sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Filmes adventistas são premiados em festival internacional

Leonardo Goulart durante a premiação
Duas produções cinematográficas da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul foram premiadas no Festival Internacional de Cinema Cristão (FICC), no dia 15 de novembro, no Rio de Janeiro. Eleito pelo júri popular, o filme O Resgate – Salvação ao Extremo (assista aqui), foi o ganhador na categoria Melhor Média-Metragem e Melhor Filme. A obra, produzida pela Seven Filmes a pedido da sede sul-americana adventista, foi uma das 176 inscritas na quinta edição do evento. A produção adventista foi premiada com o troféu de Melhor Filme Evangelístico de 2017, considerada uma das premiações mais importantes do festival.

Lançada especialmente para servir de apoio ao programa da Semana Santa de 2017 e disponibilizada no YouTube, nas versões em português e espanhol, O Resgate já soma, apenas online, mais de 2 milhões de visualizações.

A trama conta a história de Adan (Maurício Pitanga) e sua noiva Joana (Daniela Paschoal), que decidem subir uma montanha, no Chile, em busca de uma aventura. No entanto, uma inesperada tempestade resulta em um acidente que muda completamente a história do casal e do irmão mais velho de Adan, Miguel (Leonardo Goulart).

Sobre a premiação, Goulart diz que “é uma alegria muito grande. Uma vez que o filme fala diretamente (ainda que sob um contexto metafórico) sobre a vida de Jesus, acho que não tem como ser mais evangelístico. Espero que o prêmio estimule ainda mais quem assistiu a seguir o exemplo de abnegação e amor incondicional ao próximo, assim como Ele o fez para com todos nós”.

O pastor Everon Donato, organizador do programa de Semana Santa da Igreja Adventista na América do Sul, também vibrou com a conquista e afirma que “o melhor é saber que a mensagem desse filme alcançou muitas vidas”. O prêmio foi entregue ao diretor executivo, Jefferson Nali. Ele agradeceu a toda a equipe que participou da produção e ao apoio da instituição adventista e quer doar o troféu para a Igreja, a fim de evidenciar a gratidão por ter dirigido a produção.

O filme Escolhas (assista aqui) também foi premiado na categoria Melhor Filme de Ficção. Ele foi preparado para ajudar a conscientizar as pessoas sobre a importância do diálogo com quem já fez parte da denominação e, um dia, se afastou.

A história apresentada ilustra um tipo comum de situação de quem, por diferentes razões, abandona sua fé e, depois, graças à oração e à ação de pessoas interessadas no seu bem-estar, retorna à igreja.

Luciana Costa (via ASN)

Splanchnizomai: Jesus sente a tua dor

Não há nada mais distante da realidade do que a ideia de um Jesus distante da nossa realidade. Imaginar Deus como alguém distante é um dos maiores erros que podemos cometer em nossa vida de fé. Essa concepção equivocada, aliás, gera muitos problemas, como a suposição de que Ele não ouve nossa oração, de que não está conosco, de que os olhos do Senhor não estão atentos a nós, de que estamos sozinhos no mundo, de que o pecado é capaz de surpreender Cristo e montes de outras ideias erradas que assombram milhares de milhares de cristãos. Sabe quando Jesus fica distante de nós e alheio a nossos problemas? Nunca. Jamais. Em nem um único instante de nossa vida.

A presença diária de Cristo é um fato incontestável da Bíblia, uma realidade que não tem um bilionésimo de possibilidade de ser incorreta. “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28:20), assegurou o Deus encarnado, em sua última fala antes de subir aos céus. Ele é Emanuel, “Deus conosco”. Sua permanência onipresente é uma garantia. Uma promessa. E Deus não mente. “Deus não é homem para que minta” (Nm 23:19). Se Jesus falou, tá falado.

Esse mesmo Jesus que deu sua palavra imutável de que nunca estaria longe de nós, passou por tudo aquilo que eu e você passamos nesta vida. Frio? Jesus sentiu. Dor? Jesus sentiu. Abandono? Jesus sentiu. Tristeza? Jesus sentiu. Mais ainda: Cristo foi tentado em tudo. E sabe o que significa tudo? Significa… tudo. Portanto, “visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.” (Hb 4:14-17). Se Jesus passou por todo tipo de tentação, não seria pecado dizer que ele foi tentado para roubar, fornicar, sonegar, corromper, faltar com a ética, trair, amar o dinheiro… a lista é interminável. Foi tentado, sim, mas não pecou. Ele conhece bem o doce gosto da venenosa tentação, que é o amargo sabor de se tornar humano.

A grande conclusão: Jesus entende você totalmente. Ele sentiu na pele tudo o que você sente. Ele sentiu na alma tudo o que te machuca. E Jesus está com você, perto. Portanto, o Deus que tudo pode compreende com absoluta clareza o que você está enfrentando e ele está ao seu lado para auxiliá-lo. Você poderia se perguntar se Deus se identifica com sua humanidade. Sobre isso escreveu Paulo: “… embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens” (Fp 2:6-7). Sim, Deus sabe o que é ser gente.

