quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A Fofoca e o Evangelho

Imagine uma torre de blocos, eventualmente na forma de pirâmide. Você remove um bloco e a torre se torna instável, e uma parte pode até cair. Se você remover vários blocos, toda a torre desmorona. A fofoca tem esse mesmo efeito na igreja.

Como saber se você está fofocando? O apóstolo Paulo alertou o jovem Timóteo, um líder da igreja, para controlar a fofoca que estava acontecendo de “casa em casa”. Infelizmente, nós não gastamos o mesmo tempo nas casas uns dos outros como a igreja primitiva fazia, mas isso não significa que não dispomos de meios para a fofoca. Hoje, a fofoca espreita em todas as redes sociais e na boa e velha forma cara-a-cara.

Como a fofoca se manifesta? Veremos as três faces da fofoca: o murmurador, o disperso e o intrometido – e o que Jesus fala sobre cada um.

Parte 1: Queixar-se de uns para outros

O MURMURADOR 
A fofoca que reclama de uns para os outros.

O murmurador reclama dos outros. Essa pessoa é rápida em encontrar defeitos nos outros e lenta a encontrar falhas nela mesma. Sempre tem alguém “dando nos nervos” dela, machucando os sentimentos dela, desapontando as expectativas dela. Como sabemos? O murmúrio é a fofoca que se queixa e lamenta de uns com os outros.

Escolhendo a fofoca ao invés da graça
Porque escolhemos fofocar por meio da reclamação? Esse tipo de fofoca existe porque nos vemos como pobres vítimas. Nós acreditamos na mentira de que precisamos ser tratados de certa forma. Nós distorcemos a nossa identidade em Cristo substituindo-a por uma identidade de vítima. Nós nos vemos como o alvo do pecado dos outros, não como pecadores que devem suportar a ira de Deus. Nos distanciando de Cristo, nós escolhemos a fofoca ao invés da graça, reclamação ao invés de tolerância.

Os murmuradores são hábeis em apontar o problema do pecado, mas raramente oferecem soluções na graça, especialmente se, para isso, precisar admitir que ele ou ela está errado. O murmurador acredita na mentira de que merece algo que ainda não conseguiu. Eles acreditam ser mais importantes do que os outros. Se tivéssemos o que merecemos, isso seria o julgamento, mas Jesus nos deu o que não merecemos – Graça.

Quem é Jesus para o murmurador?
Jesus é a única pessoa em toda historia que viveu uma vida perfeita e é a única pessoa que teria o direito de reclamar. Ele é o único verdadeiramente inocente e, no entanto, foi desprezado, ridicularizado e frequentemente vítima de fofocas.

Jesus nem sequer reclamou com as outras pessoas sobre quem o traiu: “Você acredita que Pedro iria me trair, João, mesmo depois de tudo que fiz por ele?”. A disposição de Jesus de morrer por murmuradores nos mostra como responder com graça.

Uma única vítima inocente
Murmuradores precisam entender que apenas Jesus é a vítima inocente. Ele morreu para que os murmuradores fossem libertos do que merecem para dar a eles o que não merecem. Ele levou a nossa condenação para pleitear a nossa inocência perante o Deus santo.

Você pode precisar de alguns minutos para se arrepender de sua identidade “auto-merecedora” de vítima e se voltar para receber e estender a graça para os outros por conta da sua identidade de graça imerecida. Nós não somos nem vítima nem heróis, mas Jesus é os dois para o murmurador. Ele é a vítima condescendente de nossa fofoca pecaminosa e o herói que nos resgata daquilo que merecemos. Ele leva a nossa causa e pleiteia pela nossa inocência. Ele nos oferece a graça.

Dê e receba graça, não reclamação
Iremos oferecer a graça aos outros ou vamos reclamar uns com os outros? Em vez de dar e receber reclamações, você poderia dar e receber graça? Jesus conquistou a graça para nós e para os outros. Transforme essa condição de vítima em uma atitude de graça para com os outros.

Parte 2: Quebrando a confiança para ganhar aceitação

O DISSEMINADOR 
A fofoca que quebra a confiança pela dispersão de informações confiadas a outros.

Disseminadores gostam de estar por dentro dos assuntos. A eles são dadas informações particulares e se permitem espalhar em público. Eles fazem isso não apenas em conversas, mas por e-mails, mensagens de texto, telefonemas, pelo Facebook, pelo WhatsApp... Por que alguém espalharia informações pessoais e confidenciais sobre outra pessoa?

Para o disseminador, possuir uma informação secreta pode ser um meio de ganhar a aceitação dos outros. A obtenção e distribuição de informações privilegiadas faz com que se sintam necessários. Os relacionamentos são superficialmente mantidos à base da fofoca. O disseminador quebra a confiança para contar informações confiadas a ele para os outros. Por quê? O disseminador busca aceitação social às custas dos outros.

Se entregando à auto-suficiência
Disseminadores muitas vezes transformam-se em destruidores, criticando e ridicularizando os outros, revelando informações que nem deveriam ter sido reveladas a eles. Ao diminuir os outros, o destruidor se sente um pouco mais justo e correto em suas decisões. Quando dispersa informações confiadas a ele, o disseminador se sente importante. O destruidor busca sua justa auto-suficiência colocando os outros abaixo de si por meio de sua fofoca maldosa.

Quem é Jesus para o disseminador?
Tanto o disseminador quanto o destruidor procuram sua aceitação fora de Jesus. Jesus é o único caminho para aceitação e amor profundos, porque Ele nos possibilita receber o amor do Pai. Jesus não usa pessoas para o Seu próprio valor, Ele confere Seu próprio valor às pessoas.

Fofoqueiros precisam de uma aceitação e importância mais profunda do que a dispersão de informações confiadas poderiam prover. Com a finalidade de mergulhar no amor de Deus, o fofoqueiro não deve mais buscar a sua aceitação e importância fora de Jesus.

Amor e bênçãos ao invés de disseminação e críticas
Confessar nossos pecados uns aos outros e a Deus é fundamental para que possamos nos regozijar no amor do Pai por nós. Deus chama os fofoqueiros a se afastarem dos seus próprios esforços em se tornarem aceitos e importantes e se voltarem para a aceitação no amor do Pai. O Seu amor nos liberta para amar, não fofocar; para abençoar, não para dividir.

Parte 3: Inserir você mesmo em vez de Jesus

O INTROMETIDO 
O fofoqueiro que gosta de ser intermediário entre os outros.

O intrometido gosta de ser um intermediário, às vezes com o disfarce de ajudar ou “aconselhar” os outros. Eles correm como cachorrinhos indo e vindo de uma pessoa para outra, se abarrotando de informações que deveriam apenas ser partilhadas entre as partes envolvidas.

Frequentemente os intrometidos admitem que estão trabalhando para criar uma forte “comunidade” ou “família”, enquanto, na verdade, estão piorando as coisas: “Jane estava mesmo magoada com o seu comentário na festa de ontem”. Porque não dizer a Jane para conceder a graça ou ir ate sua irmã e se reconciliar (Mateus 18:15-20)?

Em vez de defender a reconciliação entre duas pessoas, o intrometido quer advogar a causa entre duas pessoas. Em vez de colocar Jesus entre duas pessoas, eles se inserem. Intrometidos criativamente buscam significância ao se inserirem em assuntos que deveriam envolver duas, não três pessoas. Os intrometidos amam ser os salvadores dos relacionamentos.

Quem é Jesus para o intrometido?
Jesus é o Salvador para o intrometido. O intrometido precisa ser salvo do deslocamento de Jesus do centro dos relacionamentos. Eles precisam ser salvos de seu complexo de salvador. 

A confissão e o arrependimento a Deus e aos outros é o primeiro passo para se voltar ao verdadeiro Salvador. Afastar-se da importância auto construída através da intromissão e se voltar à profunda significância em Cristo, que é a redenção para o caminho futuro. Renunciar a sua identidade de salvador para abraçar a identidade do servo que serve, não substitui Jesus como Senhor e Salvador. Isso te libertará para encorajar a reconciliação sem incentivar a intromissão. Isso irá exaltar Jesus, não você como o Herói.

