quinta-feira, 28 de maio de 2015

Charlie Charlie Challenge: "brincando" com os espíritos


A polêmica do vestido já ficou no passado e, agora, a moda da internet é brincar de “invocar espíritos”. Nos últimos dias, uma brincadeira envolvendo um suposto demônio mexicano chamado Charlie tem viralizado nas redes sociais, sendo mencionada por mais de 2 milhões de usuários no Twitter em apenas 48 horas, por meio da hashtag #CharlieCharlieChallenge. 

Chamada de Desafio Charlie Charlie (Charlie Charlie Challenge, no original), a brincadeira consiste em desenhar uma cruz em uma folha de papel, escrevendo quatro possíveis respostas nos espaços — normalmente, "sim" e "não". A pessoa deve então cruzar duas canetas em cima da cruz e dizer "Charlie Charlie, você está aí". Após alguns segundos, de acordo com os relatos, uma das canetas deverá se mover por conta própria, sinalizando a presença do suposto demônio mexicano Charlie — outras perguntas podem então ser feitas a ele. (Leia mais em O Globo)


Leia também "#Charlie – a Lenda Urbana das Trevas" pelo Pr. Odaílson Fonseca

Nota: Podemos extrair algumas lições desse fenômeno instantâneo alimentado pela internet: (1) a web é realmente um meio tremendamente poderoso de espalhar informações, ideias e modismos (o Desafio Charlie foi mencionado por mais de dois milhões de usuários no Twitter, em apenas 48 horas, por meio da hashtag #CharlieCharlieChallenge); (2) uma geração doutrinada por livros e filmes de bruxos, vampiros e demônios tem mais curiosidade do que medo do oculto; (3) o diabo não mais esconde seu “jogo” e está muito ativo em nossos dias.

Quando eu era adolescente, os “rituais da moda” eram o tabuleiro ouija e a “brincadeira” do copo ou do compasso. Ouvi muitas histórias escabrosas atribuídas à atuação dos “espíritos” nesses jogos. Nessa nova versão de flerte com o oculto o inimigo não mais se esconde. Apresenta-se como demônio mesmo. E a criançada, dessensibilizada pelo consumo de tanto conteúdo satanista/ocultista, não se importa mais de brincar com o perigo. Na verdade, leva tudo na brincadeira. E a coisa fica exatamente do jeito que o diabo gosta. [...] 

Quanto a esse assunto, a Bíblia é muito clara: “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês” (Deuteronômio 18:10-12, NVI). 

E Ellen White escreveu: “E o que dizer dos livros [filmes, jogos] de magia? O que você tem lido ultimamente? Como tem empregado seu tempo? Tem procurado estudar as Sagradas Escrituras para que possa ouvir a voz de Deus falando através de Sua Palavra? O mundo está cheio de livros que espalham as sementes da incredulidade, infidelidade e ateísmo. Em maior ou menor grau, você pode estar aprendendo as lições desses livros de magia. Afastam Deus da mente e separam a pessoa do verdadeiro Pastor” (Só Para Jovens, p. 14). 

Nesta quarta-feira, infelizmente, dezenas de milhares de pessoas seguiram inadvertidamente o caminho das irmãs Fox. Estão brincando com o perigo, e o verdadeiro “Charlie” se divertindo um bocado. (Comentário de Michelson Borges)

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