terça-feira, 23 de junho de 2026

MEDITAÇÃO #21 - NÃO ADULTERARÁS

Ela está entre nós há muito tempo, mas nem por isso nos acostumamos com sua realidade. A notícia da infidelidade no casamento ainda choca, traumatiza, entristece e fragmenta famílias em todo o mundo. Porém, se ela é tão prejudicial, por que ainda faz parte do cotidiano da sociedade?

O adultério pode acontecer de várias formas, com danos igualmente consideráveis. Vale atentar, pelo menos, para três tipos de traição: a imaginária (vivenciada na fantasia da pessoa, sem que haja, necessariamente, a participação consciente do outro), a virtual (muito popular em nossos dias, podendo incluir desde o acesso à pornografia online até um relacionamento virtual com uma pessoa específica) e a real (um estágio mais avançado do que as anteriores e que inclui o contato físico). À medida que a traição avança, o parceiro vai se esvaziando na vida do outro. Quando menos se percebe, ele não está mais lá. Ainda que os dois dividam a mesma casa, caminham silentes em sua solidão.

Tanto traidor como traído sofrem. O primeiro experimenta perda da integridade, forte sentimento de culpa, angústia, medo de ser descoberto e confusão de sentimentos. O segundo sente dor, decepção, rejeição, tristeza, medo quanto ao futuro, perda da autoestima, raiva e desespero, entre outras coisas. Ambos podem experimentar depressão e precisar de ajuda. Os danos tendem a aumentar quando crianças estão envolvidas.

Qualquer pessoa, religiosa ou não, está sujeita à paixões afetivas. Quando ela é religiosa, o compromisso de fidelidade é assumido não só para com o cônjuge, mas para com Deus também. Ocorrendo adultério, além da quebra da fidelidade com o companheiro(a), ocorre também a quebra do relacionamento com Deus. Vejamos o que diz Ellen G. White sobre o adultério em seu livro Testemunhos sobre Conduta Sexual, Adultério e Divórcio, pp. 89-91: 
"Um dos pecados graves nesta degenerada época de corrupção é o do adultério. Esse vergonhoso pecado é praticado em alarmante extensão. Houvessem, contudo, os transgressores do sétimo mandamento de ser encontrados unicamente entre os que não professam ser seguidores de Cristo, o mal não alcançaria a décima parte do que hoje representa; mas o crime do adultério é amplamente cometido por professos cristãos. O homem pode dissimular os fatos e ocultar que está praticando adultério; ainda assim Deus tem Seus olhos postos sobre ele. Deus o observa. Não é possível ao homem esconder dEle os seus crimes. Pode até mesmo conduzir-se de forma aparentemente correta diante da família e da comunidade, sendo considerado como um bom homem. Haverá, porém, de enganar a si mesmo, pensando que o Altíssimo não conhece todas as coisas?"
Os cristãos são chamados a exercitar pensamentos puros e viver vida pura, pois estão se preparando para viver em uma sociedade pura ao longo de toda a eternidade. A propósito, o mandamento “não adulterarás” em Êxodo 20:14 é mais abrangente. “Esta proibição abrange não apenas o adultério, mas a fornicação e a impureza de todo e qualquer tipo, em atitude, palavra e pensamento” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 1, p. 651). 

E como se libertar do adultério? Reconhecer o problema e buscar ajuda é fundamental para se alcançar a vitória. Esteja certo de que sua convicção é fruto do trabalho do Espírito Santo que despertou em sua mente o senso de pecado. Cristo é a grande solução! O grande segredo para se obter a vitória é se consagrar todos os dias pela manhã à Cristo. Dessa maneira, sua permanência em Cristo será fortalecida, e quando aparecer uma tentação, você terá muito mais confiança para se apegar ao Senhor e cortar o pensamento impuro.

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