A cura para a fofoca: Identidade em Jesus
Fofoca é idolatria. Romanos 1:29 lista fofoca e a calúnia entre as características dos idólatras, pessoas que adoram alguma outra coisa além do seu Criador. Eles acham certas coisas mais importantes do que Deus. O que você gosta tanto, que é tão importante, que você está disposto a fofocar?

A cura para a fofoca é identificar a sua tendência a fofocar, expor os seus motivos para fazê-lo (vítima, aceitação, senso de justiça, significado) e, por meio do arrependimento, se identificar com Jesus (vítima inocente, verdadeira justiça, profundo significado, único herói). 

Devotadamente se voltar para Jesus por perdão e graça para mudar. Peça ao Espírito Santo para lhe convencer de suas concupiscências, confesse-as a um amigo de confiança para pedir ajuda e orar, e a lutar para recuperar uma identidade à luz do evangelho que está enraizada em Jesus.

Versículos cristocêntricos para a fofoca
O intrometido adora o poder que vem quando alguém precisa dele. Eles querem ser os heróis mais do que querem que Jesus seja o herói dos outros. Em vez de ser o herói, eles precisam se arrepender e conduzir os outros ao único e verdadeiro herói capaz de restaurar e reconciliar os relacionamentos.

“Temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis.” (1 Timóteo 4:10)

O disseminador adora o poder que vem quando confiam informações confidenciais a ele sobre outras pessoas. Eles querem ser justos e aceitos pelas suas ações relacionadas com as informações que manipulam, mas são, na verdade, totalmente injustos ao ponto de liquidar os outros pelo seu próprio senso de valor. O disseminador precisa se arrepender e aceitar a justiça de Cristo.

“Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21)

O murmurador adora a atenção que vem quando sempre se faz de vítima. Ele precisa se arrepender da sua identidade de vítima e entender que Jesus é a única e verdadeira vítima que sozinho suportou os pecados dos outros. Eles precisam se arrepender e confessar isso, diante da cruz, onde Jesus assumiu as duas identidades, de vítima e de herói, permitindo, assim, que encontrassem suas identidades nEle.

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” (1 Timóteo 2:5)

O falso deus da fofoca mata todo senso de amizade e amor. Destrói a família e a piedade, e isso desintegra a igreja. Quando olhamos para Jesus para obter a nossa identidade, não para a fofoca, nós recuperamos o senso de amizade e amor, e isso cria a família que Jesus quer que a Igreja seja. Nós criamos uma casa para a generosidade e o amor e experimentamos uma família congregada em volta de Jesus. 

Nós não somos as vítimas nem os heróis nem os justos. Cristo somente é a Vítima e o Resgate; nosso Herói e Salvador; nossa aprovação e justiça.

Jonathan Dodson (Traduzido e gentilmente cedido por Marianna Brandão)

"Digo com tristeza que existem entre os membros de igreja línguas desenfreadas. Há línguas falsas, que se alimentam com a maldade. Há línguas astutas, que segredam. Há loquacidade, impertinente intrometimento, insinuações hábeis. Entre os amantes da tagarelice, alguns são atuados pela curiosidade, outros pela inveja, muitos pelo ódio contra aqueles por meio dos quais Deus falou para os reprovar. Alguns ocultam seus sentimentos reais, enquanto outros estão ansiosos por divulgar tudo que sabem, ou mesmo suspeitam, dos males alheios. Enquanto muitos negligenciam sua própria alma, vigiam ansiosamente por uma oportunidade para criticar e condenar os outros. ... Não devemos ser mexeriqueiros, bisbilhoteiros ou boateiros; não devemos dar falso testemunho. O espírito de tagarelice e maledicência é um dos instrumentos especiais de Satanás para semear discórdia e luta, para separar amigos e minar a fé de muitos na veracidade de nossas crenças. Aqueles cuja língua é tão franca em proferir palavras de crítica, os habilidosos interrogadores que sabem extorquir expressões e opiniões que foram introduzidas no espírito mediante o lançar sementes de separação, esses são missionários seus." (Ellen White - Manuscrito, 144)

4 efeitos devastadores para a saúde causados pelos refrigerantes

Não é segredo para ninguém que refrigerantes fazem mal para a saúde. Mas é bom ser mais específico na hora de dizer que males são esses, para não correr o risco deste alerta soar vago e genérico. O portal Medical Daily listou quatro problemas bem concretos causados pelo consumo de refrigerantes – e o que é mais importante: estes problemas são causados especificamente pelos refrigerantes, em função da maneira como nosso corpo reage ao açúcar e às calorias na forma líquida.

4. Exagero na comida
Pesquisas mostram que os carboidratos líquidos produzem menos saciedade do que as suas formas sólidas, um efeito frequentemente observado em bebidas açucaradas como os refrigerantes. Como essas bebidas não proporcionam nenhuma sensação de plenitude, elas simplesmente acabam dando ao nosso corpo calorias vazias, nos fazendo consumir mais alimentos para satisfazer a fome.

“As calorias líquidas não mantêm fortes propriedades de saciedade, não suprimem a fome e não provocam respostas dietéticas compensatórias. Ao beber calorias líquidas, as pessoas geralmente acabam comendo mais calorias no geral”, diz na matéria Richard Mattes, professor de alimentos e nutrição da Universidade Purdue, nos EUA.

Calorias líquidas em praticamente qualquer forma – álcool, sucos ou refrigerantes – não são detectadas pelo radar do corpo, mas têm um impacto que pode ser enorme. Evidências científicas confirmam que, embora esses líquidos contenham calorias, o corpo não os detecta da mesma forma que detectaria alimentos sólidos.

Quando as pessoas ingerem calorias na forma de alimentos sólidos, elas compensam naturalmente este consumo reduzindo o restante da ingestão de alimentos. Mas quando as pessoas ingerem calorias líquidas, elas não compensam por comer menos calorias, mostram estudos.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard e do Hospital Infantil de Boston, realizado durante oito anos, com quase 50.000 mulheres, descobriu que as mulheres que aumentaram a ingestão de bebidas açucaradas, como refrigerantes, de uma bebida por semana para uma ou mais bebidas por dia, adicionaram 358 calorias diárias a seus corpos e ganharam peso significativo. As mulheres que reduziram sua ingestão reduziram 319 calorias por dia e ganharam menos peso.

Estudos anteriores demonstraram que o consumo de refrigerantes açucarados aumentava a probabilidade de obesidade em crianças, mas este foi o primeiro estudo observacional de longo prazo em adultos.

3. Destruição da saúde bucal
Todos aprendemos desde crianças que o açúcar não é bom para os dentes. Mas o açúcar não é o único problema para a saúde bucal escondido dentro destas bebidas.

Refrigerantes contém ácido fosfórico e ácido cítrico, que atacam o esmalte dos dentes por um período de 20 minutos. Quanto mais refrigerante você beber, mais longos serão os ataques e mais fraco será o esmalte. A erosão começa quando os ácidos dos refrigerantes encontram o esmalte dos dentes, que é a camada protetora mais externa de seus dentes. Seu efeito é reduzir a dureza da superfície do esmalte.

Bebidas esportivas e sucos de frutas também podem danificar o esmalte do dente, mas eles param por aí. Os refrigerantes vão além. Eles também podem afetar a próxima camada, a dentina e até os recheios compostos. Este dano ao esmalte dos seus dentes pode provocar cáries. Cavidades, ou cáries, se desenvolvem ao longo do tempo em pessoas que bebem refrigerantes regularmente. Se isso for adicionado a uma má higiene bucal, muitos danos podem ocorrer nos dentes, principalmente em crianças e adolescentes.

2. Diabetes tipo 2
Se obesidade e problemas com os dentes não são suficientes para reduzir o consumo de refrigerantes, diabetes talvez seja. Beber apenas uma a duas bebidas açucaradas por dia pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 26%.

