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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

89 SEGUNDOS

O grupo de cientistas nucleares Bulletin of the Atomic Scientists atualizou o Relógio do Juízo Final nesta última terça-feira, 28 de janeiro, para mais perto da meia-noite: agora são 89 segundos. Nos últimos dois anos, o relógio marcou 90 segundos para a meia-noite.

Os cientistas citaram ameaças nucleares russas em meio à invasão da Ucrânia, tensões em outros pontos críticos do mundo, aplicações militares de inteligência artificial e mudanças climáticas como fatores subjacentes aos riscos de catástrofe global.

"Os fatores que influenciaram a decisão deste ano – risco nuclear, mudanças climáticas, possíveis usos indevidos da ciência biológica e novas tecnologias como a inteligência artificial – não são novidades. No entanto, vimos poucos avanços para enfrentar esses desafios, e, em muitos casos, a situação está piorando", explicou Daniel Holz, presidente do Conselho de Ciência e Segurança do Boletim.

No campo climático, 2024 foi o ano mais quente já registrado, segundo a Organização Meteorológica Mundial da ONU. "Embora tenha havido um crescimento notável na energia eólica e solar, o mundo ainda não está fazendo o suficiente para evitar os piores impactos das mudanças climáticas", destacou Holz.

O que é o Relógio do Juízo Final
O Relógio do Juízo Final é uma metáfora do quão próxima está a humanidade da autoaniquilação. Quanto mais perto da meia-noite estiverem os ponteiros do relógio, mais próximo estaria também o mundo do seu fim.

A cada ano, a junta de ciência e segurança do Boletim e seus patrocinadores, entre os quais figuram 11 prêmios Nobel, tomam a decisão de reposicionar os ponteiros deste relógio simbólico.

Ele foi criado em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial. Na época, faltavam sete minutos para a meia-noite. O relógio chegou a ficar a 17 minutos para o horário do apocalipse depois do fim da Guerra Fria, em 1991.

Todos os anos, o anúncio destaca a complexa teia de riscos catastróficos enfrentados pela humanidade, incluindo armas de destruição em massa, colapsos ambientais e tecnologias problemáticas.

Ampulheta profética 
Fiquem abaixo com uma meditação espiritual sobre esse assunto feita pelo pastor e escritor Odailson Fonseca em seu perfil no instagram:

Mais uma vez na História, o Relógio do Fim do Mundo parou de contar minutos. Desde 1947, quando tudo começou com “sete minutos” após a bomba atômica, os cientistas do planeta alertam os únicos habitantes da Terra capazes de aniquilá-la. Sim, o ser humano pode se autodestruir. Se da COVID-19 ao conflito na Ucrânia o Doomsday Clock chegou a assustadores 1:30 minutos para a meia-noite, agora a destruição total está mais próxima.⁣
89 SEGUNDOS.⁣
É alarmante demais nos depararmos com a gravidade deste anúncio. E um elemento novo preocupou a Ciência além das guerras, clima, desastres e economia. Sabe o quê? A Inteligência Artificial não regulamentada. Com a falta de controle preventivo efetivo, ela se tornou o catalizador destes ponteiros. ⁣
Vivemos no tempo do fim ‘depois do fim do tempo’. A promessa escorre os grãos derradeiros desta ampulheta profética. São só milionésimos de segundos que ainda seguram os quatro ventos. E momentos emblemáticos assim me lembram que falta muito pouco. Pouquissimo. ⁣
Ouvi de um pastor admirável: “a geração dos trasladados já está entre nós.” Eu acredito completamente nisso. São 89 segundos para refletirmos, agirmos, corrigirmos, anunciarmos e avançarmos. São 89 pra tudo se fazer novo. 89 antes da pequena nuvem. 89 para o Céu. ⁣
“À medida que se aproxima o fim, os testemunhos dos servos de Deus se tornarão mais decididos e poderosos” (Ellen White, ME3, p. 407). Quer mais? “O Dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1Ts 5:1). Ou seja, o cronômetro só acelera. Regressivo e implacável. E você? Está pronto para a meia-noite?⁣
Enquanto ouvimos os passos de um Deus que se aproxima, proclamemos Sua Graça encurtando todas as distâncias. Não há temor para quem conhece a profecia do fim da história. Em breve. Muito. E o recomeço será eterno. Restaurado. Purificado. Com Deus. Com infinitos minutos para sempre.⁣
Estamos preparados?⁣

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

LISTA MUNDIAL DE PERSEGUIÇÃO 2025

A perseguição aos cristãos é definida como qualquer hostilidade às pessoas que se identificam como cristãs, de todas as denominações e também que não pertencem a uma denominação específica. A perseguição pode incluir atitudes hostis, palavras e ações contra cristãos. 

A cada ano, a perseguição aos cristãos se intensifica no mundo todo. O número de cristãos com medo de ir à igreja, que não têm uma igreja para ir e precisam escolher entre permanecer fiel a Deus ou manter os filhos seguros só aumenta. Houve crescimento também no número de vítimas da violência extrema, que perderam familiares, casa, bens e a liberdade apenas por compartilhar a fé em Jesus Cristo.

Na compreensão clássica, a perseguição religiosa é realizada ou permitida pelo Estado. A realidade, porém, mostra que não é isso o que geralmente acontece. Nos dias de hoje, o papel de outros agentes está cada vez mais evidente — um exemplo disso são os grupos extremistas, tais como Estado Islâmico, Boko Haram, Al-Qaeda e Al-Shabaab.

Além desses, também podem ser mencionados: oficiais do governo, líderes de grupos étnicos, líderes religiosos não cristãos, líderes religiosos cristãos, grupos religiosos violentos, cidadãos e quadrilhas, parentes, partidos políticos, grupos paramilitares, redes criminosas, organizações multilaterais e grupos de pressão ideológica.

Lista Mundial de Perseguição 2025
O relatório da Lista Mundial de Perseguição 2025 da Portas Abertas (organização cristã internacional fundada em 1955) garante que mais de 380 milhões de cristãos enfrentam perseguição no mundo. Isso quer dizer que um em cada sete cristãos é hostilizado por seguir a Cristo.

A pesquisa realizada entre 1 de outubro de 2023 e 30 de setembro de 2024 revelou também que a perseguição aos cristãos cresceu mais entre os países da Ásia Central e África Subsaariana.

Há mais de 30 anos, a Portas Abertas monitora casos de perseguição e publica, anualmente, a lista com os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. A partir desses dados, é possível saber onde os seguidores de Jesus estão e como apoiá-los em suas diferentes necessidades como alimentação, moradia, cuidados médicos, distribuição de Bíblias, treinamentos, cuidados pós-trauma etc.

O país mais perigoso do mundo
O aumento da violência contra os cristãos contribuiu para que Coreia do Norte continuasse pela 23ª vez na primeira colocação. Cristãos foram descobertos, detidos e enviados para campos de trabalho forçado, onde vivem em condições precárias. Qualquer influência externa está sendo punida rigidamente pelo governo norte-coreano.

Perseguição extrema
Mianmar saiu da 17ª posição na LMP 2024 para a 13ª posição na LMP 2025 e está entre os países onde a perseguição é extrema. A guerra civil no país chegou ao quarto ano e foi um pretexto para destruição de igrejas, casas e comunidades inteiras de cristãos. Por consequência, milhares de seguidores de Jesus foram forçados a fugir e agora vivem como deslocados internos.

