domingo, 6 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #74 - DEPENDÊNCIA OU MORTE

Segundo o jornalista Laurentino Gomes, no livro 1822, o famoso grito de “Independência ou morte” dado pelo imperador D. Pedro I foi envolvido em mais simplicidade do que se imagina. Para quem não se recorda, a tal frase foi dita na tarde do dia 7 de setembro de 1822.

Gomes diz, em seu livro, que o imperador estava montado provavelmente em uma mula e subia a serra do Mar, em São Paulo, às margens do riacho Ipiranga. Dom Pedro era um jovem prestes a completar 24 anos e, naquele dia, estava com dor de barriga. Chegou a tomar um chá para aliviar o incômodo.

Histórias curiosas à parte, o tal grito marcou simbolicamente a decisão de o Brasil, governado naquele período pela monarquia, libertar-se politicamente de Portugal e deixar de ser uma colônia para se posicionar como nação independente.

A independência do Brasil teve motivações ideológicas, políticas e econômicas. Isso se deu, aliás, com grande parte das nações e muitas somente conseguiram se desconectar dos países colonizadores após guerras e conflitos sangrentos.

Mas será que sempre é saudável ser independente? Independência implica, também, seguir na vida de maneira autônoma e sem uma ajuda maior. Alguns jovens, por exemplo, gostam de se sentir independentes dos pais, principalmente na hora de sair com os amigos.

Espiritualmente, a Bíblia apresenta os riscos da independência. Lúcifer, o anjo portador de luz, resolveu agir de maneira independente do amor e das leis divinas e houve guerra no céu. O resultado foi que ele se transformou em Satanás, o adversário de Deus, que trabalha para destruir o ser humano. Adão e Eva também optaram por seguir independentes diante da orientação de Deus para não comerem da árvore da ciência do bem e do mal. O apóstolo Pedro, desejoso de caminhar sobre as águas como Jesus havia feito, afundou quando parou de depender de Cristo e não confiou mais em Seu poder.

No evangelho de João, capítulo 15, está a síntese da necessidade de dependência. Cristo, referindo-se a Si mesmo, declara nos versículos 1 e 2 que “eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”. O ser humano é o ramo que precisa estar ligado à Videira verdadeira.

No versículo 4, a ênfase é maior ainda na dependência de Deus. O Senhor mesmo diz que devemos permanecer nEle. Depender de Cristo é se submeter a Ele em todos os aspectos da vida. É deixar que Ele controle as vontades, pensamentos e, por consequência, as ações. Isso exige uma decisão diária amparada por constante oração, meditação profunda na Palavra de Deus e no testemunho visível dessa atuação.

Parafraseando o imperador, nosso grito espiritual deve ser “dependência ou morte”. Ou aprendemos a depender de nosso Senhor e Salvador e entendemos que nosso eu precisa ser soterrado para dar lugar a Deus, ou corremos risco de morrermos espiritualmente. O dramático é que essa morte quase não é percebida e acontece aos poucos. Por isso, o alerta individual precisa soar logo. Dependência já de Deus!
"Fazei de Deus vossa inteira dependência. Deus quer que removamos toda espécie de egoísmo, e a Ele nos acheguemos, não como donos de nós mesmos, mas como uma possessão adquirida pelo Senhor" (Ellen White - Mente, Caráter e Personalidade, vol. 1, p. 261).

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #73 - UNÇÃO DE ENFERMOS

A unção era uma prática comum na igreja apostólica. Ela se tornou um recurso espiritual confortante e uma manifestação de fé no poder restaurador do Espírito Santo. Tiago instruiu: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, eles lhe serão perdoados” (Tg 5:14, 15). Ao pedir que um pastor ou ancião (sob autorização do pastor distrital) ministre a unção, o enfermo reconhece seu grave estado de saúde e sua entrega completa à vontade de Deus.

Atualmente parece que essa prática tem perdido um pouco de sua importância, talvez por falta de conhecimento sobre o assunto. Neste espaço, desejo expor resumidamente como se deve proceder com respeito à unção de enfermos.

A iniciativa. Espera-se que a unção seja ministrada a partir do desejo da pessoa enferma. Para tanto, o doente precisa estar inteirado de sua condição física e consciente no momento da unção. Caso ele ainda não compreenda a importância dessa cerimônia, um familiar, o pastor, um líder da igreja ou membro deve informá-lo quanto a essa prática, para benefício de sua saúde e fé.

