quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Hoje comemoramos o Dia Mundial do Riso - Conheça seus benefícios


Hoje comemoramos o Dia Mundial do Riso! Tudo começou em 1995, quando o médico indiano Madan Kataria resolveu fundar o primeiro clube da risada, como método terapêutico alternativo para seus pacientes. De lá para cá existem mais de 800 clubes do gênero espalhados pelo mundo. Há 3 anos, o Dia do Riso foi institucionalizado em todo o mundo. Somente na Alemanha existem 25 clubes da risada, que reúnem pessoas dispostas a darem boas gargalhadas.

"A alegria embeleza o rosto" (Provérbios 15:13). Sorrir é o melhor remédio. E já existem razões científicas para isso. Um estudo da Universidade Loma Linda, na Califórnia (EUA), aponta que o riso aumenta a produção e a atividade no organismo das células NK (do inglês, Natural Killers), responsáveis por destruir vírus e até tumores presentes no organismo como o câncer. 

Como se isso não fosse o bastante, o riso também pode diminuir o risco de problemas cardíacos, aumentar os níveis de HDL (colesterol bom), e até prevenir o aparecimento das temidas rugas! Além disso, um estudo da Universidade Wayne, em Michigan, nos Estados Unidos, mostrou que quanto mais largo o sorriso de uma pessoa, maior pode ser a sua expectativa de vida. 

Confira outros benefícios de sorrir mais para a saúde: 

Rir faz bem ao coração 
O riso pode ser um dos fatores para reduzir doenças cardíacas, segundo estudo da Universidade de Loma Linda, na Califórnia (EUA). Os pesquisadores analisaram dois grupos de pessoas que haviam sofrido um ataque cardíaco. Um dos grupos foi estimulado a assistir vídeos de humor durante 20 minutos diariamente. Após um ano, eles apresentaram queda de 66% da proteína C-reativa, um marcador da inflamação e do risco de problemas cardiovasculares. No outro grupo, a queda dessa substância foi de apenas 26%. Mostrando assim, que as pessoas que riram mais tiveram o risco de problemas cardíacos reduzido significativamente. 

Colesterol lá em baixo 
Em outro estudo, os pesquisadores da Universidade de Loma Linda acompanharam 20 pacientes diabéticos com altas taxas de colesterol ruim no sangue, sendo que todos usavam remédios para controlar esses problemas. Metade desses pacientes continuou com o tratamento padrão, enquanto a outra metade, além de tomar a medicação, assistia a filmes de comédia diariamente, durante 30 minutos. Após um ano, o grupo que foi estimulado a rir mais elevou seus níveis de HDL (bom colesterol) em até 26%. No grupo de controle o aumento foi de apenas 3%. 

Antirrugas natural 
Ao dar boas risadas, nós movimentamos 12 músculos faciais e, em uma gargalhada são movimentamos 24 músculos faciais. Quando conversamos e gargalhamos ao mesmo tempo, então, são 84 músculos. Todo esse exercício facial estica a pele, retardando o aparecimento de rugas. 

Exercite-se rindo! 
Uma boa gargalhada pode ser tão boa quanto a prática de exercícios físicos, de acordo com pesquisa da Universidade de Loma Linda. Isso porque ela estimula a circulação, produz endorfina e também movimenta músculos não somente do abdome, mas também das pernas, braços e pés. Os pesquisadores afirmam que o riso pode ser inclusive a chave para a saúde de idosos que não conseguem praticar atividades físicas. 

E agora, está esperando o que pra abrir esse sorriso? 

[Com informações de Vida & Saúde]

Ellen White e mais 18 fatos científicos que irão motivá-lo a se exercitar


Se você está precisando de coragem para começar a se exercitar, saiba que existem inúmeras pesquisas que mostram os mais diversos benefícios da atividade física. Para motivá-lo, confira 18 vantagens das quais você pode passar a desfrutar assim que colocar sua roupa de ginástica. Logo abaixo de cada fato científico, veja os conselhos sábios de Ellen White escritos há mais de 100 anos: 

1. Exercitar-se regularmente foi associado a menos sintomas de ansiedade e depressão.

"As diversões excitam a mente, mas é certo seguir-se a depressão. O trabalho útil e o exercício físico terão sobre a mente uma influência sadia e fortalecerão os músculos, melhorarão a circulação, e demonstrar-se-ão poderoso agente na recuperação da saúde." (Conselhos sobre Saúde, p. 627) 

2. A atividade física pode ajudar a prevenir e gerir a diabetes tipo 2. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, a diabetes atinge 9 milhões de brasileiros.

"O sangue não é tão capaz de expelir as impurezas como seria se a circulação ativa fosse produzida pelo exercício." (Conselhos sobre Saúde, p. 52) 

3. Exercício pode desempenhar um papel no aumento do colesterol “bom” e diminuir o “mau”.

"O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde." (A Ciência do Bom Viver, p. 238) 

4. Estudos descobriram que o exercício reduz a inflamação das vias aéreas em pessoas com asma.

"Aqueles cujos hábitos são sedentários devem, quando o tempo permitir, fazer exercício ao ar livre todos os dias, de verão e de inverno. Caminhar é preferível a andar de carro, pois movimenta mais músculos. Os pulmões são forçados a uma ação benéfica, uma vez que é impossível andar em passo rápido sem os dilatar." (A Ciência do Bom Viver, p. 240) 

5. O treinamento de força pode deixar seus ossos mais resistentes e tem sido associado a um menor risco de osteoporose.

"O exercício rigoroso, severo, fortalece cérebro, ossos e músculos." (Carta 103, 1900) 

6. Pessoas que se exercitam vigorosamente têm níveis mais elevados de vitamina D, o que impulsiona o humor. Isso é provavelmente porque elas passam mais tempo no sol. 