O Iêmen passou do 5º lugar para o 3º, devido ao aumento da violência contra os cristãos. Os dados foram consequência do aumento do poder houthi – movimento político religioso islâmico – e de maior radicalização dos muçulmanos. Dezenas de igrejas não puderam se reunir em segurança e um cristão convertido foi morto em razão da nova fé.

Os demais países onde a perseguição é extrema continuam os mesmos, mas com variações nas posições. São eles: Coreia do Norte (1º), Somália (2º), Líbia (4º), Sudão (5º), Eritreia (6º), Nigéria (7º), Paquistão (8º), Irã (9º), Afeganistão (10º), Índia (11º), Arábia Saudita (12º) e Mianmar (13º).

Igrejas fantasmas
A Portas Abertas destaca também a explosão de um fenômeno que está crescendo sem medida: o dos cristãos que, para escapar aos conflitos e da fome, mudam de cidade ou de país, tornando-se refugiados, esvaziando assim as Igrejas locais: "Por exemplo, no Oriente Médio, berço do cristianismo, há uma instabilidade cada vez maior e muitas comunidades cristãs estão se perdendo."

Violência contra as mulheres
A tendência de abuso contra mulheres, especialmente cristãs, também é assustadora. Os dados do relatório são implacáveis. Embora a Portas Abertas repita que é difícil reunir confirmações precisas sobre o número de vítimas de estupro e violência sexual por causa da fé, porque em muitos países os relatos são raros, sabe-se que, no ano passado, a violência contra as mulheres que a organização humanitária conseguiu descobrir chega a 3.944 casos, um aumento acentuado. Os casamentos forçados de jovens cristãs também estão aumentando: 821 casos foram registrados até agora, mas esses também, infelizmente, são números subestimados.

Ellen White e a perseguição ao povo de Deus
"Em todas as épocas as testemunhas designadas por Deus se têm exposto às perseguições e ao desprezo por amor à verdade. José foi caluniado e perseguido por haver preservado sua virtude e integridade. Davi, o mensageiro escolhido de Deus, foi caçado como um animal feroz por seus inimigos. Daniel foi lançado na cova dos leões por ser leal ao seu concerto com o Céu. Jó foi destituído de suas posses terrestres e ferido no corpo de tal maneira que o desprezaram os próprios parentes e amigos; contudo manteve sua integridade. Jeremias não pôde ser impedido de falar as palavras que Deus lhe ordenara; e seu testemunho de tal maneira enfureceu o rei e os príncipes que o atiraram num poço asqueroso. Estêvão foi apedrejado por haver pregado a Cristo, e Este crucificado. Paulo foi encarcerado, açoitado, apedrejado e finalmente entregue à morte por ter sido fiel mensageiro de Deus aos gentios. E João foi banido para a ilha de Patmos 'por causa da Palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo' (Ap 1:9).

Esses exemplos de humana firmeza dão testemunho da fidelidade das promessas de Deus - de Sua permanente presença e mantenedora graça. Testificam do poder da fé para enfrentar os poderes do mundo. É obra de fé repousar em Deus na hora mais escura, sentir, embora dolorosamente provado e sacudido pela tempestade, que nosso Pai está ao leme. Somente os olhos da fé podem ver para além das coisas temporais e apreciar com acerto o valor das riquezas eternas.

Jesus não oferece a Seus seguidores a esperança de alcançar glórias e riquezas terrestres, de viver uma vida livre de provações. Ao contrário, chama-os para segui-Lo no caminho da abnegação e ignomínia. Aquele que veio para redimir o mundo sofreu a oposição das arregimentadas forças do mal. Numa impiedosa confederação, homens e anjos maus se aliaram contra o Príncipe da paz. Cada um de Seus atos e palavras revelava divina compaixão, e Sua inconformidade com o mundo provocou a mais acérrima hostilidade.

Assim será com todos os que se dispuserem a viver piamente em Cristo Jesus. A perseguição e o descrédito esperam todos os que se imbuírem do Espírito de Cristo. O caráter da perseguição muda com o tempo, mas o princípio - o espírito que a anima - é o mesmo que tem dado a morte aos escolhidos do Senhor desde os dias de Abel.

Em todos os séculos, Satanás tem perseguido o povo de Deus. Tem-no torturado e lhe dado a morte, porém tornaram-se eles conquistadores ao morrer. Deram testemunho do poder de Alguém que é mais forte que Satanás. Podem os ímpios torturar e matar o corpo, mas não podem tocar na vida que está escondida com Cristo em Deus. Podem encerrar homens e mulheres nas prisões, mas não lhes podem encerrar o espírito.

Mediante provas e perseguições, a glória - o caráter - de Deus se revela em Seus escolhidos. Os crentes em Cristo, odiados e perseguidos pelo mundo, são educados e disciplinados na escola de Cristo. Na Terra andam em caminhos estreitos; são purificados na fornalha da aflição (Is 48:10).

Seguem a Cristo através de penosos conflitos; suportam a abnegação e passam por amargos desapontamentos; mas deste modo aprendem o que significam a culpa e os ais do pecado, e olham para ele com repulsa. Tendo sido participantes das aflições de Cristo, podem contemplar a glória além da obscuridade, dizendo: 'Tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada' (Rm 8:18)" (Atos dos Apóstolos, p. 297).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

OS ADVENTISTAS E O FOGO EM LOS ANGELES

Após o devastador Incêndio Palisades, as igrejas adventistas do sétimo dia em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos, estão se unindo para fornecer ajuda e apoio àqueles que foram desalojados e afetados. “Estou vendo a cidade se unir de uma maneira linda”, disse Manuel Arteaga, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia White Memorial.

Localizada no centro da cidade de Los Angeles, a proximidade da White Memorial dos incêndios levou as igrejas de áreas suburbanas canalizarem recursos através dela.

“Estamos vendo membros e igrejas dos subúrbios trazerem recursos para nós, a igreja do centro da cidade”, disse Arteaga.

Voluntário da IASD White Memorial organiza doações de roupas (Foto: Divulgação)

Uma dessas igrejas é a Igreja Adventista do Sétimo Dia Adonai, localizada em Norwalk, uma cidade no condado de Los Angeles. Em 11 de janeiro de 2025, a igreja cancelou o culto noturno para levar as doações coletadas para os voluntários e vítimas dos incêndios em Palisades e outras regiões da cidade.

“Tivemos uma grande participação de voluntários e abundantes itens para distribuir, incluindo cobertores e remédios”, disse Daniel Castanaza, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia Adonai. “Conseguimos deixar alguns voluntários na pista de corrida de Santa Anita, enquanto outro grupo de voluntários foi deixar o resto dos itens na Igreja White Memorial”.

Os Incêndios Palisades, considerado o mais mortal da história de Los Angeles, começou em 7 de janeiro no meio da manhã, de acordo com o Corpo de Bombeiros de Los Angeles. 

De acordo com os últimos relatórios, o incêndio permanece incontido, queimando mais de 39.000 acres em várias áreas atingidas. Mais de 12.000 estruturas foram destruídas, incluindo casas e empresas, e pelo menos 13 pessoas perderam a vida tragicamente. Mais de 180.000 moradores foram forçados a evacuar e muitas pessoas estão desaparecidas. São esperados mais avisos de evacuação, e o número de mortos pode continuar a aumentar à medida que a avaliação dos danos acontece.

