sexta-feira, 10 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #31 - OS 7 "NÃOS" DA VITÓRIA

"E logo o Espírito O impeliu para o deserto, onde permaneceu quarenta dias, sendo tentado por Satanás; estava com as feras, mas os anjos O serviam" (Marcos 1:12, 13).

No deserto da tentação, o inimigo usou suas melhores estratégias, mas Cristo foi o vencedor. Naquele momento, Ele rejeitou o caminho do poder e da glória e aceitou a trajetória do sofrimento e da cruz, definindo como conquistaria os seres humanos para Deus. Para que essa conquista também seja sua, apresento os sete “nãos” da vitória.

1. Não fique vulnerável. O inimigo sempre vai tentar você em seu ponto mais fraco. Cuidado, se você não quer negócio com o diabo, não vá olhar suas “vitrines”.

2. Não deixe que o apetite e o prazer dirijam suas decisões. Quando eles falam mais alto, você cai mais baixo. Aprenda a dizer não.

3. Não permita que as coisas materiais se tornem mais importantes que as espirituais. Crescimento espiritual é sempre melhor do que abundância, fartura ou prosperidade material.

4. Não coloque suas necessidades pessoais acima da Palavra de Deus. Desculpas como “eu estava passando necessidade, minha família precisa comer, meu casamento não estava bem, todos fazem isso” não justificam o pecado.

5. Não aceite interpretações parciais das Escrituras. O diabo tentou fazer isso com Jesus. Como Cristo, seja guiado pela mensagem completa e não apenas por aquilo que lhe interessa.

6. Não troque honra por poder. A glória só tem valor quando exercida dentro dos limites éticos da Palavra de Deus.

7. Não enfrente o inimigo com lógica ou argumentação. Ele sabe como derrubar seus argumentos e distorcer sua lógica. A tentação só pode ser enfrentada com profundidade na Palavra e intensidade na oração. Quando ele bater à sua porta, peça que Jesus atenda.

No deserto da tentação, Cristo não estava sozinho, pois os anjos estavam à Sua volta exatamente do modo como são comissionados por Deus para ministrar em favor dos que se encontram sob os temíveis assaltos do inimigo. Se você também estiver no meio das feras da tentação, saiba que estará protegido pelos anjos e terá a seu lado o Sumo Sacerdote que foi “tentado em todas as coisas” (Hb 4:15) e Se tornou vitorioso para vencer em sua vida.
"Jesus, o Filho de Deus, humilhou-Se por causa de nós, suportou a tentação no deserto por nós e venceu em nosso favor para mostrar-nos como podemos ser vitoriosos" (Ellen White - Mensagens Escolhidas 3, p. 136).

quinta-feira, 9 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #30 - OS 5 "ISMOS" DO MAL

Estamos em guerra! Essa é a principal lembrança de Apocalipse 12 para aqueles que vivem no fim do tempo do fim. Uma batalha contra o maior “sedutor” (Ap 12:9) de todos os tempos. Para ­enfrentá-lo, nosso coração não pode ser apenas controlado pelos desejos, mas precisa ser comandado pela Palavra. Fique alerta contra cinco “ismos” destruidores.

