sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Domingo... Dia de quem???

 "Lembra-te do teu Criador." (Eclesiastes 12:1)

Há alguns estudiosos da Bíblia que interpretam essas palavras de Salomão de um jeito peculiar. Desconsiderando o transcendente, entendem que o conselho do velho sábio é para os filhos - que nunca se esqueçam de seus pais. Isso porque a palavra "criador", no hebraico original, se encontra no plural - criadores. Não é meu interesse discutir a interpretação do texto, embora seja bem clara para mim. Creio que essa leitura "alternativa" como que se perde e se encontra no conselho original - um lembrete que aponta para o céu.

O tempo passa, e esquecemos quem nunca deveria ser esquecido.

Neste próximo domingo, o Brasil assistirá a muitos abraços, churrascos, reencontros. Alguns, é bem verdade, promovidos simplesmente pela conveniência de uma tradição ou pela insistência da propaganda; outros, pela força do sentimento que une corações que bombeiam um mesmo tipo de sangue.

Neste próximo domingo, alguns sorrisos irão se apagar, dando lugar à saudade chorosa. Alguns irão esbarrar na cadeira vazia da mesa de jantar. Outros irão buscar retratos, bilhetes, como se fossem pedaços ainda vivos de alguém que foi e não volta mais.

Neste próximo domingo, alguns irão visitar os arquivos empoeirados da lembrança à procura dos momentos que viveram ao lado do homem a quem chamavam pai. Para o mundo, só mais um homem. Mas para o filho, o maior herói.

Neste próximo domingo, alguns irão lembrar, outros irão preferir esquecer.

Não sei como foi sua infância. Não sei qual é o tipo de temperamento de seu pai. Não sei se o seu domingo será de festa ou de luto, nem se estas linhas foram o lembrete que lhe faltava. Mas tenho uma idéia: você que tem um pai vivo, não seja tolo. Ofereça-lhe um abraço e um lugar especial no coração. Se está longe, pegue o telefone, escreva uma carta (mas comece agora!), marque uma visita, diga que o ama. Peça perdão, se for preciso. E perdoe... vai ser bom para você.

Se você é um refém da saudade, se já perdeu seu pai... nunca esqueça: o céu lhe assiste, e lá é a casa de um Deus a quem podemos chamar de pai.

Todo dia é dia de lembrar...

Texto do Pr. Cândido Gomes

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

70 anos da bomba de Hiroshima - Todos os adventistas sobreviveram!


Dia 6 de agosto de 1945, Hiroshima – Japão – primeira cidade na história a ser destruída por uma bomba atômica. Apesar da terrível devastação e perda de vidas, neste dia, no septuagésimo ano deste evento fatídico, vamos refletir nas histórias impressionantes dos membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hiroshima. Todos sobreviveram!

ONDE TUDO COMEÇOU

Asako Furunaka nasceu no dia 12 de agosto e 1921, filha de um empresário de sucesso no Japão. Independente e muito inteligente, frequentou a escola noturna após se formar como professora. Aos 32 anos de idade, tornou-se repórter de um jornal, algo incomum para uma mulher naqueles dias. Casou com um professor universitário e, embora não tivessem filhos teve uma vida feliz. Um dia, porém, quando já se aproximava dos 50 anos, a vida de Asako foi abalada quando seu esposo confessou ter uma amante e pediu o divórcio. 

O desespero e a raiva a oprimiram e a tristeza e o ódio por seu marido enchiam seus dias e noites fazendo com que cresse que nunca mais confiaria m ninguém. Logo caiu em profunda depressão. Quando sua vida estava no fundo do poço, alguém a convidou para ir à igreja, começando a frequentá-la regularmente. Ali, aprendeu sobre o perdão, encontrou esperança na Bíblia e a paz retornou ao seu coração. No entanto, naquela época não conseguiu se decidir pelo batismo.