Outra igreja que oferece ajuda e abrigo é a Igreja Adventista do Sétimo Dia de Valley Crossroads. “Estamos mudando nossa experiência de adoração ao sentar na igreja, para realmente ajudar as pessoas em nossa comunidade”, disse Roscoe Shields, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Valley Crossroad.

 
IASD de Valley Crossroad reúne suprimentos e mobiliza membros para oferecer ajuda às famílias desalojadas na região sul da Califórnia (Foto: Divulgação)

Em vez de realizar o culto de adoração no sábado, Valley Crossroads distribuiu panfletos pedindo aos membros da igreja e da comunidade para se mobilizarem juntos.

Embora centenas de membros de igreja tenham se unido para apoiar aqueles que precisam, não foram somente os adventistas que responderam ao chamado de Valley Crossroads.

“Temos pessoas que nem mesmo estão associadas à igreja adventista se juntando a nós porque eles desejam ajudar os outros”, disse Shields. Todas essas igrejas estão distribuindo itens essenciais, incluindo fraldas, remédios, água, cobertores, alimentos não perecíveis, e itens de higiene pessoal. Em 11 de janeiro, Valley Crossroads ofereceu mais de 500 refeições para as pessoas necessitadas.

 
Em 11 de janeiro de 2025, a IASD de Valley Crossroad ofereceu refeições às pessoas necessitadas (Foto: Divulgação)

Arteaga e Shields falaram sobre como os incêndios estão impactando a comunidade adventista, destacando a unidade que eles promoveram, e ao mesmo tempo reconhecem que eles também são vítimas do desastre.

“Sabíamos que teríamos membros da igreja que provavelmente estariam desalojados”, disse Shields. “Temos pastores e professores que perderam suas casas e propriedades”, disse Arteaga.

John Cress, presidente da Associação do Sul da Califórnia, é um dos evacuados entre a população adventista. “Este é um momento desafiador para todos nós no sul da Califórnia”, disse Cress em um reel do Instagram, postado na quinta-feira, 9 de janeiro de 2025. “Eu também precisei evacuar, então entendo profundamente a incerteza que muitos de vocês estão enfrentando. Meu coração está com aqueles que perderam suas casas. Eu sei que é extremamente difícil para todos nós neste momento. Por favor, sabia que vocês estão em minhas orações”.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia de Normandie Avenue, outra igreja que está oferecendo abrigo e aceitando doações, está experimentando uma grande onda de apoio da comunidade.

“Recebemos uma resposta grandiosa!”, disse Deon Chatman, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Normandie Avenue. “O telefone tem tocado sem parar com pessoas da comunidade dispostas a ajudar”.

Voluntários se reúnem para apoiar as vítimas dos incêndios Palisade 

Ted Wilson, presidente da Igreja Adventista para o mundo, falou sobre os incêndios em um recente post no Facebook. “Estamos tão chocados quanto todos em relação à devastação quase surreal que ocorreu na área de Los Angeles e no sul da Califórnia”, escreveu Wilson. “Nossos corações estão com aqueles que perderam familiares e propriedades durante os horrendos incêndios. Somos gratos pelo apoio e cuidado prestado pelas Igrejas da Associação do Sul da Califórnia e pelos Serviços Comunitários Adventistas”.

Wilson continuou fazendo um apelo à ação entre os membros adventistas do sétimo dia: “Este e outros acontecimentos recentes são sinais da urgência que todos nós devemos sentir ao vermos esses o que está ocorrendo ao nosso redor, como foi predito pela Bíblia e o Espírito de Profecia, que acontecerão antes da segunda vinda de Cristo, quando o Senhor colocará fim no resultado do pecado e suas forças destrutivas. Por favor, junte se a nossa família mundial da igreja em oração por aqueles que estão passando por essa tragédia terrível”, escreveu.

 
Igreja está recebendo e distribuindo itens de primeira necessidade em Los Angeles (Foto: IASD de Valley Crossroad)

Arteaga está positivo, apesar da dor que isso tem causado. “A dor unifica as pessoas”, disse Arteaga. “Estamos vendo um belo influxo de liderança, e acredito que este é o ponto da virada para nossa congregação, em particular, porque estamos unidos em propósito e missão”.

Em resposta aos incêndios, a Associação do Sul da Califórnia criou o Fundo de Incêndios da Califórnia no site AdventistGiving para os adventistas realizarem doações financeiras para apoiar a causa. Os fundos serão usados para abrigo, suprimentos de emergência e cartões presente.

Adventist Community Services (ACS), o ministério oficial de abrangência comunitária da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Norte (Divisão Norte-Americana - DNA), continua monitorando a situação enquanto trabalham para oferecer apoio em parceria com a DNA. ADRA, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais, também está oferecendo um subsídio de emergência para a ACS da União do Pacífico para apoiar o alívio imediato e a recuperação a longo prazo.

A versão original desta matéria foi publicada pela Adventist News Network. (via Notícias Adventistas)

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

NOTA OFICIAL

Esclarecimento sobre a saída de Luís Gonçalves do ministério pastoral
A Igreja Adventista do Sétimo Dia esclarece que Luís Gonçalves deixou suas atividades ministeriais. A saída aconteceu por questões pessoais que o impedem de seguir como pastor. A partir disso, foram adotados todos os procedimentos baseados na Bíblia e de acordo com o que está previsto nos regulamentos da denominação.

Desde então, ele foi afastado de todas as suas funções ministeriais. Os compromissos oficiais agendados também foram cancelados.

Durante o Concílio Quinquenal da Igreja Adventista para oito países da América do Sul, que ocorre a partir desta quinta-feira, dia 4, será nomeado um novo diretor para a área de Evangelismo.

Ele também deixa a Novo Tempo e o programa Arena do Futuro. Em breve, será definido um novo apresentador.

Igreja Adventista do Sétimo Dia (via Notícias Adventistas)

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Incêndio destrói instituições adventistas nos Estados Unidos

Em Deer Park, o prédio original da Escola Adventista de ensino fundamental de Foothills (imagem), o Centro de Serviço Comunitário da Igreja Adventista de Haven e muitas casas e edifícios ao redor foram destruídos pelo Glass Fire (Foto: Craig Philpott)

Apenas algumas semanas depois de serem ameaçadas por incêndios florestais, as comunidades de Angwin e Santa Helena, nos Estados Unidos, estão novamente enfrentando incêndios que fizeram com que milhares de pessoas tivessem que deixar a região.

De acordo com o departamento de Sivicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (CAL FIRE), o Glass Fire começou às 4:00 da manhã de 27 de setembro de 2020, em uma área a oeste de Angwin e ao norte de Deer Park e Santa Helena. O fogo se espalhou rapidamente e logo atingiu mais de 4.450 hectares. O Glass Fire e os incêndios Shady, Boysen, Zogg e North Complex West estão ocorrendo atualmente nesta localidade.

Várias instituições adventistas do sétimo dia conhecidas também foram afetadas pelo incêndio, o que também resultou em ordem de evacuação. De acordo com o feed do Twitter do Pacific Union College, a faculdade transferiu os mais de 200 alunos que estavam no campus, mas a escola está segura. Toda a comunidade de Angwin também deixou a área como medida preventiva.

