sexta-feira, 10 de maio de 2013

Obesidade faz Coca-Cola 'desistir' de crianças de doze anos


Acusada de colaborar muito para a obesidade de adultos e crianças, a Coca-Cola anunciou uma série de medidas globais para tentar melhorar sua imagem. Uma delas é deixar de fazer propagandas direcionadas a menores de 12 anos.

Além disso, a empresa disse que vai intensificar a venda de refrigerantes, sucos e chás com menos calorias e passará a informar, na frente de todas as suas embalagens, o valor energético de cada produto.

A Coca-Cola também vai colocar em prática programas que estimulam os consumidores e fazer atividade física.

Apesar de divulgar que não vai mais focar no público infantil, alguns elementos da propaganda da empresa que atraem crianças vão continuar existindo. Os tradicionais comerciais feitos com os ursos polares, por exemplo, não serão abandonados.

A companhia considera que eles não são voltados diretamente às crianças, e sim às famílias.

"Nosso foco é tornar a empresa parte de uma solução para as grandes questões de saúde do século 21. Queremos que a companhia ajude o mundo a se tornar mais saudável", diz Marco Simões, vice-presidente de comunicação e sustentabilidade da Coca-Cola no Brasil.

Lata menor tem menos calorias
A empresa diz que vai intensificar a venda de produtos com baixa ou nenhuma caloria, como versões light de refrigerantes, sucos e chás. Pretende, também, aumentar a oferta de produtos com uma quantidade próxima de 100 calorias por embalagem (latas e garrafas pet de 250ml, por exemplo, contêm 106 calorias cada).

No Brasil, atualmente, 23% do portfólio da empresa é de bebidas de baixa e sem caloria. Até 2014, a meta é que todos os pontos de venda no mundo que tiverem produtos da Coca-Cola ofereçam ao menos uma opção com cerca de 100 calorias ou menos.

A companhia diz, ainda, que vai colocar, na parte da frente de todas as suas embalagens, a quantidade de calorias de cada produto. A informação já é dada nos refrigerantes com a marca Coca-Cola há cerca de um ano.

Todas as embalagens também terão tabelas grandes informando a quantidade de calorias, açúcares, gorduras totais e saturadas e sódio. Essa tabela também já consta de parte dos produtos.

Simões diz que a empresa considera que tem a obrigação de liderar o debate sobre vida saudável. Ele afirma, porém, que é errada a ideia de que o refrigerante é o grande responsável pela obesidade. A responsabilidade, afirma ele, seriam a diminuição da atividade física e o aumento da ingestão de calorias no mundo todo.

"Acreditamos que faz parte do nosso trabalho educar a sociedade com relação a isso. As pessoas têm a percepção de que o refrigerante pode contribuir para o aumento da ingestão calórica e da obesidade, mas é uma percepção errada. Temos estudos que mostram que em média, no Brasil, o refrigerante corresponde a 7% do consumo real diário de calorias das famílias. Não é uma quantidade irrelevante, mas é pouca com relação ao total", diz Marco Simões.

Incentivo à prática de esportes
A Coca-Cola também quer intensificar programas como o Copa Coca-Cola, feito no Brasil, que incentiva a participação de jovens de baixa renda em campeonatos de futebol.

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