenimento e karaokê. Ali, Imayuki pretende treinar imigrantes brasileiros para evangelizar japoneses.

"É a expectativa, mas a realidade é mais difícil do que nós imaginamos", relata. "Toda igreja que tem mais de 30% de imigrantes é difícil, pois dificilmente os nativos vão aderir. Primeiro, precisamos alcançar e treinar os imigrantes brasileiros. Depois, a partir deles, pretendemos alcançar os japoneses." Nos encontros aos sábados, a unidade de Kakegawa reúne cerca de 80 participantes; entre eles, apenas 2 japoneses.

Com seu primeiro templo no Brasil fundado em 1896, a Igreja Adventista é bastante estruturada e, no Japão, inclui instituições como dez escolas elementares, asilos, cursos de enfermagem e teologia, hospitais em Tóquio, Kobe e Okinawa.

"Nossa filosofia não é só o Evangelho, é o estilo de vida", comenta.

Igrejas japonesas são vistas como sombrias e sérias, enquanto igrejas internacionais são consideradas mais amigáveis. No treinamento, diz Imayuki, a ideia é enfatizar a assertividade e a expressividade brasileiras, mas equilibrando-as com a cultura japonesa, mais reservada.

Segundo o pastor, há dois focos principais dos adventistas antes de conquistar os japoneses: despertar o interesse de jovens brasileiros e de outros estrangeiros asiáticos presentes no arquipélago, como filipinos, nepaleses e vietnamitas. "É preciso trabalhar a mentalidade desses jovens: eles precisam conhecer a cultura japonesa, mas manter a identidade deles. É difícil professar a fé nesse país. É um longo caminho."

Com informações da BBC News Brasil

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Combate à Cristofobia no Brasil?

Em um discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU
) na terça-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil é um país "cristão, conservador e tem na família a sua base", embora a Constituição estabeleça que o país é laico e secular. Ele também fez um "apelo" à comunidade internacional "pela liberdade religiosa e combate à cristofobia."

A fala de Bolsonaro é um aceno a sua base eleitoral evangélica. Esse segmento religioso, que representa 30% da população, é hoje uma das principais forças políticas do país e sua bancada representa cerca de 20% da Câmara dos Deputados.

Dentro das esferas evangélicas, o termo cristofobia tem sido usado para se referir a perseguições sofridas por adeptos do cristianismo em diversos países, principalmente em locais onde eles são minoria. Há inúmeros relatos de prisões, violência e assassinatos de cristãos na Ásia, em países do Oriente Médio e da África.

Porém, no Brasil, a chamada cristofobia também tem sido usada para se referir a episódios de preconceito e discriminação contra evangélicos, embora não exista no país um sistema estruturado de perseguição violenta contra esse setor religioso.

Todos os anos, a ONG internacional Portas Abertas, que auxilia cristãos que sofrem perseguição religiosa, produz um ranking de 50 países onde seguidores do cristianismo são mais perseguidos por causa de sua fé — o estudo é feito a partir de relatos de incidentes de violência. Desde que a lista começou a ser feita, há 25 anos, o Brasil nunca apareceu entre os 50 primeiros colocados.

Na edição 2020, por exemplo, os primeiros do ranking são Coreia do Norte, Afeganistão, Somália, Líbia e Paquistão. Em alguns dos países da lista, o próprio governo proíbe o cristianismo ou fomenta a perseguição contra cristãos por parte de grupos extremistas de outras religiões.

"Definimos perseguição quando o cristão experimenta, como resultado de sua identificação com Jesus Cristo, atitudes hostis, ações sistemáticas de cerceamento da liberdade, encarceramento, hostilidade verbal e violência do Estado e da família", explica Marco Cruz, secretário-geral da ONG Portas Abertas.

'Casos isolados'
Embora tenha um escritório em São Paulo, a entidade não atua no auxílio de cristãos no Brasil, e sim na divulgação do trabalho feito em 60 países, além arrecadar doações.

Para Cruz, que é evangélico, não dá para falar em "cristofobia" no Brasil. "Há casos isolados de preconceito, mas, no nosso contexto, não consideramos que exista no Brasil uma perseguição estruturada e sistemática contra cristãos, como em outros países. Nós podemos expressar nossa fé livremente, ninguém é expulso de algum local por ser cristão, nenhuma pessoa morre ou é presa no Brasil por ser cristã", diz.

O pastor batista Levi Araújo concorda que não existe cristofobia no Brasil. "O que existe é ignorância, generalizações e preconceitos obtusos contra os evangélicos, e isso está custando caro para todos os brasileiros, evangélicos ou não, além de fortalecer os 'terrivelmente evangélicos', que são a maioria em nosso segmento", afirmou.

