sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Relógio do Apocalipse: 100 segundos para o fim do mundo

Os ponteiros do Relógio do Apocalipse foram ajustados nesta quinta-feira (23) e agora marcam 100 segundos para meia-noite — ou o fim do mundo. É o mais perto que o planeta chegou da destruição desde que o Boletim de Cientistas Atômicos passou a fazer a medição simbólica, em 1947.

Até a medição de 2020, o Relógio do Apocalipse marcava dois minutos para o fim do mundo. Os cientistas disseram que, desta vez, além do risco de uma guerra nuclear, o planeta passa por riscos relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas. O documento divulgado junto à mudança nos ponteiros cita, ainda, a Amazônia.

A chefe do Boletim de Cientistas Atômicos, Rachel Bronson, chamou a atenção para o fato de que o tempo simbólico para o fim do mundo não é mais medido em horas ou minutos, mas em segundos.

"Encaramos agora uma emergência real — um estado inaceitável para o mundo que elimina qualquer margem para erro ou para mais atrasos", afirmou, segundo a Associated Press.

Outro diretor do grupo, o ex-governador da Flórida Jerry Brown, também apontou os riscos das mudanças climáticas, mas diz que o problema é mais amplo.

"As mudanças climáticas apenas piora a crise. Se ainda existe algum tempo para acordar, é agora", disse.

Brown também mencionou, segundo a Associated Press, o risco de guerras nucleares. "Rivalidades e hostilidades perigosas entre as superpotências aumentam a possibilidade de uma catástrofe nuclear", afirmou.

O documento divulgado pelo grupo que faz o Relógio do Juízo Final mencionou o Brasil e a Amazônia como "resposta insuficiente para um clima cada vez mais ameaçado". O texto também cita a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris.

"No ano passado, alguns países agiram para combater as mudanças climáticas enquanto outros, incluindo os Estados Unidos, que deixaram o Acordo de Paris, e o Brasil, que desmantelou políticas de proteção à floresta amazônica, deram vários passos para trás", diz o texto.

A preservação da floresta amazônica foi um tema polêmico no primeiro ano do mandato do presidente Jair Bolsonaro, com registro de aumento do desmatamento na região e uma crise provocada por queimadas, na qual o presidente enviou as Forças Armadas para auxiliar no combate ao fogo. O tema gerou inclusive rusgas entre Bolsonaro e o presidente da França, Emmanuel Macron. [G1]

Nota do blog: Não importa se estamos a 3, 2 minutos ou a 100 segundos para o fim deste mundo. Para nós, a vinda do fim tem a ver com a consumação do Reino de Deus (1Co 15:24), e não com guerras e agitações políticas (“mas ainda não é o fim”; Mt 24:6) ou com riscos relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas. Para isso, o evangelho do Reino será pregado por todo o mundo, “então, virá o fim” (Mt 24:14). A Bíblia enfatiza Cristo, Seu Reino, Sua Igreja e Sua missão. Para nós, Cristo é o ‘evento’ que mais importa nestes “últimos segundos para a meia-noite”. 

"É necessário que os terrores do dia de Deus sejam mantidos diante de nós, a fim de sermos compelidos à ação correta pelo medo? Não devia ser assim. Jesus é atraente” (Ellen G. White, Review and Herald, 02/08/1881).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Quando as pedras falam

Pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade de Tel Aviv descobriram uma passagem antiga construída por Pôncio Pilatos, famoso governador de Judeia responsável por condenar Jesus à morte por crucificação. Escondidas sob as pedras do pavimento haviam mais de 100 moedas datadas de aproximadamente 17 a 31 dC.

Essa descoberta, feita no sítio arqueológico da Cidade de Davi, localizado no Parque Nacional dos Muros de Jerusalém, é uma forte evidência de que a rua foi encomendada por Pilatos, atual “prefeito” de Judeia no período.

A passarela
A antiga passarela era provavelmente usada por peregrinos que se dirigiam para o culto no Monte do Templo, um local significativo até hoje tanto para seguidores do judaísmo quanto do cristianismo. A passarela sobe da Piscina de Siloé para o Monte, o que é um forte indicativo de que era uma rota especial, utilizada por religiosos.

No momento da construção da rua, Jesus teria curado a cegueira de um homem ali, enviando-o para se lavar na Piscina de Siloé.

A passagem, com cerca 600 metros de comprimento e 8 de largura, foi pavimentada com pedras grandes comuns durante o Império Romano. Estima-se que aproximadamente 10.000 toneladas de rocha calcária tenham sido usadas em sua construção, o que teria exigido habilidades especiais.

“Se fosse uma passagem simples que ligasse um ponto A a um ponto B, não haveria necessidade de construir uma rua tão grande. No mínimo, tem 8 metros de largura. Isso, combinado com a pedra finamente esculpida e os ‘objetos’ ornamentados como um pódio ao longo da rua, indicam que era uma passagem especial”, afirmaram Joe Uziel e Moran Hagbi, arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel, que participaram da pesquisa.

A escavação
Os pesquisadores realizaram uma extensa escavação no local durante seis anos até revelar uma seção de 220 metros da rua “perdida”, identificada pela primeira vez em 1894 por arqueólogos britânicos.

As pedras da passagem estavam escondidas atrás de camadas de pedregulhos, destroços de quando os romanos assolaram a cidade em 70 dC. A “mistura” de estruturas desabadas continha restos de armas como pontas de flechas e estilingues, além de árvores queimadas.

No processo de escavação, centenas de moedas presas sob as pedras foram descobertas, datadas entre 17 e 31 dC. Esse período sugere que o trabalho começou e foi concluído durante o governo de Pôncio Pilatos em Judeia.

“Datar usando moedas é muito exato. Como algumas têm o ano em que foram cunhadas, isso significa que, se uma moeda com a data 30 dC foi encontrada embaixo da rua, a rua terá que ter sido construída no mesmo ano ou depois dessa moeda ter sido cunhada, então a qualquer momento depois de 30 dC. No entanto, nosso estudo vai além, porque estatisticamente as moedas cunhadas cerca de 10 anos depois são as mais comuns em Jerusalém; portanto, não tê-las abaixo da rua significa que a rua foi construída antes de sua aparição, ou seja, somente na época de Pilatos”, esclareceu Donald T. Ariel, arqueólogo e especialista em moedas da Autoridade de Antiguidades de Israel, um dos autores do estudo.

Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista científica Tel Aviv: Journal of the Institute of Archaeology


Nota: A arqueologia apresenta evidências de que a Bíblia tem fundamento histórico e, portanto, é um relato confiável. Embora o propósito da arqueologia não seja provar a Bíblia nem despertar a fé, ela pode reforçar a veracidade do livro sagrado e demolir os argumentos do ceticismo. O papel da arqueologia não é julgar as Escrituras nem testar sua autenticidade, mas esclarecer e confirmar suas declarações. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

E se Jesus vier dentro de dez anos?