E aqui entra uma das maiores realidades sobre o Deus que se fez homem: a palavra grega usada em diferentes passagens dos evangelhos para se referir a compaixão é splanchnizomai. É curioso que, na medicina, “esplancnologia” é o estudo das vísceras, das entranhas. Os conceitos têm a mesma raiz. Assim, a compaixão de Jesus por pessoas como eu e você não é comum: Jesus sente a nossa dor em suas entranhas. Como escreveu Max Lucado, Ele “sentiu a deficiência dos mancos, a dor dos enfermos, a solidão do leproso, o constrangimento dos pecadores”. Por isso, quando Jesus encontra pessoas que estão sofrendo, ele sente a dor delas nas próprias entranhas.

Sabe a sua dor? Tenha certeza de que o Cordeiro de Deus a está sentindo no mais íntimo de seu ser divino e humano. Se dói em você dói nEle. Se te aflige, aflige o Mestre. Sabe o seu abatimento, a decepção, a solidão, o amor-próprio ferido, a falta de paz e tudo mais que você está sentindo? Jesus sente também. Você foi traído? Jesus soltou um gemido. Você foi esquecido? Jesus sofreu. Você foi desamparado? Jesus cerrou os dentes. Você foi agredido? Jesus sentiu o golpe. Doeu? Jesus disse “Ai…”.

Isso só ocorre porque Ele sente splanchnizomai. Compaixão. Co-paixão, paixão compartilhada. Ele compartilha sua dor.

Assim que Jesus sente o seu sofrimento, porém, Ele se lembra do Calvário. Recorda-se dos cravos e da coroa de espinhos. E, por fim, lança sobre a cruz toda essa enorme carga de sofrimento – as suas mágoas, tristezas, aflições, decepções. Você tem carregado suas aflições nas costas? Então siga o exemplo do compassivo Deus: lance-as sobre a cruz, pois há dois mil anos ela espera por cada uma de suas dores.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)
"Que maravilhoso pensamento este, de que Jesus tudo sabe acerca das dores e aflições que sofremos! Em todas as nossas aflições foi Ele aflito. Alguns dentre nossos amigos nada sabem da miséria humana e da dor física. Nunca ficam doentes, e portanto não podem penetrar plenamente nos sentimentos daqueles que se acham doentes. Jesus, porém, Se comove com o sentimento de nossa enfermidade. Ele é o grande missionário médico. Tomou sobre Si a humanidade e colocou-Se à cabeceira de uma nova dispensação, a fim de que possa reconciliar justiça e compaixão." (Ellen G. White - Manuscrito 19, 1892)

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

10 passos que poderão ajudar você a lidar com a depressão + 10 conselhos de Ellen G. White

O número de pessoas com depressão aumentou assustadoramente nos últimos anos. Até algum tempo atrás, ela estava restrita às classes abastadas da sociedade, mas hoje afeta todas as camadas sociais, graças a vários fatores: democratização no acesso a alimentos processados e refinados, anteriormente “privilégio” dos ricos; dissolução do núcleo familiar, desestabilizando relacionamentos e gerando conflitos inter e intrapessoais; demandas e expectativas da vida moderna, em que estresse constante, competição desenfreada e consumo compulsivo causam uma gama de emoções difíceis de gerenciar. 

Complexo e multifacetado como é o tema, não posso discutir aqui condutas terapêuticas ou correntes teóricas e filosóficas sobre o trato com a depressão, nem sua efetividade. Mas desejo mostrar o que você pode fazer por si mesmo: 

10 PASSOS PARA LIDAR COM A DEPRESSÃO
1. Desenvolva espírito de gratidão. A mente é sensível à informação nova. Hábitos de pensamento adequados podem ser ensinados ao cérebro. Expressando gratidão, fruto de inevitável esforço para enxergar lados luminosos da vida, você inibe o principal combustível para a depressão: os pensamentos negativos. Não é apenas na física que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço/tempo. Você não precisa sentir gratidão para racionalmente descobrir motivos para mostrar-se grato. 

2. Perdoe. Todos. Inclusive você mesmo. O perdão não muda o que aconteceu. Porém, há um presente e um futuro a ser vividos. Mágoas, abusos, ofensas e decepções do passado devem permanecer lá. Vire a página. Como? Perdoando. Esse é o modo mais eficiente de seguir em frente. “Feche a conta” através do perdão, remova o fardo dos ombros e recomece de maneira leve um novo dia.

3. Respire profundamente. Se não sabe fazê-lo, aprenda. O oxigênio é excelente antidepressivo. É tão precioso que ninguém poderia pagar por ele e, assim, é de graça. Caminhe em um lugar que lhe dê prazer, que canse seus músculos, que distraia sua mente, que o “alimente” com belezas, harmonias e estímulos para viver. 

4. Não tenha pena de si mesmo. Nada de autocompaixão. Não se vitimize. Você precisa de autoestima adequada. Atribua-se o valor que você tem. Para isso, é claro, conheça-se bem. 

5. Não se leve tão a sério. Ria de seus eventuais erros, acertos e dificuldades. Eles perdem muito do peso se você olhar para eles com olhos bem-humorados. Encontre companheiros com quem possa fazer (e achar) graça. 

6. Estabeleça metas realistas. Conquiste alvos e congratule-se pelas vitórias. Aprenda com os insucessos circunstanciais. 

7. Evite o consumo de produtos nocivos ao equilíbrio mental. Entre eles estão cafeína, cereais processados, açúcar refinado e adoçantes artificiais. Eles fazem oscilar seu humor (em geral, para pior), pois desequilibram seus hormônios e o estoque dos nutrientes de que você mais precisa, especialmente vitaminas do complexo B. 

