quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Dia do Adventista - Adventistas ganham dia oficial em SP

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin sancionou nesta segunda, 16 de outubro, a lei que estabelece o dia 22 de outubro como o Dia do Adventista. A decisão é um reconhecimento ao trabalho da denominação em todo o território paulista que tem atuado em frentes como educação, saúde, liberdade religiosa e projetos sociais. A data escolhida é emblemática para os adventistas, já que em 22 de outubro de 1844 os pioneiros da denominação tiveram uma grande decepção. O fato é considerado um marco de capital importância para o nascimento da Igreja Adventista.

Atualmente, a Igreja Adventista do Sétimo Dia soma 262 mil fiéis no território paulista, de acordo com dados do sistema de cadastro de membro (ACMS). Parece pouco quando contrastado com os 45 milhões de brasileiros que vivem no estado de São Paulo. No entanto, o trabalho realizado se mostra relevante para toda a população paulista, pois as ações ultrapassam os limites dos templos.

Projetos sociais
Entre os projetos que mais obtiveram destaque na mídia foi a parceira entre os adventistas e a prefeitura de São Paulo no Programa Emergencial de Inverno (PEI), que amenizou o problema do déficit de abrigos para pessoas em situação de rua na capital paulista. Estima-se que esse grupo some 25 mil pessoas enquanto que a prefeitura disponibiliza espaço para pouco mais de 11 mil. Além dos voluntários que atuaram durante os 40 dias de operação do PEI, a Igreja Adventista proveu atendimento médico para quem procurava o local.

Além disso, a Igreja Adventista mantém mais de 24 projetos por meio da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) somente em território paulista. A ADRA também atua em situações de emergência, como nos casos das fortes chuvas que afetaram principalmente os municípios de Itaquaquecetuba e Franco da Rocha no início de 2016. (Com informações da ASN)

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Contagem regressiva para os 500 anos da Reforma Protestante

Uma grande celebração da Reforma Protestante está se encaminhando. Desde 2008, a Alemanha vem comemorando a “década de Lutero”, cujo clímax será o aniversário de 500 anos da Reforma no dia 31 de outubro de 2017. Neste breve resumo, vamos conhecer a Reforma Protestante, suas causas e contexto histórico.

No início do século 16, a Europa passava por um tempo de terríveis trevas espirituais. Por mais de mil anos, a monarquia e o sistema religioso oficial estavam obrigando o povo a viver como escravos sem ter ao menos a chance de ler a Bíblia por conta própria. 

Por causa disso, muitas doutrinas falsas eram ensinadas e o povo acreditava nelas. Para você ter uma ideia de como funcionavam as coisas, o papa Leão X resolveu restaurar a Catedral de São Paulo, mas não tinha dinheiro para a obra. Então resolveu vender uns diplomas chamados "indulgências" que, segundo se cria, tinham o poder de diminuir a punição do pecador. O preço variava de pecado para pecado. Pessoas pobres gastaram todas as suas economias para comprar esses diplomas e os ricos chegaram a fazer depósitos prévios por pecados que ainda iriam cometer. 

Um monge agostiniano chamado Martinho Lutero se indignou com isso e, como protesto, publicou em 31 de outubro de 1517 uma lista de 95 teses contra a Igreja Católica. Fixou a lista na porta principal da Catedral de Wittenberg, na Alemanha. O papa o chamou de "alemão bêbado e idiota". Lutero se defendeu, dizendo que seus ensinos estavam baseados na Palavra de Deus e que estaria disposto a renunciar a qualquer de seus ensinos caso alguém lhe mostrasse, pela Bíblia, que ele estava errado.

Em pouco tempo, Lutero estava excomungado e só escapou da fogueira porque se refugiou nas terras de um nobre da Alemanha. Durante o exílio, ele aproveitou para traduzir o Novo Testamento do grego para o alemão, a fim de que o povo pudesse ler. Na época, todas as leituras bíblicas eram feitas durante a missa em latim e poucos compreendiam o significado desse antigo idioma da igreja.

Lutero então se tornou líder de um novo movimento e seus protestos se espalharam por toda a Europa, ganhando a adesão de João Calvino, que sistematizou por escrito os ensinos básicos do protestantismo. Como consequência da Reforma Protestante, Deus fez surgir a Igreja Adventista.

Sugiro, como reflexão, a leitura dos capítulos Lutero e a Grande Reforma, Progresso da Reforma e Deixando de Progredir, contidos no livro História da Redenção, de Ellen G. White. 

Filmado em importantes lugares históricos da Europa, o documentário abaixo apresenta uma visão panorâmica do declínio do cristianismo pós-apostólico e de sua restauração através de sucessivos movimentos reformadores. O fervor e a dedicação de John Wycliffe, John Huss, Jerônimo de Praga, Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio, João Calvino e muitos outros devem inspirar e motivar a vida dos cristãos modernos.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Igreja Adventista rebate pastor que listou 4 razões para não ouvir músicas de artistas da denominação

A Igreja Adventista rebateu as acusações feitas pelo pastor Renato Vargens em um artigo em que o líder evangélico lista quatro razões para não dar audiência a cantores que sejam membros desta denominação (leia aqui o artigo). Vargens é pastor da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ), escritor, conferencista e um dos principais formadores de opinião no movimento reformado brasileiro.

Confira a íntegra do comunicado da Igreja Adventista do Sétimo Dia:

A Igreja Adventista do Sétimo Dia sente a necessidade de dar alguns esclarecimentos a respeito da notícia intitulada Pastor aconselha a não cantar músicas de artistas adventistas e aponta quatro razões, do pastor Renato Vargens, divulgado pelo site Gospel Mais, no dia 12 de outubro.

1. A acusação do referido pastor de que a Igreja Adventista é exclusivista não tem consistência. Os adventistas são conhecidos, sobretudo no Brasil, por manterem uma das maiores redes de escolas, colégios e universidades (mais de 150 mil alunos) onde estudam centenas de pessoas não adventistas. Além disso, seus mais de 15 mil templos no território brasileiro estão abertos todos os finais de semana e, em alguns dias da semana, para que milhares de pessoas, de diferentes religiões ou mesmo sem qualquer crença definida, possam visitar e conhecer o que creem os adventistas. Isso sem falar nos hospitais, nos projetos de assistência social e nos centros de vida saudável. As músicas produzidas por cantores e instrumentistas adventistas são feitas para louvar o nome de Deus, como se espera de músicas cristãs, e servem ao propósito de ajudar pessoas a se conectarem cada vez mais com Deus e, se o desejarem por livre e espontânea vontade, com a igreja também. E nisso não há nenhum tipo de ilegalidade, arbitrariedade ou contradição com a Bíblia.