Veja que interessante este diálogo entre Ellen G. White e um certo irmão, extraído do livro Eventos Finais, pp. 35-36:

- Irmã White, acha que o Senhor virá dentro de dez anos?

- Que diferença fará para o irmão se Ele vier dentro de dois, quatro ou dez anos? - disse Ellen White.

- Ora - disse ele, - penso que, em alguns aspectos, eu agiria de modo diferente do que faço agora, se soubesse que o Senhor viria dentro de dez anos.

- O que o irmão faria? - perguntou Ellen.

- Eu venderia minha propriedade, começaria a examinar a Palavra de Deus, procuraria advertir as pessoas e levá-las a se prepararem para Sua vinda, e suplicaria a Deus que eu estivesse preparado para o encontro com Ele.

Então perguntou Ellen: - Se soubesse que o Senhor não viria dentro de vinte anos, viveria de maneira diferente?

Ele respondeu: - Penso que sim. ...

Quão egoísta era a expressão de que levaria uma vida diferente caso soubesse que o seu Senhor viria dentro de dez anos! Pois bem, Enoque andou trezentos anos com Deus. Isto é uma lição para nós, a fim de que andemos cada dia com Deus, e não estaremos seguros se não esperarmos e vigiarmos.

Ellen White complementa nos dizendo no livro Cuidado de Deus, pp. 368-369:

“Se eu soubesse que Cristo havia de voltar dentro de alguns anos”, diz alguém, “eu viveria de modo bem diferente.” Mas se cremos que Ele virá, quando quer que seja, devemos viver justamente com a mesma fidelidade que demonstraríamos se soubéssemos que havia de vir dentro de poucos anos. Não podemos ver o fim desde o princípio, mas Cristo proveu suficiente auxílio para cada dia do ano.

Tudo com que temos que nos haver, é este dia de hoje. Hoje devemos ser fiéis ao nosso legado. Hoje devemos amar a Deus de todo o coração, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Hoje é que nos cumpre resistir às tentações do inimigo, e pela graça de Cristo alcançar a vitória. Isto é vigiar e aguardar a vinda de Cristo. Devemos viver cada dia como se soubéssemos ser ele nosso último dia na Terra. Se soubéssemos que Cristo viria amanhã, não haveríamos então de comprimir no dia de hoje todas as palavras bondosas, todos os atos desinteressados que nos fosse possível? Devemos ser pacientes e amáveis, e possuídos de fervor intenso, fazendo tudo que está em nosso poder para ganhar pessoas para Cristo.

Insto convosco a que volvais vossos pensamentos das coisas mundanas e os focalizeis nas coisas da eternidade. Cristo pôs a vida eterna ao vosso alcance, e prometeu dar-vos auxílio em todo tempo de necessidade.

Não devemos nunca ficar satisfeitos com as realizações presentes. Se pusermos mente e coração na tarefa de alcançar o ideal de Deus para conosco, se formos a Cristo, o poderoso Ajudador, em busca de auxílio, Ele nos dará justamente a assistência de que carecemos. Ele nos concederá exatamente o poder que nos habilitará a ser vitoriosos na luta contra o mal.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

O Big Brother está te observando

Big Brother is watching you (O Grande Irmão está te observando). Não, a referência não é ao programa que será exibido a partir desta terça-feira na TV, mas à personificação literária de um poder cínico e cruel presente no livro 1984, do escritor inglês George Orwell. Na sociedade descrita pelo autor, todas as pessoas estão sob constante vigilância das autoridades.

Escrito em 1948 e publicado no ano seguinte, o livro 1984 colocou em evidência algumas das facetas do totalitarismo, abordando temas importantes relativos à quebra da privacidade. A trama, que se passa em Londres, em uma cidade fictícia chamada Oceânia, tem como protagonista Winston, que se encontra preso na engrenagem totalitária de uma sociedade dominada pelo Estado (totalitarismo é um sistema político ou uma forma de governo que proíbe partidos de oposição, que exerce um elevado grau de controle na vida pública e privada dos cidadãos. É considerado a forma mais extrema e completa de autoritarismo). Em Oceânia, nenhum de seus habitantes está a salvo da presença do Estado, sendo vigiados por todos os lados pelo Grande Irmão, chamado, na obra, de Big Brother. O líder máximo. 

Nas ruas de Oceânia, o slogan estampado em cartazes diz que "O Grande Irmão está te observando". Isso acontece através das teletelas, um tipo de televisor que monitora, grava e espiona todos os habitantes. 

E você... gosta da ideia de ser monitorado o tempo todo? Alguém tendo acesso a tudo o que você faz e tudo o que você diz? 

“Ó Senhor Deus, Tu me examinas e me conheces. Sabes tudo o que eu faço e, de longe, conheces todos os meus pensamentos. ... Estás em volta de mim, por todos os lados, e me proteges com o Teu poder. ... Para onde posso fugir da Tua presença? ... Eu poderia pedir que a escuridão me escondesse e que em volta de mim a luz virasse noite; mas isso não adiantaria nada porque para Ti a escuridão não é escura, e a noite é tão clara como o dia." (Salmos 139:1-12) 

Deus sabe tudo o que fazemos e quais os caminhos que andamos. Não há nada que possamos esconder de Deus ou que Ele não saiba sobre a nossa vida. 

“Deus sabe por onde você anda e vê tudo o que você faz.” (Provérbios 5:21) 

"Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os bons e os maus." (Provérbios 15:3) 

"Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e seus ouvidos, abertos para seus clamores." (Salmo 34:15) 

Nestes versos, vemos os atributos divinos, “onipresença” e “onisciência”. Isso é, Deus está em todo lugar e sabe de todas as coisas. Ninguém pode enganar a Deus, nada escapa ao Seu olhar infinito. 

"Não há nada que se possa esconder de Deus. Em toda a criação, tudo está descoberto e aberto diante dos Seus olhos, e é a Ele que todos nós teremos de prestar contas." (Hebreus 4:13) 

Vejamos o que Ellen G. White nos diz a cerca deste Santo Vigia: 

"Em todo lugar, a toda hora do dia, há um santo Vigia, que fecha todas as contas, cujos olhos veem toda situação, quer demonstre fidelidade, quer deslealdade e engano. Nunca estamos sós. Temos um Companheiro, quer O escolhamos, quer não. Lembrai-vos de que onde quer que vos acheis, o que quer que estejais fazendo, Deus ali está. Para cada uma de vossas palavras ou atos, tendes uma testemunha — o Deus santo, que aborrece o pecado. Coisa alguma do que se diga ou faça ou pense escapa ao Seu olhar infinito. Vossas palavras podem não ser ouvidas por ouvidos humanos, mas são ouvidas pelo Dominador do Universo. Ele vê a ira íntima do coração quando a vontade é contrariada. Ouve a expressão profana. Na mais profunda treva ou solidão, ali está Ele. Ninguém pode enganar a Deus; ninguém escapa de sua responsabilidade para com Ele." (Para Conhecê-Lo, p. 230) 

Deus sabe tudo de mim, e mesmo assim me ama. Mesmo eu sendo desobediente, mesmo quando penso o que não devo, mesmo quando me esqueço dEle, Ele me cerca por todos os lados com Seu amor, Sua misericórdia, Sua graça e Sua bondade infinita. E isso é maravilhoso, porque com Deus posso ser eu mesmo, não preciso fingir, posso ser sincero, posso abrir o meu coração para Ele e falar com toda liberdade. Mesmo dos meu sentimentos mais sórdidos, Ele já sabe. 