"Exercício, e o livre e abundante uso do ar e luz solar — bênçãos que o Céu tem outorgado a todos nós livremente — dará vida e força ao enfermo macilento." (Conselhos sobre Saúde, p. 54) 

7. Embora exista uma crença popular de que o exercício pode aumentar o seu metabolismo, isso não é verdade. No entanto, de fato queima calorias.

"
Hábitos estritamente temperantes, combinados com o exercício dos músculos assim como da mente, preservarão tanto o vigor mental como o físico." (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 389)

8. Se exercitar tem sido associado com um sistema cardiovascular mais eficaz e um menor risco de doença cardíaca. 

"Quando se faz exercício físico, a circulação é ativada. O coração recebe sangue mais rapidamente e o envia mais depressa aos pulmões. Os pulmões trabalham mais vigorosamente, abastecendo uma maior quantidade de sangue, o qual é impelido com mais força para todo o organismo. O exercício dá nova vida e vigor a cada órgão do corpo." (Refletindo a Cristo, p. 139) 

9. O exercício físico regular pode diminuir os níveis de estresse.

"Umas poucas horas de trabalho físico diariamente, tenderiam a renovar o vigor físico e dar repouso e alívio à mente." (Testimonies, vol. 4, p. 264) 

10. Pesquisas concluíram que treinos curtos e intensos podem ajudar as pessoas a perder peso e gordura.

"Não obstante tudo quanto se diz e escreve sobre sua importância, existem ainda muitos que negligenciam o exercício físico. Muitos se tornam corpulentos porque o organismo está carregado." (A Ciência do Bom Viver, p. 240) 

11. Seu corpo pode se tornar mais ágil através do exercício físico e do treinamento de força, o que poderia melhorar o seu equilíbrio e ajudar a prevenir quedas e outras lesões.

"Aqueles que deixam de fazer uso de seus membros cada dia, perceberão um enfraquecimento ao procurarem exercitar-se. As veias e músculos não estarão em condições de desempenhar o seu trabalho e conservar todo o mecanismo vital em atividade sadia, cada órgão do corpo fazendo sua parte. Os membros serão fortalecidos pelo uso." (Conselhos sobre Saúde, p. 54) 

12. O exercício regular pode aumentar a imunidade, embora os cientistas não tenham certeza de como isso funciona. Pode ser através da limpeza de suas vias respiratórias de bactérias, ou fazendo o corpo produzir mais anticorpos que combatem doenças.

"O ar puro, a alegre luz solar, as belas flores e árvores, os belos vinhedos e o exercício ao ar livre em meio desse ambiente, são transmissores de saúde – o elixir da vida." (Conselhos Sobre Saúde, p. 170) 

13. O exercício aeróbico tem sido associado a manutenção da memória, por isso é especialmente importante para adultos mais velhos.

"Se continuar a inatividade física, haverá cada vez menos atividade do cérebro." (Carta 103, 1900)

14. Ser fisicamente ativo está associado com uma vida mais longa. Pessoas que são ativas durante sete horas por semana são 40% menos propensas a morrer jovens do que as que se exercitam por 30 minutos ou menos.

"Ao negligenciarmos fazer exercício físico, ao sobrecarregarmos a mente ou o corpo, desequilibramos o sistema nervoso. Aqueles que assim encurtam a existência, desatendendo as leis da Natureza, são culpados de roubo para com Deus." (Conselhos sobre saúde, p. 41) 

15. Ser ativo já foi associado também com um risco reduzido de alguns tipos de câncer.

"A inatividade é prolífera causa de doenças. O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde." (A Ciência do Bom Viver, p. 238) 

16. O exercício pode levar a um risco reduzido de esgotamento no local de trabalho. 

"Muitos têm sofrido por causa de excesso de trabalho mental sem o refrigério do exercício físico. O resultado é a debilitação de suas faculdades." (Evangelismo, p. 661) 

17. A atividade física regular pode ajudar a aliviar os sintomas de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade.

"O tempo despendido em exercícios físicos não é perdido. Quando o cérebro está constantemente sobrecarregado enquanto os outros órgãos da estrutura viva ficam inativos, há uma perda de força, tanto física como mental. O sistema físico é lesado em seu tono saudável, a mente perde seu frescor e vigor, e o resultado é uma agitação mórbida." (Conselhos para a Igreja, p. 164) 

18. Manter-se ativo é ligado a um sono melhor.

"O exercício ao ar livre estimula o apetite, tornando mais perfeita a digestão do alimento e induzindo um sono suave e sadio." (Testimonies, vol. 1, pág. 702)

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Alimentação com menos sal salvaria milhões de vidas, diz estudo


Uma redução de 10% no consumo de sal permitiria salvar milhões de vidas, revela um estudo publicado na última quarta-feira (11) pelo The British Medical Journal (BMJ). Os investigadores calculam que campanhas governamentais podem deter a importante mortalidade ligada ao consumo excessivo de sal pela quantia módica de 10 centavos de dólar por pessoa.