2. As crenças defendidas pelos adventistas (http://www.adventistas.org/pt/institucional/crencas/) são amplamente divulgadas e estão totalmente embasadas na Bíblia Sagrada. Todas as pessoas são convidadas a conhecer mais sobre o que creem os adventistas e fazer elas mesmas sua comparação com o que conhecem a respeito da Bíblia Sagrada e, assim, tirar suas próprias conclusões.

3. É inverídica a afirmação de que os escritos de Ellen White são apresentados pelos adventistas como no mesmo nível ou superiores à Bíblia Sagrada. É fundamental ler esse artigo (http://centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-sobre-ellen-g-white/como-os-escritos-de-ellen-g-white-se-relacionam-com-a-biblia/) e, em um trecho, é dito que “os adventistas do sétimo dia acreditam que os escritos de Ellen White não constituem um substituto para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras Sagradas ocupam posição única, pois são o único padrão pelo qual os seus escritos – ou quaisquer outros – devem ser julgados e ao qual devem estar subordinados” (Nisto Cremos, p. 305).

4. Os adventistas lamentam muito o fato de um pastor sugerir que as pessoas deixem de ouvir músicas produzidas por cantores ou instrumentistas adventistas. Isso porque essas canções, além de muito bem produzidas sob o ponto de vista da qualidade técnica, são fundamentadas na Bíblia e edificam espiritualmente. Um dos exemplos é o tradicional quarteto Arautos do Rei, com mais de meio século de existência no Brasil, e que se apresenta e tem muitas músicas cantadas em diferentes igrejas evangélicas no Brasil e em outros países.

Respeitosamente, esperamos que essas acusações não se reproduzam, pois temos adotado a postura de apresentar nossos projetos, programas, ações, crenças e convicções sem, no entanto, atacar grupos ou organizações religiosas ou não, que inclusive pensam de forma diferente da nossa.

Que Deus abençoe a todos e que sigamos buscando a paz uns com os outros como fez Jesus Cristo enquanto aqui viveu.

Pr. Rafael Rossi
Diretor de Comunicação da Igreja Adventista do Sétimo Dia
América do Sul

[Com informações de Gospel+]

Estamos ouvindo a voz da consciência?

A palavra consciência não aparece no Velho Testamento, mas seu conceito é evidente em todo ele. Quando Adão e Eva pecaram esconderam-se da “presença do Senhor Deus” (Gênesis 3:8). Sua consciência trabalhou. Quando Davi fez o recenseamento de Israel contra o conselho de Deus, “o coração doeu a Davi” (2 Samuel 24:10), isto é, sua consciência atuou. O Novo Testamento usa o termo consciência 31 vezes. Paulo enfatizava a necessidade de se manter a consciência limpa diante de Deus e procurava pessoalmente “ter uma consciência sem ofensa tanto para com Deus como para com os homens” (Atos 24:16).

Ellen White define consciência como “a voz de Deus ouvida em meio ao conflito das paixões humanas. Quando resistida, o Espírito de Deus é entristecido”.1 Ela aconselha: “O Senhor requer que obedeçamos a voz do dever... e ouçamos a voz da consciência sem negociação ou compromisso, para que seus apelos não cessem.”2

Exemplos de consciência ativa
A Bíblia e a história são plenas em exemplos de homens e mulheres que obedeceram ou desafiaram a própria consciência. “Como pois faria eu este grande mal e pecaria contra Deus?”, disse José ao resistir às investidas sedutoras da mulher de Potifar (Gênesis 39:9). Todas as iguarias da mesa do rei não puderam induzir Daniel a ir contra sua decisão. Por outro lado, uma consciência traída repetidamente e embotada por comprometimentos e ineptidão moral levou Herodes a uma condição onde “suas percepções morais se tinham rebaixado mais e mais em razão de sua vida licenciosa”.3

João Huss estava pronto a morrer antes que violar sua consciência. “A que erros”, disse ele, “renunciarei eu? Não me julgo culpado de nenhum. Invoco a Deus para testemunhar que tudo que escrevi e preguei foi feito com o fim de livrar almas do pecado e perdição; e, portanto, muito alegremente confirmarei com meu sangue a verdade que escrevi e preguei”.4

Martinho Lutero demonstrou a força da consciência na Dieta de Worms. As autoridades, com todo o seu poder e pompa, formularam uma simples pergunta a Lutero: “Retratar-te-ás ou não?” A resposta do reformador foi um apelo à Palavra de Deus e à sua própria consciência: “A menos que assim submetam minha consciência pela Palavra de Deus, não posso retratar-me e não me retratarei, pois é perigoso a um cristão falar contra a consciência. Aqui permaneço, não posso fazer outra coisa; Deus queira ajudar-me. Amém.”5

A assembléia toda ficou em suspense por um momento. Não podiam crer que uma pessoa estivesse disposta a arriscar sua vida para enfrentar os poderosos da igreja e do estado. Mais tarde, muitos líderes vieram ver Lutero em sua câmara. “Muitos havia que não faziam qualquer tentativa de ocultar sua simpatia por Lutero. Ele era visitado por príncipes, condes, barões e outras pessoas de distinção, tanto leigas como eclesiásticas... Mesmo os que não tinham fé em suas doutrinas, não podiam deixar de admirar aquela altiva integridade que o levou a afrontar a morte de preferência a violar a consciência.”6

Os Pais Peregrinos não vieram dar às costas da América buscando riqueza ou fama. “Foi o desejo de liberdade de consciência que inspirou os peregrinos a suportar as agruras e riscos das selvas e lançar, com a bênção de Deus, nas praias da América, o fundamento de uma poderosa nação.”7

Mais recentemente, Martin Luther King Jr. tornou-se o guardião da consciência de nossos tempos, ao sustentar o princípio bíblico da dignidade humana e realizar o sonho abrigado pela constituição dos Estados Unidos, de que todas as pessoas foram criadas iguais. Por que Martin Luther King Jr. será lembrado? Pelas marchas que dirigiu para garantir os direitos civis dos oprimidos? Pela linguagem de não-violência que utilizava para com aqueles que violavam os direitos civis de seu povo? Por sua famosa marcha sobre Washington e o discurso famoso: “Eu tenho um sonho”? Pelo Prêmio Nobel que ganhou? Todos esses são acontecimentos notáveis, mas em minha opinião, Martin Luther King Jr. foi um grande homem porque sua consciência foi despertada e temperada pela devoção às Escrituras. No dia anterior de sua morte, ele disse em Memphis, Tennessee:

