quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Não há futuro no passado

Se olhar demais para trás, logo estará andando naquela direção. Mike Murdock aconselhou: "Pare de olhar para onde esteve e comece a olhar para onde pode estar." O seu destino e chamado na vida é sempre para frente, nunca para trás. Katherine Mansfield sugeriu: "Tenha como regra de vida jamais se lamentar e nunca olhe para trás. Lamentar-se é um terrível desperdício de energia que nada pode produzir de bom. Só e bom para que nos afundemos ainda mais." 

Ellen G. White, em A Ciência do Bom Viver, p. 515, disse: "Quaisquer que tenham sido os erros ou insucessos do passado, podemos, com o auxílio de Deus, levantar-nos acima deles." Considere as palavras do apóstolo Paulo: "Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3:13-14). Existe uma propensão maior para cometermos erros quando agimos com base apenas em experiências passadas. Não podemos ter pensamentos alegres acerca do futuro enquanto alimentamos as tristezas do passado.

Certa vez, um fazendeiro contou que a sua mula tinha sempre um pé atrás quanto a seguir em frente — isso é verdade com relação a muitas pessoas hoje em dia. Você mantém um pé atrás quando precisa avançar? Como mencionou Phillip Raskin: "Aquele que desperdiça o hoje lamentando o ontem desperdiçará o amanhã lamentando o hoje." Deixe os "bons tempos" definitivamente para trás.

O passado sempre será o que já foi um dia. Pare de tentar mudá-lo. O seu futuro contém muito mais felicidade do que qualquer passado de que você possa se lembrar. Creia que o melhor ainda está por vir. 

"Ninguém é tão rico a ponto de poder comprar seu passado de volta", declarou Oscar Wilde. Pense sobre o que comentou W. R. Ing: "Os eventos do passado podem, com certa dificuldade, ser classificados entre os que provavelmente nunca ocorreram, e os que não importam." Quanto mais se olha para trás, menos se avança. Thomas Jefferson estava certo ao proferir: "Gosto mais dos sonhos sobre o futuro do que da História." Muitos que "já se foram" vivem da reputação de sua reputação.

Hubert Humphrey pronunciou: "Acredite-me: os bons tempos nunca foram assim tão bons. Os verdadeiros bons tempos são hoje, e tempos melhores ainda virão amanhã. Ainda não entoamos nossas melhores canções." Em geral, quando estamos deprimidos, estamos vivendo no passado. Quer conhecer um segredo da estagnação em sua vida? Quando vive no passado às custas do futuro você pára de crescer e começa a definhar. Repare no que aconselha Eclesiastes 7:10: "Não diga: 'Por que os dias do passado foram melhores que os de hoje?'. Pois não é sábio fazer esse tipo de pergunta."

Concordo com o conselho de Laura Palmer: "Não desperdice o presente lamentando o passado em vez de construir uma memória para o futuro." David McNally disse: "O seu passado não pode ser modificado, entretanto você pode mudar o seu futuro através de suas atitudes no presente." Nunca permita que o passado ocupe todo o seu presente. Satchel Paige falou uma verdade: "Não olhe para trás; pode ter alguma coisa se aproximando de você." 

"Viver no passado é algo cansativo e solitário; olhar para trás pode dar torcicolo e levá-lo a esbarrar nas pessoas que estão no caminho contrário" (Edna Ferber). A primeira regra da felicidade é: evite pensar demais no passado. Não há nada tão distante quanto uma hora atrás. Charles Kettering acrescenta: "Você não conseguirá ter um futuro melhor se ficar o tempo todo pensando no passado." O seu passado jamais se igualará ao seu futuro.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Como transformar um pensamento negativo em positivo?

O mundo pode ser dividido em dois: o daqueles que têm um pensamento cujo padrão geral os conduz a focar o que é positivo; e o dos que têm seu foco nos acontecimentos negativos. 

O mundo vai cair sobre sua cabeça se continuar com o pensamento “por que tudo vai mal para mim?”, em vez de “como posso mudar isso?”

Muitas pessoas não sabem que podem modificar o padrão negativo de pensar. Creem que aquele seu jeito de pensar é o único que podem ter. A verdade é que podemos desenvolver um modo melhor de pensar, com mais conteúdos saudáveis embutidos em nossos pensamentos. Também é verdade que não é fácil mudar a corrente dos pensamentos, porque habituamo-nos a tê-los num sentido (pessimista ou otimista, negativo ou positivo, sem esperança ou com ela, etc.) ao longo da vida. É importante compreender que muito do que sentimos depende do que pensamos, da nossa maneira de pensar e do que mais pensamos. Em parte nos tornamos aquilo em que mais pensamos.
“Mais precioso do que as barras de ouro de Ofir é o poder do pensamento positivo. Precisamos dar elevado valor ao controle correto de nossos pensamentos, pois tal controle nos prepara para trabalhar pelo Mestre. É necessário para a nossa paz e felicidade nesta vida que nossos pensamentos se centralizem em Cristo. Como o homem imagina em sua alma, assim ele é.” (Refletindo a Cristo, p. 300)
A informação não utilizada tende ao desaparecimento; em contrapartida, a que está mais presente na memória adquire maior força e influência sobre nossa conduta. Insira pensamentos positivos e permanentes em sua mente. Reforce-os com a repetição. Dê as boas-vindas a qualquer pensamento desejado que influencie sua conduta e suspenda todo aquele que lhe reforce o hábito de pensar de maneira negativa. 
"Como nós não pertencemos a nós mesmos, visto como fomos comprados por bom preço, é dever de todo que professa ser cristão, manter seus pensamentos sob o controle da razão e impor-se o dever de ser bem-humorado e feliz. Por amarga que seja a causa de sua tristeza, deve ele cultivar um espírito de repouso e quietude em Deus. O repouso que há em Cristo Jesus, a paz de Cristo, quão preciosa, quão salutar sua influência, quão calmante para o espírito opresso! Por escuras que sejam suas perspectivas, nutra ele um pensamento de boa esperança. Ao passo que coisa alguma se ganha pelo desânimo, muito por ele se perde. Ao passo que o bom ânimo e uma calma resignação e paz tornarão felizes e sadios os outros, ao mesmo tempo serão de maior benefício a si mesmo." (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 662)
Vejamos algumas dicas práticas para mudarmos nossa maneira de pensar:

