quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

OS ANJOS NA CRISE FINAL

A relação do mundo visível com o invisível, o ministério dos anjos de Deus, a operação dos espíritos maus, acham-se claramente revelados nas Escrituras, e inseparavelmente entretecidos com a história humana. Neste artigo, veremos como será a atuação destes agentes dos dois partidos de modo especial na crise final da história deste mundo.

Aparecerão anjos bons e maus
Agentes satânicos sob forma humana tomarão parte neste último grande conflito, para opor-se à edificação do reino de Deus. Anjos celestiais em aparência humana também estarão no campo de ação. Os dois partidos antagônicos prosseguirão existindo até o encerramento do último grande capítulo da história deste mundo. Satanás utilizará cada oportunidade para induzir os homens a apartar-se de seu concerto com Deus. Ele e os anjos que com ele caíram aparecerão na Terra como homens, procurando enganar. Os anjos de Deus igualmente aparecerão como homens, e farão uso de todos os meios em seu poder para derrotar os propósitos do inimigo. Temos uma parte a desempenhar. 

A obra dos anjos malignos através do Espiritismo
Satanás tem há muito estado a preparar-se para um esforço final a fim de enganar o mundo. Pouco a pouco ele tem preparado o caminho para a sua obra-mestra de engano: o desenvolvimento do espiritismo. Até agora não conseguiu realizar completamente seus desígnios; mas estes serão atingidos no fim dos últimos tempos. Com exceção dos que são guardados pelo poder de Deus, pela fé em Sua Palavra, o mundo todo será envolvido por esse engano. Anjos maus aparecem sob a forma dos que morreram, relatando incidentes ligados à vida deles e desempenhando atos que eles realizaram enquanto viviam. Desta forma [os anjos maus] levam as pessoas a acreditar que seus amigos mortos são anjos, os quais podem estar a seu lado e comunicar-se com eles. Esses anjos maus, que se apresentam como os queridos mortos, são tratados com uma certa idolatria, e sua palavra é considerada como de muito maior peso que a Palavra de Deus. 

Milagres no Tempo do Fim
Antes do fim do tempo ele [Satanás] operará maravilhas ainda maiores. Até onde chegar o seu poder, ele há de realizar verdadeiros milagres. Dizem as Escrituras: "E engana os que habitam na Terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse" (Ap 13:14) - não meramente os que ele pretende fazer. Esse texto apresenta alguma coisa mais que simples ilusões. Não precisamos ser enganados. Cenas assombrosas, com as quais Satanás estará intimamente ligado, terão lugar em breve. A Palavra de Deus declara que Satanás operará milagres. Fará com que as pessoas fiquem doentes, e depois, de repente removerá delas seu poder satânico. Serão consideradas então como curadas. Essas obras de cura aparente levarão os adventistas do sétimo dia à prova. Cumpre buscarmos todos armar-nos para o combate em que nos havemos de em breve empenhar. A fé na Palavra de Deus, o estudo apoiado pela oração e aplicado praticamente, será nossa proteção contra o poder de Satanás, levando-nos à vitória pelo sangue de Cristo. 

Espíritos malignos ativos entre o remanescente
Anjos maus na forma de crentes trabalharão em nossas fileiras para introduzir um forte espírito de descrença. Não permitam que nem isto os desanime, mas apresentem um coração sincero para auxílio do Senhor contra os poderes de instrumentos satânicos. Esses poderes do mal se ajuntarão em nossas reuniões, não para receber uma bênção, mas para neutralizar as influências do Espírito de Deus. Satanás e seus anjos aparecerão na Terra como homens e se misturarão com aqueles acerca dos quais a Palavra de Deus diz: "Nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios" (1Tm 4:1). 

Anjos realizarão a obra negligenciada pelos homens
Quando o poder divino se combinar com os esforços humanos, a obra espalhar-se-á como o fogo na palha. Deus empregará meios cuja origem os homens não serão capazes de discernir. Anjos realizarão uma obra que os homens teriam sido abençoados em empreender, não houvessem eles negligenciado os reclamos de Deus. 

Anjos suprirão as necessidades do povo de Deus
Vi os santos deixarem as cidades, e vilas, reunirem-se em grupos e viverem nos lugares mais solitários da Terra. Anjos lhes proviam alimento e água, enquanto os ímpios estavam a sofrer de fome e sede. No tempo de angústia, precisamente antes da vinda de Cristo, os justos serão preservados pelo ministério de anjos celestiais; não haverá segurança para o transgressor da lei de Deus. Anjos magníficos em poder os protegerão, e em favor deles Jeová Se revelará como "Deus dos deuses", capaz de salvar perfeitamente os que nEle puseram a sua confiança. 

Personificações de Satanás
Nessa época aparecerá o anticristo, como o Cristo verdadeiro, e então a lei de Deus será anulada completamente entre as nações do mundo. Amadurecerá a rebelião contra a santa lei de Deus. Mas o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás disfarçado em anjo de luz. Os homens serão iludidos e o exaltarão ao lugar de Deus, deificando-o. Mas a Onipotência intervirá, e às igrejas apostatadas que se unirem na exaltação de Satanás, se expedirá a sentença: "Portanto, num dia virão as suas pragas: a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo, porque é forte o Senhor Deus, que a julga" (Ap 18:8). Disfarçado de anjo de luz, Satanás percorrerá a Terra operando maravilhas. Em bonita linguagem apresentará ternos sentimentos. Realizará boas ações. Cristo será personificado, mas em um ponto haverá marcante distinção. Satanás apartará o povo da lei de Deus. Apesar de tudo, a contrafação será tão perfeita que, se possível, os próprios eleitos seriam enganados. Cabeças coroadas, presidentes, governantes em elevada posição, prostrar-se-ão ante suas falsas teorias.

Anjos maus estimulam a perseguição
Satanás está em constante operação para agitar os poderes do inferno de sua confederação do mal contra os justos. Ele capacita instrumentos humanos com seus próprios atributos. Anjos malignos, unidos com homens maus, empreenderão esforços para prejudicar, perseguir e destruir. Ao deixarem os santos as cidades e vilas, eram perseguidos pelos ímpios, que os procuravam matar. Mas as espadas que se levantavam para matar o povo de Deus, quebravam-se e caíam tão impotentes como uma palha. Anjos de Deus protegiam os santos. 