O sal aumenta o risco de hipertensão e de doenças cardiovasculares. A maioria dos adultos consome mais sal do que o recomendado, além do limite de 2 gramas por dia, o que permite que 1,65 milhão de pessoas morram de doenças cardíacas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Até agora, poucos países avaliaram o custo da estratégica pública para tentar reduzir o consumo de sal.

Um grupo de investigadores, dirigidos por Dariush Mozaffarian, calculou este custo em 183 países, atuando de forma coordenada com a indústria. Os cientistas também avaliaram o número de anos de saúde perdidos. Com a redução do consumo de sal em um período de 10 anos, seria possível evitar perder anualmente 5,8 milhões de anos de boa saúde, ou 1,13 dólar por pessoa. 

O custo dos anos ganhos equivale ao que atualmente se gasta em medicamentos para prevenir doenças cardiovasculares, destacam os pesquisadores. (UOL)

Nota: O sal em demasia também já era desaconselhado por Ellen G. White há mais de 100 anos:

"Não useis sal em quantidade, evitai as conservas e comidas condimentadas, servi-vos de abundância de frutas e a irritação que reclama tanta bebida nas refeições desaparecerá em grande parte." (A Ciência do Bom Viver, 305)

"Em minhas amiudadas viagens pelo continente, não frequento restaurantes, carros-restaurantes ou hotéis, pela simples razão de que eu não posso comer o que ali é proporcionado. Os pratos são altamente temperados com sal e pimenta, ocasionando sede quase intolerável. ... Esses pratos irritariam as delicadas membranas do estômago. ... Tal é a comida comumente servida nas mesas da moda, e dada às crianças. Seu efeito é causar nervosismo e criar uma sede que a água não pode extinguir. ... O alimento deve ser preparado da maneira mais simples possível, livre de condimentos e especiarias, e mesmo de indevida porção de sal." (The Review and Herald, 6/11/1883)

"O povo está tão atrasado que vemos que, tudo que podem suportar agora é que os esclareçamos quanto às condescendências nocivas e os estimulantes narcóticos. Apresentamos positivo testemunho contra o excesso de sal, e todas as substâncias estimulantes usadas como alimento." (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 468)

6 homens têm a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros juntos - Ellen White descreve a injusta desigualdade social


Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana. A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista "Forbes" e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit SuisseDe acordo com a "Forbes", as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

1. Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
2. Joseph Safra, dono do banco Safra
3. Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev
4. Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev
5. Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
6. João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a "Forbes".

A desigualdade é praticamente a mesma no cenário global. No mundo, apenas oito bilionários acumulam a mesma quantidade de dinheiro que a metade mais pobre da população do planeta, ou seja, 3,6 bilhões de pessoas juntas, segundo a ONG. Entre os oito mais ricos do mundo estão o cofundador da Microsoft Bill Gates, o dono da rede de moda Zara, Amancio Ortega, e o cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg. (UOL)

Estamos muito distantes do fim da miséria. Ellen G. White nos descreve a injusta desigualdade social aqui reinante, e o que podemos fazer para atender e atenuar as necessidades dos mais carentes. Ela comenta até a incapacidade dos governantes para solucionar nossos problemas sócio-econômicos:

"Há nas grandes cidades multidões que vivem em pobreza e miséria, quase sem ter alimento, abrigo e roupa, enquanto que nas mesmas cidades há os que possuem mais do que o coração poderia desejar, vivendo no luxo e despendendo os seus recursos em casas ricamente mobiliadas, em adornos pessoais. Muitos vivem em simples choças, destituídas de todo conforto. O clamor dos pobres chega até aos Céus. Deus vê e ouve. O clamor da humanidade faminta tem subido até Deus.

Não há muitos, mesmo entre educadores e estadistas, que compreendam as causas em que se fundamenta o presente estado da sociedade. Os que detêm as rédeas de governo não são capazes de solver o problema da corrupção moral, da pobreza, do pauperismo e da criminalidade crescente. Estão lutando em vão para colocar as operações comerciais em bases mais seguras. [...]

Enquanto, em Sua providência, Deus tem carregado a Terra com Suas generosidades, e enchido seus tesouros com os confortos da vida, a falta e a miséria encontram-se por toda parte. A liberal Providência tem colocado nas mãos de Seus instrumentos humanos com que suprir abundantemente as necessidades de todos, mas os mordomos de Deus são infiéis. Gasta-se no professo mundo cristão, em extravagâncias ostentosas, o suficiente para suprir as faltas a todos os famintos e vestir a todos os nus. Muitos que usam o nome de Cristo, estão empregando Seu dinheiro em prazeres egoístas, para satisfação do apetite, em bebida forte e dispendiosos artigos delicados, casas, mobílias e roupas de custo extravagante ao passo que aos pobres seres humanos em sofrimento, dificilmente concedem um olhar de piedade ou uma palavra de simpatia.