8. Tenha um mentor ou conselheiro. Pode ser um amigo que ajude você sem causar dependência. Num grupo de apoio mútuo, focalize a palavra “mútuo”: seja bom ouvinte e ajude o outro. Os dois saem da escuridão, não importa quem esteja guiando. 

9. Conte com ajuda profissional. Discuta todas as questões com seu médico ou psicólogo, inclusive este artigo. Ele pode sincronizar estas dicas com seu caso específico. 

10. Não se esqueça de Deus. Embora nem sempre o entendamos, ele sempre nos entende. Ore, leia, medite, ouça sermões e música inspiradora. Além dos pensamentos, sentimentos e emoções, a mente possui um componente espiritual que busca a transcendência.

10 CONSELHOS DE ELLEN G. WHITE
Ellen White não era alheia aos assuntos de saúde mental. Ainda jovem, lutou contra a depressão em seu processo de conversão. Em seu trabalho de assistência espiritual, ela abordou com frequência questões sobre a mente. Ela sempre levou esperança e apontou para um amoroso Pai Celestial e Salvador que pode curar e livrar aqueles que estão feridos e quebrados pelo pecado e pelas adversidades da vida. Ellen White nos deixou vários conselhos para lidarmos com a depressão. Vejamos alguns deles:

1. Doenças como resultado da depressão. Mente satisfeita, espírito animoso, é saúde para o corpo e força para a alma. Coisa alguma é tão frutuosa causa de doença como a depressão, a melancolia e a tristeza. Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultado de depressão mental.

2. Remover a depressão apressa a recuperação. Por ser o amor de Deus tão grande e inalterável, o doente deve ser estimulado a confiar nEle e ficar esperançoso. Estar ansioso quanto a si mesmo tende a causar fraqueza e doença. Se eles se erguerem acima da depressão e da tristeza, será melhor sua perspectiva de restabelecimento; pois “os olhos do Senhor estão... sobre os que esperam na Sua misericórdia” (Salmo 33:18).

3. Não escravo da depressão. Lembre-se de que, em sua vida, a religião não deve ser uma simples influência entre outras. Deve ser a influência dominadora sobre todas as outras. Seja estritamente temperante. Resista a toda tentação. Não faça concessão ao astuto inimigo. Não dê ouvido às sugestões que ele põe nos lábios de homens e mulheres. Você tem uma vitória a alcançar. Tem nobreza de caráter para conseguir; mas isso não se consegue enquanto estiver deprimido e desanimado pelo fracasso. Quebre os laços com que Satanás o tem prendido. Não há necessidade de ser escravo dele. “Vós sereis Meus amigos”, disse Cristo, “se fizerdes o que Eu vos mando” (João 15:14).

4. Demorando-se no desagradável. Vendo a iniquidade ao nosso redor, nos alegramos pelo fato de Cristo ser o nosso Salvador, e nós os Seus filhos. Deveríamos então contemplar a iniquidade, demorando-nos no lado escuro? Se não podemos acabar com ela, pelo menos falemos de algo que seja mais elevado, melhor e mais nobre. O nosso corpo é composto do alimento que assimila. Ora, dá-se o mesmo com nossa mente. Se fizermos a mente demorar-se nas coisas desagradáveis da vida, não teremos esperança alguma. Precisamos demorar-nos nas cenas prazenteiras do Céu. Diz Paulo: “Nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória” (2 Coríntios 4:17).

5. Deus não mudou. Quando a depressão nos envolve, isso não é evidência de que Deus tenha mudado. Ele é o mesmo “ontem, e hoje, e eternamente” (Hebreus 13:8). Não é de desprezar o sentimento de segurança; devemos dar graças a Deus por ele; quando, porém, nossos sentimentos se deprimirem, não pensemos que Deus mudou. Vamos louvá-Lo da mesma maneira, porque confiamos em Sua Palavra, e não em nossos sentimentos. Fizemos o concerto de andar pela fé, não de ser regidos pelos sentimentos, os quais variam com as circunstâncias.

6. Não ceder à depressão. Não ceda à depressão, mas deixe que a confortadora influência do Espírito Santo seja bem-vinda em seu coração, para lhe dar conforto e paz. Se quiser obter preciosas vitórias, encare a luz que procede do Sol da justiça. Fale em esperança e fé, e ações de graças a Deus. Seja animada, esperançosa em Cristo. Aprenda a louvá- Lo. Esse é o grande remédio para as doenças da mente e do corpo. 

7. Brincando nas mãos de Satanás. Quando falamos de desânimo e tristeza, Satanás escuta com perversa alegria; pois agrada-lhe saber que colocou mais uma pessoa em sua escravidão. Satanás não pode ler nossos pensamentos, mas pode ver nossos atos, ouvir nossas palavras; e graças ao seu longo conhecimento da família humana, ele pode adaptar suas tentações de modo a prevalecer-se de nossos pontos fracos de caráter. E quantas vezes lhe permitimos penetrar no segredo de como pode alcançar vitória sobre nós! 

8. Não devemos nos sentir abandonados. Estamos seguros do favor de Deus quando somos sensíveis aos raios do Sol da justiça; mas se nuvens pairarem sobre nós, não nos devemos sentir abandonados. Nossa fé tem de atravessar as sombras, os olhos devem ser simples e todo o corpo estará pleno de luz. As riquezas das graças de Cristo têm de ser conservadas na mente.

