sexta-feira, 20 de julho de 2018

Dia do Amigo: O que dizem a Bíblia e Ellen White sobre amizade?

Amigo é aquele diante de quem podemos pensar em voz alta.
O Dia do Amigo, celebrado a 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo. A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua “um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis”. 

O que diz a Bíblia
O Senhor Jesus Cristo nos deu a definição de um verdadeiro amigo: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer" (João 15:13-15). Jesus é o exemplo puro de um verdadeiro amigo, pois Ele deu a sua vida por seus "amigos". Além disso, qualquer um pode tornar-se Seu amigo por confiar nEle como o seu salvador pessoal, nascendo de novo e recebendo nova vida nEle.

Há um exemplo de verdadeira amizade entre Davi e Jônatas, filho de Saul, que, apesar do seu pai perseguir e tentar matar Davi, permaneceu ao lado do seu amigo. Você pode achar essa história em 1 Samuel, do capítulo 18 até o capítulo 20. Algumas passagens pertinentes são 1 Samuel 18:1-4; 19: 4-7; 20:11-17, 41-42.

Provérbios é uma outra boa fonte de sabedoria a respeito de amigos. "Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão" (Provérbios 17:17). "O homem que tem muitos amigos sai perdendo; mas há amigo mais chegado do que um irmão" (Provérbios 18:24). A questão aqui é que, para ter um amigo, é preciso ser um amigo. "Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos" (Provérbios 27:6). "Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo" (Provérbios 27:17).

O princípio da amizade também é encontrado em Amós. "Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?" (Amós 3:3). Os amigos compartilham os mesmos interesses. Um amigo é alguém em quem se pode ter total confiança. Um amigo é alguém com quem se compartilha respeito mútuo, não com base em mérito, mas com base em uma semelhança de espírito.

Finalmente, a verdadeira definição de um amigo de verdade vem do apóstolo Paulo: "Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:7-8). "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (João 15:13). Essa sim é a verdadeira amizade!

O que diz Ellen G. White
Os mais notáveis sábios e filósofos da antiguidade glorificaram a amizade, chegando Cícero a equipará-la à sabedoria. Mas vejamos o que Ellen G. White sabiamente nos diz sobre a verdadeira amizade:

“O calor da verdadeira amizade, o amor que liga coração a coração, é um antegozo das alegrias do Céu”. (A Ciência do Bom Viver, p. 360)

“É natural buscar companheirismo. Todos encontrarão companheiros ou os farão. E exatamente na medida da força da amizade, será o grau de influência exercida pelos amigos uns nos outros, para bem ou para mal. Todos terão amigos, e influenciarão e serão influenciados”. (Conselhos Sobre Saúde, p. 414)

“Cristo nunca fez paz mediante qualquer coisa como a transigência. O coração dos servos de Deus transbordará de amor e simpatia pelos errantes, como nos é apresentado na parábola da ovelha perdida; não terá, porém, palavras suaves para o pecado. Mostram a mais verdadeira amizade os que reprovam o erro e o pecado sem parcialidade e sem hipocrisia”. (Evangelismo, p. 368)

“Podemos mostrar mil pequenas atenções em palavras de amizade e olhares de bondade, o que se refletirá de novo sobre nós. Cristãos indiferentes manifestam por sua negligência de outros que não estão em união com Cristo. É impossível estar em união com Cristo e ainda ser desconsiderados para com outros e negligentes de seus direitos”. (Lar Adventista, p. 428)

“Pois bem, recusarão os cristãos professos associar-se aos não-convertidos, procurando não ter qualquer comunicação com eles? Não; devem estar com eles, no mundo e não do mundo, mas não participar de seus caminhos, nem ser impressionados por eles, e não ter o coração aberto para seus costumes e práticas. Suas relações de amizade devem ter o propósito de atrair outros para Cristo”. (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 231)

"Ao pegardes na mão de um amigo, esteja em vossos lábios e coração um louvor a Deus. Isso há de atrair seus pensamentos para Jesus." (Caminho a Cristo, p. 119)

Mas o maior exemplo de amizade é o demonstrado pelo nosso amigo Jesus.

“Sentimentos de desassossego e de saudade ou solidão podem ser-vos benéficos. Vosso Pai celeste pretende ensinar-vos a encontrar nEle a amizade e o amor e consolação que satisfarão vossas mais ferventes esperanças e desejos. Vossa única segurança e felicidade está em fazer de Cristo vosso constante Conselheiro. Podeis ser felizes nEle ainda que não tenhais nenhum outro amigo no vasto mundo”. (Nossa Alta Vocação - Meditações Matinais, 1962, p. 257)

Cristo é o melhor exemplo que podemos ter de como se doar e amar os outros. Busque nEle os melhores conselhos, e sei que Ele te direcionará a saber lidar com cada pessoa, sabendo ser exatamente o que precisa para ser verdadeiramente uma pessoa legal e bacana, um bom amigo.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Como alguns dos pioneiros adventistas viam o aborto

Em tempos de desumanização dos não-nascidos através da linguagem e do uso de eufemismos (“não é vida humana”, “não tem sistema nervoso ainda”, “amontoado de células”, “é questão de saúde pública”, “interrupção da gravidez”, “direitos sexuais e reprodutivos”, etc), seria bom adventistas observarem a linguagem simples e direta que os primeiros adventistas usavam para falar sobre aborto.

J. N. Andrews:
“Um dos pecados mais chocantes, e mais comuns desta geração, é o assassinato de bebês não nascidos. Que aqueles que pensam ser este um pecado pequeno leiam o Sl 139:16. Eles verão que até o feto está escrito no livro de Deus. E eles podem estar bem seguros de que Deus não passará despercebido pelo assassinato de tais crianças” (J. N. Andrews [ed.]. “A Few Words Concerning a Great Sin”. Advent Review and Sabbath Herald, 30 nov. 1869, p. 184).

