sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Quem tem charme não precisa de beleza

Haja vista a superficialidade que permeia os vários setores da vida em sociedade, hoje, a beleza estética tornou-se um visto de entrada na mídia, nos relacionamentos, entre outros. Com isso, é difícil assistir a algum programa televisivo cujos protagonistas não sejam magros, com rostos lisos e cabelos sedosos. No entanto, por mais que se invista na aparência, nada se compara ao charme natural que certas pessoas transpiram.

Quem de nós não conhece alguém que esbanja um charme todo seu, conquistando nossas atenções, sem nem nos importarmos em notar se seus traços são belos de fato? Sim, existem indivíduos que carregam, em si, uma elegância genética, uma simpatia sem esforços, um brilho que independe de maquiagem. Andam, sorriem, falam, olham de maneira sincera e especial. É o “it”, aquele “quê” inexplicável, um charme totalmente peculiar.

Interessante que o charme cai bem em quaisquer imperfeições físicas que possa haver, tornando um nariz adunco, um estrabismo, ou mesmo um queixo pronunciado, perfeitamente ajustados ao todo de quem encanta para além das aparências, de quem brilha por ser quem e como é. Não precisam se embelezar ou se preocupar demais com a roupa, uma vez que se destacarão onde e como estiverem.

Charme tem a ver com sinceridade, autenticidade, com aceitar-se e viver de acordo com aquilo que possui dentro de si. Charme tem a ver com a forma como se trata o próximo, com as palavras usadas para se expressarem opiniões, com o tanto que a pessoa consegue enxergar o outro, o mundo, além do próprio umbigo. Pessoas charmosas encantam porque olham nos olhos, riem de verdade, respeitam-se e respeitam quem quer que seja.

É por isso que algumas pessoas jamais conseguirão sustentar a beleza, por mais botox e cirurgias plásticas que comprarem, simplesmente porque essa beleza tão somente estética impacta somente de início, mas o que permanece mesmo é o todo, a harmonia entre a aparência e a essência. Preocupar-se exageradamente com o corpo, com as rugas, com os cabelos é inútil, afinal, quem tem charme não precisa de beleza.

Marcel Camargo (via Conti Outra)

Nota: Baseie sua autoestima e beleza em algo que o tempo não pode estragar nem tirar de você.
"A beleza natural consiste da simetria ou da harmoniosa proporção das partes, de uma para com outra; mas a beleza espiritual consiste na harmonia ou semelhança de nossa alma com Jesus. Isso tornará seu possuidor mais precioso que o ouro fino, mesmo o ouro de Ofir. A graça de Cristo é, de fato, adorno de incalculável preço. Eleva e enobrece seu possuidor, reflete raios de glória sobre outros, atraindo-os também para a fonte de luz e bênçãos." (Ellen G. White - Orientação da Criança, pp. 423 e 424)
"A beleza de você deve estar no coração, pois ela não se perde; ela é a beleza de um espírito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus." (1Pe 3:4 NTLH)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

A que igreja você pertence?

"Vai haver mais alegria no céu por um pecador..." (Lucas 15:7)

Não faz muito, ouvi uma das histórias do pregador Tony Campolo. Ele estava no Haiti para alguns compromissos, hospedado num hotel barato, numa rua qualquer. No meio da noite, decidiu sair para comer alguma coisa. Já era tarde, estava tudo fechado. Numa das esquinas, um prostituta. Campolo se aproximou da mulher e começaram a conversar. Não foi difícil descobrir os atalhos para o coração despedaçado da mulher de ninguém. Com voz triste, desabafou: "Amanhã é meu aniversário e, quer saber?... Eu nunca tive uma festa, um bolo, uma vela..." O pregador se despediu e, chegando ao hotel, teve uma ideia. 

Falou com a atendente: "Vamos dar uma festa! Compre um bolo. Chame todas as prostitutas da redondeza. Vamos ter uma festa.”

No dia seguinte, às duas da manhã, estavam lá as prostitutas, o bolo e as velas. A aniversariante ficou surpresa, e se sentiu profundamente tocada pelo gesto do homem que a amara sem lhe tocar. Depois de seu discurso silencioso, entre lágrimas, perguntou: "A que igreja você pertence?" A resposta foi: "Eu pertenço à igreja que dá festas de aniversário para prostitutas às duas da manhã."

