segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #79 - TEMPERAMENTOS

Com as inúmeras responsabilidades da vida nos sobrecarregando, é comum que o estresse resultante afete nossa saúde, bem como nossos relacionamentos. Muitas vezes, podemos evitar mal-entendidos e consequências negativas ao aprender a compreender e gerenciar nosso temperamento. Podemos evitar desentendimentos com familiares ou amigos ao aprender a controlar nossas atitudes e nossas ações.

Em situações difíceis, podemos nos perguntar: como posso controlar meu temperamento e meus índolos naturais? Dedicar um tempo para compreender e controlar se é especialmente prudente se os conflitos envolvem membros da família, sejam parceiros ou filhos.

Não é incomum que o estresse ambiental afete sua saúde e seus relacionamentos familiares. Compreender como você se comporta e reage pode ser a chave para melhorar sua capacidade de lidar com o estresse, bem como sua interação com a família. O livro de Provérbios nos diz que "A sabedoria do homem lhe dá paciência; é para sua glória ignorar as ofensas" (Provérbios 19:11 ).

Na meditação de hoje, discutiremos 6 maneiras de controlar nosso temperamento e sermos mais felizes vivendo em harmonia com nossa família e amigos.

1. Conheça seu temperamento. Quer saber como começar a controlar seu temperamento? Primeiro, conheça-o. Existem quatro tipos de temperamento: sanguíneo (otimista, ativo e sociável), colérico (impulsivo, irritável), melancólico (analítico, saudável e tranquilo) e fleumático (relaxado e pacífico). Analise como você costuma lidar com suas emoções. O que te irrita e por quê? Como você reage? Como um acesso de raiva? Você está controlando? Fica de mau humor? Descobrir isso pode te ajudar a conhecer melhor. Ellen White diz: "Embora seja doloroso para nós nos conhecermos como realmente somos, devemos orar para que Deus nos revele a nós mesmos, assim como Ele nos vê" (Mensagens Escolhidas 1, p. 312).

2. Observe a si mesmo. Um dos passos importantes, quando você já conhece seu temperamento, é observar como ele afeta seus relacionamentos. Quais características desse temperamento são específicas e quais são benéficas? Você guarda tudo para si? Talvez isso seja bom, pois significa que você não reage impulsivamente com palavras ou ações das quais não poderá se arrepender. Isso é algo que você pode trabalhar. No entanto, pode não ser bom, pois significa que você nunca resolverá os problemas. Isso também é algo que precisa ser trabalhado. Com essas informações, tente mudar o que não está mais funcionando em seus relacionamentos. "Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem a si mesmos. Ou não autorizam que Jesus Cristo está em vocês?" (2 Coríntios 13:5).

3. Quando estiver mais relaxado, fale sobre o que o incomoda. Aproveite os momentos de calma e relaxamento para conversar com sua família ou amigos sobre o que está incomodando. Expresse o que a perturba sem atacá-los, simplesmente expondo seu ponto de vista. "Mas não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros, pois com tais sacrifícios Deus se agrada" (Hebreus 13:16).

4. Controle seus pensamentos. Pode parecer impossível, mas todos podemos escolher o que pensar. Muitas vezes, permitimos que pensamentos negativos ocupem nossas mentes e nos deixem levar por eles. Preste atenção ao que você pensa e como isso te afeta. Não alimente pensamentos que estimulem o comportamento que você deseja mudar. Gostaria de ser menos crítico com as pessoas? Toda vez que você começa a pensar em algo negativo sobre alguém — seu chefe, sua participação, seus filhos, seu pastor — pare. Encontre algo positivo sobre essa pessoa. “Porque, como imagina em seu coração, assim ele é” (Provérbios 23:7).

5. O bom humor é sempre o melhor remédio. Procure manter uma atitude positiva diante dos contratempos da vida. Não há como ficar de mau humor com uma visão bem-humorada da vida. O otimismo pode ser uma ótima arma para enfrentar as dificuldades do dia a dia. "O coração alegre é como um bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos" (Provérbios 17:22).

