O tempo de angústia é um período de duração desconhecida, mas seguramente breve. Vai do momento em que se pronuncia no Céu o decreto de Apocalipse 22:11 — é o momento em que termina a graça, ou oportunidade de salvação — até o dia da segunda vinda de Cristo.
Daniel 12:1 refere-se ao começo desse período, dizendo: "Naquele tempo Se levantará Miguel, que é Jesus Cristo". Jesus dá por terminada Sua obra intercessora, despoja-Se de Suas vestiduras sacerdotais, sai do santuário, e enverga o Seu manto real. Nesse momento todas as profecias já se terão cumprido, o evangelho terá sido pregado em todo o mundo, já terá ocorrido a sacudidura bem como o selamento, e a chuva serôdia terá descido.
Durante o tempo de angústia caem as sete pragas, que castigam terrivelmente os impenitentes, mas nenhum dano causam aos filhos de Deus. Os quatro anjos já terão libertado os ventos das paixões humanas, e grandes calamidades angustiam os homens. As pragas caem sem mistura de misericórdia da parte de Deus e sem a restrição do Seu Espírito, que terá sido retirado da Terra.
A perseguição, que terá tido começo durante o tempo de graça com a imposição da legislação dominical, chegará a seu máximo grau durante o tempo de angústia com a publicação do decreto de morte. Este, porém, não chegará a materializar-se, porque no vencimento de seu prazo Deus libertará o Seu povo em meio de tremendas manifestações dos elementos da natureza e manifestações pavorosas de Sua ira.
Sob a sexta e sétima pragas ocorrerá o Armagedom, que acarretará tumultos e derramamento de sangue. Conquanto os fiéis não sofram as pragas, sendo maravilhosamente alimentados, guardados e protegidos, passarão ainda assim por terrível prova: 1) Angústia material, pela perseguição que os obrigará a fugir de todos os centros povoados; 2) angústia mental, pela profunda preocupação que sentem quanto ao perdão de seus pecados. Mas em virtude de haverem feito completa confissão e limpeza do pecado antes de findo o tempo da graça, receberão por fim paz e descanso em meio à confusão e luta.
Dentro do grande tempo de angústia há um tempo menor incluso, que se denomina ―tempo de angústia de Jacó (Jeremias 30:7). Esse período estende-se da promulgação do decreto de morte — e isto uma vez que as pragas tenham começado a cair — até o libertamento. Só os que tiverem recebido o refrigério e sido selados estarão em condições de passar seguros por essa hora tormentosa, permanecendo em pé para receber com júbilo indescritível ao Senhor Jesus em Sua segunda vinda.
O tempo de angústia, durante o qual não haverá Mediador nem perdão do pecado, e que já está a ponto de começar, requer séria preparação da vida e do coração. Ellen White alerta: "Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Deveríamos, portanto, estar-nos aproximando mais e mais do Senhor, e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar em pé na batalha do dia do Senhor. Lembrem todos que Deus é santo, e que unicamente entes santos poderão morar em Sua presença" (Primeiros Escritos, p. 71).

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