O azeite. O azeite de oliva era considerado um dos remédios mais comuns entre os antigos, usado tanto para se ingerir como para untar. No clima quente da Palestina, friccionar o corpo com óleo era uma prática frequente. Na Bíblia, o azeite simboliza a presença e atuação do Espírito Santo (Zc 4:2-6).

A circunstância. A cerimônia da unção não deve ser usada diante de qualquer mal-estar comum. Ela deve ser reservada para doenças graves, mas não somente para as fatais. O ato de ungir significa que reconhecemos um grave problema físico e o enfrentamos colocando nossa confiança em Deus acima, mas não em substituição, de todos os recursos da medicina.

O local. A Bíblia não fala de um lugar específico para realizá-la. Portanto, cremos que ela pode ser feita na casa da pessoa enferma, no hospital ou no asilo. Por ser uma cerimônia reservada, normalmente se convida a família, algum parente próximo e mais alguém que a pessoa deseje.

O preparo. Tanto o oficiante quanto a pessoa que está enferma devem rogar o perdão de seus pecados, fazer os devidos acertos e se entregar completamente nas mãos do Senhor, a fim de que a oração seja atendida segundo a Sua vontade (1Jo 5:14, 15).

A cerimônia. O rito deve ser realizado de forma simples, curta e objetiva. Antes da leitura dos textos bíblicos e da oração, cabe ao oficiante esclarecer que nem sempre as pessoas ungidas são curadas. Deus pode restaurar todas as enfermidades; contudo, se essa não for Sua vontade, o Senhor pode prover forças à pessoa enferma para que ela suporte o sofrimento e, então, permitir que ela descanse em Cristo, na esperança da ressurreição. O oficiante e os participantes podem orar ajoelhados ou em pé, dependendo das circunstâncias. Se o doente desejar orar, poderá fazê-lo. Nesse caso, o oficiante orará por último e aplicará o azeite com as pontas dos dedos na fronte da pessoa enferma.

A leitura. Há muitos textos e passagens bíblicas que podem ser usados nessas ocasiões, como Tiago 5:13 a 16; Números 21:8 e 9; Salmo 103:1 a 5 e Marcos 16:15 a 20. Trechos de algum livro devocional também podem ser lidos. Entretanto, a cerimônia não deve ser demorada. Logo após o encerramento, não é recomendável que os participantes fiquem conversando no recinto. O ideal é que deixem a pessoa em paz, com seus pensamentos voltados a Deus.

É importante destacar que não podemos impedir ninguém de receber a unção. Se a Santa Ceia é facultada a todos, o mesmo princípio deve ser aplicado com respeito a essa cerimônia. No entanto, faz-se necessário uma explicação sobre o significado do rito antes de sua realização. O perdão, a cura e a salvação estão disponíveis a todos os pecadores.

A Bíblia diz: “Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações. Enviou-lhes a Sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal” (Sl 107:19, 20). Ellen White comentou: “Deus está hoje tão desejoso de restabelecer os doentes como quando o Espírito Santo proferiu essas palavras por intermédio do salmista. E Cristo é agora o mesmo compassivo médico que era durante Seu ministério terrestre. Nele há bálsamo curativo para toda doença, poder restaurador para toda enfermidade. Seus discípulos de nossos dias devem orar pelos doentes tão verdadeiramente como os de antigamente” (A Ciência do Bom Viver, p. 135, 136).

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #72 - CORRUPTOS

"Não aceite dinheiro para torcer a justiça, pois esse dinheiro faz com que as pessoas fiquem cegas e não vejam o que é direito, prejudicando assim a causa daqueles que são inocentes" (Êx 23:8 NTLH).

Corrupção vem do latim corrupta que por sua vez é uma junção de palavras cor (coração) e rupta (quebra, rompimento). É bonita essa origem porque a origem da corrupção como nos foi revelado no livro do Gênesis é justamente no coração, ou seja, na realidade mais intima da pessoa, que rompe com Aquele que é a própria vida, ou seja, Deus mesmo. Conhecemos esse movimento como pecado original e é a partir dele que os cristãos entendem toda a classe de corrupção que apareceu depois no mundo.