Os Livros de Registro e Memorial 
"O tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos" (Daniel 7:10 NVI). Os livros de registro, nos quais estão relatados os nomes e ações dos homens, conduzem a decisão do juízo; eles trazem o verdadeiro intuito de cada atitude humana. "Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más" (Eclesiastes 12:14 RA). "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, delas darão conta no dia do Juízo; porque pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado" (Mateus 12:36-37 RA). Deus "trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações" (I Coríntios 4:5 NVI cf. Hebreus 4:12-13). 

Vejamos o que Ellen G. White diz: "A obra de cada homem passa em revista perante Deus, e é registrada pela sua fidelidade ou infidelidade. Ao lado de cada nome, nos livros do Céu, estão escritos, com terrível exatidão, toda palavra inconveniente, todo ato egoísta, todo dever não cumprido e todo pecado secreto, juntamente com toda hipocrisia dissimulada. Advertências ou admoestações enviadas pelo Céu, e que foram negligenciadas, momentos desperdiçados, oportunidades não aproveitadas, influência exercida para o bem ou para o mal, juntamente com seus resultados de vasto alcance, tudo é historiado pelo anjo relator" (O Grande Conflito, p. 480). 

Mas, sendo Deus onipresente e onisciente (Salmos 139:7-8; Isaías 46:10), qual a finalidade de haver esses livros contendo tais registros? Deus necessita deles para recordar e assim julgar cada indivíduo? Obviamente que não. Os livros de registro têm o objetivo de auxiliar aqueles que acompanham as decisões de Deus (Apocalipse 5:11-12), os quais não são onipresentes e tampouco oniscientes; os próprios redimidos utilizarão esses livros para compreender cada veredito de Deus anunciado durante o Seu juízo (I Coríntios 6:1-3; Apocalipse 20:4). 

A Bíblia também menciona um "Memorial" escrito diante de Deus: "Depois aqueles que temiam ao Senhor conversaram uns com os outros, e o Senhor os ouviu com atenção. Foi escrito um livro como memorial na sua presença acerca dos que temiam ao Senhor e honravam o seu nome" (Malaquias 3:16 NVI). Suas palavras de fé, seus atos de amor, acham-se preservados no Céu. Neemias refere-se a isso quando diz: "Por isto, Deus meu, lembra-Te de mim e não apagues as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e para o Seu serviço" (Neemias 13:14 RA). 

Devemos também sempre ter algo a dizer nas reuniões do Senhor, um ato singelo como esse pode representar nossa salvação ou perdição se formos remissos. Vejamos o que diz Ellen White a esse respeito: "Todos devem ter algo para dizer ao Senhor, pois em assim fazendo serão abençoados. Um livro de memórias é escrito com respeito àqueles que não desertam das reuniões, mas falam muitas vezes um ao outro" (Primeiros Escritos, p. 114) 

A juventude foi advertida por Ellen White: "Os homens podem esquecer, podem negar seu errôneo modo de agir, mas um registro disto é mantido no livro memorial, e no grande dia do juízo, a menos que os homens se arrependam e andem humildemente diante de Deus, eles enfrentarão este terrível registro justamente como ele se encontra" (Youth's Instructor, 04/04/1905). 

Mas são especialmente confortantes as declarações de Ellen White de que o bem é registrado tão fielmente quanto o mal. Ela declara: "No livro memorial de Deus toda ação de justiça se acha imortalizada. Ali, toda tentação resistida, todo o mal vencido, toda palavra de terna compaixão que se proferir, acham-se fielmente historiados. E todo ato de sacrifício, todo sofrimento e tristeza, suportado por amor de Cristo, encontra-se registrado" (O Grande Conflito, p. 481). 

Ellen White afirma também: "Deus vê muitas tentações resistidas das quais o mundo, e mesmo amigos próximos, nunca sabem; tentações no lar, no coração; Ele vê a humildade da alma em vista de sua própria franqueza, o sincero arrependimento, até mesmo por um pensamento que é mau; Ele vê a completa devoção do coração para o desenvolvimento da causa de Deus, sem coloração de egoísmo; Ele tem notado aquelas horas de dura batalha com o eu, batalhas que conseguiram a vitória — tudo isto Deus e os anjos sabem." (Carta 18, 1891) 

"Todo o Céu está interessado em nossa salvação. Os anjos de Deus estão anotando as ações dos homens. Registram, nos livros memoriais de Deus, as palavras de fé, os atos de amor, a humildade de espírito; e naquele dia em que as obras de cada um hão de ser provadas, a fim de ver de que espécie são, a obra do humilde seguidor de Cristo resistirá à prova, recebendo o louvor do Céu. 'Então, os justos resplandecerão como o Sol, no reino de seu Pai' (Mateus 13:43)". (The Review and Herald, 16 de Setembro de 1890) 

Que nossa oração possa ser: "Senhor, há tantas coisas em mim que precisam ser mudadas, e às vezes eu mesmo não consigo compreender o meu coração. Preciso da Tua ajuda, e oro para que tu sondes o meu caráter e as minhas intenções, que tragas à minha consciência tudo o que precisa ser corrigido em mim, e que Tu me guies pelo caminho bom, agradável e perfeito, para que eu possa habitar contigo na eternidade."

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A dieta de Adão e Eva

“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento”. Gênesis 1:29

Já no primeiro capítulo da Bíblia, existe uma orientação sobre qual deveria ser a alimentação do ser humano. Mas é importante compreender quais alimentos faziam parte desta alimentação original. Toda erva que dê semente é uma expressão que faz referência aos cereais (arroz, trigo, aveia, milho, centeio e cevada) e às leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha, ervilha, soja, tremoço e amendoim).

E toda árvore, em que há fruto e que dê semente é uma referência, agora são as frutas e também as sementes oleaginosas (castanhas em geral). Isso vos será para mantimento, ou seja, essa era a alimentação original de Adão e Eva. Devemos lembrar que Deus sempre tem lições para nos ensinar por meio da Sua palavra. No contexto em que Adão e Eva vivam no Éden, onde não havia morte, essa deveria ser sua alimentação. Você sentiu falta de alguma coisa?

Verduras e hortaliças folhosas não faziam parte da alimentação original do Éden. Qual o motivo?