1) Modifique seus pensamentos a partir de sua linguagem
Quando fala, você atua em duplo cenário: de um lado, transmite seus pensamentos aos demais; de outro, suas palavras se transformam em comunicação para si mesmo. 
“Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São essas coisas que contaminam o homem.” (Mateus 15:18-20)
"Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre; dos renovos dos seus lábios ficará satisfeito. A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.” (Provérbios 18:20-21)
“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” (Efésios 4:29)
“Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.“ (Efésios 5:19)
Nossa percepção determina nossos pensamentos, que determinam nossa linguagem, que determinam nossas opções, que determinam nossa conduta (modo de agir), que determinam nossos resultados, que realimentam nossa percepção!
"A tristeza e o falar em coisas desagradáveis, é o mesmo que animar cenas desagradáveis, trazendo sobre si o efeito ruim. Deus quer que esqueçamos tudo isso - não olhar para baixo mas para cima, para cima!" (Carta 1, 1883)
 2. Circule em um ambiente positivo - Crie um ambiente de fé 
- Transforme-se no anjo das boas notícias. Não divulgue episódios negativos e repita muitas vezes fatos positivos! 
- Fuja do grupo de pessoas cuja principal função é propagar más notícias.
- Selecione amizades que tragam alguma “contribuição” a seus propósitos. Cada um é responsável pelo ambiente e pelas pessoas que o cercam. 
- Cuidado com as notícias que chegam aos seus ouvidos. 
- Não acompanhe pormenores de notícias violentas e desalentadoras. 
- Informe-se, mas sem excesso.
"Devemos fazer todo o possível para nos colocarmos, e a nossos filhos, em posição onde não vejamos a iniquidade que é praticada no mundo. Devemos guardar cuidadosamente nossa habilidade de ver e ouvir, para que essas coisas más não entrem em nossa mente. Quando os jornais chegam em casa, quase desejo escondê-los, para que as coisas ridículas e sensacionalistas não sejam vistas. Parece que o inimigo é responsável por muitas coisas que aparecem nos jornais. Todo mal que pode ser encontrado é descoberto e desnudado perante o mundo. [...] Os que não querem cair presa dos enganos de Satanás, devem guardar bem as vias de acesso à mente; devem-se esquivar de ler, ver ou ouvir tudo quanto sugira pensamentos impuros. Não devem permitir que a mente se demore ao acaso em cada assunto que o inimigo possa sugerir. O coração deve ser fielmente guardado, pois de outra maneira os males externos despertarão os internos, e a mente vagará em trevas." (Fundamentos do Lar Cristão, p. 133)
"O que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de derramamento de sangue, e fecha os seus olhos para não ver o mal. Este habitará nas alturas." (Isaías 33:15, 16)
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Filipenses 4:8)
"Precisamos de um constante senso do enobrecedor poder dos pensamentos puros, e da danosa influência dos pensamentos maus. Ponhamos nossos pensamentos em coisas santas. Sejam eles puros e verdadeiros, pois a única segurança para qualquer pessoa é o pensar correto. Devemos usar todos os meios que Deus pôs ao nosso alcance, para o governo e o cultivo de nossos pensamentos. Devemos pôr a mente em harmonia com a mente divina. Sua verdade nos santificará, corpo, alma e espírito." (Carta 123, 1904)
3. Mude o tema da conversa 
- Controle rigorosamente seu modo de se referir ao cotidiano (ex. reclamar do trânsito). Qual é a utilidade desses comentários? Eles auxiliam na resolução de situações, ou antes, exercem uma influência negativa sobre você e os demais ouvintes? 
- Não dirija insultos a si mesmo, nem a outros e nem às instituições.
 - Inicie a mudança por si mesmo e ela se projetará nos demais. 
"As palavras e o caráter de Cristo devem ser muitas vezes o assunto de nossos pensamentos e nossa conversação, e cada dia se deve dedicar algum tempo a uma devota meditação sobre esses temas sagrados." (Review and Herald, 3 de maio de 1881)
"Ninguém senão vós mesmos podereis dominar vossos pensamentos. Na luta para alcançar a mais elevada norma, o êxito ou o fracasso depende muito do caráter, e da maneira por que são disciplinados os pensamentos. Caso estes estejam bem cingidos, como Deus determina que o sejam dia a dia, estarão nos temas que nos ajudarão no sentido de maior devotamento. Se os pensamentos são justos, então, em resultado, as palavras o serão também; as ações serão de natureza a trazerem alegria e conforto e serenidade a outros." (Nossa Alta Vocação, p. 112)
4. Renove sua mente pela Palavra de Deus 
“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)
Transformar-se (mudar) pela renovação da nossa mente. Como? Substituindo a maneira de pensar de dúvida, incredulidade, ansiedade por fé e confiança.
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.” (Salmos 1:1-2)
"Meditar na Palavra de Deus de dia e de noite. Por quê? Pelo fato de que a Palavra tem os subsídios que você precisa para mudar os seus padrões de pensamento." (Josué 1:8)
"Os misericordiosos alcançarão misericórdia, e os limpos de coração verão a Deus. Todo pensamento impuro contamina o coração, debilita as faculdades morais, e tende a extinguir as impressões do Espírito Santo. Além disso, obscurece a visão espiritual, de modo que os homens não possam contemplar a Deus. O Senhor pode perdoar, e perdoa o pecador arrependido; mas embora perdoado, sua mente fica prejudicada. Toda impureza no falar e no pensar precisa ser evitada por aquele que deseja ter um claro discernimento da verdade espiritual." (Refletindo a Cristo, p. 300)

Vamos falar sobre... surdez espiritual

Aproximadamente 360 milhões de pessoas ao redor do mundo têm problema de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde. E 1,1 bilhão de jovens correm esse risco por causa da exposição a ruídos excessivos. Mas o que não costuma ser contabilizado é outro tipo de perda auditiva: a surdez espiritual. Esse é um problema real que pode afetar todos nós.