Seja a corrupção mais escandalosa ou aquela mais silenciosa, ambas possuem sua origem no coração que rompeu sua ligação com o Senhor. Também não existe grande ou pequena corrupção. O que muda é apenas o valor envolvido. Um político que rouba bilhões dos cofres públicos não é mais corrupto do que o cristão que dá propina a fiscais. Ambos estão no mesmo barco, precisam se arrepender do mesmo modo, pedir perdão do seu pecado e se humilhar diante de Deus. E, claro, responder diante da justiça humana pelo seu crime.

Permita-me perguntar: será que você praticou ou tem praticado atos de corrupção? Transgressões que considera “insignificantes” ou “menores”? Você tem burlado normas? Tem cedido a pressões para alcançar seus objetivos? Tem fechado os olhos ao erro e fingido que não está sabendo de nada? Se esse é o caso, eu gostaria de convidá-lo ao arrependimento. Ao abandono da prática. E, se foi um ou mais de um evento isolado, o convido à confissão desses pecados e à tomada de responsabilidade por eles. Só assim você terá condições morais de criticar políticos ladrões, empreiteiros corruptos, governantes desonestos.

Lembre-se da história de Zaqueu, o corrupto. Foi somente no dia em que ele decidiu, “se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19:8) que Jesus lhe disse: “Hoje, houve salvação nesta casa” (Lc 19:9). Esse é um relato contundente de como aquele que cedeu à tentação da corrupção deve proceder. Zaqueu não deu justificativas, tampouco “boas desculpas”, não procurou mostrar os benefícios que ter agido de modo ilícito proporcionaram, nada disso. Ele simplesmente reconheceu seu pecado, o confessou e tomou atitudes práticas para consertar o que tinha feito. Fora disso não há salvação.

Convido você a um exame de consciência. Se queremos um Brasil mais honesto e livre da corrupção nas altas esferas, precisamos começar por nós mesmos, nas pequenas esferas. Não negocie o inegociável. Só assim teremos moral para exigir o mesmo dos outros. Se você transgride por ações ou omissões, isso te tira o direito de exigir o fim da transgressão dos outros. Como diz a conhecida passagem bíblica, “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu. Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mt 7:3-5).

Meu irmão, minha irmã, não seja hipócrita. Busque agir com correção em tudo, mesmo que isso custe algo a você. Pode ser que haja prejuízo na terra, mas, pode ter certeza, haverá um enorme lucro nos céus.
“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Ellen White - Educação, p. 40).

terça-feira, 1 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #71 - EVENTOS FINAIS

Algo que fascina e intriga qualquer estudante da Bíblia são as profecias, principalmente aquelas que ainda estão por se cumprir. Como adventistas, temos uma visão muito ampla dos acontecimentos finais da história. Tão ampla que, às vezes, nos perdemos em meio ao grande volume de informações.

Para não se confundir, você encontra a seguir uma visão panorâmica dos eventos que antecederão a segunda vinda de Cristo. A sequência não é rígida, mas procura seguir a ordem mais lógica e natural dos acontecimentos mencionados na Bíblia e nos escritos de Ellen White. Momentos difíceis nos aguardam no futuro, mas a felicidade de estar com Jesus compensará tudo.

1. REAVIVAMENTO E REFORMA
Significa a completa mudança de mentalidade, hábitos e práticas entre o povo de Deus. Requisito para a chuva serôdia, só ocorrerá por meio de verdadeira conversão (Jl 2:12; 13, 23, 28, 29).

2. CHUVA SERÔDIA
Concessão especial do poder do Espírito Santo, é semelhante à experiência do Pentecostes (Jl 2:23, 28-31; At 2) e indispensável para a conclusão da missão. Requer profunda consagração (Jl 2:12, 13, 15-17).

3. ALTO CLAMOR
Como resultado da chuva serôdia, a igreja desperta e se envolve intensamente na pregação global do evangelho eterno (Ap 14:6-12; 18:1), dando oportunidade para cada ser humano decidir sobre a própria salvação (Mt 24:14; Mc 16:15).

4. SACUDIDURA
A mornidão espiritual, as falsas doutrinas, a crise final e a perseguição gerada pelo decreto dominical vão "peneirar" o povo de Deus. O "trigo" permanece na igreja enquanto o "joio" sai dela e se une aos perseguidores (Am 9:9; Mt 13:24-30).

