quinta-feira, 27 de junho de 2013

Futebol - Prós, Contras e Conselhos de Ellen White


De acordo com a Bíblia e o Espírito de Profecia é lícito ao cristão praticar esportes como o futebol? Por que algumas pessoas são contra o futebol? O que ele tem de mau? Existe alguma maneira de praticá-lo sem receber sua influência negativa? E torcer para algum time é pecado?

Os motivos mais comuns para a preocupação com o futebol têm sido os seguintes:

1. Paixão - É um esporte que envolve as pessoas de maneira apaixonada, quase como um vício, levando às torcidas organizadas, frequência aos estádios, discussões sobre o melhor time, exageros na comemoração pelas vitórias ou excessos na revolta pelas derrotas. É uma paixão que facilmente leva ao descontrole. Não combina com o comportamento cristão.

“As diversões e dispêndio de meios para satisfação própria que, passo a passo, levam a glorificação do próprio eu, e a educação nesses jogos com fim de desfrutar prazer, produz por essas coisas um amor e paixão que não são favoráveis ao aperfeiçoamento do caráter cristão.” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 322)

Outras bases para frequentar estádios podem ser encontradas no Salmo 1:1-6, nos perigos de violência que rodeiam o local, e nas práticas que ali são realizadas.

2. Confronto direto - É um esporte que leva as pessoas ao enfrentamento direto. É claro que ele não é o único. O basquete e outros também enfrentam a mesma realidade. Havendo esse confronto, acaba havendo também mais agressão, discussão e competição. Isso não combina com nosso espírito cristão

3. Desentendimento - Parece que entre os esportes, o futebol tem sido o campeão de desentendimentos entre os participantes. É frequente você observar entre os jogadores apaixonados, gente discutindo por regras que não aceita, por não concordar com a maneira como o outro joga, pela atitude de um juiz, e tudo isso acaba em desentendimento e inimizades. Aliás, dizem que um dos melhores lugares para conhecer o caráter de alguém é dentro de um campo de futebol. Isso fere nossa postura cristã.

4. Competiçăo - Ou seja, a rivalidade entre dois grupos que buscam ser um melhor do que o outro. Muito da condenação do futebol vem em função do forte clima de competição que ele gera. Pior ainda, quando, além da competição normal do esporte, são organizados campeonatos em que a guerra pela vitória vai aos extremos. O papel do cristão não é derrotar o outro para ser o melhor do que ele, mas sempre buscar o bem do próximo. Quando futebol recebe um tempero extra, ele vai diretamente contra a essência de nossa mensagem.

A questão que precisamos analisar é se esses motivos podem ser evitados, tornando o futebol apenas uma brincadeira.

1. A paixão pode ser evitada se não houver envolvimento com times e torcidas profissionais, nem frequência aos estádios. Se um jogo de bola não for colocado acima de qualquer outra coisa, mas for praticado nas horas livres, como uma oportunidade de integração, recreação e cuidado com o corpo, ele passa a ser aceitável.

2. O confronto direto é mais difícil de ser evitado, mas pode ser diminuído de acordo com a maneira como a pessoa joga. Se ela joga para brincar, há um contato físico, mas não um confronto direto.

3. O desentendimento dentro do campo, talvez seja o maior problema. Os impulsivos, temperamentais ou gananciosos não conseguem se controlar. Ou porque tem dificuldade consigo mesmos, ou porque não sabem perder. É esse o ponto que tem despertado o maior número de pessoas contra o futebol. "Se é isso que acontece em uma partida", dizem eles, "então é melhor acabar com isso". Mais uma vez a questão é a maneira como se encara o esporte. A atitude do jogador. É possível, até mesmo para temperamentais, brincar sem brigar, desde que encarem o futebol como uma brincadeira. Aqueles que não conseguem se controlar devem orar mais sobre isso, e ficar longe das quadras por um tempo, para não prejudicar o esporte de todos.

4. O futebol é um esporte de pontos, ou gols. Alguém vai perder e outro vai ganhar. A maneira como se encara essa competição pode definir se o futebol pode ser praticado ou não.