"Terrivelmente evangélico" foi uma expressão usada pelo presidente Bolsonaro quando questionado sobre qual seria o perfil ideal para uma indicação sua a uma vaga o Supremo Tribunal Federal.

"Há outra perseguição que precisa ser denunciada: a perseguição dos terrivelmente evangélicos contra aqueles que não são assim. Os seguidores de Jesus de Nazaré estão sendo perseguidos pelos terrivelmente evangélicos", afirmou Araújo, que tem se mostrado uma das vozes mais críticas à aliança entre o bolsonarismo e pastores conservadores de grande igrejas.

"Como se não bastasse, alguns 'isentões' que não querem bater de frente com os terrivelmente evangélicos, terminam, por ação ou omissão, vendendo os discípulos de Jesus de Nazaré por 30 moedas de prata", diz.

Já Magno Paganelli, doutor em história social pela Universidade de São Paulo (USP), embora destaque que religiões afro-brasileiras sofram mais com discriminação, acredita que exista de fato uma cristofobia no Brasil, "se você considera o rigor do conceito de islamofobia, lgbtfobia e afins".

Para ele, essa cristofobia se manifesta muitas vezes dentro dos setores acadêmicos, corporativos e de imprensa. Cita como exemplo o tratamento dado às nomeações dos ministros Milton Ribeiro (Educação) e André Mendonça (Justiça), além do presidente da Capes, Benedito Guimarães Aguiar Neto.

"Todos eles têm forte e admirável formação acadêmica e trajetória reconhecida em seus setores de atividade, mas a comunidade científica e os especialistas de plantão destacaram crenças pessoais e filiação religiosa. Isso é cristofobia explícita que precisa ser reconhecida e combatida", afirma Paganelli.

Por outro lado, há quem acredite que o uso do termo cristofobia por alguns setores evangélicos e políticos do Brasil seja uma maneira de "tentar equiparar" a perseguição e a discriminação violenta sofrida por LGBTs, negros e outras minorias.

"É evidente que cristãos são perseguidos em outros países, mas isso não acontece no Brasil, onde eles são a esmagadora maioria", diz Renan Quinalha, professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"Sem negar que existam casos concretos e isolados de preconceito, mas me parece que essa operação de falar em cristofobia é falaciosa. Ainda mais guardando analogia com outras fobias, que são estruturais, institucionais e culturais no Brasil, como o racismo e LGBTfobia", afirma.

"O que a gente tem visto, na verdade, é o oposto: setores religiosos têm se articulado com o bolsonarismo de maneira expressiva para desestabilizar o Estado laico, promovendo inclusive uma cruzada moral contra LGBTs, religiões afro-brasileiras, entre outros. Apesar disso, aparece esse discurso da cristofobia que tenta vitimizar um setor que não é vítima". (Com informações de G1)

Nota do blog: Os adventistas do sétimo dia apoiam enfaticamente a separação Igreja-Estado. A Igreja possui o Departamento de Relações Públicas e Liberdade Religiosa que incentiva, onde for possível, a necessidade de um Estado laico. Por isso, a igreja tem sido ativa por mais de 100 anos em defender a liberdade de religião das pessoas independente de sua fé. Mas, como sabemos, logo chegará o tempo em que o povo de Deus será realmente perseguido. Um pouco antes do retorno de Jesus, o protestantismo e o catolicismo se unirão com o objetivo de forçar a observância universal do domingo (leia sobre a Lei Dominical aqui). Vejamos o que diz Ellen G. White:

"Está chegando o tempo de o povo de Deus sentir a mão da perseguição por santificar o sétimo dia. Satanás motivou a mudança do sábado na esperança de concretizar seu propósito, a derrota dos planos de Deus. Ele procura tornar os mandamentos de Deus menos importantes no mundo do que as leis humanas. O homem do pecado, que cuidou em mudar os tempos e a lei, e já oprimiu o povo de Deus, fará com que sejam promulgadas leis que imponham a observância do primeiro dia da semana. Mas o povo de Deus deve ficar firme a favor dEle. E o Senhor operará em Seu favor, mostrando claramente ser Ele o Deus dos deuses" (Conselhos para a Igreja, p. 325).

"Está prestes a sobrevir ao povo de Deus o tempo de angústia. Então é que sairá o decreto que proíbe aos que guardam o sábado do Senhor, comprar ou vender, ameaçando-os de punição, e mesmo de morte, se não observarem como dia de descanso o primeiro dia da semana" (Eventos Finais, p. 257).

“Quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. Aproximando-se o tempo indicado no decreto, o povo conspirará para desarraigar a odiada seita” (O Grande Conflito, p. 635).

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Em qual candidato Jesus votaria nessas eleições?