A alimentação original atendia a todas as necessidades do casal. Não havia necessidade de comer outros alimentos. Devemos lembrar que no Éden, antes do pecado, reinava a ordem. Não havia morte, doenças ou qualquer outro tipo de sofrimento como transtornos emocionais. Porém, depois do pecado, a ordem é desfeita, e como consequências surgem doenças, pois o corpo incorruptível se torna em corruptível.

"Deus deu a nossos primeiros pais o alimento que designara a raça comesse. Era contrário a Seu plano que qualquer criatura tivesse a sua vida tomada. Não devia haver morte no Éden. O fruto das árvores do jardim era o alimento que as necessidades do homem requeriam." (Spiritual Gifts, v. 4, p. 120).

O contexto agora é outro, o homem é mortal. Mas o amor de Deus para com o casal não muda e agora ele faz um acréscimo na dieta original. Diz as seguintes palavras: Espinhos, e cardos também, te produzirá (fazendo referência a terra, o solo); e comerás a erva do campo (Gênesis 3:18).

"Ao deixar o Éden para ganhar a subsistência lavrando a terra sob a maldição do pecado, o homem recebeu também permissão para comer a 'erva do campo' (Gn 2:5)." (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 81).

Erva do campo
Qual a motivação de Deus em permitir que o homem coma da “erva do campo”? Deus é amor, bondade, misericórdia, mas também é sabedoria. Ele permite ao casal comer destes alimentos antes proibidos, pois ali se encontram os compostos bioativos, estes são alimentos funcionais. Os alimentos funcionais ricos em compostos bioativos não apenas nutrem o corpo, mas previnem e tratam doenças. O sofrimento da raça humana pós-Éden pode ser amenizado com o consumo destes alimentos.

A ciência tem dedicado tempo e recursos para pesquisar os alimentos, suas propriedades funcionais, seus compostos bioativos. O mundo consumista busca isolar os compostos dos alimentos para futura venda encapsulada dos mesmos. Minha sugestão é a de que você tenha uma alimentação variada e a mais colorida possível. Assim você tem chance de garantir praticamente tudo que precisa e que está disponível na natureza.

“Cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime dietético escolhido por nosso Criador. Estes alimentos, preparados da maneira mais simples e natural possível, são os mais saudáveis e nutritivos. proporcionam uma força, uma resistência e vigor intelectual, que não são promovidos por uma alimentação mais complexa e estimulante.” (A Ciência do Bom Viver, p. 295 e 296).

Faça exames bioquímicos de rotina pelo menos uma vez ao ano. Se houver alguma alteração, faça as correções necessárias. Isso é importante, pois parte dos nutrientes dos alimentos é perdido devido o uso de defensivos agrícolas, transporte, industrialização e processos de preparação dos alimentos como a cocção.

Ricardo Vargas (via Bem Nutrido)

Os textos de Ellen G. White foram incluídos pelo blog.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

A visão religiosa de Adof Hitler

Adolf Hitler nasceu em Branau am Inn, na Áustria, em 20 de abril de 1889, e foi o quarto dos seis filhos de Alois Hitler e Klara Pozl. Quando tinha três anos de idade, a família se mudou para a Alemanha. Hitler foi a figura central do desencadeamento da Segunda Guerra Mundial, bem como da propagação da ideologia nazista, que teve lastro não apenas em seu país de origem, a Alemanha, mas em várias outras regiões da Europa e do Mundo.
Mãe Maria com o Santo Menino 
Jesus Cristo (1913), pintura a 
óleo sobre tela feita por Hitler

Adolf Hitler foi criado por seu pai, que era católico, e por sua mãe, que também era cristã devota. Hitler, contudo, deixou de participar dos sacramentos e passou a apoiar o Movimento Cristão Alemão. Em seu livro, Mein Kampf, ele afirmou seguir os princípios do cristianismo. Antes do começo da Segunda Guerra Mundial, Hitler promovia o chamado "cristianismo positivo", um movimento que expurgava do cristianismo todos os elementos do judaísmo e inseria ideais nazistas. De acordo com controversos manuscritos redigidos por Martin Bormann, secretário pessoal do Führer, intitulados Tischgespräche, além do testemunho de amigos próximos de Hitler, afirmavam que ele tinha visões negativas do cristianismo. Mas a maioria das pessoas em seu convívio afirmavam que ele era teísta.

Há muito debate sobre a relação de Hitler e religião como um todo; o consenso maior entre os historiadores é que, na maioria dos casos, ele apresentava uma visão irreligiosa, anti-cristã, anti-clériga e cientística. Ainda assim, em público, Hitler frequentemente, durante suas campanhas e discursos políticos, expressava apoio à religião e afirmava se opôr ao ateísmo, chegando a banir, em 1933, um grupo anti-cristão materialista. Historiadores e acadêmicos acreditam que Hitler, com o passar do tempo, pretendia suplantar a influência do cristianismo na sociedade alemã e então substituí-la por um novo credo associado a ideologia nazista.

Primeiros anos
O pai de Hitler, Alois, embora nominalmente um católico, era um pouco cético religiosamente, enquanto sua mãe Klara era uma católica praticante. Na escola do mosteiro beneditino, que Hitler frequentou durante um ano escolar quando criança (1897-1898), Hitler tornou-se o primeiro de sua classe, recebendo o mais alto grau no último trimestre. Ele recebeu o Crisma em 22 de maio de 1904, e também cantou no coro do mosteiro. Segundo o historiador Michael Rissmann, o jovem Hitler foi influenciado na escola pelo Pan-germanismo, e começou a rejeitar a Igreja Católica, recebendo a Crisma só a contragosto.

Fivela de uniforme militar nazista
Vida adulta
Algo da crença religiosa de Hitler pode ser recolhida a partir de suas declarações públicas e privadas, no entanto, estas apresentam um quadro conflitante de um homem que parece espiritual, porém contra a religião organizada. Algumas declarações privadas atribuídas a ele permanecem em disputa quanto a veracidade. 

Em sua posição como chefe das forças armadas, ordenou a colocação da frase "Gott mit uns" ("Deus está conosco") nas fivelas dos uniformes militares.

Discursos públicos
Em seus públicos discursos, especialmente no começo de seu governo, Hitler frequentemente descrevia positivamente a Cultura Cristã Alemã, e a sua crença em um Cristo ariano. Pouco antes de sua ascensão ao poder, Hitler discursou perante uma multidão em Munique.

"Meus sentimentos, como cristão, mostram-me meu Deus e Salvador como um lutador. ... Como cristão ... eu tenho o dever de ser um guerreiro pela justiça e verdade."

Embora expressasse publicamente apoio ao cristianismo, uma vez no poder, passou a tentar diminuir a influência da religião na vida pública.