Ouvir é uma experiência que começa cedo. Adam S. McHugh iniciou seu premiado livro The Listening Life (InterVarsity, 2015) com estas palavras:
“Ouvir vem primeiro. Você ouve mesmo antes de ter consciência disso. De dentro do útero, o bebê já ouve a voz dos pais. Depois do nascimento, ele passará os meses seguintes ouvindo as palavras que eles falam, sussurram e cantam para ele, até que um dia começará a ecoar essas palavras, uma sílaba imperfeita de cada vez.”
Entretanto, em algum momento, conforme o autor reconhece, começamos a violar essa regra e a inverter a ordem natural das coisas: em vez de ouvir, primeiro falamos. E alguns falam sem parar… Talvez seja por isso que Tiago (1:19) aconselha cada um a ser pronto para ouvir, mas cuidadoso ao falar.

Na antiguidade, em sociedades com baixo nível de alfabetização e limitado acesso a fontes escritas, a comunicação era basicamente oral. Portanto, ouvir era uma arte, e algumas pessoas chegavam a memorizar livros inteiros. Não é por acaso que a palavra “ouvir”, ao lado de suas variações, aparece mais de 1.500 vezes na Bíblia, a começar pelo primeiro “credo”: “Ouve, Israel” (Dt 6:4).

Jesus usou várias vezes a expressão “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt 11:15; 13:9, 43; Mc 4:9, 23; Lc 8:8; 14:35). É como se Ele estivesse pedindo: “Preste atenção! Isto é importante.” A frase aparece repetidamente também em Apocalipse 2 e 3, incluindo o conhecido apelo de 3:20.

Para o apóstolo Paulo, a fé vem por ouvir a mensagem da Palavra (Rm 10:17). Naturalmente, ler a Palavra é um ato com um poder indiscutível. Porém, ouvi-la, no sentido literal e metafórico, tem um efeito maravilhoso. Ellen White comentou: 
“A Bíblia é a voz de Deus a falar-nos exatamente como se pudéssemos ouvi-Lo com os nossos ouvidos.” (Nos Lugares Celestiais, p. 135)
Ao ouvir, concentramos a mente e o coração em algo ou alguém além de nós mesmos e o Espírito Santo nos impressiona a agir em determinada direção.

O problema é que, muitas vezes, apenas ouvimos, mas não escutamos. Há uma sutil diferença entre os dois verbos: enquanto o primeiro está mais ligado ao sentido físico e à captação do som, o segundo tem mais a ver com prestar atenção e compreender o significado, retendo a mensagem.

Os cristãos comprometidos acham que têm que falar, falar e falar, e em voz alta, o que é verdade. Mas a dimensão do ouvir não pode ser esquecida. Deus reclamou várias vezes de que Seu povo não O ouvia (Sl 81:11; Jr 17:23; Ez 3:27; Zc 7:11). Ser surdo por não querer ouvir é sinal de rebeldia.

Ouvir é uma disciplina espiritual que precisa ser resgatada e praticada. Não no sentido místico, mas no sentido de entender e obedecer. Se você quer que Deus o ouça, precisa primeiro aprender a ouvi-Lo. Isso exige atenção e senso de urgência. Certos sons, como gritos e choros, têm o poder de chamar nossa atenção imediatamente. A voz de Deus também deve ser ouvida com rapidez.

Marcos de Benedicto (Editorial da Revista Adventista de fevereiro de 2018)

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Igreja Adventista oferece assistência às famílias de vítimas de tiroteio em escola da Flórida

O Serviço Comunitário Adventista de Resposta a Desastres (ACS DR, sigla em inglês) da Flórida, nos Estados Unidos, está oferecendo auxilio emocional e espiritual as pessoas afetadas pelo tiroteio ocorrido em uma escola de ensino médio em Parkland, no Sul do Estado, no dia 14 de fevereiro. O atirador, um ex-aluno da instituição, matou 17 pessoas e deixou outros 14 feridos.

Naquela tarde, W. Derrick Lea, diretor do ACS DR, pediu aos diretores das associações regionais da Flórida e Sudeste para contatarem seus provedores locais de atenção emocional/espiritual para avaliar a disponibilidade. Lea também falou com a liderança da Cruz Vermelha americana, que estava averiguando que ajuda a escola poderia necessitar da comunidade de resposta a desastres.

“Falamos também com a Florida Voluntary Organizations Active in Disasters (VOAD) para saber como o ACS DR poderia ajudar”, conta Lea. Ele soube que a escola tem pessoas ali para prover atenção emocional e espiritual em tais situações. As equipes do ACS DR de ambas as associações adventistas locais se reuniram para coordenar o estabelecimento de um centro de ajuda na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Pompano Beach, na noite de sexta-feira e no sábado à tarde (16 e 17 de fevereiro).

A igreja de Pompano Beach é a que está mais perto da escola. “Nossos planos locais do ACS DR são para oferecer essa ajuda à comunidade, se as pessoas desejaram vir e conversar com provedores certificados de atenção emocional e espiritual, e estar preparados para ajudar se surgirem outras necessidades”, esclarece Lea.

Samantha Grady
Cenário preocupante
Esta é a 18ª escola a sofrer tiroteio nos Estados Unidos somente neste ano. Samantha Grady, desbravadora que estuda em Parkland, é uma das feridas neste último tiroteio. De acordo com o relatório da NBC’s Today.com, Grady contou que acatou o conselho de sua melhor amiga de usar um livro para se proteger das balas que voavam pela sala de aula, onde ela e outros se agruparam atrás dos móveis.

A história da NBC diz que Grady estava trabalhando em uma tarefa sobre o Holocausto quando ouviu dois tiros no corredor. Sua melhor amiga a puxou para baixo e as duas então correram até uma grande estante de livros. Ela incentivou Grady a pegar um livro e o usar como proteção. A amiga da Grady, que estava frequentando a igreja com ela, de acordo com seus familiares, não sobreviveu.

A Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia pediu para os membros orarem. “Por favor, mantenham nossas comunidades em oração”, pediu o líder regional.