“Bem, não sei o que vai acontecer a seguir. Temos alguns dias difíceis pela frente. Mas isso não me importa agora. Porque subi ao alto da montanha e não me preocupo. Como qualquer um, eu gostaria de viver uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Porém, não estou inquieto por isso. Somente quero fazer a vontade de Deus. Ele me permitiu subir a montanha e eu contemplei a terra prometida. Posso não chegar lá com vocês, mas quero que saibam, hoje à noite, que nós, como um povo, chegaremos à terra prometida. Sinto-me feliz. Nada me aflige; não temo homem algum. Meus olhos viram a glória do Senhor vindouro.”8

Com aquela glória ainda brilhando em sua face, ele morreu no dia seguinte. King foi leal à sua consciência.

A maior necessidade do mundo
“A maior necessidade do mundo é a de homens; homens que não se comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.”9

Quando chegamos ao ponto de termos de escolher entre o dever e a inclinação, é fácil racionalizar e tentar minimizar os perigos da violação da consciência. Permitam-me ser claro. Soam familiares a você quaisquer desses processos mentais?

“Sei que não devia estar vendo isso, mas sou adulto e nada vai me prejudicar. Posso suportar bem palavreado sujo, nudez e violência. Estou na privacidade de meu lar.”

“Sei que deveria devolver o dízimo, mas não posso fazê-lo. Estou endividado. A igreja usa mal o dinheiro. Ela se apostatou. Estou fazendo aquilo que acho melhor.”

“Sei que não devia estar comendo ou bebendo como o faço, mas um pouquinho só não vai me fazer mal. Deus sabe que meu coração está em ordem. É difícil comer e beber de acordo com os princípios quando a gente está viajando.”

Se adoto o processo de racionalização, estou realmente procurando aquietar minha consciência e argumentando com o Espírito Santo.

Adiando a decisão
Ouço alguns adventistas dizer: “É prematuro ficar agitado por causa da segunda vinda de Cristo agora. Estamos muito longe desse acontecimento. Quando virmos a lei dominical chegar, creremos que estamos realmente no fim e então buscaremos estar em dia com Deus.” Será?

A história claramente indica que a situação não é bem assim. Lembre-se da geração de Noé. “Seu tempo de graça estava prestes a expirar. O venerando patriarca tinha fielmente seguido as instruções que recebera de Deus. A arca estava concluída em todas as suas partes, conforme o Senhor determinara, e provida de alimento para o homem e os animais. E agora o servo de Deus fez seu último e solene apelo ao povo. Com angustiosa solicitude que palavras não podem exprimir, rogou que buscassem refúgio enquanto ainda se poderia achar. De novo rejeitaram suas palavras e levantaram a voz em zombaria e escárnio. Subitamente veio silêncio sobre a turba zombeteira. Animais de toda a espécie, os mais ferozes bem como os mais mansos, foram vistos vindo das montanhas e florestas e se encaminhando quietamente para a arca. Ouviu-se o rumor de um vento impetuoso e eis que aves estavam a ajuntar-se de todos os lados, escurecendo-se o céu pela sua quantidade, e em perfeita ordem passaram para a arca. Os animais obedeciam o mandado de Deus, enquanto os homens eram desobedientes... Mas os homens se haviam tornado tão endurecidos pela sua persistente rejeição da luz, que mesmo esta cena não produziu senão uma impressão momentânea.”10

A despeito desse milagre impressionante, ninguém mudou de ideia e aceitou o convite de Noé. A rejeição persistente do apelo do Espírito de Deus os deixara incapacitados de mudar.

Enfrentamos um perigo semelhante. O momento de fazer o que é direito é agora! A voz de Deus falando à nossa consciência não deve ser silenciada, mas obedecida.

G. Edward Reid (via Diálogo Universitário)

Notas e referências:
1. Ellen G. White, Testimonies for the Church (Mountain View, Califórnia: Pacific Press Publ. Assn., 1948), vol. 5, p. 120.
2. Idem, pág. 69.
3. White, O Desejado de Todas as Nações (Santo André, SP; Casa Publicadora Brasileira, 1979), p. 700.
4. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988), p. 109.
5. Idem, p. 160.
6. Idem, p. 165.
7. Idem, p. 292.
8. A Testament of Hope: The Essential Writings of Martin Luther King Jr., publicado por James M. Washington.
9. White, Educação (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1977), p. 57.
10. White, Patriarcas e Profetas (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), pp. 97, 98.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O melhor professor de todos os tempos

Muitos estudiosos da didática e da metodologia do ensino consideram Jesus Cristo o professor mais marcante de todos os tempos. Há dezenas de livros a esse respeito. O fato é que Seu ensino criativo e transformador alcançou e alcança milhões de pessoas.

O mestre Jesus Cristo, um carpinteiro, sem jamais ter deixado registrada uma palavra sequer, sem jamais ter produzido um artigo, pesquisa, monografia ou livro, impactou a humanidade de um jeito impressionante. Como nos lembra o Dr. James Kenedy, com 12 discípulos Jesus Cristo exerceu influência civilizatória que dura até hoje![1]

É irrefutável que a vida do jovem galileu causou grande impacto em Sua época e em nossa época. E o mais espetacular: fez tudo isso até os 33 anos de idade apenas. Isso é extraordinário! Como diz o respeitado J. M. Price, em seu clássico A Pedagogia de Jesus, “ninguém esteve melhor preparado, e ninguém se mostrou mais idôneo para ensinar do que Jesus. No que toca às qualificações, bem como noutros mais respeitos, Jesus foi o mestre ideal. Isto é verdade tanto visto do ângulo divino como do humano. No sentido mais profundo, Jesus foi um mestre vindo da parte de Deus”.[2]

Características de Jesus como professor
O mestre Jesus é surpreendente. E, se olharmos para algumas de Suas características de personalidade, temos que admitir que Ele é um padrão de absoluto equilíbrio, bom senso e profissionalismo. Seguindo as percepções de Roy Zuck,[3] pensemos um pouco em algumas de Suas características enquanto mestre.