5. SELAMENTO
Conduzido pelo Espírito Santo, esse processo se inicia na conversão e termina com a morte do crente ou o fim do juízo pré-advento (Ef 1:13; 4:30). O selo invisível, que prepara a pessoa para o tempo da angústia (Ap 7:2 3), confirma que ela pertence a Deus e é fiel à Sua lei (Is 8:16; Ez 20:20).

6. DECRETO DOMINICAL E PERSEGUIÇÃO
A união do poder religioso (papado) com o político (Estados Unidos) resultará na imposição por lei da guarda do domingo (Ap 13). Os guardadores da lei de Deus serão perseguidos e terão que fugir das grandes cidades.

7. ENGANOS SATÂNICOS
O inimigo concentrará seus maiores esforços nos últimos dias, usando principalmente o espiritismo e o protestantismo desvirtuado. Porém, o clímax do engano ocorrerá no tempo de angústia, quando ele imitará os milagres e o retorno de Cristo (2Co 11:14; Mt 24:23-27).

8. TEMPO DE ANGÚSTIA PRÉVIO
Breve período, possivelmente entre o decreto dominical e o fechamento da porta da graça, quando tribulações deixarão o mundo perplexo (Lc 21:25, 26; Ellen White - Primeiros Escritos, p. 85, 86).

9. FIM DO TEMPO DA GRAÇA
Quando Cristo concluir o juízo pré-advento no Céu, os salvos terão sido selados na Terra e o destino eterno de cada ser humano estará definido (Ap 22:11). O Espírito Santo deixará de atuar no coração dos ímpios e começará o tempo de angústia e o derramamento das pragas.

10. TEMPO DE ANGÚSTIA E AS SETE PRAGAS
Depois de terminada a intercessão no Céu (Ap 15:5-8), haverá um período de aflição sem precedentes (Dn 12:1), em que os anjos não mais conterão a fúria dos homens, da natureza e do mal (Ap 7:1-3). As sete pragas castigarão apenas os ímpios. Com exceção, talvez, da sexta e sétima pragas, esses flagelos não terão alcance global (Ap 16).

11. DECRETO DE MORTE
Os ímpios culparão o povo de Deus pelas pragas. Os fiéis serão perseguidos com o apoio de um decreto de morte promulgado pela coalizão entre as duas bestas de Apocalipse 13.

12. ANGÚSTIA DE JACÓ
Com a perseguição batendo à porta, o povo de Deus passará por um breve período de intensa angústia, assim como Jacó (Gn 32:22-32; Jr 30:7). Eles clamarão pela certeza do perdão dos pecados e por livramento da perseguição. Deus estará com eles.

13. ARMAGEDOM
É a última batalha entre o bem e o mal, que incluirá aspectos políticos, militares e religiosos. Terá alcance global e ocorrerá entre a sexta e a sétima pragas (Ap 16:12-16). Cristo e seu povo triunfarão (Ap 19:11-21).

14. LIVRAMENTO
A sétima praga inclui relâmpagos, trovões, um terremoto gigantesco, chuva de granizo e outros fenômenos cataclísmicos (Ap 16:17-21). Colocará fim à perseguição e culminará com o juízo de Deus contra a Babilônia mística e a ressurreição especial dos que precisam testemunhar a volta de Cristo (Dn 12:2; Ap 1:7).

15. SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Ela será visível, audível e gloriosa. Jesus virá numa nuvem branca acompanhado de todos os seus anjos (Mt 24:30; Ap 1:7) para ressuscitar os justos mortos, transformar os justos vivos (1Co 15:51, 52), fulminar os ímpios (2Ts 2:8) e levar os salvos para o Céu (1Ts 4:16, 17). Lá eles passarão mil anos (Ap 20:4), e retornarão com Cristo à Terra para testemunhar a destruição de pecado e pecadores (Ap 20:5; 7-15) e a restauração do planeta, no qual irão morar eternamente (Ap 21:1-4).

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

MEDITAÇÃO #70 - ÚLTIMO CAPÍTULO DE GÊNESIS

No princípio era a Terra e ela tinha forma e beleza. E o homem habitava as planícies e vales da terra. E disse o homem: "Edifiquemos prédios neste belo lugar." E construiu cidades e encheu a Terra de aço e concreto. E as campinas desapareceram. E viu o homem que isso era bom.

No segundo dia, o homem olhou as águas da Terra. E disse: "Joguemos nossos refugos nas águas para acabar com o lixo." E assim fez. E as águas se tornaram poluídas e seu odor fétido. E viu o homem que isso era bom.