(Com informações de Notícias Adventistas)

Remédio para os pobres de espírito

"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos Céus." (Mateus 5:3)

Essas palavras de conforto proferidas por Cristo não são dirigidas ao orgulhoso, tampouco ao prepotente e presunçoso, mas àqueles que reconhecem a própria fraqueza e pecaminosidade. Os que choram, os mansos que se sentem indignos do favor de Deus e os que têm fome e sede de justiça; todos estão incluídos no termo “pobre de espírito”. 

Os pobres de espírito sentem sua pobreza, sua necessidade da graça de Cristo. Percebem que conhecem pouco a respeito de Deus e de Seu grande amor, e que precisam de luz a fim de conhecer e guardar o caminho do Senhor. Não ousam enfrentar a tentação amparados na própria força, pois sabem que não dispõem de força moral para resistir ao mal. Não encontram prazer em se lembrar de sua vida passada, e têm pouca confiança ao olhar para o futuro, pois são enfermos de coração. Para tais, Cristo diz: “Bem-aventurados os pobres de espírito.” Cristo viu que aqueles que sentem sua pobreza podem ser feitos ricos. 

Que grande privilégio se encontra ao alcance dos que sentem a pobreza de seu espírito e se submetem à vontade de Deus! O remédio para a pobreza de espírito se encontra unicamente em Cristo. Ao ser o coração santificado pela graça, ao possuir o cristão a mente de Cristo, ele tem o amor de Cristo – riquezas espirituais mais preciosas do que o ouro de Ofir. Porém, antes que possa existir o intenso desejo pela riqueza contida em Cristo, disponível a todos que sentem sua pobreza, deve existir o senso de necessidade. Quando o coração está repleto de presunção e preocupado com as coisas superficiais da Terra, o Senhor Jesus repreende e disciplina a fim de que a pessoa possa se dar conta de sua verdadeira condição. 

Achegue-se a Jesus com fé e sem demora. A provisão dEle é farta e gratuita, Seu amor é abundante, e Ele lhe concederá graça para tomar Seu jugo e levar Seu fardo com alegria. Você pode reivindicar o direito à bênção dEle em virtude de Sua promessa. Pode entrar em Seu reino, que é Sua graça, Seu amor, Sua justiça, Sua paz e alegria no Espírito Santo. Se você se sente na mais profunda necessidade, pode ser suprido com toda a Sua plenitude, pois Cristo disse: “Não vim chamar justos, e sim pecadores” (Mc 2:17). Jesus o chama. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Dicas de como lidar com a falsidade humana

Os animais utilizam a camuflagem para se proteger dos seus predadores ou os predadores usam estratégias falsas para atacar as suas presas, como instinto de sobrevivência. Porém, a falsidade humana é utilizada de forma racional ou passional com objetivo de esconder atos enganosos, emoções fingidas e ações simuladas, a fim de manipular a verdade.

Hoje temos o avanço da falsidade humana, que pulsa no que é contrário à realidade. Se manifesta onde existe mentira, hipocrisia, fraude e adulteração. Conviver com a falsidade não é tarefa fácil, exige cautela – para identificar como funciona as suas engrenagens –, sobretudo, na família, no trabalho, na mídia e nas redes sociais, na política e na religião.

O ambiente de trabalho é o espaço que aprendemos a lidar com gente falsa e não gostamos das atitudes fingidas de certos colegas. Esse tipo de falsidade constrange a vida profissional e destrói reputações no local de trabalho. É preciso ter calma, pois quem não consegue conviver com os conflitos gerados pela falsidade acaba colocando em risco o seu emprego.

Na família, por ser uma situação delicada, no primeiro momento é não desacreditar o parente falso, porque ele poderá reverter os fatos e pôr a culpa em nós. O tempo se encarrega de colocar as coisas no seu devido lugar nas relações familiares, mas isso não significa que nunca possamos impor um limite nesse familiar.

Na mídia e nas redes sociais a falsidade reside na distribuição de fofocas, boatos e difamações, que ainda prejudica a cobertura da imprensa, tornando difícil cobrir as notícias sérias. Assim todo o cuidado é pouco, quando se trata de “fake news”, por isso é importante não compartilhar coisas que tenham um conteúdo sensacionalista ou manipulador.

A falsidade na política tem o caráter sórdido da demagogia, por suas acusações, trapaças e canalhices, todas relacionadas a esquemas de corrupção ou desvios de recursos públicos. É a mesma lógica das falsas religiões, que são especialistas em enganar as pessoas para ganhar dinheiro, em troca da cura das doenças e da prosperidade dos fiéis. Mas Jesus, há dois mil anos, nos alertava para ter precaução com esses “lobos vestidos com pele de cordeiro.”

Para o psicanalista Donald Winnicott a falsidade ocorre quando a pessoa se afasta da sua essência. É um indivíduo que não consegue se demonstrar vulnerável, criando um “ eu falso”, que acredita nas suas próprias mentiras. As pessoas com esse traço patológico criam pontos de vistas falsos da vida, que tentam iludir os demais com as suas necessidades, tornando qualquer relacionamento muito difícil.

Sendo assim, a cautela e a calma são ferramentas eficazes para lidar com a falsidade, como afirmou Bertholt Brecht: “Se se pretende dizer eficazmente a verdade sobre um mau estado de coisas, é preciso dizê-la de maneira que permita reconhecer as suas causas evitáveis. Uma vez reconhecidas as causas evitáveis, o mau estado de coisas pode ser combatido”.

Jackson César Buonocore (via Conti Outra)

Fique com algumas dicas que encontramos na Bíblia sobre a falsidade humana:
"Eu não ando na companhia de gente falsa e não vivo com hipócritas." (Salmos 26:4)
"A integridade dos justos os guia, mas a falsidade dos infiéis os destrói." (Provérbios 11:3)
"A testemunha sincera não engana, mas a falsa transborda em mentiras." (Provérbios 14:5)
"Mantém longe de mim a falsidade e a mentira." (Provérbios 30:8)
"Quem odeia disfarça as suas intenções com os lábios, mas no coração abriga a falsidade." (Provérbios 26:24)
Vejamos também o que Ellen G. White nos diz sobre esse assunto:
"A intenção de enganar é o que constitui a falsidade. Por um relance de olhos, por um movimento da mão, uma expressão do rosto, pode-se dizer falsidade tão eficazmente como por palavras. Todo o exagero intencional, toda a sugestão ou insinuação calculada a transmitir uma impressão errônea ou desproporcionada, mesmo a declaração de fatos feita de tal maneira que iluda, é falsidade." (Patriarcas e Profetas, p. 309)

"Engano, falsidade e infidelidade podem ser dissimulados e ocultos dos olhos humanos, mas não dos olhos de Deus. Os anjos de Deus que observam o desenvolvimento do caráter e pesam o valor moral, registram no livro do Céu essas pequeninas transações reveladoras do caráter." (Testemunhos Seletos, vol. 1, p. 508)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Você já quis ter asas e voar para longe?