6. Não hesite em pedir ajuda. Às vezes, quando enfrentamos problemas sérios na vida, pensamos que podemos resolver tudo sozinhos. Saber quando pedir ajuda e ter certeza de que é a coisa certa a fazer é fundamental. Busque ajuda de um amigo e/ou de um profissional. Nosso Pai Celestial está sempre disposto a ajudar Seus filhos a transformarem seu caráter para que se tornem mais semelhantes ao Seu. Nunca hesite em pedir a ajuda Dele. "Cada um ajudava o seu próximo e dizia ao seu irmão: 'Seja forte!'" (Isaías 41:6).
"Frequentemente, existe na mesma família acentuada diversidade de disposição e de caráter, pois está no plano de Deus que pessoas de temperamento variado se associem umas às outras. Quando assim se dá, todo o membro da família deve considerar sagradamente os sentimentos e respeitar o direito dos outros. Dessa maneira serão cultivadas a consideração mútua e a paciência, os preconceitos serão abrandados e aplainadas as arestas do caráter. Pode-se alcançar harmonia, e a fusão dos vários temperamentos pode ser um benefício para cada um" (Ellen White - Orientação da Criança, p. 205).

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #78 - 25 ANOS DO 11/9

Há vinte e cinco anos, uma série de ataques terroristas nos Estados Unidos marcariam para sempre o dia 11 de setembro na memória de milhões de pessoas em todo o planeta. Naquela data, em 2001, terroristas sequestraram e tomaram o controle de quatro aviões de passageiros. Um deles foi atirado contra o Pentágono, em Washington. Outro caiu em um campo aberto na Pensilvânia. Os dois últimos aviões protagonizaram cenas tão assustadoras quanto impressionantes, ao serem lançados contra as duas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque.

O mundo inteiro parou quando a primeira aeronave atingiu a torre norte, às 8h46 da manhã, no horário local. Os canais de TV passaram a transmitir ao vivo imagens do prédio em chamas, e o desespero das pessoas que tentavam sair de lá. Poucos minutos depois, às 9h03... até parecia que a televisão estava exibindo um replay do impacto, mas era o segundo avião sequestrado que atingia a torre sul do World Trade Center.

Duas horas depois, as duas torres desabaram na Ilha de Manhattan, levando consigo milhares de vítimas que não conseguiram sair dos prédios. 2.996 pessoas morreram nos quatro ataques, e mais de seis mil ficaram feridas. Nove membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia faleceram ou foram declarados desaparecidos entre as vítimas fatais da tragédia.

No plano adventista, alguns associaram os eventos de 11 de setembro com afirmações de Ellen White de que ela havia testemunhado cenas de fogo destruindo altos prédios “supostamente à prova de fogo” (Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 12, 13; Eventos Finais, p. 99). Seria 11/9 o cumprimento de profecias da mensageira do Senhor? Alguns acham que sim, pois há similaridades nas descrições; outros defendem que não, pois ela não viu aviões, nem torres gêmeas, e não diz que isso ocorreu em Nova York, mas que ela estava lá ao presenciar as cenas. O mais provável é que ela teria utilizado sua visão para ilustrar o julgamento divino e o fim dos tempos, alertando que a ambição humana e as estruturas modernas são vulneráveis diante dos eventos finais da Terra.

Em outra frente, poderia 11 de setembro ter contribuído para o fortalecimento ideológico dos Estados Unidos em seu papel de dragão, o “monstro” perseguidor no fim dos tempos, ou “besta da terra”, conforme Apocalipse 13? Se levarmos em conta o desenrolar dos fatos, incluindo o desejo de manter a supremacia militar, política, econômica e cultural a qualquer preço e a tentativa de potencializar o cristianismo na versão da direita cristã, que mistura política e religião, a resposta é um inequívoco sim. A “besta” foi ferida, mas não morreu. Ao contrário, teve seus instintos aguçados.

Por fim, vale a pena observar que 11/9, o arquétipo do terrorismo, é uma lembrança de que o terror amedronta nosso planeta todos os dias, há milênios. Estamos em guerra cósmica. O mundo vive um constante 9/11 (nine-eleven), como os norte-americanos passaram a chamar a data. Por isso, precisamos de uma linha direta com o verdadeiro 911 (para contextualizar, 911 é o número do serviço de emergência nos Estados Unidos), acima do plano terrestre. O salmo 91 diz que aquele que habita no abrigo do Altíssimo não precisa temer o terror noturno nem as setas (em forma de avião ou não) que voam de dia. Num mundo em guerra, a torre do Altíssimo é o abrigo mais seguro para nós.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #77 - DARK HORSE

A expressão "Dark Horse" ganhou destaque recentemente como o nome do filme sobre a trajetória do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. O filme ganhou mais relevância quando foi revelado que o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pressionava o banqueiro Daniel Vorcaro para ajudar a financiar o filme. Dono do Banco Master, Vorcaro está preso em São Paulo, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a PF.