Que miséria existe no próprio centro de nossos chamados países cristãos! Pensai nas condições dos pobres de nossas grandes cidades. Há, nessas cidades, multidões de criaturas humanas que não recebem tanto cuidado e consideração quanto se dispensa aos animais. Há milhares de crianças miseráveis, rotas e meio famintas tendo estampados no rosto o vício e a depravação. Arrebanham-se famílias em promiscuidade em míseros casebres, muitos deles escuros celeiros cheios de umidade e de imundícia. As crianças nascem nesses terríveis lugares. A infância e a juventude nada vêem de atrativo, nada de beleza natural das coisas criadas por Deus para deleite dos sentidos. As crianças são deixadas a crescer e formar o caráter segundo os baixos preceitos, a miséria, os maus exemplos que vêem em torno de si. O nome de Deus, só ouvem proferir de maneira profana. Palavras impuras, o cheiro das bebidas e do fumo, a degradação moral de toda espécie, eis o que se lhes depara aos olhos e perverte os sentidos. E dessas infelizes habitações partem lamentáveis clamores por pão e roupa, clamores saídos de lábios que nada sabem acerca da oração.

Há uma obra a ser feita por nossas igrejas, da qual muitos mal fazem uma ideia, obra até aqui nem tocada, por assim dizer. "Tive fome", diz Cristo, "e destes-Me de comer; tive sede, e destes-Me de beber; era estrangeiro e hospedastes-Me; estava nu, e vestistes-Me; adoeci, e visitastes-Me; estive na prisão, e fostes ver-Me." (Mateus 25:35 e 36). Pensam alguns que, se dão dinheiro para esta obra, isto é tudo quanto deles se requer; mas isto é um erro. A dádiva do dinheiro não pode tomar o lugar do serviço pessoal. É direito dar de nossos meios, e muitos mais o deveriam fazer; é-lhes, porém, exigido o serviço pessoal segundo suas oportunidades e suas forças.

A obra de recolher o necessitado, o oprimido, o aflito, o que sofreu perdas, é justamente a obra que toda igreja que crê na verdade para este tempo devia de há muito estar realizando. Cumpre-nos mostrar a terna simpatia do samaritano em acudir às necessidades físicas, alimentar o faminto, trazer para casa os pobres desterrados, buscando de Deus todo dia a graça e a força que nos habilitem a chegar às profundezas da miséria humana, e ajudar aqueles que absolutamente não se podem ajudar a si mesmos. Isto fazendo, temos favorável ensejo de apresentar a Cristo, o Crucificado." (Beneficência Social, p. 173-174, 188-190)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

20 motivos de estresse na sociedade moderna + Dicas de Ellen G. White


1 - Excesso de conectividade O tempo todo, não desgrudamos dos aparelhos eletrônicos e da internet. Comprovadamente, o abuso de conectividade aumenta a ansiedade e o estresse.

"Perseguindo uma única série de pensamentos, com frequência se torna o espírito propenso apenas para um lado. Cada faculdade, porém, pode ser exercida com segurança, se as capacidades mentais e físicas forem aplicadas igualmente, e o assunto dos pensamentos for variado." (Educação, p. 209)

2 - Isolamento social - Também sintoma do excesso de conectividade, o isolamento social tem se tornado um problema. As pessoas, em geral, têm visto menos os amigos nos momentos de lazer. Os próprios momentos de relaxamento têm ficado mais escassos. A correria vem tomando conta das vidas de todos nós e estamos nos individualizando. 

“Os que se encerram em si mesmos, que são avessos a se desdobrarem para beneficiar os outros mediante amigável convívio, perdem muitas bênçãos. Os que vivem para agradar-se e satisfazer-se a si mesmos estão desonrando ao Senhor." (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 87)

3 - Trânsito e mau serviço dos transportes públicos - O ônibus demora, não para no ponto. O trem não chega nunca a estação e, quando o nunca chega, está lotado. O metrô vive dando problema. Só de falar em transporte público e trânsito, o estresse já pode ser sentido por nós. 

"Em lugar da cidade apinhada, buscai algum ambiente afastado..." (Vida no Campo, p. 11)

4 - Insônia - A insônia é uma doença grave e que acomete muitas, mas muitas pessoas. Pesquisas já têm feito ligações entre ela e o uso excessivo de tecnologia. Os sintomas da insônia são muito sérios: hipertensão, derrame e até infarto, por exemplo. 

"Essa questão de transformar a noite em dia é um hábito deplorável e destruidor da saúde, e as muitas leituras por obreiros de atividade mental, para além da hora de dormir, são prejudiciais à saúde. Levam o sangue ao cérebro e então resulta em agitação e insônia, e o precioso sono que deveria descansar o corpo não vem quando é desejável. É necessário cuidar do corpo e estudar suas necessidades, preservado-o de uma exposição desnecessária." (Filhas de Deus, p. 141)

5 - Depender da carreira para ser feliz - Na sociedade atual, quase todos nós temos ligado o crescimento profissional à felicidade. O problema é que, às vezes, colocamos expectativas demais em nós mesmos e acabamos frustrados. 

"Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente; quem ama as riquezas jamais ficará satisfeito com os seus rendimentos" (Eclesiastes 5:10). "Nossa felicidade será proporcional a nosso trabalho altruísta movido pelo amor divino." (Beneficência Social, p. 302)

6 - Excesso de trabalho - Estamos trabalhando muito durante muitas horas, e esse é outro sintoma do mundo superconectado. Levar trabalho para casa ou ficar muito tempo no escritório certamente influencia na qualidade de vida. 

"Deus quer que nos lembremos de que somos mortais. Não devemos abarcar demasiado em nosso trabalho. É preciso não nos mantermos sob tal tensão que nossas faculdades mentais e físicas fiquem exaustas." (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 444)

7 - Violência nas grandes cidades - Grande problema das metrópoles e cidades médias principalmente, a violência deixa as pessoas amedrontadas e sem sossego pleno. 