HISTÓRIAS INACREDITÁVEIS
Devido às suas habilidades e qualificações, ela foi convidada para ser a professora de Bíblia das crianças da igreja. Muito feliz, aceitou o cargo e começou a ensinar as lições da Escola Sabatina para as crianças. Um dia, a lição relatava a história do livro de Daniel, sobre os três jovens que foram salvos embora tivessem sido jogados na fornalha ardente por se negarem a adorar a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor havia feito. (Daniel 3:23-27)

Ela contou a história, mas quando terminou, um dos garotos exclamou: ”Eu não acredito nisso!” Então uma menina disse: “Eu acredito porque minha avó sempre me conta como nenhum membro da igreja adventista em Hiroshima foi morto quando a bomba caiu naquela cidade.”

Ao ouvir isso a irmã Furunaka concluiu que, embora estivesse ensinando a lição, ela também não acreditava naquela história, nem podia acreditar no que a menina dissera. Ao mesmo tempo, porém, um pensamento veio à sua mente: “Eu sou jornalista, não sou? Então devo ser capaz de descobrir se o que esta menina está dizendo é verdade ou não. Eu realmente devo conferir esta história!”

Assim, começou sua pesquisa, visitando todos os membros da igreja que haviam estado em Hiroshima na época da bomba atômica.

DIA FATÍDICO 
O ataque nuclear ocorreu no final da Segunda Guerra Mundial contra o Japão, realizado pela Força Aérea dos Estados Unidos, na ordem do presidente americano Harry S. Truman, na manhã de uma segunda-feira dia 6 de agosto de 1945. 

Após seis meses de intenso bombardeio em 67 outras cidades japonesas, a bomba atômica "Little Boy" caiu sobre Hiroshima. Quando a primeira bomba atômica da história foi jogada (3 dias depois lançaram outra bomba em Nagasaki matando 80 mil pessoas), tudo foi destruído, instantaneamente, num raio de 2 km; a temperatura do solo alcançou inimagináveis 6.000º C. Todas as pessoas vivas, num raio de 4 km morreram queimadas. Foi provocada uma terrível ventania, com a velocidade de 4,4 km por segundo derrubando prédios inteiros e fazendo com que os estilhaços de vidro chegassem a até 16 km de distância. 

A radiação incrivelmente forte transmitida pela bomba, provocou, nos que estavam expostos a ela, a perda de todas as funções corporais e apoptose celular, um tipo de suicídio das células. Como resultado da explosão propriamente dita, os incêndios consequentes e as queimaduras pela radiação, 200 mil habitantes de Hiroshima perderam a vida.

NENHUM ADVENTISTA FERIDO
No meio de toda esta devastação, seria possível que nenhum membro da igreja, mesmo os que moravam a 1 km de distância de onde a bomba caiu, tivesse sido morto ou ferido? Incrédula a irmã Furunaka começou a visitar um por um, os membros da igreja que estiveram lá na ocasião.

O que encontrou foi que, mesmo em meio às mais terríveis possibilidades de morte daquele dia, nenhum membro da igreja pereceu ou ficou ferido.

A garotinha que dissera acreditar que os três fiéis rapazes foram mantidos vivos dentro da fornalha ardente, porque a sua avó sempre lhe contava que nenhum dos membros da Igreja Adventista de Hiroshima fora ferido, dissera a verdade.

Durante a sua investigação a irmã Furunaka ouviu o testemunho de um membro da igreja Hiroko Kainou que, ao ser surpreendida pela fúria do vento, caiu de joelhos e orou. Embora todos os vidros da casa tenham quebrado e voado, ela saiu sem nenhum arranhão. 

A irmã Iwa Kuwamoto que aos 83 anos ainda faz evangelismo de sua casa por telefone e por carta, estava a 1km do local onde a bomba caiu. Quando ela conseguiu sair debaixo dos escombros, pôde ver a nuvem semelhante a um cogumelo gigante, que escondeu o sol e envolveu a terra com sua escuridão. 

