domingo, 12 de junho de 2016

Ataque em boate gay nos EUA e visão adventista sobre porte de armas


Um atirador abriu fogo dentro de uma boate voltada ao público LGBT em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos na madrugada deste domingo (12). Autoridades norte-americanas confirmaram que cerca de 50 pessoas foram mortas dentro da boate Pulse, no maior ataque em massa na história dos Estados Unidos. Os EUA investigam o caso como um ato terrorista, que pode ou não ter relação religiosa. Aos menos 53 pessoas ficaram feridas, informou um porta-voz do FBI em entrevista coletiva à impressa. Agentes mataram o atirador, de identidade ainda não confirmada, mas que seria o americano filho de afegãos Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos. O suspeito portava um fuzil AR-15 e uma arma de pequeno porte, além de um "dispositivo" não identificado implantado nele.

Debate sobre armas
O debate sobre a posse de armas automáticas nos EUA foi reaceso após o atirador fazer uso de uma AR-15 no ataque. Os americanos se baseiam na segunda emenda à Constituição para garantir o direito à defesa e portar armas. No entanto, quem defende o controle da venda de armas automáticas, como a usada no ataque à boate, afirmam que ninguém precisa de um artigo do tipo para se defender. Inclusive, são classificadas como "armas de ataque." Recentemente, o presidente Barack Obama defendeu mais restrição ao acesso às armas nos Estados Unidos. Com clara insatisfação após mais um ataque armado no país, Obama pediu uma mobilização parlamentar e popular para que as mudanças necessárias sejam aprovadas, algo que ele nunca conseguiu. O mandatário não pediu o banimento do porte de armas, mas uma checagem mais precisa de antecedentes criminais, por exemplo, entre outros. 

Visão adventista sobre porte de armas
A série Falando de Esperança, com posicionamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre vários temas de interesse da sociedade, aborda a questão do porte de armas. O assunto preocupa todas as nações. Estatísticas mundiais demonstram que houve um crescimento no comércio de armamento de 24% entre 2007 e 2011. Conforme dados da Unesco, a taxa de mortalidade por armas de fogo no Brasil ficou em 21,9 óbitos para cada 100 mil habitantes em 2012. Essa taxa é a segunda mais alta registrada pelo Mapa da Violência, menor apenas que a verificada em 2003, que foi de 22,2 mortes para cada 100 mil habitantes. Veja o vídeo:



As armas automáticas ou semi-automáticas de estilo militar estão se tornando cada vez mais disponíveis aos civis. Em algumas regiões do mundo é relativamente fácil a aquisição de tais armas. Elas aparecem não apenas nas ruas, mas também nas mãos de jovens nas escolas. Muitos crimes são cometidos por meio do uso dessas armas. São feitas para matar e não têm nenhuma utilidade recreativa legítima. Os ensinos e o exemplo de Cristo constituem a norma e o guia para o cristão de hoje. Cristo veio ao mundo para salvar vidas, não para destruí-las (Lucas 9:56). Quando Pedro sacou de sua arma, Jesus lhe disse: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão” (Mateus 26:52). Jesus não Se envolvia em violência.

Alguns argumentam que a interdição das armas de fogo limita os direitos das pessoas e que as armas não cometem crimes, mas sim as pessoas. Embora seja verdade que a violência e as inclinações criminosas conduzem às armas, também é verdade que a disponibilidade das armas leva à violência. A oportunidade de civis comprarem ou adquirirem de outro modo as armas automáticas ou semi-automáticas apenas aumenta o número de mortes resultantes dos crimes humanos. A posse de armas de fogo por civis nos Estados Unidos aumentou a uma estimativa de 300 por cento nos últimos quatro anos. Durante o mesmo período, houve um assombroso aumento de ataques armados e, consequentemente, mortes. Na maior parte do mundo, as armas não podem ser adquiridas por nenhum meio legal. A igreja vê com alarme a relativa facilidade com que elas podem ser adquiridas em algumas regiões. Sua acessibilidade só pode abrir a possibilidade de mais tragédias.

A busca da paz e a preservação da vida devem ser os objetivos do cristão. O mal não pode ser combatido eficazmente com o mal, mas deve ser vencido com o bem. Os adventistas, como outras pessoas de boa vontade, desejam cooperar na utilização de todos os meios legítimos para reduzir e eliminar, onde possível, as causas fundamentais do crime. Além disso, tendo-se em mente a segurança pública e o valor da vida humana, a venda de armas de fogo automáticas ou semi-automáticas deveria ser estritamente controlada. Isso reduziria o uso de armas por pessoas mentalmente perturbadas e por criminosos, principalmente aqueles envolvidos com drogas e atividades de quadrilhas.

Esta declaração foi liberada peio então presidente da Associação Geral, Neal C. Wilson, após consulta com os 16 vice-presidentes da Igreja Adventista, em 5 de julho de 1990, durante a Assembleia da Associação Geral realizada em Indianápolis, Indiana.

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