A descoberta surgiu de um estudo realizado pela Universidade de Harvard em 2010. Para os pesquisadores, não é uma coincidência. Segundo eles, essa associação de risco entre refrigerantes e diabetes é “provavelmente uma relação de causa e efeito”.

Embora vários fatores estejam envolvidos no desenvolvimento do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica (um grupo de fatores de risco, como pressão alta e excesso de gordura corporal ao redor da cintura, que aumentam o risco de doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral e diabetes), as bebidas adoçadas com açúcar representam um fator de risco facilmente modificável que, se reduzido, provavelmente terá um impacto importante, dizem os pesquisadores.

“As pessoas devem limitar a quantidade de bebidas açucaradas que bebem e substituí-las por alternativas saudáveis, como a água, para reduzir o risco de diabetes, bem como obesidade, gota, cárie dentária e doenças cardiovasculares”, afirmam os pesquisadores.

1. Doenças cardíacas
No início deste ano, pesquisadores da Universidade Emory, nos EUA, descobriram uma associação entre bebidas açucaradas e um aumento do risco de morte por doença arterial coronariana. Embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar a causa e o efeito, essa conexão só foi encontrada quando os pesquisadores olharam para líquidos açucarados.

Os participantes do estudo entre os 25% que mais consumiam bebidas açucaradas, que bebiam cerca de 700 mL ou mais de bebidas açucaradas por dia, tiveram o dobro do risco de morte por doença cardíaca coronária comparados aos 25% que bebiam 20 mL ou menos. Além disso, quanto maior o consumo de refrigerantes, havia um aumento no risco de morte por todas as causas, incluindo outras condições cardiovasculares

“Dois refrigerantes por dia parecem dobrar seu risco de morrer de doenças cardíacas. E foram apenas as bebidas. Nós olhamos para alimentos doces, e não houve efeito similar”, disse o Dr. Jean Welsh, professor assistente de pediatria da Emory. A explicação para isso pode estar no primeiro item desta lista: as pessoas podem consumir bebidas açucaradas em excesso, uma vez que elas não proporcionam uma sensação de saciedade como os alimentos açucarados sólidos. 


"Reforma, reforma contínua, deve ser mantida perante o povo, e por nosso exemplo devemos dar força aos nossos ensinos. A verdadeira religião e as leis da saúde andam de mãos dadas. É impossível trabalhar para a salvação de homens e mulheres sem apresentar-lhes a necessidade de libertar-se de condescendências pecaminosas, que destroem a saúde, depreciam a alma e impedem que a verdade divina impressione a mente. Homens e mulheres devem ser ensinados a examinar cuidadosamente cada hábito e prática, e de uma vez por todas afastar tudo que, produzindo uma condição insalubre do corpo, lança sobre a mente uma escura sombra." (Ellen G. White - Review and Herald, 12 de novembro de 1901)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Reflexão cristã sobre a morte do cachorro no Carrefour

A rede de supermercados Carrefour está no centro de uma polêmica. Na última quarta-feira (28), um segurança do supermercado teria espancado um cachorro na unidade de Osasco da rede, em São Paulo.

A denúncia feita nas redes sociais mostra imagens do animal com as patas traseiras feridas e marcas de sangue no chão da loja. Defensores dos animais e ativistas dizem ainda que houve tentativa de envenenamento do animal.

O cachorro chegou a ser socorrido pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) mas não resistiu ao ferimento e morreu. Uma versão de atropelamento chegou a ser levantada, mas logo foi contestada por outros funcionários que teriam testemunhado o ocorrido e dito que o animal teria sido agredido a pauladas.

Um laudo determinará a causa da morte. O cachorro estava na loja de Osasco havia alguns dias e chegou a receber água e alimentos dos funcionários do local. Ainda de acordo com denúncias nas redes sociais, o segurança da loja teria agredido o cachorro após uma suposta ordem de seu superior para “limpar” o mercado, que receberia naquele dia visita de executivos da empresa.

Atuante na causa animal, o delegado Bruno Lima esteve no local e afirmou que um inquérito vai apurar se o cachorro também foi envenenado e se o segurança que o matou cumpria ordens da chefia ou agiu por conta própria.

“Estaremos acompanhando de perto até que esse crime seja solucionado. Temos algumas testemunhas que confirmam o ato cruel e que identificaram o autor do crime. Infelizmente a dor que o animal sofreu não temos como apagar e também a sua vida trazer de volta, mas seremos sua voz e lutaremos em seu nome”, declarou o delegado. (Exame)

O cristão e o cuidado com os animais
Você sabia que a Bíblia afirma que na Nova Terra existirão animais, não é? “O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode, o bezerro, o leão e o novilho gordo pastarão juntos; e uma criança os guiará. A vaca se alimentará com o urso, seus filhotes se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi. (Isaías 11:6,7). E não é de se espantar, já que Deus deixa claro seu amor pelas diferentes espécies em toda a história. Lá no Éden, no princípio de tudo, Adão e Eva foram incumbidos de cuidar dos animais e até de dar nomes a eles. No dilúvio, “Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou então um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar” (Gênesis 8:1). Sim, Ele pensou no bem-estar de todos. Quando finalmente saíram da arca, Deus abençoou a raça humana e também os animais, ordenando: “sejam férteis e se multipliquem” (Gênesis 8:17).

A Bíblia é cheia de conselhos de amor e respeito aos animais. Vamos ver alguns? “Se você vir o jumento de alguém que o odeia caído sob o peso de sua carga, não o abandone, procure ajudá-lo” (Êxodo 23:5). Até a guarda do sábado deve servir de descanso para os animais. “Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais” (Êxodo 20:10). Os animais não vivem ansiosos, pois Deus garante seu sustento. “Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta” (Lucas 12:24) e “os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento” (Salmo 104:21).

A Bíblia é clara quanto ao dever do justo de respeitar todas as criaturas. “O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Provérbios 12:10). O assunto é tão sério que Deus faz um alerta de castigo aos que não cumprirem o dever de cuidar da natureza: “Chegou o tempo de (…) destruir os que destroem a terra” (Apocalipse 11:18).

Vejamos o que Ellen White nos deixou sobre esse assunto:

“Deus requeira supremo amor a Deus e amor imparcial ao próximo, o vasto alcance dos seus reclamos toca também às criaturas mudas que não podem expressar em palavras suas necessidades e sofrimentos. Aquele que ama a Deus, não somente amará o seu semelhante, mas considerará com terna compaixão as criaturas que Deus fez. Quando o Espírito de Deus está no homem, leva-o a aliviar o sofrimento antes que a criá-lo.” (Beneficência Social, p. 48)

"É por causa do pecado do homem que 'toda a criação geme e está juntamente com dores de parto' (Rm 8:22). O sofrimento e a morte foram assim impostos não somente ao gênero humano, mas também aos animais. Certamente, pois, ao homem toca procurar aliviar o peso do sofrimento que sua transgressão acarretou às criaturas de Deus, em vez de aumentá-lo. Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. 

A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus." (Patriarcas e Profetas, p. 443)

Noutra ocasião, Ellen White escreveu a seus filhos Edson e Willie:

“Uma pessoa não pode ser cristã e permitir que seu mau gênio se acenda diante de qualquer pequeno acidente ou aborrecimento que se lhe depare, pois revela que nela está Satanás em lugar de Jesus Cristo. O colérico espancar de animais ou a tendência de se mostrar como dominador, é frequentemente exibido nas ruas com animais criados por Deus. Desabafam sua ira ou impaciência sobre objetos indefesos, que mostram serem superiores aos seus donos. Tudo suportam sem represália. Filhos, sejam bondosos com os animais, que não podem falar. Jamais lhes causem desnecessariamente dores. Eduquem-se a si mesmos em hábitos de bondade. Então ela se tornará habitual. Vou mandar para vocês um recorte de jornal, e decidam por vocês mesmos se alguns animais irracionais não são superiores a alguns homens que se permitiram embrutecer-se pelo cruel procedimento com os animais.” (Life Sketches, p. 26, citado em Perguntas que Eu Faria à Irmã White, p. 57)

O convite do evangelho é para permitirmos que Deus nos transforme, a fim de que sejamos uma vez mais Sua imagem e semelhança. Essa transformação se evidencia, também, pela manifestação do fruto do Espírito, em cujos “gomos” encontramos a bondade. E a bondade dos filhos de Deus deve se manifestar no trato com todas as criaturas. Inclinar os olhos às pequenas criaturas revela um coração disposto à amar sem restrições toda obra do Criador.