Eu fico me perguntando se não era essa a religião de Cristo, e a principal acusação que sofria. Era Ele quem conversava com prostitutas, quem comia com pecadores. Era quem tocava leprosos, atendia à meia-noite quem O buscava em secreto. Jesus, o Deus dos aplausos estranhos, da alegria ao avesso, das festas à meia-noite.

A que igreja você pertence?

Pr. Cândido Gomes (via Uma janela aberta para reflexão)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Como as pessoas eram salvas antes de Cristo vir a este mundo?

Todos nós sabemos que “não há salvação em nenhum outro nome” a não ser em Jesus Cristo (Atos 4:12). Mas, como eram salvos aqueles que viveram antes de Jesus, nos tempos do Velho Testamento? Podiam receber a salvação em Jesus se Ele ainda não havia morrido? Como poderiam saber algo sobre o calvário e o que faria Jesus?

Desde que o homem pecou, deveria demonstrar fé no Redentor. Adão e Eva tiveram conhecimento do plano da Salvação (Gênesis 3:15). Abel creu no sacrifício do redentor vindouro ao levar um cordeiro para o sacrifício (Gênesis 8:20). Assim aconteceu com Abraão e os demais patriarcas.

O povo de Israel recebeu ordem de construir um santuário para que Deus pudesse habitar no meio do povo (Êxodo 25:8). Esse lugar seria para a manifestação da presença divina e também para adoração a Deus. E ainda mais do que isso: seria para revelar, mediante símbolos, o grande plano da salvação. Por ser símbolo da obra de Cristo, o Santuário do antigo Israel chegou ao seu fim, ao consumar-se o sacrifício de Jesus (Mateus 27:50 e 51).

Quando o Salvador expirou na cruz, o véu do santuário rasgou-se em dois, dando o Senhor a atender por isso que aqueles serviços não tinham mais valor. A sombra encontrava o corpo, o tipo encontrava o antítipo. Daquele momento em diante, entrava em função o santuário que está no Céu (Hebreus 9:24).

Assim como o sacerdote no santuário terrestre representava a Deus em benefício dos pecadores, dons e sacrifícios, Jesus, nosso Sumo Sacerdote, apresenta ao Pai, em favor do homem, os méritos do Seu próprio perfeito sacrifício – Sua morte na cruz. Contrariamente aos sacrifícios de animais, o sacrifício de Jesus foi feito “uma vez para sempre” (Hebreus 7:27). A virtude desse único sacrifício é suficiente para apagar os pecados de todos os homens em todos os tempos (1 João 2:2).

A salvação não pode ser conseguida por esforço humano. A salvação sempre foi e sempre será produto da graça e da misericórdia divinas. Mas o que para nós é gratuito, custou um preço muito alto. Nossos pecados são uma ofensa grave a Deus. Somente através da morte de Cristo nós poderíamos ser perdoados. Para isto Jesus veio até nós.

Marcos 10:45 diz: "Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos." Portanto, os que viveram antes da cruz de Cristo foram salvos porque acreditaram no Salvador que haveria de vir. E nós, que vivemos depois da cruz, somos salvos por acreditarmos no poder do Cristo que já veio.

Diz 1 Pedro 1:18-20: "Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós."

Deus pôde oferecer o perdão para as pessoas que viveram antes da cruz com base no sacrifício futuro que seria feito em favor da raça humana, o sacrifício de Cristo. É somente quando cremos em Cristo como nosso Salvador pessoal e cremos na expiação efetuada na cruz para remissão dos nossos pecados, que o divino Mediador pode aplicá-la em nosso benefício. Por isso, aceite a Jesus como teu Salvador pessoal agora e receba as bênçãos do perdão e da salvação.
"O plano da salvação fora estabelecido antes da criação da Terra; pois Cristo é 'o Cordeiro morto desde a fundação do mundo' (Ap 13:8); foi, contudo, uma luta, mesmo para o Rei do Universo, entregar Seu Filho para morrer pela raça culposa. Mas 'Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna' (Jo 3:16). Oh, que mistério da redenção! O amor de Deus por um mundo que O não amou! Quem pode conhecer as profundidades daquele amor que 'excede todo o entendimento?' Durante séculos eternos, mentes imortais, procurando entender o mistério daquele amor incompreensível, maravilhar-se-ão e adorarão." (Ellen G. White - Patriarcas e Profetas, p. 64)
(Com informações de Novo Tempo e Sétimo Dia)

O prof. Leandro Quadros também aborda o assunto do plano da salvação:

8 maneiras de lidar criativa e realisticamente com a culpa

De quando em quando, cada um de nós se engana, comete erros, ou diz algo que não devia ter dito. O resultado é sentimento de culpa. Quando a culpa não é administrada adequadamente, seu impacto pode ser danoso. Sentimentos de culpa reduzem a confiança, destroem a auto-estima e a qualidade de vida. Podem também destruir relacionamentos.

