quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Como lidar com a depressão de final de ano?

Por que isso acontece?
As festividades de fim de ano geralmente representam uma época de diversão e celebração, mas para muitas pessoas isso nem sempre acontece. Enquanto a depressão clínica pode acontecer em qualquer momento do ano, o estresse, a ansiedade e o estado depressivo atinge inúmeras pessoas nos meses de novembro e dezembro (e até janeiro), provocando uma sensação de solidão e vazio.

Porque nos sentimos deprimidos entre o Natal e o Ano Novo?
O professor e psicólogo da Universidade de Toronto Adam K. Anderson acredita que parte do problema é o bombardeio midiático durante o período de festas, destacando imagens e situações felizes e satisfeitas de forma exagerada –para não dizer forçada. “As pessoas podem começar a questionar a qualidade de seus próprios relacionamentos”, menciona o professor.

A exibição constante de momentos felizes dos outros pode servir como um lembrete doloroso da felicidade e de amor que está faltando em nossas próprias vidas. Por esta razão, o mês de dezembro pode ser uma época particularmente difícil do ano para aqueles que lidam com conflitos familiares, perda, rompimento, divórcio, solidão e problemas de saúde mental.

Razões pontuais para a ocorrência da depressão de final de ano
Muito além da levianidade das comemorações e eventos em família estilo “comercial de margarina” que presenciamos tanto na mídia quanto nas redes sociais, outros fatores podem desencadear a depressão de forma mais assertiva, devendo ser identificada para controlarmos a reação emocional negativa.

Isolamento social
O isolamento social é um dos maiores preditores da depressão, especialmente durante as festas de final de ano. Pessoas que estão sozinhas ou que têm sentimentos de desconexão muitas vezes evitam interações sociais nesta época. Infelizmente, tal afastamento muitas vezes agrava os sentimentos de solidão e os sintomas de depressão. Esses indivíduos podem ver outras pessoas passando o tempo com a família ou divertindo-se com amigos –principalmente nos dias de hoje, com a exposição excessiva da vida alheia– e se perguntam: “Por que não pode ser eu?” ou “Por que todo mundo é mais feliz do que eu?”. Neste caso, a melhor solução é procurar interagir com outras pessoas, por mais difícil que isso possa parecer. É preciso encarar a solidão assim como encaramos a sede: procuramos inverter o quadro com uma atitude contrária à situação.

Luto durante as festas de fim de ano
Para muitas pessoas, a época de festas de fim de ano são uma lembrança dolorosa do que um dia já foi. Isto é especialmente verdade para as pessoas que tenham sofrido uma perda significativa, como a morte de um cônjuge ou o término de um relacionamento. Para estes indivíduos, é importante gerenciar as expectativas, dizem os psicólogos. Ao imaginar como este período irá se desdobrar após uma perda, é preciso incluir todos os altos e baixos em suas expectativas. É recomendável participar de momentos reconfortantes como procurar distrações, caminhar ao ar livre, praticar algum hobbie e se alimentar corretamente. Lembre-se que o luto não é motivo de vergonha!

Como lidar com a depressão durante as festividades
Para aqueles que sofreram alguma perda e sentem um enorme vazio nesta época do ano, é importante realizar algumas ações que aliviam a depressão, como:

- Iniciar uma nova tradição. Planejar uma viagem em família ao invés de passar o feriado em casa.
- Não se sinta obrigado a nada. Caso se sinta mal em algum evento ou situação, você tem todo o direito de ir embora.
- Voluntariado. Organize uma ação para distribuir presentes à crianças carentes ou alimentos para ceia em comunidades pobres.
- Entrar em contato com a natureza. Uma caminhada no parque ou na praia ajuda muitas pessoas a se sentirem melhor.

Buscando ajuda profissional de um psicólogo
Se apesar dos esforços você se encontra deprimido, ansioso ou com sintomas físicos como dificuldades para dormir, irritabilidade e aperto no peito, é preciso procurar ajuda profissional para reverter o quadro de depressão. Procure ajuda profissional se você precisar dele. O auxílio de um psicólogo pode ser muito valioso para que seja possível superar de vez essa sensação tão angustiante que custa a passar.

Não deixe que as festas de fim de ano sejam desagradáveis e traumáticas. Ao invés disso, procure prevenir a depressão ao reconhecer os gatilhos que disparam a tristeza nessa época do ano e contorne a situação de forma planejada e sistemática. A sua saúde mental e espiritual agradecem!

