quarta-feira, 29 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #46 - DORES DE PARTO

"Pois sabemos que toda a criação geme em conjunto como se sofresse dores de parto até agora" (Romanos 8:22).

Nesta passagem bíblica, Paulo afirma que toda a criação geme e sofre dores de parto devido ao pecado, uma criação prenha prestes a dar à luz a nova Terra profetizada nas Escrituras. O texto retrata o sofrimento do mundo sob a maldição e aponta para a esperança da restauração física e cósmica na segunda vinda de Cristo.

Não há com o que se preocupar em se tratando do futuro da criação. Deus a está conduzindo com Suas habilidosas mãos. Ele mesmo será o obstetra que fará o parto do novo céu e da nova terra, cuja gestação já dura quase dois mil anos, desde que o espírito de Cristo se rendeu na cruz e o seu corpo foi semeado na terra. Em Cristo, terra e céu contraíram núpcias e aguardam ansiosamente a chegada do fruto desta união (Ef 1:10).

Não sabemos ainda quanto tempo falta. Mas pela intensidade das contrações e os intervalos cada vez menores entre elas, pode-se dizer que o parto está mais próximo do que nunca.

O retorno glorioso de Jesus a este planeta coincidirá com o momento do parto. A qualquer momento a bolsa se romperá. Os filhos de Deus se revelarão (Rm 8:19). A glória do Senhor será vista em toda a terra.

Não há como precisar quando se dará isso. De qualquer forma, para os que deixam esta existência, o momento é imediato. Somos removidos da dimensão espaço-temporal, e remetidos como que num túnel do tempo, direto para o mais esperado dia da história, o Dia do Senhor.

Engana-se quem imagina que tal evento será o fim do mundo. Cristo não virá para destruir a Terra, mas para restaurá-la (At 3:21). 
"O grande plano da redenção tem como resultado trazer de novo o mundo ao favor de Deus, de uma maneira completa. Tudo que se perdera pelo pecado é restaurado. Não somente o homem é redimido, mas também a Terra, a fim de ser a eterna habitação dos obedientes. Na restauração final de todas as coisas, quando houver “um novo céu e uma nova Terra” (Apocalipse 21:1), o Éden deverá ele ser restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio" (Ellen White - O Lar Adventista, p. 539).
A atual condição da criação não é sua condição final; é antes como uma mãe que geme com as dores de parto. A criação inteira tem um destino planejado por Deus, e deseja ardentemente que seja cumprido, tal como se sucede com os próprios crentes.

terça-feira, 28 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #45 - OVELHAS

"O Senhor é meu pastor" (Salmo 23:1).

É mais confortável pensar que com Deus podemos ser como águias (Is 40:31) que renovam suas forças e voam muito alto, ou como pombas (Mt 10:16), que são simples e discretas. Mas... ovelhas?

Em seu poema mais conhecido, Davi se compara a esse animal. Mas a figura romântica criada pela tradição cristã - que pinta bonitos quadros de pastores guiando seus rebanhos - esconde razões mais práticas para a escolha do poeta.

Ovelhas são sujas. Não tem nenhuma noção de higiene. Não se lavam, não se labem, como fazem outros animais. Seu pelo espesso só piora as coisas. Acumula sujeira e preserva um cheiro forte. Ovelhas fedem.

Ovelhas são tolas. Não tem inteligência aguçada. Não aprendem fácil. Alguém já viu ovelhas num circo? Ou algum curso de adestramento de ovelhas? Ovelhas tem visão limitada. São tolas.

Ovelhas são indefesas. Não possuem meios de defesa, tampouco de ataque. Não tem dentes afiados. Não tem garras fortes. Não voam, não correm muito rápido. Não assustam. Não caçam. Precisam de ajuda até para conseguir o próprio alimento. Ovelhas sozinhas se perdem, se ferem. São totalmente indefesas.

O salmo do pastor ganha outro significado para mim quando entendo que sou mais parecido com uma ovelha do que poderia imaginar sozinho.

Somos sujos também. Foi o mesmo Davi quem escreveu que já nascemos manchados pelo pecado (Salmo 51:5), e é assim mesmo. Somos maus, somos sujos. Mas pior que estar sujo, é não poder se limpar. É assim com homens e ovelhas... somos tolos. Nossa visão é curta. Nossos desejos, tortos. Escolhemos mal, mesmo quando o destino é claro. Somos teimosos, questionadores. Somos tolos... e somos indefesos. Nossa vida é frágil. Nosso inimigo, feroz. Nossos caminhos são perigosos. Não temos força. Não temos fé. Sozinhos caímos e sofremos. Somos totalmente indefesos.