A seguir, desejo mencionar oito maneiras de lidar criativa e realisticamente com a culpa:

1 - Reconheça a culpa como um sinal de alerta 
Permita que a culpa seja uma ferramenta positiva em alertá-lo de que alguma coisa pode estar errada. Toda vez que a culpa o leva a pensar no problema pela segunda vez e a mudar o comportamento, ela se toma um aliado, não um inimigo. Pense no exemplo do cantor e compositor Neil Diamond. Em 1972, quando se encontrava no auge da carreira, Diamond sumiu do cenário e se isolou por quatro anos. O motivo foi uma consciência pesada. “Casei uma vez, tive dois filhos e estava para me casar pela segunda vez, quando parei para pensar: Espere. É melhor parar um pouco e olhar o que estou fazendo e para onde estou indo. Não quero que este casamento termine em divórcio”, explicou. Como resultado, ele interrompeu sua carreira por 48 meses. “Foi o mais importante período de minha vida”, disse. “Despendi quatro anos para conhecer meus filhos, minha esposa e a mim mesmo.” Ao responder ao sinal de alerta da culpa, Diamond não apenas evitou a repetição do mesmo erro, mas saiu dessa fase mais feliz e equilibrado. Disse que se sentia livre e mais amistoso.

2 - Reconheça o valor da culpa 
Sentimentos de culpa têm muita importância quando as pessoas reagem positivamente, corrigindo seu comportamento inadequado, ofensivo, prejudicial ou destrutivo. A culpa abre o caminho para crescimento, aprendizado e maturidade. “As pessoas que fazem coisas erradas, prejudicando a si mesmas e aos outros, devem assumir a culpa“, diz o rabino e escritor Harold Kushner. “Se a culpa as leva a fazer o bem, a evitar o mal, tornando-as mais cuidadosas e prudentes, é uma culpa construtiva.” 

3 - Tome tempo para analisar a culpa 
Os sentimentos de culpa podem ser corrigidos, reduzidos e mesmo eliminados, após cuidadosa análise. Essa foi uma estratégia eficaz para Susan, executiva de uma agência de propaganda, na costa ocidental norte-americana. Como mãe que trabalhava fora, sentia-se culpada toda vez que sua filha de oito anos adoecia na escola. “Acusava a mim mesma por trabalhar fora e sentia-me culpada por não estar em casa com ela”, disse. Susan, entretanto, aprendeu a analisar sua culpa da seguinte maneira: “Após a primeira onda de culpa, eu me acalmei e passei a olhá-la de frente. Fiz duas perguntas a mim mesma: ‘É necessário abandonar meu emprego?’ A resposta foi não. ‘Existe uma alternativa para meu problema?’ A resposta foi também não. Refleti por longo tempo, e cheguei à mesma conclusão: é difícil trabalhar o dia todo e cuidar de uma criança ao mesmo tempo, mas as outras opções não são convidativas.” Ao analisar sua culpa, Susan conseguiu reduzi-la, não permitindo que ela prejudicasse sua vida ou a de sua filha. 

4 - Responda racionalmente 
Depois de analisar sua culpa, responda apropriada e racionalmente. Se você cometeu alguma falta ou fracassou a ponto de se sentir culpado, tome medidas corretivas. Peça perdão e faça as devidas reparações, se possível. Não permita que seus sentimentos de culpa o levem a extremos, como aconteceu a um homem cujo irmão faleceu. Na sepultura de seu irmão, ele mandou colocar, como lápide, a réplica de uma Mercedez Benz, com limpador de para-brisa e antena de TV. 0 carro foi esculpido numa pedra de grande valor, trazida de uma pedreira de Vermont. O escultor trabalhou um ano em sua obra de arte. O gasto chegou a 120 mil dólares. Qual a razão para essa suntuosa lápide? A culpa. Por anos ele havia prometido comprar um carro para seu irmão, mas não tomara tempo para fazê-lo. Quando seu irmão morreu, um sentimento de culpa tomou conta de sua alma, devido a sua negligência. Sua resposta, entretanto, foi extremista e irracional. Em seu caso, uma resposta mais saudável e racional teria sido fazer uma doação para fins caritativos, em memória de seu irmão, combinado esse gesto com a decisão de cumprir as promessas e obrigações assumidas dali para a frente. 