Thaiana Brotto (via Psicólogo e Terapia)

Nota: O relacionamento com Deus e o envolvimento com Sua obra também são excelentes remédios para o deprimido. No relacionamento com Deus encontramos a esperança que afasta a desesperança da depressão, e a alegria que afasta a tristeza, assim como a segurança que afasta o medo. No serviço do Senhor, focamos em beneficiar os outros e, tirando o olhar de nós mesmos, podemos ter uma perspectiva mais positiva da vida, além do senso de utilidade que uma vida de serviço nos trás. O Deus Criador é um Deus de amor. Ele deseja ver todos bem e felizes, inclusive você. Ore agora e peça ajuda a Ele para que você consiga superar suas dificuldades e passe um feliz final de ano!
"Não ceda à depressão, mas deixe que a confortadora influência do Espírito Santo seja bem-vinda em seu coração, para lhe dar conforto e paz. Se quiser obter preciosas vitórias, encare a luz que procede do Sol da justiça. Fale em esperança e fé, e ações de graças a Deus. Seja animada, esperançosa em Cristo. Aprenda a louvá- Lo. Esse é o grande remédio para as doenças da mente e do corpo." (Ellen G. White - Carta 322 - 1906)

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Responsabilidade sexual de jovens cristãos

É cada vez mais comum a atividade sexual entre os jovens cristãos solteiros. É lamentável saber que muitos dos nossos adolescentes e jovens mantém uma vida sexualmente ativa, mesmo sabendo que o plano de Deus para o sexo é que ele deve ser praticado dentro do matrimônio (Gn 1:28; 2:24; 1Co 7:4). Deus disse: “Vocês serão uma só carne” – carne, na Bíblia, quer dizer natureza humana, e esta união se dá também no plano físico. Então, o ato sexual é a celebração mais profunda do amor conjugal, o ápice – “o meu corpo é da minha mulher, pois fiz uma aliança com ela”. Mas Deus Pai deixa bem claro: o sexo é no casamento. Não obstante, vez por outra ouvimos falar de jovens cristãos que já mantiveram relações sexuais com vários parceiros, bem como de adolescentes que ficaram grávidas, sem o menor preparo e maturidade para serem mães.

Diversos são os fatores que levam nossa juventude a prática do sexo pré-marital. Além do fator biológico, em que os hormônios sexuais estão em plena atividade nessa fase da vida, produzindo fortes impulsos sexuais, muitos deles se entregam aos desejos sexuais influenciados pelos colegas, por pura diversão, curiosidade. Outros para provar sua masculinidade ou feminilidade. Não desejando ser visto por seus colegas como esquisitos, alguns sentem-se pressionados a experimentar as relações sexuais. Afora isso, vivemos em uma era de liberdade de expressão e de um estilo "livre" de vida. Hoje, vemos nos filmes, nas novelas, nas músicas, nas danças, nas roupas da moda, nas publicidades, entre outros, uma comercialização do sexo. 

Contudo, nem todos os jovens têm pressa em deixar de ser virgem. Eles obedecem a admoestação bíblica: “(...) O corpo, porém, não é para a imoralidade [que inclui a fornicação] (...) Fujam da imoralidade sexual” (1 Coríntios 6:13, 18). Certamente, eles reconhecem o sexo pré-marital como um grave pecado contra Deus! O apóstolo Paulo há dois mil anos já ensinava aos tessalonicenses: “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual” (1 Tessalonicenses 4:3).

A escritora cristã Ellen G. White, falando da responsabilidade sexual de jovens cristãos, escreveu:

As afeições juvenis devem ser refreadas, até chegar o período em que a idade suficiente e a experiência tornarão honrosa e segura a sua manifestação.[1] 

Um pouco de tempo passado a semear joio, queridos amigos jovens, produzirá uma colheita que lhes fará amarga a vida inteira; uma hora de irreflexão — o ceder uma vez à tentação — pode lhes desviar todo o curso da vida para uma direção errada. Não podem ser jovens senão uma vez; tornem útil essa juventude. Uma vez passado o caminho, não poderão retroceder para retificar os erros cometidos. Aquele que se recusa a ligar-se a Deus, colocando-se no caminho da tentação, há de infalivelmente cair. Deus está provando cada jovem.[2] 

