segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ted Wilson disse "Satanás está tentando destruir a Igreja Adventista"


Ted N. C. Wilson, líder mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, disse que Satanás estava usando todos os meios à sua disposição para tentar destruir a Igreja Adventista e neutralizar a sua missão de anunciar a breve volta de Jesus.

Ted Wilson, falando em um sermão que serve como seu discurso pastoral anual mundial, disse que as táticas do diabo incluem o ecumenismo, as abordagens de adoração carismáticas, e ataques a compreensão profética bíblica. Disse ainda, que sentiu os golpes, pessoalmente, nas últimas semanas, com a morte de um neto nascido prematuro e a descoberta de que dois outros netos sofrem graves problemas de saúde. 

"Nessas perigosas cenas finais da história da Terra, lembrem-se que o diabo está tentando neutralizar toda e qualquer coisa que fazemos, mesmo neste Concílio Anual," disse Ted Wilson ao auditório lotado na sede mundial da Igreja em Silver Spring, Maryland. "Através do poder de Deus, sejamos totalmente respeitosos, como Cristo, e amorosos em nossas discussões e trocas durante este Concílio Anual sobre qualquer tema que possamos falar." 

O Concílio Anual tem várias questões importantes para discutir, inclusive se a igreja mundial deve rever alguns dos termos das suas 28 Crenças Fundamentais e estender a ordenação às mulheres. Os 338 membros do Conselho Anual irão decidir se enviarão as questões para uma votação final em julho próximo, na sessão da Conferência Geral, o órgão superior da igreja mundial. 

Leia o texto completo do sermão de Ted Wilson AQUI .

Wilson disse que Apocalipse 13 esboça um plano satânico em duas frentes para destruir  nos últimos dias o povo de Deus: uma guerra ideológica de mentiras e erros que desafiam a verdade e perseguições, culminando em um decreto de morte contra aqueles que obedecem a leis bíblicas de Deus. "Embora a perseguição em larga escala certamente venha, atualmente Satanás está tentando trabalhar por dentro para enfraquecer a igreja através da dissensão, discórdia, e conformidade com o mundo", disse Wilson.

Táticas destrutivas de Satanás 
Wilson apontou várias vezes para as Escrituras e os escritos de Ellen G. White, co-fundadora da Igreja Adventista, como a maneira de discernir a vontade de Deus, durante o sermão de 70 minutos, que foi pontuado com frequentes "améns." 

Em um ponto, ele instou os delegados do Concílio Anual para se certificarem de que eles não estavam lendo a Bíblia de cabeça para baixo. "Quando você lê a Bíblia de cabeça para baixo, você vai obter um entendimento de cabeça para baixo", disse ele, citando o que disse um africano a ele em uma viagem recente. 

Ele destacou o método histórico-crítico de interpretação bíblica como indesejável, dizendo que nublou os temas e tópicos da Bíblia. "Como buscamos conhecer a vontade de Deus através de um estudo de Sua Palavra, não devemos colocar interpretações estranhas e empregar ginásticas interpretativas para tirar conclusões que não são evidentes a partir de uma leitura simples da Palavra", disse ele. Wilson, que fez uma chamada para o "reavivamento e reforma", uma marca da sua presidência, listou uma série de outras maneiras de como viu o diabo tentando destruir a Igreja Adventista:

- Inspirando uma crença de que a reforma dentro da Igreja significa abrir mão de doutrinas originais, de modo que seja mais fácil para as pessoas se tornarem adventistas.
- Usando tradição e filosofia para destruir a fé na Bíblia.
- Exortando as pessoas a se moverem de forma independente do corpo principal da igreja.
- Promovendo música carismática e pentecostal, e adoração que incide sobre os membros da igreja, em vez da verdadeira adoração a Deus.
- Distraindo as pessoas com atividades seculares, como esportes competitivos, a Internet, a mídia, negócios financeiros e materialismo.
- Incentivando péssimos hábitos de saúde e falta de respeito às leis naturais de Deus, enfraquecendo assim a mente e amortecendo os sentidos.
- Agitando o ceticismo sobre a veracidade do registro bíblico sobre a origem da vida e da história inicial.
- Espalhando espiritismo.
- Promovendo o ecumenismo, ou a cooperação de uma melhor compreensão entre as religiões cristãs, com o objetivo inatingível da unidade cristã universal. [...]