"Cada dia traz seu doloroso registro de violência e ilegalidade, de indiferença aos sofrimentos do próximo, de brutal e diabólica destruição de vidas humanas. Cada dia testifica do aumento da loucura, do assassínio, do suicídio. Quem pode duvidar que instrumentos satânicos se achem em operação entre os homens, numa atividade crescente, para perturbar e corromper a mente, contaminar e destruir o corpo?" (A Ciência do Bom Viver, p. 142)

8 - Desigualdade social - Ver o outro sem ter o que comer, normalmente, nos deixa mal. A desigualdade tem muitas consequências, inclusive na violência urbana. 

"É porque os ricos negligenciam fazer pelos pobres a obra que Deus lhes indicou, que eles se tornam orgulhosos, mais auto-suficientes, mais indulgentes consigo mesmos e de coração endurecido. Afastam de si os pobres simplesmente porque são pobres, e isto dá a estes ocasião de se tornarem invejosos e ciumentos. Muitos se tornam amargos, impregnados de ódio para com os que têm tudo enquanto eles nada têm." (Beneficência Social, p. 19)

9 - Pressões sociais - Todo o tempo somos julgados por aparência e atitudes. A sociedade nos impõe pressões desde o momento em que nascemos, ou até antes. Isso, realmente, aumenta o estresse e tira a sensação de liberdade que poderíamos ter. 

"Os homens finitos não podem julgar se não pelas aparências. Unicamente Àquele que conhece as ocultas fontes da ação, e que trata terna e compassivamente, pertence decidir o caso de cada alma." (O Maior Discurso de Cristo, p. 124)

10 - Falta de exercícios físicos - É comprovado cientificamente que praticar exercícios físicos faz com que hormônios trabalhem melhor no nosso organismo. Além disso, a atividade física serve como válvula de escape para muitas coisas que acabamos somatizando no dia a dia. 

"Umas poucas horas de trabalho físico diariamente, tenderiam a renovar o vigor físico e dar repouso e alívio à mente." (Testimonies, vol. 4, p. 264)

11 - Falta de tempo - Para ver os amigos, para relaxar, para fazer exercícios, para estudar, para qualquer coisa. Falta tempo e isso nos estressa.

“Nosso tempo pertence a Deus. Cada momento é Seu, e estamos sob a mais solene obrigação de aproveitá-lo para Sua glória. De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo”. (Parábolas de Jesus, p. 342)

12 - Problemas financeiros - Preocupações financeiras também são uma das causas de estresse.

"Nunca permitais que Satanás vos desanime. O Senhor sempre nos está adestrando por meio de dificuldades. Sede perseverantes na oração. Entregai tudo a Deus em oração — vossas preocupações financeiras, vossas decepções, vossas alegrias, vossos temores." (Este dia com Deus, p. 16)

13 - Estar com alguém "por obrigação" - A necessidade de demonstrar felicidade ou de se agarrar em outra pessoa para não se ver sozinho faz com que algumas pessoas fiquem juntas apenas por obrigação. Com o tempo, relações desgastadas prejudicam muito a vida de quem delas se alimenta. 

"Qualquer compromisso matrimonial deve ser cuidadosamente considerado, pois o casamento é um passo que se dá por toda a vida. Tanto o homem como a mulher devem considerar cuidadosamente se podem viver um ao lado do outro através de todas as dificuldades da vida, enquanto ambos viverem." (Fundamentos do Lar Cristão, p. 48)

14 - Colocar expectativas no outro - Quer ir à praia? Vá. E a qualquer outro lugar. Colocar expectativas e depender do outro para tudo somente traz uma coisa: frustração.

"Homens que se satisfazem em deixar outros planejarem e raciocinarem em seu lugar, não se acham plenamente amadurecidos. São necessários homens independentes, fervorosamente esforçados, não homens maleáveis como argila." (Testimonies, vol. 3, p. 496)

15 - Altos preços por todos os lados - A incompatibilidade entre salários e preços faz com que fiquemos estressados, sobretudo nas horas de dificuldades para pagar as contas. É complicado! 

"Muitos, muitíssimos, não se têm educado o bastante para manter suas despesas nos limites de seus rendimentos. Não aprendem a ajustar-se a circunstâncias, e tomam e tornam a tomar empréstimos, sobrecarregando-se de débitos, e em consequência ficam desencorajados." (O Lar Adventista, p. 374)

16 - Pessoas estressadas ao redor - O estresse contamina. Cuidado!

"Dando a pessoa uma vez lugar ao espírito irado, fica tão intoxicada como aquele que lhe levou o copo à boca." (Mente Caráter e Personalidade 1, p. 520)

17 - Fofocas - Fofocas acabam atingindo nossa autoestima e o meio em que vivemos. 

"Não faleis mal de homem algum. Não ouçais mal de nenhum homem. Se não houver ouvintes não haverá faladores de mal. Se alguém falar mal em vossa presença, atalhai-o. Recusai-vos a ouví-lo." (Testemonies, vol. 2, p. 5)

18 - Chefes incompreensivos - Se não podemos fazer nada no ambiente de trabalho que nos traga alguma felicidade, não existe compreensão dos gestores sobre nossas necessidades e vontades e só ouvimos reclamações, logo começamos a sentir os sintomas do estresse. 