O prof. Leandro Quadros também fala sobre esse assunto:

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

A espécie de marido que não se deve ser (por Ellen White)

1. Opressor
Há na maioria das famílias filhos de várias idades, alguns dos quais necessitam não somente a atenção e sábia disciplina da mãe, mas também a mais severa, embora afetuosa, influência do pai. Poucos pais consideram esta questão na sua devida importância. Eles negligenciam o próprio dever e assim acumulam pesados encargos sobre a mãe, ao mesmo tempo que se sentem em liberdade de criticá-la e condenar-lhe as ações segundo o seu julgamento. Sob este senso opressor de responsabilidade e censura, a pobre esposa e mãe não raro experimenta culpas e remorsos pelo que fez inocente ou ignorantemente, e frequentemente quando fizera o que melhor lhe fora possível nas circunstâncias. Contudo quando seus exaustivos esforços deviam ser apreciados e aprovados e ela sentir-se alegre, é ao contrário obrigada a andar sob uma nuvem de pesar e condenação porque seu esposo, ao mesmo tempo que ignora o próprio dever, espera que ela cumpra a parte de ambos de maneira satisfatória, sem considerar as circunstâncias desfavoráveis. 

2. Exigente
Muitos maridos não compreendem e não apreciam suficientemente os cuidados e perplexidades que suas esposas suportam, geralmente confinadas o dia todo à incessante rotina dos deveres domésticos. Frequentemente eles retornam ao lar com a fisionomia carregada, não trazendo alegria ao círculo da família. Se a refeição não saiu na hora, a fadigada esposa, que é a um tempo, faxineira, enfermeira, cozinheira e ama, é saudada com censuras. O marido exigente pode condescender em tomar dos cansados braços da mãe a criança impertinente para que ela possa apressar o alimento da família; mas se a criança está inquieta, esperneia nos braços do pai, dificilmente ele compreenderá ser seu dever desempenhar o papel de ama e procurar acalmá-la. Ele não se demora a considerar quantas horas a mãe suportou a inquietude da criança, mas chama impaciente: "Mamãe, tome o seu filho." Não é de ambos o filho? Não está ele sob a natural obrigação de aceitar sua parte do fardo de criar os filhos? 

3. Ditatorial e dominador
Tua vida seria muito mais feliz se não sentisses que estás investido de absoluta autoridade porque és marido e pai. Tua conduta mostra que interpretas mal tua posição de marido, isto é, laço de união do lar. És nervoso e ditatorial e muitas vezes manifestas grande falta de senso, de maneira que em qualquer tempo que considerares tua conduta nessas ocasiões, ela não pode parecer razoável para com tua esposa e teus filhos. Uma vez havendo tomado uma posição, raramente te mostras disposto a dela afastar-te. Estás determinado a executar teus planos, quando muitas vezes não estás seguindo reto curso e devias notá-lo. O que necessitas é mais, muito mais, de amor, de longanimidade, e menos de determinação de seguir tua maneira de sentir tanto em palavras como em obras. No curso que estás agora perseguindo, em vez de seres um laço de união da família, serás como um torno para comprimir e martirizar a outros. 

4. Arbitrário
Procurando forçar outros a seguir tuas idéias em todo sentido, muitas vezes fazes maior mal do que se abrisses mão desses pontos. Isto é verdade mesmo quando tuas idéias são corretas em si mesmas, mas não o são em muitas coisas; eles são sobrecarregados como resultado das peculiaridades de tua administração; assim inculcas as coisas erradas de maneira forte e irrazoável. Tens pontos de vista peculiares com respeito à condução da família. Exerces um poder independente, arbitrário, que não permite liberdade de opiniões em torno de ti. Pensas que és suficiente para ser a cabeça em tua família e entendes que tua cabeça é suficiente para mover cada membro, como uma máquina funciona nas mãos do operador. Ditas e assumes autoridade. Isto desagrada o Céu e fere os santos anjos. Tens-te conduzido em tua família como se unicamente fosses capaz de autogoverno. Ofendes-te se tua esposa se aventura a opor-se a tuas opiniões ou questione tuas decisões. 

5. Irritadiço e rixento
Maridos, dai a vossas esposas uma oportunidade para sua vida espiritual. No que respeita a muitos a disposição de irritar-se é encorajada até que se tornam como crianças grandes. Não deixam este aspecto de sua vida infantil para trás. Acariciam esses sentimentos até que limitam e restringem o curso da vida por suas lamuriosas reclamações. E não somente sua própria vida, mas a vida de outros também. Levam consigo o espírito de Ismael, cuja mão era contra todos e a mão de todos contra ele. 

6. Egoísta e mal-humorado
O irmão B não é de um temperamento que leve alegria a sua família. Aqui está um bom lugar para ele começar a trabalhar. Ele é mais como uma nuvem do que como um raio de luz. É por demais egoísta para dizer palavras de aprovação a sua família, especialmente a um dentre os outros que deve ter seu amor e terno respeito. É mal-humorado, despótico, ditatorial; suas palavras frequentemente são cortantes, e deixam uma ferida que ele não procura sarar suavizando o espírito, reconhecendo suas faltas e confessando o erro praticado. Precisa abrandar-se; deve ele cultivar o refinamento e cortesia. Deve ser muito terno e amável para com sua esposa, que é sua igual em todos os sentidos; não deve proferir palavras que lancem sombra sobre o seu coração. Ele deve começar a obra de reforma no lar; deve cultivar a afeição e vencer os traços rudes e ásperos, insensíveis e egoístas de seu temperamento. O esposo e pai retraído, egoísta, despótico, não somente é infeliz em si mesmo, como lança sombras sobre todos os que o cercam em casa. Ele há de colher o resultado vendo a esposa desalentada e doentia, e os filhos manchados pelos desagradáveis traços de caráter. 

7. Intolerante
Esperas demasiado de tua esposa e filhos. Censuras demais. Se encorajasses em vós mesmo um temperamento alegre e feliz e lhes falasses bondosa e ternamente, levarias para teu lar luz em vez de sombras, tristezas e infelicidade. Preocupas-te demasiado com tua opinião; tomas posições extremas, e não tens permitido que tua esposa tenha no seio de tua família o peso que deveria ter. Não tens encorajado o teu próprio respeito por tua esposa nem educado os filhos para que lhe respeitem o julgamento. Não a tendes feito tua igual, antes tens tomado em tuas mãos as rédeas do governo e controle, e as tens mantido firmemente. Não possuis disposição de afeição e simpatia. Necessitas cultivar esses traços de caráter se queres ser um vencedor e se desejas as bênçãos de Deus em tua família. 

8. Que despreza a cortesia cristã
Tens considerado como fraqueza o ser bondoso, terno e compassivo, pensando ser abaixo de tua dignidade falar terna, gentil e amavelmente a tua esposa. Aqui erras no conceito do que seja a verdadeira varonilidade e dignidade. A disposição de deixar por praticar atos de bondade, é manifestar fraqueza e defeito de teu caráter. Aquilo que olhas como fraqueza, Deus considera verdadeira cortesia cristã, que deve ser praticada por todo cristão; pois foi esse o espírito manifestado por Cristo. 