Ela tentou desesperadamente ajudar seu esposo, descrente na época, a sair dos escombros, mas os incêndios ameaçavam engoli-los. Tomando a mão do marido e chorando, a irmã Iwa disse: “O fogo está chegando. Não posso fazer mais nada, então vamos morrer juntos. Deus sabe de tudo. Por favor, creia em Jesus Cristo. Eu não posso salvá-lo!” Seu esposo, porém, disse: “Não, vou morrer aqui, mas você deve correr por causa das crianças. Você precisa encontrar as crianças e buscar um lugar seguro. Faça isso pelas crianças!”

Mais uma vez ela disse: “Não, não tenho como escapar do fogo. Vou morrer aqui com você.” Mas seu esposo não quis ouvi-la. Ele disse: ”Não! Eu estou bem aqui. Por muito tempo me rebelei contra você e minha mãe, e não acreditava em Deus. Mas agora eu creio na salvação de Deus, assim poderemos nos ver outra vez. Por favor, por favor, vá encontrar as crianças. Por favor, vá!” Assim, com lágrimas de desespero ela deixou seu esposo ali. Jogando água em seu corpo enquanto caminhava escapou das chamas e, mais tarde encontrou seus filhos.

Tomiko Kihara era médica e tinha sua própria clínica. Havia estado de plantão na noite anterior e chegara em casa às duas da manhã, de modo que dormia quando a bomba explodiu. Embora estivesse a menos de 1 km de distância do centro da explosão, nada caiu sobre ela e não teve um ferimento sequer. Assustada com a explosão, correu para fora para ver o que estava acontecendo. Mas, tudo o que pode ver foi o chão queimado e escuro. Reconhecendo a seriedade da situação, correu para o hospital do outro lado da cidade, e ali, por uma semana, sem descansar ou dormir, ela atendeu as vítimas, pois era um dos poucos médicos da cidade a sobreviver à explosão. Nas semanas e meses seguintes à tragédia, ela continuou dando tudo de si para ajudar as vítimas.

A Sra. Kino, agora pelos seus oitenta anos, vivia a cerca de 4 km do epicentro da explosão e não sofreu os principais efeitos da detonação. Tendo treinamento em primeiros-socorros, ela passou o tempo ajudando aqueles cujos corpos sofreram queimaduras com o calor da explosão.

Hoje ela vive num asilo de velhinhos de onde narra sua traumática experiência para crianças que freqüentam a escola. Contudo, ela não o faz num espírito de rancor. Antes, fala de esperança e de como ela e sua comunidade foram protegidas. Também fala da ajuda que ela e sua família foram capazes de conceder a outros.

“Eu conhecia a promessa divina na Bíblia de que 'ainda que muitos caiam, Eu salvarei'", diz a Sra. Kino. "De fato, penso que posso sentir essa promessa cumprida para mim própria. Penso que muitas coisas ocorrem no mundo, mas creio que a mais importante de todas é que devemos parar de lutar. Se aproximar-nos mais uns dos outros, nos darmos as mãos e crermos na paz, penso que isso propiciará um futuro brilhante".

A Sra. Sako tinha 17 anos de idade na ocasião. Ela estava a somente 1,5 km do epicentro. Diz que foi um milagre ter sobrevivido. Os postos militares de primeiro socorro recusavam tratar dela, dizendo a seu pai que tinham que ajudar aqueles que apresentavam alguma chance de viver. Ela sofreu por semanas com dificuldades para respirar, com severas queimaduras nas partes expostas de seu corpo, e com feridas infestadas por vermes e sentindo os efeitos da radiação.

"Desde então", declara, "eu realmente passei a detestar a guerra. Eu odeio as guerras. Realmente não desejo que meus filhos experimentem o que eu experimentei. Tento fazer o meu melhor para prevenir o que aconteceu".

A Sra. Sako explica que em sua fé adventista ela "encontrou algo que não muda. Tudo ao redor pode mudar, mas eu creio num Deus que não muda".