Religião na Alemanha Nazista
A Alemanha era formada principalmente por católicos e protestantes na década de 1930. Adolf Hitler e Joseph Goebbels, um dos principais responsáveis pelo extermínio de judeus, eram católicos, porém já haviam abandonado suas congregações antes da ascensão ao poder em 1933. Eles não haviam negado a Igreja e nem deixaram de cumprir suas obrigações como fieis, mas passaram a conceder especial atenção ao projeto Nazista. É difícil definir a posição que as igrejas protestantes assumiram em relação ao Nazismo porque elas são muito mais livres em relação à Igreja Católica. Cada congregação tem liberdade para escolher suas posições. Sabe-se, contudo, que grande parte das congregações era contrária ao Nazismo. De modo que sempre havia tensão para com alguns grupos.

A relação com a Igreja Católica, na verdade, não era muito diferente. Ela variava entre tolerância e agressão, apesar das origens católicas de Hitler e Goebbels. Grande parte dos nazistas tinha aversão ao clero em suas vidas pública e privada e a situação ficava ainda mais intensa pelo próprio fato da simbologia Nazista fazer tanta referência ao paganismo. Por fim, tanto Hitler como Mussolini eram contrários ao clero, todavia sabiam que um choque afetaria seus planos ideológicos, retardando-os. 

A Igreja Católica, por sua vez, era declaradamente contrária a ideologia nazista antes desta chegar ao poder. Mas, a partir de 1933, a associação deixou de ser proibida e buscaram-se meios para trabalhar em parceria. Em 1937, o Papa Pio IX condenou a ideologia nazista e o totalitarismo, dando início a uma caçada aos dissidentes políticos na Alemanha. Padres foram perseguidos, presos e enviados a campos de concentração. Com medo, muitos religiosos encorajaram orações em defesa de Hitler e evitaram falar sobre antissemitismo. Em 1941, a Alemanha Nazista decretou a dissolução de todos os monastérios e abadias em seu território, abrindo espaço para a ocupação da SS, organização militar de elite dos nazistas comandada por Heinrich Himmler. Mas Hitler abafou a operação com receio de que os católicos alemães pudessem protestar contra as medidas e criar problemas paralelos em tempos de guerra.

Em suma, a Alemanha Nazista expandia sua ideologia totalitarista e, como tal, pretendia superar e controlar questões religiosas. Católicos e protestantes tiveram relacionamento tenso com os nazistas, mas, devido ao fato de a grande maioria da população ser adepta dessas duas vertentes religiosas, o embate direto não foi tão explícito, embora Hitler não simpatizasse com nenhuma das duas. Entretanto, um grupo religioso em específico, além dos judeus, estava entre os principais perseguidos pelo governo nazista: as Testemunhas de Jeová. Seus adeptos somavam cerca de 25 mil fieis na Alemanha. Quando presos, recebiam um triangulo roxo para identificação. Eles receberam o desgosto dos nazistas pela recusa de servir ao exército alemão e ao governo. Mas eram dos poucos prisioneiros que podiam deixar os campos de concentração com vida. Bastava assinar um documento renunciando a sua religião que eles estavam aptos a voltar a ser cidadãos alemães. Só que, para os seguidores dessa religião, a fé vinha em primeiro lugar, o que causou ódio aos nazistas e a morte de milhares de fieis.

Por sua posição pacifista, a Igreja Adventista do Sétimo Dia - Movimento de Reforma foi alvo de perseguições. Esta denominação cristã foi declarada ilegal e, em 12 de Maio de 1936, foi dissolvida pela Gestapo, a polícia secreta do Estado.

(Com informações de Wikipédia e InfoEscola)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Você tem praticando a hospitalidade?

"Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação." 1 Pedro 4:9
Um rabino da antiguidade perguntou a seus pupilos como eles poderiam dizer que a noite está terminando e que o dia está raiando. “Poderia ser”, respondeu um dos estudantes, “quando você consegue enxergar um animal a distância e dizer se é uma ovelha ou um cachorro?” “Não”, respondeu o rabino. “Poderia ser”, outro perguntou, “quando você olha a distância e vê uma árvore e consegue discernir se é um pé de laranja ou de limão?” “Não”, disse o rabino. “Então, qual é a resposta?”, insistiram os pupilos. “É quando você olha na face de alguém e pode ver seu irmão ou irmã. Porque se você ainda não pode, então não importa qual seja a hora, ainda é noite escura”.

É fácil pensar em hospitalidade quando o outro é um amigo. Mas trata-se de um grande desafio manifestar essa virtude para com estranhos (aqueles que não conhecemos ou não compreendemos e, por isso, tememos). Paradoxalmente, o estranho pode ser alguém próximo.

Hospitalidade como prática espiritual é receber o outro a partir do coração. É repartir um espaço que é meu, oferecendo bondade, aceitação, gentileza e conforto, de modo a proporcionar aconchego físico e emocional. Podemos abrir nossa casa ou oferecer uma carona, mas também podemos oferecer um ombro amigo, aceitação, calor humano e bondade. Seja qual for o espaço que ofereçamos, hospitalidade será sempre uma oferta de amor. Portanto, hospitalidade não é algo que fazemos, mas um coração que desenvolvemos.

A hospitalidade tem origem celestial. As Escrituras apresentam Deus como aquele que oferece não apenas a sua criação, mas a si mesmo para a humanidade (Gn 2:8-25). Portanto, viver é desfrutar da hospitalidade divina.

Como seres criados à imagem e semelhança de Deus, também temos em nosso DNA a capacidade de ser hospitaleiros. Ao entregarmos o coração a Ele, abrimos também o coração para todos aqueles a quem Deus envia.

O patriarca Abraão nos deixou um grande exemplo nesse sentido. Mesmo vivendo no contexto de uma sociedade violenta, em que receber estranhos poderia ser perigoso, ele se mostrou disposto a acolher visitantes desconhecidos (Gn 18:1-10).

Ser hospitaleiro hoje continua sendo uma prática arriscada. Afinal, somos atormentados por assaltantes, terroristas e oportunistas. Contudo, a hospitalidade como prática de exercício espiritual, quer seja no passado ou no presente, sempre será um passo de fé, vulnerabilidade e humildade.

Jesus declarou em Mateus 25: “Tive fome e vocês me deram de comer; tive sede e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram […] O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram” (versos 34-46). Essas palavras de Jesus lembram que, ao abrir o coração em hospitalidade nos encontramos com o Criador e crescemos em Cristo.

Na prática, hospitalidade não é receber apenas os amigos, mas todos a quem Deus colocar no caminho. É uma abertura que não se rende à suspeita e ao medo e que não se vende à comodidade e ao conforto próprio. Essa hospitalidade rejeita o relacionamento por conveniência ou por interesse. Deixamos de manifestar simpatia unicamente por aqueles que “agregam” e passamos a agregar mais.

O desenvolvimento intencional da sensibilidade que vê Cristo nos amigos e nos estranhos precisa ser a expressão dos cristãos na sociedade contemporânea. Mas, por onde começar? A boa notícia é que o exercício da hospitalidade pode ter início em qualquer lugar, seja no trabalho, mediante a disposição de ouvir o outro, ou na vizinhança, ao romper com o ciclo do isolamento urbano.