Jesus Cristo é referencial de maturidade. Lucas 2:40 nos diz que “o menino [Jesus] crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele”. Da perspectiva humana, Jesus era uma pessoa madura; como Filho de Deus e como membro da Trindade, obviamente era espiritualmente maduro. Devemos seguir Seu exemplo, procurando crescer mentalmente, espiritualmente, fisicamente e socialmente.

Jesus veio à Terra para revelar o Pai (João 17:26). Desta maneira, podemos entender que Ele possuía todo conhecimento e era capaz de discorrer sobre qualquer tema com maestria. Certamente isso fazia com que o povo ficasse fascinado “pelas Suas palavras” (Lucas 19:48). Os professores são responsáveis pelo que afirmam e, portanto, ao abordarem algum tópico, precisam fazê-lo com autoridade, a qual é resultado de tempo gasto em oração, pesquisa e reflexão.

Sendo autoridade em qualquer assunto, Jesus sempre falava com convicção, jamais deixando alguma dúvida do que Ele ensinava. Era com plena certeza que Ele fazia afirmações como “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6); ou: “Vocês ouviram o que foi dito… Mas Eu lhes digo que…” (Mateus 5:21, 22). O educador cristão precisa se expressar com convicção, transmitindo segurança aos seus ouvintes; isto é resultado, claro, de estudo profundo numa área específica do conhecimento, mas também resultado de uma vida conduzida pelo Espírito Santo.

O apóstolo Paulo afirma que Jesus “humilhou-se a si mesmo” (Filipenses 2:8). Uma clara demonstração da humildade do Mestre pode ser vista em Sua atitude de servir e não ser servido (Mateus 20:28). Os professores cristãos não obtém respeito dos colegas e dos alunos pela auto-exaltação, senão pela humilde postura de servo. Afinal, o orgulho causa repulsa, enquanto que a humildade atrai.

Diferentemente de nossa educação conteudista, orientada pelo assunto a ser transmitido, o mestre Jesus não tinha um conteúdo curricular fechado, e nem mesmo parecia preocupar-se com o que deveria ensinar a cada dia. Obviamente Ele queria ensinar algumas coisas, mas o fazia com espontaneidade, esperando o momento certo, quando o coração e a mente de Seus ouvintes estavam dispostos. Foi assim, por exemplo, na ocasião em que acalmou a tempestade (Mateus 8:23-27); esse foi o momento oportuno para ensinar sobre a fé e o medo do ser humano, bem como sobre o ilimitado poder de Deus. Nas ocasiões informais as pessoas podem ter maior disposição para ouvir e captar ensinos que modificarão para sempre sua vida.

De vez em quando escutamos alguns alunos reclamando que ficam confusos na hora da aula, pois, às vezes, alguns professores falam de muitas coisas ao mesmo tempo. Outros dizem que não entendem o que é dito, pois alguns docentes usam palavras e expressões desconhecidas. Em relação ao mestre Jesus, podemos dizer que havia tal clareza em Seus ensinos e discursos, “que as crianças, os idosos e o povo comum o ouviam com prazer e ficavam encantados com as suas palavras”.[4] Se quiserem ensinar com clareza, os professores precisam escolher adequadamente as palavras e expressões que usam; e sempre que houver necessidade de usar uma palavra técnica, incomum aos alunos, precisam explicá-la de modo claro, exemplificando-a se possível.

Em Seu ministério, Jesus ensinava com senso de urgência, pois sabia que não tinha todo o tempo do mundo. Em pouco mais de três anos deveria transmitir à humanidade os ensinos que se demonstrariam capazes de transformar a rotina da vida humana. Portanto, não havia tempo a perder. Em João 7:33 Ele afirma: “Estou com vocês apenas por pouco tempo”. O Mestre tinha senso de urgência. Todavia, Ele não se deixou dominar pela agenda: Ele nunca estava apressado e nunca cancelou um encontro. Sempre tinha tempo para ministrar as necessidades das pessoas. Os professores cristãos precisam aprender a administrar melhor o tempo, “aproveitando ao máximo cada oportunidade” (Efésios 5:16), não desperdiçando o precioso tempo da sala de aula. O tempo é ouro, e deve ser administrado de tal modo que o professor nunca venha a se arrepender por ter usado o tempo de modo irresponsável.

No ministério de Cristo são evidentes sua simpatia e empatia, manifestas em seu amor e cuidado pelas pessoas. O evangelho de Lucas diz que “todos falavam bem dele e estavam admirados com as palavras de graça que saíam de seus lábios (4:22). O educador Antônio Tadeu Ayres nos lembra que “nenhum professor é considerado bom simplesmente por acaso. Os alunos sabem perceber muito bem o mestre que conhece o que ensina, tem prazer de instruir e sabe como fazer isso. Percebem também a personalidade, o temperamento, os valores éticos e a capacidade de compreensão. Nesta questão particular, será bem-sucedido o professor que de fato pratica a empatia”.[5] De uma perspectiva cristã, os alunos não são meramente clientes, e sim, acima de tudo, candidatos ao reino de Deus. Portanto, os professores precisam exercer paciência, simpatia e empatia. Afinal, o ensino cristão é muito mais do que conteúdo. É também a demonstração de um genuíno interesse pelas pessoas.

Finalmente, o Mestre Jesus jamais ensinou algo que não fosse pertinente ou necessário aos Seus ouvintes. Tudo o que Ele falou tinha relevância e aplicabilidade à vida das pessoas. É também o desafio de cada professor não meramente falar bonito, mas tornar a aula relevante à vida dos alunos, fazendo com que os ensinamentos sejam pertinentes para cada estudante que ouve e participa das aulas. Agindo dessa forma, o professor e a professora terão como resultado um ensino que transforma.

Adolfo Suárez (via Muito Além do Ensino)

[1] James KENEDY e Jerry Newcombe. E Se Jesus não Tivesse Nascido? São Paulo: Vida, 2003, p. 21.
[2] J. M. Price. A Pedagogia de Jesus. 3ª edição. São Paulo: JUERP, 1983, p. 5.
[3] Roy B. Zuck. Teaching as Jesus Taught. Grand Rapids: Baker, 1995, p. 63 a 89.
[4] Ellen G. White. Fundamentos da Educação Cristã. 2ª edição. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996, p. 242.
[5] AYRES, Antônio Tadeu. Prática Pedagógica Competente: Ampliando os Saberes do Professor. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004, p. 55.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Adventistas auxiliam romeiros que seguiam para Aparecida

Na véspera do grande Jubileu dos 300 anos do encontro de Nossa Senhora Aparecida, a Rodovia Presidente Dutra, que dá acesso a Aparecida (SP), torna-se um ponto comum de peregrinação de romeiros. A devoção a Nossa Senhora Aparecida move peregrinos de diversas partes do Brasil, que percorrem enormes distâncias para pagar promessas, agradecer a Padroeira e pedir sua intercessão.