Um outro membro da igreja de Hiroshima na época, um pouco antes da bomba, testemunhou que uma voz falou a ele várias vezes para vender a casa e mudar pro interior. A família toda foi contra, mas com bastante persistência ele conseguiu vender a casa no centro de Hiroshima e mudar pro interior uma semana antes da bomba cair. Se estivesse em Hiroshima teria perdido tudo. Ele depois testemunhava que fora Deus quem o tinha avisado pra vender tudo e sair da cidade.

A IGREJA ADVENTISTA DE HIROSHIMA
A Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hiroshima foi construída em 1917.

Em 1943, a instituição Grande Associação Patriótica Religiosa do tempo de Guerra no Japão, eliminou toda religião que não estivesse em harmonia com o xintoísmo. Desta forma, a igreja foi demolida. O primeiro ancião Morita San foi obrigado a supervisionar a demolição de sua querida igreja.

Mas, o que a princípio parecia uma maldição, tornou-se uma bênção. Por causa da perseguição religiosa até 4 de agosto de 1945 (2 dias antes da bomba ser lançada), a maioria dos membros da igreja de Hiroshima já havia deixado a cidade. Alguns permaneceram, inclusive Morita e sua família que também estavam presentes quando a bomba foi lançada e sobreviveram

Assim todos os 21 membros adventistas da igreja de Hiroshima foram salvos.

Apesar de oito deles já terem falecido pela idade avançada, os restantes continuam vivos.

CRENTE DE VERDADE
Como resultado de ouvir esses testemunhos, a irmã Iwa Furunaka veio a crer completamente em Deus e foi batizada. Recebeu, depois, um convite para falar da fidelidade do Salvador aos outros, e, aos 58 anos, matriculou-se no curso de teologia do Colégio Saniku Gakuin, no Japão. Após a formatura, tornou-se pastora da Igreja Adventista Kashiwa e, mais tarde, trabalhou como instrutora bíblica na Igreja Adventista Kisarazu. Mesmo depois de jubilada, continuou a ser uma ativa evangelista. Gozando de boa saúde aos 88 anos de idade (em 2011), ela disse: “Não tenho mais família aqui na terra, mas Deus me ama e eu estou contente.”

Com informações de Adventist World

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

1 ano para o início dos Jogos Olímpicos - Os cristãos em busca da vitória


O apóstolo Paulo ao escrever a primeira carta aos cristãos na cidade de Corinto, na Grécia, em determinado momento usou de um costume do país para fazer uma analogia e lhes ensinar sobre a seriedade dos ensinamentos de Cristo. Para explicar o que significava a busca focada no prêmio da salvação eterna, comparou esta dedicação aos esforços empreendidos pelos atletas dos antigos jogos olímpicos, onde estes buscavam tão somente uma coroa perecível, ainda que mediante rigoroso treinamento.

Segundo Paulo, o cristão precisa escravizar o corpo e seus desejos nocivos incentivados pelo mundo, a fim de que isto também lhe sirva como resultado de aprovação diante de Deus. (1 Coríntios 9:24-27). Dentro de um ano, precisamente no dia 05 de agosto de 2016, inicia a trigésima primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna na cidade do Rio de Janeiro. Atletas de diversas modalidades, preparados à exaustão, competem pela vitória.

À época dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, que tiveram início na Grécia no ano de 776 a.C., os vencedores, ao final dos cinco dias de competição, seguiam em procissão até o templo de Zeus para adorá-lo, e ali recebiam cada qual uma coroa de louro. Depois disto retornavam as suas cidades aonde eram homenageados, recebendo alimentação gratuita, estátuas em sua honra, além de seus nomes serem cantados pelos poetas locais.