Alguma vez você já se sentiu como Davi, querendo apenas criar asas e voar para longe?
"Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso; Eis que fugiria para longe e ficaria no deserto." (Salmo 55:6-7)
Já houve vezes em que me senti assim. Eu queria poder crescer asas e voar para bem longe. Queria poder ter me mudado para uma cidade distante onde ninguém me conheceria, mudar meu nome e começar uma nova vida. Desejei poder escapar de problemas, de dores, de tristeza e de lidar com pessoas e apenas me esconder em uma cabana na floresta em algum canto.

Mas a verdade é que não há fuga da tristeza e da dor dessa vida. Já houve momentos em que a vontade era de desistir. Sentia vontade de abrir mão de minha fé em Jesus. Mas a cada vez que me sentia assim, a pergunta de Jesus a Pedro e a resposta de Pedro ressoavam em meus ouvidos: 
"À vista disso, muitos dos Seus discípulos O abandonaram e já não andavam com Ele. Então, perguntou Jesus aos doze: 'Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?' Respondeu-lhe Simão Pedro: 'Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus'.” (João 6:66-69)
Para onde mais eu iria? Jesus tem as palavras de vida eterna. E eu vim a saber que Ele é o Messias, o Salvador, o Caminho, a Verdade e a Vida. Para onde mais eu irei? De volta aos bares? De volta à minha vida de pecado? De volta ao mundo – aquele poço sem fundo que promete alegria, mas nunca cumpre? Vou para outra religião? Não posso fazer isso. Eu conheço a verdade. Para onde mais eu iria? Eu sei que Jesus é minha única esperança. Por maior que seja a dor do momento, eu sei que Ele é o meu único refúgio.

É fácil ter fé quando as coisas estão indo bem. É fácil louvar a Deus e ser grato quando tudo está indo conforme o esperado. Mas confiar e adorar em meio às aflições glorifica Deus muito mais. Quando sofremos, especialmente em meio a tragédias e dor intensa, podemos ter vontade de fazer o que a esposa de Jó sugeriu: “Amaldiçoa a Deus e morre”. Ou podemos responder como Jó: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei nEle”.

Em meus quarenta anos de cristão, já vi crentes responderem à tragédia e a tempos difíceis das duas formas. Já vi alguns se tornarem amargurados, perderem sua fé e pararem de seguir Jesus, dizendo ‘como um Deus bom permitiria isso? Como um Deus de amor me deixaria passar por tal dor? Deus não respondeu minhas orações. Eu cri nEle, mas Ele não correspondeu’.

Mas também já vi crentes atravessarem horríveis tragédias e, apesar da tristeza inimaginável, apesar das lágrimas, ainda levantavam a voz para adorar Jesus e declarar que Ele é soberano, sábio, amoroso e bondoso. Quanta glória eles dão a Deus quando levantam suas mãos, mesmo que as lágrimas corram por seus rostos. Quanta honra ao Senhor! Eu mal posso esperar para ver o dia em que Jesus enxugará todas as lágrimas de seus olhos e o coroará com glória. E se um anjo perguntar “por que você não desistiu? Por que você continuou adorando e confiando nEle?” Eles irão responder “para onde mais eu iria? Jesus tem as palavras de vida eterna. Ele é o Santo de Deus, meu Senhor, meu Rei. Ele era minha única esperança”.

Para onde mais você vai?
Jesus é a fonte da vida. Qualquer outra “fonte” é um poço seco. Qualquer outro caminho é um beco sem saída. Deposite seu pesar aos pés dEle. Entregue suas reclamações a Ele. Faça suas perguntas a Ele. Pergunte por que você precisa passar pelo que está passando. E apesar de qualquer coisa, sempre diga “para onde eu iria, Jesus? Tu tens as palavras de vida eterna. Tu és minha única esperança”. Peça a Jesus por conforto e paz. Peça para que Ele leve sua tristeza. E peça por graça para adorá-Lo em meio às aflições. Não há para onde ir. 

Então se agarre Àquele cujos braços eternos estão te sustentando. Corra para Aquele que verdadeiramente conhece sua dor e deseja te confortar. Corra para Aquele que é seu refúgio e fortaleza, socorro bem presente na aflição. Corra para Aquele que tem as palavras de vida eterna.

Mark Altrogge | Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
"Se educássemos nosso coração para ter mais fé, mais amor, maior paciência, mais perfeita confiança em nosso Pai celestial, teríamos mais paz e felicidade ao atravessar os conflitos da vida. O Senhor não Se agrada de que nos impacientemos e fiquemos angustiados, fora dos braços de Jesus. É Ele a única fonte de toda a graça, o cumprimento de toda promessa, a realização de toda bênção. ... Nossa peregrinação seria na verdade solitária, não fosse Jesus. 'Não vos deixarei órfãos' (João 14:18), diz-nos Ele. Acarinhemos Suas palavras, creiamos em Suas promessas, repitamo-las dia a dia e meditemos nelas nas horas da noite, e sejamos felizes. (Ellen G. White - Nossa Alta Vocação, 118 - Meditações Matinais, 1962)

domingo, 11 de fevereiro de 2018

O dia em que Satanás desejou voltar ao Céu

Depois que Satanás foi expulso do céu (como lemos em Ap 12:7-9), ele já havia recebido todas as oportunidades possíveis. Por isso, quando foi jogado para a Terra (Ap 12:12; Lc 10:18), o destino dele já estava selado, pois, ele escolheu assim.