Conselhos de Ellen White
Já quando o assunto são as orientações de Ellen White, é preciso ter muito cuidado. Quando ela escreveu, o esporte conhecido era o "Football", o que conhecemos como futebol americano, jogado mais com as mãos do que com os pés, e que é extremamente violento. O futebol como conhecemos aqui é chamado em inglês de soccer, e não é o esporte a que ela se refere. Ambos têm algumas semelhanças, e alguns dos seus conselhos também servem para o nosso futebol. Não podemos aplicar, porém, literalmente tudo o que ela fala de um esporte para o outro, mas podemos aprender lições.

“Não tenho conseguido encontrar nenhum caso em que Ele tenha ensinado os Seus discípulos a empenharem-se na diversão do futebol ou em jogos de competição, a fim de fazerem exercício físico, ou em representações teatrais; e, no entanto, Cristo era nosso modelo em todas as coisas. Cristo, o Redentor do mundo, deu a cada um a sua obra, e ordena: "Negociai [ocupai-vos, na versão inglesa] até que Eu venha." Luc. 19:13.”  Fundamentos da Educação Cristã, pág. 229

“Alguns dos mais populares divertimentos, tais como o futebol e o boxe, se têm tornado escolas de brutalidade. Estão desenvolvendo as mesmas características que desenvolviam os jogos da antiga Roma. O amor ao domínio, o orgulho da mera força bruta, o descaso da vida, estão exercendo sobre a juventude um poder desmoralizador que nos aterra.” Conselhos sobre Saúde, pág. 189

“Quanto tempo é gasto por seres humanos inteligentes em jogos de bola! Mas acaso a satisfação nesses esportes dá aos homens o desejo de conhecer a verdade e a justiça? Mantêm a Deus em seus pensamentos? Levá-los-á a indagar: Como vai com a minha alma?” Conselhos Professores, Pais e Estudantes, pág. 456

Um comentário:

  1. Em abril de 1900, foi designado na escola de Avondale um feriado para os obreiros cristãos. O programa do dia incluía uma reunião na capela, pela manhã, reunião em que eu e outros falamos aos alunos, chamando-lhes a atenção para o que Deus operara no estabelecimento dessa escola, e para seu privilégio e oportunidades como estudantes.
    Após a reunião, o restante do dia foi passado pelos alunos em várias brincadeiras e esportes, alguns dos quais eram frívolos, rudes e grotescos.
    Na noite seguinte, parecia-me estar assistindo às partes do programa da tarde. A cena foi-me claramente mostrada, sendo-me dada uma mensagem para o diretor e os professores da escola.
    Foi-me mostrado que, nas diversões daquela tarde na escola, o inimigo obtivera a vitória, e os professores haviam sido pesados na balança e achados em falta. Senti-me grandemente aflita e preocupada ao pensar que os que se achavam em posições de responsabilidade, abrissem a porta e, por assim dizer, convidassem o inimigo a entrar; pois assim o haviam feito ao permitir o que havia ocorrido. Como professores, deviam ter-se mantido firmes, não dando lugar ao inimigo em qualquer sentido que fosse.
    Com o que consentiram, mancharam seu registro e entristeceram o Espírito de Deus.
    Pág. 349
    Os alunos foram animados em uma direção cujos efeitos não se anulariam facilmente. Não há limite ao caminho dos vãos divertimentos, e todo passo dado é dado em caminho não trilhado por Cristo.
    Esta introdução de planos errados, era mesmo aquilo contra que se deveriam ter cuidadosamente guardado. A escola de Avondale foi estabelecida não para ser semelhante às escolas do mundo, mas, como Deus revelou, para ser uma escola-modelo. E uma vez que devia ser uma instituição modelar, aqueles que lhe estavam na liderança deveriam haver aperfeiçoado tudo segundo o plano de Deus, rejeitando tudo quanto não estivesse em harmonia com Sua vontade. Houvessem os olhos dessas pessoas sido ungidos com o colírio celestial, e teriam compreendido que não podiam permitir a parte que ocorreu à tarde, sem desonrar a Deus.

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