"Tão estreitamente está a saúde relacionada com a nossa felicidade, que não podemos ter a última sem a primeira." (Conselhos sobre Saúde, p. 38)

19 - Poucos momentos de lazer - Falta de tempo ou excesso de trabalho são os maiores culpados pelos poucos momentos de lazer, quando podemos, finalmente, relaxar. 

“A recreação, na verdadeira acepção do termo – recriação – tende a fortalecer e construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida.” (Educação, p. 207)

20 - Barulhos por todo lado - O mundo está barulhento. A poluição sonora é um dos pontos negativos das grandes cidades e, às vezes, parece que vamos surtar. 

"Há um maravilhoso poder no silêncio." (Mente, Caráter e Personalidade vol. 2, p. 522)

sábado, 14 de janeiro de 2017

Evangelização na era do iPhone


Há dez anos, o lançamento do primeiro iPhone causava uma revolução no mundo da tecnologia. No fim de 2005, depois de uma tentativa fracassada de criar um smartphone versátil em parceria com a Motorola, Steve Jobs, então diretor-executivo da Apple, convocou sua equipe e disse: “Vamos fazer isso, nós mesmos!”

A decisão não somente mudou o futuro das tecnologias da comunicação, mas abriu uma janela inimaginável para a divulgação do evangelho a toda nação, tribo, língua e povo (Ap 14:6).

Na verdade, a visão empreendedora de Jobs, seu ímpeto criativo e a capacidade de colocar ideias em prática foram fundamentais para a transformação de indústrias como a de computadores pessoais, dos filmes de animação, da música, dos telefones e de tablets, bem como das publicações digitais. Além disso, ele abriu caminho para um novo mercado de conteúdo digital com base em aplicativos e não apenas em websites (Steve Jobs, 2011, p. 12 e 13).

O iPhone foi apresentado pela primeira vez no dia 9 de janeiro de 2007. Na ocasião, como que prevendo o futuro, Jobs disse que ele mudaria tudo: “Hoje, estamos apresentando três produtos revolucionários dessa categoria. O primeiro é um iPod de tela larga com controle pelo toque. O segundo é um celular revolucionário. E o terceiro é um aparelho pioneiro de comunicações pela internet”. Depois de repetir a lista, ele perguntou: “Estão entendendo? Não são três aparelhos separados, é um aparelho só, e ele se chama iPhone” (Ver mais em: Steve Jobs apresenta primeiro iPhone).

Quando surgiu a ideia para a criação do iPhone, um dos grandes objetivos da Apple era alcançar o mercado mundial de celulares, já “que em 2005, tinham sido vendidos mais de 825 milhões de celulares para um público mais amplo, desde criancinhas até vovós” (Isaacson, p. 484). Após 30 meses e um investimento de 150 milhões de dólares, surgia o primeiro celular com teclado digital e tela multitoque para fazer ligações, assistir a vídeos ou ouvir música (leia mais em: How Apple Kept its iPhone Secrets e The Untold Story: How the iPhone Blew Up the Wireless Industry).

No entanto, no que diz respeito ao alcance mundial, existiu um efeito colateral não percebido. Um ano depois, em julho de 2008, com a inauguração da App Store, plataforma de distribuição de aplicativos para o iPhone, surgia entre os duzentos primeiros Apps da loja virtual o Bible. Considerado o mais popular do gênero, ele já foi instalado em 250 milhões de aparelhos. De acordo com o último relatório do ministério YouVersion.com, em 2016, foram 11 bilhões de capítulos lidos, 2,1 bilhões de capítulos ouvidos, 1 bilhão de marcações e notas, 230 milhões de versos compartilhados, 48 milhões de versos inseridos em imagens e 27,5 milhões de planos de leitura concluídos.

O iPhone abriu caminho para outros sistemas operacionais usados nos celulares, a exemplo do Android. Dentro de cada uma dessas plataformas digitais existem Bíblias que auxiliam para que “o evangelho seja pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações” (Mt 24:14).

Entretanto, não podemos esquecer que essas são apenas ferramentas auxiliares. Como expressou Ellen G. White, “Cristo confia a Seus seguidores uma obra individual – uma obra que não pode ser feita por procuração. O serviço aos pobres e enfermos, o anunciar o evangelho aos perdidos, não deve ser deixado a comissões ou caridade organizada. Responsabilidade individual, individual esforço e sacrifício pessoal são exigências evangélicas” (A Ciência do Bom Viver, p. 147).

Flávio Pereira da Silva Filho (via Revista Adventista)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Existe idade certa para se casar? A ciência garante que sim


Qual é a idade ideal para se casar? A ciência encontrou uma resposta. Um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, sugere que pessoas que se casam entre 28 e 32 anos têm poucas chances de se divorciar nos primeiros cinco anos de casamento.

Os resultados foram obtidos através da análise de dados da Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar dos EUA nos anos de 2006 a 2013. O sociólogo Nick Wolfinger, o responsável pelo estudo, analisou os números e percebeu que a taxa de divórcio nessa faixa etária é menor.