1. Comodismo. É a doença daqueles que vivem confortáveis com o pouco que possuem, subnutridos espiritualmente e mantidos pelo consumismo espiritual. Não usam seus dons, não participam em ministérios, não se aprofundam na mensagem, não cumprem a missão e, o pior, não passam um legado espiritual às novas gerações. Para eles, receber é uma obrigação e oferecer é um sacrifício. Pensam estar alertas, mas estão dormindo. Ellen White diz:
"Deus não recompensará homens e mulheres no mundo futuro por procurarem viver comodamente neste mundo" (E Recebereis Poder, p. 345).
2. Institucionalismo. É a doença do triunfalismo religioso e do formalismo espiritual, a síndrome de Laodiceia, que se julga rica, mas é miserável (Ap 3:17, 18). Seus adeptos acreditam que o fato de cumprir regras, manter cerimônias, proteger tradições e viver uma vida repetitiva os manterá seguros e agradará a Deus. Também se encantam com resultados, aplausos, notícias, curtidas, investimentos, eventos e outras formas de parecer relevantes. Suas atitudes fazem a igreja deixar de ser movimento para se tornar monumento, deixar de ser conhecida pela mensagem para ser aplaudida pela grandeza. A relevância social se torna mais importante que o crescimento espiritual. Causar boa impressão passa a ser mais importante que o cumprimento da missão. Sobram glórias e falta coração. Sua mensagem é defendida, mas não encarnada. Ellen White adverte:
"A mensagem à igreja de Laodicéia é uma impressionante acusação, e é aplicável ao povo de Deus no tempo presente. O povo de Deus é representado como em uma posição de segurança carnal. Sentem-se bem, pois se imaginam em exaltada condição de realizações espirituais. Eles não sabem que sua condição é deplorável à vista de Deus" (Testemunhos Seletos 1, p. 327).
3. Achismo. É apenas um sintoma do secularismo que vê a simplicidade da vida cristã como um suicídio intelectual. Busca uma religião racional, cheia de lógica, vazia de fé e distante de Deus. Seus adeptos não adoram o “Deus Eu Sou”, mas o “Deus que querem que Ele seja”. Para seu racionalismo, Deus não é suficiente e para sua independência Deus não é necessário. Não notam que estão envolvidos num ciclo de deterioração da verdade, criado pelo próprio “sedutor”. No Jardim do Éden éramos guiados pela verdade. Na tentação, a serpente questionou a verdade. Séculos mais tarde, a igreja romana modificou a verdade. Anos depois, a Revolução Francesa tentou destruir a verdade. Mais perto de nós, o pós-modernismo estabeleceu que cada um é dono de sua própria verdade. E a multimodernidade, em nossos dias, trouxe a intolerância com a verdade do outro. Ellen White afirma:
"A verdade é de Deus; o engano, em todas as suas múltiplas formas, é de Satanás; e quem quer que, de alguma maneira, se desvia da reta linha da verdade, está-se entregando ao poder do maligno" (O Maior Discurso de Cristo, p. 68).
4. Criticismo. É consequência do achismo e efeito colateral do egoísmo. Pessoas contaminadas por esse mal se importam apenas consigo mesmas. Tudo o que foge aos seus padrões pessoais e não atende aos seus interesses particulares serve de vitamina para a crítica. Seus adeptos estão em busca de justiça para todos e esperam misericórdia para si mesmos. Falam sem conhecer, machucam sem se importar e derrubam sem levantar. Descarregam suas frustrações sobre pessoas, situações ou instituições. A igreja sofre com esses “reformadores” modernos, que são capazes de corrigir a todos, menos a si mesmos. São especialistas em apontar falhas, mas incapazes de construir soluções. Cultivam pouca gratidão e muita indignação, muita desconfiança e pouca esperança, muito zelo e pouco amor. Podem ter até boas intenções, tentando ser instrumentos do “Consolador” (Jo 14:26), mas acabam se tornando agentes do “acusador” (Ap 12:10). Ellen White alerta:
"Um espírito de criticismo e amargura tem penetrado na igreja, e o discernimento espiritual de muitos tem diminuído. Em virtude disto a causa de Cristo tem sofrido grande perda" (Beneficência Social, p. 72).
5. Sensacionalismo. É a doença do superficialismo. Daqueles que têm pouco de Deus no interior e precisam de muito estímulo exterior. Navegam pelo mundo real e virtual em busca de novidades. Novas interpretações, novas datas, novos vídeos, novas descobertas, novos oradores carismáticos. Não se alimentam do “Assim diz o Senhor”, mas do “assim diz o pastor, o pregador, o influenciador”. Acabam afetados pela rotina, decepcionados pelo engano e destruídos pela apostasia. Ellen White declara:
"Tenho sido instruída de que não é de doutrinas novas e fantasiosas que o povo precisa. Não necessitam de conjecturas humanas. Não temos ânsia de excitação, de sensacionalismo; quanto menos disso tivermos, tanto melhor. O raciocínio tranquilo e fervoroso com base nas Escrituras, é precioso e frutífero" (Evangelismo, p. 170).
Por que não substituir esses “ismos” do mal pelos “ismos” do Senhor? Oferecer palavras de otimismo, desenvolver atitudes de altruísmo e cumprir a missão do adventismo.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #29 - VAI DAR ZEBRA!

Zebra é uma gíria comum em esportes, sobretudo no futebol, para justificar um resultado tido como impossível de ocorrer. Uma equipe forte ser batida por uma fraca é a marca registrada, popularizada nos tempos áureos da loteria esportiva quando no Programa Globo Esporte surgia a informação dos resultados. Quando eventualmente o placar era inesperado, a Zebra aparecia e dizia: Zebra!!!!!!!!

