terça-feira, 7 de junho de 2016

7 perguntas sobre o jejum do ramadã e sobre o jejum bíblico


JEJUM DO RAMADÃ
Começou ontem ao redor do mundo, o mês sagrado do ramadã, durante o qual muçulmanos (mais de 20% da população mundial) jejuam entre o nascer e o pôr do sol. É um período importantíssimo em países islâmicos não apenas como ritual religioso, mas também como tradição cultural. 

1. O que muçulmanos celebram durante o mês do ramadã?
O mês do ramadã marca o período durante o qual o Alcorão, o livro sagrado do islã, foi revelado ao profeta Maomé no século 7. O Alcorão tem um papel central na religião muçulmana, e seu surgimento é um marco da história dos povos árabes. O período anterior ao islã é conhecido, em árabe, como “ignorância”.

2. O que acontece durante esse período?
O jejum durante o ramadã é um dos cinco pilares do islã, e exigido de muçulmanos praticantes. O mês é marcado também pela abstenção do sexo durante o dia e pelas boas ações. Há pessoas que não seguem a tradição, a depender da família e do indivíduo, mas em países conservadores é de bom tom não comer ou beber nada em público. Diversos estabelecimentos fecham, ou modificam seus horários de atendimento, alterando toda a rotina da comunidade.

3. Todo o mundo mesmo precisa jejuar?
Não. Há uma série de isenções, como aos idosos, aos enfermos, às crianças e às mulheres grávidas ou em período de menstruação. O jejum tem efeitos na saúde, e pode ser perigoso de acordo com a pessoa. Períodos mais curtos de sono também preocupam a comunidade médica durante esse mês.

4. Deve ser uma loucura na hora de quebrar o jejum, quando anoitece…
As refeições pós-ramadã, chamadas “iftar”, são conhecidas pela fartura. A maneira tradicional de começar o desjejum é beber água e comer tâmaras. Há também uma bebida típica chamada Qamar al-Din, preparada a partir de uma pasta de damasco. Há rezas específicas, e leituras de trechos do Alcorão. Mesquitas organizam banquetes públicos, durante o mês. A refeição pela manhã antes do jejum, chamada “suhur”, é também tradicional.

5. Mas por que tudo isso?
A ideia é lembrar os fiéis das agruras daqueles que sofrem durante o restante do ano. O islã tem um forte componente comunitário. Também se espera que o muçulmano se aproxime da religião, durante o mês do ramadã. Como efeito colateral do longo tempo passado em casa, o número de espectadores de televisão atinge recordes, e as telenovelas de ramadã são um fenômeno cultural em países como o Egito e a Turquia.

6. Quando exatamente é o ramadã?
Depende. O calendário islâmico é lunar, e não solar. Isso significa que os meses variam em relação ao calendário gregoriano que usamos (Por ex. no Brasil). O ramadã só começa quando a lua nova é vista nos céus, e dura entre 29 e 30 dias. A cada ano, o mês se inicia cerca de 11 dias mais cedo.

7. A variação da data é importante?
Sim. Imagine que, durante este mês, os muçulmanos que respeitem a tradição do ramadã não poderão comer ou beber nada entre o nascer e o pôr do sol. É um cenário bastante difícil quando o ramadã coincide com o verão. O Cairo tem registrado temperaturas acima dos 40º C, e os dias são mais longos nesta época do ano. Este ramadã será especialmente complicado no hemisfério norte. Na Espanha, por exemplo, o jejum vai durar cerca de 17 horas. 

JEJUM BÍBLICO
O jejum bíblico é uma das principais ferramentas para a comunhão com Deus. Simplificando, é a abstenção de alimento para finalidades espirituais. O objetivo é conduzir uma pessoa à plena lucidez espiritual e facilitar a profunda comunhão com Deus, pois o organismo não utilizará energia para a digestão, de modo que o cérebro terá mais energia para refletir nas coisas espirituais. Como prática religiosa, é voluntário, exige pureza de vida e exclui a exibição.

1. Qual a diferença entre o jejum ritual e o jejum bíblico espontâneo?
O jejum ritual é praticado regularmente com objetivos ritualísticos, característica da lei e prática judaica e de outras religiões (Levítico 16:29-31).

O jejum bíblico espontâneo é sempre acompanhado de orações, tendo somente objetivos especiais. Na Bíblia, o jejum espontâneo tem os seguintes objetivos: Honrar a Deus (Isaías 58:3-7, Mateus 6:18); Humilhar-se perante os juízos divinos (Salmo 35:13, 2 Samuel 12:16, Neemias 9:1-3, Joel 2:12); e como período de preparação para as batalhas espirituais (Mateus 4:1-3, 17:21).

2. Qual o período do jejum bíblico?
Indeterminado, podendo ser por um pequeno período. O que importa não é sua extensão, mas suas características bíblicas. (Exemplo: Daniel 9:3-19).

3. Por que o jejum bíblico é secreto?
Para evitar qualquer orgulho e hipocrisia (Mateus 6:16-18). O fariseu deu mau exemplo ao declarar em público seu jejum (Lucas 18:9-14). Humildade é um princípio cristão que nós devemos seguir.

4. Pode-se beber durante o jejum bíblico?
É necessário, para evitar desidratação. A maioria dos jejuns bíblicos era somente de alimento. O jejum de Jesus no deserto foi somente de alimento (Mateus 4:2). 

5. O jejum bíblico é só alimento?
Recomenda-se abster-se de televisão, relações conjugais e outras distrações. É preferível um pequeno período de jejum completo do que um grande período cheio de “atividades”, sem alimentação, pois o grande objetivo é encontrar-se com Deus! Como pode ter seu encontro com Ele cuidando do seus afazeres? Isso só vai debilitar o seu organismo.

6. Todo cristão deve fazer jejum?
Sim, todo cristão deve passar por essa experiência magnífica de restauração espiritual, e de humilhação perante o Criador, Deus do Universo, Deus que deve ser o Senhor de nossas vidas. Porém aqueles que não tiverem condições físicas para isto, cuide-se para um dia estar preparado para um bom jejum. Jejuar não é obrigação, mas um recurso espiritual. Observe que Jesus não jejuava sempre (Mateus 9:14-15, Lucas 5:33-35).

7. Qual é o maior jejum?
Pegue sua cruz e carregue seguindo a Cristo, o maior jejum é abster-se de nossa natureza pecaminosa a cada dia, e alcançar a natureza, o caráter de Cristo. Esse é o meio de nos salvarmos, sendo semelhantes a Cristo, largando de uma vez por todas nossos desejos carnais, subindo cada dia mais os degraus da salvação.

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