Ovelhas e homens precisam de guia, de cura e de guarda - precisam de um pastor.
"De todos os animais, é a ovelha o mais tímido e destituído de elementos de defesa. Como o pastor terrestre conhece as ovelhas, assim o divino Pastor conhece o Seu rebanho, espalhado por todo o mundo. Jesus nos conhece individualmente, e comove-Se ante nossas fraquezas. Conhece-nos a todos por nome. Sabe até a casa em que moramos, o nome de cada um dos moradores. Como o pastor vai adiante das ovelhas, enfrentando primeiro o perigo do caminho, assim faz Jesus com Seu povo" (Ellen White - O Desejado de Todas as Nações, p. 339).

segunda-feira, 27 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #44 - DORES

É como se meus olhos pudessem ver os territórios da minha alma sendo invadidos pela dor.

Sinto dores que há muito não sentia. Daquelas que ameaçam o orgulho, a verdade e o plano. Dores que desmantelam a lógica, o tempo e a regra.

Eu que ergui muros altos, que cerquei de cuidados os limites encantados da emoção. Eu que conheço os danos da invasão, o drama e o estrago da rendição. Eu que sou forte, sinto dores. Eu que calei o coro dos valentes, silencio diante do sussurro das dores.

Eu que inventei a analgia, sinto. Eu que entreguei os remédios em troca de vacina, experimento a sina de quem inevitavelmente sente.

Sinto dores.

E sentindo entendi que nessa vida não há beleza livre da dor. Não há sentido inviolável, nem sentimento invariável. É sentindo que se lembra que é com dores o nascimento, com dores o crescimento. É com dores que se ganha e que se perde. É com dores que se paga. É com dores que se espera.

Dor é a herança confusa de quem ainda vive essa vida pequena. É o sintoma da doença. É a sentença da escolha. É algoz e é vigia. Em vez de atestar a ausência do bem, é a prova do efeito do mal. Sem dor não haveria salvação.

Sinto, logo dói.
"E quem pode compreender a dor que sofro senão Aquele que é angustiado em todas as nossas angústias? A quem poderei falar senão Àquele que Se compadece de nossas enfermidades, e que sabe socorrer os que são tentados? Meu coração se dilata para Jesus, em amorosa confiança. Ele sabe o que é melhor para mim" (Ellen G. White - Mensagens Escolhidas 2, p. 237-239).

sexta-feira, 24 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #43 - O TEMPO DE ANGÚSTIA

O tempo de angústia é um período de duração desconhecida, mas seguramente breve. Vai do momento em que se pronuncia no Céu o decreto de Apocalipse 22:11 — é o momento em que termina a graça, ou oportunidade de salvação — até o dia da segunda vinda de Cristo. 

Daniel 12:1 refere-se ao começo desse período, dizendo: "Naquele tempo Se levantará Miguel, que é Jesus Cristo". Jesus dá por terminada Sua obra intercessora, despoja-Se de Suas vestiduras sacerdotais, sai do santuário, e enverga o Seu manto real. Nesse momento todas as profecias já se terão cumprido, o evangelho terá sido pregado em todo o mundo, já terá ocorrido a sacudidura bem como o selamento, e a chuva serôdia terá descido. 

Durante o tempo de angústia caem as sete pragas, que castigam terrivelmente os impenitentes, mas nenhum dano causam aos filhos de Deus. Os quatro anjos já terão libertado os ventos das paixões humanas, e grandes calamidades angustiam os homens. As pragas caem sem mistura de misericórdia da parte de Deus e sem a restrição do Seu Espírito, que terá sido retirado da Terra. 

A perseguição, que terá tido começo durante o tempo de graça com a imposição da legislação dominical, chegará a seu máximo grau durante o tempo de angústia com a publicação do decreto de morte. Este, porém, não chegará a materializar-se, porque no vencimento de seu prazo Deus libertará o Seu povo em meio de tremendas manifestações dos elementos da natureza e manifestações pavorosas de Sua ira.  