E nesta quarta (9), o ministro André Mendonça do STF homologou a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, doleiro ligado a Vorcaro, onde detalha em sua colaboração premiada os repasses feitos pela empresa Entre Investimentos e Participações para a produção do filme "Dark Horse".

O termo "Dark Horse" surgiu no século XIX, no universo das corridas de cavalos na Inglaterra. Ele era usado para descrever cavalos de corrida que não tinham histórico de vitórias ou que eram desconhecidos pelos apostadores, tornando difícil prever o seu desempenho. O termo foi adotado no título do filme tanto pelo seu significado de "azarão político" (devido à vitória de Jair Bolsonaro em 2018) quanto pelas analogias simbólicas com o colapso econômico representado pelo cavaleiro preto das Escrituras. E é especificamente sobre este cavalo preto e seu significado que vamos falar neste artigo.

Muitas vezes ouvimos falar dos 7 selos, os quatro cavalos e os 4 cavaleiros do Apocalipse. Todos eles formam parte da mesma profecia. Os 4 cavaleiros com seus respectivos cavalos aparecem nos 4 primeiros selos. Os acontecimentos representados nos sete selos devem ser entendidos no contexto das maldições da aliança do Antigo Testamento, especificadas em termos de espada, fome, pestes e feras do campo (Lv 26:21-26). Ezequiel os chamou de os “quatro terríveis juízos” de Deus (Ez 14:21). Eram juízos disciplinares pelos quais o Senhor, buscando despertar Seu povo para sua condição espiritual, castigou-o quando ele se tornou infiel à aliança. Semelhantemente, os quatro cavaleiros são o meio que Deus usa para manter Seu povo desperto enquanto aguarda o retorno de Jesus.

O cavaleiro do cavalo preto é o terceiro dos quatro cavaleiros que aparecem no Apocalipse na abertura do livro selado com sete selos. Portanto, o cavaleiro do cavalo preto do Apocalipse é mencionado na abertura do terceiro selo, e seu significado simbólico fala sobre a pobreza e a fome.

Em Apocalipse 6:5 e 6 lemos – “E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho.”

O terceiro selo representa o período da igreja de Pérgamo. A visão retrata um cavalo preto e seu cavaleiro que tinha nas mãos uma balança. Sua oferta de trigo e cevada significa a escassez e a fome presentes. Representa o terceiro período da igreja, quando as trevas espirituais começaram a envolver o cristianismo ao ele se aliar com o Estado. A cor preta muitas vezes representa nas Escrituras as trevas morais, o pecado, a apostasia ou o erro. Corresponde ao período que vai desde 313 a 538 dC. Durante esse período, houve o processo de paganização da igreja. O espírito de materialismo contaminou o cristianismo. A maioria acompanha o processo de deterioração da verdade, porém uns poucos fiéis (remanescentes) seguem respeitando as doutrinas bíblicas. O azeite representa o Espírito Santo (Zc 4:2-6), e o vinho representa o sangue de Cristo derramado pelos pecadores (Mt 26:27-29).

Esse cavaleiro continua montado em seu cavalo cavalgando pela Terra. A fome, a exploração, a opressão e a injustiça assombram o mundo cada vez mais. Com relação ao povo de Deus, ainda hoje, muitos cristãos passam por terríveis necessidades por seu compromisso com Cristo. Em várias partes do mundo, muitos crentes têm dificuldades de sustentarem suas famílias, porque não aceitam participar dos esquemas corruptos que caracterizam este mundo e desagradam ao Senhor.

E o cavaleiro do cavalo preto do Apocalipse continuará espalhando opressão até o dia em que Deus dará um basta em tudo isso.

terça-feira, 8 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #76 - SUPREMO TRIBUNAL DO UNIVERSO

O Supremo Tribunal Federal (STF), instância superior ou última instância do poder judiciário brasileiro, atravessa a crise institucional mais grave de sua história, impulsionada por disputas internas e desdobramentos de investigações sensíveis. As tensões cresceram após investigações envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, gerando suspeitas e atritos públicos e internos entre ministros. O julgamento dos envolvidos, inegavelmente, inspira apreensão, pois determina destinos.