9. Agir movido por princípios. Nossos sentimentos poderiam nem sempre ser de natureza alegre; as nuvens por vezes ensombrariam o horizonte de nossa vida; mas a esperança do cristão não repousa sobre a base arenosa dos sentimentos. Os que agem movidos por princípios contemplarão a glória de Deus para além das sombras, e descansarão na segura palavra da promessa. Não se deixarão deter de honrar a Deus, por mais escura que a estrada possa parecer. A adversidade e as tribulações tão-somente lhes oferecerão oportunidade para mostrar a sinceridade de sua fé e amor.

10. Atravessar as trevas. Se eu olhasse às negras nuvens — as perturbações e perplexidades que aparecem em meu trabalho — eu não teria tempo para fazer qualquer outra coisa. Sei, porém, que há luz e glória para além das nuvens. Pela fé, atravesso as trevas, rumo à glória.

Silmar Cristo (via Revista Adventista) + Ellen G. White (via Como Lidar com as Emoções)

8 regras para quem não quer ser o chato do grupo do WhatsApp

O WhatsApp tem sido sinônimo de dor e sofrimento para você? Consultamos pessoas que abandoaram grupos e mais grupos (da família, do colégio, do prédio...) para montar este guia rápido de etiqueta. Leia (afinal, quem nunca deu um fora em grupo?) e repasse para dez pessoas essa lista agora mesmo --ou você corre o sério risco de continuar a ter dias perturbados pelo whats. Não quebre essa corrente!

1. Dar "bom dia" tooodas as manhãs
Ver dezenas de notificações e descobrir que a maioria é um simples "bom dia" cansa. "Saí de vários grupos porque, quando ia ver se tinha algo interessante, havia 500 'bom dia'. Ninguém tem tempo para isso", diz a advogada Beatriz Besel. "Parem de dar 'bom dia', 'boa noite', 'boa chuva', 'bom sol', de mandar flores? Não dá mais!", implora Andrea Neris, designer (e especialista em abandonar grupos no whats).

2. Repassar correntes
Antes de encaminhar textos que prometem grana fácil, uma batedeira nova ou um ícone azul que confirma sua existência virtual, saiba que correntes só levam a um resultado: irritar a pessoa que compartilha o grupo com você. "Se é textão copiado e colado, já deleto sem ler. Nem se for de gente muito amiga", conta a empreendedora Cylene Dias.

3. Compartilhar notícias falsas
"Atenção: o WhatsApp vai fechar!". "Atenção: comer manga com leite mata!". "Atenção: tsunami vai atingir São Paulo!". Enviar mensagens sem checar a veracidade é péssimo. "Fico p da vida quando repassam notícias falsas", reclama o engenheiro Luiz Amaral. Pesquise antes de compartilhar. Dica: os sites Boatos.org e E-farsas são boas opções para checar se uma notícia é real.

4. Mandar mensagem "quebrada"
Escreva a frase inteira antes de apertar o "enviar". Você economiza no vaivém dos dedos e não irrita quem está lendo. "Não gosto de gente que fica mandando três mensagens quando poderia mandar uma, principalmente no grupo do trabalho. Será que não dá para escrever tudo junto para meu celular apitar só uma vez?", pergunta a nutricionista Lia Nunes.

5. Gravar áudios e mais áudios
Ok, nem sempre é prático digitar no WhatsApp, mas pondere: se o assunto é longo, não valeria uma ligação? Se mesmo assim for a melhor opção, antes de tudo, pergunte se pode gravar um áudio longo para a pessoa. "Escrever dá mais trabalho, mas não importuna quem está em volta", diz Beatriz.

6. Oferecer serviços ou vender produtos
Não, não é proibido. O problema é fazer isso em grupos que não têm esse propósito ou se a turma não tem tanta intimidade. "Cansa ler diariamente que fulano está vendendo tal produto e tem uma promoção bacanérrima para o Dia dos Pais", diz Andrea sobre um dos motivos que a fizeram abandonar grupos de pais da escolinha do filho.

7. Desrespeitar a finalidade do grupo
Se um grupo tem uma finalidade, tem que respeitar. "Todo dia rolava uma briga que variava entre questões pessoais, discussão entre vizinhos, piadas fora de hora, correntes, vendedores. A ideia, que era informar sobre as coisas do condomínio, quase nunca acontecia", conta Edu Mendes, designer, que desistiu do grupo de moradores do prédio.

8. Enviar vídeos e piadinhas o dia inteiro
Se o grupo é para isso, vá em frente, a zoeira não tem limites. Se não é a ideia e, principalmente, se reunir gente não tão próxima, controle a vontade de compartilhar piadinhas. "Meu conselho é não incomodar com tantos vídeos e imagens de piadinhas", sugere a advogada Natasha Lemos.

Claudia Dias (via Estilo UOL)

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Os dez mandamentos para o mundo virtual e as redes sociais

As redes sociais têm se tornado o palco em que muitas pessoas desenvolvem seus relacionamentos. Porém, é preciso saber usar essas novas tecnologias para não tornar em maldição o que pode ser uma bênção. Pensando em orientar seus seguidores, o pastor Ed René Kivitz postou em sua página do Facebook uma espécie de dez mandamentos para as redes sociais:

1. Não viverás no mundo virtual, apenas farás incursões. Não substituirás o mundo real pelo mundo virtual.

2. Não venderás a alma para ganhar seguidores. Evitarás factóides e fugirás das polêmicas pelas polêmicas.

3. Não construirás de ti mesmo uma imagem fake no mundo virtual. Não manipularás as pessoas para que pensem de ti mais do que convém. Conscientemente constuirás tua identidade no mundo virtual.