Sob a sexta e sétima pragas ocorrerá o Armagedom, que acarretará tumultos e derramamento de sangue. Conquanto os fiéis não sofram as pragas, sendo maravilhosamente alimentados, guardados e protegidos, passarão ainda assim por terrível prova: 1) Angústia material, pela perseguição que os obrigará a fugir de todos os centros povoados; 2) angústia mental, pela profunda preocupação que sentem quanto ao perdão de seus pecados. Mas em virtude de haverem feito completa confissão e limpeza do pecado antes de findo o tempo da graça, receberão por fim paz e descanso em meio à confusão e luta. 

Dentro do grande tempo de angústia há um tempo menor incluso, que se denomina ―tempo de angústia de Jacó (Jeremias 30:7). Esse período estende-se da promulgação do decreto de morte — e isto uma vez que as pragas tenham começado a cair — até o libertamento. Só os que tiverem recebido o refrigério e sido selados estarão em condições de passar seguros por essa hora tormentosa, permanecendo em pé para receber com júbilo indescritível ao Senhor Jesus em Sua segunda vinda. 

O tempo de angústia, durante o qual não haverá Mediador nem perdão do pecado, e que já está a ponto de começar, requer séria preparação da vida e do coração. Ellen White alerta: "Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Deveríamos, portanto, estar-nos aproximando mais e mais do Senhor, e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar em pé na batalha do dia do Senhor. Lembrem todos que Deus é santo, e que unicamente entes santos poderão morar em Sua presença" (Primeiros Escritos, p. 71).

quinta-feira, 23 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #42 - IMORALIDADE SEXUAL

"Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete são cometidos fora do corpo, mas quem comete imoralidade sexual peca contra o próprio corpo" (1 Coríntios 6:18).

A palavra grega porneia é traduzida no verso acima como imoralidade sexual. Esse termo tem um sentido bem amplo. Porneia é prostituição. Refere-se à utilização de nossa sexualidade além dos laços matrimoniais legítimos. Refere-se também à relação sexual entre solteiros, em geral apresentada como “fornicação”.

O desafio da pureza sexual é aprendermos a honrar a Deus com o corpo. Paulo apresenta nesse capítulo a posição do cristão frente a uma sociedade pervertida, degenerada e corrupta. Por vezes, perdemos de vista quão precioso nosso corpo é para Deus. O cristão é templo do Espírito Santo. Isso significa que devemos viver como Cristo, amar como Cristo e fazer o que Cristo fez. Em outras palavras, o Deus que nos criou e redimiu não nos dá passe livre para fazermos o que quisermos com o corpo um do outro.

Pesquisas recentes indicam que o jovem norte-americano médio, em apenas um ano, vê mais de 14 mil referências ao sexo na TV, sem contar outras mídias. Isso significa que, na década em que sua sexualidade está passando por uma fase definidora (dos 13 aos 23 anos), ele recebe por volta de 100 mil mensagens sobre sexo, e a grande maioria está desassociada do casamento. Além do mais, segundo o livro Sex in Advertising [Sexo na Propaganda], cerca de um quinto de toda a publicidade atual usa conteúdo abertamente sexual para vender seus produtos.

O escritor inglês Oscar Wilde afirmou: “Tudo neste mundo é sobre sexo, exceto o sexo. Sexo é sobre poder.” De fato, o apelo sexual é considerado uma virtude indispensável em nossa sociedade. A capacidade de sedução é uma forma de exercer controle e domínio.

A armadilha é preparada para fisgar você. Primeiro, a cultura atual o bombardeia com informações sexuais constantes; depois, ela diz que você não pode resistir a isso. Mas você não só pode como deve resistir. A purificação da nossa vida é uma obra que somente Cristo pode realizar, porém existe algo que podemos fazer; algo que está no campo da decisão, e que pode ser resumido nas seguintes palavras de Ellen White: “Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros” (Patriarcas e Profetas, p. 337).

O verdadeiro poder não está em ceder às paixões, mas em colocar seus impulsos sexuais no altar do Senhor. Seu corpo é santuário do Espírito Santo e, por isso, deve ser um instrumento para glorificar a Deus na Terra. Acompanhe agora este forte alerta de Ellen White: "Foi-me apresentado terrível quadro da condição do mundo. A iniquidade alastra-se por toda parte. A licenciosidade é o pecado especial desta época. Ignorância, amor aos prazeres e hábitos pecaminosos corruptores da alma, do corpo e do espírito enchem o mundo de lepra moral; mortífera malária moral está destruindo milhares e dezenas de milhares. Mas todo cristão devia aprender a conter suas paixões e a deixar-se controlar pelo princípio. A menos que faça isto, é indigno do nome de cristão. Pouco podemos fazer, mas Deus vive e reina, e Ele pode fazer muito" (Lar Adventista, p. 328).

