"A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor" (Romanos 13:8).
Mona Lisa Santana, 32 anos, comemorou cada novo cartão de crédito como uma pequena conquista pessoal. Com os cartões passou a ter acesso a limites de R$ 50 mil, R$ 60 mil e até R$ 150 mil mesmo sem comprovação de renda.
Foi a partir da pandemia que Santana acumulou 44 cartões de crédito de bancos tradicionais, digitais e de lojas. Ela relata que conseguia crédito em seu nome, da irmã e da mãe, sem precisar de confirmação de renda. Usava um cartão para cobrir o outro ou pegava um empréstimo para pagar o mínimo da fatura de um dos cartões. Nisso, os juros sobre juros transformaram a dívida dela em um bolo de R$ 1,4 milhão. (via UOL)
A história de Santana ilustra os dados por trás do endividamento e inadimplências recordes. Em agosto, o Mapa da Inadimplência da Serasa mostrava 83,9 milhões de pessoas com dívidas atrasadas há mais de 90 dias, o que representa pouco mais da metade (51%) da população adulta.
A cultura do consumismo, a facilidade de se obter crédito e a falta de educação financeira são algumas das justificativas para esse fato. A verdade é que há muita gente acumulando “compromissos financeiros” por aí. Isso traz estresse, afeta os relacionamentos e limita inclusive a utilidade no reino de Deus.
Uma definição de dívida é “viver hoje com base naquilo que você espera ganhar no futuro”. Hoje em dia a dívida parece ser um estilo de vida, mas isso não deve ser a norma para os cristãos. A Bíblia desencoraja a dívida. Nas Escrituras há pelo menos 26 referências à dívida, e todas são negativas. Por que então a dívida é um flagelo quase internacional em todos os níveis – pessoal, corporativo e governamental?
Toda sociedade sempre teve pelo menos uma pequena porcentagem de pessoas endividadas. No presente, uma parcela muito maior de pessoas está endividada, e quase nunca é em seu benefício. Por que, afinal, contraímos dívidas? Ellen White apresenta no livro Conselhos sobre Mordomia, (p. 176), o processo de três etapas de eliminação de dívidas:
1. "Decida nunca incorrer em outra dívida. Negue-se mil e uma coisas antes de entrar em outra dívida. Essa tem sido a maldição de sua vida: entrar em dívida. Evite-a como você evitaria a varíola".
2. "Faça com Deus o pacto solene de, com a bênção Dele, pagar suas dívidas e a ninguém dever coisa alguma, ainda que tenha de viver a pão e água".
3. "Não vacile, não desanime nem desista. Negue seu gosto, negue a satisfação do apetite, economize seu dinheiro e pague suas dívidas. Esforce-se para pagá-las o mais depressa possível. Quando você puder se apresentar novamente como uma pessoa livre, não devendo nada a ninguém, terá alcançado uma grande vitória".
Agora, se precisar de ajuda prática para se livrar das dívidas, o plano é simples: uma premissa e três passos. A premissa é um compromisso para com Deus de ser fiel ao devolver Seu dízimo sagrado para obter Sua sabedoria e bênção. Ele está ansioso para abençoar aqueles que Lhe obedecem. Os passos: (1º) Estabeleça um orçamento simples e registre as suas receitas e despesas durante três meses. Muitos ficam surpresos ao saber quanto gastam em itens desnecessários. (2º) Destrua cartões de crédito, que são uma das principais causas de dívidas. São muito fáceis de usar e difíceis de pagar. Se você não está pagando os cartões em sua totalidade no fim de cada mês, ou os está usando para comprar itens que não compraria de outra forma, você deve destruir os cartões de crédito antes que eles destruam você, seu casamento ou ambos. (3º) Adote medidas econômicas. Tenha cuidado com as coisas pequenas que compra. Elas rapidamente se acumulam.
Deus pode oferecer alívio para qualquer situação de dívida. Na maioria dos casos, porém, Deus coloca a solução para o problema da dívida em nossas mãos. Afinal, somos Seus mordomos e devemos agir de acordo com Sua vontade e sob Sua bênção. E colocando Deus em primeiro lugar, receberemos Sua sabedoria e bênção para gerenciarmos o que Ele confiou a nós.

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