O fato é que, se resgatarmos a hospitalidade como prática espiritual, seremos surpreendidos pelo universo da generosidade e encontraremos o prazer em repartir a vida. Quem sabe, ao fazer isso, hospedaremos anjos sem saber!

Paulo Cândido (via Revista Adventista)

Nota do blog: Leiam também estes importantes conselhos de Ellen G. White sobre a prática da hospitalidade: 

"A Bíblia põe muita ênfase na prática da hospitalidade. Não somente a recomenda como um dever, mas apresenta muitos belos quadros do exercício desta graça e das bênçãos que ela traz." (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 568)

"Mesmo entre os que professam ser cristãos, pouco exercida é a verdadeira hospitalidade. Entre nosso próprio povo, não é considerada como deve ser a oportunidade de ser hospitaleiro, como um privilégio e uma bênção. Há positivamente muito pouca sociabilidade, muito pouca disposição de fazer lugar para mais dois ou três à nossa mesa de família, sem embaraço ou ostentação." (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 569)

"Os que se encerram em si mesmos, que não estão dispostos a se incomodar para dar hospedagem, perdem muitas bênçãos." (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 570)

"Quando o espírito de hospitalidade morre, o coração fica paralisado pelo egoísmo." (Manuscrito 41, 1903)

"Cristo mantém um relatório de toda despesa em que incorremos para dar hospedagem por amor dEle. Ele supre tudo quanto é necessário para esta obra. Aqueles que, por amor de Cristo, hospedam seus irmãos, fazendo o possível para tornar a visita proveitosa tanto aos hóspedes como a si mesmos, são registrados no Céu como dignos de bênçãos especiais." (O Lar Adventista, p. 450)

"A pobreza não nos deve excluir de manifestar hospitalidade. Cumpre-nos partilhar o que temos." (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 571)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

8 sinais que mostram que alguém te inveja

Nem sempre nós sabemos ao certo o que uma pessoa sente por nós justamente porque os sentimentos e as mensagens que ela envia são contraditórias. Afinal, nem sempre a frase dita revela exatamente o que a pessoa gostaria de nos dizer. Nós, normalmente, sentimos que existe algo errado, mas nem sempre sabemos discernir a tempo que aquilo pode nos prejudicar.

O site Para Curiosos publicou um texto denominado 8 sinais que mostram que alguém te inveja, mas não diz. Nele, existe uma lista, transcrita abaixo, que serve de alerta para comportamentos que podem ser tóxicos e nos prejudicar. Também é importante ressaltar que eles podem ser realizados tanto por pessoas com relação a nós como de nós mesmos em relação aos outros.
1- Sempre tenta competir com você
Quando alguém sente ciúmes de nossas conquistas, ou precisa que elas sejam reconhecidas da mesma maneira, geralmente inicia uma série de eventos nos quais, consciente ou inconscientemente, eles estão em competição direta com você. Isso é muito comum entre colegas de trabalho, que procuram parecer mais eficientes e dar melhores resultados aos olhos do chefe. No entanto, também ocorre entre os melhores amigos ou entre irmãos. Estes últimos são geralmente os mais velhos da família, após a chegada de um novo membro, e, de repente, de um momento para outro, seus pais passam mais tempo com mais o novo.

2- Faz pouco caso das suas conquistas
Por razões óbvias, quando essa pessoa sente que você é melhor do que ela em qualquer campo, ela sempre tentará fazer com que suas realizações pareçam algo banal. Esta é uma maneira de se sentir melhor com sua própria pessoa. Geralmente aqueles que sentem inveja de alguém tendem a ser seres com baixa auto-estima. Portanto, eles estão muito mais atentos ao que outros fazem do que melhorar suas técnicas e habilidades para obter melhores resultados em seus próprios objetivos.

3- Imita suas ações
O ciúme é realmente uma espécie de admiração. Ou seja, quem sente que você está à frente deles, é porque, de uma forma ou de outra, reconhece que suas habilidades superam as deles. Por essa razão, aqueles que sentem inveja de você muitas vezes tentam imitar exatamente o que você faz. Às vezes você pode tentar escondê-lo, ou dar um aspecto diferente, mas com o mesmo objetivo. Por exemplo, se você gosta de ver uma série lidando com medicina forense, é muito provável que ela assista a uma lidando com criminologia. Essas imitações também são muito comuns na maneira como falam e se vestem.

4- Comentários ruins
O reconhecimento das pessoas com quem ambos coincidem é crucial para os invejosos e invejosas. Por esse motivo, essas pessoas aproveitarão qualquer eventualidade ou comentário que possam usar contra você para prejudicar sua imagem para aqueles que fazem parte do seu círculo social em comum. Este recurso é frequentemente usado com a intenção, em vez de causar algum dano, para ganhar simpatia. No entanto, é uma das ações que mais joga contra ele, porque é geralmente sabido que tais comentários eram apenas insultos e fofocas, e a imagem que é prejudicada é precisamente aquela de quem inventou tudo.

5- Falsa Adulação
Essa é uma das ações mais recorrentes entre os invejosos. É uma maneira de ganharem tempo para trabalhar em uma tática melhor que lhes permita concluir seu objetivo principal, não permitir o seu sucesso e mostrar ao mundo que eles são melhores que você. No entanto, mesmo que sejam especialistas, há sempre uma voz interior que nos diz quais parabéns ou admirações mostrados são simplesmente falsos. De fato, é muito provável que no passado eles já tenham falado mal de você pelas costas, ou que eles já tenham mostrado um dos pontos anteriores, de modo que suas técnicas sejam completamente incríveis.

6- Mostra as suas conquistas
Devido ao baixo nível de sua auto-estima, os invejosos exigem o constante reconhecimento daqueles que os rodeiam, de forma a sentir que eles têm algum valor. Por esta razão, quando alcança um objetivo aproveitará a oportunidade para esfregar e exibi-lo. Não há nada de errado em reconhecer o sucesso dos outros. No entanto, sua maneira de demonstrar suas realizações geralmente será ostensiva. A maior parte do tempo tem a ver com a obtenção de poder, a aquisição de um bem material, alguma promoção ou um aumento gordo.

7- Antipatia irracional
Por nenhuma razão aparente, aqueles que invejam você mostrarão seu desdém a você de muitas maneiras. Ele geralmente fala a pior característica sobre você, e quase sempre fará isso pelas suas costas. Mesmo em casos extremos, há aqueles que tentam sabotar seu dia para que você realmente passe por maus bocados. O fenômeno do “Trabalho de Bullying” é um exemplo claro disso. Há pessoas invejosas que atacam direta ou indiretamente a pessoa da qual têm inveja e fazem tudo o que podem para arruinar suas vidas.

