quarta-feira, 4 de maio de 2016

A tocha olímpica e as lâmpadas do candelabro do tabernáculo


Dentre os vários símbolos das Olimpíadas, talvez nenhum deles seja tão carregado de história quanto a tocha olímpica. Ela começou a ser usada nos jogos olímpicos da Antiguidade, realizados na Grécia, quando era mantida acesa ao longo de todo o evento. Os gregos acreditavam que, no passado, o fogo pertencera somente aos deuses. Porém, Prometeu o teria roubado de Zeus, o pai dos deuses, para entregá-lo aos seres humanos. Por isso, o fogo era considerado sagrado por seu grande poder, tanto para destruir quanto para transformar. Era também uma importante fonte de iluminação, numa época em que a luz elétrica estava longe de ser inventada.

Há algo muito interessante na tocha olímpica. Você sabia que ainda hoje ela é acesa na Grécia, meses antes da abertura dos jogos? Relembrando o ritual antigo, a chama foi acesa no dia 21 de abril deste ano, em frente ao Templo de Hera, localizado na cidade grega de Olímpia, a partir dos raios solares, seguindo um tradicional rito que faz uso de uma espécie de espelho côncavo chamado skaphia. A cerimônia contou com a participação de 11 mulheres caracterizadas, representando o papel de sacerdotisas. Após percorrer algumas cidades gregas – entre elas a capital Atenas – a Chama Olímpica seguiu até Genebra, na Suíça, para uma cerimônia na Organização das Nações Unidas (ONU), seguindo então para o Museu Olímpico, localizado em Lausanne, onde fica a sede do Comitê Olímpico Internacional. A lanterna contendo a chama chegou ontem às 9h no Palácio do Planalto, onde alimentou a primeira Tocha Olímpica Rio 2016. Fabiana Claudino, bicampeã olímpica (2008 e 2012) e capitã da Seleção Brasileira de Vôlei foi a primeira condutora da tocha no Brasil.

Depois disso, serão meses durante os quais a tocha passará pelas cinco regiões do país. Cada um dos que carregarem a chama por um trecho do percurso se sentirá privilegiado. Em todo o tempo, porém, há o cuidado para que ela permaneça acesa. Por fim, uma última pessoa levará a tocha até a Pira Olímpica na cerimônia de abertura no Maracanã, no Rio de Janeiro e o Fogo Olímpico queimará na pira até o encerramento dos Jogos Olímpicos.

No entanto, muito antes de a tocha olímpica existir, o único Deus verdadeiro havia instruído Moisés a ensinar seu povo a manter sempre acesas as lâmpadas do candelabro do tabernáculo: 
“Agora ordene aos israelitas que tragam óleo de oliva puro para que as lâmpadas fiquem sempre acesas” (Êxodo 27:20, A Mensagem). 
Essa luz contínua simbolizava a constante presença iluminadora do Senhor junto a seus filhos, uma verdade tanto naquela época quanto na atualidade.

Há mais em comum entre nós e a tocha olímpica do que você imagina. O cristão também recebe o convite de ser uma luz brilhante por onde passa. Nos lugares por onde a tocha é conduzida, as pessoas param, observam e costumam aplaudir. Sua vida também é observada pelas pessoas a seu redor e por todo o universo, que assiste com expectativa ao desenrolar do grande conflito entre Cristo e Satanás. A fonte para o brilho de sua luz hoje é a mesma simbolizada pelas lâmpadas do candelabro do tabernáculo do Antigo Testamento. Peça a Deus que o ajude a brilhar sempre, em todas as situações, como uma tocha que representa uma prova viva de seu compromisso com Ele.
"Assim também a luz de vocês deve brilhar para que os outros vejam as coisas boas que vocês fazem e louvem o Pai de vocês, que está no céu" (Mateus 5:16).

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