A Adventist Health opera o Hospital de Santa Helena, o mais antigo hospital adventista em funcionamento. A equipe conseguiu deslocar todos os 55 pacientes e realocá-los em outras instalações. O fogo se aproximou, mas os bombeiros conseguiram controlar as chamas.

Destruição causa pelas chamas
A Associação do Norte da Califórnia, sede administrativa da Igreja Adventista na região, forneceu uma atualização sobre o incêndio e o impacto sobre os membros locais e funcionários da denominação. Relatórios afirmam que vários pastores podem ter perdido suas casas, mas todos os membros estão seguros e foram encontrados.

A Escola Adventista de ensino fundamental de Foothills, em Deer Park, perdeu um dos prédios de seu campus, mas o restante da escola sobreviveu às chamas. O diretor da instituição, Rob Ingram, foi citado como tendo dito: “Por favor, orem por nossos alunos, nossas famílias e nossa equipe. Orem por nós enquanto avançamos para ir aonde Deus está nos guiando”.

O diretor de Educação da Associação da União do Pacífico, Berit Von Pohle, relata que a primeira ação de Ingram naquela manhã foi conectar-se com seu corpo docente, que, por sua vez, procurou garantir que todos os seus alunos estivessem seguros e suas famílias longe de perigo.

O Centro de Serviço Comunitário da Igreja Adventista de Haven, localizado próximo à Escola de ensino fundamental de Foothill, também foi destruído no incêndio, mas o prédio principal da igreja, localizado perto do Hospital de Santa Helena, não foi danificado.

Elmshaven, um marco histórico adventista local, que foi o lar de Ellen White antes de sua morte, havia escapado no momento em que esta matéria foi escrita. Mais informações podem ser encontradas na página do Facebook do Elmshaven.

Unidos em oração
O Glass Fire continua a ameaçar muitas casas e empresas, e os líderes da igreja local estão pedindo orações pelas grandes comunidades de Angwin e Santa Helena. Desde o início dos incêndios, o presidente mundial da Igreja Adventista, pastor Ted Wilson, tem usado sua página no Facebook para solicitar orações aos membros.

“Lembremo-nos também das muitas pessoas que perderam suas casas neste terrível incêndio, que continua a se mover em áreas residenciais. Continue orando por isso e por muitas outras necessidades ao redor do mundo! Como diz o nosso próximo tema da Associação Geral: “Jesus está vindo! Envolva-se!”, escreveu Wilson.

A versão original desta história foi postada no site de notícias da Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista. (via ASN)

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Reabertura de templos

Depois que o governo dinamarquês reabriu escolas para alunos de até 11 anos, a Noruega reativou creches, e países como Itália e Espanha anunciaram a retomada gradual de serviços não essenciais, novos debates em torno da flexibilização da quarentena foram travados nesta semana no cenário nacional e internacional. Por aqui, o governo do estado de São Paulo, território mais atingido pela Covid-19, informou que pretende flexibilizar o isolamento social a partir do dia 11 de maio. Já as autoridades do Rio de Janeiro anunciaram que preveem a reabertura de comércios e igrejas a partir do próximo dia 1º.

Diante desse cenário, a liderança da igreja na América do Sul percebeu a necessidade de formular diretrizes sobre o retorno aos cultos presenciais. Divulgado nesta quarta-feira (22), o novo documento (leia o documento completo aqui) sugere que “o retorno às atividades religiosas aconteça de forma progressiva, com responsabilidade e prudência”. A orientação oficial é que, em cada região, sejam avaliados os riscos e impactos sociais do retorno aos cultos presenciais, “seguindo as determinações governamentais e as orientações do escritório jurídico institucional”. O documento observa ainda que “a decisão sobre o reinício das reuniões será divulgada pelas Associações/Missões correspondentes”.

No caso daquelas que voltarem a ter reuniões públicas, a recomendação é seguir medidas de segurança, como manter a ventilação, oferecer cultos em diferentes horários para evitar aglomerações, realizar a higienização de áreas de uso coletivo, manter o distanciamento entre as pessoas e adotar as orientações sanitárias locais quanto ao uso de máscara.

Em um vídeo divulgado no Portal Adventista (clique aqui para assistir) no dia 17 de abril, o pastor Erton Köhler, líder sul-americano da igreja, também ressaltou que os adventistas vão agir com responsabilidade em relação à reabertura das igrejas. “Vamos retomar as atividades dos templos seguindo as orientações legais e com toda a prudência em cada decisão. A ameaça do vírus não vai terminar de um dia para o outro. Ela continua e, como adventistas do sétimo dia, queremos agir com responsabilidade”, ele enfatizou.

“Vamos retomar as atividades dos templos seguindo as orientações legais e com toda a prudência em cada decisão”

Cautela também é a palavra que define o modo como outros líderes da igreja estão reagindo em relação à possibilidade de reabertura dos templos. Nos Estados Unidos, um dos países mais afetados pela pandemia, o governador do estado da Geórgia decidiu reabrir estabelecimentos comerciais a partir desta sexta-feira (24), contrariando a opinião de epidemiologistas e até mesmo da Casa Branca. Segundo os especialistas, a flexibilização da quarentena na Geórgia, região que concentra quase 21 mil casos positivos de Covid-19 e mais de 850 mortes, preocupa porque a curva da pandemia ainda é crescente.

Isso explica o motivo de a presidência da União do Atlântico Sul ter feito um apelo ao governador nesta semana. Por meio de sua página oficial no Facebook, a sede da igreja para três estados norte-americanos, incluindo a Geórgia, pediu às autoridades que reconsiderassem a decisão de pôr fim à quarentena no dia 30 de abril. Na mensagem destinada a Brian Kemp, a liderança adventista expressou que seria igualmente irresponsável de sua parte reabrir templos nesse momento e que, portanto, as congregações adventistas e a sede da denominação nesse território permanecerão fechadas até que haja um clima de maior segurança para a reabertura.

Alguns países da Europa parecem ter um cenário um pouco mais favorável. No dia 20 de abril, a Alemanha, por exemplo, autorizou a abertura de algumas lojas. Na avaliação do ministro da Saúde, Jens Spahn, a pandemia está “sob controle e é administrável” no território alemão. Lá, representantes de diversas denominações se reuniram com líderes do governo no dia 17 de abril para pensar em um plano de retomada das atividades religiosas. Existe a possibilidade de isso acontecer gradualmente a partir do fim do mês, mas a liderança da igreja na Alemanha entende que “é importante avaliar os riscos à saúde em casos individuais e verificar os requisitos espaciais para saber se as regras de higiene e distância necessárias podem realmente ser observadas”, conforme noticiou uma das sedes administrativas da igreja no país em seu site na segunda-feira (20).

Márcio Tonetti (via Revista Adventista)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Greta Thunberg é eleita 'Pessoa do Ano' pela revista Time

A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi eleita 'Pessoa do Ano' pela revista "Time" nesta quarta-feira (11). Ela ganhou fama e inspirou movimentos estudantis na luta contra o aquecimento global e em defesa da natureza. A estudante é a mais jovem a ser indicada individualmente ao título.

Em 2018, Greta deixou de ir a aulas nas sextas-feiras em Estocolmo para protestar contra o aquecimento global. O ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e se tornou uma campanha mundial conhecida como "Fridays For Future" (ou 'Sexta-feiras pelo Futuro', em tradução livre).

Ela já discursou eventos internacionais como a Cúpula do Clima (Nova York), Conferência do Clima da ONU e o Fórum Econômico Mundial.