9. Tirânico
Se o marido é tirânico, exigente, criticando os atos da esposa, não pode ele manter seu respeito e afeição, e a relação matrimonial lhe tornar-se-á odiosa. Não amará o marido, pois ele não procura tornar-se amável. Devem os maridos ser cuidadosos, atentos, constantes, fiéis e compassivos. Devem manifestar amor e simpatia. Quando o marido tem a nobreza de caráter, a pureza de coração, a elevação de espírito que deve possuir todo verdadeiro cristão isso será manifesto na relação matrimonial. Ele procurará conservar a esposa com boa saúde e ânimo. Esforçar-se-á por falar palavras de conforto, criar uma atmosfera de paz no círculo familiar. 

Ellen G. White (via O Lar Adventista, pp. 224-228)

57 comportamentos que identificam relações abusivas

Quando lidamos com parceiros perversos, abusivos, tóxicos- sejam homens ou mulheres- é comum nos depararmos com diversas características que essas pessoas parecem ter em comum, bem como comportamentos repetitivos, previsíveis, como se tratasse sempre da mesma pessoa. Esses comportamentos, quando impostos dentro da relação, podem levar à total destruição da identidade, autoestima, capacidade de funcionar e vontade de viver da pessoa que se submete.

A seguir, vejamos como identificar ALGUNS desses comportamentos e características:

1. PIROTECNIA AMOROSA – Também chamada de bombardeamento amoroso, consiste em encantar o alvo com inúmeras demonstrações de amor, muitas delas exageradas ou públicas. Os pedidos de namoro, noivado são um show para outras pessoas verem, não um momento do casal. As surpresas são constantes, quase exageradas, deixando o alvo sem saber como retribuir ou agir diante do bombardeamento constante. O mais interessante é que o alvo percebe que as ações exageradas não parecem vir acompanhadas de real profundidade e sentimento. É quase uma intuição que, por não saber explicar, ignora.

2. DISTRAÇÃO/ILUSIONISMO – Junto com o item acima, nos primeiros dias, talvez meses, a pessoa perversa tende a ser muito atenciosa, presente, interessada, de um modo tão intenso que fará com que seu alvo pense que está “sendo cuidado”; que aquela presença imposta constantemente é um verdadeiro sinal de amor, mas o que na verdade faz é manter seu alvo ocupado o tempo todo, quase sempre com coisas ligadas à relação ou à pessoa perversa, de modo que não tenha mais tempo para si mesmo, para outras pessoas ou para prestar atenção em como a pessoa perversa realmente é.

3. TUDO PARA ONTEM – Pessoas perversas fazem planos para o futuro desde os primeiros contatos. Falam em casamento, filhos, morar juntos, adquirir patrimônio, tudo em tempo record. É tudo tão rápido que causa estranhamento em todos, exceto na pessoa apaixonada.

4. DESLIZES – Pessoas perversas fazem discursos moralistas, como se fossem as pessoas mais corretas do mundo, mas em meio ao discurso, sempre deixam escapar alguma coisa que vai na contramão do que pregam.

5. CICLO ABUSIVO – É um ciclo ininterrupto que alterna comportamento destrutivo e construtivo, típico de muitos relacionamentos e famílias disfuncionais. A pessoa perversa faz algo bom e logo em seguida algo ruim, desestabilizando o alvo e criando um ciclo vicioso de expectativa e insegurança.

6. ALIENAÇÃO – O ato de interferir ou cortar de vez as relações do indivíduo com os outros (amigos, família, colegas de classe, trabalho, etc). A ideia aqui é distanciar o alvo de qualquer pessoa que possa lhe servir de apoio.

7. “SEMPRE” e “NUNCA” – São declarações contendo as palavras sempre ou nunca. Elas são comumente usadas, mas raramente refletem a verdadeira intenção do perverso. “NUNCA mais fale comigo”, para logo estar perseguindo o alvo e encontrando desculpas para continuar o contato.

8. DESIGUALDADE LEGAL – A pessoa perversa sujeita o parceiro a uma séria de regras que ela não se sente na obrigação de seguir. Por exemplo, o alvo não tem a permissão de manter contato com pessoas do passado, mas a parte perversa pode, o alvo deve respeitar sua família, mas a parte perversa pode desprezar a sua, etc.

9. RAIVA – Pessoas que sofrem de certos transtornos de personalidade com frequência carregam um sentimento de raiva não resolvida e uma percepção mais aguçada ou exagerada que foram injustiçados, anulados, negligenciados ou submetidos a abuso, refletindo esta raiva sobre aqueles que os rodeiam.

10. ISCA – Um ato provocativo usado para provocar uma resposta irritada, agressiva ou emocional de um outro indivíduo. Diz algo que sabe que vai causar ira, mas o faz exatamente para ver seu interlocutor desequilibrado. Quando o alvo se desequilibra, a pessoa perversa parece a parte equilibrada.

11. CULPABILIZAR – O hábito de identificar uma pessoa ou pessoas como responsáveis por um problema, ao invés de identificar formas de lidar com ele. Fazem isso com tanta maestria que seus alvos vivem se sentindo culpados.

12. PROJETAR – É a prática de atribuir ao outro seus defeitos e maus comportamentos. A pessoa perversa dirá que o outro é mentiroso, promíscuo, agressivo, manipulador e tudo que achar de si mesmo. Às vezes, são coisas bem específicas. Um exemplo, um narcisista conhecido dizia que eu fazia sexo virtual com meu professor. Não entendia de onde aquilo tinha saído até descobrir que era viciado em sexo virtual. Outro narcisista tinha hábito de dizer que as mulheres se vitimizam para que homens paguem suas contas, mas quando em minha companhia, choramingava ganhar pouco para ter cada pãozinho seu pago, ou seja, era um explorador de mulheres.

13. BULLYING – Qualquer ação sistemática para ferir uma pessoa, aproveitando-se de uma posição de força seja física, hierárquica, social, econômica ou emocional. Pessoas perversas são experts em bullying contra seus parceiros, colegas de trabalho, amigos e familiares. Basta saberem de algo que lhe causa vergonha, que passam a utilizar da forma mais cruel possível.

14. RACIONAMENTO – O racionamento é um dos comportamentos mais cruéis do parceiro narcisista. Consiste em descobrir o que você mais gosta e simplesmente deixar de fazer ou racionar. Podem ser ações, frases ou palavras. Desta forma você passa a mendigar por aquilo que antes lhe dava em abundância e agora dá quando quer ou não dá. Pode ser de um simples ” bom dia” a comportamentos mais complexos. Se sabe que você gosta ou deseja, vai negar ou racionar.

15. TRAIÇÃO – envolve-se em relacionamentos românticos ou íntimos com outras pessoas quando já está empenhado em um relacionamento monogâmico com você. Para perversos, isso é bem comum, pois são extremamente promíscuos.

16. APROPRIAÇÃO – Consumir ou assumir o controle de um recurso ou bem pertencente ou compartilhado com um membro da família, parceiro ou cônjuge, sem antes obter a sua aprovação. Toma posse sem se importar com o que o outro pensa.

17. EXPLORAÇÃO – É a prática de explorar o parceiro, amigos ou familiares a fim de ter suas contas pagas. Vitimizam-se dizendo que não estão em condições, que precisam de ajuda, para poderem encostar-se. A exploração também se dá quando tomam empréstimos em família acreditando que não têm o dever de pagar, bem como está presente no modo que prestam seus serviços ou contratam serviços para si, tentando sempre tirar vantagem, cobrando a mais ou tentando pagar menos do que o que vale o serviço recebido.

18. CHANTAGEM EMOCIONAL – Um sistema de ameaças e punições por trás de uma aparência fragilizada de vítima, utilizado na tentativa de controlar os comportamentos de alguém. Algumas vezes, essa característica também passa a ser do alvo de pessoas perversas, pois crê que, assim, poderá acessar a empatia da pessoa perversa, o que jamais acontece.

19. SENSO DE DIREITO – Uma expectativa irrealista, não merecida ou inadequada de condições de vida e tratamento favorável vindo dos outros. Se acham mais merecedores do que as outras pessoas. Tratamentos especiais lhes são devidos, mas para os outros, jamais.