A sensualidade é o pecado da época. A religião de Cristo, porém, manterá as linhas de controle sobre todas as espécies de liberdade ilegal; os poderes morais manterão as linhas de controle sobre cada pensamento, palavra e ato. O engano não será encontrado nos lábios do verdadeiro cristão. Não condescenderá com nenhum pensamento impuro, palavra alguma pronunciada que se aproxime da sensualidade, nenhum ato que tenha a menor aparência do mal. Não procurem saber quão perto podem andar à beira do precipício e todavia estar seguros. Evitem a primeira aproximação ao perigo. Não se pode brincar com os interesses da alma. Seu capital é seu caráter. Acariciem-no, como fariam a um áureo tesouro. A pureza moral, o respeito próprio, o forte poder da resistência têm de ser acariciado firme e constantemente.[3]

Toda paixão não santificada deve ser mantida sob o domínio da razão santificada através da graça que Deus outorga abundantemente em cada emergência. Porém, que não se crie uma emergência, que não haja ato voluntário que coloque alguém onde será assaltado pela tentação, nem dê o menor motivo para que outros o achem culpado de imprudência.[4] 

Enquanto a vida durar, há necessidade de resguardar as afeições e paixões com firme propósito. Há corrupção interior, há tentações exteriores, e sempre que a obra de Deus deve avançar, Satanás traça um plano para dispor das circunstâncias para que a tentação venha com força opressora sobre a alma. Em nenhum momento podemos estar seguros, a menos que confiemos em Deus, a vida oculta com Cristo em Deus.[5]

É importante ressaltar que as restrições da Bíblia não estão ali porque Deus quer nos impedir de sentir prazer. Em vez disso, elas nos protegem dos danos físicos, emocionais e espirituais que ocorrem como resultado da imoralidade sexual. Manter a pureza sexual antes do casamento tem inúmeras vantagens. São as econômicas (não precisa gastar com anticoncepcionais, camisinha, testes de gravidez e nem lingeries caras e sensuais), é de grande vantagem emocional (não se convive com o medo de uma gestação precoce, não há medo de doença sexualmente transmissível, não tem o medo de perder depois de ter cedido, etc.), sem falar que não há constrangimento ao encontrar ex-namorados (as), pois não se mostrou nada que outras pessoas também não vissem.

Saber onde existe a fraqueza é o primeiro passo para montar guarda. Lembre-se que a tentação não é só sua e se eu e tantas pessoas resistimos, você também pode resistir. Não caia nesta conversa de que é “normal” e de que “todos fazem”. Mentira! Tem muita gente reagindo contra esta ditadura sexual que se impõe e não há melhor idade para lutar contra ditaduras do que na juventude.

Em última análise, o sexo afeta nosso relacionamento com Deus. São os incrédulos, que não conhecem a Deus, que vivem “com o desejo de lascívia”. É a ignorância de Deus que produz comportamento imoral. Os que ignoram os ensinamentos da Bíblia sobre esse assunto rejeitam não apenas esses ensinamentos, mas também o chamado de Deus, e até mesmo o próprio Deus.

O sexo no lugar certo, no plano de Deus, na família, no casal é uma bênção, mas, fora do casamento acarreta graves problemas. É preciso que os nossos jovens entendam porque Deus diz que o sexo é só no casamento: é porque Ele nos ama muito. 

Diante do quadro atual dos jovens cristãos, urge que a igreja estabeleça um programa contínuo com as famílias. Mais do que programas na igreja, a médio e longo prazo, baseados em sólida teologia, as famílias precisam receber suporte para transmitir uma sexualidade saudável aos filhos. É urgente que os cristãos, pais, professores e educadores, tenhamos a coragem de ensinar novamente a castidade aos jovens. Um jovem que se mantém casto até o casamento, além de tudo, prepara a sua vontade e exercita seu auto domínio para ser fiel ao seu cônjuge no casamento. É preciso mostrar urgentemente aos jovens, os valores da castidade, tanto em pensamentos como em atos.

Que Deus ajude a todos, juvenis, jovens e adultos a fazerem as melhores escolhas para honra e glória de Jesus.

Referências
1. Mensagens aos Jovens, 452.
2. Mensagens aos Jovens, 429.
3. Medicina e Salvação, 142, 143.
4. Carta 18, 1891.
5. The S.D.A. Bible Commentary 2:1032.

8 tipos de pessoas tóxicas que são difíceis de conviver

Cada pessoa tem seu jeito único de ser e isso torna a vida muito mais interessante. Entretanto, seja dentro de casa, no trabalho ou na faculdade, existem pessoas tóxicas que podem realmente afetar o psicológico e estragar o dia a dia daqueles que convivem com elas.

