terça-feira, 10 de maio de 2016

Renovando a liturgia do culto de adoração da Igreja Adventista


- Considerando as duas formas sugestivas de liturgia expressas pelo Manual da Igreja (Ed. 2010, p. 180-182), que ao mesmo tempo diz: “Não existe uma forma ou ordem estabelecida para o culto público. Em geral, uma ordem mais curta para o culto é mais adequada” (Manual da Igreja, p. 124);
- Considerando a necessidade no território da Divisão Sul-Americana (DSA) de desenvolver um culto de adoração mais dinâmico e que se comunique de maneira eficiente com a geração atual; 
- Considerando que o propósito do culto deve equilibrar e integrar harmoniosamente a adoração a Deus, a edificação da Igreja e a evangelização;
- Considerando a influência da tecnologia, o ritmo da vida atual, que gera mentes inquietas, e a necessidade de um culto de adoração mais direto e inspirador;
- Considerando a quantidade de telespectadores e ouvintes da Novo Tempo que têm vindo para nossas igrejas e que necessitam de uma programação mais direta e bem preparada; 
- PROPÕEM-SE as seguintes instruções práticas e uma liturgia sugestiva para ser utilizada nas igrejas e grupos no território da Divisão Sul-Americana: 

1. Investir mais tempo por parte dos pastores e Associações/Missões em capacitações sobre culto e liturgia, buscando maior qualidade na adoração. 

2. Envolver as diferentes gerações da igreja, evitando que o culto de adoração esteja contemplando apenas um grupo específico. 

3. Determinar a ordem apropriada de como serão a Escola Sabatina e o Culto de Adoração, e definir qual dos dois acontecerá primeiro na manhã de sábado. Onde o Culto Divino antecede a Escola Sabatina, os dízimos e as ofertas podem ser recolhidos depois da pregação. 

4. Estabelecer uma continuidade entre Escola Sabatina e Culto Divino, integrando ambos como uma só unidade de adoração com um hino de louvor como transição. 

5. Utilizar, na medida do possível, o mesmo espaço físico da plataforma para realizar o Culto de Adoração e a Escola Sabatina, entendendo que ambos envolvem adoração a Deus e respeito por Sua presença. 

6. Organizar os cultos com antecedência, evitando improvisações e imprevistos que diminuam sua solenidade e forte influência espiritual. 

7. Envolver a maior quantidade possível de participantes de todas as idades. 

8. Realizar um programa atraente e eficaz para os amigos que visitam a igreja. 

9. Utilizar os recursos audiovisuais com criatividade e sem exageros. 

10. Preparar um calendário anual de pregações que envolva o máximo possível das 28 Crenças Fundamentais da IASD. 

11. Incentivar que o louvor congregacional se desenvolva sempre em harmonia com a pregação, com o uso de instrumentos próprios para a adoração e não ocupando tempo demasiado que venha a comprometer a pregação da Palavra. (Ver “Filosofia Adventista do Sétimo Dia com Relação à Música”, “Orientações com relação à música para a Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul” www.adventistas.org/pt/musica/2013/05/07/filosofia-adventista-relacao-musica/.) 

12. Motivar os pregadores a não perder a oportunidade de encerrar a pregação com apelos que motivem os ouvintes a tomar decisões práticas. 

13. Estabelecer uma liturgia completa que tenha aproximadamente uma hora e quinze minutos de duração, dividindo o tempo equilibradamente entre as partes do culto e dedicando pelo menos 30 minutos à pregação. 

14. Manter a equipe do Ministério da Recepção atuante durante toda a programação do culto, dando atenção especial aos amigos que chegam à igreja. 