8- Que bom que você tropeça
Não satisfeito em agir contra você de maneiras diferentes, uma pessoa que sente inveja de você mostrará sua satisfação quando algo ruim acontecer a você. Claro, seus erros, comentários errôneos e, em geral, tudo o que pode jogar contra você, será motivo suficiente para a alegria desta pessoa. Juntamente com o fato de regozijar-se com o seu infortúnio, você aproveitará o momento para ridicularizar-se diante de seu círculo social em comum. Para nossa desgraça, esse tipo de gente é abundante em nossa sociedade. O melhor que podemos fazer é cuidar do que é nosso e deixar que os outros façam a sua parte.

Nota do blog: E o que a Bíblia nos aconselha quanto a esse sentimento de inveja?

“Quando eles se medem e se comparam consigo mesmos, agem sem entendimento” (2 Coríntios 10:12). 

"Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros" (Gálatas 5:26). 

"O rancor é cruel e a fúria é destruidora, mas quem consegue suportar a inveja? (Provérbios 27:4).

"O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos" (Provérbios 14:30).

"O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo" (Jó 5:2).

"Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males" (Tiago 3:16).

"Portanto, livrem-se de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência" (1 Pedro 2:1).

Ellen G. White também nos deixou algumas importantes considerações sobre a inveja. Encontramos estes textos em Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 19, Nossa Alta Vocação, p. 230 e Manuscrito 144:

"A inveja não é meramente uma perversidade do gênio, mas uma indisposição que perturba todas as faculdades. Começou com Satanás. Ele desejou ser o primeiro no Céu e, como não alcançasse todo o poder e glória que buscava, rebelou-se contra o governo de Deus. Invejou nossos primeiros pais, tentando-os ao pecado, e assim os arruinou, e a todo o gênero humano. Os que lhe escutam a voz desmerecerão os outros, e deturparão e falsificarão a fim de se apresentarem bem a si mesmos. Mas coisa alguma que contamine poderá entrar no Céu, e a menos que os que nutrem esse espírito mudem, jamais poderão ali entrar, pois criticariam os anjos. Invejariam a coroa dos outros. Não saberiam em que conversar a menos que salientassem as imperfeições e erros dos demais."

"O invejoso fecha os olhos às boas qualidades e nobres ações dos outros. Está sempre pronto a desprezar e representar falsamente aquilo que é excelente. Os homens muitas vezes confessam e abandonam outras faltas; do homem invejoso, porém, pouco se pode esperar. Visto como invejar a alguém é admitir que ele é superior, o orgulho não tolerará nenhuma concessão. Se for feita uma tentativa de convencer de seu pecado a pessoa invejosa, ela se torna ainda mais amarga contra o objeto de sua paixão, e muitas vezes permanece incurável."

"O invejoso espalha veneno aonde quer que vá, separando amigos, e suscitando ódio e rebelião contra Deus e o homem. Procura ser considerado o melhor e o maior, não mediante heroicos e abnegados esforços por alcançar ele mesmo o alvo da excelência, mas sim ficando onde está e diminuindo o mérito dos outros."

"Toda inveja, todo ciúme, toda maledicência e incredulidade têm de ser afastados dos filhos de Deus."

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Mulheres negras são maioria entre evangélicos

O rosto predominante das igrejas evangélicas é o de uma mulher negra. É o que aponta a pesquisa Datafolha (leia aqui na íntegra), divulgada nesta segunda-feira 13, que avaliou o perfil religioso de brasileiros de todas as regiões. O catolicismo ainda figura no topo da lista de crenças, mas vem observando uma diminuição no número de fiéis ao longo do tempo.

A pesquisa foi feita nos dias 5 e 6 de dezembro de 2019, com 2.948 pessoas em 176 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cerca de 50% dos brasileiros são católicos, 31% evangélicos e 10% afirmam não terem religião. As demais porcentagens englobam a influência do espiritismo, opção de 3% dos entrevistados, e as crenças em religiões de matriz africana, como a umbanda e o candomblé, que figurou com 2% de praticantes.

Em relação a gênero e raça, a pesquisa demonstrou que 58% dos evangélicos são mulheres, entre as quais 43% se identificam como pardas e 16% como pretas. As brancas são 30%, segunda maior porcentagem, e as mulheres amarelas e indígenas aparecem com 3% e 2%, respectivamente.

As igrejas neopentecostais – uma das ramificações dentro da doutrina protestante – possuem uma participação ainda maior das mulheres: elas são 69% do total dos fiéis. Entre os católicos, as mulheres representam 51% dos fiéis, enquanto os homens são 49%.

As 4 crises do novo membro da igreja

Após a sua experiência de batismo, o novo membro pode passar por pelo menos quatro crises em sua vida espiritual. Gostaria de sugerir algumas características desses obstáculos que dificultam o seu progresso espiritual, bem como sintomas e prováveis soluções, na esperança de que esses novos discípulos possam ser ajudados em sua jornada de vida.

1 – A Crise de Desencorajamento
Essa crise ocorre quando um indivíduo falha em corresponder aos altos padrões que ele desposou imediatamente antes do seu batismo. No batismo, ele comprometeu-se publicamente com esses padrões. Mas depois, ele geralmente percebe que tendências de sua velha vida ainda estão presentes. Ele pode ainda ter acessos de mau humor. Pode quebrar o sábado, ou mesmo “escorregar” e xingar. Quando esses velhos hábitos o dominam novamente, pode haver um período de grande desânimo. Um sentimento de derrota o envolve. Desencorajado, com baixa auto-estima, ele pode se sentir um hipócrita. Sua reação natural é fugir do contato com a igreja que ele fez compromissos no batismo. A culpa levou Adão e Eva a fugirem da presença de Deus. Ele procurará fazer o mesmo.

Sintomas: Os principais sintomas dessa crise são absenteísmo da igreja ou qualquer significativa ausência dos eventos sociais ou reuniões de oração. É também identificado por uma reconhecível perda de animação na vida cristã. Pode-se manifestar na falta de desejo de demorar um pouco mais após o culto. Um apressado cumprimento, um semblante desanimado ou uma disposição séria pode ser indicações da crise de desencorajamento.

Solução: Um indivíduo que passa por essa crise pode ser ajudado se o seu problema for detectado rapidamente. Uma ligação telefônica, uma palavra de ânimo, uma oração, um cartão com mensagem encorajadora ou uma visita pastoral podem ser como raios de esperança na escuridão. Ele não necessita de condenação. Sentir sua crise, ouvir os seus problemas e oferecer encorajamento genuíno é tudo que ele necessita.

2 – A Crise de Integração
Essa crise acontece quando o indivíduo falha em substituir os velhos amigos da sua vida anterior ao batismo por novos amigos. Isso ocorre quando a pessoa aceita as doutrinas da igreja, mas não se integra à sua estrutura social. Desde que os humanos são seres sociáveis, a crise acontece quando o indivíduo não se torna parte da rede de amizades da igreja. Ele se sente sozinho, isolado até dos próprios familiares por causa da sua fé.

