Outro dia li o interessante trecho acima do diário de Salomão. Não sei porque, mas me veio à mente a palavra indiferença. Para mim, tapar o ouvido ao grito de quem precisa de alguma coisa é uma descrição muito boa para indiferença. E como nós estamos familiarizados com ela. Quem nunca foi tratado ou nunca tratou alguém com indiferença que atire a primeira pedra...
E como são comuns as situações em que as pessoas se afastam umas das outras por mal-entendidos, diferenças de opinião, inveja, receio, etc. e começam a se ver de maneira indiferente. Indiferença... essa para mim é a pior espécie. Viver como se a existência de outrem não fizesse a mínima diferença para você. Isso é muito perigoso. Amanhã você pode estar gritando por ajuda. Para dizer bem a verdade, eu creio que a própria indiferença já seja um grito. A indiferença é o comentário mais desesperado de todos. É o grito de quem quer convencer que pode fazer falta na vida do outro e que a ausência desse outro não dói. É o grito de quem quer atrair a atenção. É o grito de quem se sente inseguro. É um grito covarde. Mas é um grito silente.
Talvez olhando para sua vida você encontre algum grito assim. Se existe algo mal resolvido entre você e alguém - um amigo, um vizinho, um parente ou até mesmo um estranho - não se esconda atrás da indiferença. Procure a tal pessoa e simplesmente converse. Seja sincero. A indiferença é uma doença que corrói o coração.
"Se quereis ser seguidores de Jesus, necessitais cultivar compaixão e simpatia. A indiferença pelos ais da humanidade deve ceder lugar ao interesse vivo nos sofrimentos alheios" (Ellen White - Beneficência Social, p. 26).
Querido leitor, hoje é o dia de repensar suas relações e clarear os cantos escuros da vida. Perdoe. Ande pela vida de bem com Deus e com as pessoas a sua volta.