John Todd:
“Não tenho medo, mas o que estou prestes a escrever será lido; e eu gostaria que fosse solenemente ponderado. Estou prestes a falar, e claramente, da prática de produzir abortos. […] Quanto à culpa, quero que todos saibam que, aos olhos de Deus, é um assassinato intencional. ‘O assassinato intencional de um ser humano em qualquer estágio de sua existência é assassinato. […] e se alguém acha que pode fazê-lo sem a culpa do assassinato, ela está muito enganado’ [cita o Dr. H.R. Storer]” (John Todd. “Fashionable Murder”. Advent Review and Sabbath Herald, 25 jun. 1867, p. 29-30).

John Kellogg:
“Assim que esse desenvolvimento começa [a partir da concepção], um novo ser humano vem à existência – em embrião, é verdade, mas possui sua própria individualidade, com seu próprio futuro, suas possibilidades de alegria, pesar, sucesso, fracasso, fama e ignomínia. “A partir deste momento, adquire o direito à vida, um direito tão sagrado que em toda terra violar é incorrer na pena da morte. Quantos assassinos e assassinas ficaram impunes! Ninguém, a não ser Deus, conhece a extensão deste crime hediondo; mas o Avaliador de todos os corações conhece e lembra de cada um que assim transgrediu; e no dia da avaliação final, qual será o veredicto? Assassinato? Assassinato, assassinato de crianças, matança de inocentes mais cruel que a de Herodes, mais sangue frio que o assassino da meia-noite, mais criminoso que o homem que mata seu inimigo – o mais desnatural, mais desumano, mais revoltante dos crimes contra a vida humana” (J. H. Kellogg. Man, the Masterpiece. Battle Creek: Modern Medicine Publishing Company, 1894. p. 424-425).

Tiago White:
“Poucos estão cientes da temerosa extensão que esse negócio nefasto, essa prática pior do que diabólica, é levada adiante em todas as classes da sociedade! Muitas mulheres determinam que não se tornarão mães e se submetem ao mais vil tratamento, cometendo o crime mais básico para cumprir seu propósito. E muitos homens, que têm tantos filhos quanto ele pode sustentar, em vez de restringir suas paixões, ajudam na destruição dos bebês que eles geraram. O pecado está na porta de ambos os pais em igual medida; para o pai, embora ele nem sempre possa ajudar no assassinato, está sempre acompanhando, na medida em que ele induz, e às vezes até força a mãe à condição que ele sabe que levará à prática do crime” (Tiago White (ed.). A Solemn Appeal. Battle Creek: Stem Press, 1870, p. 100).

E Ellen White?
Apesar de não falar diretamente sobre o aborto intencional, Ellen White fala muito sobre as influências pré-natais. Ao ler os inúmeros textos onde ela revela preocupação com as consequências de hábitos e atitudes da mãe no não-nascido, logicamente, podemos concluir que despedaçar o corpo de crianças não-nascidas ou envenená-las até a morte não seriam práticas toleradas facilmente por ela.

A posição de Ellen White não é claramente estabelecida, mas há fortes citações que apontam para a posição pró-vida.

Ela usa o termo “assassinato” em conexão com a morte de fetos. Ao comentar sobre os vestidos de argolas usados em meados do século 19, ela declarou: “Nunca foi praticada tal iniquidade como essa desde essa invenção de [vestidos de] aro, nunca houve tantos assassinatos de crianças [murders of infants]” (Carta 16, 1861).

Esses “assassinatos de crianças” podem ser uma referência aos abortos provocados involuntariamente por essa moda.

Ela afirma que mulheres grávidas “vão considerar que outra vida depende delas e serão cuidadosas em todos os seus hábitos e especialmente na dieta” (O Lar Adventista, p. 257). Citações assim podem refutar o chavão “meu corpo, minhas regras”, pois trata-se de “outra vida”.

Ao alertar para o perigo de mulheres grávidas usarem bebida alcoólica, ela faz uma afirmação que leva em conta a saúde do não-nascido, e liga isso à palavra “pecado”:

“Cada gota de bebida forte ingerida [por uma mulher grávida] para satisfazer seu apetite, põe em risco a saúde física, mental e moral do filho, e é um pecado direto contra seu Criador” (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 217).

Uma citação é especialmente interessante – ao falar sobre o risco de deixar uma mulher trabalhar excessivamente durante a gravidez, Ellen White declara:

“Caso o pai procurasse conhecer as leis físicas, compreenderia melhor suas obrigações e responsabilidades. Veria que havia sido culpado quase de matar [em inglês, “murdering”] seus filhos mediante o permitir que tantos fardos impendessem sobre a mãe, e compelindo-a a trabalhar além de suas forças antes do nascimento das crianças, a fim de obter meios para lhes deixar” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 429-430).

O texto em inglês diz literalmente que o pai veria “que ele tinha sido culpado de quase assassinar seus filhos” ao fazer a mãe trabalhar demais “antes do nascimento deles”. Nesse texto, Ellen White não está condenando especificamente o aborto, mas ao falar sobre o assassinato dos fetos, e ao chamar os fetos de filhos/crianças (children), ela indica que via o nascituro como plenamente humano.

Isaac Malheiros (via Reação Adventista)

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Os 100 anos de Nelson Mandela e seu testemunho cristão

Liderança, resistência, ativismo, força e sabedoria. Essas são algumas das características que tornaram Nelson Mandela uma das personalidades mais relevantes do século 20. Há exatos 100 anos, Rolihlahla Mandela nascia no vilarejo de Mvezo, localizado no sudeste da África do Sul.

A importância do acontecimento transformou 18 de julho no Dia Internacional de Nelson Mandela, data instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 2009. A reverência ao líder inspirou não só a população e o meio político, mas também o universo cultural: a luta e a vida de Mandela são temas de filmes, livros, músicas, exposições, documentários e de outros segmentos artísticos.

Madiba — apelido atribuído carinhosamente pela população sul-africana ao líder — foi uma das principais personalidades no combate ao apartheid e à dura e violenta política de segregação racial na África do Sul. Estudante de direito, o jovem Mandela ingressou, em 1942, no Congresso Nacional Africano (CNA), partido que defendia os direitos da população negra — maioria no país.

