"Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão" (Êxodo 20:7).
Em qualquer cultura, moderna ou antiga, o nome é um símbolo verbal para uma pessoa ou família. Especialmente para os antigos, o nome evocava o próprio valor, caráter, honra e identidade. Portanto, mencionar o nome de Deus era reconhecer não apenas o Seu incrível poder e santidade, mas também o Seu valor, caráter, honra, amor, poder, justiça e identificação divina. Ou seja, o nome de Deus é uma clara revelação da Sua própria glória, essência e natureza (Êxodo 3:14; 6:2). Esse fato revela o cuidado, preocupação e temor em mencionar o nome de Deus (Amós 6:10).
Por este motivo, o terceiro mandamento divino proíbe o uso não apenas de falsos juramentos (Levítico 19:12), mas especialmente o nome de Deus em qualquer situação de inverdade, além de desnecessária e frívola. Isso inclui perjúrio, conversas ociosas, falas desrespeitosas, momentos cômicos, brincadeiras reverentes ou irreverentes – mesmo revestidas de inocência. Ellen G. White alerta:
"Este mandamento não somente proíbe os falsos juramentos e juras comuns, mas veda-nos o uso do nome de Deus de maneira leviana ou descuidada, sem atentar para a sua terrível significação. Pela precipitada menção de Deus na conversação comum, pelos apelos a Ele feitos em assuntos triviais, e pela frequente e impensada repetição de Seu nome, nós O desonramos. 'Santo e tremendo é o Seu nome' (Salmo 111:9). Todos devem meditar em Sua majestade, pureza e santidade, para que o coração possa impressionar-se com uma intuição de Seu exaltado caráter; e Seu santo nome deve ser pronunciado com reverência e solenidade” (Patriarcas e Profetas, pp. 306 e 307).
O coração natural e perverso está muito sujeito a violar este mandamento e, por esse motivo, é solenemente imposto pela ameaça, “pois Deus não o considerará inocente” (Êxodo 20:7). Não é uma proibição indiscriminada, pois o nome de Deus pode ser usado para a invocação, oração, louvor e ação de graças, que procede de um coração sincero, reverente e amante de Deus. Esta ordem está diretamente relacionada aos dois primeiros mandamentos, pois o Seu nome, além de único, também era uma negação contra os falsos deuses. Ellen G. White adverte:
"Deve também mostrar-se reverência pelo nome de Deus. Jamais deve esse nome ser proferido levianamente, precipitadamente. Mesmo na oração, deve ser evitada sua repetição frequente e desnecessária. Os que tomam o nome de Deus em vão irão ver que será uma coisa terrível cair nas mãos do Deus vivo. Vaga compreensão alguns têm da santidade de Deus, e quanto tomam em vão o Seu santo e reverendo nome sem se compenetrarem de que é de Deus, o grande e poderoso Deus que estão falando" (Manuscrito 126, 1901).
Muito mais do que não pronunciar o nome do Senhor em situações indevidas e corrigir as pessoas quando fazem isso, é nosso dever evidenciar para o mundo a relação estreita que existe entre o nome de Deus e sua personalidade.
No Antigo Testamento, Deus é conhecido por vários nomes, cujos significados revelam facetas de seu caráter. Por exemplo, Elohim aponta para o seu poder; Jeová refere-se à sua eternidade e à sua autoexistência; Jeová-Jiré apresenta-o como provedor; Jeová-Rafá, como o Deus que cura; Jeová-Nissi, o Deus que perdoa; Jeová-Shalom, o Deus da paz, entre outros.
Quando conhecemos a pessoa de Deus, experimentamos seu poder em nossa vida, reconhecemos sua eternidade, provisão, cura, perdão e paz. Ao divulgarmos isso para outras pessoas, estamos agindo para que o nome do Senhor seja santificado e honrado. As pessoas olham para nossa vida e podem ver quem Deus é e, assim, conhecer a grandeza de seu nome.
O nome de Deus é santo; mas, em sua infinita misericórdia, o Senhor o compartilhou conosco. Ore a Deus hoje para que, por meio de seus pensamentos, palavras e atitudes o nome do Senhor seja conhecido e santificado na vida de outras pessoas.

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