Celebrado em 13 de novembro, o Dia Mundial da Gentileza nasceu em 1996 durante uma conferência em Tóquio que reuniu representantes de diferentes países para promover a empatia, o respeito e a generosidade nas relações humanas. A data é um convite para lembrar que gestos simples (um sorriso, uma palavra de apoio ou um ato de cortesia) podem mudar o dia de alguém e tornar o mundo mais leve.
Gentileza é uma ordem de Cristo. Não é demonstração de fraqueza, tampouco de falta de zelo pelas coisas do alto: é justamente o padrão do Reino de Deus. E quem deseja ser cidadão desse reino precisa agir conforme a constituição da pátria celestial. Ellen White afirma: "Se fôssemos verdadeiras luzes no mundo, devíamos manifestar o amorável e compassivo espírito de Cristo. Amar como Cristo amou, quer dizer que devemos praticar o domínio próprio. Quer dizer que devemos revelar abnegação em todas as ocasiões e em todos os lugares. Quer dizer que temos de espalhar, ao nosso redor, palavras bondosas e olhares de simpatia" (O Cuidado de Deus, p. 52).
Existe uma constatação científica que afirma que gentileza também gera saúde. As atitudes gentis permitem a liberação de endorfinas no corpo, capazes de provocar no indivíduo uma sensação de alegria, que pode se transformar em calma e bem-estar. Madre Teresa de Calcutá, a personificação da bondade, disse: “Não deixe que ninguém venha até você e vá embora sem se sentir melhor e mais feliz. Seja a expressão viva da gentileza de Deus: gentil no semblante, gentil no olhar, gentil no sorriso.” Todos ganhamos, se nos vestirmos de gentileza.
Ellen White diz: "A essência da verdadeira polidez é a consideração para com os outros. A educação essencial e duradoura é a que alarga a simpatia, favorece a afabilidade universal. O verdadeiro requinte nos pensamentos e maneiras aprende-se melhor na escola do divino Mestre do que por qualquer observância de regras estabelecidas. Seu amor, penetrando no coração, dá ao caráter aquele contato purificador que o modela à semelhança do Seu. Esta educação comunica uma dignidade inspirada pelo Céu e um senso das verdadeiras conveniências. Proporciona uma doçura de índole e gentileza de maneiras que nunca poderão ser igualadas pelo verniz superficial dos costumes da sociedade" (Educação, p. 241).
Na Bíblia, a gentileza é uma qualidade essencial que envolve bondade, amabilidade e empatia, sendo apresentada como um fruto do Espírito Santo e um mandamento para os cristãos. Ela é expressa através de palavras amáveis, ações misericordiosas e uma conduta paciente e humilde, sendo Jesus o principal modelo a ser imitado nesse aspecto. A prática da gentileza é vista como uma forma de demonstrar o amor a Deus e ao próximo, inclusive em ações diárias e na relação com os mais necessitados.
Ellen White complementa: "A Bíblia recomenda a cortesia, e apresenta muitas ilustrações do espírito abnegado, das graças gentis, do temperamento cativante, que caracteriza a verdadeira polidez. Tais não são senão reflexos do caráter de Cristo. Toda ternura e cortesia verdadeiras no mundo mesmo entre os que não reconhecem o Seu nome, dEle procedem. E Ele deseja que estes característicos se reflitam perfeitamente nos Seus filhos. É Seu propósito que em nós os homens contemplem Sua beleza" (Educação, p. 242).
A Palavra de Deus também diz que nos últimos tempos o amor de muitos esfriaria. Se “o amor esfriar” não é ignorar as pequenas necessidades do próximo, não sei o que é. Ellen White alerta: "O egoísmo e a fria formalidade quase têm extinguido o fogo do amor, dissipando as graças que deveriam deixar o caráter perfumado. Muitos dos que professam o nome de Jesus têm esquecido que os cristãos devem representar Cristo. A menos que mostremos sacrifício prático para o bem dos outros onde quer que estejamos, não somos cristãos, não importa o que declaremos ser" (O Libertador, p. 293).
Ceder o lugar no ônibus, abrir a porta para senhoras passarem, puxar a cadeira no restaurante, ceder a vez no trânsito, permitir que gente idosa passe à sua frente na fila, deixar que o último pão da padaria seja comprado por outra pessoa, abrir mão do seu tempo para ouvir quem está triste, fazer elogios, dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede… Atitudes como essas custam muito barato ou nada e, acredite, não doem.
Você pode achar que pequenos gestos como esses não fazem a diferença. Mas lembre-se de que é do acúmulo de uma grande quantidade de tijolos bem pequenos que você constrói um enorme edifício de dezenas de andares. Pequenos gestos de amor fazem toda a diferença. Jesus morreu pela humanidade, e isso foi um gesto grandioso. Mas Ele também providenciou comida para pessoas que estavam com fome. Ele chorou em solidariedade à tristeza daqueles que estavam abatidos com a morte de Lázaro. Ele criou as galáxias, mas também as pequenas sementes, o que demonstra que dá atenção ao macro e também ao micro. Perceba: Deus se preocupa com amor e não apenas com grandes gestos de amor. Se for amor, pode ter a dimensão que tiver, será apreciado pelo Senhor e fará toda a diferença para o próximo.
Pode ser que você pense que a pequena gentileza não importa mais, porque, afinal, ninguém mais dá bola para isso. Que pequenos atos de solidariedade são coisa do passado... Todos os samaritanos deixariam o judeu roubado espancado caído à beira do caminho, mas Jesus disse que quem amava o próximo era justamente aquele que fez o que todos os outros não fariam. Que exemplo! E lembre-se que Deus vive fora do tempo, por isso, o conceito de que “isso era gentileza, mas não é mais”, simplesmente não existe para o Senhor.
Amor é amor. O que revela o amor, seja “grande” ou “pequeno”, é um coração que abre mão de si pelo próximo. Ellen White diz: "Qualquer ser humano que necessite de nossa simpatia e de nossos préstimos é nosso próximo. Os sofredores e desvalidos de toda classe são nosso próximo; e quando suas necessidades são trazidas ao nosso conhecimento, é nosso dever aliviá-los tanto quanto nos seja possível. Devemos cuidar de todo caso de sofrimento e considerar-nos a nós mesmos como instrumentos de Deus para aliviar os necessitados até o máximo de nossas possibilidades. Devemos amar a Deus sobre todas as coisas, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Sem o exercício desse amor, a mais alta profissão de fé não passa de hipocrisia" (Beneficência Social, p. 45-46).
Seja gentil, minha irmã, meu irmão. Seja como Cristo é, o Príncipe da Paz. Seja coerente com o que você prega e com a fé que tem. Pelo amor de Deus.

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