Após o encerramento da Graça
A ira de Satanás aumenta à medida que seu tempo encurta, e sua obra de engano e destruição alcança o clímax. Findou a longanimidade de Deus. O mundo rejeitou Sua misericórdia, desprezou Seu amor e transgrediu Sua lei. Os ímpios ultrapassaram os limites da graça e o Senhor retira deles Sua proteção, deixando-os à vontade do líder que escolheram. Como ato culminante no grande drama do engano, o próprio Satanás personificará Cristo. A igreja tem há muito tempo professado considerar o advento do Salvador como a realização de suas esperanças. Assim, o grande enganador fará parecer que Cristo veio. Em várias partes da Terra, Satanás se manifestará entre os homens como um ser majestoso, com brilho deslumbrante, assemelhando-se à descrição do Filho de Deus dada por João no Apocalipse (cap. 1). A glória que o cerca não é excedida por coisa alguma que os olhos mortais já tenham contemplado. Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: "Cristo veio! Cristo veio!" O povo se prostra em adoração diante dele, enquanto este ergue as mãos e sobre eles pronuncia uma bênção, assim como Cristo abençoava Seus discípulos quando aqui na Terra esteve. Sua voz é meiga e branda, cheia de melodia. Em tom manso e compassivo apresenta algumas das mesmas verdades celestiais e cheias de graça que o Salvador proferia; cura as doenças do povo, e então, em seu pretenso caráter de Cristo, alega ter mudado o sábado para o domingo, ordenando a todos que santifiquem o dia que ele abençoou. Declara que aqueles que persistem em santificar o sétimo dia estão blasfemando de seu nome, pela recusa de ouvirem seus anjos a eles enviados com a luz e a verdade. É este o poderoso engano, quase invencível. 

Anjos e o Decreto Universal de Morte
As sentinelas celestiais, fiéis ao seu encargo, continuam com sua vigilância. Visto que um decreto geral haja fixado um tempo em que os observadores dos mandamentos poderão ser mortos, seus inimigos nalguns casos se antecipam ao decreto e, antes do tempo especificado, se esforçam por tirar-lhes a vida. Mas ninguém pode passar através dos poderosos guardas estacionados em redor de toda alma fiel. 

Deus Se interpõe quando os ímpios tentam matar o Seu povo
O povo de Deus - alguns nas celas das prisões, outros escondidos nos retiros solitários das florestas e montanhas pleiteia ainda a proteção divina, enquanto por toda parte grupos de homens armados, instigados pelas multidões de anjos maus, se estão preparando para a obra de morte. É então, na hora de maior aperto, que o Deus de Israel intervirá para o livramento de Seus escolhidos. É à meia-noite que Deus manifesta o Seu poder para o livramento de Seu povo. O sol aparece resplandecendo em sua força. Sinais e maravilhas se seguem em rápida sucessão. Os ímpios contemplam a cena com terror e espanto, enquanto os justos vêem com solene alegria os sinais de seu livramento. 

A Segunda Vinda de Cristo
Cristo vem com poder e grande glória. Vem com Sua própria glória e com a glória do Pai. Vem com todos os santos anjos. Ao passo que o mundo todo estará mergulhado em trevas, haverá luz em todos os lares dos santos. Eles hão de captar os primeiros raios de luz de Sua segunda aparição. Surge logo no oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, a distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em solene silêncio fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base uma glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. À sua volta, milhares e dezenas de milhares de anjos cantam a mais adorável canção. Sobre ela assenta-Se o Filho do homem. Nenhuma linguagem humana é capaz de descrever as cenas da segunda vinda do Filho do homem nas nuvens do Céu. Virá vestido nos trajes de luz, os quais tem usado desde os dias da eternidade. 

Os anjos e os ressuscitados
Por entre as vacilações da Terra, o clarão do relâmpago e o ribombo do trovão, a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem. Ele olha para a sepultura dos justos e, levantando as mãos para o céu, brada: "Despertai, despertai, despertai, vós que dormis no pó, e surgi!" Ele morreu por nós, e ressuscitou em nosso favor, a fim de que pudéssemos sair da sepultura para um glorioso companheirismo com os anjos celestiais, encontrar-nos com nossos entes queridos e reconhecer-lhes a fisionomia, pois a semelhança com Cristo não destrói sua imagem, mas a transforma à gloriosa imagem dEle. Todos os santos ligados aqui por laços familiares conhecerão ali uns aos outros. Os justos vivos são transformados "num momento, num abrir e fechar de olhos" (1Co 15:52). À voz de Deus foram eles glorificados; agora tornam-se imortais, e com os santos ressuscitados, são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares. Os anjos ajuntarão "os Seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da Terra até a extremidade do céu" (Mc 13:27). Existem colunas de anjos em ambos os lados, e os redimidos de Deus entram por entre querubins e serafins. Cristo lhes dá as boas-vindas e pronuncia sobre eles a bênção: "Bem está, servo bom e fiel... entra no gozo do teu Senhor" (Mt 25:21). 

Satanás e os anjos maus são confinados à Terra
A Terra inteira se parece com um deserto assolado. As ruínas das cidades e vilas destruídas pelo terremoto, árvores desarraigadas, pedras irregulares lançadas pelo mar ou arrancadas da própria terra, espalham-se pela superfície, enquanto vastas cavernas assinalam o lugar em que as montanhas foram separadas de sua base. Aqui deverá ser a morada de Satanás com seus anjos maus durante mil anos. Restrito à Terra, andará de um lado para outro em sua arrebentada superfície, para observar os efeitos de sua rebelião contra a lei de Deus. Durante mil anos poderá "desfrutar" dos resultados da rebelião que provocou. Não terá acesso a outros mundos, para tentar e molestar os que jamais caíram. 

Ellen G. White (via A Verdade Sobre os Anjos, pp. 261-282)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

NOTÍCIAS SOBRE O FIM DOS TEMPOS

É preocupante ver cristãos declararem o “fim dos tempos” diante de qualquer notícia. Desde uma guerra até uma propaganda de carro, da escolha de um novo papa até a cena de uma novela: tudo é visto como sinal de que estamos nos "últimos dias”. Falta Bíblia nisso. O foco está errado.