A origem do nome vem do jogo do bicho, que não tem a zebra entre os vinte e cinco animais a serem sorteados. Ou seja, era impossível sortear a zebra. Por isso, tornou-se comum dizer “deu zebra” quando uma equipe favorita perde.

E quem diria que aquele garotinho fantasiado de pastor de ovelhas derrubaria o brutamontes Golias com uma funda de caçar passarinho? Pelo jeito, nosso Deus gosta muito de zebras! No dizer de Paulo, “Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que ninguém se glorie perante Ele” (1Co 1:27-29).

O próprio Paulo foi uma grande zebra! Sozinho fez mais do que os outros apóstolos juntos. Ele testifica: “Pois eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou, e a Sua graça para comigo não foi vã. Antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo” (1Co 15:9-10).

Mas a maior zebra da história ainda está pra acontecer. Porém, já foi prenunciada por Cristo, Seus apóstolos e profetas.

Aquele Galileu que entrou em Jerusalém montado em um jumentinho (parente próximo da zebra) continua cavalgando pela trilha da história, deixando no mundo um rastro de sucessivas vitórias. Não se enganem, meus amigos. O cavaleiro fiel que desfila nas páginas do Apocalipse, “saiu vencendo e pra vencer!” Ele é a zebra de todos os séculos.

Não desperdicem suas fichas apostando nos poderosos deste mundo, que estão em franco declínio (por favor leia 1Co 2:6). Apostem n’Aquele que deve reinar “até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés” (1Co 15:25). Todas as estruturas de poder virão ao chão. As ideologias sobre as quais estão fundadas entrarão em colapso. Porém a Verdade de Deus prevalecerá na História.

Aquela pedra vista em sonho pelo rei Nabudonosor, arremessada do céu contra os impérios deste mundo, está em franca expansão, e aos poucos, discretamente, está se tornando numa grandiosa montanha, destinada a tomar toda a Terra (Daniel 2:34-45). A semente de mostarda vai se transformando numa frondosa árvore. A pitada de fermento vai levedando toda a massa (Mt 13:31-33). E finalmente, será Dia Perfeito (Pv 4:18)! Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor para glória de Deus Pai.

A aposta está feita! Minhas últimas fichas estão lançadas na vitória de Cristo, não apenas na partida final da história, mas também nas eliminatórias, nas quartas e oitavas de final. E creia no que digo: Não haverá prorrogação! Nem vitória por pênalti. Será no tempo regulamentar.
"Muito em breve, será travada a última grande batalha entre o bem e o mal. A Terra será o campo de batalha – o cenário da última luta e da vitória final. Aqui, onde por tanto tempo Satanás tem instigado os homens contra Deus, a rebelião será vencida para sempre” (Ellen White - Este Dia com Deus, 25 de outubro).

terça-feira, 7 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #28 - DERROTAS

Ninguém gosta de perder. E não é à toa, afinal, nossa sociedade nos ensina o tempo todo que perder é o que existe de pior na existência humana.

Os filmes que nos emocionam são os de superação. O documentário que nos cativa é o do homem que perdeu tudo, mas deu a volta por cima. O livro de romance que nos envolve é o da menina que perdeu seu amor, mas conseguiu alguém melhor. Queremos que o nosso candidato ganhe a eleição. Torcemos para o time ganhar. E assim por diante. Nossa mente é socialmente condicionada para que ganhemos, ganhemos, ganhemos, ganhemos e ganhemos.

Mas aí vem a pergunta: e se perdermos?

Bem... aí a coisa complica. Afinal, pessoas adestradas desde o berço a buscar a cada segundo a vitória e o triunfo, perdem completamente o rebolado quando a derrota chega. E, com isso, vêm frustração, impotência, prostração, depressão, melancolia, ansiedade, questionamentos a Deus e muito mais. "Deus, como posso estar perdendo tanto se sou mais que vencedor?!"

Hoje, vemos muitos dando uma grande ênfase na vitória como sendo um referencial perfeito para indicar as pessoas que servem a Deus de verdade e são abençoadas por Ele. Os vencedores são os abençoados, não os perdedores. Os ricos são os abençoados, não os pobres. A fé vencedora é dos que venceram situações e não dos que perderam.