4. Não te confundirás com o teu avatar. Não permitirás que tua identidade seja determinada pelo que dizem a teu respeito nos comentários das tuas postagens.

5. Não serás displicente, negligente e descuidado a respeito das fronteiras da tua intimidade. Cuidarás das dimensões pública (o que qualquer um pode saber), privada (o que apenas as pessoas com quem você se relaciona sabem), e íntima (o que apenas as pessoas para quem você revela sabem). Isso vale também para a vida dos outros.

6. Saberás claramente as razões porque estás presente no mundo virtual e utilizas as redes sociais. Não te tornarás o assunto das tuas mídias. Não falarás apenas de ti mesmo. Aliás, quase nunca falarás de ti mesmo. Oferecerás conteúdo.

7. Não protagonizarás barracos no mundo virtual. Não agredirás pessoas com fofocas, calúnias e difamações. Debaterás ideias, não pessoas. Não serás melindroso: lembre-se que quem fala o que quer, ouve o que não quer, inclusive bobagens. Não serás covarde, dizendo no mundo virtual o que não dizes olhos nos olhos.

8. Não plagiarás. Respeitarás os direitos autorais.

9. Não usarás as mídias sociais para destruir, mas para construir. Não serás apenas contra, mas dirás do que és a favor e farás propostas.

10. Não cairás na armadilha embutida na expressão "rede de relacionamentos". Relacionamento virtual é uma contradição de termos.

Ao usar suas redes sociais hoje, lembre-se desses princípios. Exalte o nome de Jesus e seja um cristão real no mundo virtual.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Como ser feio(a), segundo Salomão

Que Deus ama a beleza, isto é fato. A Bíblia é cheia de conselhos de como termos uma boa imagem. Gosto de ver como o conceito de Deus sobre a beleza é mais profundo e verdadeiro que o nosso. Mas hoje vamos descobrir como ser feio(a), e não bonito(a). Que proposta estranha, não é?

Sejam escandalosos
“Como joia de ouro no focinho de uma porca é a mulher formosa sem discrição” (Pv 11:22). 
Adoro esse verso, e acho até graça nele. Quando eu era adolescente e morava numa cidade bem pequena e pacata, nossa diversão do sábado à noite com os amigos era sentar num banquinho da praça pra bater papo (era muito bom). Lembro-me que quando a gente estava saindo de casa pra esse programinha, meu pai falava o seguinte pra mim e pra minha irmã:

— Meninas, não fiquem dando risada escandalosa lá, ?

Pode parecer estranho pra você, mas a gente entendia o que ele queria dizer. Meu pai gostava que a gente tivesse postura de princesa. Imaginar que as filhas estavam na praça rindo alto, chamando a atenção de todo mundo, o deixava incomodado. Sim, vale ser elegante e discreta até mesmo no jeito de falar e gargalhar. Isto vale para os homens também.

Mantenham a cara fechada
“O coração alegre aformoseia o rosto” (Pv 15:13). 
Então, podemos concluir que o coração amargurado “enfeiura” o rosto. Já vi tanta gente longe dos padrões modernos da beleza, mas muito bem resolvida no amor, tendo muitos amigos e sendo admirada por onde passa. Esse provérbio é bem literal, além de poético. Pessoas sorridentes e de bem com a vida transmitem autoconfiança e beleza da forma mais natural possível.

Meninas, nada como ser bonita até em acampamento de igreja, acordando com a camiseta do Quebrando o Silêncio, sem chapinha nem nada. O melhor adorno de todos é um sorriso sincero e contagiante, mesmo que seja com prótese dentária ou aparelho ortodôntico. Não importa! Quem fica de mau humor e de cara fechada carrega na testa uma placa que diz: “Eu escolhi espantar”.

Sejam entediantes e sem vontade de viver
“A beleza dos jovens está na sua força” (Pv 20:29). 
Sabe aquele tipo de pessoa desanimada, sem força de vontade, sem garra nem determinação pra nada? Ela leva tédio e baixo astral por onde passa. É como se tivesse se “pintado de cinza” pra ser o mais sem graça possível. Quem convive com uma pessoa assim foge dela em cada oportunidade. Aposte na força que Deus lhe dá. Com Ele, você pode tudo! Grande parte da sua beleza está na sua força, disse Salomão.

Valorize e priorize sua “carcaça”, pois ela é tudo!
“A beleza é enganosa e a formosura é passageira, mas a mulher que teme o Senhor será elogiada” (Pv 31:30). 
Já vimos que a felicidade está intimamente ligada à beleza, e a melhor forma de garantir a felicidade plena é sendo um com Cristo. Não importa quanta grana ou força de vontade você tenha. De qualquer forma, você vai enrugar, ficar com o cabelo sem viço e com o corpo menos esguio. Baseie sua autoestima e beleza em algo que o tempo não pode estragar nem tirar de você — assim será daqueles vovozinhos fofos que dá até vontade de guardar num potinho (com um furinho pra respirar, claro). Gracinhas à parte, que o tesouro da sua beleza esteja no Céu, guardado no coração de Deus, pois lá nada pode ser destruído.

Você conhece mais conselhos bíblicos sobre beleza? Deixe nos comentários.