Oportunidades não faltaram a Lúcifer. Podemos ter certeza disso. Afinal, a Bíblia ensina que “Deus é amor” (1 Jo 4:8, 16), que Ele tem “prazer na misericórdia” (Mq 7:19) e que o Criador é “[…] Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade”. Além disso, Ele se alegra em ver que o indivíduo, por mais perverso que seja, se converta e viva (Ez 18:23, 32). Ellen White esclarece que o tempo da graça para Satanás e seus anjos esgotou-se com a expulsão deles do Céu: 
"Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás. Este não foi imediatamente degradado de sua posição elevada, quando a princípio condescendeu com o espírito de descontentamento, nem mesmo quando começou a apresentar suas falsas pretensões diante dos anjos fiéis. Muito tempo foi ele conservado no Céu. Reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse." (O Grande Conflito, pp. 495-496)
“Não havia possibilidade de esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda esta glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas exibições do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aquelas que já haviam testemunhado.” (No Deserto da Tentação, pp. 25 e 26)
Havendo perdido sua posição nas cortes celestiais, Satanás ainda solicitou para ser readmitido no Céu, mas Cristo lhe disse que isto seria impossível.
"Satanás agora observava os terríveis resultados de sua rebelião. Satanás estava espantado ante sua nova condição. Sua felicidade acabara. Olhava para os anjos que, com ele, outrora foram tão felizes, mas que tinham sido expulsos do Céu em sua companhia. Antes de sua queda nenhuma sombra de descontentamento tinha turbado sua perfeita alegria. Agora, tudo parecia mudado. As faces que tinham refletido a imagem de seu Criador estavam melancólicas e em desespero. Conflito, discórdia e ásperas recriminações existiam entre eles. Antes de sua rebelião, esses acontecimentos eram desconhecidos no Céu. Satanás agora observava os terríveis resultados de sua rebelião. Ele estremecia e temia encarar o futuro e contemplar o fim dessas coisas. Ele está sozinho, meditando sobre o passado, o presente e o futuro de seus planos. Sua poderosa estrutura vacila como numa tempestade.
Um anjo do Céu está passando. Ele o chama e suplica uma entrevista com Cristo. Isto lhe é concedido. Então, relata ao Filho de Deus que está arrependido de sua rebelião e deseja voltar ao favor divino. Está disposto a tomar o lugar que previamente Deus lhe designara e sujeitar-se a Seu sábio comando. Cristo chorou ante o infortúnio de Satanás, mas disse-lhe, como pensamento de Deus, que ele jamais poderia ser recebido no Céu. O Céu não devia ser colocado em perigo. Se fosse recebido de volta, todo o Céu seria manchado pelo pecado e rebelião originados com ele. As sementes da rebelião ainda estavam nele. Não tivera, em sua rebelião, nenhum motivo para seu procedimento, e arruinara irremediavelmente não só a si mesmo, mas a multidão de anjos, que teria sido feliz no Céu, tivesse ele permanecido firme. A lei de Deus podia condenar mas não podia perdoar.
Ele não se arrependeu de sua rebelião porque visse a bondade de Deus, da qual havia abusado. Não era possível que seu amor por Deus tivesse aumentado tanto desde a queda, que o levasse a uma alegre submissão e feliz obediência à Sua lei, por ele desprezada. A desgraça que experimentara em perder a doce luz do Céu, o senso de culpa que o oprimia, o desapontamento que sentiu em não ver realizadas suas esperanças, foram a causa de sua dor. Ser comandante fora do Céu era vastamente diferente de ser assim honrado no Céu. A perda que sofreu de todos os privilégios celestiais parecia demais para suportar. Desejava recuperá-los.
Esta grande mudança de posição não tinha aumentado seu amor por Deus, nem por Sua sábia e justa lei. Quando Satanás se tornou plenamente convencido de que não havia possibilidade de ser reintegrado no favor de Deus, manifestou sua maldade com aumentado ódio e feroz veemência.
Deus sabia que tão determinada rebelião não permaneceria inativa. Satanás inventaria meios para importunar os anjos celestiais e mostrar desdém por Sua autoridade. Como não podia ser admitido no interior dos portais celestes, aguardaria mesmo à entrada, para escarnecer dos anjos e procurar contender com eles ao passarem. Procuraria destruir a felicidade de Adão e Eva. Esforçar-se-ia por incitá-los à rebelião, sabendo que isto causaria tristeza no Céu." (História da Redenção, p. 24-27)
Deus nos dá as mesmas oportunidades para arrependimento e mudança de nossos conceitos religiosos equivocados que podem nos levar à perdição eterna. Iremos aproveitar as oportunidades que o Espírito Santo nos oferece todos os dias?
“Como diz o Espírito Santo: Se hoje vocês ouvirem a voz de Deus, não sejam teimosos...” (Hb 3:7, 8, NTLH)

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Respeito é bom e Deus gosta

Vivemos uma época de total desrespeito pela autoridade, seja ela qual for. Filhos têm desrespeitado os pais. Alunos têm desrespeitado professores. Empregados têm desrespeitado patrões. Cidadãos têm desrespeitado seus governantes. O desrespeito tem ido muito além de apenas não acatar as decisões, ele se manifesta em ofensas, agressões, confrontos e, até, ameaças. É sempre bom lembrar que a rebelião contra a autoridade foi o que levou Satanás a ser expulso da presença de Deus e a ser condenado ao lago de fogo e enxofre por toda a eternidade. Insubmissão e desrespeito pelos superiores hierárquicos são consequência de arrogância, postura sobre a qual a Bíblia afirma: 
“Os arrogantes não permanecerão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a iniquidade.” (Sl 5:5)
Essa arrogância nada mais é do que sinal de que vivemos os últimos dias, como Paulo profetizou dois milênios atrás: 
“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” (2Tm 3:1-5)
Nessa passagem há uma referência direta a um dos Dez Mandamentos, que fala do respeito e da obediência à autoridade paterna: 
“Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.” (Êx 20:12) 
O século 21 tem sido marcado por uma geração de filhos rebeldes, que destratam pai e mãe, não acatam suas determinações, se consideram independentes daqueles que os criaram. 
"Nestes últimos dias, os filhos se fazem notar tanto por sua desobediência e desrespeito, que Deus os tem observado especialmente, e isto constitui um sinal da proximidade do fim. É um indício de que Satanás tem completo domínio sobre a mente dos jovens. Por parte de muitos, já não há respeito para com a idade." (Testemunhos Seletos 1, p. 76)
Não é de se estranhar, portanto, que o desrespeito exercido no lar seja repetido em relação a outras autoridades – no trabalho, na igreja, na sociedade, na nova família. E isso é gravíssimo. Se você não tem honrado seu pai ou sua mãe, saiba que incorre em um pecado perigoso – a despeito de eles merecerem ou não o respeito; o mandamento não é condicional.