Como participante do grupo, Madiba tornou-se um grande representante do movimento anti-apartheid, especialmente após o agravamento do regime, em 1948. Em 1964, o ativista foi preso. Condenado à prisão perpétua, Mandela permaneceu encarcerado até o ano de 1990. Após a libertação, tornou-se presidente do CNA, e, em 1994, alcançou a presidência do país pelo partido. Em 1993, recebeu o prêmio Nobel da Paz. 

Depois que deixou a presidência, passou a se dedicar a campanhas contra a Aids na África do Sul, visando diminuir os casos da doença que ainda é um grande problema no continente africano. Depois de se aposentar da vida pública em 2004, raramente era visto em público. A última aparição foi em 2010, na cerimônia de encerramento da Copa do Mundo.

Ao partir deste mundo aos 95 anos, em 5 de dezembro de 2013, deixou um legado histórico. Mas poucos lembram da fé do primeiro presidente negro da África do Sul.

Em sua autobiografia, Long Walk to Freedom (Um Longo Caminho para a Liberdade), Mandela conta sua conversão ao cristianismo. Ele vem de uma família evangélica metodista: “A Igreja estava tão preocupada com este mundo quanto com o céu. Eu vi que praticamente todas as realizações dos africanos pareciam ter surgido através do trabalho missionário da Igreja”.

Em Long Walk, Mandela lembra como se tornou membro da Associação de Estudantes Cristãos e dava aulas aos domingos em escolas bíblicas nas aldeias vizinhas. Tendo estudado em escolas evangélicas até o ensino médio, sempre defendeu o poder transformador da educação.

Também conta como, algumas semanas antes de ser eleito presidente, pregou num culto de Páscoa de uma igreja cristã. Após ler as bem-aventuranças, começou a louvar a Deus porque “nosso Messias ressuscitado não escolheu uma raça, não escolheu um país, não escolheu uma língua, não escolheu uma tribo, mas escolheu salvar toda a humanidade!”

Embora nem sempre destacado pela imprensa, Mandela, assim como Martin Luther King Jr., pautou sua luta pelos ensinamentos de Cristo. Não advogava a violência e sempre falava sobre seu compromisso com Cristo. Uma das ideias que mais difundiu nos anos que governou foi “perdão”, evitando que se iniciasse um processo de descriminação reverso na África do Sul. No famoso sermão da Páscoa de 1993, Mandela proclamou: “Cada Páscoa marca o renascimento da nossa fé. Marca a vitória do nosso Salvador ressuscitado sobre o suplício da cruz e da sepultura”.

Um homem é o que sua trajetória revela e, esse homem, deixou um legado acima das mais altas expectativas em um mundo em que valores e princípios cada dia são mais escassos. Algumas pessoas que eu e você conhecemos são assim, acima das expectativas. Tomo o exemplo de Mandela para ponderar que algumas personalidades bem poderiam ser líderes à frente da Cristandade. Pessoas cuja estirpe, temperamento, valores, educação, civismo, humanismo e legado seriam mais do que bem-vindos no seio da religião fundada por Jesus Cristo. Especialmente se considerarmos que em alguns arraiais essas virtudes têm sido nossa maior carência e necessidade.

Em um mundo onde as relações humanas estão corrosivas e se corroendo à custa de falsos moralismos e outros ismos, o exemplo desse líder ressoa como retumbante. Um serviço altruísta, como seria bom vê-lo aparecendo… “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades”, declarou a escritora cristã Ellen G. White em Mensagens Escolhidas vol. 1, p. 121. 

Mandela serviu! Que seu exemplo inspire a Cristandade no serviço ao semelhante!

terça-feira, 17 de julho de 2018

Você decide: Stairway to Heaven ou Highway to Hell?


Toda a humanidade aguarda um de dois destinos. Quais são eles? 
"E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna." (Mateus 25:46)
"Os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo." (João 5:29)
"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. [...] Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte." (Apocalipse 21:1-4, 8)
"Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe pois a vida, para que vivas com a tua posteridade." (Deuteronômio 30:19) 
"Entrem pela porta estreita porque a porta larga e o caminho fácil levam para o inferno, e há muitas pessoas que andam por esse caminho. A porta estreita e o caminho difícil levam para a vida, e poucas pessoas encontram esse caminho." (Mateus 7:13-14) 
Stairway to Heaven (Escada para o Céu)
O Céu é uma realidade. É um lugar. É onde Deus vive com os outros membros da Divindade e uma hoste de anjos não-caídos. Também é o lugar em que viveremos durante mil anos, se permanecermos ao lado de Deus. Quando Cristo voltar e tiver lugar a primeira ressurreição, os santos ressuscitados acompanharão seu Senhor para o Céu, onde permanecerão por mil anos (Apocalipse 20:4-6). Depois disso, ocorrerá uma série de eventos culminando com a criação de um “novo céu” e uma “nova Terra” (Apocalipse 21:1), em que os remidos então viverão para sempre. 

O pastor e escritor Dr. Steven J. Lawson escreveu sobre o céu: "Não se enganem, o céu é um lugar real. Não é um estado de consciência. Nem uma invenção da imaginação humana. Nem um conceito filosófico. Nem abstração religiosa. Nem um sonho emocionante. Nem as fábulas medievais de um cientista do passado. Nem a superstição desgastada de um teólogo liberal. É um lugar real. Um local muito mais real do que onde você está agora... É um lugar real onde Deus vive. É o lugar real de onde Deus veio para este mundo. E é um lugar real para onde Cristo voltou na Sua ascensão – com toda a certeza!" (Heaven Help Us! Truths About Eternity That Will Help You Live Today, p. 16)

Highway to Hell (Estrada para o Inferno) 
Mas o inferno também é uma realidade. A crença popular de um lugar em que os pecadores serão atormentados e queimarão por toda a eternidade não tem apoio bíblico. Mas também não tem esse apoio a ideia popular de que, no fim, todos serão salvos. Os que rejeitam as boas-novas de salvação e recusam obediência a Deus serão julgados, condenados e enfrentarão uma morte da qual nunca haverá ressurreição. Os que creem que todos serão salvos argumentam que um Deus de amor não permitiria que ninguém perdesse a felicidade eterna. Eles têm certa razão até onde dizem que Deus é o amor personificado e quer salvar a todos. Mas, tragicamente, nem todos querem ser salvos. Cristo não poderia ter expresso isso de maneira mais clara: “Eu lhes asseguro: quem ouve a Minha palavra e crê naquele que Me enviou, tem a vida eterna e não será condenado”, mas Ele também acrescenta que “os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados” (João 5:24, 29).