As olimpíadas antigas tinham em si grande importância religiosa, pois emparelhavam os eventos esportivos aos rituais de sacrifício em honra a Zeus e a Pélope, este um rei mítico de Olímpia, na Grécia. A data da última apresentação ocorreu por volta de 393 d.C., quando o imperador Teodósio I decidiu eliminar todas as práticas e cultos pagãos, dentre eles os jogos olímpicos. Em que pese as olimpíadas modernas não terem associação explicitamente direta com as cerimônias pagãs, elas mantêm alguns rituais que remontam à antiguidade, dentre eles o acendimento da tocha que é feito por uma esportista que representa a antiga sacerdotisa daqueles ritos.

Todos sabem que o exercício físico moderado é de ótimo proveito, pois além de eliminar o stress e as toxinas advindos da vida moderna, também dá ao corpo o fortalecimento que precisa para continuar a ter um bom desempenho mesmo com o envelhecimento. A doutrina de saúde ensinada pela igreja adventista, e que encontra suas bases no antigo testamento, tem suas benesses e disto ninguém duvida. Contudo, algo que precisamos aprender e que se pode atribuir essencial importância à vida cristã, é encontrado em outra carta de Paulo: “Exercita-te no amor. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, o amor, este sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura”. (1 Timóteo 4:8).

Os ideais expressos no juramento olímpico afirmam que a coisa mais importante nos jogos não é vencer, mas participar, assim como a coisa mais importante na vida não é o triunfo, pois o essencial não é ter vencido, mas lutado. No que concerne a uma regra de esporte ou mesmo de vida, tais ideais se adequam perfeitamente, mas lembrem-se sempre das palavras de Paulo quando o alvo seja a salvação de sua alma, a que também atribuiu analogia às antigas competições, afirmando: “Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus”. (Filipenses 3: 10-14).

Não se deixe enganar, neste caso é necessário a todos lutar e vencer. Que tua vida seja repleta de vitórias aos olhos de Deus.

Adaptado de texto de Sady Folch

Drama dos mineiros chilenos completa 5 anos - Jesus e o resgate


Todos nós acompanhamos com muita emoção o resgate dos 33 mineiros que ficaram soterrados por 69 dias a quase 700 metros de profundidade em uma mina de ouro e cobre no norte do Chile. A mina de San José, no deserto de Atacama, sofreu um desabamento no dia 5 de agosto de 2010. Nos primeiros 17 dias, não houve comunicação com o exterior. Os mineiros sobreviveram com duas colheres de atum enlatado, um gole de leite e meio biscoito, a cada 48 horas.

Somente no dia 22 de agosto, quando a perfuração conseguiu chegar ao local em que os trabalhadores estavam confinados, veio a mensagem de José Ojeda: “Estamos bem no refúgio, os 33.” Então a esperança de salvamento deixou de ser uma miragem para ganhar con­tornos de uma possibilidade remota. A confirmação de que os mineiros estavam vivos e confiantes de que os técnicos, o governo e todos os envolvidos no resgate fariam os maiores esforços e usariam a melhor tecnologia levou novo ânimo ao Acampamento Esperança, montado pelas famílias, nas proximidades da entrada da mina, logo após o acidente.

A partir daí, os trabalhos foram acelerados e três diferentes planos de resgate passaram a ser executados. Havia muito que fazer, era ne­cessário correr contra o tempo, mas sem atropelar a segurança. Foram mais 33 dias de trabalho intenso e cuidadoso, até que o duto rompesse todas as camadas de rocha e os detalhes finais do resgate começas­sem a ser equacionados.

Fiquei emocionado ao assistir à descida do primeiro resgatista. O homem recebeu um abraço do presidente, entrou na cápsula Fênix e começou a descer pelo túnel de 50 cm de diâmetro escavado na rocha. Atitude de muita coragem, não resta dúvida. Depois de 17 minutos de descida, ele se encontrou com o grupo, abraçou cada um e lhes deu orientações quanto ao resgate. O primeiro a subir na cápsula foi o mineiro Florêncio Avalos. A chegada dele à superfície também foi marcada por muita emoção, especialmente por parte da esposa e do filho, ali presentes. O resgate dos demais mineiros prosseguiu por várias horas.