A publicidade é intensa. Todos os veículos de comunicação divulgam nomes de pessoas que pleiteiam uma cadeira no legislativo ou um gabinete no executivo. Algumas delas contam com os amigos para se eleger, outras erguem bandeiras e buscam, entre os simpatizantes da causa que defendem, um voto de confiança e o voto nas urnas, prometendo representá-los, caso sejam eleitos. Num ambiente democrático, o cristão também precisa manifestar sua posição, e deve deixar que seus princípios o conduzam, a fim de honrar a Deus com sua decisão.

A Bíblia é o guia do cristão para as decisões de sua vida. Jesus Cristo é apresentado nela como um exemplo a ser imitado (Ef 5:1; Fp 2:5-9; Hb 12:2, 3). Quem busca cumprir a vontade de Deus consulta as santas Escrituras a fim de encontrar nelas orientação adequada e exemplos para imitação. Para muitas decisões, a Bíblia dá o esclarecimento necessário. Mas, para outras questões, ela aparentemente não tem nada a declarar. Mesmo com respeito àquilo que a Palavra de Deus silencia, o cristão pode dela extrair, com a ajuda do Espírito Santo, princípios e sabedoria para todas as escolhas da vida. 

Em que candidato Jesus votaria? Se Ele é o modelo, seu procedimento deve ser exemplo para tudo. E por que não para as preferências eleitorais? 

Em 1896, o pastor norte-americano Charles M. Sheldon, da Igreja Congregacional, publicou o livro Em seus passos o que faria Jesus? Nele, Sheldon inventa a história de uma congregação cristã cujos membros procuram, durante um ano, viver o desafio de tomar cada atitude como resposta à pergunta que intitula o livro. Na história criada por Sheldon, os cristãos votam, nas eleições municipais, a favor de candidatos que estampam princípios cristãos e defendem valores morais, que, no contexto da época, abrangia a defesa da proibição do comércio de bebidas alcoólicas e dos jogos de azar. 

Na obra, Sheldon tentou responder a uma pergunta difícil. Os personagens de seu livro presumiram os critérios que Jesus teria usado para definir seu voto. Essa é uma preocupação válida para o cristão. No entanto, Jesus Cristo viveu em um momento histórico em que o sistema democrático não existia na forma como o conhecemos hoje. Nascido no auge do Império Romano (Lc 2:1), Jesus viveu sua vida terrena sem ter que votar como nós. E, surpreendentemente, Ele foi mais indiferente à política de seus dias do que querem alguns. 

No entanto, em um aspecto Cristo votou. Ele elegeu pessoas, não para cargos públicos, mas para o Reino dos Céus! Ele escolheu doze homens para serem seus apóstolos (Lc 6:13) e para que se assentassem em tronos a fim de serem juízes celestiais (Mt 19:28). Designou mais setenta para que fossem de dois em dois e o precedessem nas cidades aonde ia (Lc 10:1). Mas, acima de tudo, deu o voto que é suficiente para eleger qualquer pecador indigno à condição de herdeiro do Reino de Deus (Ap 21:7). 

Jesus votaria em candidatos corruptos? É exigida honestidade e integridade perfeitas para se candidatar ao Reino de Deus (1Co 6:9, 10). No entanto, até mesmo o mais corrompido pecador pode ter a “ficha limpa”, se for lavado, santificado e justificado por Jesus e pelo Espírito Santo (1Co 6:11). 

Foi assim que pelo menos dois funcionários públicos com histórico de corrupção, Levi Mateus (Mt 9:9) e Zaqueu (Lc 19:1-10), foram eleitos por Jesus para o Reino. Semelhantemente, Paulo, o “principal dos pecadores” (1Tm 1:15), um homem que esteve envolvido com a prática de tortura, além de prisões e execuções claramente injustas (At 8:3; 26:10, 11), foi “constituído ministro” das coisas que Deus lhe revelou (At 26:16). 

Cristo não hesita em confiar os mais importantes cargos de Seu Reino a pessoas com um passado sujo. Pelo contrário, Ele expressou sua preferência por pecadores (Mc 2:17). Discursando aos pretensiosos fariseus, que se julgavam dignos de se assentarem nas mais importantes posições do governo de Deus (Mt 23:2), Jesus revelou que pessoas de moral duvidosa precederiam muito candidato honesto no Reino dos Céus (Mt 21:31). 

Com seu voto, Jesus quer eleger pessoas que, apesar de seu passado, defeitos e falhas, aceitam ser transformadas por Deus. Ele disse: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome” (Jo 15:16, NVI). 

Quando Cristo regressar, os eleitos pelo voto de Cristo assumirão um cargo mais elevado que o dos anjos (1Co 6:3): eles se assentarão ao lado de Cristo, em seu próprio trono (Ap 3:21), e “reinarão” com Cristo (Ap 20:6). 