E aqui chegamos a um ponto essencial. Um dos grandes problemas de nossos dias se refere à ideia equivocada de que só devemos cumprir as ordens divinas “se”. Como assim? “Só vou respeitar meu marido se ele fizer isso e aquilo”; “Só respeitarei meu patrão se…”; “Só respeitarei o governante se…”. Mas a Bíblia não põe “se” nessa história. Devemos honrar pai e mãe independentemente de eles merecerem. As esposas devem se submeter ao marido independentemente de ele amá-las como Cristo amou a Igreja. Os empregados devem obedecer os patrões independentemente de eles serem gente fina. Os cidadãos devem ser respeitosos aos governantes independentemente de concordarem politicamente com suas decisões. O único “se” bíblico à autoridade é caso ela esteja obrigando você a fazer algo que contraria a vontade de Deus. Assim, não devem ser acatados arbítrios, por exemplo, de maridos que propõem práticas sexuais ilícitas, patrões que exigem de você atitudes fraudulentas ou desonestas no trabalho, leis que obrigam a fazer o contrário do que está nas Escrituras. A Lei de Deus sempre vem antes da lei dos homens, justamente porque sua autoridade é superior.

Mas nada justifica o desrespeito. Cristo demonstrou isso na prática. Repare que Jesus em momento algum de seu julgamento desrespeita Pilatos ou os mestres da lei e os sacerdotes. Esse é o xis da questão. Nossa postura deve ser sempre de muito respeito. [...] Você quer agir conforme a vontade de Deus, mas não está satisfeito com o governo? Então, o que você deve fazer é, primeiro, orar:
“Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador.” (1Tm 2:1-3) 
Em seguida, pode fazer duas coisas: manifestar-se de forma pacífica e/ou expor seu protesto nas urnas, por meio do seu voto.
“O Senhor sabe livrar da provação os piedosos e reservar, sob castigo, os injustos para o Dia de Juízo, especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores, ao passo que anjos, embora maiores em força e poder, não proferem contra elas juízo infamante na presença do Senhor. Esses, todavia, como brutos irracionais, naturalmente feitos para presa e destruição, falando mal daquilo em que são ignorantes, na sua destruição também hão de ser destruídos.” (2Pe 2:9-12)
Repare que Pedro não coloca nenhum “se” ao que diz aqui. Parece que muitos cristãos que defendem (e/ou praticam) a agressão, a ofensa e o desrespeito à autoridade se esquecem de uma verdade universal: 
“Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.” (Rm 13:1-7)
Meu irmão, minha irmã, a Bíblia é claríssima. O respeito à autoridade é um princípio que permeia as Escrituras desde Gênesis até Apocalipse. O conceito do respeito aos hierarquicamente superiores está presente o tempo todo na Palavra de Deus, da desobediência de Adão, no Éden, até o anjo que não permite que João se prostre diante de si. Outro princípio é o da paz, que é uma das virtudes do fruto do Espírito e é uma qualidade de pessoas que Jesus apontou como bem-aventuradas – prova de que devemos sempre buscar promover a paz. Por fim, o principio do amor ao próximo tem de estar presente em cada atitude nossa. Portanto, você sempre deve se perguntar, quando tiver alguma dúvida sobre seu posicionamento em relação a alguma autoridade: a forma como estou agindo condiz com os princípios do respeito, do amor e da paz? Se perceber que não, não é bíblico.
"Alguns de nossos irmãos têm escrito e dito muitas coisas que são interpretadas como contrárias ao Governo e à lei. Está errado expor-nos dessa maneira a um mal-entendido geral. Não é procedimento sábio criticar continuamente os atos dos governantes. A nós não nos compete atacar indivíduos nem instituições. Devemos exercer grande cuidado para não sermos tomados por oponentes das autoridades civis. Certo é que a nossa luta é intensiva, mas as nossas armas devem ser as contidas num simples 'Assim diz o Senhor'. Nossa ocupação consiste em preparar um povo para estar de pé no grande dia de Deus. Não devemos desviar-nos para procedimentos que provoquem polêmica, ou suscitem oposição nos que não são da nossa fé. Não é exigido de nós que desafiemos as autoridades." (Testemunhos Seletos 3, p. 45)
Discordar não é pecado. Manifestar insatisfação não é pecado. Mas isso deve ser feito com mansidão e honra – com qualquer um e em qualquer circunstância. O Sermão do Monte deixa isso extremamente evidente. Gostaria de lembrar que eu e você erramos em nossas ações todos os dias. Apesar disso, Deus não nos tratou como merecíamos, mas enviou Jesus para morrer pelos nossos erros.
"Deixemos inteiramente com Deus o assunto de condenar as autoridades e governos. Com humildade e amor, defendamos, como sentinelas fiéis, os princípios da verdade tal como é em Jesus." (Testemunhos Seletos 3, p. 48)
Que estendamos a todos a mesma graça que o Senhor manifestou a nós. Fora disso não há cristianismo.
"Se quisermos que os homens sejam convencidos de que a verdade que cremos santifica a alma e transforma o caráter, não estejamos continuamente sobre eles lançando veementes acusações. Se o fizermos, obrigá-los-emos a deduzirem que a doutrina que professamos não pode ser cristã, pois não nos torna bondosos, corteses e respeitosos. O cristianismo não se exterioriza em acusações violentas e condenação." (Testemunhos Seletos 3, p. 47-48)
Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)

As inserções de textos de Ellen G. White foram feita pelo blog.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CARNAVAL: Quando DEUS diz NÃO, É NÃO!

