HOSANA - Interjeição de origem hebraica (hoshi'ah-nna) e aramaica utilizada no judaísmo e cristianismo como um clamor que significa "salva-nos, te pedimos", "salva-nos agora" ou "te peço, salva".
Hosana é uma expressão de profundo significado espiritual. Mais do que uma palavra de louvor, ela carrega em si um clamor sincero: “salva-nos, Senhor”. Ao proclamá-la, reconhecemos que a nossa esperança não está em nós mesmos, mas naquele que tem poder para salvar, restaurar e reinar sobre todas as coisas.
Nas Escrituras, vemos essa declaração sendo dirigida a Cristo em Sua entrada em Jerusalém: Mateus 21:9. Ali, a multidão não apenas O exaltava, mas também reconhecia nEle o cumprimento da promessa e a resposta de Deus para a necessidade humana.
Ellen White assim narra: “O brado ecoa da montanha e do vale: 'Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!'. Nunca antes vira o mundo um cortejo triunfal como esse. Não se assemelhava ao dos famosos conquistadores da Terra. Não fazia parte daquela cena nenhuma comitiva de lamentosos cativos, como troféus da bravura real. Achavam-se em torno do Salvador os gloriosos troféus de Seus serviços de amor pelo homem caído. Estavam os cativos a quem resgatara do poder de Satanás, louvando a Deus por sua libertação. Os cegos a quem restituíra a vista, abriam a marcha. Os mudos cuja língua soltara, entoavam os mais altos hosanas. Saltavam de alegria os coxos por Ele curados, sendo os mais ativos em quebrar os ramos de palmeira e agitá-los diante do Salvador. As viúvas e os órfãos exaltavam o nome de Jesus pelos atos de misericórdia que lhes dispensara. Os leprosos a quem purificara, estendiam na estrada as vestes incontaminadas, ao mesmo tempo que O saudavam como Rei da glória. Aqueles a quem Sua voz despertara do sono da morte, tomavam parte no cortejo. Lázaro, cujo corpo provara a corrupção no sepulcro, mas que então se regozijava na força da varonilidade gloriosa, conduzia o animal que Jesus montava" (O Desejado de Todas as Nações, p. 401).
Ainda hoje, dizer Hosana é elevar ao Senhor uma oração reverente e cheia de fé. É adorá-Lo, mas também depender dEle. É glorificá-Lo, mas também suplicar por Sua intervenção.
Hosana é o louvor de quem reconhece que somente em Jesus há salvação.
Ellen White conclui: "Jesus está para vir, porém não como Ele entrou em Jerusalém cavalgando um jumento, ocasião em que os discípulos louvavam a Deus com grande voz, exclamando: Hosana; mas na glória do Pai, e com toda a comitiva de santos anjos com Ele, escoltando-O em Seu caminho para a Terra. Todo o Céu ficará vazio de anjos. Enquanto isso os expectantes santos O estarão a olhar, olhos fixos no Céu, como estavam os “varões galileus” (Atos dos Apóstolos 1:11) quando Ele subiu do monte das Oliveiras. Então, unicamente os que estiverem santos, os que seguiram plenamente o manso Modelo, hão de, com enlevado júbilo, exclamar ao vê-Lo: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará” (Isaías 25:9). E serão transformados “num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar da última trombeta” (1 Coríntios 15:52), que desperta os santos mortos, e os chama dos leitos poeirentos, revestidos de gloriosa imortalidade, bradando: Vitória! Vitória! sobre a morte e o sepulcro. Os santos transformados são arrebatados todos juntamente com eles a encontrar o Senhor nos ares, para nunca mais se separarem do objeto de seu amor" (Filhos e Filhas de Deus, p. 360).

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