Já estamos vivendo nos “últimos dias” desde a primeira vinda de Jesus, Sua morte, ressurreição e entronização. O Pentecostes foi o cumprimento de uma profecia para os “últimos dias” (At 2:17). Jesus foi a revelação divina “nestes últimos dias” (Hb 1:2), e o Seu sangue foi manifestado “no fim dos tempos” (1Pe 1:20). João já alertava que “já é a última hora” (1Jo 2:18). O Novo Testamento foi escrito na certeza de que o período dos “últimos dias” já havia começado (At 2:16).

A igreja é o povo de Deus dos últimos dias. Escatologia é o estudo dos eventos finais centralizados em ambos os adventos de Cristo. A vinda do fim tem a ver com a consumação do Reino de Deus (1Co 15:24), e não com guerras e agitações políticas (“mas ainda não é o fim”; Mt 24:6). Para isso, o evangelho do Reino será pregado por todo o mundo, “então, virá o fim” (Mt 24:14). A Bíblia enfatiza Cristo, Seu Reino, Sua Igreja e Sua missão.

Assim, os rios podem ficar coloridos, meteoros podem cair, e o papa pode fazer piqueniques com pentecostais todos os domingos: Cristo é o ‘evento’ que mais importa nos “últimos dias”.

"A brevidade do tempo é frequentemente realçada como incentivo para buscar a justiça e fazer de Cristo o nosso amigo. Este não deve ser o grande motivo para nós; pois cheira a egoísmo. É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim de sermos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é atraente. […] Deseja ser nosso Amigo, andar conosco por todos os acidentados caminhos da vida. […] Jesus, a Majestade do Céu, deseja elevar ao companheirismo com Sua pessoa os que se dirigem a Ele com seus fardos, fraquezas e preocupações" (Review and Herald, 2 de agosto de 1881)

Que lindo é esse resumo de Ellen G. White sobre centralidade de um relacionamento com Jesus e de uma saudável antecipação do fim! É o caminhar diariamente, o diário companheirismo que deve nortear nossa expectativa de uma eternidade com a Pessoa de Jesus!

Mario Jorge Lima, palestrante e compositor adventista disse em sua página do facebook: "Morte, eleições e trocas de líderes religiosos ou políticos, bem como ocorrências factuais de qualquer tipo no mundo, ficam bem pequenos diante da maravilha que é a graça de Deus, da grandeza da nossa missão como crentes, e do fato de que Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, que esteve morto, mas, hoje vive para sempre. A Seu tempo, Ele intervirá, sempre em benefício de todos que aceitam Sua salvação.

Faço então a pergunta: E quão incomuns serão os eventos do fim?

Jesus e Paulo apresentam os últimos dias como tempos normais, apesar de todos os eventos espetaculares. Como antes do Dilúvio (Mt 24:37), as pessoas continuarão sua rotina normal de comer e beber; mesmo casamentos não serão adiados (Mt 24:38). Como nos dias de Ló, haverá compras e vendas (Lc 17:28), o que sugere que a estrutura econômica básica permanecerá. Plantação e construção continuam (Lc 17:28). A maior parte das pessoas parece não pressentir que o fim está próximo (Mt 24:39).

De fato, Paulo escreveu que as terríveis destruições associadas à segunda vinda (2Ts 1:5-10) virão quando as pessoas estiverem clamando: “Paz e segurança” (2Ts 5:2-3). Para muitos, os últimos dias parecem como uma era dourada de paz e prosperidade. Tribulações, desastres, desordens sociais e perseguições do tempo do fim estarão na ordem do dia, mas não parecerão estar fora de proporções em comparação com épocas normais.

A maioria, provavelmente a vasta maioria, será surpreendida ao ver o fim. Assim, de acordo com a Bíblia, não deveríamos ficar surpresos com o fato de que os sinais estivessem envelhecendo. Eles foram dados, não para satisfazer nossa curiosidade quanto à contagem do tempo do fim, mas para estimular o estudo da Bíblia e uma vida de fé. O clímax do tempo do fim não é a batalha do Armagedom, mas a “manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo” (Tt 2:13). O fim tem que ver com Jesus, mais do que com eventos ou ideias.

A partir das descrições apocalípticas, parece claro que não devemos esperar um estado de completa anarquia ou caos antes da segunda vinda. As estruturas básicas da sociedade não entrarão em colapso. Ao menos superficialmente, a instituição do casamento continuará a ser respeitada. O maquinário do comércio não será interrompido – pessoas continuarão comprando (não tomando a força) e vendendo (o que mostra estabilidade monetária). Famílias estarão viajando de férias quando os céus se abrirem. Estudantes estarão tomando decisões quanto à universidade. Missionários estarão desenvolvendo seu trabalho em terras de além-mar. Cerimônias inovadoras estarão acontecendo, com discursos sobre ideias para o futuro.

“Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam” (Mt 24:44).

A tendência humana é saltar de agitação diante do espetacular e cair na apatia diante do comum. Mas a clara implicação da advertência de Jesus é que, às vésperas do evento mais cataclísmico da história, as coisas parecerão normais.

Finalizo com este alerta de Ellen G. White:

"Quando os raciocínios da filosofia houverem banido o temor dos juízos de Deus; quando ensinadores religiosos estiverem a apontar no futuro para longas eras de paz e prosperidade, e o mundo estiver absorto em sua rotina de negócios e prazeres, plantando e construindo, banqueteando-se e divertindo-se; correndo a vida sua rotina invariável; encontrando-se os homens absortos no comércio e ambição de ganho; rejeitando as advertências de Deus e zombando de Seus mensageiros; então é que súbita destruição lhes sobrevirá, e não escaparão. Quando os homens estão despreocupados, enlevados nas diversões, absortos em comprar e vender, o ladrão se aproxima com passos furtivos. Assim será na vinda do Filho do homem. Venha quando vier, o dia do Senhor virá de improviso aos ímpios" (Eventos Finais, pp. 233-234).

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ASCENSÃO E QUEDA DA ASTROLOGIA

A boa notícia é que as coisas “ruins” estão diminuindo — o consumo de álcool, o abuso de drogas, o comportamento sexual pré-marital, por exemplo. Mas uma coisa que está em alta é a astrologia, principalmente entre aqueles que estão desiludidos com a cultura e a religião tradicionais. 

