Há vinte e cinco anos, uma série de ataques terroristas nos Estados Unidos marcariam para sempre o dia 11 de setembro na memória de milhões de pessoas em todo o planeta. Naquela data, em 2001, terroristas sequestraram e tomaram o controle de quatro aviões de passageiros. Um deles foi atirado contra o Pentágono, em Washington. Outro caiu em um campo aberto na Pensilvânia. Os dois últimos aviões protagonizaram cenas tão assustadoras quanto impressionantes, ao serem lançados contra as duas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque.
O mundo inteiro parou quando a primeira aeronave atingiu a torre norte, às 8h46 da manhã, no horário local. Os canais de TV passaram a transmitir ao vivo imagens do prédio em chamas, e o desespero das pessoas que tentavam sair de lá. Poucos minutos depois, às 9h03... até parecia que a televisão estava exibindo um replay do impacto, mas era o segundo avião sequestrado que atingia a torre sul do World Trade Center.
Duas horas depois, as duas torres desabaram na Ilha de Manhattan, levando consigo milhares de vítimas que não conseguiram sair dos prédios. 2.996 pessoas morreram nos quatro ataques, e mais de seis mil ficaram feridas. Nove membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia faleceram ou foram declarados desaparecidos entre as vítimas fatais da tragédia.
No plano adventista, alguns associaram os eventos de 11 de setembro com afirmações de Ellen White de que ela havia testemunhado cenas de fogo destruindo altos prédios “supostamente à prova de fogo” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 12, 13; Eventos Finais, p. 99). Seria 11/9 o cumprimento de profecias da mensageira do Senhor? Alguns acham que sim, pois há similaridades nas descrições; outros defendem que não, pois ela não viu aviões, nem torres gêmeas, e não diz que isso ocorreu em Nova York, mas que ela estava lá ao presenciar as cenas. O mais provável é que ela teria utilizado sua visão para ilustrar o julgamento divino e o fim dos tempos, alertando que a ambição humana e as estruturas modernas são vulneráveis diante dos eventos finais da Terra.
Em outra frente, poderia 11 de setembro ter contribuído para o fortalecimento ideológico dos Estados Unidos em seu papel de dragão, o “monstro” perseguidor no fim dos tempos, ou “besta da terra”, conforme Apocalipse 13? Se levarmos em conta o desenrolar dos fatos, incluindo o desejo de manter a supremacia militar, política, econômica e cultural a qualquer preço e a tentativa de potencializar o cristianismo na versão da direita cristã, que mistura política e religião, a resposta é um inequívoco sim. A “besta” foi ferida, mas não morreu. Ao contrário, teve seus instintos aguçados.
Por fim, vale a pena observar que 11/9, o arquétipo do terrorismo, é uma lembrança de que o terror amedronta nosso planeta todos os dias, há milênios. Estamos em guerra cósmica. O mundo vive um constante 9/11 (nine-eleven), como os norte-americanos passaram a chamar a data. Por isso, precisamos de uma linha direta com o verdadeiro 911 (para contextualizar, 911 é o número do serviço de emergência nos Estados Unidos), acima do plano terrestre. O salmo 91 diz que aquele que habita no abrigo do Altíssimo não precisa temer o terror noturno nem as setas (em forma de avião ou não) que voam de dia. Num mundo em guerra, a torre do Altíssimo é o abrigo mais seguro para nós.