Você decide
Vejamos o que os escritos de Ellen G. White dizem sobre essa fundamental decisão:
"Há muitas almas que vacilam entre o caminho do Céu e o do inferno. Há sutis e enganadoras influências que desviam almas de Deus e das coisas celestiais." (Conselhos sobre a Escola Sabatina, p. 49)
"Toda alma tem um Céu a ganhar, e um inferno a evitar. E as instrumentalidades angélicas acham-se todas prontas a vir em auxílio da alma tentada e provada." (Mensagens Escolhidas 1, p. 96)
"O mundo caído é o campo de batalha para o maior conflito que o universo celestial e os poderes terrestres já presenciaram.. entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Ninguém pode ficar em terreno neutro." (Exaltai-o, p. 290)
Deus nos deu a vida, e durante a nossa existência temos uma escolha a fazer. A mais importante de todas, e esta decisão é com relação a nossa vida eterna. Aceitemos a Jesus e nos preparemos para o Céu. O Céu existe, sim, e está ao nosso alcance. O Céu é a morada de Deus, e será a morada daqueles que creem nEle. Jesus nos prometeu um lugar no Céu: 
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também.” (João 14:1-3) 
O Céu pode ser nosso se escolhermos crer em Deus e estivermos dispostos a nos tornar discípulos de Seu Filho, Jesus Cristo. Portanto, escolhamos o caminho certo seguindo o conselho de Ellen White: 
"Muitos estão perdendo o caminho certo, por pensarem que têm de conquistar o Céu; que têm de fazer algo para merecer o favor de Deus. Procuram tornar-se melhores pelos próprios frágeis esforços. Isso jamais conseguirão realizar. Cristo abriu caminho morrendo como nosso sacrifício, vivendo como nosso exemplo, tornando-Se nosso grande sumo sacerdote. Diz Ele: 'Eu sou o caminho, e a verdade e a vida' (João 14:6). Se por qualquer esforço nosso pudéssemos subir um único degrau na escada, as palavras de Cristo não seriam verdadeiras. Mas quando aceitamos a Cristo, as boas obras aparecerão, como frutífera prova de que nos achamos no caminho da vida, que Cristo é nosso caminho, e que estamos palmilhando a vereda certa, que conduz ao Céu. (Mensagens Escolhidas 1, p. 368)
Nota: O título do artigo é uma alusão às canções "Stairway to Heaven", do Led Zeppelin e "Highway to Hell", do AC/DC.

O jeito bíblico de discutir política em ano de eleição

Teremos eleições este ano. A população brasileira já está, há um bom tempo, pensando sobre isso, escolhendo seu candidato, refletindo sobre as mudanças (ou não) que deseja para o nosso país. E nós, cristãos, não estamos de fora dessa situação: como cidadãos brasileiros, participamos do processo eleitoral, conversamos sobre política, gostamos de uns candidatos e não gostamos de outros. Até aí, tudo bem, faz parte. Porém, tenho visto – e, possivelmente, você também – debates entre cristãos sobre a política nacional serem realizados de maneira nada cristã. Isso me fez refletir sobre se existe um modo bíblico de discutir política, em especial, neste ano de fortes emoções eleitorais. Gostaria de refletir com você sobre essa questão. E, de saída, deixe-me frisar: esta não é uma reflexão política, mas sobre valores do evangelho e da nossa coerência em vivê-los quando pisamos no gelo fino de nossas paixões humanas.

Atualmente, poucos assuntos fazem cristãos se comportarem como se não fossem cristãos tanto quanto a política brasileira. [...] A triste realidade é que existem pessoas cujas paixões por políticos, partidos e ideologias mostram ser maiores do que seu amor por Cristo e pelo próximo. São cristãos, frequentam cultos, leem a Bíblia, cantam louvores, postam versículos nas redes sociais e se parecem com qualquer outro cristão. Mas, isso, só até alguém incomodá-los em suas paixões políticas e ideológicas. Quando isso acontece, eles explodem em ataques e posicionamentos bastante carnais e mundanos. [...]

O que está acontecendo com a Igreja? O que está acontecendo com os cristãos? Desde quando, o evangelho de Cristo nos dá carta branca para tratarmos de maneira depreciativa pessoas que discordam de nós em algumas questões da vida? O que, afinal, o evangelho nos ensina sobre o posicionamento correto em meio a discordâncias?

Meu irmão, minha irmã, ao longo deste ano, você verá muitos debates político-eleitorais. Possivelmente, será atraído para participar de alguns, em especial nas redes sociais. Muita gente do seu círculo de relacionamentos se posicionará discordando de um monte de coisas em que você acredita. A questão é: o fato de ser um debate político lhe dá direito de colocar seu cristianismo de lado? O fato de alguém gostar daquele político ou daquele partido de que você não gosta lhe dá o direito de agir como um mundano, ofendendo, desmerecendo e desqualificando – e ir à igreja cantar, levantar as mãos e saudar com “a paz do Senhor” como se nada tivesse acontecido?

Creio que você sabe a resposta.