Seja por causa do mal-estar pós-moderno, da insatisfação com a aparente tirania da ciência e da razão, ou de um chamado primitivo ao paganismo, estamos testemunhando um renascimento moderno da astrologia. De acordo com uma pesquisa da Fundação Nacional de Ciência de 2014, 40% das pessoas entre 18 e 34 anos acreditam que a astrologia é de fato científica. Uma pesquisa nos Estados Unidos descobriu que 80% da Geração Z e dos millennials mais jovens “acreditam em astrologia”.[1] O Pew Research Center relata que 30% dos americanos consultam fontes astrológicas como cartas de tarô, videntes e similares,[2] enquanto 60% dos millennials americanos acreditam em pelo menos um aspecto da espiritualidade da Nova Era.[3]

Devido à incerteza global resultante de economias voláteis, desastres naturais que aumentam exponencialmente, guerras intermináveis ​​e inconclusivas e uma desconfiança generalizada nas instituições sociais e políticas, uma nova geração está recorrendo a fontes antigas, como a posição dos corpos celestes, para prever assuntos como amor, guerra, dinheiro e morte.

As gerações mais jovens já estão em suas jornadas de autodescoberta e desenvolvimento. Mas, somado ao crescente isolamento, à falta de direção, significado e propósito, e à desvalorização do compromisso, resulta em uma ansiedade exacerbada, em níveis imperceptíveis, em relação ao presente e ao futuro. A astrologia promete falsamente plenitude, harmonia, definição, refinamento e organização em meio ao caos que as cerca.

Esse ressurgimento da astrologia vai além das bolas de cristal e dos signos do zodíaco. A nova encarnação uniu a astrologia à tecnologia, abrangendo memes, vídeos, reels, aplicativos e até inteligência artificial.[4] Em janeiro de 2025, o TikTok abrigava mais de 4,5 milhões de vídeos sobre astrologia. Um aplicativo popular de astrologia viu seu número de usuários disparar de 7,5 milhões para 30 milhões em todo o mundo.[5] Prevê-se que os gastos com aplicativos e outros produtos relacionados aumentem de US$ 12,8 bilhões em 2021 para US$ 22,8 bilhões em 2031,[6] resultando em grandes investimentos de capital de risco.[7] A IA agora calcula posições planetárias com dados da NASA em tempo real e encontra novas revelações astrológicas que eram desconhecidas anteriormente e supostamente mais precisas, com chatbots fornecendo os resultados. Tudo isso de graça e instantaneamente.

Deus é o criador da vida e do universo. Todos os astros foram criados por Ele: “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar” (Isaías 40:26; cf. Gênesis 1:1, 2, 14-18).

A Bíblia ensina que somente Deus pode anunciar as coisas do futuro, pois somente Ele é conhecedor de todas as coisas: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46:9, 10).

Deus é criador, sábio e forte em poder. Ele é Todo-poderoso (onipotente), conhecedor de todas as coisas (onisciente) e eterno (onipresente). O ser humano é criatura, finito e incapaz de prever o futuro. Deus declara que Ele é o único capaz de anunciar coisas que ainda não aconteceram.

As primeiras evidências de astrologia foram encontradas em registros da antiga Babilônia. Uma narrativa conhecida é a conversa de Daniel com Nabucodonosor sobre profecias bíblicas. A mesma inquietação e ansiedade do rei são encontradas na geração atual. Consequentemente, ela busca respostas na magia, na feitiçaria e na astrologia.

Armados com a fé e a humildade de Daniel, os adventistas são chamados neste momento não a ridicularizar, ignorar ou desprezar o movimento astrológico, mas a apontar para aqueles que sofrem com a modernidade as verdadeiras respostas encontradas na profecia bíblica. De fato, existe um Deus no céu que revela as coisas profundas e secretas (ver Daniel 2:22). Não nos corpos celestes ou no sangue extraído de animais; o futuro pertence ao Deus do céu.

Assim como Daniel 2 aponta para o Deus dos céus revelando segredos e mistérios (em hebraico, raz) em sete versículos (versículos 18, 19, 27, 28, 29, 30, 47), a profecia bíblica aponta para quatro conclusões incontestáveis ​​que a astrologia não pode fornecer: existe um Deus que governa e reina com ordem e justiça; as Escrituras são confiáveis ​​e infalíveis; o passado pode ser explicado e o futuro predito; e os segredos revelados por Deus fornecem verdadeira direção, significado, propósito e destino definitivo, mesmo em tópicos como amor, paz, bênçãos e vida.

É bom que muitos estejam olhando para o alto. Mas vamos direcioná-los ainda mais para as profecias de Jesus e para o Jesus da profecia.

[1] Em Chas Newkey-Burden, “Geração Z e astrologia: Escrito nas estrelas”, The Week , 23 de janeiro de 2025, https://theweek.com/tech/gen-z-and-astrology-written-in-the-stars.

[2] Chip Rotolo, “Quase um em cada três americanos consulta astrologia, cartas de tarô ou videntes”, Pew Research Center, 21 de maio de 2025, https://www.pewresearch.org/religion/2025/05/21/3-in-10-americans-consult-astrology-tarot-cards-or-fortune-tellers/.

[3] Claire Gecewicz, “Crenças da 'Nova Era' são comuns entre americanos religiosos e não religiosos”, Pew Research Center, 1 de outubro de 2018, https://www.pewresearch.org/short-reads/2018/10/01/new-age-beliefs-common-among-both-religious-and-nonreligious-americans/.

[4] “A astrologia está em expansão, graças à tecnologia e aos jovens entusiastas”, The Economist , 15 de janeiro de 2025, https://www.economist.com/culture/2025/01/15/astrology-is-booming-thanks-to-technology-and-younger-enthusiasts.

[5] James Emery White, “Geração Z e a Ascensão da Astrologia”, Igreja e Cultura , 12 de junho de 2025, https://www.churchandculture.org/blog/2025/6/12/gen-z-and-the-rise-of-astrology.

[6] Jessica Eastwood, “Comentário de especialista: Por que a Geração Z está buscando significado nas estrelas?” Universidade Oxford Brookes, 2 de maio de 2025, https://www.brookes.ac.uk/about-brookes/news/news-from-2025/05/expert-comment-why-is-gen-z-looking-to-the-stars-f.

[7] Erin Griffith, “Venture Capital Is Putting Its Money Into Astrology,” New York Times , 15 de abril de 2019, https://www.nytimes.com/2019/04/15/style/astrology-apps-venture-capital.html.

[Com informações de Adventist Review]

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

LEI DOMINICAL NOS EUA?