20. FALSAS ACUSAÇÕES – Padrões de crítica injustificada ou exagerada direcionada ao alvo. Você diz: “tal pessoa me paquerava quando eu era adolescente” e a partir daí passa a ouvir por anos que a pessoa foi ou é seu/sua amante. Acusa o alvo de ter feito coisas ou ter tido comportamentos que nunca teve simplesmente porque “suspeita”.

21. FAVORITISMO – Favoritismo é a prática de dar sistematicamente tratamento positivo e preferencial para um dos filhos, um dos subordinados ou um dos membros dentro de uma família ou grupo de iguais (trabalho) em modo que os outros se sintam inferiores ou menos queridos. Faz isso usando outras pessoas também em detrimento do parceiro amoroso.

22. FALSO LITÍGIO – O uso de processos judiciais sem mérito para machucar, assediar (especialmente em divórcios) ou ganhar uma vantagem econômica sobre um indivíduo ou organização.

23. AUTOPROMOÇÃO GENEROSA – É a prática de dar ao alvo uma lista de pessoas que gostariam de estar com a pessoa perversa, bem como uma lista dos defeitos do alvo para, então, dizer que, mesmo assim, deseja estar com ele. “Sou bom por aceitar estar com você, não obstante seus defeitos.”

24. GASLIGHTING – É a prática de lavagem cerebral e manipulação a fim de convencer um indivíduo mentalmente saudável que ele está ficando louco ou que a sua compreensão da realidade é equivocada ou falsa. Nega-se fatos ou falas como se nunca tivessem ocorrido.

25. PODA – Podar é o ato predatório de manobrar um outro indivíduo para uma posição que o torna mais isolado, dependente, propenso a confiar e contar somente com a pessoa perversa, tornando-o mais vulnerável a um comportamento abusivo. Fazem isso dizendo que o alvo não é capaz sem sua ajuda ou presença.

26. ASSÉDIO – Qualquer padrão persistente ou crônico de comportamento indesejável de um indivíduo para com o outro. O comportamento rotineiro de pessoas perversas é um assédio constante.

27. HOOVERINGHoovering é uma metáfora tirada de uma marca muito popular de aspiradores de pó nos EUA e Grã-Bretanha (Hoover) para descrever como uma vítima de abuso, ao tentar fazer valer os seus próprios direitos, deixando ou limitando o contato num relacionamento disfuncional, é sugada de volta quando a pessoa perversa temporariamente apresenta um comportamento melhor ou desejável, passando por uma revitimização.

28. IMPULSIVIDADE – A tendência de agir ou falar com base em sentimentos do momento ao invés de raciocínio lógico. Pouco importa se o que é dito não faz o mínimo sentido. Se precisar se justificar, dirá que disse porque VOCÊ a forçou a agir daquela forma.

29. ISOLAMENTO IMPOSTO – É uma das primeiras providências tomadas pela pessoa perversa quando se envolve com um novo alvo. A ideia é distanciar; isolar o alvo de sua rede de apoio, o que inclui amigos e familiares. É muito comum que a pessoa perversa não tenha amigos íntimos e se relacione de forma superficial também com sua própria família e, por isso, não aceita que o alvo tenha relacionamentos mais profundos. Com o isolamento imposto e a alienação, a um certo ponto ficará somente ela e o alvo, o que aumenta seu poder de controle sobre o outro.

30. MANIPULAÇÃO FLOREADA – É um modo imperceptível de fazer exigências enquanto elogia. Por exemplo, um perverso conhecido dizia à moça com quem estava começando a se relacionar que queria fazer dela sua princesa, sua mulher para toda vida, porque ela era linda especial, mas que “não tinha certeza” que ela o colocaria entre suas prioridades “já que ela tinha muitos amigos e dava muita atenção aos seus familiares”, levando-a a distanciar-se dessas pessoas para ocupar o espaço de “princesa”.

31. INTIMIDAÇÃO – Qualquer forma velada de ameaça oculta, indireta ou não-verbal.

32. INVALIDAÇÃO – A criação ou promoção de um ambiente que incentiva o indivíduo a acreditar que seus pensamentos, crenças, valores ou presença física é inferior, imperfeita, problemática ou inútil.

33. FALTA DE CONSCIÊNCIA – Indivíduos que sofrem de alguns transtornos de personalidade são demasiadamente preocupados com suas próprias necessidades e interesses, às vezes, com a exclusão total das necessidades e preocupações dos outros. Algo que pode ser interpretado pelos outros como uma falta de consciência moral ou egoísmo e nada mais que isso, é na verdade o modo de vida da pessoa perversa.

34. FALTA DE CONSTÂNCIA DO OBJETO – Sintoma de alguns transtornos de personalidade, a falta de constância do objeto é uma incapacidade de lembrar que as pessoas ou objetos são consistentes, confiáveis e com os quais se pode contar, especialmente quando eles estão fora de seu campo imediato de visão. Constância do objeto é uma habilidade de desenvolvimento que a maioria das crianças não desenvolvem até dois ou três anos de idade. Daí a indiferença com seus sentimentos na ruptura, a falta de confiança quando não está controlando e etc.

35. NARCISISMO – Este termo descreve um conjunto de comportamentos caracterizados por um padrão de grandiosidade, o foco egocêntrico, necessidade de admiração, a atitude de auto-serviço (eu me sirvo sempre), falta de consideração e falta de empatia, sendo esta última a característica mais forte e maligna do narcisismo e portanto, essencial para a identificação desse padrão de comportamento. Não existem narcisistas capazes de se colocar no lugar do outro.

36. DESQUALIFICAÇÃO FLOREADA – A prática de elogiar, inserindo desqualificadores dentro de uma frase, de modo que a parte desqualificadora não seja percebida, mas surta efeito. Exemplo: “Eu amo suas gordurinhas” “Adoro seu corpo, tanto que conheço cada uma de suas 387 estrias” “Minha gorducha linda” “Você é um homem tão bom para mim que passei a amar até o seu péssimo português”. Serve para minar a autoestima do alvo de modo que se esmere para “melhorar” até ter o elogio “completo”.

37. NEGLIGÊNCIA – Uma forma passiva de abuso em que as necessidades físicas e emocionais de um dependente são desconsiderados ou ignorados pela pessoa responsável por eles. Nas relações tóxicas com pessoas perversas, a negligência vem à tona com frequência quando o alvo tem problemas de saúde, financeiros ou precisa de cuidados.

38. NORMALIZAÇÃO – Numa relação com perversos, é uma tática usada para dessensibilizar o indivíduo para comportamentos abusivos, coercitivos ou inapropriados. Em essência, a “normalização” nada mais é do que a banalização de coisas que, em sã consciência, não aceitamos como normais; é a manipulação de outro ser humano para levá-los a aceitar algo que está em conflito com a lei, as normas sociais ou seu próprio código básico de comportamento. Ex.: Aceitar traição, agressão física, verbal, promiscuidade, poligamia, etc.

39. JOGOS SEM VITÓRIA – São situações comumente criadas por pessoas que sofrem de transtornos de personalidade, onde eles apresentam duas opções ruins para alguém próximo a eles e as pressiona a escolher entre os duas, assim sempre sairá perdendo. Isso geralmente deixa a pessoa que não tem transtorno de personalidade com um sentimento de “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

40. COISIFICAÇÃO – A prática de tratar uma pessoa ou um grupo de pessoas como objetos, mantendo-as à sua disposição ou descartando-as de acordo com suas necessidades. No sexo, o alvo também é coisificado no sentido que, após a relação sexual, comportamentos frios e abusivos são restabelecidos do nada, quando minutos antes tudo era maravilhoso, fazendo com que o alvo se sinta usado.

41. SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL – Um termo usado para descrever o processo pelo qual um dos pais, geralmente divorciado ou separado do outro progenitor biológico, usa sua influência para fazer uma criança acreditar que o outro progenitor é mau ou inútil.