O fato de você votar em Bolsonaro, Marina, Ciro ou qualquer outro candidato não me dá o mínimo direito, aos olhos de Deus, para destratar você ou enxergar em você menos dignidade do que Deus lhe confere. Você segue sendo filho ou filha, criado à imagem e semelhança do Senhor. Quem sou eu para tratá-lo de modo ultrajante simplesmente porque você tem visões ideológicas ou políticas diferentes das minhas? Eu seria um louco se fizesse isso, à luz do evangelho. Jesus nos alertou:
“Vocês ouviram o que foi dito a seus antepassados: ‘Não mate. Se cometer homicídio, estará sujeito a julgamento’. Eu, porém, lhes digo que basta irar-se contra alguém para estar sujeito a julgamento. Quem xingar alguém de estúpido, corre o risco de ser levado ao tribunal. Quem chamar alguém de louco, corre o risco de ir para o inferno de fogo. Portanto, se você estiver apresentando uma oferta no altar do templo e se lembrar de que alguém tem algo contra você, deixe sua oferta ali no altar. Vá, reconcilie-se com a pessoa e então volte e apresente sua oferta. Quando você e seu adversário estiverem a caminho do tribunal, acertem logo suas diferenças. Do contrário, pode ser que o acusador o entregue ao juiz, e o juiz, a um oficial, e você seja lançado na prisão. Eu lhe digo a verdade: você não será solto enquanto não tiver pago até o último centavo” (Mt 5.21-26).
Não sei como você enxerga essas palavras de Jesus. Eu as enxergo com um monumental senso de temor e horror. São advertências gravíssimas, às quais multidões não dão nenhuma atenção. Acham legal e bonito Jesus ter dito isso, mas, na prática, basta alguém tocar no político ou no partido político de que são tietes para fazerem tudo ao contrário do que Jesus está dizendo aqui. Isso é grave – muito, muito grave. É um alerta que deveria nos lançar de joelhos, clamando por misericórdia, pelo nosso tão frequente pecado sem arrependimento nem confissão e, muito menos, abandono.

Você quer saber o jeito bíblico de discutir política em ano de eleição? É simples. Com amor. Com alegria. Com paz. Com paciência. Com amabilidade. Com bondade. Com fidelidade. Com mansidão. Com domínio próprio. Isto é, manifestando em nossas palavras e em nossos posicionamentos nas discussões sobre política as virtudes que o Espírito Santo manifesta naqueles que verdadeiramente são nascidos de novo pela graça da cruz e, por isso, se tornaram seu local especial de habitação. Se você vir um cristão participando de debates neste ano eleitoral sem manifestar essas virtudes, desconfie. Pois um verdadeiro Filho de Deus não porá de lado o fruto do Espírito porque alguém criticou seu candidato, seu partido ou a ideologia em que acredita. O evangelho está acima disso.

Essas eleições, aliás, são uma excelente ocasião para se testar a fidelidade de fé dos cristãos brasileiros. Vamos ver quem ama mais Lula do que Cristo. Quem ama mais Marina do que o irmão da igreja. Quem ama mais Bolsonaro do que o amigo do facebook. Quem ama mais a direita ou a esquerda do que o próximo e, logo, o reino de Deus. Vamos ver quem sabe falar com mansidão para com todos, como Paulo nos orientou. Quem não deixa o sol se pôr sobre a própria ira. Quem é um pacificador e quem é um incitador. Quem ama o próximo como a si mesmo. Quem ama o inimigo, como Jesus ordenou. Será um ano de grandes revelações.

Se esta reflexão chegou até você, é porque Deus quer falar com você sobre isso. Não com seu vizinho: com você. Medite sobre como tem agido nos debates sobre política. Pense em como tem se comportado quando fazem piadas de seu candidato ou debocham do partido de que você gosta. Lembre-se de algo: no dia em que você der o passo derradeiro para fora desta vida, tudo isso ficará para trás. Mas o jeito como você se relacionou com o próximo nesta vida – inclusive o próximo que discorda de você e, até, o ofende – ecoará por toda a eternidade. 

Maurício Zágari (via Apenas)

Nota: Ellen G. White também deixou registrada em seus escritos a orientação de que a igreja jamais deveria se envolver em polêmicas políticas:
“Não é empenhando-nos em polêmicas políticas, seja no púlpito ou fora dele, que agradamos a Deus" (Testemunhos para Ministros, p. 331).
“Mantenha sua votação para si. Não sinta como seu dever insistir para que todos façam como você” (Carta 4, 1898; citado em Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 336 e 337).
“Os que ocupam o lugar de educadores, de pastores, de colaboradores de Deus em qualquer sentido, não têm batalhas a travar no mundo político. Sua cidadania se acha nos Céus. O Senhor pede-lhes que permaneçam como um povo separado e peculiar. Ele não quer que haja cismas no corpo de crentes. Seu povo tem de possuir os elementos de reconciliação. É porventura sua obra fazer inimigos no mundo político? - Não, não! Eles têm de permanecer como súditos do reino de Cristo, levando a bandeira em que se acha inscrito: ‘Os mandamentos de Deus e a fé em Jesus’” (Fundamentos da Educação Cristã, pp. 478 e 479).
A esperança na volta de Cristo deve moldar nossas ações em todas as esferas da vida. Inclusive na política.

Assista também os vídeos abaixo com o prof. Leandro Quadros:


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Ellen G. White morria há 103 anos

Foi há 103 anos, no dia 16 de julho de 1915, que chegava ao fim o ministério profético de Ellen G. White, escritora e cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia que dedicou sua vida integralmente a transmitir as mensagens que recebera de Deus. A morte, no entanto, não sepultou seu exemplo de vida e os conselhos inspirados que foram impressos desde a segunda metade do século XIX, os quais atravessaram gerações e romperam barreiras geográficas para alcançar o propósito para os quais foram designados.

Sobre os últimos dias da sua vida, diz o Centro White:

“Suas palavras a amigos e parentes durante as últimas semanas de vida indicam um sentimento de alegria, e o senso de ter realizado fielmente a obra que o Senhor lhe confiara, confiança de que a obra de Deus avançaria até seu triunfo final, mas a preocupação de que os membros individuais da igreja, especialmente nossos jovens, reconhecessem o tempo em que estávamos e o sério preparo necessário para encontrar o Senhor em Sua vinda.

Os trabalhos da vida de Ellen White terminaram a 16 de julho de 1915, na idade madura de oitenta e sete anos bem passados, e foi posta a descansar ao lado do esposo no cemitério de Oak Hill, em Batlle Creek, Michigan. Embora a voz esteja silente e a pena infatigável descansando, contudo, as preciosas palavras de instrução, conselho, admoestação e encorajamento sobrevivem, para guiar a igreja remanescente até o fim do conflito e o dia da vitória final.”

Assistam agora este vídeo contando sobre os últimos momentos e palavras de Ellen White:

domingo, 15 de julho de 2018

E se Deus te presentear com a derrota?