Wilson advertiu que ninguém que ouviu o sermão no auditório principal do edifício da Associação Geral estava isento de ataques do diabo. "Estamos todos juntos nisso", disse ele. "Há muitos nesta sala que estão passando por situações muito piores." Olhando além das questões internas da igreja, Wilson disse que Satanás estava atacando a igreja em outras frentes também, como o surto de Ebola na África Ocidental e da violência no Iraque, Síria e Ucrânia. 

Apesar das dificuldades, Wilson pediu aos delegados para proclamarem corajosamente a mensagem da Igreja Adventista. "Fiquem longe de qualquer coisa que possa prejudicar a nossa mensagem ou obscurecer as nossas crenças distintas", disse ele. "Não sejam tentados pelo diabo a se misturar com a multidão ou ser politicamente correto. Não proclamem um cristianismo genérico ou uma graça barata de Cristo", que não aponta para as distintivas verdades bíblicas a serem declaradas em todo o mundo, razão pela qual Igreja Adventista do Sétimo Dia foi organizada." 

Os líderes da igreja se levantaram quando Wilson concluiu com um apelo para acompanhá-lo na submissão ao poder de Deus e pedindo proteção contra os ataques do diabo. "Nossa única esperança no futuro está em nossa pessoal conexão com Cristo", disse Wilson. "Nossa esperança como povo de Deus, sua esperança e minha esperança, está construída em nada menos do que o sangue e a justiça de Jesus."

Com informações da Adventist News Network

Horário de Verão - Como ele afeta o seu organismo


O horário brasileiro de verão 2014/2015 começa à 0h do próximo domingo, dia 19 de outubro, quando os relógios serão adiantados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida, adotada para economizar energia no horário de maior consumo, vai até o dia 22 de fevereiro do ano que vem.

Com o horário de verão e o adiantamento dos relógios em uma hora, as pessoas dormem antes do habitual e acordam uma hora mais cedo. A alteração do horário de sono, segundo especialistas, pode trazer alguns prejuízos, como sonolência durante o dia, insônia à noite, cansaço e falta de apetite. Isso acontece porque, em condições normais, os diversos ritmos do nosso organismo estão sincronizados entre si, também aos ambientes de claridade e escuridão que se sucedem ao longo do dia.

Essa confusão que acontece no nosso organismo é um fenômeno que os médicos chamam de "desordem temporal interna". O organismo tende a sincronizar seus ritmos ao novo horário, mas cada ser humano tem uma velocidade própria de ajuste. Depois de alguns dias, a maioria das pessoas se adapta ao novo horário.

Para algumas pessoas, uma hora a mais significa apenas uma chance de turbinar as atividades diárias. Essas diferentes reações são decorrentes da mudança do relógio biológico e de alterações hormonais de cada um. Mas a consequência da mudança de horário, para a grande maioria, são quadros de sonolência, irritabilidade e mau humor pela manhã.

Quando você adianta em uma hora o relógio, a tendência é se sentir pesado nos primeiros dias. Até porque dificilmente alguém vai dormir uma hora mais cedo. Acordar com o dia ainda escuro também afeta a secreção do hormônio melatonina, acionado pela falta de luz, alterando o metabolismo.

Os hormônios são regulados pelo ritmo do dia, pela claridade do sol e pela escuridão da noite. Com o horário de verão pode haver atraso nessa secreção, causando sonolência por alguns dias, o que pode ser perigoso para quem precisa estar alerta no trabalho.

Para evitar a sonolência e o mau humor, a dica é dormir pelo menos dez minutos mais cedo a cada dia, durante dez dias. A adaptação lenta e gradual segue o mesmo ritmo do relógio biológico, sem causar reações no organismo.

O ideal é manter também a qualidade e a regularidade do sono, seguindo alguns hábitos. Escolha um ambiente escuro, silencioso, com boa temperatura todos os dias. Mas evite fazer exercícios três horas antes de dormir, ingerir cafeína e comida pesada.

domingo, 12 de outubro de 2014

Ebola mata 16 adventistas na África Ocidental

O Presidente mundial da Igreja Adventista Ted N. C. Wilson, líderes da Divisão da África Centro-Ocidental,
um representante da ADRA, e Peter Landless, diretor dos Ministérios de Saúde da Igreja Adventista a nível mundial,
à frente de uma oração especial sobre o surto de Ebola, em 11/10/2014
O surto do vírus Ebola na África Ocidental já causou a morte de 16 adventistas do sétimo dia, anunciou um líder da igreja. "As pessoas estão sofrendo", disse James Golay, presidente da Missão da União África Ocidental, falando da Libéria em um telão projetado para centenas de líderes da igreja que se reuniram no sábado, 11 de outubro, na sede mundial da Igreja para o Concílio Anual de 2014.