Entretanto, o que ocorre neste tribunal terreno é apenas um reflexo pálido do que se desenrola no Supremo Tribunal do Universo: o santuário celestial. Este tribunal não é presidido por um juiz vestido de toga preta, mas pelo “Juiz de toda a Terra” (Gn 18:25), que é Jesus, nosso Sumo Sacerdote, Rei e “reto Juiz” (2Tm 4:8). Lá não haverá ministros indicados, mas um Juiz Todo Poderoso que conhece plena e profundamente os pensamentos e ações, presentes e passadas, de todos os seres humanos. Ele é aquele a quem o Pai confiou “todo julgamento” (Jo 5:22). O profeta Daniel descreve Seu governo nos seguintes termos: “Foi-Lhe dado o domínio, a glória e o reino, para que as pessoas de todos os povos, nações e línguas O servissem. O Seu domínio é domínio eterno” (Dn 7:14).

A Bíblia está repleta de referências ao julgamento celestial, destacando especialmente o caráter irrepreensível do Juiz. O livro de Salmos, por exemplo, enfatiza que a justiça divina não é apenas um meio de punição contra o mal, mas também um instrumento de salvação para aqueles que depositam sua confiança na graça divina.

O Salmo 71:2 diz: “Livra-me por Tua justiça e resgata-me; inclina-me os ouvidos e salva-me.” Vivemos na época em que “é chegada a hora em que Ele vai julgar” (Ap 14:7). Mas o julgamento pré-advento não deve ser motivo de ansiedade ou desespero. Pelo contrário, é a melhor notícia para aqueles que permanecem ao lado de Deus no conflito cósmico. Em outras palavras, para aqueles que aceitam a graça de Cristo, o juízo divino é uma mensagem de esperança.

Em uma época em que o liberalismo teológico opõe o amor de Deus ao Seu juízo, devemos nos firmar no ensino bíblico de que o julgamento divino é intrínseco às boas-novas do evangelho. O salmista afirma que Deus “ama a justiça e odeia a iniquidade” (Sl 45:7).

O juízo é a realização da esperança e dos anseios da humanidade. Em nossa mente, além de transmitir a ideia de crime e castigo, ele inspira medo e apreensão. A Bíblia, porém, apresenta o juízo do ponto de vista dos oprimidos, da vítima sofredora e, assim, coloca-o no contexto da salvação e da vitória sobre o opressor e o mal.
"O assunto do santuário e do juízo investigativo deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus. Cada indivíduo tem uma alma a salvar ou a perder. Cada qual tem um caso pendente no tribunal de Deus. Cada um há de defrontar face a face o grande Juiz. O Juiz de toda a terra apresentará uma decisão justa. Ele não será subornado; Ele não pode ser enganado" (Evangelismo, p. 221).

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #75 - ONEVOICE27

“Quem é você? O Messias prometido? O profeta Elias?” João não se apresentou como o Messias nem como um profeta em busca de glória pessoal. Com humildade, identificou-se como aquele que cumpria a profecia: “Eu sou ‘a voz do que clama no deserto: Endireitem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías” (João 1:23).

João era o mensageiro, não a mensagem. Uma voz que anunciava a chegada do Verbo divino (João 1:1-3, 14). A voz é ouvida por um instante, mas a Palavra permanece para sempre. Por isso, sua mensagem era clara: “Não olhem para mim; ouçam o Senhor que vem depois de mim.” João anunciou não apenas a chegada do reino dos Céus, mas também a vinda de seu Rei. Enquanto o mundo buscava reconhecimento e títulos, João escolheu ser apenas uma voz, tendo sua identidade plenamente submetida à missão que Deus lhe confiara.

Na antiguidade, um arauto era enviado à frente do rei para preparar o caminho, tapando buracos e endireitando curvas. João, porém, não reparava estradas; conclamava o povo a preparar o coração. Endireitar o caminho significava confessar os pecados, aceitar a graça, abandonar a hipocrisia religiosa e viver em harmonia com a justiça de Deus. Para cumprir o propósito divino, uma voz precisa cultivar qualidades que continuam sendo um modelo para nós:

Integridade. João não se submetia ao poder político de Herodes nem ao poder religioso dos fariseus. Ellen White diz: “Ele admirou o Rei em Sua beleza, e o próprio eu foi esquecido. […] Sentia-se incapaz e indigno. Estava disposto a ir como mensageiro do Céu, sem ter medo do ser humano, pois tinha contemplado Aquele que é divino” (O Desejado de Todas as Nações, p. 71).

Humildade. “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (João 3:30). Ellen White afirma: “Podia ficar em pé e sem medo na presença de monarcas terrestres, porque se ajoelhara diante do Rei dos reis” (Idem).

Foco. Seu único objetivo era apontar para Cristo, o Salvador. “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29).

