segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Jesus e o espírito olímpico: construir pontes, não levantar muros


O Comitê Olímpico Internacional (COI) comentou a atitude do judoca egípcio que se recusou a cumprimentar o seu oponente israelense, após este o derrotar, na 'Arena Carioca 2', palco do judô nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, na última sexta (12). O egípcio Islam El Shehaby se recusou a apertar a mão do israelense Or Sasson, que o tinha derrotado na primeira luta da categoria pesado (mais de 100kg) do judô masculino. Seguindo o código de ética do esporte e o chamado 'fair play', Sasson se aproximou para cumprimentar o oponente ao final da luta, mas foi claramente rejeitado. O público expressou sua indignação pela atitude do egípcio com vaias.

Porta-voz do COI, Mark Adams, salientou que esse tipo de conduta é absolutamente inaceitável: "Eu gostaria de lembrar aos atletas qual é o espírito olímpico: construir pontes, não levantar muros".
"Vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. Pois Ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade." (Efésios 2:13, 14)
As pontes são símbolos de aproximação, diálogo, convivência e reconciliação. Elas unem pessoas, povoados, cidades e países. Parece que somos mais especialistas em construir muros em lugar de pontes. Tanto que o maior muro feito pelo homem é visível da Lua: a Grande Muralha da China.

Existe também preconceito e discriminação: construímos muros invisíveis entre vizinhos, denominações, grupos étnicos e países. Cristo passou a maior parte do tempo derrubando muros. Paulo diz que Jesus veio para derrubar o muro de separação: 
“O objetivo dEle era criar em Si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliar com Deus os dois em um corpo […]. Ele veio e anunciou paz a vocês que estavam longe e paz aos que estavam perto.” (Efésios 2:15-17)
A figura que Paulo usa aqui é muito clara. Ele se valeu do templo com suas seções. A separação era: gentios, mulheres, israelitas, levitas, sacerdotes e sumo sacerdotes. Paulo disse: “Jesus é a ponte: o muro desapareceu. Jesus é nossa paz.” A graça de Deus não quer deixar ninguém de fora. Infelizmente, excluímos as pessoas por medo, orgulho ou ignorância. Nós as classificamos assim: quem está dentro e quem está fora. Os líderes religiosos da época de Jesus consideravam virtude não se relacionar com quem não vivia à altura dos seus padrões. Jesus, por outro lado, foi o maior construtor de pontes que o mundo já viu.

Somos convidados a ser construtores de pontes. 
“Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo.” (1 Pedro 2:5)
Quando Pedro diz que devemos assumir nossa missão, ele usa uma palavra que resume nossa identidade como povo de Deus, a palavra “sacerdócio”. O comentarista bíblico Barclay salienta algo interessante sobre o significado da palavra “sacerdote”, em latim. A palavra latina para sacerdote é pontifex, ou seja, construtor de pontes. Pedro diz: “Vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas […] para serem sacerdócio santo.” Juntos vamos construir pontes!

Hong Un Jong e Lee Eun-ju
Certas estiveram as meninas construtoras de pontes das Coreias do Sul e do Norte, quase crianças, posto que ginastas, que ao final de uma competição fizeram uma selfie juntas. Elas deveriam levar uma medalha de ouro pelo seu comportamento. Uma das empresas que realiza o evento disse em seu twitter: “Eis porque fazemos as Olimpíadas”.

Esta deve ser nossa identidade: construtores de pontes. Pontes de esperança, de justiça e de graça. Devemos construir pontes para outras pessoas se aproximarem de Deus. Pontes de aproximação para conhecerem o evangelho de Cristo. Ponte de aproximação para que entrem no reino do Céu. 

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