Neste dia, peça a Deus o poder do Céu e olhe para o alto. O desejo de estar na presença de Deus e o esforço para permanecer em Sua presença são a única forma de superar o problema da imoralidade sexual. Em consonância com esse pensamento, Ellen White afirmou: “O coração deve ser renovado pela graça divina, ou será inútil procurar pureza de vida” (Patriarcas e Profetas, p. 336).

MEDITAÇÃO #41 - NÃO OLHE

Os olhos são como luz para o corpo. Por isso Jesus nos alerta sobre a importância dos nossos olhos serem protegidos do mal (Mateus 6:22). Os olhos são órgãos importantes do corpo, mas também podem apontar para aquilo que focalizamos ou que damos mais atenção na vida. Olhar o bem e desviar os olhos da maldade é um alerta bíblico e é importante para não ofuscarmos a luz que habita em nós. A partir da visão, daquilo que escolhemos ver, podemos trazer clareza para dentro de nós ou atrair escuridão e pecado.

A ausência da visão é uma dificuldade grave, mas pior do que a cegueira física é a cegueira espiritual. Jesus abriu a vista a muitos cegos, mas havia muitos que o rejeitaram e não quiseram enxergar a realidade que Ele trouxe para o mundo: a necessidade de voltar os olhos para Deus. Há várias coisas que podem ofuscar a visão e gerar cegueira espiritual. Confira sete coisas na Bíblia e nos escritos de Ellen White para as quais você nunca deve olhar:

1. Não olhe para nada que o faça tropeçar. “E se o seu olho o fizer tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. É melhor entrar na vida com um só olho do que, tendo os dois olhos, ser lançado no fogo do inferno” (Mateus 18:9). "Todos os nossos pecados precisam ser renunciados. Toda condescendência acariciada que impeça o progresso espiritual deve ser excluída. Deve ser sacrificado o olho direito se nos fizer tropeçar" (Mensagens aos Jovens, p. 56).

2. Não olhe para coisas inúteis. “Desvia os meus olhos das coisas inúteis; faze-me viver nos caminhos que traçaste” (Salmo 119:37). "Os poderes de Satanás estão a trabalhar para conservar o espírito dos homens alheio às realidades eternas. O inimigo dispôs as coisas de maneira que servissem aos seus propósitos. Atividades mundanas, esportes, as modas da época, diversões e leituras inúteis — são coisas que ocupam o espírito dos homens e corrompem o juízo" (Testemunhos Seletos 3, p. 217).

3. Não olhe para as coisas deste mundo. “Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo” (1 João 2:16). "Desviai o olhar deste mundo para o eterno. Muitos hoje vivem como se estivessem usando um véu sobre o rosto. Esse véu é a simpatia com práticas e costumes do mundo, que oculta nessas pessoas a glória de Deus. O Senhor deseja que conservemos os nossos olhos fixos nEle, para deixarmos de olhar para as coisas deste mundo. Esforçai-vos por alcançar as coisas a que Deus dá valor, e para cuja obtenção, Cristo deu Sua preciosa vida" (Testemunhos para a Igreja 6, p. 146).

4. Não olhe para trás. “Havendo-os levado fora, disse um deles: Livra-te, salva a tua vida; não olhes para trás, nem pares em toda a campina; foge para o monte, para que não pereças” (Gênesis 19:17). "A esposa de Ló olhou para trás na direção de Sodoma, e, murmurando contra as atitudes de Deus, foi transformada em uma estátua de sal, a fim de que permanecesse como advertência a todos quantos desconsideram as especiais misericórdias e providências do Céu" (Testemunhos para a Igreja 4, p. 111).

5. Não olhe para os outros com desejo. “Vocês ouviram o que foi dito: 'Não cometa adultério.' Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração” (Mateus 5:27-29). "É necessário guardar-se contra o cultivo da condescendência com as baixas paixões. Ela não é fruto de pensamentos ou corações santificados" (Testemunhos sobre Conduta Sexual, Adultério e Divórcio, p. 86).