Essas cenas me fizeram pensar na missão do Filho de Deus, que também desceu ao abismo deste mundo de pecado para resgatar os pecadores. Quando chegou aqui, abraçou os seres humanos e lhes deu a esperança de que o “soterramento” não é definitivo. Um “túnel” foi aberto entre o Céu e a Terra e o Mestre Jesus nos deu instruções suficientes para subir em segurança. Mais do que isso: com 33 anos, Ele mesmo entregou a vida para salvar a nossa. 

À semelhança do resgatista chileno, Jesus desceu a este mundo para nos dar esperança e direção. Um pastor adventista enviou 33 Bíblias de presente aos mineiros. Deus tomou providências para que Sua Palavra fosse espalhada pelo planeta. Resta ao ser humano aproveitar o tempo que ainda tem neste mundo, estudar as instruções divinas e se preparar para ser “içado” ao Céu. O caminho já foi aberto. A “cápsula” de resgate está à disposição. Permanecer no buraco é, no mínimo, insanidade.

O drama dos mineiros chilenos vai às telas. Assista ao trailer:

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Filme conta como livro cristão mudou as vidas de sequestrador e sua refém


Baseado em fatos reais que chamaram a atenção da mídia em 2005, o filme Captive apresenta Brian Nichols (David Oyelowo), um homem aguardando seu julgamento. Desesperado para conhecer seu filho recém-nascido, Brian mata o juiz designado para o seu caso, foge e se torna centro de uma perseguição policial liderada por um detetive implacável (Michael K. Williams). Em sua fuga, o foragido sequestra Ashley Smith (Kate Mara), uma ex-viciada em metanfetamina que tenta recuperar a guarda de sua filha. Durante o tempo juntos, sequestrador e refém começam uma aproximação que pode mudar a vida de ambos. Ela começa a evangelizar o sequestrador, e lê para ele grande parte do livro cristão “Uma Vida com Propósitos”, do pastor Rick Warren.

Brian Bird escreveu o roteiro baseado no livro de memórias escrito por Nichols, An Unlikely Angel. Com direção de Jerry Jameson, o longa estreia nos EUA no dia 18 de setembro e no Brasil em 12 de novembro. O produtor do filme, Terry Botwick, que trabalhou em filmes com temática cristã, afirma: “A história de Ashley atraiu a atenção de canais de TV de todos os lugares. Sua história é emocionante e redentora, mostrando como Deus cruzou as vidas de duas pessoas da forma mais dramática possível. Estou contente com a possibilidade de mostrar isso a uma audiência mundial.” 

Com informações de Omelete, Cinema Blend, Beliefnet

Assista o trailer oficial:

Não basta ser pai, tem que participar!


Pouco tempo atrás, assistindo a uma reportagem (veja aqui), conheci um pai que lutou para que o filho viesse ao mundo mesmo sabendo que ele sofria de uma grave deficiência. Ele é um pai que faz questão de mostrar para todas as pessoas que o que ele faz, o filho pode pelo menos acompanhar.

José Rosa das Neves é praticante de triatlo, uma modalidade esportiva que envolve natação, ciclismo e corrida. E é do filho Elkier que vem a energia e a vontade para competir. O rapaz tem 22 anos, mas seu corpo tem o tamanho do de uma criança. É um dos efeitos da mielomeningocele. A doença afeta a coluna, os braços, as pernas, a fala, a respiração, o cérebro e deixa Elkier totalmente dependente de ajuda.

Toda manhã, em uma casa simples em Curitiba, capital do Paraná, o Luís Iran, irmão de 16 anos, é quem cuida de tudo enquanto o pai trabalha. A mãe dos meninos não mora mais com eles. Dentro desse contexto, a rotina do Elkier era limitada a um quarto, até que, um dia, o pai viu que não precisava ser assim.