Em março deste ano, em entrevista ao G1, Greta afirmou que poucos adultos estão escutando as demandas dos jovens. "Eles estão ocupados fazendo outras coisas para serem reeleitos", disse ela.

Até 2019, a pessoa mais jovem a ser indicada ao título de 'Pessoa do Ano' tinha sido o pioneiro americano da aviação Charles Lindbergh que, em 1927, tinha 25 anos.

Greta apareceu na lista de termos mais procurados no Google em 2019. Ela ficou sétimo lugar na categoria "nomes" mais buscados no mundo.

'Pirralha'
Um dia antes de Greta ser nomeada “Pessoa do Ano”, o presidente Jair Bolsonaro criticou o espaço dado pela imprensa para a ativista, a quem chamou de “pirralha”.

Isso porque, no sábado (7), Greta compartilhou um vídeo sobre as mortes dos indígenas brasileiros e escreveu que esses povos são assassinados ao tentar proteger a floresta do desmatamento ilegal.

"A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí, pirralha", declarou o presidente.

Horas depois da fala do presidente brasileiro, Greta mudou a sua apresentação no Twitter para "Pirralha".

Trajetória de Greta
- Ela conta que aos 8 anos, na escola, ouviu falar pela 1ª vez sobre aquecimento global e disse ter ficado assustada com a falta de ação dos adultos.

- Ela conta que o temor em relação ao meio ambiente foi um dos fatores em um período depressivo, no qual deixou de ir à escola por um tempo.

- Aos 11 anos, ela foi diagnosticada com Asperger, um tipo de autismo. Ela diz que essa condição é chave em seu modo de agir e interpretar o mundo.

- Depois de pesquisar e convencer os pais sobre a crise climática, a estudante começou em 2018 a deixar de ir a aulas nas sextas para protestar.

-Ato solitário ganhou apoio nas redes sociais e foi seguido pelo mundo sob o nome de "Fridays For Future".

- Greta já discursou eventos internacionais como a COP24, a Conferência do Clima da ONU, e o Fórum Econômico Mundial.

Escolhidos em outros anos
A revista Time explica que, anualmente, solicita aos editores para que escolham uma pessoa que teve maior impacto nas notícias, boas ou más.

No ano passado, a Time escolheu jornalistas mortos e presos como “Pessoa do Ano” — em alguns casos, mais de um indivíduo recebe o título. Veja quem recebeu a homenagem da revista nos anos anteriores:

2018: Jornalistas mortos e presos
2017: Movimento de mulheres que denunciou assédio sexual
2016: Donald Trump, eleito naquele ano presidente dos EUA
2015: Angela Merkel, chanceler Alemanha
2014: Equipes de saúde que combatem o ebola
2013: Papa Francisco
2012: Barack Obama, reeleito presidente dos EUA naquele ano
2011: Manifestantes dos protestos que ocorreram naquele ano, como primavera árabe
2010: Mark Zuckerberg, fundador do Facebook

[Com informações de G1]

Nota do blog: Em tempos de discussão sobre mudanças climáticas, aquecimento global e outros temas, vejamos o que pensa a Igreja Adventista sobre cuidado do meio ambiente.

Os adventistas do sétimo dia, em nível mundial, já possuem declarações a favor da preservação do meio ambiente, mas sempre sob a ótica de preservação daquilo que Deus criou.

Na série Falando de Esperança, produzida pela Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul, o presidente da Igreja, pastor Erton Köhler, explica qual é o posicionamento da organização em relação ao assunto de preservação do meio ambiente e menciona preocupações relacionadas a aquecimento global e mudanças climáticas. “Estamos vendo tudo isso acontecer e o que temos individualmente para buscar o equilíbrio? Somos cristãos e é nosso dever cuidar da obra da criação de Deus. Para nós, essa é a principal motivação para cuidar do ambiente em que vivemos. Deus fez tudo e disse que era bom, mas, além disso, ordenou que o homem cuidasse do Jardim do Éden”.

Em 1995, em uma reunião administrativa mundial da Igreja Adventista, o tema de mudanças climáticas já havia sido objeto de debate. Ao final da discussão, ocorrida nos Estados Unidos, algumas declarações foram dadas oficialmente. Os adventistas se manifestaram e disseram que algumas medidas são necessárias para evitar os riscos desse fenômeno: cumprimento do acordo assinado no Rio de Janeiro (Convenção de 1992 sobre Mudanças Climáticas) a fim de estabilizar as emissões de dióxido de carbono por volta do ano 2000 a níveis de 1990; estabelecimento de planos para maiores reduções das emissões de dióxido de carbono após o ano 2000 e início de debates públicos mais eficazes sobre os riscos das mudanças climáticas.

Vejamos mais alguns trechos de duas declarações da Igreja Adventista sobre o meio ambiente:

"O mundo no qual vivemos é uma dádiva de amor do Deus Criador, que “fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7; 11:17-18). Nesta criação, colocou os humanos, criados intencionalmente para relacionarem-se com Ele, com as outras pessoas e com o mundo ao redor. Assim, os adventistas do sétimo dia mantêm que a preservação e manutenção da criação estão intimamente relacionadas com o culto a Ele. [...]

A decisão humana de desobedecer a Deus interrompeu a ordem original da criação, resultando em uma desarmonia alheia a Seus propósitos. Desta forma, nossa atmosfera e águas estão poluídas, as florestas e a vida selvagem saqueadas, os recursos naturais esgotados. [...]

Os adventistas do sétimo dia estão comissionados a um relacionamento respeitoso e cooperativo entre as pessoas, reconhecendo nossa origem comum e compreendendo a dignidade humana como uma dádiva do Criador. Uma vez que a miséria humana e a degradação do meio ambiente estão inter-relacionadas, nós nos empenhamos por melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas. Nosso objetivo é manter um crescimento dos recursos atendendo concomitantemente às necessidades humanas.

O verdadeiro progresso quanto a cuidar de nosso ambiente natural recai sobre o esforço individual e cooperativo. Nós aceitamos o desafio de trabalhar em prol da restauração do desígnio global de Deus. Movidos pela fé em Deus, nós nos comprometemos a promover o progresso que se revela nos níveis pessoal e ambiental em pessoas íntegras e dedicadas a servir a Deus e a humanidade.

Neste compromisso confirmamos ser mordomos para com a criação de Deus e cremos que a restauração total se concretizará apenas quando Deus fizer novas todas as coisas."

Esta declaração foi aprovada e votada pela Associação Geral do Comitê Executivo dos Adventistas do Sétimo Dia na sessão do Concílio Anual em Silver Spring, Maryland, EUA, 12 de outubro de 1992.

"Os adventistas do sétimo dia creem que a espécie humana foi criada à imagem de Deus, assim representando a Deus como Seus mordomos, para dominar o ambiente natural de uma maneira fiel e frutífera.

Infelizmente, a corrupção e a exploração podem ser atribuídas à responsabilidade humana. Homens e mulheres têm se envolvido cada vez mais em uma destruição megalomaníaca dos recursos naturais, resultando em grande sofrimento, descontrole ambiental e ameaça da mudança climática. Conquanto a pesquisa científica precise continuar, as evidências confirmam que a crescente emissão de gases destrutivos, a diminuição da camada protetora de ozônio, a destruição maciça das florestas americanas e o chamado efeito estufa, estão ameaçando o ecossistema terrestre.