15. Utilizar uma liturgia mais breve, que mantenha as partes fundamentais da adoração dentro do culto, de acordo com a seguinte sugestão: 

Chamado à adoração (Leitura bíblica e oração) 
Momento do louvor 
Oração intercessória 
Adoração infantil 
Dízimos e ofertas (Testemunhos de “Provai e Vede”) 
Mensagem musical 
Pregação bíblica 
Hino final 
Bênção 

16. Orientações adicionais podem ser sugeridas pela União, considerando seu próprio contexto.

Neste contexto de adoração, Ellen White fez algumas declarações que são relevantes e nos levam a refletir sobre o assunto:

Negligência e indiferença
“Nada do que é sagrado, nada do que pertence ao culto de Deus, deve ser tratado com negligência ou indiferença. Os privilégios do culto divino não devem ser considerados levianamente.” (Mensagens aos Jovens, p. 266) 

Sermões Longos e Tediosos
"Que a mensagem para este tempo não seja apresentada em discursos longos e elaborados, mas em prática breves e incisivas, isto é, que vão diretamente ao ponto. Sermões prolongados fatigam a resistência do orador e a paciência dos ouvintes. Os sermões curtos serão mais lembrados do que os longos." (Obreiros Evangélicos, 167 e 168)

Formalidade insípida
Seu culto deve ser interessante e atraente, não se permitindo que degenere em formalidade insípida. Devemos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto viver para Cristo; então Ele habitará em nosso coração e, ao nos reunirmos, seu amor em nós será como uma fonte no deserto, que a todos refrigera, incutindo nas almas esmorecidas um desejo ardente de sorver da água da vida”. (Testemunhos Seletos, vol. 2, 252)

Pontualidade
“As reuniões de conferências e oração não devem tornar-se tediosas. Todos devem estar prontos, se possível, na hora indicada; e se há retardatários, que estejam atrasados meia hora, ou mesmo quinze minutos, não se deve esperar por eles. Se houver apenas dois presentes, podem reivindicar a promessa. A reunião deve ser iniciada na hora marcada, se possível, estejam presentes muitos ou poucos." (Review and Herald, 3 de maio de 1871)

Rodeios preliminares
“Muitos oradores perdem o tempo e as energias em longas preliminares e desculpas. Alguns gastam cerca de meia hora em apresentar escusas; assim se perde o tempo e, quando chegam ao assunto e procuram firmar os pontos da verdade no espírito dos ouvintes, estes se acham fatigados e não lhes podem sentir a força.” (Obreiros Evangélicos, 169)

Falar com brevidade aos jovens
“Os que dão instruções à infância e à juventude, devem evitar observações enfadonhas. Falar com brevidade, indo direto ao ponto, terá uma feliz influência. Longos discursos fatigam a mente dos jovens. Falar demasiado levá-los-á mesmo a aborrecer as instruções espirituais, da mesma maneira que o comer em excesso sobrecarrega o estômago e diminui o apetite, conduzindo ao enjoo da comida.” (Obreiros Evangélicos, 208 a 210)

Testemunhos longos
“A reunião de oração e testemunhos, deve ser um período de especial auxílio e animação. Todos devem sentir que é um privilégio tomar parte nela. Que todos os que confessam a Cristo tenham alguma coisa para dizer na reunião de testemunhos. Estes devem ser curtos, e de molde a servir de auxílio aos outros. Não há nada que mate tão completamente o espírito de devoção, como seja uma pessoa levar vinte ou trinta minutos num testemunho. Isso significa morte para a espiritualidade da reunião.” (Obreiros Evangélicos, 171)

Momentos de louvor estropiados
“O canto é uma parte do culto de Deus, porém na maneira estropiada por que é muitas vezes conduzido, não é nenhum crédito para a verdade, nenhuma honra para Deus. Deve haver sistema e ordem nisto, da mesma maneira que em qualquer outra parte da obra do Senhor. Organizai um grupo dos melhores cantores, cuja voz possa guiar a congregação, e depois todos quantos queiram se unam com eles. Os que cantam devem esforçar-se para cantar em harmonia; devem dedicar algum tempo a ensaiar, de modo a empregarem esse talento para glória de Deus.” (Evangelismo, 506)

Orações longas, tediosas e floreadas
“A oração feita em público deve ser breve, e ir diretamente ao ponto. Deus não requer que tornemos fastidioso o período do culto, mediante longas petições. Cristo não impõe a Seus discípulos fatigantes cerimônias e longas orações. Há muitas orações enfadonhas, que parecem mais uma preleção feita ao Senhor, do que o apresentar-Lhe um pedido... A linguagem floreada é inadequada à oração, seja a petição feita no púlpito, no círculo da família, ou em particular. Especialmente o que ora em público deve servir-se de linguagem simples, para que os outros possam entender o que diz, e unir-se à petição.” (Obreiros Evangélicos, 175 a 177)

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