Movidos pela solidariedade, fiéis da Igreja Adventista e voluntários montaram um ponto de apoio aos peregrinos que passam por um trecho da via Dutra, em Taubaté (SP). No local, os romeiros que seguem em caminhada até o Santuário de Aparecida contam com alimentação, cuidados com os pés, aferição de pressão, massagem e teste de glicemia.

De acordo com o pastor Ronaldo de Oliveira, os pontos de apoio são para acolhimento do romeiro e também uma iniciativa de solidariedade que vai além de qualquer religião.

“É bonito ver a fé das pessoas em um momento em que estamos vivendo no Brasil e no mundo, qualquer atitude que demonstra fé a gente tem que apoiar para que isso possa se expandir como uma luz. Aqui vemos pessoas que estão doentes, gente que está fazendo isso em forma de gratidão, são histórias bonitas de gente que vem de longe com um propósito de vida e com muita gratidão no coração”, afirmou.

Foram montados dois pontos de apoio nessa região de Taubaté e um em Moreira César (SP).  

Aos voluntários do ponto de apoio que se dedicaram a ajudar a sua família, Vicente das Dores Gomes, da cidade de Barueri (SP), deixa sua gratidão e a iniciativa de colocá-los em suas orações ao chegar no Santuário.

“Com muito amor e carinho a gente agradece demais. Eles fazem muito bem pra gente que é peregrino da Mãe Aparecida”, disse. (Com informações de A12)

Assista aqui a reportagem do G1 do Jornal Vanguarda.

O professor Leandro Quadros também deixou sua mensagem aos romeiros:

Dia das Crianças - Qual é o melhor presente?

Roupas, calçados ou brinquedos podem até ser boas opções para presentear os filhos neste Dia das Crianças, mas, em geral, esses mimos, por mais úteis e interessantes que sejam, não impactam de forma profunda a vida deles. Repartir a fé é o melhor presente que podemos dar a nossos filhos.

Estudos indicam que a espiritualidade tem uma relação direta com o desenvolvimento humano. Pesquisas feitas por estudiosos como James W. Fowler, Donna Habenicht, Anne Bell e Alice Lowe, por exemplo, ajudam a compreender como os pequenos lidam com a fé e a encaram, e como é possível, em cada faixa etária, ajudar a criança a desenvolver a vida espiritual. No entanto, é importante considerar que alguns aspectos de cada fase podem se manifestar antes ou depois na vida da criança, dependendo dos estímulos que ela tem.

0-3 anos
Este é um período muito importante para o desenvolvimento da fé. Segundo Ellen White: 
“As impressões feitas no coração, no princípio da vida, são vistas em anos posteriores. Podem estar sepultadas, mas raras vezes serão removidas” (Manuscrito 57, 1897). 
É nesse estágio que a criança tem pré-imagens de Deus, a partir de uma relação de confiança com seu cuidador. Ela entende o amor por meio do cuidado que recebe e desenvolve confiança em Deus ao confiar nos pais.

Nessa etapa, o desenvolvimento físico da criança está a pleno vapor. Como ela está aprendendo a controlar o corpo, suas necessidades físicas interferem no humor e no comportamento. Por isso, um ambiente calmo e uma rotina bem estabelecida contribuem para que a criança aprenda e se desenvolva, inclusive espiritualmente.

Nessa fase, o uso de materiais concretos para ilustrar o ensino é muito importante para a assimilação do conteúdo. Em termos práticos, uma criança de dois anos, por exemplo, terá um aproveitamento mais significativo se o pai utilizar objetos ou imagens para ilustrar a história. Quanto mais os sentidos forem explorados, mais a criança se sentirá motivada a prestar atenção, interagir e aprender.

Nesse estágio, a criança tem um período de atenção curto. Por isso, os momentos de ensino das verdades bíblicas devem ser breves e planejados. As orientações devem ser simples e sem abstrações. Pais que desejam ensinar os filhos a orar, por exemplo, devem mostrar como é a posição de oração (e não apenas explicar como orar), usar ilustrações variadas, sem se cansarem de reforçar o ensino com repetições.

Em geral, as crianças têm certa dificuldade de controlar as emoções nessa fase. Então, é preciso que a educação seja pautada pela busca da obediência e pelo controle emocional. Ellen White escreveu: 
“Uma das primeiras lições que a criança precisa aprender é a lição da obediência. Antes que fique bastante idosa para raciocinar pode ser ensinada a obedecer” (Educação, p. 287). 
Crianças que não obedecem aos pais terão dificuldades para obedecer a Deus.

Entre zero e três anos, a criança tem uma forte tendência a ser egocêntrica. É por isso que os pais não podem perder a oportunidade de estimular a solidariedade e o amor ao próximo. Isso é básico para um bom desenvolvimento cristão. O encorajamento de atitudes de simpatia pelos menos favorecidos e a vivência do evangelho prático são muito importantes.

Nesse período, a criança está desenvolvendo o senso do sagrado, que é base para a futura reverência com as coisas de Deus. Por isso, os pais devem mostrar que a Bíblia é importante e deve ser cuidada e respeitada. O nome de Deus não pode ser pronunciado em vão pela criança ou por seus cuidadores. Os locais de culto, principalmente a igreja, são especiais. Levar a criança com uma roupa adequada para a igreja, não permitir que ela coma dentro do templo ou que brinque com brinquedos da rotina semanal, ajudam-na a adquirir o senso de reverência. A presença nos cultos também é extremamente importante. A criança só vai saber como se comportar na igreja se ela vivenciar essa realidade sempre. Além disso, é importante que a família faça o culto em casa e que as coisas de Deus sejam vistas como sagradas.

4-6 anos
Nessa fase, ocorre uma ampliação entre a comunicação da criança e o adulto, e isso também é sentido no relacionamento com Deus. É nesse estágio que a criança começa a ter suas próprias experiências espirituais, passa a entender por ela mesma que Deus existe e aprende a desenvolver uma comunicação mais direta com Deus por meio da oração. Por isso, um ambiente familiar espiritual é fundamental.