O problema é que o referencial humano sobre a vitória está bem longe do referencial que Deus tem dela. É evidente que o Senhor é um Deus que dá a vitória aos seus filhos, mas a plenitude da Sua ação não se dá apenas em ambientes onde o ser humano enxerga a vitória.

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego estavam diante do tirano rei da Babilônia, Nabucodonosor. Esse rei, loucamente, manda construir uma imagem para que todos a adorassem. Esses três desobedeceram a ordem e foram chamados para uma conversa particular com o rei. A resposta desses jovens ao rei é que nos mostra algo surpreendente sobre a vitória:

“Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e Ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se Ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer” (Daniel 3:17-18).

O que chama a atenção é que esses jovens criam que Deus tinha a escolha de livrá-los ou não. Essa atitude deles não era uma atitude de covardia ou de resignação, mas de fé plena em Deus, acontecesse o que acontecesse. Se eles morressem queimados, morreriam em obediência e pleno exercício de sua fé. Humanamente, talvez seriam chamados de derrotados, mas espiritualmente seriam vitoriosos. Eles não viam na vitória a base de sua fé, mas apenas no cumprimento da vontade de Deus, seja ela qual fosse. Eles confiavam na direção do Pai em todas as situações.

Assim, as circunstâncias não tinham o poder de destruir a fé deles. A vitória era bem-vinda, mas se fossem derrotados (humanamente falando), mesmo assim morreriam exercendo plenamente a obediência à vontade do Pai e, portanto, seriam vitoriosos diante de Deus.

Agora, a questão é nossa: E se acontecer a nossa derrota? Continuaremos firmes na fé em Deus? Estaremos dispostos a exercer a fé seja no “sim” seja no “não”?

Consigo entender a lógica arrebatadora de Jesus no sermão da Montanha, quando Ele diz que bem-aventurado é aquele que chora, pois será consolado. Precisamos aprender a conviver com a derrota. Precisamos aprender a conviver com frustrações e sonhos não realizados. Saber perder não é conformar-se com a derrota, mas entendê-la como necessária para uma outra perspectiva da vida. Todas as vezes que perdemos, precisamos olhar a vida sem auto comiseração. Deus está nos dando uma nova chance de fazer aquilo que deixamos de fazer. Esta lição serve para muitas situações. Seja luto, seja falência, sejam relacionamentos destruídos, seja até um jogo perdido. Uma das orações mais difíceis que podemos fazer é esta: “Jesus, ensina-me a perder!”
"As mais difíceis experiências na vida do cristão podem ser as mais abençoadas" (Ellen White - Para Conhecê-Lo, p. 254). 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #27 - NÃO TERÁS OUTROS DEUSES

Em seu âmago, o grande conflito não é travado superficialmente em torno de regras, leis, códigos ou decretos. Embora o quarto mandamento da lei de Deus, tão perfeita e santa como perfeito e santo é Seu caráter, seja “a pedra de toque”, cuja aceitação, finalmente, definirá de que lado estarão homens e mulheres nessa controvérsia milenar, a questão é mais profunda que pura e simplesmente a letra da lei. Podemos defini-la em uma palavra: adoração. A quem renderemos culto? A quem constituiremos como Senhor de nossa vida? A qual soberania alegremente nos entregaremos: à de Deus ou à do arquiavélico enganador, considerando que, nessa guerra, não existe neutralidade?

A Bíblia, nossa única regra de fé e prática, revela a incontestável supremacia do Deus criador de todas as coisas. Já no primeiro mandamento de Sua lei, Ele declara: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êx 20:3). Sendo Ele o único e verdadeiro Deus, requer lealdade absoluta de todos quantos O aceitam como tal. A mera crença em Sua existência não basta; muito menos a superficial profissão de reconhecimento. Devemos-Lhe absoluta e total lealdade, entrega de todo o nosso coração. Nossas perspectivas e expectativas de vida, nossos pensamentos, sentimentos, valores e motivos devem ser dirigidos por Seu querer. Honrá-Lo em todos os nossos caminhos tem de ser nossa primeira ocupação.

Qualquer atitude ou modo de conduta que destoe disso resvalará para a idolatria, mesmo que não represente adoção de outras divindades, nem nos prostremos diante de suas imagens representativas. Ellen White afirma: “Proíbe-se ao homem conferir a qualquer outro objeto o primeiro lugar nas suas afeições ou serviço. O que quer que acariciemos que tenda a diminuir nosso amor para com Deus, ou se incompatibilize com o culto a Ele devido, disso fazemos um deus” (Patriarcas e Profetas, p. 305). É perigoso depender de alguma coisa ou pessoa que não seja Deus.

