quarta-feira, 19 de agosto de 2015

"Viagra feminino" é aprovado nos Estados Unidos - Será que vale a pena?


A agência que controla medicamentos e alimentação nos EUA (FDA, na sigla em inglês) aprovou nesta terça-feira (18) o medicamento Addyi (flibanserin) para tratar a frigidez em mulheres na menopausa. É o primeiro tratamento que recebeu o aval da instituição para transtornos decorrentes da falta de interesse sexual.

O medicamento Addyi age nos neurotransmissores do cérebro para tratar a perda do desejo sexual e pode produzir efeitos colaterais significativos como pressão baixa arterial, perda de consciência, sonolência, tontura e náusea. 
Esse riscos são maiores e mais graves quando ingerido com bebida alcoólica. Outros grupos temem que a aprovação do Flibanserin incentive mulheres a buscar uma solução química para um problema que poderia ser resolvido com aconselhamento psicológico ou tratando de outros problemas, como estafa e depressão.

A pílula destinada a aumentar a libido das mulheres foi aprovada quase duas décadas após a entrada no mercado do Viagra para a disfunção erétil. (Com informações de iG e BBC)

Comentário extraído de artigo do Dr. Cesar Vasconcellos de Souza:

Sempre há riscos no uso de qualquer medicamento, mesmo dos naturais. O melhor, é, se possível, evitar o uso de medicamentos e procurar modificar aspectos do estilo de vida que nos faz sofrer. Melhorar a alimentação, as atividades físicas etc. Entretanto, a maioria de nós ainda prefere ir ao médico e sair com uma receita “mágica” para resolver nossas dores, sejam elas físicas, mentais, sexuais, ou até espirituais. Há um lugar para a dor em nossa vida. Não há como não ter alguma dor da alma aqui nesse tipo de vida que vivemos. Dor de amor, da necessidade de amar e ser amado. Da incapacidade de amar como poderíamos desejar.

Uma forma de amar vem pela sexualidade. E quando a pessoa não consegue amar pelo coração primeiro, pela emoção, pelo sentimento, ela vai querer que seu corpo, suas glândulas, seus órgãos sexuais, “amem”. Ora, a mente é quem comanda o corpo e nossa mente não é burra. Se você tem problemas com a pessoa que ama (ou não ama), essa com quem quer ter relações sexuais, pode ser que em algum dia seu corpo diga “não” para o prazer. Isso significará que ele estará querendo dizer: “Você está querendo que eu (corpo) ame, quando você (pessoa) não ama. E assim não podemos funcionar em harmonia.”

Por isso, também (há outras causas menos comuns) pode surgir a impotência sexual. A ciência, com boas intenções, se tiver visão curta e dicotomizada da pessoa humana, produz uma saída: um medicamento! Basta tomar e “amar”. Funciona? Talvez até certo ponto. Mas há um preço a ser pago. Qual? O preço de você querer “amar” com o corpo sem o coração estar junto. 

O corpo pode sofrer por causa desse abuso e, mediante o uso de certas drogas, apresentar sofrimentos, sinais de emergência, de fadiga. O amor começa no coração, na mente, não no pênis ou na vagina. Orgasmo sem amor só deixa um vazio depois. E talvez alguns efeitos perigosos colaterais de certos medicamentos afrodisíacos. 

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