Na final da Copa do Mundo disputada hoje em Moscou na Rússia, o time da Croácia deu uma aula de desporto e civilidade. Perdeu para a França com brio, garra e combatividade. Mesmo quando já não havia mais possibilidade de empate, jogou como se houvesse. Não desmereceu o esporte, sua nação e a linda presidente do país, Kolinda Grabar-Kitarović, que assistia, esbanjando simpatia, beleza e educação. Nenhum caiu no chão como se uma tragédia houvesse se abatido sobre a vida. Não! Apenas a tristeza, mas dominada, de quem perdeu um título esportivo. (via facebook do Pr. Benedito Muniz)

“Tudo isso é incrível e inesquecível”, disse o narrador na TV croata após o apito final de Néstor Pitana. “Agora o mundo inteiro sabe que nosso pequeno país tem jogadores fabulosos”, acrescentou. “Terminou uma belíssima aventura, a Croácia é segunda”, diz o jornal “Jutarnji list”. “Os alvirrubros são nosso orgulho”, reforça o “Vecernji list”.

Fica a lição para a nossa vida espiritual também. 

Hoje, vemos muitos dando uma grande ênfase na vitória como sendo um referencial perfeito para indicar as pessoas que servem a Deus de verdade e são abençoadas por Ele. Os vencedores são os abençoados, não os perdedores. Os ricos são os abençoados, não os pobres. A fé vencedora é dos que venceram situações e não dos que perderam. 

O problema é que o referencial humano sobre a vitória está bem longe do referencial que Deus tem dela. É evidente que o Senhor é um Deus que dá a vitória aos seus filhos, mas a plenitude da Sua ação não se dá apenas em ambientes onde o ser humano enxerga a vitória. 

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego estavam diante do tirano rei da Babilônia, Nabucodonosor. Esse rei, loucamente, manda construir uma imagem para que todos a adorassem. Esses três desobedeceram a ordem e foram chamados para uma conversa particular com o rei. A resposta desses jovens ao rei é que nos mostra algo surpreendente sobre a vitória: 
“Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e Ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se Ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer.” (Daniel 3:17-18) 
O que chama a atenção é que esses jovens criam que Deus tinha a escolha de livrá-los ou não. Essa atitude deles não era uma atitude de covardia ou de resignação, mas de fé plena em Deus, acontecesse o que acontecesse. Se eles morressem queimados, morreriam em obediência e pleno exercício de sua fé. Humanamente, talvez seriam chamados de derrotados, mas espiritualmente seriam vitoriosos. Eles não viam na vitória a base de sua fé, mas apenas no cumprimento da vontade de Deus, seja ela qual fosse. Eles confiavam na direção do Pai em todas as situações. 

Assim, as circunstâncias não tinham o poder de destruir a fé deles. A vitória era bem-vinda, mas se fossem derrotados (humanamente falando), mesmo assim morreriam exercendo plenamente a obediência à vontade do Pai e, portanto, seriam vitoriosos diante de Deus. 

Agora, a questão é nossa: E se acontecer a nossa derrota? Continuaremos firmes na fé em Deus? Estaremos dispostos a exercer a fé seja no “sim” seja no “não”? 

Consigo entender a lógica arrebatadora de Jesus no sermão da Montanha, quando Ele diz que bem-aventurado é aquele que chora, pois será consolado. Precisamos aprender a conviver com a derrota. Precisamos aprender a conviver com frustrações e sonhos não realizados. Saber perder não é conformar-se com a derrota, mas entendê-la como necessária para uma outra perspectiva da vida. Todas as vezes que perdemos, precisamos olhar a vida sem auto comiseração. Deus está nos dando uma nova chance de fazer aquilo que deixamos de fazer. Esta lição serve para muitas situações. Seja luto, seja falência, sejam relacionamentos destruídos, seja até um jogo perdido... 

Uma das orações mais difíceis que podemos fazer é esta: “Jesus, ensina-me a perder!”

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Você é um cristão vampiro?

Jesus morreu pelos nossos pecados! Essa é a afirmação central e de maior importância em toda a Bíblia. Em Hebreus 9:22 está escrito que “sem derramamento de sangue, não há remissão”. O ser humano pecador estava com seu destino traçado, a morte, como consequência dos seus pecados. Mas Deus em seu infinito amor assumiu a culpa dos nossos erros e nos deu a possibilidade da vida eterna.

Por meio da igreja, pessoas confirmam a boa notícia de que há uma solução para o problema do pecado. Na cruz do Calvário, os pecados de todos estavam depositados. A vida sem pecado de Jesus terminou com uma morte não necessária, mas escolhida por Jesus.

Os cristãos não são perfeitos, são apenas pessoas que sentem-se perdoadas e que querem ajudar outros a sentirem-se da mesma forma. Conscientes do perdão, os cristãos recebem uma missão especial de Deus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).

A ordem de Jesus para fazer discípulos implica também no fato de que antes de fazer é necessário ser um discípulo. Não existe na Bíblia nenhuma indicação para apenas desfrutar o perdão de Jesus e não ter que se relacionar com ele.

Esse sentimento não é novo nos círculos cristãos, mas nos últimos anos vem ganhando espaço com um pensamento utilitarista da religião. Não existe fundamento bíblico para a ideia de que os seres humanos podem optar por aceitar a Cristo, porque precisam dEle como Salvador, e então tem o direito de obedecer ou não o que Ele deixou como instrução e norma em Sua palavra.

Essa falsa compreensão de que existe salvação sem obediência cria a ideia do cristão vampiro, como apresentado por Dallas Willard no livro “A Grande Omissão”.

Os vampiros são seres mitológicos e parte de um folclore muito antigo. São personagens comuns nos temas de terror e que se alimentam de sangue. É aqui que entra a comparação com um certo tipo de cristianismo. Talvez você pense que a comparação foi muito pesada, mas acredito que a força da comparação vai ajudar a entender melhor o perigo desse tipo de estilo de relacionamento com Jesus.

O cristão vampiro é aquele que entendeu o sacrifício de Jesus e diz a Ele: “Eu quero um pouco de seu sangue para ser perdoado, por favor. Mas eu não quero ser seu discípulo e nem me preocupar em imitá-Lo.” E isso é realmente o que Jesus espera?