Emanuelle Sales (via Imagem & Semelhança)
"A beleza natural consiste da simetria ou da harmoniosa proporção das partes, de uma para com outra; mas a beleza espiritual consiste na harmonia ou semelhança de nossa alma com Jesus. Isso tornará seu possuidor mais precioso que o ouro fino, mesmo o ouro de Ofir. A graça de Cristo é, de fato, adorno de incalculável preço. Eleva e enobrece seu possuidor, reflete raios de glória sobre outros, atraindo-os também para a fonte de luz e bênçãos." (Ellen G. White - Orientação da Criança, pp. 423 e 424)

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Tarsis Iraídes sai do Arautos para dirigir pastoral universitária

Pastor Tarsis Iraídes
Nosso querido pastor Tarsis Iraídes tem um ministério de quase 19 anos nos Arautos do Rei, em duas fases: a primeira de 1996 a 2004, e a segunda de 2008 até agora. Com sua voz marcante, tocou muitos corações ao longo desses anos, anunciando a breve volta de Jesus.

O ministério do Pr. Tarsis agora se abre para uma nova fase. A partir de 2018, ele deixa os Arautos para fazer parte da Faculdade Adventista da Bahia como diretor da Pastoral Universitária, desenvolvendo projetos especiais para estreitar o relacionamento dos estudantes com Deus e levá-los a pregar o evangelho.

Até o fim desse ano ele continua louvando conosco.

O Tarsis, a Lídia e o Tális são um orgulho para a Voz da Profecia. Vamos orar a Deus pelo sucesso do ministério dessa linda família. Que Deus esteja com vocês!

 

13 de novembro de 1833 > A Grande Chuva de Meteoros

Há 184 anos, uma espetacular chuva de meteoros caiu sobre a América do Norte. Na noite de 13 de novembro de 1833, milhares de meteoros de Leônidas foram vistos cortando o céu. Eram tantos que esse dia ficou conhecido como "o dia em que as estrelas caíram". As reações das pessoas variaram desde a histeria clamando o Dia do Julgamento até a alegria dos cientistas e astrônomos, que estimaram que cerca de mil meteoros por minuto emanavam da constelação de Leão. Jornais da época mostram que praticamente todos acordaram para ver o evento, seja por causa dos gritos de vizinhos espantados, seja por causa dos flashes de luz produzidos por bolas de fogo que iluminavam todo o céu. Essa noite marcou o nascimento da astronomia de meteoros.
"Em 1833, dois anos depois que Guilherme Miller começou a apresentar em público as provas da próxima vinda de Cristo, apareceu o último dos sinais que foram prometidos pelo Salvador como indícios de Seu segundo advento. Disse Jesus: 'As estrelas cairão do céu' (Mateus 24:29). E João, no Apocalipse, declarou, ao contemplar em visão as cenas que deveriam anunciar o dia de Deus: 'E as estrelas do céu caíram sobre a Terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte' (Apocalipse 6:13). Esta profecia teve cumprimento surpreendente e impressionante na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833. Aquela foi a mais extensa e maravilhosa exibição de estrelas cadentes que já se tem registrado." (Ellen G. White - O Grande Conflito, p. 333)
O pastor Enoch de Oliveira comenta o impacto dos sinais de 1833 sobre os mileritas:
"Outro grande e surpreendente acontecimento ocorreu no dia 13 de novembro de 1833, quando um feérico espetáculo de fogos de artifício siderais foi testemunhado por milhares de pessoas, principalmente na costa leste dos Estados Unidos. Os piedosos estudantes das profecias identificaram na 'chuva de estrelas fugazes' as palavras proféticas de Jesus: '... e as estrelas cairão dos céus'. [...] Com profundo e reverente temor, associaram 'chuva meteórica' com a exortação do Senhor: 'Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima'. Cristalizava-se assim o ideal da esperança adventista."
Numerosas testemunhas testificaram a natureza incomum do evento:
“Para formar uma ideia do fenômeno, o leitor pode imaginar uma constante sucessão de bolas de fogo, semelhantes à foguetes, irradiando em todas as direções a partir de um ponto no céu. . . [Houve] meteoros de vários tamanhos e graus de esplendor: alguns simples pontos, mas outros eram maiores e mais brilhantes do que Júpiter ou Vênus." (Professor Denison Olmsted, de Yale)
“Durante o período imediatamente anterior ao amanhecer, o evento foi observado por muitas pessoas inteligentes na cidade, cujas declarações coincidem mais perfeitamente, quanto ao número quase infinito de meteoros. Nas palavras da maioria dos observadores, eles caíram como flocos de neve." (Dr. Humphreys, presidente do St. John’s College em Annapolis) 
“Provavelmente o mais notável chuveiro meteórico até hoje visto foi o de Leônidas na noite que seguiu a 12 de novembro de 1833 (13 de novembro). Algumas estações meteorológicas estimam em mais de 200.000 meteoros por hora, durante cerca de cinco ou seis horas.” (Charles Augustus Young, astrônomo da Universidade de Princeton)
Mais algumas testemunhas são descritas por Ellen G. White em O Grande Conflito, p. 333-334:
“Nenhuma expressão, na verdade, pode chegar à altura do esplendor daquela exibição magnificente; ... pessoa alguma que não a testemunhou pode ter uma concepção adequada de sua glória. Dir-se-ia que todas as estrelas se houvessem reunido em um ponto próximo do zênite, e dali fossem simultaneamente arrojadas, com a velocidade do relâmpago, a todas as partes do horizonte; e, no entanto, não se exauriam, seguindo-se milhares celeremente no rastro de milhares, como se houvessem sido criadas para a ocasião.” (F. Reed, no Christian Advocate and Journal, de 13 de dezembro de 1833)