A pesquisa ainda explica algumas razões pelas quais casar-se entre 28 e 32 anos é bom: nessa época, as pessoas já têm maturidade suficiente para entender se realmente querem compartilhar a vida com outra pessoa e porque a vida financeira já está mais estabilizada. Segundo o estudo, por outro lado, não é bom casar-se muito mais velho do que isso, pois os hábitos de vida da pessoa vão se consolidando ao longo dos anos e podem ser difíceis se adaptar-se ao parceiro. (Estadão)

Nota: Veja alguns comentários de Ellen G. White acerca da idade ideal para o casamento:
"Casamentos precoces não convêm. Relação tão importante como a do casamento, e tão vasta no alcance de seus resultados, não deve ser assumida precipitadamente, sem suficiente preparo, e antes de se acharem bem desenvolvidas as faculdades mentais e físicas." (A Ciência do Bom Viver, p. 358)

"Rapazes e meninas entram em relações matrimoniais com amor imaturo, com juízo não desenvolvido, sem sentimentos nobres e elevados, e assumem os compromissos matrimoniais, completamente guiados por suas paixões juvenis. Afeições formadas em tenra idade têm muitas vezes resultado em uniões infelizes, ou em vergonhosas separações." (Mensagens aos Jovens, p. 452)

"Em consequência de casamentos apressados, mesmo entre o professo povo de Deus, há separações, divórcios e grande confusão na igreja." (O Lar Adventista, p. 80)

"Muito antes de atingirem a idade de homens ou mulheres feitos, julgam-se competentes para fazerem sua escolha, sem o auxílio de seus pais. Alguns anos de vida conjugal são usualmente bastantes para mostrar-lhes seu erro, mas muitas vezes demasiado tarde para impedir seus resultados funestos." (Patriarcas e Profetas, p. 175)
A jornalista, escritora e palestrante adventista Fabiana Bertotti também dá sua opinião:

Novo relatório mostra a lista dos países mais hostis aos cristãos


Cerca de 215 milhões de cristãos foram perseguidos em 2016. O relatório do ministério Portas Abertas, divulgado anualmente em janeiro, traz poucas mudanças no ranking dos 50 países mais intolerantes do mundo. Voltaram para a lista, que é liderada há 15 anos pela Coreia do Norte, países como o Sri Lanka (45º) e a Mauritânia (47º). México (41º) e Colômbia (50º) também integram a lista. Veja a lista e o perfil dos 10 países que mais perseguem cristãos:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Como saber se uma cura foi efetuada por Deus ou Satanás?


A Palavra de Deus apresenta o dom da cura como sendo uma possibilidade de Deus e de Satanás.

Jesus realizou muitos milagres de cura. Pedro, após ter alcançado a cura do coxo junto à porta chamada Formosa, afirmou claramente que aquele ato foi realizado pelo poder de Cristo Jesus e não pela sua capacidade (Atos 3:12-16). Assim, em toda a Escritura, a possibilidade de cura é alcançada pelo poder de Deus. Os instrumentos usados para tal milagre podem ser profetas, apóstolos ou alguém designado por Deus. A ciência e os médicos também podem ser usados hoje como instrumentos nas mãos de Deus para a operação de curas. As Escrituras não limitam a possibilidade de cura a uma determinada época ou período. Os milagres dão evidência do poder de Deus, mas não nos esqueçamos da contrafação satânica. Vejamos como isso acontece.

O apóstolo Paulo descreve a ação fraudulenta de Satanás em 2 Coríntios 11:13-15. Ele se disfarça em anjo de luz e assim também os seus apóstolos. O livro do Apocalipse apresenta os sinais e maravilhas da besta que representa Satanás e o Anticristo (Apocalipse 13:13 e 14, 16:13 e 14). Em seu sermão profético, Jesus evidencia a ação devastadora dos falsos Cristos e falsos profetas enganando até os escolhidos (Mateus 24:24). Em Mateus 7:22,23 Jesus relata a decepção que muitos supostos cristãos experimentarão, por ocasião da Sua volta. Segundo este relato, alguns expulsaram demônios, outros profetizaram e outros fizeram muitos “milagres”. Mas para o horror deles, Jesus dirá: “Apartai-vos de Mim, não vos conheço”.

Como saber se a cura foi efetuada por Deus ou Satanás? 
O próprio Jesus responde (Mateus 7:21-23). A cura dá evidências da ação de um poder satânico ou divino. Ninguém deve acreditar num pregador ou apóstolo só porque realiza milagres. Se a sua vida e os seus ensinos não estiverem de acordo com a doutrina bíblica de nada servirão tais milagres (Isaías 8:19 e 20). A cura não prova a verdade e sim a verdade (bíblica) é que prova a cura.

Há inúmeras religiões que falam muito de fé, mas se não houver cura, se não houver enriquecimento, não há motivação para seguir a Cristo. Será isto fé ou barganha? Se não houver compensação não há relacionamento? O apóstolo Paulo pediu para Deus curá-lo de sua enfermidade, mas Deus não o curou. Quer dizer então que o apóstolo Paulo não tinha fé? Cristo disse que seria melhor perder um olho, um braço ou a própria vida, do que perder a vida eterna. 

Em Isaias 35:5 e 6 o profeta fala do tempo quando Deus virá restaurar a Terra, então os cegos, coxos, mudos e surdos serão curados pelo poder do Seu amor. Portanto, Deus nunca prometeu curar todos os que acreditam nEle, mas prometeu levá-los para o Seu lar onde não haverá mais morte nem dor (Apocalipse 21:1-4).

Nos primórdios da era cristã, Deus deu à igreja o dom da cura e outros dons, para dar crédito à pregação das boas-novas da salvação provida por um Deus que foi morto por simples mortais. Isto naquela época era loucura para os incrédulos. Os dons dados à Igreja eram para ser evidências do poder de Deus na vida de Seus humildes servos.