Você não pode realmente confiar nEle para o perdão dos pecados, enquanto não confiar nEle para todas as outras coisas da sua vida. Estamos num processo constante de aprendizagem e crescimento. É o que chamamos de santificação. Lutamos contra nós mesmos (Romanos 7:15) por causa da tendência que temos ao pecado. Lamentavelmente as pessoas, em geral, escolhem o pecado e criam muitas explicações sobre porque é aceitável pecar. Mas, mesmo assim, ninguém escolhe ser um pecador. As pessoas podem até admitir uma mentira, por exemplo, mas definitivamente sempre negarão que são mentirosas. É como aceitar que peco, mas que não sou pecador.

Jesus nos liberta das nossas intenções fracassadas e isso requer continuidade. Em João 15, por exemplo, Jesus repete 11 vezes a expressão “permanecer”. A permanência na videira não ocorre automaticamente. Separado da videira, não pode o ramo viver. Da mesma forma, um cristão não pode viver separado dEle.

É pela contínua comunhão com Ele que é possível crescer. Nenhum ramo produzirá fruto se estiver apenas ocasionalmente conectado à videira. A ligação precisa ser consistente. O ramo precisa permanecer na videira. Comunhão a cada dia, a cada hora e em qualquer situação.

Esta é a união que aparece retratada em João 6, sob a figura de comer o Seu corpo e beber o Seu sangue. O verso 63 oferece um indicador: “As palavras que Eu vos tenho dito, são espírito e são vida.” Assim, é por intermédio da Bíblia e da oração que podemos permanecer nEle e quem não permanecer será incapaz de produzir fruto, logo será cortado.

Comunhão contínua consiste de contínua conversa. Orar sem cessar significa manter ininterrupta comunhão com Deus. Os frutos do Espírito são desenvolvidos como consequências da comunhão permanente. São eles o amor, a alegria, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio (Gálatas 5:22).

A comunhão contínua coloca o ser humano em seu verdadeiro papel dentro do plano da salvação e é um antídoto contra o vampirismo cristão. Jesus precisa ser o todo.

O primeiro mandamento da lei de Deus adverte a não se ter outros deuses diante do Criador. Deuses não se referem apenas a entidades criadas, mas um “deus” sempre será aquilo que ocupa o primeiro lugar em seu coração. Deus está nos advertindo a não ter nada em primeiro lugar no coração senão Ele. A verdade é que se Deus não for o primeiro, Ele também não será o segundo e nem o terceiro. Com Deus, ou é tudo ou nada.

Ou você está ou não está. O vampirismo é ficar em cima do muro da entrega total e praticar um cristianismo interesseiro. Lute contra isso e permaneça ligado Àquele que nunca desistiu de você e que deu Seu sangue para que você pudesse ter uma nova vida, não só a eterna, mas uma nova vida desde agora.

Rafael Rossi (via Em dia com o nosso tempo)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Ellen White ouviu o dia e a hora da Segunda Vinda de Cristo?

O texto em que Ellen G. White se refere à data e hora da segunda vinda de Jesus está no livro Primeiros Escritos, onde ela narra sua primeira visão. Esta visão se refere à difícil jornada do cristão até o momento da volta de Jesus. Quando ela menciona que Deus anuncia o dia e hora da volta da vinda de Jesus, ela está falando dos momentos derradeiros da história terrestre. Nesse período, a situação do povo de Deus se tornará desesperadora diante da perseguição dos ímpios, e Deus então consolará seu povo anunciando o dia e hora da volta de Jesus. Observe o texto:
“Se conservavam o olhar fixo em Jesus, que Se achava precisamente diante deles, guiando-os para a cidade, estavam seguros. Mas logo alguns ficaram cansados, e disseram que a cidade estava muito longe e esperavam nela ter entrado antes. Então Jesus os animava, levantando Seu glorioso braço direito, e de Seu braço saía uma luz que incidia sobre o povo do advento, e eles clamavam: “Aleluia!” Outros temerariamente negavam a existência da luz atrás deles e diziam que não fora Deus quem os guiara tão longe. A luz atrás deles desaparecia, deixando-lhes os pés em densas trevas, de modo que tropeçavam e, perdendo de vista o sinal e a Jesus, caíam do caminho para baixo, no mundo tenebroso e ímpio. Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo, e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés, na descida do monte Sinai. Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: “Deus, Nova Jerusalém”, e tinham uma estrela gloriosa que continha o novo nome de Jesus. Por causa de nosso estado feliz e santo, os ímpios enraiveceram-se e arremeteram violentamente para lançar mão de nós, a fim de lançar-nos à prisão, quando estendemos a mão em nome do Senhor e eles caíram indefesos ao chão. Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado, que lavávamos os pés uns aos outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo; e adoraram a nossos pés. Logo nossos olhares foram dirigidos ao oriente, pois aparecera uma nuvenzinha aproximadamente do tamanho da metade da mão de homem, a qual todos nós soubemos ser o sinal do Filho do homem.” (Primeiros Escritos, pp. 14-16) 
Em mais dois trechos do livro ela se refere a esse anúncio de Deus: 
“No tempo da angústia fugimos todos das cidades e vilas, mas fomos perseguidos pelos ímpios, os quais entraram nas casas dos santos com espada. Eles ergueram a espada para matar-nos, mas esta quebrou-se, e caiu ao chão tão impotente como palha. Então clamamos dia e noite por livramento, e o clamor subiu até Deus. O Sol apareceu, a Lua permaneceu imóvel, as correntes de água cessaram de fluir. Nuvens negras e pesadas se acumularam e se chocavam umas contra as outras. Mas havia um espaço claro de glória indescritível, de onde veio a voz de Deus como de muitas águas, a qual fez estremecer os céus e a Terra. O céu se abria e se fechava e estava em comoção. As montanhas se agitavam como uma cana ao vento e rochas irregulares eram lançadas ao redor. O mar fervia como uma panela e arremessava pedras sobre a Terra. E ao anunciar Deus o dia e a hora da volta de Jesus e declarar o concerto eterno com Seu povo, Ele proferia uma sentença, e então fazia uma pausa, enquanto as palavras reboavam através da Terra. O Israel de Deus permanecia com os olhos fixos no alto, atento às palavras que vinham da boca de Jeová e rolavam através da Terra como trovoadas”. (Primeiros Escritos, p. 34) 

