quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Filme adventista retrata jornadas pessoais de fé e sexualidade

Mais de dez milhões de adultos nos Estados Unidos, ou 4,1% da população, identificam-se como parte da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros (LGBT). Isso significa um aumento de 3,5% quando comparado a 2012, de acordo com um relatório da Gallup, de janeiro de 2017. A crescente comunidade LGBT ganhou proeminência social nos últimos anos e os assuntos da comunidade são discutidos amplamente na mídia, nos campi universitários e no local de trabalho.

Em resposta às necessidades de alguns membros e às solicitações das congregações, a Igreja Adventista do Sétimo Dia começa a dar passos para o diálogo sobre essa questão a fim de aconselhar e orientar, com base nos princípios bíblicos, os membros adventistas, especialmente os jovens e jovens adultos.

Um dos últimos movimentos foi o apoio à produção e lançamento de um filme chamado Journey Interrupted (algo como Jornada Interrompida), somente em inglês ainda. Não há, por enquanto, previsão de lançamento em português e espanhol. A produção é de Brian e Anne Savinsky, com o cineasta Danny Woods, e apresenta os quatro líderes do Ministério Coming Out (‘Sair’, em inglês, termo usado para se referir ao momento que uma pessoa resolve revelar sua nova identidade sexual), que compartilham sua jornada de viver um estilo de vida gay ativo ao que eles descrevem como “caminhar em nova vida com Cristo”. Ele também apresenta a história da Anna, cuja jornada também foi interrompida, mas que ainda continua buscando a direção de Deus em sua vida.

“Reunimos os membros do Ministério Coming Out, cinco anos atrás na ASI (Adventist-Laymen’s Services & Industries), equivalente à Federação de Empreendedores Adventistas, e imediatamente soubemos que esse era um ministério que gostaríamos de apoiar”, disse a Anne à Adventist Review, por e-mail. “A cultura atual se debate com as questões do homossexualismo e de gênero, e assim sentimos que suas histórias necessitavam ser contadas em um filme. Nosso propósito é simplesmente disponibilizar ao mundo essas histórias que falam do poder transformador de Deus, como testemunhos de Seu amor e graça”.

Discussão crescente
Representantes das treze divisões da igreja (regiões administrativas mundiais) participaram de uma conferência na Cidade do Cabo, África do Sul, em março de 2014, para tratar da homossexualidade e sexualidades alternativas e para “obter maior compreensão das questões subjacentes” a elas. Então, em maio desse ano, mais de 400 delegados da igreja, de cerca de 60 países, participaram em uma conferência global histórica, realizada em Budapeste, Hungria, para estudar, explorar e discutir as questões relacionadas aos LGBT, entre outros tópicos.

Foram estabelecidas comissões focadas nas questões LGBT, não apenas a nível da Associação Geral, mas também em todas as divisões mundiais. Foi votada e emitida uma declaração sobre transgêneros pela igreja mundial, no Concílio de Primavera, em abril de 2017, enfatizando a crença de que “a Bíblia provê princípios orientadores e conselho aos transgêneros e à igreja, transcendendo as convicções e cultura humana”. Também se focou na necessidade de compreensão e de compaixão por todas as pessoas.

As conclusões de um estudo memorável feito por pesquisadores adventistas foram recentemente publicadas no Journal of Social Work and Christianity. O estudo abordou a preocupação de que “chegar a um acordo quanto à identidade sexual é um processo especialmente complexo para cristãos LGBT + jovens, muitos dos quais estão em alto risco de responder negativamente”. Os adventistas do sétimo dia creem, em seu posicionamento oficial, que “a intimidade sexual pertence apenas ao relacionamento conjugal entre um homem e uma mulher”, visto ter sido “o desígnio estabelecido por Deus na criação”. Os pesquisadores descobriram que os jovens adventistas não estão protegidos dos desafios e “muitos têm muita dificuldade para lidar com essas questões, devido às ‘normas comportamentais muito elevadas de nossa igreja’”.