6. Não olhe para você mesmo. "Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, pois é por meio dEle que a nossa fé começa, e é Ele quem a aperfeiçoa" (Hebreus 12:2). "Não devemos olhar para nosso interior em busca de prova de nossa aceitação para com Deus. Aí nada encontraremos senão para nos desanimar. Os que olham para dentro de si mesmos em busca de conforto, fatigar-se-ão e ficarão decepcionados. Nossa única esperança está em olhar a Jesus, Autor e Consumador da fé" (Testemunhos Seletos 2, p. 59).

7. Não olhe para os defeitos dos outros. "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, mas não se dá conta da viga que está no seu próprio olho?... Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão" (Mateus 7:3-5). "Não continuemos a olhar para qualquer defeito que vejamos. Se nos quisermos apegar devidamente a Deus, precisamos continuar olhando às grandes e preciosas coisas - a pureza, a glória, o poder, a bondade, a afeição, o amor que Deus nos concede. E assim contemplando, nossa mente se fixará nestas coisas de interesse eterno de tal modo que não teremos nenhum desejo de achar defeitos nos outros" (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 789).

Esteja atento! Fixando o olhar em Jesus, o Autor e consumador da nossa fé, precisamos manter os olhos espirituais abertos, olhar para frente e para o alto a fim de enxergar a vida de acordo com a perspectiva de Deus. Os olhos do Senhor estão sobre nós, Ele nos ajuda a olhar a vida de acordo com a Sua vontade!

quarta-feira, 22 de julho de 2026

MEDITAÇÃO #40 - TAPA

"Se alguém bater no seu rosto, ofereça-lhe o outro lado" (Mateus 5:39).

No Sermão do Monte, Jesus apresenta os princípios do Seu reino, bem contrários aos padrões apresentados pelo mundo. Em vez de violência e vingança, o Mestre da vida defende a paz e o perdão. Cada palavra de Jesus é um convite para lançar no chão as armas produzidas pelo orgulho.

Àqueles que foram feridos, Jesus lhes ensina a oferecer a outra face ao inimigo. Por quê? Não seria mais fácil executar justiça e “resolver a situação” na hora, concedendo a devida retaliação? Para o justo Juiz, essa estratégia não funciona, pois só favorece o espírito de ódio. Quem busca a vingança traz prejuízo a si, ao outro e ao mundo. A Bíblia diz: “‘Não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4:6).

De acordo com os psicólogos, a violência não nasce da força, mas sim da fraqueza. O indivíduo fraco pensa apenas em si mesmo, fere os outros para se defender e depois foge para se proteger. O homem forte não. Ele é capaz de perdoar e dominar a si mesmo, impedindo que a tragédia da violência se estabeleça em uma relação.

No entanto, Jesus não está dizendo que dar a outra face significa sofrer de forma gratuita ou se expor passivamente diante de qualquer atitude violenta. Nada disso! Cristão não é capacho e muito menos masoquista. Uma coisa é sofrer por causa do evangelho, outra coisa é sofrer sem explicação plausível ou de forma desproporcional. O próprio Jesus questionou o soldado que Lhe bateu no rosto: “Se Eu disse algo de mal, denuncie o mal. Mas se falei a verdade, por que me bateu?” (Jo 18:23). Perceba: Jesus questionou a violência, mas não a revidou.

Os estudiosos dizem que uma bofetada no lado direito do rosto significava um insulto ou injúria. Portanto, dar a outra face significa não revidar na mesma proporção. Se você deseja fazer a vontade de Deus, não alimente o espírito de vingança. Em vez de guerra, busque a paz. Em vez de bate-boca, procure reconciliação. Se tiver que fazer justiça, faça do jeito certo. E lembre-se sempre do conselho bíblico: “A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Pv 15:1).
"Aquele que estiver impregnado do Espírito de Cristo, habita em Cristo. O golpe que lhe é dirigido cai sobre o Salvador, que o circunda com Sua presença. O que quer que lhe aconteça vem de Cristo. Não precisa resistir ao mal, porque Cristo é sua defesa. Nada lhe pode tocar a não ser pela permissão de nosso Senhor; e todas as coisas que são permitidas 'contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus' (Romanos 8:28)" (Ellen White - O Maior Discurso de Cristo, p. 70).