5 - Ponha sua culpa nas mãos divinas 
Convide a Deus para remover a mancha da culpa de sua vida. Uma das grandes passagens sobre o perdão divino é o Salmo 51, escrito por Davi, após ter ele reconhecido a hediondez de seu adultério com Bate-Seba. A oração de Davi é um modelo para todos nós. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a Tua benignidade”, ele escreveu. “Purifica-me,… e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve” (Salmo 51:1-7). O salmo é um reconhecimento de que há coisas que não somos capazes de fazer por nós mesmos. Uma delas é sentir-nos completos, saudáveis e limpos novamente. Todos nós precisamos do auxílio divino para erguer o fardo do pecado e da culpa. 

6 - Lembre- se de que você não é perfeito 
“Infeliz a pessoa que não pode perdoar a si mesma”, disse o escritor romano Publilius Syrus. Lembre-se: você não é perfeito. Não gaste tanto tempo recriminando-se sentindo-se miserável. Aceite o perdão de Deus, e perdoe a si mesmo também. Relembre este conselho de C. S. Lewis: “Se Deus nos perdoa, devemos perdoar a nós mesmos. Do contrário, é o mesmo que estabelecer a nós mesmos como um tribunal mais alto do que Deus.” 

7 - Aprenda da experiência 
Não há sentido em repetirmos os mesmos erros. Tire lições dos erros passados. Decida não cometê-los mais. 

8 - Esqueça a culpa e vá em frente 
Uma vez que você deu todos os passos necessários para fazer reparos e endireitar o comportamento, descarte a culpa, esqueça-a e vá em frente. “Uma das mais importantes habilidades é a capacidade de esquecer”, afirma o escritor Norman Vincent Peale, no livro Guide to Confident Living – Guia Para um Viver Confiante. “Para ser feliz e bem-sucedido, você deve cultivar a habilidade de dizer a si mesmo: esqueça!” Não deixe a culpa atormentar sua vida. Não se envolva com o que passou. Aprenda sua própria lição, seja sábio, evite ressuscitar erros e vá em frente. 

Usando essas estratégias, você poderá administrar os sentimentos de culpa de uma maneira construtiva que o levará a maior alegria e maior qualidade de vida. Além disso, você discernirá a diferença entre a culpabilidade sã, que funciona como sinal de alerta, quando algo está errado, e a culpabilidade mórbida, que tira a alegria de viver. 

Pr. Victor M . Parachin (via Revista Adventista)
"Esse sentimento de culpa tem de ser deposto aos pés da cruz do Calvário. O senso de pecaminosidade envenenou as fontes da vida e da verdadeira felicidade. Agora Jesus diz: 'Depõe tudo sobre Mim. Eu levarei teu pecado. Dar-te-ei paz. Não destruas por mais tempo teu respeito próprio, pois Eu te comprei com o preço do Meu próprio sangue. Tu és Meu, tua vontade enfraquecida Eu fortalecerei; teu remorso pelo pecado Eu removerei.' Portanto, volve teu grato coração, tremendo de incerteza, e lança mão da esperança posta a tua frente. Deus aceita teu coração quebrantado e contrito. Ele te oferece livre perdão. Oferece-Se para te adotar em Sua família, e dá Sua graça para ajudar tua fraqueza, e o amado Jesus te conduzirá passo a passo, se tão-somente puseres tua mão na dEle e te entregares a Sua guia." (Ellen G. White - Carta 38, 1887)

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Qual era o hino favorito de Ellen G. White?

Ellen White considerava a música um “dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a temas nobres e inspirar e elevar a alma” [1]. Unida às Escrituras, a música é um meio eficaz “para gravar suas palavras na memória” e “subjugar as naturezas rudes e incultas” [2]. Ellen White comparou a canção a “uma arma que podemos empregar sempre contra o desânimo" [3] para abrir “as fontes do arrependimento e da fé” [4]. Um hino de louvor que sobe de um coração “cheio de gratidão e ações de graças” é agradável a Deus [5].

