segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

DEUS AINDA ESTÁ NO CONTROLE

O segundo mandato de Donald Trump rapidamente se revela como uma das presidências de maiores consequências das últimas décadas para os Estados Unidos e o mundo. A operação militar espetacular na Venezuela - em que o ditador que comandava o país há mais de uma década foi retirado de seu quartel-general em poucas horas e levado a Nova Iorque, onde será julgado — é o marco de uma nova era. 

Os Estados Unidos não bombardearam e invadiram a Venezuela para "libertar" o país. Fizeram-no para dominá-lo e explorar seus recursos. As consequências desta operação tendem a ser amplas e duradouras. Donald Trump busca reacomodar as forças no quadro global. O objetivo explícito é que os Estados Unidos passem a ter mais poder do que têm. Trump mirou a Venezuela para atingir o mundo todo.

"É Deus quem põe os reis no poder e os derruba" (Daniel 2:21).

Em mais do que uma ocasião, vi crentes duvidarem se Deus está verdadeiramente no controle deste mundo. Apesar desta ação de Donald Trump abrir um precedente muito perigoso e uma grave ameaça à soberania dos países da América Latina e à ordem internacional, esse texto de Ellen White me traz consolo e conforto:

"Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade. A Bíblia revela a verdadeira filosofia da História. [...] O poder exercido por todo governante sobre a Terra, é-lhe comunicado pelo Céu; e depende seu êxito do uso que fizer do poder que assim lhe é concedido. [...] Reconhecer a operação destes princípios na manifestação do Seu poder que 'remove os reis e estabelece os reis' corresponde a entender a filosofia da História" (Educação, pp. 173-175).

Unicamente na Palavra de Deus isto se acha claramente estabelecido. Ali se revela que a força das nações, como a dos indivíduos, não se acha nas oportunidades ou facilidades que parecem torná-las invencíveis; não se acha em sua decantada grandeza. Mede-se ela pela fidelidade com que cumprem o propósito de Deus. 

Uma ilustração desta verdade encontra-se na história da antiga Babilônia. Ao rei Nabucodonosor, o verdadeiro objeto do governo nacional foi representado sob a figura de uma grande árvore, cuja altura “chegava até ao céu; e foi vista até aos confins da terra. A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos”; à sua sombra os animais do campo moravam, e entre os seus ramos as aves do céu tinham sua habitação (Daniel 4:11, 12). Tal representação mostra o caráter de um governo que cumpre o propósito de Deus — governo este que protege e consolida a nação. Mas o rei deixou de reconhecer o poder que o exaltara. No orgulho de seu coração, disse Nabucodonosor: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Daniel 4:30). Em vez de ser protetora dos homens, Babilônia tornou-se opressora orgulhosa e cruel.

Em toda a história humana, aparentemente casual, nações e governantes levantam-se e caem sujeitos ao tempo, ao acaso e à mudança. Essa é a perspectiva humana, míope. Mas a Bíblia mostra Deus no controle, dirigindo os acontecimentos na terra, levando a cabo seus propósitos em direção a um fim beneficente. Ele é o que “remove reis e estabelece reis”, “o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens e o dá a quem quer” (Dn 2:21; 4:32).

Assim, o Deus da Bíblia está tão estreitamente associado à Sua obra que não se pode passar os olhos sobre a história do mundo sem relembrar ao mesmo tempo a história da própria providência divina. Não existe nada tão bem estabelecido como a finalidade providencial para a qual a humanidade se encaminha. A filosofia providencialista da história ensina-nos que a existência humana tem uma razão de ser, que Deus governa a história e que o Seu objetivo será realizado. Os planos divinos nos são revelados na Bíblia, a qual não é outra coisa senão o relato dos atos sucessivos de Deus na Terra, atos esses que conduzem ao ato redentor da encarnação e culminam no estabelecimento do Seu reino.

Ellen White continua: "Conquanto as nações rejeitassem os princípios de Deus, e com esta rejeição operassem a sua própria ruína, todavia era manifesto que o predominante propósito divino estava agindo através de todos os seus movimentos" (Idem, p. 177).

Este sentido escondido da história permite-nos descobrir com esperança que, apesar do mau uso que os homens fazem frequentemente da liberdade e das oportunidades que Deus nos dá, o leme desta nave está nas mãos do Pai celestial, que faz de cada ser humano, criado à Sua imagem, o objeto da Sua solicitude, do Seu amor e providência.

Ellen G. White conclui: "A história das nações que, uma após outra, têm ocupado seus destinados tempos e lugares, testemunhando inconscientemente da verdade da qual elas próprias desconheciam o sentido, fala a nós. A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano. Homens e nações estão sendo hoje medidos pelo prumo que se acha na mão dAquele que não comete erro. Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito" (Idem, p. 178).

Deus é Senhor de tudo, inclusive da história. Através da sua morte e ressurreição, Jesus triunfou sobre os poderes deste mundo. O que quer que aconteça no curso dos acontecimentos humanos não irá anular o propósito final de Deus, a Sua vitória está assegurada. O reino de Deus virá, não importa o que aconteça. 

Hoje te convido a reconhecer que há um Deus nos Céus que está no controle deste planeta. As Suas promessas são seguras. Deus é a nossa proteção. Decide ser-Lhe fiel. "O mundo não está sem um governante. O programa dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor. A Majestade do Céu tem sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua igreja" (Eventos Finais, p. 29). 

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