segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Medicina relaciona depressão com intestinos - Ellen White já sabia...


O médico americano Michael D. Gershon, da Universidade de Columbia NY, recentemente confirmou que o intestino tem seu próprio sistema nervoso autônomo, com uma rede de 100 milhões de neurônios, que por sua vez, liberam os neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre as células nervosas. Deste modo, 90% da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar, é produzida pelos intestinos. Ele produz também 80% do potencial de imunidade do corpo humano, além de ser grande produtor do hormônio do crescimento.

Atualmente, os tratamentos de depressão envolvem a recaptação desse neurotransmissor (estudos comprovam a relação entre a falta de serotonina no cérebro e os suicídios). Várias necropsias apontaram a falta de serotonina no hipocampo, região do cérebro responsável pelos circuitos de prazer e dor. “Uma noite mal dormida, excesso de bebida, fumo e muito açúcar podem interferir no funcionamento do intestino, já que estes fatores modificam o PH intestinal e aceleram o envelhecimento, a falta de vitalidade e podem ainda agravar os quadros de depressão”, afirma Adriana Splendore, psicoterapeuta e terapeuta ortomolecular.

Água e fibras são importantes para o funcionamento dos intestinos, assim como a aveia, o inhame, o arroz integral e a linhaça, de acordo com a terapeuta. “Para aumentar os níveis cerebrais de serotonina precisamos ingerir alimentos que contenham os minerais Cálcio e Magnésio, os quais estimulam a produção de triptofano, o aminoácido precursor da serotonina. Entre as fontes de cálcio estão requeijão, queijos magros, brócolis e gergelim. Já as fontes de magnésio são tofu, soja, caju, salmão, espinafre, aveia e arroz integral”, indica Adriana. (Exame)

Como Ellen White entendia a saúde mental
Quando Ellen White usou o termo “saúde mental”, associou-o a “clareza mental, nervos calmos, sossego, espírito pacífico como de Jesus”.1 A fim de compreender suas observações sobre questões de saúde mental, é necessário compreender também a linguagem do século 19. Por exemplo, ela usou a expressão “doente imaginário” para pensamento ilusório ou desequilíbrio emocional; e “desânimo, o que aumenta até o desespero”, para depressão.2 Também usou o termo “a cura da mente” para descrever a saúde mental.

Em Ellen White, há uma convergência entre Psicologia e Teologia. As duas devem interagir e quando corretamente integradas, fornecem a maior ajuda para a mente humana e emoções. Para ela, a verdadeira fonte da saúde mental e emocional é Deus, o amante Pai; Jesus, o “Grande Médico”; e o Espírito Santo, o Conselheiro.

Ellen White defendeu a apropriada ligação entre o desenvolvimento físico, mental e espiritual na experiência humana. “A vida espiritual é construída a partir do alimento dado para a mente; e se comemos a comida fornecida na Palavra de Deus, o resultado será saúde espiritual e mental.”3 A verdadeira saúde mental é dependente, estabelecendo um equilíbrio adequado entre o corpo e a mente. “Não podemos nos dar ao luxo de impedir o crescimento ou debilitar uma única função da mente ou do corpo, pelo excesso de trabalho ou abuso de qualquer parte do mecanismo vivente.”4 Ela utilizou a frase “a saúde física e mental” para mostrar a ligação entre as duas. As dimensões físicas e mentais estão intimamente ligadas e exigem adequado equilíbrio e cuidado. Ela cria que o meio ambiente apropriado, ações corretas e uma dieta adequada proporcionavam saúde mental. Também foi uma forte defensora da cura pelos benefícios da natureza, uma postura correta e os atos de serviço aos outros.5 

1. Ellen G. White to D. T. Bourdeau, 10 fev., 1895, Carta 7, 1885, Ellen G. White Estate, Silver Spring, Maryland (EGWE); veja também Ellen G. White a D. T. Bourdeau, Carta 39, 1887, EGWE. Salvo indicação em contrário, todas as referências abaixo são de Ellen White.

2. Testemunhos para a Igreja. v. 1. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002. p.305.


3. “Search the Scriptures,” Review and Herald (March 22, 1906), p. 8.

4. “The Primal Cause of Intemperance,” Signs of the Times (20 de Abril), 1882, p. 181.

5. Veja Medical Ministry (Mountain View, Publicadora Pacific Press Assn., 1963), pp. 105-117.

Com informações de Diálogo Universitário

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