No terceiro dia, o homem olhou as florestas da terra e viu que eram exuberantes. E disse: "Serremos madeira para as nossas casas e cortemos lenha para nosso uso." E assim fez o homem. E as árvores desapareceram e a Terra se tornou árida. E viu o homem que isso era bom.

No quarto dia, o homem viu que os animais corriam livremente pelos campos e brincavam ao Sol. E disse: "Enjaulemos os animais para nosso divertimento e os matemos por esporte." E assim fez o homem. E não havia mais animais sobre a face da Terra. E viu o homem que isso era bom.

No quinto dia, o homem respirou o ar da Terra. E disse: "Espalhemos nossos detritos pelo ar, pois os ventos o dissiparão." E assim fez o homem. E o ar se impregnou de fumo e gases que não podiam ser eliminados. A atmosfera se tornou pesada com a fumaça que sufocava e ardia. E viu o homem que isso era bom.

No sexto dia, o homem olhou o próprio homem. E ouvindo as muitas línguas e vendo as diferenças raciais, temeu e sentiu ódio. E disse: "Façamos grandes máquinas para destruir a estes, antes que nos destruam." E construiu enormes máquinas e a Terra foi convulsionada com a fúria das grandes guerras. E viu o homem que isso era bom.

No sétimo dia, havendo o homem terminado toda a sua obra, descansou. E a Terra estava silenciosa e vazia, pois já o homem não habitava sobre a face da Terra.

E isto foi bom!
"Hoje a voz da misericórdia está chamando, e Jesus está atraindo os homens com as cordas de Seu amor; chegará, porém, o dia em que Jesus porá as vestes de vingança. A iniquidade do mundo está aumentando diariamente, e quando for atingido certo limite, o registro será encerrado, e acertadas as contas. Não haverá mais sacrifício pelo pecado. O Senhor vem. Por muito tempo tem a misericórdia estendido a mão de amor, de paciência e tolerância a um mundo culpado. Foi feito o convite: 'Que se apodere da Minha força e faça paz comigo' (Isaías 27:5), mas os homens abusaram de Sua misericórdia e rejeitaram Sua graça" (Ellen White - Maranata, o Senhor Vem, p. 50).

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

MEDITAÇÃO #69 - RECALL

Eventualmente, você vê notícias de que algum fabricante de automóveis, brinquedos ou remédios está fazendo um recall, isto é, chamando de volta o consumidor, ou recolhendo o produto que está com defeito. A solicitação é para que todo um lote de produtos, especialmente com problemas de segurança, seja trazido de volta ao fabricante.

Alguém imaginou o seguinte recall convocado por Jesus:

Todas as unidades individuais conhecidas como “Ser Humano” estão sendo recolhidas pelo Fabricante sem importar o modelo ou o ano. Isto é devido a um mau funcionamento causado no mecanismo interno, depois da entrega dos protótipos originais (que foram codificados de “Adão” e “Eva”), resultando na reprodução do mesmo defeito em todas as unidades subsequentes. O defeito é tecnicamente denominado “Não-Moralidade Interna Grave”, mais conhecido como “PECADO”.

Alguns sintomas do defeito PECADO:

Perda de direção – Falta de paz e alegria – Depressão – Emissões vocais erradas - Inveja – Brigas - Egoísmo – Ingratidão – Medo – Raiva - Ambição - Rebelião – Ciúmes.

O Fabricante, Jesus Cristo, está fornecendo serviço de reparação autorizado pela fábrica, sem custo, para corrigir o defeito do PECADO. Ele generosamente Se ofereceu para arcar com o peso inteiro do custo incrível dos reparos. Para o conserto, nenhuma taxa é cobrada.

Para fazer os reparos, entre no aplicativo do Fabricante usando a senha: O-R-A-Ç-Ã-O. Uma vez feito o login, por favor, transfira o peso do PECADO pelo procedimento de ARREPENDIMENTO. Em seguida, baixe o processo de EXPIAÇÃO no componente do coração da unidade humana.

Não importa quão grande ou pequeno seja o defeito do PECADO, Cristo o substituirá com:

Amor – Alegria – Paz – Generosidade – Bondade – Fidelidade – Paciência – Autodomínio.

