quarta-feira, 20 de abril de 2016

Ninguém durma!

"Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos." Romanos 13:11
Se você gosta de música erudita, talvez conheça estas palavras em italiano: "Nessun dorma! Nessun dorma! Tu purê, o Principessa.." Trata-se do início da famosa ária "Nessun Dorma" (Ninguém Durma), que faz parte da ópera Turandot, composta por Giacomo Puccini. Interpretada por nomes como Plácido Domingo, José Carreras, Sarah Brightman, Paul Potts, David Phelps e Andréa Bocelli, foi Luciano Pavarotti quem a tornou popular ao redor do mundo, especialmente com a versão apresentada durante a Copa do Mundo da Itália, em 1990.

A história de Turandot, nome que significa "a filha de Turan", uma região da Ásia central, parte do antigo império persa, foi extraída de uma coleção de contos intitulada Mil e Um Dias. A linda e fria princesa Turandot, em vingança pela morte de uma ancestral, não quer se apaixonar e propõe três enigmas que devem ser respondi­dos por qualquer pretendente. Quem não conseguir é morto. O príncipe Calaf, apai­xonado, bate no gongo e anuncia seu desejo de se candidatar. Ele acerta os enigmas, mas dá uma chance à desolada princesa: ela poderá matá-lo se descobrir seu verda­deiro nome até o dia seguinte. Turandot então determina que ninguém durma, para tentar descobrir o nome do príncipe desconhecido.

O ato 3 se inicia com o príncipe Calaf, certo da vitória, cantando confiantemente a ária: "Que ninguém durma! Que ninguém durma! Você também, ó Princesa, em seu quarto frio, olhe as estrelas, tremendo de amor e de esperança, mas meu segredo permanece guardado dentro de mim..." Por fim, depois de cenas dramáticas, Calaf diz seu nome para que a princesa o anuncie. Ele está pronto para morrer por ela. Vencida e conquistada, a princesa revela que o nome dele é amor, e terminam abraçados. (Assista a apresentação do tenor Luciano Pavarotti interpretando Nessun Dorma):


Em outro enredo, que daria a maior das óperas e a mais bela das árias, outro Príncipe (Jesus) fez uma proposta a uma princesa (igreja), que, assim como Turandot, parece assustada com a ideia de se unir a ele. Num gesto incompreensível para muitos, esse Príncipe foi além de Calaf, não apenas propondo um enigma e se dispondo a morrer, mas dando realmente a vida pela princesa.

Assim como a princesa da ópera, apavorada com a ideia do amor, ordenou que seu reino não dormisse, o escritor bíblico, deslumbrado pela demonstração de amor, conclama o reino da luz a despertar do sono. Indiferentes à situação ao redor, muitos estão dormindo. Não percebem o drama ao redor. É hora de acor­dar, de descobrir o verdadeiro nome do Príncipe, que é Amor.

Que ninguém durma! Que ninguém durma!

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