Organizações de saúde globais e líderes da igreja estão incentivando as pessoas a limitar as viagens de e para a África Ocidental, devido às preocupações com a doença infecciosa que se espalha rapidamente, e que já matou mais de 4.000 pessoas.

Ebola foi o foco de uma oração especial durante o culto matinal de sábado do conselho liderado por Ted N. C. Wilson, presidente da Conferência Geral da Igreja. "Hoje temos uma oportunidade especial em nome dos nossos queridos irmãos e irmãs na África Ocidental, a orar para que Deus possa interceder e parar a terrível epidemia de crise do Ebola", disse Wilson para mais de 400 pessoas no auditório. "Nós pedimos à igreja mundial para orar hoje e que não pare de orar."

Wilson, que no início de sua carreira pastoral serviu por nove anos na África Ocidental, disse que os 33.000 adventistas na Guiné, Serra Leoa e Libéria estão enfrentando "dificuldades inacreditáveis." [...] Ted Wilson ainda disse que a igreja tem respondido adequadamente à crise. "Temos muitas atividades acontecendo para cuidar das pessoas na África Ocidental, através da ADRA, através de nossa igreja... um maravilhoso trabalho está sendo feito em nome do Senhor." 

A ADRA reagiu à crise com dezenas de milhares de dólares em suprimentos e equipamentos. Em parceria com a Universidade de Loma Linda, a Adventist Health International e a GlobalMedic, a ADRA está ajudando o Hospital Adventista Cooper em Monrovia, Libéria e o Ministério da Saúde liberiano com 92 mil dólares americanos em suprimentos, incluindo: 60.000 luvas de vinil; 38 mil máscaras; 3.200 vestidos de isolamento e 600 macacões descartáveis.

O Hospital Cooper, onde três pessoas morreram, fechou temporariamente, por um período de quarentena de três semanas. Outro centro médico na África Ocidental, o Hospital Adventista de Waterloo, também fechou, depois de vários membros da equipe contraírem o vírus na comunidade. Quando o Hospital Waterloo reabrir, será uma clínica de Ebola administrada pelo governo.

Além disso, a ADRA em Serra Leoa está fornecendo aconselhamento às vítimas; treinamento para funcionários e voluntários; e uma campanha de educação pública, que inclui informações sobre prevenção do Ebola em folhetos, cartazes e programas de televisão.

Com informações de Adventist Review Online

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

URGENTE: Estamos perdendo nossas crianças!

Os 40 anos da morte de Oskar Schindler e a Lista de Jesus


Oskar Schindler, que faleceu em Hildesheim no dia 9 de Outubro de 1974 aos 66 anos,  foi um industrial alemão sudeto, espião e membro do Partido Nazi, que teria salvo da morte 1.200 judeus durante o Holocausto, empregando-os nas suas fábricas de esmaltes e munições, localizadas nas atuais Polônia e República Checa, respectivamente. É o tema principal do filme A Lista de Schindler, que foi considerado um dos melhores filmes da década de 1990. 

Oskar Schindler
Oskar Schindler pensava que seria suficiente fazer com que aqueles que trabalhavam com ele chegassem vivos até o fim da guerra. Mas mudou de ideia. Depois de presenciar a exterminação do gueto em que os judeus da Cracóvia eram forçados a viver, decidiu fazer uma lista de aproximadamente 1.200 judeus que deveriam ser enviados para a Checoslováquia.

Foi uma corrida contra o tempo. Ele passou a noite escrevendo o nome de todos os que queria salvar, preparando a famosa Lista de Schindler. Ter o nome na lista significava vida. Significava liberdade do sofrimento e do holocausto. Schindler teve que pagar uma soma para subornar o comandante de um campo de concentração, a fim de que ele permitisse que os judeus fossem para a Checoslováquia.

Há outra lista também com nomes de pessoas que deverão ser salvas. O nome dessas pessoas está escrito no livro da vida do Cordeiro. Esse livro é a Lista de Jesus. Ela não está limitada a 1.200 nomes. É uma lista não controlada por homens. Se fosse, não estaríamos lá. Para ter seu nome nessa lista, você não pode subornar ninguém para empurrá-lo para dentro na última hora.