42. MENTIRA PATOLÓGICA – Decepção persistente por parte de um indivíduo para servir os seus próprios interesses e necessidades com pouca ou nenhuma relação com as necessidades e preocupações dos outros. Um mentiroso patológico é uma pessoa que existe apenas para servir suas próprias necessidades ainda que para isso deve lançar mão de mentiras.

43. VITIMIZAÇÃO – É a prática de assumir uma postura de vítima diante de amigos e familiares, relatando histórias onde aparece como vítima e o alvo como o vilão, de tal forma que as pessoas se compadeçam de si e odeiem o alvo. Para isso, lançam mão de histórias que jamais ocorreram, inacreditáveis quando ouvidas pelos alvo e que normalmente causam muita angústia, sentimento de injustiça e desejo de vingança.

44. RECRUTAMENTO – A maneira que a pessoa perversa tem de controlar ou abusar do alvo através da manipulação de outras pessoas para que estas inconscientemente passem a defendê-la, falar por ela, “comprar sua briga” ou “fazer o trabalho sujo” que ela deseja contra seu alvo. Essas pessoas são chamadas em inglês de “flying monkeys” que se traduz em “macacos voadores”, que nada mais são do que possibilitadores, facilitadores e colaboradores recrutados pela pessoa perversa.

45. EXPLOSÃO, RAIVA E AGRESSIVIDADE IMPULSIVA – Elevações explosivas verbais, físicas ou emocionais em uma briga, desproporcional à situação real. Mas atenção, esse comportamento sozinho não indica perversidade, já que acompanhado de culpa e remorso verdadeiros pode indicar Transtorno Explosivo Intermitente, que nada tem a ver com perversidade e pode ser tratado.

46. SABOTAGEM – A ruptura espontânea da calma ou status quo, a fim de servir a um interesse pessoal, provocar um conflito ou chamar a atenção.

47. BODE EXPIATÓRIO – a escolha de um indivíduo ou grupo para receber culpa ou tratamento negativo não merecido. A pessoa perversa faz e põe a culpa nos outros.

48. MEMÓRIA SELETIVA E AMNÉSIA SELETIVA – O uso de memória, ou a falta de memória seletiva com o intuito de reforçar um preconceito, crença ou obter um resultado desejado, utilizando somente aquilo que lhe convêm.

49. AUTOENGRANDECIMENTO – É um padrão de comportamento pomposo; o hábito de vangloriar-se. Presença de narcisismo ou competitividade projetados para criar uma aparência de superioridade.

50. VERGONHA – A diferença entre culpa e vergonha é que ao culpar alguém você diz a uma pessoa que ela FEZ algo ruim e ao envergonhar alguém você lhe diz que a pessoa É algo ruim. Por exemplo, um perverso conhecido quando queria envergonhar, dizia que eu era mentirosa diante de todos (vergonha). Na intimidade, dizia que não podíamos ser felizes porque eu mentia muito (culpa). Nenhuma das duas coisas acompanha fundamento ou explicação lógica, sempre, quase sempre, fruto de suposições.

51. STALKING (PERSEGUIÇÃO) – Qualquer padrão invasivo e indesejável de buscar o contato com outro indivíduo. A pessoa narcisista pratica stalking somente quando é dispensada pelo alvo antes que ela o descarte. Como não aceitam ser deixadas, perseguem. O alvo, normalmente, também pratica stalking ao ser descartado.

52. TESTE – Forçar repetidamente outra pessoa a demonstrar ou provar seu amor ou compromisso com o relacionamento a fim de demonstrar para a pessoa narcisista o seu valor.

53. POLICIAMENTO DO PENSAMENTO – Um processo de interrogatório ou tentativa de controlar os pensamentos ou sentimentos de outra pessoa. É uma prática percebida especialmente quando o alvo deseja estar em silêncio ou reflexão.

54. TRIANGULAÇÃO – Ganhar uma vantagem sobre os “presumidos rivais” ao manipulá-los para que entrem em conflito uns com os outros. Falam mal de uma pessoa para a outra a fim de ver a relação entre elas se deteriorar ou ver pessoas disputando um posto importante na vida da pessoa perversa

55. SILÊNCIO AGRESSIVO – Método insidioso de violência psicológica que consiste em passar horas ou dias tratando o alvo com silêncio injustificado e punitivo, quase sempre acompanhado de cara fechada e pequenas frases de acusação sem sentindo ou embasamento na realidade. “Você sabe porque estou assim.”

56. VISÃO DE TÚNEL – Uma tendência a se concentrar em um único interesse (seu) ou ideia e negligenciar ou ignorar outras prioridades importantes ou todas as circunstancias.

57. DESCARTE OU SUMIÇO – Como toda relação com uma pessoa com essas características é superficial, independente do tempo que passou, quando ela sentir que o alvo não serve mais aos seus propósitos, ou seja, deixou de ser uma fonte de suprimento narcísico, ela o descartará e desaparecerá sem explicação ou com um arroubo de raiva injustificada que deixará o alvo se perguntando o que fez de errado. Um relacionamento com uma pessoa perversa narcisista jamais termina com uma conversa clara e civilizada; um comum acordo. Ou some ou demonstra ódio para justificar o fim.

P.S. É óbvio que a presença de um desses comportamentos isoladamente não indica perversidade ou transtornos de personalidade. É um conjunto deles que dará sinais claros de que se trata de pessoa perversa/tóxica/abusiva da qual preservar-se é preciso!

Lucy Rocha (via Conti Outra)

Assista também esta reflexão do prof. Leandro Quadros:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

7 sinais no corpo que indicam problemas emocionais

O corpo e a mente formam um todo. Assim, os problemas emocionais sempre deixam vestígios no corpo. Isso é perfeitamente lógico se levarmos em conta que o cérebro é o eixo do funcionamento do corpo humano. Também o fato de que todo o corpo é inervado e, portanto, é comunicado com o cérebro.

Pode-se dizer que não há desconforto físico que não tenha como referência, ou como contexto, um ou vários problemas emocionais. Nesse sentido, é bom atender aos sinais que o corpo nos envia. Em geral, são indicadores de que existe algum tipo de desequilíbrio em nossa vida.

Alguns desses sinais corporais são muito comuns. Não se trata de doenças em sentido estrito, mas de problemas emocionais que fazem presença no corpo. Então falamos sobre sete indicadores que podem estar sugerindo a existência de problemas emocionais.

1. Dor de cabeça, um sintoma de problemas emocionais
Dor de cabeça frequente é um sintoma muito comum. Milhares de pessoas no mundo sofrem. Não é para menos. Está associada a estresse e agitação. Portanto, é normal que haja tantos afetados por esse problema.

O significado da dor de cabeça resume-se numa palavra: estresse. Existem forças internas que se opõe. Geralmente é o desejo de fazer as coisas completas e bem, ao contrário da falta de tempo. Ou a necessidade de descansar, contra a obrigação de cumprir compromissos. Por trás de uma dor de cabeça, muitas vezes há problemas emocionais, e é por isso que os medicamentos geralmente não têm os efeitos desejados.

2. Dor no pescoço
O pescoço duro e doloroso é um sinal claro de extrema rigidez. Não em todos os aspectos da vida, mas em um em particular: a dificuldade de perdoar. O ressentimento assume a forma de uma forte tensão muscular na região do pescoço.

A dificuldade de perdoar também pode ser acompanhada por outros sentimentos, como descontentamento ou desprezo. Se o seu pescoço dói, é bom que você pense no ressentimento que você ainda não descartou. Talvez, ao diluí-las, a dor que você sente também desapareça com elas.

3. Rigidez e problemas no ombro
Os ombros são a área do corpo que é usada para carregar pesos muito grandes. Isso se aplica tanto a pesos físicos quanto àqueles que envolvem carga no plano mental. Uma dor nos ombros, especialmente se houver cólicas, indica uma sobrecarga.