“Não era possível contemplar um quadro mais fiel de uma figueira lançando seus figos quando açoitada por um vento forte.” (The Old Countryman, no Advertiser, vespertino de Portland, de 26 de novembro de 1833)

“Nenhum filósofo ou sábio mencionou ou registrou, suponho-o eu, um acontecimento semelhante ao de ontem de manhã. Um profeta há mil e oitocentos anos predisse-o exatamente — se não nos furtarmos ao incômodo de compreender o chuveiro de estrelas como a queda das mesmas, ... no único sentido em que é possível ser isso literalmente verdade.” (Journal of Commerce, de Nova Iorque, de 14 de novembro de 1833)
O texto bíblico declara que a segunda vinda de Cristo seria precedida por um grande terremoto, bem como por sinais cósmicos no Sol, na Lua e nas estrelas (ver Jl 2:31; Mt 24:29; Mc 13:24-26; Lc 21:25; Ap 6:12, 13). Os adventistas creem que estes sinais se cumpriram respectivamente com o terremoto de Lisboa, no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento do Sol e a Lua em cor de sangue, em 19 de maio de 1780; e a queda das estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833.

Portanto, a mensagem de Jesus para você é: “Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele [Jesus] está próximo, às portas” (Mateus 24:33). O dia da vinda do nosso senhor Jesus Cristo está muito próximo. Por isso, devemos estar atentos aos sinais e, também, preparados para o encontro com o nosso Deus. Permaneça firme ao lado do Senhor e você vai subir com Ele para o eterno lar.

Vamos falar sobre hipocrisia

"Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia!" (Salmos 32:2)

Um dos predicados que Jesus mais usou para (des)qualificar as pessoas durante seu ministério terreno foi “hipócrita”. Era o adjetivo principal que Ele utilizava para se referir aos escribas e fariseus, por exemplo. Nas minhas leituras da Bíblia, acabei atentando para essa palavra e acabei me entregando à reflexão acerca da hipocrisia. E tenho pensado tanto sobre a minha hipocrisia quanto a das pessoas que me cercam. Não se espante de eu dizer “a minha”, porque quando se é honesto consigo mesmo é impossível não reconhecer que todos temos um pouco (ou muito) dela. Uns mais, outros menos, mas todos temos nossa dose desse mal, nem que seja em nome do bom convívio social. Não virar a mão na cara de uma pessoa que você sabe que está mentindo para você e ficar sorrindo para ela não deixa de ser um ato hipócrita, se você parar para pensar. Então, eu e você temos nossa cota de hipocrisia, admitamos. Afinal, não admitir isso seria… hipocrisia.

“Hipocrisia” vem do grego hupokrisía, vocábulo que tem o sentido de “alguém que desempenha um papel”. Ou seja, em resumo, hipocrisia tem a ver com fingimento. É uma coisa meio teatral, quando você finge ser, sentir ou pensar algo que não condiz com a realidade. Mas, mesmo sendo uma característica tão presente no ser humano como qualquer outro pecado, preciso reconhecer que ultimamente tenho visto tanta hipocrisia que chega a gerar em mim uma certa repulsa.

Algo que detectei no trato com pessoas que têm agido de forma hipócrita é que há quatro estágios de reação da sua parte quando você se depara com um ato de hipocrisia perpetrado por alguém que você conhece e com quem se preocupa:

1. Revolta
2. Exortação
3. Conformismo
4. Anestesia (esta geralmente vem acompanhada de um consequente afastamento)

É mais ou menos assim que ocorre quando alguém por quem você se importa embarca num comportamento hipócrita perene: primeiro você se revolta, acha um absurdo. “Como fulano consegue ser tão fingidor?! Como ele aguenta viver assim?!”. Depois vem a fase da exortação, quando você tenta chamar a pessoa à responsabilidade, faz o que está ao seu alcance para que ela abandone seus atos hipócritas e que vão acabar por machucá-la ou machucar terceiros, aconselha, fala, adverte, alerta para os problemas que aquilo causará. Mas, no instante em que você percebe que de nada adiantou admoestar e que a pessoa persiste em sua trajetória de hipocrisia, começa a etapa do conformismo. “É… fulano escolheu ser hipócrita mesmo, fazer o que, né?! Deixa estar”. Por fim, chega a anestesia. É quando você já se esforçou tanto e fez tudo o que estava ao seu alcance para libertar a pessoa com quem você se importa dos grilhões de seu fingimento que literalmente fica exausto. E percebe, enfim, que a pessoa tomou a decisão definitiva: viver a hipocrisia até o fim. É quando você desiste.