O projeto OneVoice27 oferece a todos a oportunidade de encontrar Jesus e estabelecer uma conexão com a igreja local. Trata-se de uma celebração missionária global dos 2 mil anos do batismo e do início do ministério de Jesus, com ênfase em setembro de 2027. A iniciativa utilizará todas as mídias disponíveis para motivar o estudo da Bíblia e anunciar a segunda vinda de Cristo.

O lema geral da campanha é “Jesus faz tudo novo”, e suas principais ênfases são o crescimento espiritual, a centralidade da igreja local e um plano integrado de proclamação, colheita e celebração, de maneira simples e eficiente. Em um mundo que continua marcado por desertos de esperança e atônito diante do ruído de tantas vozes confusas, precisamos nos lembrar de que só seremos ouvidos em alta voz quando proclamarmos juntos, em uma só voz.

João Batista era um representante dos que vivem nos últimos dias, a quem Deus tem confiado sagradas verdades. Ellen White conclui: “A profecia cumprida pela missão de João esboça nossa obra: ‘Preparem o caminho do Senhor, endireitem as Suas veredas’ (Mateus 3:3). Assim como João preparou o caminho para o primeiro advento de Cristo, nós devemos prepará-lo para o segundo advento do Salvador” (Testemunhos para a Igreja 7, p. 118).

Vamos todos juntos, em uma só voz!

domingo, 6 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #74 - DEPENDÊNCIA OU MORTE

Segundo o jornalista Laurentino Gomes, no livro 1822, o famoso grito de “Independência ou morte” dado pelo imperador D. Pedro I foi envolvido em mais simplicidade do que se imagina. Para quem não se recorda, a tal frase foi dita na tarde do dia 7 de setembro de 1822.

Gomes diz, em seu livro, que o imperador estava montado provavelmente em uma mula e subia a serra do Mar, em São Paulo, às margens do riacho Ipiranga. Dom Pedro era um jovem prestes a completar 24 anos e, naquele dia, estava com dor de barriga. Chegou a tomar um chá para aliviar o incômodo.

Histórias curiosas à parte, o tal grito marcou simbolicamente a decisão de o Brasil, governado naquele período pela monarquia, libertar-se politicamente de Portugal e deixar de ser uma colônia para se posicionar como nação independente.

A independência do Brasil teve motivações ideológicas, políticas e econômicas. Isso se deu, aliás, com grande parte das nações e muitas somente conseguiram se desconectar dos países colonizadores após guerras e conflitos sangrentos.

Mas será que sempre é saudável ser independente? Independência implica, também, seguir na vida de maneira autônoma e sem uma ajuda maior. Alguns jovens, por exemplo, gostam de se sentir independentes dos pais, principalmente na hora de sair com os amigos.

Espiritualmente, a Bíblia apresenta os riscos da independência. Lúcifer, o anjo portador de luz, resolveu agir de maneira independente do amor e das leis divinas e houve guerra no céu. O resultado foi que ele se transformou em Satanás, o adversário de Deus, que trabalha para destruir o ser humano. Adão e Eva também optaram por seguir independentes diante da orientação de Deus para não comerem da árvore da ciência do bem e do mal. O apóstolo Pedro, desejoso de caminhar sobre as águas como Jesus havia feito, afundou quando parou de depender de Cristo e não confiou mais em Seu poder.

No evangelho de João, capítulo 15, está a síntese da necessidade de dependência. Cristo, referindo-se a Si mesmo, declara nos versículos 1 e 2 que “eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”. O ser humano é o ramo que precisa estar ligado à Videira verdadeira.

No versículo 4, a ênfase é maior ainda na dependência de Deus. O Senhor mesmo diz que devemos permanecer nEle. Depender de Cristo é se submeter a Ele em todos os aspectos da vida. É deixar que Ele controle as vontades, pensamentos e, por consequência, as ações. Isso exige uma decisão diária amparada por constante oração, meditação profunda na Palavra de Deus e no testemunho visível dessa atuação.

Parafraseando o imperador, nosso grito espiritual deve ser “dependência ou morte”. Ou aprendemos a depender de nosso Senhor e Salvador e entendemos que nosso eu precisa ser soterrado para dar lugar a Deus, ou corremos risco de morrermos espiritualmente. O dramático é que essa morte quase não é percebida e acontece aos poucos. Por isso, o alerta individual precisa soar logo. Dependência já de Deus!
"Fazei de Deus vossa inteira dependência. Deus quer que removamos toda espécie de egoísmo, e a Ele nos acheguemos, não como donos de nós mesmos, mas como uma possessão adquirida pelo Senhor" (Ellen White - Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 261).

