sexta-feira, 26 de junho de 2026

MEDITAÇÃO #24 - HONRA TEU PAI E TUA MÃE

O professor e escritor Tiago Augusto da Cunha registrou a seguinte frase: “meu pai me levou em seus braços quando criança; chegou o momento de eu levá-lo”. Por sua vez, atribui-se a George Washington, primeiro presidente norte-americano, estas palavras tocantes: “Minha mãe foi a mulher mais bela que conheci. Todo o que sou, devo à minha mãe. Atribuo todos meus sucessos nesta vida ao ensino moral, intelectual e físico que recebi dela”.

Se você tivesse de criar uma frase que resumisse seu sentimento em relação aos seus pais, o que você diria? Eu não sei o que você diria, mas eu sei como deveríamos tratar os nossos pais. Está escrito em Êxodo 20:12: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”.

O relacionamento entre pais e filhos é universal; talvez o único relacionamento verdadeiramente universal, porque não são todos que se casam, e não são todos que chegam a ser pais. Mas todos somos filhos e filhas. Por isso o mandamento é para os filhos, e não para os pais.

Observe que o mandamento não diz “obedeça ao seu pai e à sua mãe”. O mandamento diz “honre ao seu pai e à sua mãe”. Qual é a diferença entre obedecer e honrar nossos pais? Obedecer significa concordar em fazer algo, concordar em ser conduzido, sem necessariamente respeitar a pessoa a quem estamos obedecendo, sem necessariamente ter estima por ela. Um filho pode obedecer aos pais sem tê-los em alta consideração. Obedece por medo, por pressão, por obrigação. Honrar tem um significado bem mais amplo: valorizar, considerar altamente, ter em grande estima, respeitar. O mandamento afirma “honre” – e não “obedeça” – porque os filhos até podem obedecer sem honrar, mas jamais podem honrar sem obedecer.

Honrar nossos pais significa querer o bem deles, querer que eles se sintam bem, e agir para que se sintam bem. Honrar nossos pais significa ouvir seus conselhos. Honrar nossos pais significa falar bem deles. Significa procurar maneiras de mostrar-lhes nosso apreço, nosso respeito, nossa admiração, nosso amor: seja mediante uma mensagem, um cartão, um presentinho, um telefonema, um abraço, um beijo, uma declaração de amor. 

A honra aos pais muda conforme a idade do filho. Por isso, honrar os pais não se refere a um ato específico. Honrar os pais é mais a maneira como nos relacionamos com eles, a nossa atitude em relação a eles. Ellen White declara:
"Esse é o primeiro mandamento com promessa. Recai sobre crianças e jovens, sobre os de meia-idade e os idosos. Na vida, não há nenhum período em que os filhos fiquem isentos da honra aos pais. Essa solene obrigação recai sobre cada filho ou filha, e é uma das condições de prolongamento de sua vida na terra que o Senhor dará aos fiéis" (O Lar Adventista, p. 292).
Mas Deus não pode fazer prosperar a quem vai diretamente contra o mais claro dever especificado em Sua Palavra, o dever dos filhos para com seus pais. Se desrespeitam e desonram a seus pais terrenos não respeitarão nem amarão seu Criador. Veja esta forte declaração de Ellen White:
"Filhos que desonram e desobedecem aos pais, e não levam em conta seus conselhos e instruções, não podem ter parte na Terra feita nova. A Terra purificada não será lugar para o filho ou filha rebelde, desobediente, ingrato. A menos que aprendam obediência e submissão aqui, jamais a aprenderão; a paz do redimido não será mareada por filhos desobedientes, indisciplinados, insubmissos. Nenhum transgressor do mandamento pode herdar o reino do Céu" (Testemunhos para a Igreja 1, p. 497).
Porém existe um limite neste relacionamento. Honrar os pais não significa submissão a abusos, ordens que violem os princípios bíblicos, ou anulação da própria vida. O respeito é mantido, mas a lealdade suprema deve sempre ser direcionada a Deus. Ellen White complementa:
"Quando os filhos têm pais incrédulos, e suas ordens contrariam os reclamos de Cristo, então, embora seja doloroso este pensamento, devem obedecer a Deus e deixar com Ele as consequências" (Review and Herald, 15/11/1892).
E também, alguns filhos podem dizer: “meus pais me prejudicaram; meu pai foi ausente, minha mãe nunca me deu atenção, minha mãe nunca me acolheu”. É provável que alguns filhos tenham razão. Mas a questão, aqui, não é descobrir se os pais fizeram algo de errado com os filhos. A questão é que filhos precisam perdoar seus pais; precisam acertar as contas com o passado e com Deus. Só assim terão um melhor presente, e um futuro de paz.

E você, tem honrado seus pais?

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