Apesar de gostar de movimento, ela já consegue permanecer sentada por mais tempo na igreja. Porém, ainda precisa de recursos que possam ajudá-la no processo de reverência. Levar uma bolsa para o culto com materiais bíblicos, como livros, revistas e desenhos para colorir, pode ajudar nesse sentido.

Entre quatro e seis anos, em geral, a criança é falante e gosta de aprender novas palavras. Contudo, pode confundir termos e conceitos. Então, os pais devem ficar atentos e corrigir os usos incorretos de expressões que envolvam o vocabulário bíblico. Elas necessitam aprender as verdades dentro do seu próprio nível de ensino e não meias-verdades.

Além disso, nesse período as crianças são curiosas e fazem muitas perguntas. Dessa forma, aproveitar os questionamentos infantis para ter conversas espirituais, fazer comparações entre a vida dos filhos e dos profetas, mostrar como Deus trabalha na vida de outras pessoas e contar pequenas histórias sobre o cuidado de Deus na vida dos pais pode contribuir para que a criança entenda melhor o plano divino para a humanidade.

Em geral, a criança é ciumenta, geniosa e medrosa nessa etapa do desenvolvimento. É preciso ter cuidado para não potencializar medos que são comuns nessa fase. Salientar o cuidado de Deus e não enfatizar o poder do mal é muito importante.

7-10 anos
Este estágio é caracterizado pela avaliação constante entre as palavras e as atitudes dos adultos. Coerência é a palavra-chave. A criança precisa ver atitudes coerentes dos pais em relação ao discurso e prática da fé. É a partir dessa fase que a criança começa a desenvolver uma fé mais abstrata.

Os pais precisam aproveitar todas as oportunidades para estimular o estabelecimento de compromissos com as coisas espirituais. Entretanto, isso só ocorrerá se houver um envolvimento e motivação da família. Esse é o período de estimulação do desenvolvimento dos dons e habilidades a serviço de Deus e do próximo.

Nessa fase, a criança é ainda um pouco literalista. Contudo, consegue, com ajuda, fazer associações mais abstratas, distinguindo o fato da fantasia. Esse é o momento de introduzir ensinamentos doutrinários mais sólidos. Porém, o ensino deve sempre estar adequado à realidade do pensamento infantil. As palavras também devem ser de fácil compreensão.

Nesse período, a criança entende que as histórias da Bíblia são reais e que é possível aplicar os ensinamentos cristãos na vida prática. Esse é o momento de incentivar a leitura de bons livros. A autonomia em relação à devoção pessoal também precisa ser trabalhada.

11-16 anos
Nessa fase, o indivíduo duvida de si, dos pais, da religião e de tudo o que já lhe foi transmitido. Passa por muitas transformações no corpo que evidenciam a chegada da puberdade. Precisa sentir-se amado e acolhido, pois, nesse estágio, vivencia muitos problemas, como baixa autoestima e insegurança.

É fundamental uma religião realista e prática nesse estágio. A atmosfera do lar precisa estar envolvida em assuntos religiosos. Os adultos precisam ajudar os juvenis e adolescentes a encontrar respostas bíblicas para os dilemas da vida. Estudos proféticos ligados aos acontecimentos atuais despertam o interesse desse grupo.

Às vezes, faltam-lhe vocabulário para expressar seus sentimentos. O diálogo e amizade com os pais são fundamentais para amenizar essa dificuldade. Porém, eles não gostam de receber ordens e são sensíveis a críticas. Por isso, precisam ser liderados com amor e firmeza.

Deus entregou a atual geração de crianças e adolescentes em nossas mãos. Seremos capazes de fazer nossa parte? A tarefa dos pais, da comunidade e da igreja não é fácil. Porém, Ellen White escreveu: 
“Ao procurardes tornar claras as verdades concernentes à salvação, e encaminhar as crianças a Cristo como Salvador pessoal, os anjos estarão ao vosso lado” (O Desejado de Todas as Nações, p. 385).
Que Deus nos capacite a ajudar as crianças a desenvolver os hábitos que nortearão toda a sua experiência religiosa! Um legado de fé é o melhor presente que podemos dar a nossos filhos.

Ariane M. Oliveira (via Revista Adventista)

O professor Leandro Quadros também tem uma mensagem especial para este dia:

sábado, 7 de outubro de 2017

Dia Mundial do Sorriso

Hoje celebra-se o Dia Mundial do Sorriso, conhecido oficialmente como ‘World Smile Day’. Esta data assinala-se desde 1999 todos os anos na primeira sexta-feira do mês de outubro e foi criada para homenagear o criador da imagem do ‘smiley’, Harvey Ball.

Em um concurso ocorrido na Itália, milhares de moças recém-casadas se apresentaram como candidatas ao título de “A Esposa Ideal”. Todas elas tiveram de passar por rigorosos testes. De todas as candidatas, a escolhida pelos jurados foi uma jovem chamada Ana Celine Nate. Aos repórteres que a entrevistaram após o concurso disse: “A esposa ideal deve saber sorrir mesmo quando atribulada e deprimida”. Não faltou quem criticasse sua afirmação dizendo que era irreal e hipócrita.

Em meados da década de 70, a Kodak distribuiu entre seus clientes uma publicação que continha a seguinte pergunta: “Sorrimos porque somos felizes ou somos felizes porque sorrimos?” A opinião de um norte-americano, chamado William James, conhecido por simplificar a filosofia, é de que somos felizes porque sorrimos. “A felicidade – acrescentava – procede de uma disposição alegre e otimista”. Já a renomada escritora Ellen White afirma que o sorriso pode proceder de um coração abatido, mas deve sempre refletir a bondade e a gratidão. “Sorriam pais!” – escreve – “Sorriam professores! Se seu coração está triste, que seu rosto não revele. Deixem que a alegria de um coração amorável e grato brilhe no rosto”.

Realmente, sorrir é um ato simples e de agradáveis consequências. Quando sorrimos, dizem os anatomistas, colocamos em função 16 músculos. Porém, quando nossa testa franze e nosso rosto é de quem está irado, pomos em atividade 73 músculos. Desta forma, levamos aos outros uma mensagem de desânimo, angústia e desesperança.