De acordo com Ella White Robinson, neta mais velha de Ellen G. White, sua avó declarou que seu hino favorito era “Meu Divino Protetor” (Título Original: Jesus, Lover of My Soul). Este hino tem os seguintes autores - Letra: Charles Wesley (1707-1788) e Música: Simeon Butler Marsh (1798-1875).


Além desse, havia vários outros hinos que ela apreciava. Entre esses estão: “Louvemos o Rei”, “Santo, Santo, Santo”, ”Saudai o Nome de Jesus”, "Tal Qual Estou”, “A Jesus Seguir Eu Quero”, “Sou Peregrino e Forasteiro”, entre outros. No lar dos White, quando os filhos ainda eram pequenos, cada manhã, ao se reunirem para fazer o culto, eles cantavam “Desponta o Sol”; ao escurecer, cantavam "Bendita hora de Oração". 

Ellen White costumava dizer para seus netos: “Crianças, nós devemos aprender a cantar os hinos de Sião aqui se quisermos nos juntar ao coral dos anjos no Céu.” O pastor Jim Nix, diretor do White State, fala mais sobre o hino predileto de Ellen White e o que isso nos diz sobre sua maior paixão.



[1] Educação, p. 167, 168
[2] Idem
[3] A Ciência do Bom Viver, p. 254
[4] Evangelismo, p. 500
[5] The General Conference Daily Bulletin, 28 de janeiro de 1893

(Com informações do Centro de Pesquisas Ellen G. White)

O que fazer com a dor do fim

Há pessoas que têm a incompreensível capacidade de morrer aos nossos olhos, mas continuar vivendo dentro de nós. E, não apenas vivem. Acomodam-se confortavelmente nas aconchegantes curvas das nossas lembranças, relaxando preguiçosamente sobre os escombros que deixaram para trás. E ficarão morando aí, indefinidamente. Até que tenhamos a coragem necessária para expedir uma inegociável e definitiva ordem de despejo.

Infelizmente não existe nenhuma lei universal que determine que todo amor deve nascer e morrer ao mesmo tempo. Caso isso fosse algo factível, não haveria dor de amor. E, a bem da verdade, não seria amor, posto que esse sentimento tão complexo, misterioso e sobre o qual sabemos tão pouco, alimenta-se das ondulações de nossos quereres, necessidades e desejos.

É difícil assumir isso, mas ainda não aprendemos o que é amor. Nenhum de nós aprendeu. O que conhecemos desse insondável senhor é a nossa pequena parte envolvida. Sabemos dos comichões na alma, provocados pela existência de um outro alguém em nosso campo de visão, ilusão ou toque. Sabemos da urgência provocada pelo desejo de querer estar perto, junto, dentro. Sabemos da felicidade que a reciprocidade de um amor confesso faz brotar no peito e espalhar-se pelo resto do corpo, em cada um dos mais íntimos cantinhos. Sabemos do que nos parece necessário para nos manter à salvo da solidão, de estar apenas em nossa própria companhia. Sabemos sobre depender, condicionar, relacionar nossa paz interior à certeza de sermos correspondidos.

Esse estado de torpor, letargia e alienação a todo o resto, bem poderia durar para sempre. Bem poderia vir com garantias de validade eterna. Bem poderia nos manter em segurança para o resto da vida. Mas, é preciso saber: amor não é fonte de alegria inesgotável, não tem selo de garantia, nem é feito para nos guardar do perigo.

Amor é um arriscar-se para fora de nós mesmos e saltar para um vale profundo, belíssimo e intocado, sem corda de segurança. Amor é para quem não tem juízo, medo de se descobrir outra pessoa ou apego excessivo a situações de conforto. Amor é bicho selvagem, não se consegue domesticar. E, não, não é de paixão que eu estou falando. É de amor mesmo! Que só se manifesta se houver um compromisso legítimo de alma, corpo e coração.

Não há como considerar tempo de vida os dias que optamos ou aceitamos viver sem amor. Na ausência dele, murchamos, azedamos, perecemos. E no fim dele, queremos encolher, encolher e encolher. Até nos tornarmos do tamanho exato para grudar na pele daquele que nos recusa, descarta, repele. O fim do amor é dor de carne viva. Só vai parar de doer aos poucos. Com o passar do tempo. Com a chegada de outro amor. Então, que tenhamos a coragem de entender que o fim do sofrimento não está nas mãos do outro. O outro foi embora. As mãos que temos são as nossas próprias. Parar de sofrer é, talvez, uma das decisões mais corajosas, fortes e bonitas que podemos tomar. Uma dessas avalanches de lágrimas há de ser a última. Cuidemos para não nos acostumarmos com a dor, a ponto de acharmos que doer e amar é a mesma coisa. Não é! Não é mesmo! De jeito nenhum!