O filme
“A mensagem central [do filme] é que não importa quem você é e com quais questões você luta, Deus o ama e pode prover a solução que você necessita”, Brian acrescentou. “Ele demonstra, poderosamente, que Deus ama e respeita a cada um de nós, a tal ponto de nos dar a liberdade de escolher Seu caminho ou o nosso. Journey Interrupted é agradavelmente diferente visto que incorpora cinco histórias muito transparentes e verdadeiras nas verdades bíblicas quanto a vencer o pecado sexual de forma aberta e compreensível”.

O documentário estreou em setembro de 2016 nos Estados Unidos e foi exibido no mês seguinte no Concílio Anual Mundial da Igreja, realizado no escritório da Associação Geral, em Silver Spring, Maryland, também nos Estados Unidos. Posteriormente, foi exibido na emissora de TV 3ABN e no programa Amazing Facts, no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, no campus da Universidade Andrews, e nas igrejas locais nos EUA, e em outras regiões do mundo. Recentemente, foi disponibilizado para compra por meio do site do Ministério Coming Out (AQUI).

Descrevendo o Ministério Coming Out como um ministério de apoio dinâmico, que auxilia pessoas que lutam com problemas e dilemas críticos, o presidente da Igreja Adventista mundial, Ted Wilson, diz que está veementemente motivando que o filme Journey Interrupted seja mostrado nas igrejas, escolas, hospitais, faculdades e “onde quer que possa ser uma bênção.

Trailer do filme (inglês):

A missão do Ministério
Os líderes do Ministério Coming Out, uma organização mantida com doações, diz que a crítica mais comum é que eles estão tentando “tornar o gay em heterossexual”, uma acusação que eles negam. Embora concordem que esse possa ser o “fruto da conversão” de algumas pessoas, o alvo é estar de acordo com a vontade de Deus e que pode ou não incluir o casamento.

“Quando o coração de alguém é transformado, o comportamento também muda para uma vida de acordo com Deus”, Blakely explica. “Isso não significa que você irá se apaixonar por alguém do sexo oposto, mas que você irá se apaixonar por Jesus”.

O alvo do grupo, eles dizem, pode ser dividido em três passos: inspirar, instruir e esclarecer, e equipar as pessoas com materiais.

Crescendo em graça
O codiretor Michael Carducci, criado na Igreja Adventista, viveu ativamente um estilo de vida gay, por vinte anos, antes de ouvir o chamado de Deus para manter um relacionamento com Ele. A transição do que Carducci descreveu como servir ao eu para caminhar na vontade de Deus não foi imediata. Citando experiências bíblicas de Maria Madalena sendo curada dos demônios sete vezes e de Naamã tendo de mergulhar no rio sete vezes, Carducci descreve o crescimento em graça como um processo. 

[via Adventist News Network / Notícias Adventistas]

Nota: O prof. Leandro Quadros explana sobre o que fazer quando um homossexual chega na igreja:

10 comentários:

  1. Se existe alguma dúvida em algum tema, pesquise a Bíblia e na dúvida, fique com a orientação da Bíblia: "Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos,
    10 nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus." 1 Corintios 6:9-10

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  2. Estamos sendo corrompidos

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  3. Houve tempos que achei que o homossexualismo era apenas comportamental, mas hoje percebo que há aqueles que desde muito pequenos já manifestam este comportamento... acho que existem os dois tipos (comportamental e genético)... conversando com um amigo certa vez ele disse "se eu pudesse escolher você acha que eu não queria ser hétero?" Penso que eles tem uma vida muito sofrida, eles devem se sentirem sozinhos muitas vezes, muitos saem da igreja por isso. E o que nós estamos fazendo? Chamando-os de perversos? O texto bíblico diz isso tudo bem, ou pelo menos foi traduzido assim, mas acho que hoje somos mais esclarecidos, poderíamos entender que eles sofrem com as consequencias do pecado, não deles muitas vezes, mas da raça humana como um todo, e nesse caso a culpa é minha e tambem é sua...