O sorriso dissipa as sombras e tristezas e leva luz e esperança onde antes havia nuvens e infelicidade. Tem poder de transformar uma tarde escura e fria num dia iluminado, aquecido pelos sentimentos mais puros de solidariedade e amor. Sua duração é curta mas sua lembrança perdura.

Se você já viajou para uma região distante, onde não havia amigos ou conhecidos, sabe o quanto significa o sorriso de um estranho. Significa confiança, atenção e simpatia. Quando um médico em seu empenho profissional sorri para um paciente deprimido e aflito, acende em seu coração a chama de uma nova esperança. Quando o bebê sorri, a mamãe cansada se esquece de todas as fadigas, vendo na alegria da criança os encantos da maternidade… a beleza da vida.

Quantos lares se transformariam como por encanto, se houvesse entre os seus componentes a disposição de sorrir. São de Ellen White as seguintes palavras: “Se dermos sorrisos, eles nos serão devolvidos; se falarmos palavras prazerosas e alegres, elas nos falarão em retorno” (LA, p. 430).

Aí, portanto, razões de sobra para tornar o dia de hoje um dia diferente e especial, um sorriso no rosto mesmo diante das dificuldades. E Feliz Sábado!!!
"Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor no coração e sorriso nos lábios." (Martin Luther King Jr.)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Orientações para noivos que se casam na Igreja Adventista


"Seja todo passo em direção ao casamento caracterizado pela modéstia, simplicidade, e sincero propósito de agradar e honrar a Deus." (Ellen G. White - A Ciência do Bom Viver, p. 359)

Parabéns pela decisão! Para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, será um prazer ajudar você a preparar-se para este que é um dos momentos mais importantes na vida de um ser humano.
Planejar um culto a Deus para marcar seu casamento com a pessoa amada indica o desejo de incluí-Lo em todas as coisas da vida e de colocá-Lo em primeiro lugar (Mateus 6:33). Dessa forma, você busca Sua bênção antes da união emocional, espiritual e física (Mateus 19:5), e faz dEle uma testemunha dos votos mútuos (Malaquias 2:14), que serão feitos durante o culto. E Deus promete que então “todas as outras coisas vos serão acrescentadas!” (Mateus 6:33). Seguem abaixo algumas orientações.

Curso de Noivos
Participar de um curso de noivos ministrado pela Igreja Adventista é imprescindível para o casal, caso estejam planejando casar na Igreja Adventista. Procure o departamento de Ministério da Família de sua Associação/Missão ou pergunte ao seu pastor a respeito da data do próximo curso. Algumas orientações sobre estes cursos são divulgadas aqui: www.adventistas.org/pt/familia/projeto/curso-de-noivos/

Antecedência
Para manter a ordem e respeitando a programação da igreja, todo casal deve solicitar a cerimônia de casamento com um mínimo de três meses de antecedência. É essencial que o comportamento do casal esteja em harmonia com os princípios bíblicos.

Trajes
O casal de noivos e todos os que participam na cerimônia, assim como também os convidados, devem apresentar-se à igreja corretamente trajados, respeitando os princípios bíblicos da modéstia cristã (sem exageros, ostentação, extravagâncias ou mesmo adornos) e da decência (tendo o corpo devidamente coberto). Como o culto é oferecido a Deus, é para Ele que deve ir a principal atenção, e não para roupas, penteados, adornos ou exposição indevida do corpo. Toda a honra só pertence a Ele, e só Ele deve ser exaltado.

Foto e Vídeo
Os profissionais também devem vestir traje social e respeitar os princípios bíblicos quanto à vestimenta como expostos acima, bem como restringir a locomoção ao mínimo necessário para que não haja interferência no culto. Especialmente durante as orações, as fotos devem ser evitadas. Explique que na Igreja Adventista o casamento é um culto a Deus, e nada deve desviar a atenção desta atividade.

Música
Durante o culto deverá ser sacra ou clássica e jamais popular, romântica, ou incluir trilhas de filmes, por exemplo. Deve elevar o ser humano a Deus, a fonte do amor, e não apenas criar um clima romântico.

Músicos
Apenas membros da igreja (ou da Escola Sabatina, ou Sociedade de Jovens), que representem corretamente os princípios da igreja devem ser convidados para apresentar as músicas na igreja, sejam elas instrumentais ou vocais. Devem utilizar traje social, respeitando inclusive os princípios quanto à vestimenta expostos acima.

Taxas
A Igreja Adventista do Sétimo Dia não cobra absolutamente nada pela cerimônia nem pelo serviço do pastor. Algumas igrejas adventistas, onde os casamentos são muito frequentes, cobram apenas uma taxa de manutenção que visa cobrir algumas despesas.

Pontualidade
É uma questão muito importante em um culto a Deus – o mais importante compromisso que você pode ter. E como diz a etiqueta, sempre O mais importante (Deus) deve ser esperado pelos demais (noivos, testemunhas e convidados), e nunca o contrário. Portanto, avise a padrinhos e convidados que a cerimonia começará no horário combinado, e faça planos para que todos cheguem com antecedência.

Ornamentação
Não é requisito para um casamento adventista. Mas, se utilizada, toda e qualquer ornamentação extra geralmente fica por conta dos noivos que podem contratar serviços profissionais ou não. Em qualquer caso, devem ser respeitados os princípios cristãos da simplicidade, economia e modéstia, evitando-se qualquer esforço para rivalizar com as cerimônias não cristãs em gastos, pompa e ostentação. Podem existir orientações específicas quanto à ornamentação, e que podem variar de igreja para igreja, mas como princípio geral, prefira a simplicidade. O maior destaque deve ser dado ao Criador, nunca à criatura.

Carta de Recomendação
Se você é adventista do sétimo dia, vai se casar, e pretende realizar este culto a Deus em uma igreja diferente daquela em que é membro, entregue com antecedência ao pastor desta igreja uma carta de recomendação assinada pelo pastor de sua igreja onde consta o voto da igreja com tal recomendação.

Entrevista
O casal deve marcar uma entrevista com o pastor da igreja que realizará o casamento. Além das últimas verificações e conselhos, este pastor preencherá uma ficha de casamento religioso ou pedirá ao seu pastor que a preencha. Esta ficha será preenchida antes de ser feita a carta de recomendação.