Estes problemas são, em sua maioria, devidos ao egoísmo humano e à egocêntrica atividade para obter mais e mais por meio do aumento da produtividade, do consumo ilimitado e do esgotamento de recursos não-renováveis. A causa da crise ecológica está na ganância humana e na opção de não praticar a boa e fiel mordomia dentro dos limites divinos da criação.

Os adventistas do sétimo dia defendem um estilo de vida simples e saudável, onde as pessoas não participam da rotina do consumismo desenfreado, da obtenção de posses e da produção exagerada de lixo. É necessário que haja respeito pela criação, restrição no uso dos recursos naturais, reavaliação das necessidades e reiteração da dignidade da vida criada.

Esta declaração foi aprovada e votada pela Comissão Administrativa da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia (ADCOM) e foi liberada pelo gabinete do presidente, Robert S. Folkenberg, na sessão da Associação Geral em Utrecht, Holanda, de 29 de junho a 8 de julho de 1995.

Ellen G. White também foi uma forte defensora do cuidado com o meio ambiente. Sua consciência ambiental veio de duas fontes: as Escrituras e a inspiração vinda de Deus.

"Mas o que sobre todas as demais considerações deve levar-nos a apreciar a Bíblia é que nela está revelada aos homens a vontade de Deus. Ali aprendemos o objetivo de nossa criação e os meios pelos quais esse objetivo pode ser atingido. Aprendemos a melhorar sabiamente a presente vida, e a conseguir a futura." (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 53)

Em relação à poluição atmosférica, ela afirmou: 

"O ambiente material das cidades constitui muitas vezes um perigo para a saúde. O estar constantemente sujeito ao contato com doenças, o predomínio de ar poluído, água e alimento impuros, as habitações apinhadas, obscuras e insalubres, são alguns dos males a enfrentar." (A Ciência do Bom Viver, p. 365)

Adão e Eva perderam o ambiente perfeito do Éden por causa do pecado. Estamos novamente correndo o risco de perder o nosso meio ambiente por causa dos pecados do materialismo, ganância, poluição e desprezo dos recursos ambientais. Em Cristo, podemos ser restaurados à imagem de Deus, uns com os outros e com a natureza. O cristão não deve olhar só para a frente, para a restauração final da Terra ao seu estado original, mas também honrar a Deus hoje, cuidando de forma responsável do planeta que Ele lhe confiou.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Jaden Smith cria restaurante vegano gratuito para moradores de rua

Jaden Smith mostrou que tem um grande coração. O artista, filho do astro de Hollywood, Will Smith, investiu em uma boa ação. Em seu Instagram, ele mostrou a novidade: a inauguração de um food truck, restaurante móvel, para servir moradores de rua. “O @ILoveYouRestaurant é um movimento que tem tudo a ver com dar às pessoas o que elas merecem, comida vegan e saudável de graça. Hoje nós lançamos nosso primeiro caminhão de comida de um dia, em Los Angeles”, anunciou ele em seu Instagram.

O fato das comidas serem todas veganas, ou seja, sem origem animal, chamou a atenção. Ele ainda anunciou que esse é apenas o começo do projeto, que pretende ter outros restaurantes espalhados pelo mundo. “Fique atento, porque este é o primeiro de muitos #JADENinc”, completou.

A equipe da ONG de proteção animal Peta, que atua mundialmente, elogiou a ação pelo Instagram. "Amamos muito isso. Você está ajudando a mudar o mundo para humanos e animais", escreveu. (UOL)

"Se os homens cumprissem o seu dever como fiéis mordomos dos bens de Deus, nenhum clamor haveria por pão, nenhum sofredor em penúria, nenhum desagasalhado em necessidade. É a infidelidade de homens que gera o estado de sofrimento em que está mergulhada a humanidade. Se aqueles a quem Deus fez mordomos tão somente utilizassem os bens do seu Senhor no propósito para que lhes foram entregues, este estado de sofrimento não existiria" (Review and Herald, 26 de junho de 1894).

"A obra de recolher o necessitado, o oprimido, o aflito, o que sofreu perdas, é justamente a obra que toda igreja que crê na verdade para este tempo devia de há muito estar realizando. Cumpre-nos mostrar a terna simpatia do samaritano em acudir às necessidades físicas, alimentar o faminto, trazer para casa os pobres desterrados, buscando de Deus todo dia a graça e a força que nos habilitem a chegar às profundezas da miséria humana, e ajudar aqueles que absolutamente não se podem ajudar a si mesmos. Isto fazendo, temos favorável ensejo de apresentar a Cristo, o Crucificado" (Beneficência Social, p. 74).

"Pensem na crueldade que o regime cárneo envolve para com os animais, e seus efeitos sobre os que a infligem e nos que a observam. Como isso destrói a ternura com que devemos considerar as criaturas de Deus" (Conselhos sobre Regime Alimentar, p. 383).

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Mais de 20 líderes da Igreja Adventista foram presos na África

Apesar de o cristianismo ser a religião dominante no Burundi, o país do centro-leste africano não têm sido um bom lugar para os cristãos praticarem sua fé. Especialmente os adventistas do sétimo dia, que há cerca de seis meses têm sofrido constantes ataques à liberdade religiosa.

Em uma nota oficial divulgada nesta segunda-feira (13), o líder mundial da denominação, pastor Ted Wilson, informou que o governo tem aprisionado, espancado e intimidado líderes e membros da denominação. Mais de 21 líderes da igreja no país já foram detidos, incluindo o presidente da União do Burundi, na última sexta-feira (10).

Apesar de atuarem legalmente no país, os escritórios administrativos da Igreja Adventista estão impedidos de exercerem as atividades. Algo completamente ilegal, antiético e contra todas as proteções internacionais à liberdade religiosa e de consciência, na avaliação do pastor Ted Wilson.

“Apelei pessoalmente ao presidente do Burundi, mas não obtive resposta do seu gabinete”, ele lamentou, pedindo que o governo honre esse direito fundamental. “Faço também um apelo aos governos de todas as nações ao redor do mundo, e especialmente da África, para que intercedam pelo povo do Burundi e especificamente pelos adventistas do sétimo dia que estão sendo perseguidos pelo governo daquele país”, ele completou.

Além de apelar às autoridades locais, o líder adventista também iniciou uma campanha global de oração em favor daqueles que têm sido impedidos de exercer sua fé livremente no território africano. “Convido todos os adventistas do sétimo dia a orar pelos membros de nossa igreja no Burundi, pela liberdade religiosa naquele país e pela libertação de todos os adventistas do sétimo dia que foram encarcerados injustamente”, ele finalizou.

[Via Revista Adventista / Com informações da Adventist Review e da ANN]

terça-feira, 14 de maio de 2019

Ted Wilson faz um apelo em caso de pena de morte nos EUA

O presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ted Wilson, escreveu uma carta de apelação ao governador do Tennessee, Bill Lee. Ele pede a suspensão da execução de Donnie Johnson. Johnson foi condenado por matar sua esposa e deve ser executado esta semana.

Enquanto esteve preso, Johnson se tornou cristão e foi batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Segue a carta de Wilson ao governador Lee.

Prezado Governador Lee

Escrevo-lhe a respeito de Donnie (“Don”) Edward Johnson, que tem sua execução marcada pelo estado do Tennessee para a quinta-feira, 16 de maio de 2019.