“O céu abria-se e fechava-se, e estava em comoção. As montanhas tremiam como uma vara ao vento, e lançavam por todos os lados pedras irregulares. O mar fervia como uma panela e lançava pedras sobre a terra. E, falando Deus o dia e a hora da vinda de Jesus, e declarando o concerto eterno com o Seu povo, proferia uma sentença e então silenciava, enquanto as palavras estavam a repercutir pela Terra. O Israel de Deus permanecia com os olhos fixos para cima, ouvindo as palavras enquanto elas vinham da boca de Jeová e ressoavam pela Terra como estrondos do mais forte trovão. Era terrivelmente solene. No fim de cada sentença, os santos aclamavam: “Glória! Aleluia!” Seus rostos iluminavam-se com a glória de Deus, e resplandeciam de glória como fazia o de Moisés quando desceu do Sinai. Os ímpios não podiam olhar para eles por causa da glória. E, quando a interminável bênção foi pronunciada sobre os que haviam honrado a Deus santificando o Seu sábado, houve uma grande aclamação de vitória sobre a besta e sua imagem”. (Primeiros Escritos, pp. 285-286)
Destes textos podemos concluir que momentos antes da Segunda Vinda de Jesus, diante de comoções na natureza e de acirrada perseguição dos ímpios, Deus revelará o dia e hora da volta de seu Filho. Esse texto se harmoniza perfeitamente com o que foi dito por Jesus: “Porém, daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente meu Pai.” (Mt 24:36). Ellen G. White, apesar de ter ouvido Deus fazer esse anúncio durante sua visão, disse: 
“Não tenho o mais leve conhecimento quanto ao tempo anunciado pela voz de Deus. Ouvi a hora proclamada, mas não tinha lembrança alguma daquela hora depois que saí da visão”. (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 76)
[via Centro White]

Veja o comentário do prof. Leandro Quadros sobre esse assunto:

quarta-feira, 11 de julho de 2018

10 verdades que o egoísmo esconde de você

Egoísmo (ego + ismo) é o hábito ou a atitude de uma pessoa colocar seus interesses, opiniões, desejos, necessidades em primeiro lugar, em detrimento (ou não) do ambiente e das demais pessoas com que se relaciona. Neste sentido, é o antônimo de altruísmo. Um sujeito egoísta é aquele que se coloca no centro do seu universo. Diferente da cultura popular que defende que o egoísta acredita que "o mundo, inclusive as pessoas ao seu redor, foram criadas para ele e somente para ele", o egoísta, na verdade, é uma pessoa que prioriza a si mesmo em relação aos outros, mas não necessariamente desprezando-os. Um sujeito egoísta é aquele que acredita que, na sua perspectiva de ser, é mais importante do que os demais seres.

Wesley Huber afirmou: "Não existe nada tão morto quanto um egoísta — uma pessoa empinada, que acredita ter-se feito sozinha, que se avalia por si mesma e ainda fica satisfeita com o resultado." Como alertou Charles Elliot: "Não pense demais sobre si mesmo. Procure cultivar o hábito de pensar nos outros e isso lhe trará recompensas. O egoísmo sempre traz a sua própria vingança." E para finalizar, John Mason disse: "O melhor amigo de um egoísta é ele próprio. O melhor para as pessoas que estão profundamente apaixonadas por si mesmas é que se divorciem." 

Os textos a seguir foram extraídos do livro Mente, Caráter e Personalidade vol. 1, de Ellen G. White (pp. 271-277), e mostram dez verdades que o egoísmo esconde de você:

1. O interesse egoísta deve sempre ser subordinado; pois se lhe for dado lugar para agir, tornar-se-á um poder controlador que contrai o intelecto, endurece o coração e enfraquece o poder moral. Então vem a decepção. 

2. O egoísmo é a ausência da humildade como a de Cristo, e sua existência é a ruína da felicidade humana, a causa da culpabilidade humana, e leva os que abrigam, ao naufrágio da fé.

3. O egoísmo tem pervertido os princípios, tem confundido os sentidos e nublado o juízo. 

4. Não deverias falar tanto em ti mesmo, pois isso não dará forças a ninguém. Não deves fazer de ti o centro, imaginando que devas constantemente cuidar de ti, e levando outros a cuidarem de ti. Afasta teu pensamento de ti mesmo para um conduto mais sadio. Fala em Jesus, e deixa que se vá o próprio eu. 

5. Os perigos dos últimos dias estão a alcançar-nos. Os que vivem para agradar-se e satisfazer-se a si mesmos estão desonrando ao Senhor. Ele não pode operar por intermédio deles, pois O representariam mal perante os que são ignorantes da verdade.

6. O amor e a confiança em si mesmo podem dar-nos a certeza de que estamos certos, quando na verdade estamos longe de cumprir as exigências da Palavra de Deus. O egoísmo está entretecido em nosso próprio ser. Recebemo-lo como uma herança, e tem sido acariciado por muitos como um precioso tesouro.

7. Deus não pode unir-Se aos que, colocando-se em primeiro lugar, vivem para agradar a si mesmos. Os que assim procedem, no fim hão de ser os últimos de todos. O pecado que mais se aproxima de ser incurável é o orgulho da opinião própria e o egoísmo.

8. Se o orgulho e o egoísmo fossem colocados de lado, cinco minutos bastariam para remover a maioria das dificuldades.

9. O egoísmo é a essência da depravação, e, devido a se terem os seres humanos submetido ao seu poder, o que se vê no mundo é o oposto à fidelidade a Deus. Nações, famílias, e indivíduos estão cheios do desejo de fazer do eu um centro.

10. Quem nos dera amor, sagrado, santo e altruísta amor! Reconheçamos, como representantes do Senhor, que terrível coisa é representar falsamente o Salvador, revelando egoísmo.