“No trabalho você pode ter um chefe ou um colega que é sempre grosseiro ou está sempre te diminuindo, isso pode gerar frustração e desestimular uma pessoa. Na família, existe pais ou familiares tóxicos, que estão sempre dizem que a pessoa não é boa o bastante, que ela precisa ser melhor, que está sempre criticando e colocando a prova seu amor, isso pode destruir a autoestima, autonomia e confiança. No relacionamento amoroso ou na amizade também temos esse tipo de problema, com pessoas que só estão com a outra por interesse, que estão sempre querendo passar a perna no próximo e desejando o mal”, comenta a psicóloga Milena Lhano.

Identificar as pessoas tóxicas presentes na nossa vida pode não ser uma tarefa tão fácil, portanto é preciso ficar atento aos sinais, como se sentir ridicularizado ou sufocado por alguém. A melhor forma de prevenir e evitar o conflito com essas pessoas é tentar se afastar, porém, sabemos que nem sempre isso é possível. Então, é importante criar a consciência de que essa pessoa não te faz bem, buscando depender cada vez menos dela.

Para ajudar você a identificar se existe alguém assim nos ambientes que convive, classificamos alguns sinais para reconhecer uma pessoa tóxica em sua vida. Confira:

1. Invejosos
Esse tipo de pessoa nunca está feliz com aquilo que tem e também não fica feliz quando algo bom acontece com você. Os invejosos acreditam que coisas boas só podem acontecer com eles. “O invejoso é um perfil bem tóxico. O primeiro passo é ser consciente que a pessoa é invejosa e tentar ter um relacionamento mais superficial com ela”, diz a psicóloga.
"O invejoso fecha os olhos às boas qualidades e nobres ações dos outros. Está sempre pronto a desprezar e representar falsamente aquilo que é excelente. Os homens muitas vezes confessam e abandonam outras faltas; do homem invejoso, porém, pouco se pode esperar. Visto como invejar a alguém é admitir que ele é superior, o orgulho não tolerará nenhuma concessão. Se for feita uma tentativa de convencer de seu pecado a pessoa invejosa, ela se torna ainda mais amarga contra o objeto de sua paixão, e muitas vezes permanece incurável." (Testemunhos Seletos, vol. 1, p. 19)
2. Fofoqueiros
Todo mundo já teve aquela vizinha que vivia querendo saber da vida dos outros e sempre que tinha a oportunidade contava uma história de alguém para a vizinhança toda. Os fofoqueiros podem destruir completamente a autoestima de alguém e, por esse motivo, a melhor forma de lidar com eles é deixar de compartilhar relatos.

“Algumas pessoas dessa personalidade são dissimuladas, portanto nem adianta falar que elas são fofoqueiras porque elas vão jurar até a morte que não fazem isso. A melhor forma de lidar com essas pessoas é se preservando, não compartilhando coisas muito íntimas. Reconhecer essa pessoa não é tão difícil, pois se ela fala de todo mundo pra você, provavelmente também fala de você para outros”, afirma Milena.
"Não devemos ser mexeriqueiros, bisbilhoteiros ou boateiros; não devemos dar falso testemunho. O espírito de tagarelice e maledicência é um dos instrumentos especiais de Satanás para semear discórdia e luta, para separar amigos e minar a fé de muitos na veracidade de nossas crenças. Aqueles cuja língua é tão franca em proferir palavras de crítica, os habilidosos interrogadores que sabem extorquir expressões e opiniões que foram introduzidas no espírito mediante o lançar sementes de separação, esses são missionários seus." (Manuscrito, 144)
3. Duas caras (pessoa falsa)
Uma pessoa falsa é aquela que só age como amigo quando é confortável, porém se você precisar da ajuda dela, provavelmente não terá. Esse é o tipo de pessoa que na sua frente é toda cheia de amor e, quando você não está, vai falar mal de você. As atitudes dela nunca são a mesma quando você está presente e quando não está.