Neves, por muitas vezes, deixou o filho em casa para ir praticar seu esporte. Mas fazia isso pela alegria de voltar para casa e mostrar o troféu ou a medalha de participação para o filho especial. Ele sempre fazia isso. Até que teve a ideia de começar a envolver o rapaz. Porém, havia algumas dificuldades. Como levar o Elkier na água na prova de natação? E no trajeto com bicicleta? Um a um, os problemas foram superados. Eles ganharam um barco inflável e um carrinho especial, e começaram a treinar nas ruas do bairro. O filho mais novo, o Luís Iran, decidiu seguir os passos do pai. Virou atleta. Em 2013, Neves e os dois filhos completaram a primeira prova juntos. Daí pra frente não pararam mais.

O pai fala orgulhoso que a vida de seu filho Elkier mudou completamente. O mundo do rapaz era uma cama, um sofá, quatro paredes e uma televisão. Depois, com o envolvimento com o esporte, conseguiu um novo sentido para sua existência.

Nas provas de triatlo que acontecem em várias cidades brasileiras, no meio de tantos competidores, lá está a família Neves: o pai e dois filhos. Eles sempre chegam bem cedo para as competições. Outros atletas que veem a cena comentam que é uma “superação que até emociona”. E emociona mesmo, já que durante as provas do triatlo, para poder envolver o filho, o pai empurra um carrinho na corrida e no ciclismo, e carrega um pequeno bote durante a prova de natação.

Obviamente que a família Neves é sempre uma das últimas a completar a prova. Mas o tempo não importa. Para eles cada prova é uma vitória. Depois de contar essa história, não vou gastar mais palavras para enaltecer a figura do pai. Um exemplo como esse basta. Uma vida como esta é suficiente para demonstrar que a essência da paternidade é a palavra “amor”. É como muito bem disse um homem que assistia a uma das competições em que a família Neves participava. Dirigindo-se ao pai do competidor especial ele falou: “Precisamos desses exemplos mesmo, viu pai? Pra gente aprender a ser pai. Valeu, hein!”.

Valeu mesmo!

Texto de Márcia Ebinger

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A musa Ronda Rousey e como Deus vê o UFC


Ronda Rousey precisou de apenas 34 segundos para nocautear Bethe Correia no UFC 190, na madrugada deste domingo (2), no Rio de Janeiro. No mesmo dia, a campeã peso galo feminino da organização e sensação do MMA fez questão de conhecer o Maracanã e foi ao estádio acompanhar o duelo entre Flamengo e Santos pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.


Como não poderia ser diferente, Rousey foi bastante assediada pelos fãs e aplaudida ao aparecer no telão do estádio. Ela vestiu a camisa do clube carioca e esbanjou simpatia ao posar para inúmeras fotos com os torcedores. Estrela de filmes americanos e imbatível entre as mulheres no UFC, Ronda conquista fãs a cada apresentação e tem o carinho especial dos brasileiros. Nota-se também, que o UFC alcançou, definitivamente, o público cristão. Sendo assim, perguntamos então...

Como Deus vê o UFC?
Quando duas pessoas se digladiam violentamente em um ringue elas estão refletindo a imagem de quem? Eventos como UFC (Ultimate Fighting Championship) que reúne praticantes do MMA e lutas envolvendo box, jiu-jítsu, muay thay, judô, caratê e luta livre exaltam o amor ao próximo?

Socos, chutes, pontapés, caneladas, golpes diversos e sangue diante de um público que parece ter prazer ao ver o sofrimento alheio. Juízes e comissários pontuam os golpes, tudo é feito por dinheiro e “espectáculo”.

Os gladiadores modernos se preparam para derrubarem os oponentes. Deus deseja reerguer a humanidade. Quando Deus criou o homem. Ele o criou a Sua imagem e semelhança:

“Disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”. (Gênesis 1:26)

Como a Bíblia descreve Deus? Ele é santo (Levítico 11:44); perfeito (2 Samuel 22:31); justo (Salmos 7:11); misericordioso (Salmos 116:5); compassivo, piedoso, longânimo, abundante em amor. (Salmos 103:8-17; 1 João 4:8)

Essas são algumas características de Deus. Na criação, Deus imprimiu essas mesmas qualidades no homem. Porém, o pecado desfigurou o ser humano e este se tornou corrupto, violento e carnal.

