domingo, 20 de novembro de 2016

Uma breve reflexão adventista sobre o Dia da Consciência Negra

1. Eugene Hardy (1847-1916), um dos primeiros negros adventistas
2. Charles Kinney (1855-1951), o primeiro negro a ser ordenado ministro
3. Anna Knight (1874-1972), primeira missionária negra para a Índia
O Brasil foi construído a partir do sofrimento, da tortura e da morte promovida por um regime de escravidão que durou 388 anos e que custou o sequestro e o assassinato de aproximadamente 7 milhões de seres humanos africanos e outros tantos milhões de seus descendentes. Hoje, o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra para relembrar a luta de Zumbi dos Palmares contra a escravidão no país. Mas acima de tudo, é um dia de reflexão e busca de novas formas para enfrentar o racismo que, infelizmente ainda hoje dificulta e tira a vida de mulheres e homens em todo o país. 

Lembrando que em Cristo, todos os muros separatistas ruíram, e que homens e mulheres, brancos, negros e mestiços, empregados e patrões, índios e ameríndios, sacerdotes e leigos, somos todos iguais (Gálatas 3:28). Diferentes na cor da pele, ou nos papéis que desempenhamos, mas iguais em dignidade perante Deus e nossos semelhantes. As Escrituras ensinam claramente que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus, que “de um só fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da Terra” (Atos 17:26). A discriminação racial é uma ofensa contra seres humanos iguais, que foram criados à imagem de Deus. Conforme lemos na Declaração da Igreja Adventista sobre o Racismo, "o racismo está entre os piores dos arraigados preconceitos que caracterizam seres humanos pecaminosos. Suas consequências são geralmente devastadoras, porque o racismo facilmente torna-se permanentemente institucionalizado e legalizado. Em suas manifestações extremas, ele pode levar à perseguição sistemática e mesmo ao genocídio."

A norma para os adventistas está reconhecida na Crença Fundamental nº 14 da Igreja, “Unidade no Corpo de Cristo”, baseada na Bíblia. Ali é salientado: “Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não deve ser motivo de dissenções entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição.” Qualquer outra abordagem destrói o âmago do evangelho cristão.

Vídeo aborda o posicionamento da Igreja sobre racismo
O novo episódio da série Falando de Esperança, com o posicionamento da Igreja Adventista do Sétimo Dia a respeito de temas diversos, é sobre o racismo. Uma pesquisa divulgada em 2013 pela World Values Survey mostrou que, em dois países do mundo, 40% da população não desejava ter como seu vizinho uma pessoa de outra raça. Em pelo menos outros 17 países um percentual entre 20 e 39% das pessoas também expressavam o mesmo desejo. Já em outros 42 países, o percentual de entrevistados que afirmaram não querer vizinhos de outra raça variava entre 0 e 19,9%.

No vídeo, o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja para oito países sul-americanos, o racismo “é considerado pecado aos olhos de Deus”. Em outro trecho, ele afirma que “como Igreja Adventista do Sétimo Dia, nós condenamos todas as formas de racismo, inclusive a atuação política do apartheid com sua segregação formada e discriminação legalizada”.

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