Como governador do Tennessee, o poder mais significativo e talvez a responsabilidade mais difícil que Deus lhe deu é decidir se uma pessoa deve viver ou morrer. Embora o sistema legal tenha proferido a culpa do Sr. Johnson e o sentenciado à pena de morte, eu estou apelando ao senhor para considerar a vida.

Ao longo dos muitos anos desde 1984, o Sr. Johnson experimentou uma transformação milagrosa de mente, coração e caráter que somente Deus pode realizar. Ele passou de um criminoso de coração insensível para um homem que cuida dos outros e procura compartilhar a esperança que encontrou em seu Salvador, Jesus Cristo, com aqueles que ainda não O conhecem.

No decurso da jornada espiritual do Sr. Johnson, ele se tornou membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, uma denominação cristã protestante com mais de 21 milhões de membros e presente em mais de 200 países. Como adventistas do sétimo dia, defendemos a Bíblia como a Palavra de Deus e aceitamos a Jesus Cristo como nosso único Salvador. Ensinamos que devemos ser bons cidadãos, obedecendo às leis do país, e honrar e orar por nossos líderes governamentais. Acreditamos que somos chamados para seguir as pegadas de Cristo, satisfazendo as necessidades físicas, sociais e, o mais importante, espirituais das pessoas. Como entendemos, a transformação do Sr. Johnson incluiu o fato de ele abraçar esses valores cristãos e atualmente estar servindo aos outros na liderança espiritual, na função de ancião. Fiquei sabendo que ele trouxe outros prisioneiros para Cristo, levando-os a fazer uma entrega total a Deus, e que essa tem sido uma influência positiva na prisão e fora dela.

Em oração, pedimos que o senhor considere conceder misericórdia ao Sr. Johnson, poupando sua vida a fim de que ele possa continuar provendo esse importante ministério espiritual que apenas ele, em sua condição, pode realizar. Sua morte não teria nenhum valor redentor ou dissuasivo, e acreditamos que ele serviria melhor à comunidade levando seus companheiros prisioneiros a Deus.

Obrigado por considerar esta petição. Por favor, esteja certo de que estarei orando pelo senhor ao tomar esta decisão incrivelmente importante. Como a Bíblia diz: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Miqueias 6:8, NVI).

Respeitosamente,

Ted NC Wilson, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Adventista foi preso por armazenar Bíblias e livros religiosos na China

A Bíblia é reconhecida como o livro de impacto mais significativo no mundo. Na China, esse impacto significa um confronto com as autoridades e motivo de sérias penalidades para aquele que a possui sem que haja autorização do regime comunista chinês.

Ter até mesmo um xerox da Bíblia é uma ofensa capital na China, onde crentes são frequentemente perseguidos, assediados, vigiados, presos e, às vezes, torturados.

Li Liang (pseudônimo), um líder da Igreja Local na província de Anhui, passou por essa experiência depois que foi sentenciado a cinco anos de prisão por fotocopiar a Bíblia. Embora já tenha cumprido a pena, não reconquistou tecnicamente sua liberdade, pois está constantemente sujeito a vigilância e intimidação da polícia.

Na época de sua libertação, Li Lang foi ameaçado pela polícia, dizendo que se ele continuasse acreditando em Deus, seria sentenciado a pelo menos dez anos de prisão, e os membros de sua família também estariam implicados, já que as autoridades chinesas acreditam em punição coletiva, onde os “pecados” de um membro da família são visitados pelos outros.

De acordo com uma fonte, quando Li Liang foi preso, a polícia revistou sua casa e encontrou duas impressoras, uma grande quantidade de papel para impressão, bem como capítulos bíblicos dos quais ele havia feito cópias e estava se preparando para distribuir aos fiéis. Por causa dessa “evidência”, a polícia considerou Li Liang “o chefe de uma organização contra-revolucionária” e o levou sob custódia, onde foi torturado por informações sobre a fonte dos materiais e outras notícias da igreja, por quatro meses, antes de ser sentenciado.

Um crente anônimo na igreja de Li Liang disse que o motivo pelo qual o Partido Comunista Chinês (PCC) acusou os cristãos de crime de "contra-revolução" é estabelecer a autoridade absoluta do Partido Comunista.

E como a perseguição religiosa das autoridades continua a se intensificar, as pessoas na China podem ser perseguidas apenas por possuir um único livro religioso, enquanto o armazenamento de livros religiosos é ainda mais perigoso.

Li Wenqiang, um pseudônimo, é um cristão da Igreja Adventista do Sétimo Dia na cidade de Shenzhen, no sul da província de Guangdong. Dois anos atrás, a biblioteca em sua igreja foi invadida por funcionários do Departamento Municipal de Imprensa, Publicação, Rádio, Cinema e Televisão de Shenzhen e pelo Bureau de Assuntos Étnicos e Religiosos da cidade e outros departamentos. Mais de 200 mil Bíblias e livros religiosos foram apreendidos. Li e outro cristão responsável pela administração dos livros foram condenados a três anos de prisão (com cinco anos de liberdade condicional) por “operações comerciais ilegais”.

Segundo fontes, os dois ainda estão sendo monitorados pelas autoridades e foram impedidos de deixar Shenzhen por cinco anos. Se violarem esta provisão, seu prazo de prisão será calculado novamente.

“Aqueles que acreditam em Deus enfrentarão crescente perseguição e sofrimento no futuro”, disse um crente. “Todos devem estar preparados: sem fé, será difícil continuar”, completou.

[Com informações de Bitter WinterGuiame]

terça-feira, 16 de abril de 2019

Notre Dame: um elo entre arquitetura, religião, história e política

Difícil encontrar palavras para descrever a perda. Apesar do trabalho heroico de 400 bombeiros, toda a estatuária, a pinturas e ornamentos, a estrutura em carvalho do século XIII que sustentava o teto – tudo isso se foi. A imagem da flecha em chamas, desabando a 90 metros do solo, ficará nos livros de história.

A catedral de Nossa Senhora de Paris, no mundo todo chamada pelo nome em francês, Notre-Dame, resistiu a dilapidações e mutilações nos séculos XVII e XVIII, a tentativas de demolição no Terror da Revolução Francesa e na Comuna de Paris, à invasão nazista, a guerras e intempéries. Nunca havia sofrido incêndio de tal proporção – e não resistiu ao fogo.

As chamas destruíram dois terços do telhado e parte do edifício de 130 metros de comprimento, 48 de largura e 35 de altura, onde cabiam 6.500 pessoas e entravam quase 14 milhões de visitantes todo ano.

Os bombeiros evitaram o pior, preservando a fachada, as torres e a estrutura de pedra. Salvaram até relíquias, como a coroa de espinhos atribuída a Jesus Cristo – trazida à França por São Luís, o rei Luís IX, no século XIII – ou a túnica do próprio São Luís. Por sorte, as 16 estátuas que rodeavam a flecha foram retiradas na semana passada como parte do trabalho de restauração (um inquérito determinará a causa do incêndio).

“Esta catedral, nós a reergueremos”, declarou o presidente Emmanuel Macron, abalado, em sua primeira manifestação depois de examinar a devastação. Mesmo reconstruída, não será mesma catedral. Notre-Dame como a conhecíamos não existe mais – nem existirá. Notre-Dame será doravante outra, com as cicatrizes do incêndio que devastou uma das maiores obras arquitetônicas da humanidade, símbolo da religião católica, da cultura e da civilização francesas.