Você provavelmente carrega uma carga que está pesando muito. Talvez uma responsabilidade que não corresponda a você ou um compromisso que você sente que não pode cumprir. A dor nos ombros fala, em qualquer caso, de problemas emocionais associados à pressão excessiva.

4. Desconforto na parte superior das costas
A parte superior das costas é outra área onde as tensões e problemas emocionais estão concentrados. Quando há dor lá, é provável que você se sinta muito solitário. É um sinal que fala sobre dificuldades em se relacionar com os outros.

Da mesma forma, você pode falar sobre a falta de amor próprio. A auto- estima pode ser ferida. Em vez disso, pode haver muitos medos. Estes, geralmente, estão relacionados a laços sociais insatisfatórios.

5. Dificuldades na parte inferior das costas
Dor lombar também tem a ver com sobrecarga. No entanto, neste caso, eles não falam de responsabilidades abstratas excessivas, mas de preocupações materiais ou econômicas.

Neste caso, há uma preocupação muito grande sobre a questão do dinheiro. Talvez tenha sido gasto mais, ou tenha muitas dívidas. No fundo há um medo de não ser capaz de assumir responsabilidades econômicas de forma eficiente.

6. Dor nas mãos
As mãos são uma zona do corpo muito relacionada à expressão e ao contato com os outros. Quando há dor ou desconforto nas mãos, é hora de rever como estão as ligações com outras pessoas.

É muito comum que haja um desejo insatisfeito de fazer ou ter relações mais confiantes. O desconforto ou a dor falariam de uma condição de privação social que você deseja superar. No entanto, talvez o caminho para isso não tenha sido encontrado.

7. Problemas nos joelhos
A dor no joelho é um dos desconfortos mais comuns. Está quase sempre relacionado a uma exacerbação do ego. Ocorre quando o centro de preocupação é a pessoa, e a pessoa tem uma atitude um tanto desdenhosa em relação aos outros. Isso indica a necessidade de sair dessa bolha que faz resistência para que não nos mostremos generosos com os outros.

O corpo é como um livro, no qual cada parte conta uma história. Também cada área do corpo está constantemente nos enviando mensagens. Você sabe ouvi-las? Essa é a pergunta que você deve se fazer. Especialmente quando você sabe que tem problemas emocionais, mas não decidiu enfrentá-los ou não sabe como fazê-lo.

Tradução feita pela CONTI outra, do original de La Mente es Maravillosa


Ellen G. White também nos deixou algumas orientações:

"A relação existente entre a mente e o corpo é muito íntima. Quando um é afetado, o outro também o é." (Mente, Caráter e Personalidade 1, p. 59)

"Grande parte das doenças que afligem a humanidade tem sua origem na mente e só pode ser curada restaurando-se a saúde da mente. Existem muito mais pessoas do que imaginamos, que estão doentes mentalmente." (Mente, caráter e Personalidade 1, p. 63)

"O estado da mente afeta a saúde do sistema físico. Se a mente se acha despreocupada e feliz, em virtude da consciência de estar agindo corretamente, e do senso de satisfação por estar promovendo a felicidade de outros, isso cria uma disposição que agirá sobre todo o organismo, produzindo uma circulação mais livre do sangue e dando tono a todo o corpo. A bênção de Deus é um poder salutar, e aqueles que são copiosos em fazer o bem a outros perceberão essa maravilhosa bênção tanto no coração como na vida." (Conselhos Sobre Saúde, p. 28)

O modo bíblico de escolher os presentes de Natal

Que título estranho tem este post. Existe mesmo um “modo bíblico de escolher os presentes que daremos de Natal”? A meu ver, sim. Mas, antes de ir direto ao ponto, deixe-me contar como cheguei a essa conclusão. No final de outubro, fui almoçar no shopping Rio Sul e fiquei impressionado: já havia uma gigantesca árvore de Natal montada no vão central do prédio, que ia do chão ao teto, cercada por montes de robozinhos animados, renas, esquilos, vegetação de plástico, muitas luzes piscantes e bolas coloridas. Não havia dúvida: o Natal estava chegando. Bem… mais ou menos, né? Afinal, ainda era outubro e faltavam dois meses para à época de festas. Mas o comércio já tinha decidido: estava dada a largada para a temporada de compras de presentes. Eu me senti inclinado a escrever um texto falando mal do consumismo, da exploração materialista e das deturpações que a sociedade faz da celebração do nascimento de nosso Senhor. Mas pensei um pouco e lembrei que anualmente batemos nessa tecla, sem que nada mude: cristãos e não cristãos continuam gastando uma fortuna em compras natalinas. Então resolvi compartilhar outra reflexão: já que vamos dar presentes de qualquer maneira, o melhor é pensar como decidir que presentes dar.

O hábito de se presentear no Natal tem influências variadas, dependendo do lugar do mundo em que se está. Mas a origem vem do relato bíblico dos magos que presentearam Jesus com ouro, incenso e mirra. Se formos pensar por esse ângulo, fugirmos da sanha consumista e tratarmos a troca de presentes como algo que remete ao nascimento de Cristo, de modo que não tire o foco das verdadeiras razões da celebração, não vejo mal nessa prática. E como devemos fazê-lo? Aqui segue uma sugestão.

Penso que não devemos entregar os presentes na noite de Natal. Esquisito? Acredite, é totalmente possível fazê-lo um ou mais dias antes ou depois. Com isso, removemos a ideia de que festas natalinas têm a ver com consumismo – em especial no ensino das nossas crianças. Se fizermos assim, elas não crescerão associando Natal a presentes e à figura do Papai Noel, mas também não ficarão de fora do hábito da cultura em que vivem e poderão receber preciosas lições sobre a alegria que é dar. Isto é fundamental: cada presente deve sempre vir acompanhado de instrução e lições de vida. Dependendo da forma como tratarmos esse hábito, ele será visto e compreendido de modo mais cristão ou menos cristão pelos nossos filhos e as demais pessoas. A noite de Natal deve ser momento de orações, de louvores e da comunhão que celebra o nascimento de Jesus (seja num culto, seja numa ceia em família ou entre amigos). O foco não pode estar nos presentes. Tampouco na comida. Muito menos na festa: o foco do Natal é a encarnação do Verbo e tudo deve ser feito com isso em mente. A celebração do Natal deve ser inquestionavelmente cristocêntrica.

E, finalmente, chegamos ao ponto: há algum tipo de pensamento bíblico que devemos ter quanto ao que comprar para dar de presente a nossos amigos e parentes? Sim, há. Se vamos presentear alguém, deve ser por amor a ela; e gestos de amor contêm em si essencialmente a preocupação com o que é melhor para o outro. Em outras palavras, entendo que você não deve presentear alguém com algo de que ela goste, como costumamos fazer. O presente ideal e mais bíblico possível é, isto sim, algo de que a pessoa precisa.

Repare: Deus não entregou Jesus ao mundo de presente porque gostássemos dEle. Pelo contrário, Jesus foi presenteado a uma humanidade que estava morta em seus delitos e pecados e, por isso, amava os prazeres e a maldade. Mas era uma humanidade que precisava desesperadamente do Cordeiro de Deus, que viesse para o que cada ser humano mais precisa: o perdão dos pecados. Assim, o Pai não nos presenteou com algo que satisfizesse nossas concupiscências ou nossos desejos carnais: Ele nos deu aquilo que Ele sabia que nos faria bem.

Na hora de escolher os presentes que você vai comprar para determinada pessoa, imite o Pai: não pense “o que será que ela vai gostar de ganhar?”, mas, sim, “o que será que ela precisa ganhar?”. Se você tiver esse pensamento em mente, estará presenteando como o Pai nos presenteou. E fará do ato de dar presentes algo muito mais cristão.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)
"As festas estão chegando rapidamente com sua troca de presentes, e jovens e idosos estão estudando intensamente o que poderão dar a seus amigos como sinal de afetuosa lembrança. É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente. Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecemos a Deus, nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus ou que aumentem nosso amor por seus preceitos." (Ellen G. White - O Lar Adventista, p. 479)