Uma proposta de uma organização de defesa de direitos com sede em Washington, D.C., para reconhecer e impor legalmente um “dia de descanso uniforme” representa um desrespeito preocupante à liberdade religiosa de todos os americanos. O documento da Heritage Foundation, intitulado “Salvando a América ao Salvar a Família”, defende que estados e municípios restrinjam as atividades comerciais aos domingos como forma de promover o engajamento espiritual e proporcionar um dia regular de descanso para os trabalhadores americanos.

Os adventistas do sétimo dia acreditam que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus, com a liberdade de adorá-Lo de acordo com os ditames de sua consciência. Há mais de 160 anos, a igreja se opõe veementemente a qualquer forma de lei dominical. Os adventistas sempre entenderam essas leis — sejam elas locais, estaduais ou federais — como tentativas de impor a consciência, mesmo quando defendidas sob pretextos seculares, como a promoção da saúde das comunidades e das famílias.

Esta nova proposta de um “dia de descanso uniforme” é irreconciliável com a rica tradição americana de proteção à liberdade religiosa de todos os seus cidadãos, independentemente de suas crenças religiosas ou da ausência delas. Representa um desejo perigoso de usar o poder estatal para promover objetivos religiosos. Restringir as atividades comerciais aos domingos também levanta sérias preocupações práticas para membros de religiões que não praticam cultos aos domingos, incluindo adventistas do sétimo dia e judeus ortodoxos.

As leis dominicais contrariam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que preserva a liberdade religiosa de todos os americanos, exigindo que o governo permaneça neutro entre as diferentes religiões. Nossos líderes religiosos na Divisão Norte-Americana e nas conferências da união continuarão a defender a verdade e a liberdade religiosa, opondo-se firmemente a esta proposta e a quaisquer medidas semelhantes.

A versão original deste comunicado foi publicada no site de notícias da Divisão Norte-Americana .

Decreto dominical: a lealdade ao Deus criador posta à prova
Ao longo da história da Igreja, e até nossos dias, surgiram, repetidas vezes, situações que certamente podem estar preparando o caminho para a lei dominical, a qual nós, adventistas, aguardamos por mais de um século. Devemos, porém, ser extremamente cautelosos em nossas especulações. Necessita-se equilíbrio nesse assunto. Precisamos de uma religião que esteja atenta aos sinais dos tempos, ao mesmo tempo que resista à tendência de criar sinais com base em acontecimentos que não merecem tanto significado.

Apesar de Ellen G. White se referir a esse assunto muitas vezes, sem dúvida, os registros mais completos se encontram nos livros O Grande Conflito e Eventos Finais. Em síntese, ela diz que a besta semelhante a um cordeiro são os Estados Unidos, nação fundada sobre os princípios do protestantismo. A questão em jogo é a lealdade centralizada no dia de adoração. Um pouco antes do retorno de Jesus, ela diz, o protestantismo e o catolicismo se unirão com o objetivo de forçar a observância universal do domingo. Uma lei dominical nacional será promulgada nos Estados Unidos, seguida de uma lei dominical internacional. Todos os que concordarem com a união católico-protestante e prestarem homenagem ao dia de adoração espúrio, receberão a marca da besta. Toda cristandade estará dividida em duas grandes classes: os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal.

Vejamos agora detalhadamente o que é, como e quando esta Lei Dominical ocorrerá.

A Bíblia apresenta o sábado como dia sagrado desde a criação, porém existe uma grande controvérsia no mundo protestante atual sobre a validade desse mandamento, e a grande maioria dos evangélicos substituiu a guarda do sábado pelo domingo sob o argumento da ressurreição de Cristo, costume esse herdado da igreja católica, e essa afirma que a tradição é o fundamento da mudança.

Portanto essa mudança não têm apoio nas escrituras, como o próprio Cristo afirmou: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir" (Mt 5:17). O Apóstolo João é ainda mais enfático: "Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade" (1 João 2:4). A Bíblia também afirma que o diabo é pai da mentira (Jo 8:44), portanto é do diabo a ideia de que o mandamento de Deus acerca do sábado seja desconsiderado.

"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou" (Êx 20:8-11).

O decálogo é a palavra usada para designar os dez mandamentos da Lei de Deus. Oito mandamentos começam com a palavra 'não', e é irônico o fato de que o mandamento do Sábado em Êxodo 20:8 é o único dos dez mandamentos que começa com a palavra 'lembra-te', pois é justamente esse que as pessoas fazem questão de 'esquecer'.

A Lei Dominical, portanto, anuncia um tempo em que as leis humanas instituirão o domingo como dia sagrado em lugar do sábado bíblico, será uma versão do antigo decreto promulgado por Constantino de Roma em 7 de março do ano 321, no chamado Édito de Constantino.

"Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, santificando este dia e separando-o de todos os outros como sagrado a Sua própria Pessoa, para que fosse observado por Seu povo durante todas as suas gerações. Mas o homem do pecado, exaltando-se acima de Deus, assentando-se no templo de Deus e ostentando-se como se fosse o próprio Deus, cuidou em mudar os tempos e as leis. Este poder, tencionando provar que não somente era igual a Deus, mas estava acima de Deus, mudou o dia de repouso, colocando o primeiro dia da semana onde deveria estar o sétimo. E o mundo protestante tem admitido que este filho do papado seja considerado sagrado. Na Palavra de Deus, isto é chamado de sua fornicação (Ap 14:8)" (The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 979).

Essa profecia não estipula uma data específica, mas fala acerca do cenário social e político que o antecederá. O mais impressionante é que tudo isso será feito sob uma perspectiva cristã.

"Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável" (Eventos Finais, p. 131).

Os Estados Unidos da América, país protestante, figurará como o responsável por promulgar essa lei, não apenas infligindo a todos a guarda do domingo em honra da família, como obrigará a todos a transgredir o sábado, sob a penalidade de serem proibidos de comprar e de vender. Esse evento é descrito no Apocalipse: "... para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (Ap 13:17).

A marca da besta diz respeito a uma condição de opressão econômica e religiosa no tempo futuro, e será algo fruto da união entre Igreja e Estado sob a égide da nova ordem mundial.

"A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (Ap 13:15,16).

"Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência" (O Grande Conflito, p. 588).

Então, o domingo é a marca da besta? Ainda não, por que não existem leis impondo sua observância. Quando essas leis forem postas em vigor, ou seja, quando a Lei Dominical for aprovada, aí sim, guardar o domingo implicará em receber a marca da besta.

"Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que creem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade. Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem. Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade, e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com Roma — 'o sinal da besta'. E somente depois que esta situação esteja assim plenamente exposta perante o povo, e este seja levado a optar entre os mandamentos de Deus e os dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber 'o sinal da besta'" (O Grande Conflito, p. 449).

"Está prestes a sobrevir ao povo de Deus o tempo de angústia. Então é que sairá o decreto que proíbe aos que guardam o sábado do Senhor, comprar ou vender, ameaçando-os de punição, e mesmo de morte, se não observarem como dia de descanso o primeiro dia da semana" (Eventos Finais, p. 257).

Muitos abandonarão a igreja e se unirão à oposição, tornando-se os piores inimigos.

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (O Grande Conflito, p. 608).

E os que se recusarem serão tidos como inimigos do bem e da ordem, assim como Elias foi chamado de 'perturbador de Israel' (1Rs 18:17).

O preparo necessário para hoje fica acerca da necessidade de mudar-se para o campo o quanto antes, tendo em vista que a aprovação da Lei Dominical imergirá o mundo na maior crise já vista na terra, e a única segurança para o povo de Deus estará na fuga para as montanhas.

"Quando o decreto promulgado pelos vários governantes da cristandade contra os observadores dos mandamentos lhes retirar a proteção do governo, abandonando-os aos que lhes desejam a destruição, o povo de Deus fugirá das cidades e vilas e reunir-se-á em grupos, habitando nos lugares mais desertos e solitários. Muitos encontrarão refúgio na fortaleza das montanhas" (Eventos Finais, p. 260).

"Nas fortalezas das montanhas, nas cavernas e brenhas da Terra, o Senhor revelará Sua presença e Sua glória. Mais um poucochinho, e O que há de vir virá, e não tardará. Seus olhos, qual chama de fogo, penetram nos aferrolhados calabouços e buscam os ali escondidos, pois seus nomes estão escritos no livro da vida, do Cordeiro. Esses olhos do Salvador estão acima de nós, em nosso redor, observando toda dificuldade, discernindo todo perigo; e não há lugar onde Seus olhos não possam penetrar, nenhuma tristeza e sofrimento de Seu povo onde não chegue a simpatia de Cristo" (Eventos Finais, p. 277).

Haverá então uma decisão internacional para aniquilar os dissidentes.

"A História se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho que não possui santidade alguma, será estabelecido como o foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse sábado espúrio. ... O decreto impondo a veneração desse dia se estenderá a todo o mundo. A questão do sábado será o ponto controverso no grande final conflito em que o mundo inteiro há de ser envolvido" (Eventos Finais, p. 135).

“Quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. Aproximando-se o tempo indicado no decreto, o povo conspirará para desarraigar a odiada seita. Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação” (O Grande Conflito, p. 635).

Mas infelizmente, a maioria dos adventistas aguarda o decreto dominical para, enfim, fazer sua consagração e abandonar o mundo. Haverá tempo para isso, após a saída do decreto?

"Que estais fazendo, irmãos, na grande obra de preparação? Os que se estão unindo com o mundo, estão-se amoldando ao modelo mundano, e preparando-se para o sinal da besta. Os que desconfiam do eu, que se humilham diante de Deus, e purificam a alma pela obediência à verdade, estão recebendo o molde divino, e preparando-se para receber na fronte o selo de Deus. Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para toda a eternidade. Agora é o tempo de preparar-nos. O selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou mulher impuros. Jamais será colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo. Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso. Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus - candidatos para o Céu. Pesquisai as Escrituras por vós mesmos, para que possais compreender a terrível solenidade do tempo presente" (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 71).

Mas o desfecho será glorioso...

"No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes — os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar 'a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos', a receberem 'o sinal da besta' (Apocalipse 13:16), o povo de Deus, no entanto, não o receberá. O profeta de Patmos contempla 'os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, ... e o cântico do Cordeiro' (Apocalipse 15:2,3)" (O Grande Conflito, p. 450).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

RELÓGIO DO JUÍZO FINAL 2026

O grupo de cientistas nucleares Bulletin of the Atomic Scientists atualizou o Relógio do Juízo Final nesta terça-feira (27) para 85 segundos para a meia-noite. É o menor tempo já registrado. No ano passado, o relógio havia marcado 89 segundos, o menor tempo até então em quase 80 anos, quando a iniciativa foi lançada. Esse relógio, também conhecido por seu nome em inglês "Doomsday Clock", é uma iniciativa para alertar a humanidade sobre os maiores perigos que existem. A decisão sobre o horário deste ano foi tomada pelos cientistas Daniel Holtz, Steve Fetter, Inez Fung, Asha M. George, John B. Wolfstal, Alexandra Bell e Maria Ressa. 

Entre os motivos para o tempo deste ano há fatores como conflitos envolvendo os Estados Unidos, que eclodiram durante a gestão de Donald Trump, como um bombardeio no Irã e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, durante uma operação, e as tensões entre os EUA e os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em meio à obsessão de Trump pelo controle da Groenlândia. Os cientistas também citaram o comportamento agressivo de outras potências nucleares como a Rússia e a China, o que aumentam os riscos para um possível desastre global. Também listaram os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Além disso, outra preocupação apontada foi sobre o avanço da inteligência artificial e seus possíveis impactos na sociedade.

Alexandra Bell, presidente do Bulletin of the Atomic Scientists, disse que a avaliação dos cientistas é preocupante. “Cada segundo conta e estamos ficando sem tempo. É uma verdade difícil, mas essa é a nossa realidade. Este é o ponto mais próximo da meia-noite que o nosso mundo já esteve.”

O que é o Relógio do Juízo Final
O Relógio do Juízo Final é uma metáfora do quão próxima está a humanidade da autoaniquilação. Quanto mais perto da meia-noite estiverem os ponteiros do relógio, mais próximo estaria também o mundo do seu fim.

A cada ano, a junta de ciência e segurança do Boletim e seus patrocinadores, entre os quais figuram 11 prêmios Nobel, tomam a decisão de reposicionar os ponteiros deste relógio simbólico.

Ele foi criado em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial. Na época, faltavam sete minutos para a meia-noite. O relógio chegou a ficar a 17 minutos para o horário do apocalipse depois do fim da Guerra Fria, em 1991.