Não sei como funciona o sistema de informações do Céu. Hoje, com um pendrive no meu chaveiro, levo livros e livros de informação. Apocalipse 20:12 fala que livros com informações sobre nossa vida serão abertos.

Amigo, um preço infinito, incalculável, foi pago por você. “Vocês sabem que não foi por meio de coisas perecíveis como prata ou ouro que vocês foram redimidos da sua maneira vazia de viver, [...] mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:18, 19).

Quando aceitamos Cristo como Salvador, nosso nome é escrito no livro da vida. Em Apocalipse 3:5, Deus promete: “O vencedor será igualmente vestido de branco. Jamais apagarei o seu nome do livro da vida, mas o reconhecerei diante do Meu Pai e dos Seus anjos.” 
“Aos que O receberam, aos que creram no Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:12).

“Nela jamais entrará algo impuro, [...] mas unicamente aqueles cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21:27).
"Alegrem-se, [...] porque seus nomes estão escritos nos Céus." Lc 10:20
Nossa oração deve ser: “Senhor, por favor, conserva meu nome no livro da vida do Cordeiro.”

Trecho extraído do livro Momentos de Graça do Pr. José Maria Barbosa Silva

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Após 65 anos juntos, casal adventista morre com 40 min de diferença


Oficialmente, passaram 65 anos juntos, mas Italvino Possa reivindicava pelo menos um ano a mais, do período de namoro. O fim chegou para os dois no mesmo dia, sexta (3), em camas vizinhas de um hospital de Porto Alegre.

Em 1948, num baile em Marau, a 260 km da capital gaúcha, ele conheceu Diva Alves de Oliveira. Dali em diante, nunca mais se desgrudaram. O casamento foi pouco depois, em 14 de maio de 1949. No início, viveram numa propriedade rural no Rio Grande do Sul, onde plantavam soja. A família dele tinha muitos empregados e arrendava terras. Depois, moraram no Paraná e em Passo Fundo (RS).

Italvino, que chamava a mulher de "mãe" (ela se referia a ele pelo nome de batismo), costumava preparar chimarrão todas as manhãs e levar para Diva ainda na cama. Em casa, caminhavam juntos pelo jardim para cuidar das plantas. Cada um tinha um poodle, e ele era apegado a Chiquinho, sua calopsita. Gostavam também de cantar os hinos da Igreja Adventista que frequentavam. 

A religião adventista motivava o casal a fazer boas ações. "Eles sempre buscavam ajudar as pessoas necessitadas, com roupas. Se envolviam em projetos da igreja que frequentavam, e talvez por isso eram tão bons", relembra o neto.

Em agosto do ano passado, ao visitar o médico devido a um sangramento no nariz, Italvino descobriu uma leucemia. Ficou três meses internado. Ao sair, ganharia uma nova rotina: a de entrar e sair de hospitais. Todas as semanas, fazia transfusões de sangue. Nessa época, Diva "perdeu o chão", como conta a filha. "Era ele quem fazia as compras e pagava as contas." Em janeiro deste ano, foi a vez dela se queixar de dores. Em março, descobriu um tumor na bexiga. O médico desaconselhou a cirurgia, e a saída foi fazer quimioterapia. "Ela começou bem o tratamento, mas 15 dias depois voltou para o hospital e não saiu mais", lembra Fátima. Diva estava internada desde maio no Hospital São Lucas, em Porto Alegre.

Na sexta-feira (3), Italvino deu entrada no mesmo local, com hemorragia. Como havia passado a noite chamando pela mulher, foi colocado no mesmo quarto de Diva. Dissera à filha que a mulher fora até ele e o avisara que tinha morrido. No quarto, Fátima encostou uma cama na outra e juntou as mãos do casal. 

Italvino morreu às 15h, aos 89 anos. Diva, que conseguira ver todos os filhos antes de entrar em coma, na própria sexta, morreu 40 minutos depois. Estava com 80 anos. O casal foi enterrado junto em Alvorada, cidade próxima a Porto Alegre. Tiveram 14 netos e seis bisnetos.

Com informações de Terra e G1

O Cristão e o Baiacu


Muitos animais têm um mecanismo de defesa interessante quando se sentem ameaçados por predadores ou se veem em alguma situação de risco: eles tentam parecer maiores do que são. Você já deve ter visto em documentários da televisão, por exemplo, cenas de sapos que incham diante de uma serpente, baiacus que inflam quando dão de cara com uma moreia, cobras naja que abrem uma espécie de capuz de pele diante de inimigos ameaçadores ou ursos que se erguem sobre as patas traseiras quando atacados por outros machos da espécie. É uma estratégia instintiva desses bichos, uma forma de autopreservação, como se quisessem se proteger parecendo maiores do que de fato são. Em outras palavras, é uma reação ao medo. Essa é uma atitude que muitos de nós, seres humanos, também tomamos, embora num contexto diferente, como já veremos.

