Compartilhar informações sem checar é um comportamento de alto risco, intensificado pelo uso de inteligência artificial (IA) na criação de desinformação. Ameaças como deepfakes (áudios e vídeos manipulados) tornam a verificação crucial antes de qualquer repasse.
Riscos e Contexto
- Inteligência Artificial (IA): A IA já consegue criar rostos, vozes e situações falsas com alta precisão, usadas para manipular a opinião pública.
- Eleições 2026: O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está em alerta, com foco no combate rigoroso à desinformação e discursos de ódio. As eleições de 2026 testarão os limites da regulação contra fake news.
- Consequências Jurídicas: Quem espalha fake news pode ser responsabilizado criminalmente. O Judiciário brasileiro reforçou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão".
- Golpes Comuns: Falsas mensagens sobre temas como Receita Federal, taxas Pix e cancelamentos de MEI continuam circulando, gerando pânico e roubo de dados.
O problema é estrutural: compartilhamos manchetes mais do que fatos. Um estudo de Columbia/Inria (pesquisa conjunta entre a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos e o Institut National de Recherche en Sciences et Technologies du Numérique, na França) mostrou que 59% dos links compartilhados no antigo Twitter (atual X) nunca são clicados por quem compartilha. Quando o conteúdo é falso, o dano acelera: a pesquisa em Science verificou que boatos têm 70% mais chance de retuíte e atingem 1.500 pessoas seis vezes mais rápido.
Essa cultura do “encaminhar” encontra um combustível novo: deepfakes. Em 2024, metade das empresas pesquisadas relatou tentativas de fraude com áudio/vídeo falsos. E não é teoria: a britânica Arup perdeu cerca de 20 milhões de libras após uma videoconferência com executivos clonados por IA - um dos maiores golpes conhecidos do tipo.
Não por acaso, o Digital News Report 2025 registra que 58% dos usuários no mundo estão preocupados com a dificuldade de distinguir o que é real do que é falso em notícias online.
A Bíblia antecipa esse mapa
- “O inexperiente acredita em qualquer coisa” (Provérbios 14:15);
- “Examinai tudo, retende o bem” (1Tessalonicenses 5:21);
- “Seguindo a verdade em amor” (Efésios 4:15);
- “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).
Em tempos de feed infinito, isso significa transformar pressa em prudência.
Três frases para a geladeira
- "No lar de fé, cada clique testemunha."
- “Encaminhar sem checar é evangelizar o erro.”
- “Quem ama a verdade freia o dedo antes do compartilhar.”
Como verificar as informações na rede
A seguir, quero deixar alguns conselhos que podem ser úteis para verificar informações nas redes sociais, na internet ou mesmo em suas conversar interpessoais:
- Verifique a fonte: Com frequência, as notícias falsas provêm de fontes pouco confiáveis ou desconhecidas. Perfis anônimos ou com poucos seguidores. Se a fonte não for reconhecida, pesquise quem está por trás da história e considere se quem está publicando é conhecido por publicar informações precisas.
- Leia além do título: Cuidado, os títulos sensacionalistas são feitos para atrair a atenção dos leitores distraídos e podem não refletir adequadamente o conteúdo real da história. Meu conselho é que você leia a história completa antes de compartilhar ou comentar.
- Busque fontes adicionais: Se uma história parece incrível ou pouco provável, busque fontes adicionais que possam confirmá-la. As histórias verdadeiras costumam ser reportadas por várias fontes independentes.
- Verifique os fatos: Se você está lendo algo que parece muito bom para ser verdade, verifique os fatos. Busque evidência que respalde a história e considere se há uma explicação lógica para o que está sendo informado. Às vezes, uma ligação para confirmar a informação seria fundamental.
- Seja cético com o que você lê nas redes: Em geral, é importante ser cético com as notícias que são compartilhadas nas redes sociais. Tudo precisa ser verificado.
- Procure no Google: Você pode procurar no Google o título ou o tema da história para ver se há mais informações em outros lugares. Se você não conseguir encontrar informações confiáveis em outras fontes, é possível que a história seja falsa.
- Verifique com sites de verificação de fatos: Há organizações de verificação de fatos que se dedicam a verificar a precisão das notícias e informações. Esses sites, como Snopes e FactCheck.org, podem ajudá-lo a determinar se uma história é verdadeira ou falsa.
- Comprove os detalhes: As histórias falsas geralmente contêm detalhes imprecisos ou exagerados. Se houver detalhes específicos na história, comprove se estão corretos antes de compartilhar a história.
- Busque comprovação: Se uma história parecer improvável, busque outras fontes que possam comprová-la. Se você não conseguir encontrar evidências que respaldem a história, é possível que não seja verdadeira.
- Consulte especialistas: Se a informação for sobre um tema em particular, você pode buscar a opinião de especialistas no campo para ver se a história é precisa.
Como cristãos, temos a responsabilidade bíblica e social de falar a verdade, compartilhar a verdade e comparar com a verdade tudo o que possa ser mentira ou enganoso. Quando seguimos esse princípio de buscar a verdade, estamos seguindo o exemplo de Jesus, Aquele que disse que Ele mesmo é a VERDADE e a VIDA (João 14:6).
Pense nisso e seja alguém que compartilha a verdade, toda a verdade e nada além da verdade. Que Deus o use onde você estiver.
[Com informações de Notícias Adventistas]

Nenhum comentário:
Postar um comentário