O Oficiante
Segundo recomendação da Igreja Adventista na América do Sul, tanto os votos nupciais quanto a oração de consagração (bênção), devem ser realizados por um pastor adventista ordenado e devidamente credenciado. Se os noivos desejarem convidar algum outro pastor, que não o distrital, devem procurá-lo, fazer os acertos e combinar todo o programa, que sempre é de responsabilidade do pastor. Os detalhes do programa sempre devem ser feitos em coordenação com o pastor distrital.

O Programa
O programa é de responsabilidade do pastor oficiante, que poderá combinar alguns detalhes com os noivos. Será marcado mais pela concisão, simplicidade, espiritualidade e busca de Deus e Sua Palavra, que pelo desejo de inovar, ostentar ou chamar a atenção para os noivos. Geralmente, o programa todo deve durar ao redor de uma hora.

Casamento Entre Pessoas de Fé Religiosa Diferentes
A Igreja Adventista, assim como a maioria das outras igrejas, realiza casamentos de seus membros com outros membros adventistas, ou de outras duas pessoas, em harmonia com os princípios bíblicos, que sejam da mesma religião, conforme recomendado pela Bíblia (2Co 6:14 a 7:1; Gn 24:3; 28:1; Êx 34:12-16; Nm 25:1-3; Dt 7:1-4; 1Rs. 3:1 e 2; 11:1-6; Am 3:7; 1Co 7:39). Nenhum pastor adventista ou ancião de igreja poderá liderar ou participar de uma cerimônia em condições diferentes destas. Respeitando este princípio divino de proteção, certamente você estará investindo na própria felicidade.

Ensaio
Você poderá combinar com o pastor da igreja a possibilidade de um dia e horário para o ensaio da cerimônia.

Casamentos aos Finais de Semana
Considerando todos os preparativos necessários a um casamento, e como um modo de garantir a melhor observância do sábado, dia separado por Deus para a adoração, a Igreja Adventista realiza casamentos apenas no período que vai do início da manhã do domingo até ao meio dia da sexta-feira.

Outros Participantes
O culto será conduzido apenas por membros da Igreja Adventista em plena comunhão com a igreja.

Respeito à Área da Igreja
Oriente aos convidados para que nas dependências da igreja, não façam uso do cigarro ou assemelhados, bem como se abstenham do uso de bebidas alcoólicas.

Efeito Civil
Em alguns países, o casamento pode ter efeito civil e religioso, desde que isso tenha sido combinado anteriormente com a igreja e com o pastor oficiante, e tenha sido dada entrada no cartório solicitando autorização para o efeito civil.

Condições Para a Realização da Cerimônia
- Se antes da cerimônia os noivos apresentarem a Certidão de Casamento à igreja (se o casamento tiver efeito religioso somente).

- Para os adventistas que já foram casados, apenas se a separação e o correspondente divórcio legal ocorreu em virtude de adultério do cônjuge, ou se é de conhecimento público que o ex-cônjuge já convive com outra pessoa (Mt 19:6 e 9; 1Co 7:39).

- Qualquer outra situação não contemplada neste documento deve ser submetida à consulta pastoral, que quando for pertinente, levará o respectivo assunto a Associação/Missão para ser avaliada e considerada.

- Se o casal de noivos não convive fisicamente.

Que Deus esteja com você em todos os passos em direção ao casamento – presente de Deus para a humanidade!

Para maiores informações favor consultar o Manual da Igreja (baixar aqui) página 77 (Cerimônia de casamento) e das páginas 155 a 165 (Casamento, divórcio e novo casamento).

[via adventistas.org]

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

O ato de circuncisão é obrigatório ou opcional nos dias de hoje?

Circuncisão, exérese do prepúcio, peritomia ou postectomia - é uma operação cirúrgica que consiste na remoção do prepúcio, prega cutânea que recobre a glande do pênis. Essa remoção é praticada há mais de 5 mil anos. Estima-se que cerca de um terço dos homens em todo o mundo seja circuncidado. A prática é comum no mundo islâmico, nos Estados Unidos, em partes do sudeste asiático e da África, e em Israel onde é praticamente universal por motivos religiosos. Por outro lado, é relativamente rara na Europa, na América Latina, em partes do sul de África e em grande parte da Ásia.

O termo circuncisão deriva da junção de 2 palavras latinas, circum e cisióne, e significa literalmente "cortar ao redor". Na maior parte dos casos, a circuncisão é uma cirurgia planejada e realizada em bebês e crianças por motivos culturais e religiosos. No judaísmo, normalmente é uma operação realizada no 8º dia depois do nascimento da criança, durante uma celebração chamada "brit milah". No entanto, em alguns casos pode ser realizada como tratamento médico para uma série de doenças, entre as quais casos problemáticos de fimose, infeções crônicas do trato urinário e balanopostite que não responda a outros tratamentos. 

A circuncisão, como sinal exterior do concerto entre Deus e Seu povo escolhido, foi instituída no tempo de Abraão (Gn 17:10-14, 23-27; 21:4; At 7:8) e incorporado posteriormente, de forma explícita, na lei de Moisés (Lv 12:3; Jo 7:22). Apesar de haver sido temporariamente interrompida durante a peregrinação no deserto, ela voltou a ser praticada logo após a entrada dos israelitas na Terra Prometida (Js 5:2-9). Que esse ato só alcançava o seu pleno sentido religioso quando acompanhado da dedicação incondicional da vida a Deus e a Sua vontade é evidente nas referências que falam de uma circuncisão do coração (ver Dt 10:16; 30:6; Jr 4:4).

Enquanto que no Antigo Testamento a circuncisão era uma condição básica para pertencer ao povo de Deus (Gn 17:9-14), no Novo Testamento essa condição passou a ser o batismo cristão (ver Mt 28:18-20; Mc 16:15 e 16; At 2:37 e 38). Em resposta aos cristãos judaizantes que tentavam impor a circuncisão aos gentios que aceitavam o cristianismo, o Concílio de Jerusalém deixou clara a opcionalidade dessa prática (ver At 15; Gl 2).

O apóstolo Paulo é incisivo em afirmar que “em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor” (Gl 5:6), o “ser nova criatura” (Gl 6:15) e o “guardar as ordenanças de Deus” (1Cr 7:19). E o mesmo apóstolo acrescenta: “Foi alguém chamado, estando circunciso? Não desfaça a circuncisão. Foi alguém chamado, estando incircunciso? Não se faça circuncidar” (1Co 7:18). Hoje, portanto, a circuncisão, para os cristãos, não passa de uma opção pessoal, destituída de qualquer significado religioso.

(Com informações de Wikipédia e Centro White)