Por favor, veja o manual de operações, a Bíblia Sagrada, para mais detalhes sobre como usar esses reparos. Oferecendo um adicional, o Fabricante tornou disponível a todas as unidades reparadas, um mecanismo que permite monitoração direta e assistência feita pelo Técnico de Manutenção: o Espírito Santo. As unidades reparadas só devem recebê-Lo, e Ele passará a residir nos locais.

AVISO: Continuar a operar uma unidade humana sem as correções altera a garantia do Fabricante, expondo a unidade a perigos e problemas numerosos demais para listar e que finalmente resultarão na incineração da unidade humana.
"Todos os seres humanos estão vergados sob fardos que unicamente Cristo pode remover. O mais pesado fardo que levamos é o do pecado. Se fôssemos deixados a suportar-lhe o peso, ele nos esmagaria. Mas Aquele que era sem pecado tomou-nos o lugar. E o Espírito Santo é que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo" (Ellen White - A Ciência do Bom Viver, p. 71)

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

MEDITAÇÃO #68 - SEGREDOS

“Não há nada escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar reconhecido” (Mateus 10:26).

Todos nós possuímos detalhes pessoais que não são revelados a todos. Somente algumas pessoas mais íntimas os conhecem. Mas existem outros que somente nós e Deus sabemos. Guardar um segredo não é pecado. O que não podemos é nos aproveitar desta possibilidade para fazer coisas “escondidas” só porque ninguém está vendo. Cuidado com isso! É quando não tem ninguém por perto que somos quem realmente somos. É nessas horas que somos tentados a fazer coisas que desagradam a Deus.

“Ninguém está vendo, não há nenhum problema!” Tolo é quem pensa assim. Não há lugar onde Deus não esteja, nem pensamento que Ele não conheça. Se é Ele a quem mais devemos respeitar, como podemos não nos preocupar? E se tem um medo que todos têm em comum é esse: ser descoberto. Quanto mais permanecemos escondidos em nossos segredos, mais nos aproximamos do mal e de sermos desmascarados. "Não há nada que se possa esconder de Deus. Em toda a criação, tudo está descoberto e aberto diante dos Seus olhos, e é a Ele que todos nós teremos de prestar contas" (Hebreus 4:13).

Precisamos abandonar a falsidade, falar sempre a verdade, arrancar de nossas vidas toda e qualquer hipocrisia. Sábio é quem teme a Deus e vive no caminho da verdade, pois no dia do juízo todo segredo será revelado e toda hipocrisia será desmascarada. Deus sabe e tem um registro de tudo. Ellen White afirma: "Deus conhece o fim desde o princípio. Conhece de perto o coração de todos os homens. Lê todo segredo da alma" (A Ciência do Bom Viver, p. 230). E completa: "Todo pecado secreto, juntamente com toda artificiosa hipocrisia estão escritos nos livros do céu com terrível exatidão" (O Grande Conflito, p. 481).

Deus sabe tudo o que fazemos e quais os caminhos que andamos. Não há nada que possamos esconder de Deus ou que Ele não saiba sobre a nossa vida. “Ó Senhor Deus, Tu me examinas e me conheces. Sabes tudo o que eu faço e, de longe, conheces todos os meus pensamentos" (Salmos 139:1-12). “Deus sabe por onde você anda e vê tudo o que você faz” (Provérbios 5:21). Isso é, Deus está em todo lugar e sabe de todas as coisas. Ninguém pode enganar a Deus, nada escapa ao Seu olhar infinito.

Deus sabe tudo de mim, e mesmo assim me ama. Mesmo eu sendo desobediente, mesmo quando penso o que não devo, mesmo quando me esqueço dEle, Ele me cerca por todos os lados com Seu amor, Sua misericórdia (não me tratando como eu realmente merecia), com Sua graça e Sua bondade infinita. E isso é maravilhoso, porque com Deus eu posso ser eu mesmo, não preciso fingir, posso ser sincero, posso abrir o meu coração para Ele e falar com toda liberdade. Mesmo dos meu sentimentos mais sórdidos, Ele já sabe.

Que esta seja nossa oração: "Senhor, há tantas coisas em mim que precisam ser mudadas, e às vezes eu mesmo não consigo compreender o meu coração. Preciso da Tua ajuda, e oro para que tu sondes o meu caráter e as minhas intenções, que tragas à minha consciência tudo o que precisa ser corrigido em mim, e que Tu me guies pelo caminho bom, agradável e perfeito, para que eu possa habitar contigo na eternidade. Amém".