quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Paradoxo da carne: O que você realmente está comendo?


O processo de comer carne parece envolver um aspecto psicológico mais complexo do que se imaginava. Garantindo de antemão não ser vegetariano, Jonas Kunst, da Universidade de Oslo (Noruega), verificou que nós damos nomes às carnes que as distanciam da sua origem animal como forma de negação. Todas as vezes que os pratos são associados - por palavras ou imagens - aos animais de onde se originaram, diminui a propensão das pessoas em consumi-los. “A apresentação da carne pela indústria influencia nossa vontade de comê-la. Nosso apetite é afetado tanto pelo que chamamos ‘o prato’ que comemos, quanto por como a carne nos é apresentada”, disse Kunst. 

Os pesquisadores apresentaram aos voluntários diversos pratos, como filés de frango e frangos inteiros, carne de porco e porco assado inteiro, e imagens em que os animais assados apareciam com e sem cabeça - e mediram a associação e a empatia dos voluntários com os animais. Em cada caso, eles também perguntaram aos participantes se queriam comer a refeição ou preferiam escolher uma alternativa sem carne - nenhum dos participantes era vegetariano. Sempre que a associação com o animal era direta ou mais fácil, diminuía a propensão dos voluntários em optar pelo prato com carne. 

“Carnes altamente processadas tornam mais fácil distanciar-se da ideia de que se trata de um animal. Os participantes também sentiram menos empatia com o animal. O mesmo mecanismo ocorreu com o porco assado decapitado. As pessoas pensavam menos sobre ele ser um animal, sentiram menos empatia e menos nojo, e se mostraram menos dispostas a optar por uma alternativa vegetariana”, escreveram os pesquisadores. (Com informações do Diário da Saúde)
"Pensem na crueldade que o regime cárneo envolve para com os animais, e seus efeitos sobre os que a infligem e nos que a observam. Como isso destrói a ternura com que devemos considerar as criaturas de Deus". (Conselhos sobre Regime Alimentar, p. 383)
Nota: É interessante notar que Ellen White, escrevendo no século 19, dizia que o uso frequente da carne de animais mortos dessensibiliza o ser humano. Está aí mais uma pesquisa confirmando isso, em parte. A verdade é que não fomos criados para nos alimentar de animais, afinal, a morte não deveria existir. A dieta que Deus estabeleceu para o ser humano, lá no Éden, consistia de frutas e sementes. A autorização para o uso da carne foi emergencial, após o dilúvio, o que não significa que o ser humano deveria continuar usando esse tipo de alimento permitido. Quanto mais voltarmos ao propósito de Deus, também nesse aspecto, melhor. [Michelson Borges via Criacionismo]

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