Note que a ênfase da pregação do evangelho que revolucionou o mundo não era baseada no dom da cura, mas no amor de Jesus demonstrado na cruz do calvário. Será que não havia doentes naquele tempo? Com certeza muitos! Mas os discípulos jamais usaram a cura como um meio de propagar suas crenças. As pessoas não estavam interessadas na cura, mas na nova vida oferecida por Cristo.

Satanás tem deturpado tudo o que Deus criou para a felicidade eterna do homem: o sexo, a música, a dança, os divertimentos, os alimentos, os dons espirituais, etc… Tanto é que Cristo advertiu-nos a respeito dos falsos cristos, falsos profetas, falsos milagres, etc. Hoje há muita exploração comercial e espiritual em torno das curas, onde se vê charlatanismo, truques baratos, autossugestão, e manifestações demoníacas. Graças a Deus que nossa salvação não depende de curas e milagres, mas sim da pessoa de Jesus. Ele é o único nome para a nossa salvação (Atos 4:12). 

Cremos que Jesus pode e realiza milagres e curas maravilhosas, mas não é por isso que cremos nEle. Cremos nEle porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador!

Cremos que a atitude mais correta é seguir os conselhos da Palavra de Deus, onde com segurança encontramos luz para o nosso caminho durante a jornada neste mundo coberto pelas trevas do egoísmo. A Bíblia diz: “Examinai tudo e retende o que é bom; Nem todo o que diz Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Meu pai”.

[Com informações de Esperança]

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Reflexão sobre pecados, julgamentos prévios e condenações


Quando o assunto é pecado, sempre aparece, mesmo sem ser convidado, um intruso chamado julgamento prévio. Esse tal às vezes vem escondido – se nos bolsos de paletós bem cortados ou na mochila surrada, não importa -, mas sempre vem. Diz-se por aí que é fácil identificar pecados na conduta das pessoas. Alguns chegam a se apoiar nas palavras bíblicas "pelos seus frutos os conhecereis" (Mateus 7:20) para explicar sua atitude covarde e desleal. O que não percebem é que o texto diz "pelos seus frutos os conhecereis" e não "pelos seus frutos os condenareis".

Condenar tem que ver com pecados, é verdade. Palavras ditas, roupas vestidas ou desvestidas, comidas e bebidas, presença em lugares "impróprios", ausências das mais diversas – isso, segundo a óptica vesga de quem ousa julgar, traduz o completo sentido do que seja pecado e essa é a munição de que precisam para seus ataques grosseiros e intempestivos.

Conhecer é algo totalmente diferente. Condenar é fácil, conhecer é difícil. Condenar só leva de nós um pouco de saliva e uma dúzia de palavras arrogantes. Conhecer exige mais. Exige atenção para observar o todo. Exige tempo para a maturação dos frutos (atos). Exige espaço para a dúvida. Exige humildade para perceber a ignorância. Exige ousadia para a repreensão. Exige consagração para a intercessão. Exige, sobretudo, um milagre: o perdão.

Quem simplesmente condena, desconhece a existência de algo errado na vida das pessoas erradas (e uma delas sou eu), algo além de seus muitos pecados: o pecado (em sua essência). Desconhecem a existência do vírus que percorre as veias dos atos e até dos pensamentos de todos nós, os azarados escolhidos para viver neste planeta errado.

Não faz muito tempo, ouvi a história de uma viagem num trem lotado. Era mais um daqueles dias que amanhecem frios e tristes do inverno europeu. Em um certo vagão iam pessoas normais, com destinos normais, para atividades normais, em um dia normal. Não queriam muita coisa, só o silêncio frio no vagão já lhes bastava. De repente, um choro de criança rouba-lhes o último privilégio. As pessoas acordaram, entreolharam-se, e como se o choro não fosse parar nunca mais, um homem se adiantou aos pensamentos da maioria e gritou: "Alguém aí dê um jeito nessa criatura!"... Silêncio por um momento. Mas a desculpa tímida veio do homem que tinha o bebê nos braços: "Desculpem-me, senhores. É que o meu bebê não dormiu a noite toda. Minha esposa morreu, seu corpo está no vagão de cargas. Vamos em direção à nossa cidade natal para enterrá-la, mas eu não sei muito bem como acalmar meu pequeno... desculpem-me". O primeiro homem se calou envergonhado, duas mulheres se aproximaram para ajudar, o nenê dormiu e a viagem seguiu.

O pecado é um grito desajeitado em meio ao silêncio harmonioso da criação de Deus. O pecado fez até o próprio Deus chorar. Há quem só perceba, e chegue mesmo a condenar, o choro das crianças no vagão dessa vida ingrata e desconheça a história do Pai que sofre.

Antes de usar os dedos para condenar, use os joelhos para orar.

Antes de condenar, conheça.

Pr. Cândido Gomes (via Para Ler, Reler e Treler) (Título original: Parêntesis)

“Aquele que é culpado de erro é o primeiro a suspeitar do erro. Condenando o outro, está ele procurando ocultar ou desculpar o mal do próprio coração. Foi por meio do pecado que os homens adquiriram o conhecimento do mal; tão depressa havia o primeiro casal pecado, começaram a se acusar um ao outro e é isto que a natureza humana inevitavelmente fará, quando não se ache controlada pela graça de Cristo." (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 126)
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