“Uma pessoa falsa é difícil de reconhecer porque eles conseguem jogar muito bem. Esse também é um perfil muito difícil de se desenvencilhar, pois eles podem se sentir ofendidos. Então, é importante não entrar no jogo deles. Existem pessoas com esses perfis que não podemos deixar de conviver, assim nós devemos buscar outras qualidades da pessoa e tentar se defender”, revela a psicóloga.
"A intenção de enganar é o que constitui a falsidade. Por um relance de olhos, por um movimento da mão, uma expressão do rosto, pode-se dizer falsidade tão eficazmente como por palavras. Todo o exagero intencional, toda a sugestão ou insinuação calculada a transmitir uma impressão errônea ou desproporcionada, mesmo a declaração de fatos feita de tal maneira que iluda, é falsidade." (Patriarcas e Profetas, p. 309)
4. Vítimas
As pessoas que se fazem de vítima nunca são capazes de assumir o próprio erro, sempre precisam encontrar alguém para levar a culpa por elas. “A vítima é uma pessoa que passa uma falsa imagem de ser fraca, quando na verdade é uma pessoa muito forte. A melhor postura para lidar com esse perfil é nunca alimentar o comportamento ou valorizar isso na pessoa”, comenta Milena.
"O verdadeiro arrependimento levará o homem a assumir a própria culpa e reconhecê-la sem fraude ou hipocrisia." (Testemunhos para a Igreja 5, p. 638)
5. Arrogantes
Existe uma grande diferença entre confiança e arrogância, pessoas arrogantes se sentem superiores e estão sempre intimidando os outros. De acordo com a psicóloga, para lidar com o arrogante é preciso ter autoestima e ter consciência das suas qualidades, porque ele sempre tentará diminuir você.
"A soberba é um terrível aleijão no caráter. A soberba precede a ruína. Isto é verdade na família, na igreja e na nação. Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o espírito humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável." (Testimonies, vol. 4, p. 377)
6. Controladores
As pessoas controladoras acreditam que sabem tudo. “Uma pessoa controladora geralmente é muito segura e tentar mostrar controle com esse perfil pode também não ser a melhor alternativa. O ideal é tentar não entrar nesse controle”, revela a psicóloga.
"Às vezes um homem que foi colocado em posição de responsabilidade, como líder, concebe a ideia de que está numa posição de suprema autoridade, e que todos os seus irmãos, antes de fazerem qualquer movimento de avanço, devem primeiro dirigir-se a ele pedindo permissão para fazer aquilo que eles sentem que se deve fazer. Em vez de agir como sábio conselheiro, assume as prerrogativas de um governante exigente." (Liderança Cristã, p. 44)
7. Negativos
Sabe aquela pessoa que vive irritada, nunca consegue ver nada de bom na vida e é ressentida com tudo? Então, esse tipo de perfil pode afetar muito a vida de alguém, já que para ela nada parece dar certo. Segundo a psicóloga é importante não se deixar contaminar pela vibração ruim dela.
"A tristeza e o falar em coisas desagradáveis, é o mesmo que animar cenas desagradáveis, trazendo sobre si o efeito ruim. Deus quer que esqueçamos tudo isso - não olhar para baixo, mas para cima, para cima!" (Carta 1, 1883)
8. Egocêntricos
Para os egocêntricos parece que o mundo inteiro gira em torno deles, eles estão sempre querendo ser os melhores em tudo. “Com uma pessoa egocêntrica não se pode criar muita expectativa ou querer receber algo em troca. O egocêntrico não consegue ver o outro, só pensa nele mesmo. Em um relacionamento é uma via de mão única”, comenta Milena.
"Somos por natureza egocêntricos e opiniosos. Nações, famílias, e indivíduos estão cheios do desejo de fazer do eu um centro." (Conselhos sobre Mordomia, p. 15)
Beatriz Caetano (via Minha Vida)

As inserções dos textos de Ellen G. White foram feitas pelo blog.

O prof. Leandro Quadros também fala sobre pessoas tóxicas que devemos evitar:

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Como conviver com os outros - 10 dicas de Ellen G. White

Nenhum homem é uma ilha. Dependemos uns dos outros. Pelo nosso relacionamento com as pessoas, podemos ser uma influência para o bem e uma fonte de conforto a todos que nos cercam. As dicas a seguir foram extraídas de um excelente livreto de Ellen G. White chamado Como Conviver com os Outros:

1. O inimigo que mais carecemos temer é o próprio eu. Nenhuma vitória que possamos ganhar será tão preciosa como a vitória sobre nós mesmos.

2. Não se vingue. Quando puder, remova toda a causa de mal-entendido. Evite a aparência do mal. Faça o que estiver em seu poder, sem comprometer os princípios, para conciliar o próximo.

3. Se lhe forem dirigidas palavras impacientes, nunca responda no mesmo tom. Lembre-se de que ‘a resposta branda desvia o furor’ (Pv 15:1). Há um poder maravilhoso no silêncio. As palavras ditas em réplica a alguém encolerizado por vezes servem apenas para o exasperar. Mas se a cólera encontra o silêncio, é um espírito amável e indulgente, em breve se esvai.