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    1. Exatamente. O que estamos fazendo enquanto Cristãos? Como JESUS tratou os marginalizados de sua época?? Com amor, atraindo-os!!! E chamá-los de perverso é muito fácil, e pior, muitos dos que assim o chamam, são realmente perversos em assim fazê-lo e muitas vezes por se esconderem atrás de serem héteros e praticarem uma série de abominações escondidinhos! Por isso que a obra de julgar cabe somente a DEUS...Só Ele vê o coração e sabe todos os porquês!!!

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  4. é verdade, mas os convertidos irão herdar...

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  5. Quando um homossexual lê q não herdarão o reino de Deus, isso machuca, faz um corte profundo, tão profundo q a vontade de se matar grita alto no coração. Você se sente inútil pra Deus, sente q Ele não te quer, sente q Ele te odeia...

    E o pior é q vc não se torna gay pq quer, ou por influencia de alguém... Vc já nasce com isso... Por mais que eu tente ser "normal", não dá e a falta de apoio dos irmãos só te joga mais ainda pra baixo.

    Sou Adventista de berço, nunca me desviei ou me envolvi com pessoas erradas, mas infelizmente minha natureza é essa... Como explicar? ...

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    1. Não temos como explicar!! Só posso dizer que JESUS ama os homossexuais, assim como ama a todos, independente de qualquer nacionalidade, gênero, raça, credo...Ele ama a raça humana.
      Todos devemos continuar a nossa caminhada aqui, seguros nas Mãos DELE...todos carecemos de sua Graça salvadora...cada um tem uma luta e JESUS está com os héteros e com os Homos igualmente. Continue firme rumo ao céu...Só DEUS conhece o nosso coração, nossas intenções e nossas lutas!! ELE morreu por mim e por vc!!! Explicações teremos apenas no céu!!!

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    2. Isso de "nascer assim" não tem comprovação científica (pode ser que seja genético sim..mas até agora não foi povado). Há vários meios que não percebemos de como tudo ao nosso redor pode nos influenciar para um comportamento, uma preferência etc. Nem os psicólogos sabem todos os possíveis meios de influência do meio, na verdade engatinhamos nessas áreas de genética, psicologia relacionada a fatores genéticos, influencia psicológica externa.. até porque cada um reage de forma diferente. Aos comentários às sugestões da mídia, etc. E mal sabemos o tamanho ds influência da midia, da sociedade.. nas nossas escolhas e comportamentos. Algumas coosas nós conseguimos ver que "nos deixamos levar pela onda" mas quantas vezes passa despercebido?

      Um estudo (que inclusive há um post do Michelson Borges sobre esse estudo) feito por um médico e um psiquiatra renomados dos USA, reviu vários artigos científicos.. incluindo neurobiologia e outros vários artigos sérios. E a conclusão foi essa: não há provas científicas de que a pessoa nasça assim.

      Não estou falando que é sempre escolha.. a ciência ATÉ AGORA não prova que a pessoa nasce homosexual ou trans.
      Mas mesmo assim, há algo que fortemente leva pessoas (muitos desde bem novos) a se tornar assim.

      Isso de nascer assim não pode ser usado como desculpa para acalmar a consciência.

      Mas também temos nossa parte de não discriminar, de tratar com amor etc.
      Maria Madalena não foi e pecou varias vezes até ser convertida?
      Paulo não viveu com um "espinho na carne" que ninguém tem certeza do que era?
      Não devemos julgar mas também não podemos deixar de chamar o pecado pelo nome. É complicado né?

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    3. Uma correção. Li o livro "Nascido Gay?" (Deve ser esse o livro citado por Michelson Borges.) O livro não diz que não haja influência genética na homossexualidade. Ele diz que não foi identificado um "gene gay". As duas coisas são diferentes. Sim, existem influências genéticas, mas elas não são o único fator envolvido na homossexualidade, e não é porque você tem a predisposição genética que você vai ser um homossexual. Por exemplo, você pode ter predisposição genética para o câncer, mas seu estilo de vida tem muito mais peso do que sua predisposição genética para determinar se você vai ter câncer ou não. Também há estudos que mostram que é algumas pessoas deixaram de ser homossexuais após fazerem terapia.

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