sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CASO EPSTEIN

Jeffrey Epstein era um rico financista americano e criminoso sexual condenado que começou sua carreira profissional como professor e depois migrou para o setor bancário. Tendo desenvolvido um círculo social de elite, ele conseguiu causar danos incalculáveis ​​a inúmeras mulheres e sair impune por anos. Em 6 de julho de 2019, ele foi preso sob acusações federais de tráfico sexual de menores na Flórida e em Nova York. Ele inevitavelmente enfrentaria o resto da vida na prisão, mas em 10 de agosto foi encontrado morto aos 66 anos em sua cela. O legista considerou a morte um suicídio, deixando muitas de suas vítimas revoltadas com a sensação de que a justiça não foi feita.

Essa história já é perturbadora o suficiente, mas piora. Em 2005, a polícia de Palm Beach, na Flórida, começou a investigar Epstein depois que uma mãe denunciou que ele havia abusado sexualmente de sua filha de 14 anos. Em 2007, apesar das provas contundentes e de múltiplas testemunhas corroborando os relatos das vítimas de abuso sexual, os promotores federais e os advogados de Jeffrey Epstein fecharam discretamente um acordo extraordinário para Epstein, que o livrou de uma sentença mais severa e do cumprimento de pena em uma prisão estadual, onde a maioria dos condenados por crimes sexuais cumpre suas penas. Seus supostos cúmplices, que o ajudavam a agendar os encontros sexuais, nunca foram processados.

Epstein concordou em se declarar culpado de duas acusações de prostituição em um tribunal estadual e, em troca, ele e seus cúmplices receberam imunidade contra acusações federais de tráfico sexual que poderiam tê-lo levado à prisão perpétua. Ele cumpriu 13 meses em uma ala privada da prisão do Condado de Palm Beach. Durante esse período, ele teve permissão para entrar e sair da prisão e para usar um serviço de limusine para voltar para casa.

Recentemente, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos publicou mais de três milhões de páginas de arquivos do caso de Jeffrey Epstein, incluindo fotos e vídeos, alguns tirados pelo próprio bilionário condenado por crimes sexuais. Cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens estão nos arquivos liberados. Foram deixados de fora imagens sensíveis, como as que remetem a abuso sexual infantil ou violência, e documentos que identificassem as vítimas de Epstein.

Trechos de documentos do caso Epstein foram divulgados na imprensa e revelaram que famosos, bilionários e políticos participaram das polêmicas festas do empresário. Personalidades como Leonardo DiCaprio, Cameron Diaz, Cate Blanchett, Bruce Willis, Kevin Spacey, George Lucas, Michael Jackson, Mick Jagger, Jay-Z e Naomi Campbell foram citados, os bilionários poderosos Elon Musk, Bill Gates, Sarah Ferguson, Richard Branson e Ehud Barak, além de Trump, Bill Clinton e o príncipe Andrew, mas nenhum deles recebeu acusações formais por crimes.

Que escândalo! Como isso pôde acontecer em um país que se orgulha de leis justas e processos legais? Não sei quanto a vocês, mas essa história desperta meu senso de justiça. Agora consigo compreender melhor a oração do Salmista pelo rei de sua nação:

"Dá ao rei a tua justiça, ó Deus, e a tua retidão ao filho do rei! Que ele julgue o teu povo com justiça e os teus pobres com equidade! Que ele defenda a causa dos pobres do povo, dê livramento aos filhos dos necessitados e esmague o opressor!" (Salmo 72:1-4)

Sou grato pela promessa de que um dia Deus se levantará “para estabelecer a justiça e salvar todos os oprimidos da terra” (Salmo 76:9). Sinto alívio em saber que Deus instruiu aqueles que detêm o poder a julgarem sem parcialidade (Levítico 19:15). É claro que a história de Israel mostra que, na maioria das vezes, aqueles que ocupavam posições de poder abusaram de seus privilégios e julgaram de forma egoísta.

A Bíblia tem muito a dizer sobre o amor, a graça e a misericórdia de Deus. É por causa da Sua bondade que somos levados ao arrependimento (Romanos 2:4). Devemos nos consolar ao saber que o Deus a quem servimos ama a justiça e odeia a opressão. Isso deve ser uma boa notícia para os oprimidos da Terra, embora não seja tão boa notícia para os opressores (Tiago 5:1-9). Embora a justiça não seja plenamente alcançada em nosso mundo corrupto, Deus agirá para corrigir todo o mal e restaurar o nosso mundo de uma vez por todas.

Ellen White diz: "O Senhor virá em breve. Impiedade e rebelião, violência e crime espalham-se por todo o mundo. Os clamores dos que sofrem e dos oprimidos sobem a Deus, pedindo justiça. Aquele que comanda as estrelas na sua órbita nos céus, e cuja palavra controla as águas do grande abismo — o mesmo Criador infinito atuará em favor do Seu povo. Há um Deus em Israel, com quem está o livramento para todos os que se acham oprimidos. Justiça é a base do Seu trono" (Nos Lugares Celestiais, p. 362).

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