Infelizmente, para muitos de nós, nem sempre tem sido fácil lutar contra as seduções do mundo, nessa era tão materialista. Aparentemente, é mais fácil confiar no que é visível e temporal. Isso pode nos induzir a violar o princípio do primeiro mandamento em nome de alguma conveniência ou comodidade. Um exemplo do qual podemos extrair preciosas lições é o de Arão e a confecção do bezerro de ouro, no sopé do Sinai. Esquecido da grandeza e unicidade do Deus que o libertara do cativeiro egípcio, o povo ansiou por outros deuses. Querendo se manter popular, Arão transigiu, construindo o bezerro para satisfação de todos. Que trágica experiência!

É oportuno que reflitamos: A quem priorizamos na tributação de honra e da nossa mais estrita lealdade – a Deus, ou a nós mesmos, com nossas pretensões egoístas de fama, apego ao poder, popularidade, riqueza e tantos outros deuses criados ou manipulados pelo “deus deste século”, a fim de satisfazer o ego e alimentar o orgulho do ser humano?

quinta-feira, 2 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #26 - NÃO TOMARÁS O NOME DE DEUS EM VÃO

"Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão" (Êxodo 20:7).

Em qualquer cultura, moderna ou antiga, o nome é um símbolo verbal para uma pessoa ou família. Especialmente para os antigos, o nome evocava o próprio valor, caráter, honra e identidade. Portanto, mencionar o nome de Deus era reconhecer não apenas o Seu incrível poder e santidade, mas também o Seu valor, caráter, honra, amor, poder, justiça e identificação divina. Ou seja, o nome de Deus é uma clara revelação da Sua própria glória, essência e natureza (Êxodo 3:14; 6:2). Esse fato revela o cuidado, preocupação e temor em mencionar o nome de Deus (Amós 6:10).

Por este motivo, o terceiro mandamento divino proíbe o uso não apenas de falsos juramentos (Levítico 19:12), mas especialmente o nome de Deus em qualquer situação de inverdade, além de desnecessária e frívola. Isso inclui perjúrio, conversas ociosas, falas desrespeitosas, momentos cômicos, brincadeiras reverentes ou irreverentes – mesmo revestidas de inocência. Ellen G. White alerta: 
"Este mandamento não somente proíbe os falsos juramentos e juras comuns, mas veda-nos o uso do nome de Deus de maneira leviana ou descuidada, sem atentar para a sua terrível significação. Pela precipitada menção de Deus na conversação comum, pelos apelos a Ele feitos em assuntos triviais, e pela frequente e impensada repetição de Seu nome, nós O desonramos. 'Santo e tremendo é o Seu nome' (Salmo 111:9). Todos devem meditar em Sua majestade, pureza e santidade, para que o coração possa impressionar-se com uma intuição de Seu exaltado caráter; e Seu santo nome deve ser pronunciado com reverência e solenidade” (Patriarcas e Profetas, pp. 306 e 307).
O coração natural e perverso está muito sujeito a violar este mandamento e, por esse motivo, é solenemente imposto pela ameaça, “pois Deus não o considerará inocente” (Êxodo 20:7). Não é uma proibição indiscriminada, pois o nome de Deus pode ser usado para a invocação, oração, louvor e ação de graças, que procede de um coração sincero, reverente e amante de Deus. Esta ordem está diretamente relacionada aos dois primeiros mandamentos, pois o Seu nome, além de único, também era uma negação contra os falsos deuses. Ellen G. White adverte: 
"Deve também mostrar-se reverência pelo nome de Deus. Jamais deve esse nome ser proferido levianamente, precipitadamente. Mesmo na oração, deve ser evitada sua repetição frequente e desnecessária. Os que tomam o nome de Deus em vão irão ver que será uma coisa terrível cair nas mãos do Deus vivo. Vaga compreensão alguns têm da santidade de Deus, e quanto tomam em vão o Seu santo e reverendo nome sem se compenetrarem de que é de Deus, o grande e poderoso Deus que estão falando" (Manuscrito 126, 1901).
Muito mais do que não pronunciar o nome do Senhor em situações indevidas e corrigir as pessoas quando fazem isso, é nosso dever evidenciar para o mundo a relação estreita que existe entre o nome de Deus e sua personalidade.