Infelizmente, isso acaba despertando em você uma boa dose de asco por tamanho fingimento, a ponto de te deixar meio anestesiado ao fato – talvez como uma casca protetora para proteger você de sentir o sentimento ruim que está sentindo. Se você assistiu ao filme Pink Floyd – The Wall vai entender um pouco do que estou falando: você se torna Comfortably Numb (Confortavelmente Entorpecido). É nessa hora que você larga a mão de quem insiste em pular no abismo e deixa pra lá. Como se dissesse: “Você persiste nessa atitude? Então quer saber? Azar o seu, colha os frutos amargos das suas ações”. Nesse ponto se dá a ruptura e a gente simplesmente sai de cena, entregando o ente querido à própria sorte. “Que Deus o ajude”, é o que resta dizer. E vamos cuidar da vida, esperando só o dia em que chegarão as inevitáveis notícias dos desastres ocorridos por causa daqueles persistentes atos hipócritas (é claro que oramos muito pedindo a Deus que isso não ocorra, mas é como a Bíblia diz: “Quem semeia corrupção na carne colhe corrupção na carne”. É inevitável.). Ou você acha que uma hipocrisia perene não traz infelicidade ao hipócrita? Ou você acha que hipocrisia passa impune?

Todos somos hipócritas, logo, não serei eu a atirar a primeira pedra. Mas há uma grande diferença entre os tipos de pessoas que praticam a hipocrisia: há o hipócrita que percebe suas escorregadas e se corrige e o hipócrita que, por mais que você advirta, persiste em levar adiante seu erro. Só que Deus não nos chamou para sermos hipócritas. E se você percebe que está vivendo atrás de máscaras, sorrindo quando queria chorar, dizendo “sim” quando deveria dizer “não”, fingindo ser quem você não é… meu irmão, tome uma atitude. Por quê?

Porque senão o seu modo de proceder em nada será diferente do modo dos escribas e fariseus que Jesus tanto condenou. E a quem chamou de sepulcros caiados.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Maurício Zágari (via Apenas) (Título original: O abismo chamado hipocrisia)

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Millie Bobby Brown e a adultização de meninas

Quem é fã de séries e programas de TV se surpreendeu ano passado com o lançamento da primeira temporada de Stranger Things, mais uma produção original da Netflix. A série fala de acontecimentos estranhos em uma pacata cidade interiorana, tudo muito bem ambientado nos anos 80 e com uma trilha sonora sensacional. Claro, deixou saudades. Este ano, a segunda temporada estreou recentemente e também tem sido muito elogiada.

Dentre tantos personagens, tivemos o prazer de conhecer Eleven, vivida pela atriz-mirim Millie Bobby Brown, uma garota com poderes psíquicos e um passado misterioso. O que tem chamado a atenção, entretanto, é que a maneira como Millie tem sido apresentada em eventos para divulgação da série. Em um lapso temporal de apenas um ano, a menina fofa parece ter dado lugar a uma pré-adulta quase fatal, insinuante e até um tanto erotizada. Detalhe, ela tem apenas 13 anos.

Tudo isso acabou reacendendo uma questão: a adultização de crianças, especialmente meninas.

Mas o que é isso? Bem, adultizar nada mais é que antecipar o fim da infância. Em outras palavras, é tratar as crianças como adultos. Percebemos este movimento quando observamos que os valores e comportamentos do mundo adulto estão se misturando ao mundo infantil. Exemplos claros desta adultização são as crianças usando salto alto, roupas de adultos, maquiagens e a conexão 24h do celular. É cada vez mais comum nos depararmos com crianças na faixa de 4 ou 5 anos de idade mexendo em celulares. O que transparece é que há uma falta de limites e de controle pela parte dos pais no sentido de que é mais fácil dar o “brinquedo” para a criança se entreter do que propriamente entrar em contato com suas reais demandas. Por exemplo, veja o que escreveu a página Feminismo sem demagogia:

”A adultização é extremamente recorrente na indústria do entretenimento, além das altas cargas de cobrança e responsabilidade que crianças são submetidas, a imagem delas são modificadas e quando se trata de meninas vem a sexualização muito precoce e com consequências gravíssimas para formação destes indivíduos. Este tipo de atitude aumenta a vulnerabilidade da criança e principalmente das meninas, são apoiados em mitos como o do amadurecimento precoce das mulheres, criados a partir de sociedades machistas que utilizavam este tipo de discurso para legitimar abuso de menores.

Meninas não amadurecem mais rápido, meninas são erotizadas mais cedo, se tornam indivíduos sexualizados ao olho da sociedade e são culpabilizadas pelos abusos sofridos. Millie é fruto de um fenômeno social, Millie tem sua infância encurtada, seu corpo erotizado, condicionada a uma imagem e a um consumo desnecessário e tudo isto é banalizado pela indústria e pela sociedade."

E aí, o que você pensa a respeito deste fenômeno? (Blink102)

Nota: Os adultos estão acabando com as crianças. Eles estão acabando com elas porque estão matando a infância, não estão permitindo que as crianças sejam crianças. Estão tentando “pular” essa etapa e fazer com que os pequenos já adquiram, cedo demais, hábitos e procedimentos de adultos. Para uma criança ser saudável e feliz ela precisa apenas brincar, correr, pular, rir muito, ter amigos e a segurança do amor e da liderança dos pais. Só isso. Antecipar a fase adulta, transformar a criança em um adulto em miniatura, nunca fez e nunca fará com que uma criança seja completa e feliz. O livro Orientação da Criança, de Ellen G. White, na página 434, diz:
“Frequentemente os pais vestem os filhos com roupas extravagantes, com muita ostentação de ornamento e então admiram abertamente o efeito de seus trajes e os cumprimentam por sua aparência. Esses pais insensatos se encheriam de consternação se pudessem ver como Satanás lhes apoia os esforços e os impele para maiores loucuras."