quinta-feira, 18 de junho de 2026

MEDITAÇÃO #18 - OBEDECER A DEUS OU À PAIXÃO?

É comum se ouvir que no Brasil o futebol é uma "paixão nacional", capaz de arrebanhar multidões para assistirem aos grandes "clássicos". Para alguns, o futebol é visto como uma verdadeira religião - idólatra, diga-se de passagem. Até alguns adventistas, fanáticos por futebol, sofrem um dilema por ocasião da Copa do Mundo, pois algumas partidas decisivas são realizadas no sábado, como a próxima da seleção brasileira contra o Haiti nesta sexta-feira às 21h30. E ai fica a questão: "obedecer a Deus... ou à paixão?"

Quando Deus libertou o Seu povo de Israel do Egito e lhes entregou Sua lei, Ele os ensinou que pela observância do sábado deviam ser distinguidos dos idólatras. Isto foi o que fez a distinção entre aqueles que reconhecem a soberania de Deus e aqueles que recusam aceitá-lo como seu Criador e Rei. "É um sinal entre mim e os filhos de Israel para sempre", disse o Senhor. "Guardarão pois o sábado os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo" (Êxodo 31:16, 17).

Como o sábado era o sinal que distinguia Israel quando saíram do Egito para entrar na Canaã terrestre, assim é o sinal que agora distingue o povo de Deus ao saírem do mundo para entrar no descanso celestial. O sábado é um sinal do relacionamento existente entre Deus e Seu povo, um sinal de que eles honram Sua lei. Isto faz distinção entre Seus súditos leais e os transgressores.

É triste ver os que professam crer nas reivindicações obrigatórias da lei de Deus, nos reclamos do sábado do sétimo dia expressos no quarto mandamento, displicentes em relação a seu caráter sagrado. Eles acabam fazendo as próprias coisas que o Senhor lhes disse que não devem fazer nesse dia.

O sábado é tempo de Deus. Ele santificou e abençoou o sétimo dia. Ele o colocou à parte para o homem guardá-lo como um dia de adoração. Mas nada que eu possa dizer será mais forte do que as palavras do quarto mandamento (Êxodo 20:8-11). Este é o dia de Deus, e mostramos nossa lealdade a Ele quando não apenas cremos, mas cumprimos Seus mandamentos. 

Se os interesses do dia a dia correm o risco de serem prejudicados, alguns infringirão o sábado, e na realidade roubarão o tempo de Deus, e se apropriarão dele para seu próprio uso. Isto deprecia a santidade do sábado não apenas em suas próprias mentes, mas por seu exemplo removem de outras mentes a sagrada dignidade que o Senhor colocou sobre o mesmo. Aquilo que Deus tornou santo é rebaixado ao mesmo nível de outros dias comuns de trabalho tão logo quanto qualquer atividade desnecessária seja feita nesse dia. Mas o sábado tem sido tratado com grande desrespeito. Tem sido usado de uma maneira a depreciar sua dignidade, e remover a sagrada santidade que Deus colocou sobre o mesmo. 

O convite que deixo aos fiéis é que deixem de lado os próprios interesses e dediquem o sábado à comunhão com Deus, mesmo que isso signifique abrir mão de acompanhar a próxima partida da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026. E finalizo aqui com uma pergunta para reflexão: iremos insultar e desonrar a Deus pelo desrespeito de Seu santo dia? 

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