No Antigo Testamento, Deus é conhecido por vários nomes, cujos significados revelam facetas de seu caráter. Por exemplo, Elohim aponta para o seu poder; Jeová refere-se à sua eternidade e à sua autoexistência; Jeová-Jiré apresenta-o como provedor; Jeová-Rafá, como o Deus que cura; Jeová-Nissi, o Deus que perdoa; Jeová-Shalom, o Deus da paz, entre outros.

Quando conhecemos a pessoa de Deus, experimentamos seu poder em nossa vida, reconhecemos sua eternidade, provisão, cura, perdão e paz. Ao divulgarmos isso para outras pessoas, estamos agindo para que o nome do Senhor seja santificado e honrado. As pessoas olham para nossa vida e podem ver quem Deus é e, assim, conhecer a grandeza de seu nome.

O nome de Deus é santo; mas, em sua infinita misericórdia, o Senhor o compartilhou conosco. Ore a Deus hoje para que, por meio de seus pensamentos, palavras e atitudes o nome do Senhor seja conhecido e santificado na vida de outras pessoas.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

MEDITAÇÃO #25 - NÃO FAÇA PARA VOCÊ IMAGEM DE ESCULTURA

Em Êxodo 20:4-6 (MSG) lemos: “Não tenham deuses esculpidos de nenhum tamanho ou forma nem com aparência de coisa alguma, seja de coisas que voam, seja de coisas que andam, seja de coisas que nadam. Não se curvem a elas nem as sirvam, pois sou o Eterno, o Deus de vocês, e sou um Deus ciumento, que pune os filhos pelos pecados dos pais até a terceira e quarta gerações dos que me odeiam. Mas sou leal a milhares que me amam e guardam meus mandamentos."

O segundo mandamento proíbe o culto ao verdadeiro Deus por meio de imagens ou semelhanças. Muitas nações pagãs diziam que suas imagens eram apenas símbolos por meio dos quais adoravam a Divindade, mas Deus declarou que tal culto é pecado. A intenção de representar o Eterno por meio de objetos materiais rebaixa nossos conceitos de Deus. Nossa mente é atraída para a criatura e não para o Criador. 

Quando os conceitos a respeito de Deus são rebaixados, da mesma forma o homem também é degradado. “Sou o Eterno, o Deus de vocês, e sou um Deus ciumento” (Êx 20:5). A íntima relação de Deus com Seu povo é representada pela relação que há no casamento. Sendo que a idolatria é o adultério espiritual, o desagrado de Deus contra ela é bem apropriadamente chamado de ciúme.

Aqueles que são casados e aqueles que têm namorado ou namorada sabem que lealdade no relacionamento é algo fundamental. Nenhum namorado, em sã consciência, admite que sua namorada partilhe suas afeições com outros admiradores. Nenhuma namorada, em sã consciência, admite que seu namorado carregue em sua carteira uma foto dela, e de outras. No dia dos namorados, você quer receber, única e exclusivamente você, aquele buquê de rosas de seu namorado. Já pensou se ele sai distribuindo por aí buquês a uma meia dúzia de concorrentes?

Deus insiste em ser o único amor de nossa vida, o único Deus a quem devotamos lealdade e culto completos. Por isso, Deus diz a você: “Seja leal a Mim, adore-me da maneira correta. Que nada seja superior a Mim em sua vida. Não tente substituir-me em sua vida por coisas fúteis que não garantem a vida eterna. Que nem as redes sociais, nem o namoro, nem a moda, nem o celular, nem o trabalho ou qualquer coisa desta vida, por mais agradável que pareça, seja colocada no Meu lugar como objeto de devoção. Eu quero sua lealdade 100% só pra Mim! E Eu lhe prometo que muito em breve poderemos desfrutar de amizade eterna. Sim, Eu vou recompensar sua lealdade e culto exclusivos a Mim. Sabe como? Vou dar a você a vida eterna, vou dar a você uma bela casa na Nova Jerusalém. E, acima de tudo, vou cuidar de você por toda a eternidade, para que você seja eternamente feliz. Mas tudo isso tem um preço: Seja leal a Mim!”.
"A alma se deve libertar de tudo que se opõe à lealdade para com Deus. A lei é a grande norma de justiça. Representa o caráter de Deus e é a prova de nossa lealdade a Seu governo" (Ellen White - O Desejado de Toddas as Nações, p. 229).