Em qual candidato Jesus vai votar nessas eleições? 

Ele talvez não tenha muito o que manifestar sobre a política deste mundo, mas para o Reino dos Céus Ele deseja eleger pecadores como você e eu. 

Fernando Dias (via Revista Adventista)

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Dia da Árvore

O Dia da Árvore é comemorado hoje, dia 21 de Setembro. O objetivo deste dia é conscientizar sobre a importância da preservação das árvores e das florestas, incentivando a proteção do meio ambiente com atitudes que trazem benefícios à natureza, e por estar próxima ao início da Primavera. Este dia também nos convida a uma reflexão sobre duas importantes árvores do jardim do Éden...

"E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden. ... Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal" (Gênesis 2:8-9).

Ellen G. White assim descreve as duas árvores:

"No meio do jardim estava a árvore da vida, sobrepujando em glória a todas as outras árvores. Seu fruto assemelhava-se a maçãs de ouro e prata, e destinava-se a perpetuar a vida. As folhas continham propriedades curativas" (História da Redenção, p. 22). 

"O fruto da árvore da vida no Jardim do Éden possuía virtude sobrenatural. Comer dele significava viver para sempre. Seu fruto era o antídoto da morte. Suas folhas eram para o sustento da vida e a imortalidade. Mas em virtude da desobediência do homem, a morte entrou no mundo. Adão comeu da árvore do conhecimento do bem e do mal, comeu do fruto que lhe tinha sido proibido tocar. Sua transgressão abriu as comportas das desgraças sobre o mundo" (Testemunhos para a Igreja 8, p. 288).

"No meio do jardim, perto da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Esta árvore fora especialmente designada por Deus para ser a garantia de sua obediência, fé e amor a Ele. O Senhor ordenou a nossos primeiros pais que não comessem desta árvore nem tocassem nela, senão morreriam. Disse que podiam comer livremente de todas as árvores do jardim, exceto daquela, pois se dela comessem certamente morreriam" (História da Redenção, p. 24).

No Éden, Deus deu a ordem que se poderia comer livremente de todas árvores do jardim, menos da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque, se dela comessem, certamente morreriam (Gênesis 2:16, 17). O casal edênico desobedeceu e foram expulsos do jardim para que não tomassem do fruto da árvore da vida, comessem e imortalizassem assim o pecado/rebelião (Gênesis 3:3-24). O ato de desobedecer a Deus trouxe aos seres humanos sofrimento de âmbito integral e ocasionou a morte (Gênesis 3:19). Contudo, Deus não deixou o homem sem esperança. Mesmo diante da rebelião, o Senhor fez vestimentas de peles e os vestiu e prometeu o Descendente Salvador (Gn 3:15, 21). 

No meio do jardim, Deus havia plantado a árvore da vida juntamente com a árvore do conhecimento do bem e do mal. Em correlação a esta narrativa está a descrição da árvore da vida na nova Jerusalém no meio da praça principal de uma a outra margem do rio da vida (Apocalipse 22:2). Porém, há um aspecto transformado. É possível perceber a ausência da árvore do conhecimento do bem e do mal, não havendo nenhuma referência à ela. Manifestando, assim, que o período de prova está acabado e que o povo de Deus foi reivindicado. O relato da nova Terra revela que aqueles que lavaram as suas vestes no sangue do Cordeiro terão direito à árvore da vida e nunca mais será posto diante dela querubins com espadas flamejantes para impedir que seres humanos tenham acesso a seu fruto (Apocalipse 22:2, 14; Gênesis 3:24).

Finalizamos com esta linda descrição da nova Terra nos dada por Ellen White:

"Os santos remidos, que aqui houverem amado a Deus e observado os Seus mandamentos, entrarão pelas portas da cidade, e terão direito à árvore da vida. Dela comerão livremente, como nossos primeiros pais, antes da queda. As folhas daquela árvore frondosa e imortal será para a cura das nações. Todos os seus ais terão desaparecido. Nunca mais sofrerão doença, tristeza ou morte, pois foram curados pelas folhas da árvore da vida. Jesus, então, verá o trabalho da Sua alma e ficará satisfeito, quando os remidos que estiveram sujeitos à tristeza, aos trabalhos e aflições, que gemeram sob a maldição, se reunirem ao redor da árvore da vida, para comer o seu fruto imortal, a que nossos primeiros pais perderam todo o direito, quando transgrediram os mandamentos de Deus. Não haverá perigo de jamais perderem novamente o direito à árvore da vida, pois aquele que tentou nossos primeiros pais a pecar será destruído pela segunda morte" (The Youth’s Instructor, outubro de 1852).