Ana Macarini (via Conti Outra)

Nota: Deixo mais alguns conselhos valiosos para você superar o fim de um relacionamento, seguir em frente, para você se reerguer mais forte do que antes...
"É importante lei da mente - lei que não deve ser passada por alto - que quando um objeto é negado com tanta firmeza que remova toda a esperança, o espírito logo deixará de almejá-lo e se ocupará em outros interesses. Mas enquanto houver qualquer esperança de obter o objeto desejado, far-se-á um esforço para alcançá-lo." (Ellen G. White - Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 419)
"As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e íntimas, como se não existisse nenhuma outra." (Idem, Idem, p. 481)
"O amor é poder. Nesse princípio acha-se envolvida força intelectual e moral, que dele não se pode separar. O poder da riqueza tem a tendência de corromper e destruir; o poder da força é potente para causar dano; a excelência e o valor do amor puro, porém, consistem em sua eficiência para fazer bem, e nada senão bem." (Idem, Cartas a Jovens Namorados, p. 32)
"O único caminho para conseguir a vitória sobre a dor do nosso passado é deixar Deus nos trazer de volta a essa porta de dor em vitória." (Um Novo Dia, Um Novo Você - Devocional de Joyce Meyer)
"Deus cura os que têm o coração partido e trata dos seus ferimentos." (Salmos 147:3)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Conselhos aos cristãos sobre ordem e limpeza

Mais de mil garis realizaram a limpeza da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta segunda-feira (1°) depois da festa da virada que, segundo a prefeitura, atraiu 2,4 milhões de pessoas para a areia da praia. Foram coletadas 285 toneladas de resíduos sólidos da areia, do calçadão e das ruas transversais e principais do bairro. 

Este cenário de degradação que fica é uma constatação da capacidade avassaladora do ser humano de produzir lixo e da falta de consciência e educação ambiental da sociedade.

Nos textos abaixo, selecionados dos escritos de Ellen White, veremos alguns conselhos importantes para nós, cristãos, sobre ordem e limpeza: 

Ordem e limpeza é a lei do Céu.[1] 

Impossível é alguém negligente, desordenado ser um bom cristão. Sua vida, nas coisas temporais e religiosas, é tão desordenada como seu vestuário, sua casa, pessoa e arredores. Há ordem no Céu. Há regras e regulamentos que governam todo o exército celeste. Todos se movem em ordem. Tudo ali é limpo, tudo está em perfeita ordem. E todo aquele que houver de ser julgado digno de entrar no Céu será inteiramente disciplinado e será sem mácula nem ruga ou coisa semelhante. 

Deus ama a pureza, o asseio, a ordem e a santidade. Deus requer que todo Seu povo a quem faltem essas qualidades as busquem, e não descansem enquanto não as obtiverem. Precisam iniciar a obra de reforma e elevarem sua vida, de maneira que, na conversação e na conduta, seus atos, sua vida, sejam constante recomendação a sua fé, e possuam tal poder de atração, de compelir, sobre os incrédulos, que estes sejam impelidos a reconhecer que eles são filhos de Deus.[2] 

A verdade tal como é em Jesus não degrada, antes eleva o que a recebe, purifica-lhe a vida, refina os gostos, santifica a mente.[3] 

Cantos sujos e negligenciados na casa tenderão a formar recantos impuros e negligenciados na alma.[4] 

O Céu é puro e santo, e os que entrarem pelos portões da Cidade de Deus devem estar vestidos de pureza interior e exterior.[5] 

A limpeza e a ordem terão muitas vezes mais influência do que meras palavras.[6] 

Deveis cultivar o amor ao asseio e à estrita limpeza.[7]

1. Testimonies for the Church 4, p. 42 
2. Nossa Alta Vocação, p. 474 
3. Carta 2, 1861 
4. Orientação da Criança, p. 114 
5. Conselhos Sobre Saúde, p. 103 
6. Medicina e Salvação, p. 57 
7. Testimonies for the Church 2, p. 66