Todos os anos, o anúncio destaca a complexa teia de riscos enfrentados pela humanidade, incluindo armas de destruição em massa, colapsos ambientais e tecnologias problemáticas. (G1)

85 segundos
É alarmante demais nos depararmos com a gravidade deste anúncio. Vivemos no tempo do fim. A promessa escorre os grãos derradeiros desta ampulheta profética. São só milionésimos de segundos que ainda seguram os quatro ventos. E momentos emblemáticos assim me lembram que falta muito pouco. Pouquissimo. ⁣
Ellen White diz: “À medida que se aproxima o fim, os testemunhos dos servos de Deus se tornarão mais decididos e poderosos” (Mensagens Escolhidas 3, p. 407). Quer mais? “O Dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1Ts 5:1). Ou seja, o cronômetro só acelera. Regressivo e implacável. E você? Está pronto para a meia-noite?⁣
Enquanto ouvimos os passos de um Deus que se aproxima, proclamemos Sua Graça encurtando todas as distâncias. Não há temor para quem conhece a profecia do fim da história. Em breve. Muito. E o recomeço será eterno. Restaurado. Purificado. Com Deus. Com infinitos minutos para sempre.⁣
Estamos preparados?⁣

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O CÃO ORELHA

O cachorro comunitário Orelha, de cerca de 10 anos, morto após ser agredido na Praia Brava, no Norte de Florianópolis é lembrado pelos moradores da região como sinônimo de alegria. Era dócil, brincalhão e fazia sucesso com os turistas. A Polícia Civil identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos de participação nas agressões. Eles também são apontados por tentar afogar outro cão no mar.

Orelha era um dos cães que se tornaram mascotes da Praia Brava. A região conta com três casinhas destinadas aos animais comunitários, e o cachorro convivia diariamente com moradores e com outros cães do bairro.

O cachorro foi encontrado no dia 15 de janeiro agonizando por moradores, que o levaram a uma clínica veterinária, mas acabou sendo submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. 

Diante deste lamentável fato, vamos refletir sobre esse crime brutal que chocou o Brasil e mostrou a face mais crua da violência contra animais. O que a Bíblia e o Espírito de Profecia dizem a respeito deste assunto?

Deus deixa claro seu amor pelas diferentes espécies em toda a história. Lá no Éden, no princípio de tudo, Adão e Eva foram incumbidos de cuidar dos animais e até de dar nomes a eles. No dilúvio... “Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou então um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar” (Gênesis 8:1). Sim, Ele pensou no bem-estar de todos. Quando finalmente saíram da arca, Deus abençoou a raça humana e também os animais, ordenando: “Sejam férteis e se multipliquem” (Gênesis 8:17).

A Palavra de Deus é clara quanto ao dever do justo de respeitar todas as criaturas: "O justo atenta para a vida dos seus animais" (Provérbios 12:10).

O assunto é tão sério que Deus faz um alerta aos que não cumprirem o dever de cuidar da natureza: “Chegou o tempo de (…) destruir os que destroem a terra” (Apocalipse 11:18).

A Bíblia também fala do cuidado protetor de Deus pelos animais (Salmos 104:21; Deuteronômio 22:6 e 7; Mateus 6:26), e é cheia de conselhos de amor e respeito aos animais. Vamos ver alguns?

“Se você vir o jumento de alguém que o odeia caído sob o peso de sua carga, não o abandone, procure ajudá-lo” (Êxodo 23:5).

Até a guarda do sábado deve servir de descanso para os animais: “Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais” (Êxodo 20:10).

Os animais não vivem ansiosos, pois Deus garante seu sustento: “Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta” (Lucas 12:24). “Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento” (Salmo 104:21).

Se devemos buscar a santidade e permitir que a imagem e semelhança de Deus novamente se reproduzam em nós, devemos imitá-Lo também nesse aspecto.

Aqueles que reconhecem sua dependência de Deus e fragilidade devem entender um pouco a afeição demonstrada pelos animais e seu desejo de proteção e afeição. Ellen G. White comenta: “Os animais domésticos conhecem aquele que os alimenta diariamente. Até os seres irracionais sabem onde encontrar seu alimento, e por isso sentem certo carinho pela pessoa que os sustenta” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, p. 137).

Ellen White dispensava um carinho todo especial, não apenas a seu cãozinho de estimação Tig (leia aqui), como a todos os demais animais com que tinha contato. No livro Histórias de Minha Avó, na página 17, a neta de Ellen, Ella M. Robinson, narra o seguinte: “Independentemente de onde morássemos, se houvesse algum animal doméstico por perto, vovó fazia amizade com ele. Assim que os pés dela tocavam o chão do potreiro, o pônei relinchava as boas-vindas e estendia o pescoço para o afago que ele já sabia que receberia. Vovó não suportava ver os animais sendo maltratados porque, dizia ela, ‘eles não podem contar-nos os seus sofrimentos’.”

O nosso papel, dado por Deus no Éden, é cuidar, proteger as criaturas dEle. Ellen White nos fala mais: "Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus" (Patriarcas e Profetas, p. 324).

Aqueles que têm animais de estimação, volta e meia são surpreendidos com a inteligência e o carinho manifestados por esses animais. A respeito disso, Ellen White escreveu: “A inteligência apresentada por muitos mudos animais chega tão perto da inteligência humana, que é um mistério. Os animais vêem e ouvem, amam, temem e sofrem. ... Manifestam simpatia e ternura para com seus companheiros de sofrimento. Muitos animais mostram pelos que deles cuidam uma afeição muito superior à que é manifestada por alguns membros da raça humana. Criam para com o homem apegos que se não rompem senão à custa de grandes sofrimentos de sua parte” (A Ciência do Bom Viver, pp. 315 e 316).

Noutra ocasião, Ellen White escreveu a seus filhos Edson e Willie: “Uma pessoa não pode ser cristã e permitir que seu mau gênio se acenda diante de qualquer pequeno acidente ou aborrecimento que se lhe depare, pois revela que nela está Satanás em lugar de Jesus Cristo. O colérico espancar de animais ou a tendência de se mostrar como dominador, é frequentemente exibido nas ruas com animais criados por Deus. Desabafam sua ira ou impaciência sobre objetos indefesos, que mostram serem superiores aos seus donos. Tudo suportam sem represália. Filhos, sejam bondosos com os animais, que não podem falar. Jamais lhes causem desnecessariamente dores. Eduquem-se a si mesmos em hábitos de bondade. Então ela se tornará habitual. Vou mandar para vocês um recorte de jornal, e decidam por vocês mesmos se alguns animais irracionais não são superiores a alguns homens que se permitiram embrutecer-se pelo cruel procedimento com os animais” (Life Sketches, p. 26, citado em Perguntas que Eu Faria à Irmã White, p. 57).