A violência humana é movida pela maldade e egoísmo. Com as transmissões de lutas, em rede aberta de televisão, a imagem da violência está ficando comum. A visão é responsável por 80% daquilo que chega ao nosso cérebro. Devemos selecionar bem o que vemos. O que temos visto forma, qualifica e promove os valores esportivos, civilizatórios e espirituais?

A Bíblia declara que Deus odeia a violência:

“O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina”. (Salmo 11:5)

Há vários outros textos que mostram que Deus se desagrada com a violência:

“A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência”. (Gênesis 6:11)

Foi devido à maldade, corrupção e violência humanas que Deus trouxe o dilúvio destruidor (ver Gênesis 6). Um dos capítulos mais terríveis da história é o que gladiadores romanos enfrentavam-se em seus circos de horrores, onde os filhos de Deus atingiam estágios inferiores e animalescos. Em Nova York, desde 1997, não são permitidas competições e outras ações do MMA. Essas lutas também foram proibidas na França. A Associação Médica do Canadá, em 2010, concluiu que a prática de esportes violentos como o MMA provoca traumas e lesões que podem acompanhar o lutador pelo resto da vida. Entidades canadenses “lutam” para que o esporte seja banido do país. A batalha espiritual também é séria, pois envolve o que há de mais precioso na Terra, os filhos de Deus.

“Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão”. (Efésios 6:12)

As Escrituras descrevem as obras da “carne”:

“Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam”. (Gálatas 5:19-21)

Os desejos da “carne” têm como raiz a essência da natureza pecaminosa – o egoísmo. Como resultado, o homem tem sede de “dominar”, orgulha-se da força bruta e da violência. Esses esportes de violência não refletem o caráter de Deus. Não é o Deus de amor que está por detrás incitando o homem à violência.

Ellen G. White, uma educadora cristã, declarou em seu livro Educação:

“Alguns dos mais populares divertimentos, tais como o futebol americano e o boxe, têm se tornado escolas de brutalidade. Estão desenvolvendo as mesmas características que desenvolviam os jogos na antiga Roma. O amor ao domínio, o orgulho da mera força bruta, o descaso da vida, estão exercendo sobre a juventude um poder desmoralizador que nos aterra”. (Educação, p. 500, 501)

Deus deseja reerguer o homem de sua decaída condição e ajudá-lo a desenvolver e a praticar a elevada norma de conduta cristã – o amor, a paz, alegria, bondade.

A Bíblia também descreve as características do caráter daquele que é transformado por Deus:

“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. (Gálatas 5:22, 23)

O ser humano é transformado por aquilo que ele contempla. Por isso, a Bíblia ensina a pensarmos em coisas edificantes, de precioso valor moral. Paulo diz:

“Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”. (Colossenses 3:2)

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”. (Filipenses 4:8)

A prática desses esportes e a contemplação são nocivas ao desenvolvimento do caráter e não condizem com fé cristã. Está correto cuidar do corpo, pois ele é a casa do Espírito Santo.

“Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do EspíritoSanto, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus”. (1 Coríntios 6:19)

Quando um lutador planeja e acerta um golpe em seu adversário, ele leva em consideração que a pessoa que está sendo ferida vale o sangue de Cristo, que é a imagem e semelhança de Deus? Que prazer há nisso? Definitivamente, bater, machucar e humilhar uma pessoa não agrada o Criador.

“Aquele que anda corretamente e fala o que é reto, que recusa o lucro injusto, cuja mão não aceita suborno, que tapa os ouvidos para as tramas de assassinatos e fecha os olhos para não contemplar o mal, é essa a pessoa que habitará nas alturas; seu refúgio será a fortaleza das rochas; terá suprimento de pão, e água não lhe faltará”. (Isaías 33:15-16)

Texto de J. Washington