Claro que, ao contrário dessas outras espécies, não possuímos a capacidade de nos agigantarmos fisicamente. Não temos como inflar o tórax até ficarmos com as dimensões de um elefante, tampouco nosso cabelo se arrepia para se assemelhar ao pelo eriçado de um gato selvagem. Deus simplesmente não nos concedeu a habilidade de alterarmos nossa compleição física para crescermos diante de uma ameaça. Mesmo assim, inconscientemente (ou não), em nosso dia a dia tomamos uma série de atitudes que nos fazem tentar “crescer” aos olhos dos demais. Só que, ao contrário dos animais, o que nos faz querer ser maiores do que os outros não é o medo ou o instinto de defesa: é a vaidade.

Por que você acha, por exemplo, que homens se preocupam tanto com o carro ou a moto que compram? Só porque é o mais econômico da praça? Ou porque o status que ter aquela máquina proporciona o faz sentir-se maior do que as demais pessoas? O mais capaz, o mais bem-sucedido, o alfa do bando? E não só veículos, isso vale para smartphones, roupas, bolsas, relógios, videogames, imóveis, quantidade de seguidores nas redes sociais… a lista de elementos usados como artifício para dizer, sem palavras, “eu sou melhor que você” é inumerável. Outro exemplo são os títulos. Se eu e você saímos nus do ventre de nossa mãe e chegamos absolutamente equiparados a este mundo, o que fará você se sobressair a mim? Fácil: comendas, honrarias, títulos, pós-ultra-PhD-doutorado, cargos pomposos. Se você parar para pensar, o prazer que um indivíduo ostenta por ter adjetivos e predicados à frente de seu nome nada mais é do que um meio de tentar se agigantar diante dos demais. É como se dissesse: “Veja como sou maior ou mais importante do que você, afinal sou um conde, um visconde, um barão!”. Por que você acha que durante tantos séculos os títulos de nobreza custaram tão caro e foram tão cobiçados? Simplesmente porque tê-los era uma maneira de tentar sobressair.

Em nossos dias, até mesmo os jogos de futebol revelam com clareza esse fenômeno. Sejamos sinceros: não basta nosso time ganhar, temos de pegar no pé dos amigos que torcem para a equipe que perdeu. A troça futebolística faz parte da nossa cultura de querer ser superior aos outros. E por aí vai, em tudo aquilo que fazemos. A realidade é que todo ser humano busca, inconscientemente, destacar-se dos demais. Eu sou assim, você é assim, todos somos assim. Queremos fama. Queremos notoriedade. Queremos o lugar mais alto do pódio. Esqueça o Barão de Coubertin: o importante é ser o maioral e ganhar, sim, senhor.

Mas, então…

Então chega Jesus e diz “aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mt 18.4). Ouvimos isso e, se queremos ser como Cristo ensina, nos vemos obrigados a desinflar o peito, abaixar a crista, nos posicionar de cabeça baixa; assumir a postura submissa de um cordeiro. Pôr nosso ego nas dimensões de uma criancinha. Diminuirmos para que ele cresça. Considerarmos os outros maiores em honra.

A aproximação de Cristo nos distancia da nossa realidade animal e nos atrai para a espiritual. Nosso animal, nossa carne, quer buscar glórias, fama, títulos, cargos na igreja, o lugar de maior destaque, a roupa mais pomposa, elogios, adjetivos, comendas, honrarias, o pináculo do templo. Tudo isso nos infla como um baiacu. Nossa humanidade quer desesperadamente nos agigantar. No entanto, Jesus vem e nos desestrutura: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3). E, se ainda resta alguma dúvida, Paulo dá o ultimato: “Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3). Em outras palavras: abaixe a crista. Deixe o outro sobressair. Difícil? Sim, mas cristão.

Vaidade sob controle não é pecado. Mas quando ela passa a ditar seus valores, a maneira como se comporta, as suas decisões e, especialmente, o modo como trata as pessoas, cuidado: você pode não estar sendo muito melhor do que um baiacu. E Deus sabe que você vale muito mais do que um peixe amedrontado.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,