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #73 - UNÇÃO DE ENFERMOS

A unção era uma prática comum na igreja apostólica. Ela se tornou um recurso espiritual confortante e uma manifestação de fé no poder restaurador do Espírito Santo. Tiago instruiu: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, eles lhe serão perdoados” (Tg 5:14, 15). Ao pedir que um pastor ou ancião (sob autorização do pastor distrital) ministre a unção, o enfermo reconhece seu grave estado de saúde e sua entrega completa à vontade de Deus.

Atualmente parece que essa prática tem perdido um pouco de sua importância, talvez por falta de conhecimento sobre o assunto. Neste espaço, desejo expor resumidamente como se deve proceder com respeito à unção de enfermos.

A iniciativa. Espera-se que a unção seja ministrada a partir do desejo da pessoa enferma. Para tanto, o doente precisa estar inteirado de sua condição física e consciente no momento da unção. Caso ele ainda não compreenda a importância dessa cerimônia, um familiar, o pastor, um líder da igreja ou membro deve informá-lo quanto a essa prática, para benefício de sua saúde e fé.

O azeite. O azeite de oliva era considerado um dos remédios mais comuns entre os antigos, usado tanto para se ingerir como para untar. No clima quente da Palestina, friccionar o corpo com óleo era uma prática frequente. Na Bíblia, o azeite simboliza a presença e atuação do Espírito Santo (Zc 4:2-6).

A circunstância. A cerimônia da unção não deve ser usada diante de qualquer mal-estar comum. Ela deve ser reservada para doenças graves, mas não somente para as fatais. O ato de ungir significa que reconhecemos um grave problema físico e o enfrentamos colocando nossa confiança em Deus acima, mas não em substituição, de todos os recursos da medicina.

O local. A Bíblia não fala de um lugar específico para realizá-la. Portanto, cremos que ela pode ser feita na casa da pessoa enferma, no hospital ou no asilo. Por ser uma cerimônia reservada, normalmente se convida a família, algum parente próximo e mais alguém que a pessoa deseje.

O preparo. Tanto o oficiante quanto a pessoa que está enferma devem rogar o perdão de seus pecados, fazer os devidos acertos e se entregar completamente nas mãos do Senhor, a fim de que a oração seja atendida segundo a Sua vontade (1Jo 5:14, 15).

A cerimônia. O rito deve ser realizado de forma simples, curta e objetiva. Antes da leitura dos textos bíblicos e da oração, cabe ao oficiante esclarecer que nem sempre as pessoas ungidas são curadas. Deus pode restaurar todas as enfermidades; contudo, se essa não for Sua vontade, o Senhor pode prover forças à pessoa enferma para que ela suporte o sofrimento e, então, permitir que ela descanse em Cristo, na esperança da ressurreição. O oficiante e os participantes podem orar ajoelhados ou em pé, dependendo das circunstâncias. Se o doente desejar orar, poderá fazê-lo. Nesse caso, o oficiante orará por último e aplicará o azeite com as pontas dos dedos na fronte da pessoa enferma.

A leitura. Há muitos textos e passagens bíblicas que podem ser usados nessas ocasiões, como Tiago 5:13 a 16; Números 21:8 e 9; Salmo 103:1 a 5 e Marcos 16:15 a 20. Trechos de algum livro devocional também podem ser lidos. Entretanto, a cerimônia não deve ser demorada. Logo após o encerramento, não é recomendável que os participantes fiquem conversando no recinto. O ideal é que deixem a pessoa em paz, com seus pensamentos voltados a Deus.

É importante destacar que não podemos impedir ninguém de receber a unção. Se a Santa Ceia é facultada a todos, o mesmo princípio deve ser aplicado com respeito a essa cerimônia. No entanto, faz-se necessário uma explicação sobre o significado do rito antes de sua realização. O perdão, a cura e a salvação estão disponíveis a todos os pecadores.

A Bíblia diz: “Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações. Enviou-lhes a Sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal” (Sl 107:19, 20). Ellen White comentou: “Deus está hoje tão desejoso de restabelecer os doentes como quando o Espírito Santo proferiu essas palavras por intermédio do salmista. E Cristo é agora o mesmo compassivo médico que era durante Seu ministério terrestre. Nele há bálsamo curativo para toda doença, poder restaurador para toda enfermidade. Seus discípulos de nossos dias devem orar pelos doentes tão verdadeiramente como os de antigamente” (A Ciência do Bom Viver, p. 135, 136).