Uma parte do Brasil dá a impressão de tentar fugir do estereótipo de país do Carnaval, mas, na prática, a festa continua mais popular do que nunca e com patrocínio público e privado que lhe dá longevidade. Nos últimos anos, a participação de entidades e igrejas cristãs parece ter aumentado nesse que se transformou em um negócio lucrativo para muitos. E qual é a posição bíblica a respeito do Carnaval? Há algum tipo de aprovação, da parte de Deus, para a realização e participação nessa festa? É importante ressaltar que aqui não entro no mérito sobre a atitude individual de cada pessoa em relação a isso. Até porque as pessoas são absolutamente livres para fazer o que desejam. Mas procuro motivar a uma reflexão rápida sobre a origem da festividade e sua relação com a Bíblia.

Antes de mencionar a Bíblia, é prudente compreender a história do Carnaval e o que hoje essa festa representa no Brasil. Segundo alguns sites de história, a origem do carnaval é desconhecida. Há os que atribuem a origem dessa festa aos cultos agrários realizados pelos povos primitivos, dez mil anos antes de Cristo, quando esses povos celebravam as boas colheitas com cânticos e danças. Outros atribuem às festas em homenagem a deusa Ísis e ao boi Ápis, no Egito antigo, ou ainda na Grécia e Roma antigas.

Segundo o Guia do Estudante da Abril, voltado, portanto, a quem estuda, “eram grandes festejos pagãos, cheios de comida e bebida, para comemorar colheitas e louvar divindades e ocorriam entre novembro e dezembro”. O site Brasil Escola, também referência para pesquisas, informa que “o carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja”. Na edição de 2002, a revista Superinteressante divulgava que “só no século VII, na Grécia, o Carnaval foi oficializado como festejo à honra de Dionísio, deus do êxtase e do entusiasmo. A partir disso, os carnavais passaram a incluir orgias sexuais e etílicas – uma característica que chegou ilesa aos dias de hoje”. E a Igreja Católica, que inicialmente combatia os festejos carnais, acabou incorporando o feriado ao seu calendário oficial e o Carnaval passou a ter, de certa forma, um aval religioso também.

Conceito bíblico
Basta perceber, nos textos sobre a história do Carnaval, as palavras-chave mais usadas para se ter uma noção do conceito que caracteriza a festividade. Termos como pagão, orgia, bebidas e prazer dão uma ideia bem definida do que se trata, em essência, a festividade.

Na Bíblia, Deus não aprova práticas que desvirtuem o casamento ou a sexualidade. O sexo foi estabelecido no Éden quando Deus uniu homem e mulher como uma só carne e não deu margem para que fosse praticado de maneira despreocupada ou inconsequente. Pelo contrário. Em toda a trajetória do povo de Israel, o Senhor deixou claro que um dos segredos do êxito estaria em seguir os conselhos divinos e fugir do mau exemplo de nações vizinhas quanto à adoração de vários deuses e tudo que isso acarretava como orgias e bebedeiras. Aliás, a embriaguez que leva a uma dificuldade de racionalmente estar em contato com Deus, por causa da alteração fisiológica, também não tem a aprovação divina. Os episódios que envolveram Noé, Ló, o rei Elá e outros demonstram claramente que o uso de bebidas alcoólicas em excesso não teve bons resultados.

E eu pergunto: o Carnaval mudou muito desde suas origens pagãs romanas ou gregas? Provavelmente não, mas fica para cada um o critério de avaliar isso. Entre as grandes patrocinadoras da festa no Brasil, por exemplo, estão cervejarias e até mesmo o governo faz questão de incentivar muita festa e busca por prazer sensual desde que a pessoa use preservativos para evitar doenças venéreas ou AIDS. Ou seja, orgia, depravação sexual e embriaguez continuam sendo palavras-chave da festa dos tempos atuais.

Testemunho prejudicado
Diante disso, é preciso refletir sobre se há espaço para pessoas cristãs, que dizem seguir os ensinamentos bíblicos, nessa festa popular. O argumento comum de muitos cristãos que vão, até mesmo em blocos organizados, para esse tipo de evento é que estão ali para influenciar, para serem o sal da terra. Só devem refletir de uma maneira mais profunda para entender se o ambiente ali é propício para esse tipo de intenção. Pessoas dispostas a ter o máximo de prazer sensual e carnal, muitas delas entorpecidas pelo uso de substâncias que alteram seu estado normal de consciência, dificilmente conseguirão absorver qualquer tipo de mensagem bíblica que exige a capacidade racional em seu melhor desempenho.

Recordemos que Daniel, o humilde servo de Deus, não se atreveu a ingressar nas festas promovidas pelos monarcas babilônicos a fim de dar qualquer mensagem profética. Seu exemplo, como excelente profissional e fiel temente ao Senhor, falou muito mais alto e não o impediu de dar um testemunho. Mas você não lerá sobre Daniel misturado a uma festa pagã tentando mostrar os ensinos divinos.

O risco de que crianças, adolescentes e jovens participarem desse tipo de festividade precisa ser avaliado com seriedade. Qual é a influência desse ambiente na mente de quem, ou está em formação do caráter (crianças), ou vive conflitos e dramas pessoais, inclusive em relação a sua própria identidade (adolescentes e jovens)? É fundamental pensar sobre isso.

Conduzi-los a um terreno em que são abertamente realizadas práticas contrárias à Bíblia pode significar submetê-los a uma provação que poderia ser evitável. Vai causar a nítida ideia de que, afinal de contas, o pecado não é tão desagradável, visto tanta gente sorrindo. Ainda que, em essência, essa alegria seja passageira e motivada por uma alienação da realidade.

Fico com o conselho de Paulo, que em Romanos 12:1,2 diz “rogo-vos irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com esse século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Pessoas que desejam ter uma vida cristã equilibrada deveriam, ao menos, pensar antes de estar em ambientes em que o enfoque é, predominantemente, dar vazão aos desejos. E como o nome da própria festividade sugere, desejos carnais.

Felipe Lemos (via Realidade em Foco)


Vídeo do prof. Leandro Quadros. Uma campanha no carnaval contra o assédio diz: "Não é não!" É justamente isso o que Deus quer para você: Não!