Não é por acaso que o ser humano foi encarregado, logo nos primeiros momentos da história deste mundo, de cuidar dos animais. Era essa nossa missão, não persegui-los e utilizá-los como alimento. Muito menos divertir-nos às custas do sofrimento dessas criaturas com quem dividimos o globo.

Com o pecado, houve separação em todos os níveis de relacionamento: entre o ser humano e Deus, entre o homem e a mulher, e entre os seres humanos e os animais. Os bichos, que antes tinham prazer em estar perto das pessoas, agora fugiam amedrontados daquele que aos poucos tornava-se seu principal predador – o homem. Que tristeza!

O convite do evangelho é para permitirmos que Deus nos transforme, a fim de que sejamos uma vez mais Sua imagem e semelhança. Essa transformação se evidencia, também, pela manifestação do fruto do Espírito, em cujos “gomos” encontramos a bondade. E a bondade dos filhos de Deus deve se manifestar no trato com todas as criaturas. Ellen White observa: “Deus requeira supremo amor a Deus e amor imparcial ao próximo, o vasto alcance dos seus reclamos toca também às criaturas mudas que não podem expressar em palavras suas necessidades e sofrimentos. 'O jumento que é de teu irmão ou o seu boi não verás caídos no caminho e deles te esconderás; com ele os levantarás, sem falta' (Dt 22:4). Aquele que ama a Deus, não somente amará o seu semelhante, mas considerará com terna compaixão as criaturas que Deus fez. Quando o Espírito de Deus está no homem, leva-o a aliviar o sofrimento antes que a criá-lo” (Beneficência Social, p. 48).

Esse assunto é tão importante que Ellen White recomenda até observar o relacionamento do futuro cônjuge com os animais, a fim de se ter uma ideia de sua sensibilidade e humanidade.

Concluindo, gosto de pensar na harmonia e boa convivência que existirão na Nova Terra. “O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos... a vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi ... não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor” (Isaías 11:6 e 65:25).

Você consegue imaginar esta cena? É bom ir se habituando a ela, pois será assim em nosso novo lar.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O RELÂMPAGO E OS FILHOS DO TROVÃO

Primeiro forma-se a poderosa corrente elétrica, conhecida como raio. Em seguida, brilha a forte luz, chamada de relâmpago. Somente segundos depois, ouve-se o trovão. Esse pequeno atraso se deve ao fato de que as ondas supersônicas de ar violentamente eletrizado não conseguem ser mais rápidas do que a velocidade da luz.

Os trovões recebem a menor parte da energia de uma trovoada. Mesmo assim, dependendo das circunstâncias envolvidas, seu estrondo pode ser alto o suficiente para causar surdez em pessoas que estejam muito próximas ao local da queda do raio.

Explosivos, barulhentos, fortes e impactantes. Essas eram as características de Tiago e João, os filhos do trovão. Mesmo ao lado do Senhor, a força da personalidade desses rapazes às vezes explodia com impacto negativo (Marcos 3:17).

Por exemplo, um dia Jesus e os discípulos estavam em viagem e precisavam pernoitar em Samaria, mas o povo dali não quis recebê-los. A reação dos dois foi: “O Senhor quer que a gente mande descer fogo do céu […]?” (Lucas 9:54). Jesus os repreendeu e disse que essa não era a natureza de seu reino.

O gênio desses dois irmãos parece com o de muita gente hoje em dia. “Eu não levo desaforo para casa!” “Está olhando o quê?” “Você está rindo de mim?” Frases assim explodem e revelam a perigosa energia que corre nos nervos à flor da pele de gente que ainda não aprendeu a controlar as emoções.

Algumas pessoas querem justificar seu destempero dizendo que nasceram com personalidade forte. Muitos acabam também confundindo nervosismo com sinceridade. “Eu falo o que penso, doa a quem doer”, gabam-se os furiosos, sem medir os efeitos terríveis da tempestade de suas palavras no ouvido de alguém.

Entretanto, ao olharmos para a vida de Tiago e João, podemos ver com clareza que a convivência com Jesus pode abrandar qualquer pessoa, mesmo dois trovõezinhos como eles. A prova disso é que o estrondoso João passou a ser conhecido como o discípulo do amor, e Tiago foi o primeiro dos apóstolos a dar a vida por Cristo.

O ombro de Jesus foi o para-raios em que a energia violenta da natureza de João foi abrandada; a proximidade ao Senhor transformou a explosiva personalidade de Tiago em fidelidade e devoção. É isso que acontece quando o raio da luz divina brilha no céu da vida. Na sequência, sempre surge o trovão de uma existência a serviço de Deus.

"A luz veio ao mundo" (João 3:19). Jesus é o relâmpago, a luz enviada ao mundo para revelar o verdadeiro caráter de Deus e iluminar os cantos escuros do coração humano. Ele que veio trazer perdão, esperança e cura, traz consigo também a visão necessária para a caminhada de fé. Visão que nos permite enxergar certos gostos, hábitos, estilos de vida que de outra forma não perceberíamos. Claridade que invade a sala de nossa consciência e nos faz ver as coisas como Deus as vê.

Nascemos num planeta escuro. Vivemos ameaçados pelos cativeiros gris do pecado, afetados pelas trevas. Mas lembre-se: Jesus é o relâmpago da história. Depois que Ele cruza nosso caminho, a escuridão de nossa vida nunca mais será a mesma.

Ellen White diz: "Cada raio de luz que o Céu envia é essencial para a nossa salvação. Estamos a viver nos últimos dias e o Senhor não tenciona deixar-nos em trevas e incerteza. Cristo é tudo para aqueles que O recebem. Ele é seu Confortador, sua segurança, sua saúde. À parte de Cristo não há luz alguma. Não precisa haver uma nuvem entre a pessoa e Jesus. Seu grande coração de amor anseia inundar a vida com os brilhantes raios de Sua justiça" (Exaltai-O, p. 252).

Que você experimente a luz desse encontro.