Não será, é verdade, a primeira reconstrução da catedral. A própria flecha que desabou não era a original da Idade Média, mas resultado da restauração concluída em 1864 pelo arquiteto Eugène Viollet-le-Duc, segundo sua concepção do que teria sido o edifício original.

Notre-Dame jamais foi a catedral gótica exemplar, aquela que reúne as características que definem o estilo – honra que cabe às catedrais de Reims ou Chartres, cujas carpintarias de madeira do teto original também já foram destruídas e substituídas por estruturas de metal.

Era um produto híbrido do alvorecer do estilo gótico, com elementos românicos ainda a comprovar as dores de parto, acrescido ao longo dos séculos das fantasias de vários artistas, unidas na visão da Paris poderosa do século XIX, formulada pelo urbanista George-Eugène Haussmann e executada por Viollet-le-Duc.

Era, sobretudo, a Notre-Dame imaginada por Victor Hugo no clássico Notre-Dame de Paris, de 1831. Para além da história do amor impossível conhecida de todos, entre o corcunda que tocava os sinos, Quasímodo, e a pobre boêmia Esmeralda, o romance de Victor Hugo é uma elegia à arquitetura medieval. A catedral é a personagem principal.

O próprio Hugo imaginou Notre-Dame em chamas, no momento em que o populacho tenta invadi-la. É Quasímodo quem ateia uma fogueira numa das torres para derreter chumbo, tentar impedir a invasão da malta e salvar sua amada, sem sucesso.

Notre-Dame sempre representou, para a França, o elo entre arquitetura, religião, história e política. Símbolo nacional e religioso, foi palco de momentos-chave: a convocação dos primeiros Estados Gerais em 1302, a cerimônia que marcou a aliança da coroas inglesa e francesa em 1430, a reabilitação de Joana D’Arc em 1455, todos os enterros e casamentos da realeza francesa, até a coroação de Napoleão, em 1804. Ou a missa que marcou a libertação da cidade do nazismo em 1944, em que o general De Gaulle quase sofre um atentado.

A nova Notre-Dame vislumbrada por Macron, quando concluída, será um produto do século XXI. Macron enfrenta a maior crise de seu governo, diante do movimento do “coletes amarelos”. Havia marcado para ontem um pronunciamento sobre o resultado do “grande diálogo” nacional promovido para lidar com a crise. Cancelou-o por causa do incêndio. As chamas lhe trouxeram um argumento forte de união nacional, mais forte que qualquer diálogo – ainda que, como a própria carpintaria de Notre-Dame, ele se revele vulnerável.

Helio Gurovitz (via G1)

Nota: Franceses cantando e orando enquanto a catedral de Notre-Dame ardia em chamas...

segunda-feira, 25 de março de 2019

O menino Samuel e o balão corintiano que voou 17 km

No domingo passado (17), os jogadores do Corinthians fizeram uma homenagem às oito vítimas da tragédia na escola Raul Brasil, em Suzano: 22 balões, com os nomes dos mortos ganharam o céu da Zona Leste de São Paulo.

Um deles, com o nome de Samuel Melquíades Silva de Oliveira, de 16 anos, foi parar longe: viajou mais de 17 quilômetros, do estádio do Itaquerão até Suzano. E foi encontrado por Seu Arlindo, que fazia sua corrida diária. A história viralizou nas redes sociais. Samuel era desbravador e membro da Igreja Adventista Central de Suzano. Era atuante e comprometido com as atividades promovidas pela igreja, onde dedicava seus talentos para apoiar as ações de sua congregação

O Fantástico acompanhou o encontro entre ele e o pai do jovem. (assista aqui)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Nobel da Paz para os bombeiros de Brumadinho?

O Brasil nunca ganhou o Nobel em nada. Na América Latina, a Argentina tem cinco, o México três, a Colômbia dois, a Guatemala dois e a Venezuela e o Peru um cada. O Brasil, que é o coração econômico do continente, nunca foi premiado em nenhum campo com o maior galardão do mundo. Por que não dar o Nobel da Paz este ano aos bombeiros de Brumadinho que conquistaram simpatia e admiração dentro e fora do país com seu exemplo de abnegação?

Neste país em que a política quer transformar as mãos das pessoas em armas para matar, esses bombeiros fizeram de suas mãos, mergulhadas na lama mortal, um instrumento de paz e de esperança de poder encontrar vida. Talvez tenha sido porque os brasileiros vivem um momento de perplexidade e poucas esperanças. Talvez porque os resíduos tóxicos da mina de Brumadinho, que engoliu tantas vidas inocentes, sejam vistos como metáfora política do país, envolvido na lama de corrupções, violências e desamparo social, a verdade é que poucas vezes tantos brasileiros se identificaram com esses bombeiros mergulhadores de vida.

Comoveu o país, por exemplo, o jovem porta-voz dos bombeiros de Minas, o tenente Pedro Aihara, de 25 anos, que, sem alarde, embora emocionado, confessou: “Podem estar certos de que estamos trabalhando como se essas pessoas fossem nossas mães e nossos pais”. Uma mulher escreveu nas redes sociais que sentiu aquele jovem bombeiro como alguém sensível, inteligente e preparado, “com o mesmo orgulho que se fosse meu filho”.

Foram esses bombeiros anônimos, mal pagos, que não hesitaram em arriscar a própria vida para salvar a dos outros, que nos ofereceram um pouco de oxigênio quando começávamos a desconfiar de tudo e de todos. Tínhamos experimentado, de fato, primeiro em Mariana e agora em Brumadinho, que o lucro selvagem das empresas em conivência com os políticos acaba engendrando esses novos campos de extermínio ambiental e humano.

Seria até simbólico que a Academia Sueca pensasse, ao conceder pela primeira vez seu prêmio ao Brasil, no Nobel da Paz. Milhões de brasileiros, de fato, se identificaram, sem diferenças políticas, em um movimento de solidariedade com os bombeiros salva-vidas que conseguiram criar um clima de alento em um contexto de polarização asfixiante. Os bombeiros conseguiram o milagre de unificar por um instante um país quase em guerra. [...]

Que o Governo do Brasil, que nunca conseguiu um Nobel para o país, peça, em todo caso, que seja concedido este ano o da Paz aos bombeiros de Brumadinho.

Seria a melhor metáfora de que as pessoas não abdicaram de lutar por um país mais decente, mais de todos e não somente daqueles que continuam acumulando privilégios. Um país que ainda sabe reconhecer e recompensar o sacrifício anônimo daqueles que se recusam a ser o que alguém definiu como “os escravos do vazio”. Que isso são os incapazes de entender que o Brasil que nos salvará da derrota não vive nos salões assépticos e corruptos do poder, mas nos limites em chamas do perigo. Os trabalhadores sempre à espera de que possam ser atropelados por aqueles que lhes prometem perigosos paraísos impossíveis.

Esse Brasil está vivo nos corações daqueles que ainda são capazes de se oferecer para salvar a vida de pessoas anônimas como eles. São, sem dúvida, semeadores de paz, capazes de nos emocionar quando acreditávamos que o ceticismo já nos havia secado o coração.

O Nobel para eles engrandeceria o Brasil invisível, fermento de tempos mais brilhantes e menos enlameados que os de hoje. 

Juan Arias (via El País)