Sintomas: Esse novo membro começa a chegar tarde à igreja, se assenta sozinho e raramente frequenta os programas sociais da igreja. Se o faz, geralmente fica isolado em um canto. Para ele, religião é simplesmente frequentar a igreja no sábado pela manhã, porque ele crê nas doutrinas adventistas. Mas geralmente, ele não frequenta a Escola Sabatina. Ele se associa muito pouco com os membros. Ele pode ficar assim por semanas e meses, porém, mais cedo ou mais tarde, ele deixará a igreja.

Solução: Essas pessoas necessitam de imediata atenção pessoal. Faça tentativa ativa de ajudá-lo a desenvolver amizades da igreja. Esforços especiais precisam ser feitos para convidá-lo aos eventos sociais da igreja. Um convite para um almoço no sábado, uma excursão a alguma instituição adventista, noites esportivas, acampamentos ou conectá-lo a um mentor espiritual (guardião) fazem parte das medidas preventivas. Durante os primeiros seis meses, muitas pessoas deixam a igreja por causa da crise de desencorajamento ou a crise de integração, mais do que por qualquer outra coisa. Calor, companheirismo e relacionamento pessoal são fatores de prevenção da apostasia.

3 – Crise de Estilo de Vida
Esta crise geralmente acontece entre 6-8 meses após o batismo. Ela ocorre quando o indivíduo falha em se integrar ao estilo de vida ensinado pela Bíblia e praticado na Igreja Adventista. Provavelmente não tenha se adaptado ao estilo ou horário dos cultos. O sábado é guardado de maneira descuidada. Ele continua frequentando velhos lugares de diversão. Embora ele esteja presente na igreja aos sábados pela manhã, o impulso da velha vida é muito forte. Sua experiência pessoal é ainda superficial. A semente do evangelho firmou suas raízes, mas a profundidades é pouca. Ele ainda não tem hábitos devocionais, passa pouco tempo em oração e estudo da Bíblia. Resumindo, ele ainda não conhece a Jesus.

Sintomas: Geralmente não frequenta a Escola Sabatina e os cultos de oração. Ele não se envolve em atividades missionárias, não lê nossa literatura denominacional e não se interessa em eventos da igreja tais como campais, congressos, programas de treinamento. Há pouco envolvimento e nenhum crescimento espiritual.

Solução: A grande necessidade para quem experimenta esta crise é um significativo período devocional. Cuide para que ele tenha literatura adventista adaptada aos seus interesses e necessidades. Um contínuo estímulo para promover o crescimento espiritual deste adventista laodiceano é envolvê-lo nos pequenos grupos, onde ele participará de um significativo programa de estudos bíblicos e testemunhos. No ambiente de um pequeno grupo, de 8 a 12 indivíduos, haverá maiores oportunidades de crescimento espiritual.

4 – Crise de Liderança
Esta crise geralmente ocorre depois que o indivíduo tem demonstrado fidelidade a Cristo e a Sua igreja. Vamos supor que a igreja seja relativamente pequena. Ele começa a ser integrado à estrutura de liderança. Talvez ele seja colocado numa comissão de nomeações. Ele começa a perceber o funcionamento interno da igreja. O “elo de santidade” perde o brilho. Ele reconhece que todos os membros da igreja não são “santos”. Durante as reuniões da comissão de nomeações há uma franca avaliação dos membros eleitos para diversos departamentos. O choque de pertencer a uma igreja composta de pessoas falhas e defeituosas o desencorajam.

Sintomas: A crise pode se expressar em criticismo, maledicência, quebra de sigilo após as reuniões de comissão, ou um sentimento geral de descontentamento. Às vezes, uma pessoa que passa por essa crise, após participar em uma comissão de nomeações, se recuse a aceitar cargos na sua igreja. Pode haver criticismo de um lado e profundo sentimento de ansiedade do outro.

Solução: Geralmente uma ou duas sessões de aconselhamento enfatizando a divina origem da igreja e as fraquezas e fragilidades da liderança humana é suficiente para ajudar esta pessoa. A crise de liderança geralmente ocorre porque um indivíduo não tem maturidade espiritual para reconhecer a “humanidade” dos membros da igreja. O pastor deve orientar cada novo adventista eleito para posição de liderança acerca da fragilidade dos seres humanos e da urgente necessidade de cooperação mútua. A unidade deve ser colocada acima das opiniões individuais.

Em cada em das crises que temos discutido – crise de desencorajamento, crise de integração, crise de estilo de vida e crise de liderança – o maior ingrediente para prevenir apostasia é o amor que continuamente diz: “Estou interessado em você, estou preocupado. Eu me importo”. Amor manifesto numa chamada telefônica, num bilhete ou cartão, num sorriso, um caloroso aperto de mão, um convite para jantar, podem ser mais eficientes do que um sermão. Faríamos bem em lembrar as palavras de um pequeno garoto de uma favela que, ao passar por um pregador de rua que falava sobre o amor de Deus, parou e gritou: “Ei, pregador, eu quero ver amor vestido de pele!”

Ganhar almas é a mais maravilhosa obra do mundo. Nesta atividade, Deus e o evangelista trabalham lado a lado. Essa parceria de contínua aventura na obra de ganhar almas é o que eu lhe sugiro a entrar hoje. Deus o abençoe.

Traduzido de Leo Schriven, Seed`s 98, Church Planting Conference

"Quando homens e mulheres aceitam a verdade, não devemos retirar-nos e deixá-los, sem sentir mais nenhuma responsabilidade por eles. Eles devem ser velados. Cumpre ter na alma uma preocupação por eles, e cuidar deles como mordomos que por eles têm de prestar contas. Então, ao falardes ao povo, dai a cada homem sua devida porção de alimento ao tempo devido; mas precisais encontrar-vos em situação em que vos seja possível distribuir esse alimento. [...]

Os recém-chegados à fé devem receber um trato paciente e benigno, e é dever dos membros mais antigos da igreja cogitar meios e modos para prover auxílio, simpatia e instrução para os que se retiraram conscienciosamente de outras igrejas por amor da verdade, separando-se assim dos cuidados pastorais a que estavam habituados. A igreja tem responsabilidade especial quanto a atender essas almas que seguiram os primeiros raios de luz recebidos; e caso os membros da igreja negligenciem este dever, serão infiéis ao depósito a eles confiado por Deus. [...]

Depois de as pessoas se haverem convertido à verdade, cumpre sejam cuidadas. Parece que o zelo de muitos pastores esmorece assim que alcançam certa medida de êxito em seus esforços. Não compreendem que os novos conversos necessitam ser atendidos - vigilante atenção, auxílio, animação. Não devem ser deixados a si mesmos, presa das mais poderosas tentações de Satanás; eles precisam ser instruídos com relação a seus deveres, ser bondosamente tratados, conduzidos e visitados, orando-se com eles. Essas almas necessitam do alimento dado a seu tempo a cada homem.

(Ellen G. White - Evangelismo, cap. 10, pp. 334-383)