4. Se Cristo habitar em nós, seremos pacientes, bondosos e indulgentes, alegres no meio das contrariedades e irritações. Tal é a tarefa que sobre nós impende; mas não pode ser cumprida sem o auxílio de Jesus, firme decisão, um alvo bem determinado, contínua vigilância e oração incessante. 

5. Se temos a compreensão da paciência de Deus para conosco, não devemos ser achados a julgar ou a acusar ninguém. Quando Cristo vivia na Terra, quão surpreendidos ficariam os que O acompanhavam, se, depois de familiarizados com Ele, Lhe ouvissem dizer uma palavra de acusação, crítica destrutiva ou impaciência. Não esqueçamos que aqueles que O amam devem reproduzi-Lo em seu caráter. 

6. O cristianismo torna as pessoas bem-educadas. Cristo era cortês, mesmo com Seus perseguidores; e os Seus verdadeiros seguidores devem manifestar o mesmo espírito. 

7. Estude cuidadosamente o caráter divino-humano, e inquira constantemente: ‘Que faria Jesus em meu lugar?’ Esta deve ser a medida do nosso dever. Nada faça entre os estranhos, na rua, nos carros, em casa, que tenha a menor aparência de mal. Faça cada dia alguma coisa para melhorar, embelezar e enobrecer a vida que Cristo resgatou com Seu própria sangue. 

8. Cultive o hábito de falar bem do próximo. Detenha-se sobre as boas qualidades daqueles com quem está associado, e olhe o menos possível para seus erros e fraquezas. Quando é tentado a queixar-se do que alguém disse ou fez, louve alguma coisa na vida ou caráter dessa pessoa. Cultive a gratidão. Louve a Deus pelo Seu admirável amor em dar a Cristo para morrer por nós. 

9. É pelas relações sociais que a religião cristã entra em contato com o mundo. Cristo não deve ser escondido no coração como um tesouro cobiçado, sagrado e doce, fruído exclusivamente pelo possuidor. Devemos ter Cristo em nós como uma fonte de água, que corre para a vida eterna, refrescando a todos os que entram em contato conosco. 

10. Devemos viver neste mundo para ganhar almas para o Salvador. Se ofendemos os outros, prejudicamo-nos a nós mesmos. Se os beneficiamos, somos nós mesmos beneficiados; pois a influência de toda ação boa se reflete em nosso próprio coração.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Lições espirituais do Dia de Finados

De acordo com a Enciclopédia Online Wikipédia, o Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao Dia de Todos os Santos. Desde o século II, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII, esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. O Brasil por ser um país predominantemente católico, adotou essa data como feriado nacional segundo as leis n°10.607/02 e n° 662/49.

Os protestantes e evangélicos não recomendam a oração pelos mortos porque essa doutrina é desprovida de apoio bíblico. Já os católicos afirmam haver respaldo no livro de II Macabeus 12:43-46, mas a canonicidade desse livro não é reconhecida pela maioria das religiões cristãs. É durante o estado de vida, que o ser humano é convidado a aceitar a salvação pela fé em Cristo Jesus (Gl 2:16; At 4:12; 1Jo 5:11-12) e aguardar o dia da gloriosa ressurreição onde Deus chamará os que dormem para devolver-lhes a vida (1Ts 4:16-17, 1Co 15:51-54). Mas não há nada que se possa fazer para ajudar alguém a aceitar essa verdade, depois de descer a sepultura.

O motivo é que para alguém ser salvo, é necessário crer em Jesus, pois sem Jesus somos pecadores perdidos (Rm 3:23; 6:23); confessar sua condição pecaminosa (1Jo 1:9; Mq 7:18,19) e arrepender-se dos seus pecados (At 3:19; 1Jo 1:9). Porém os mortos estão inconscientes, “não sabem coisa alguma”, não pensam, nem agem (Ec 9:5, 6 e 10; Sl 146:4). Como pode então, um morto, crer, confessar e arrepender-se em seu estado mortal?

O apóstolo João declarou em Apocalipse 14:13 – Felizes (Bem Aventurados) são os mortos que descansaram no Senhor… ou seja; durante o estado “vivo” (racional), tomaram a decisão por aceitar o plano da salvação. A felicidade é creditada pelo fato de que um dia Deus devolverá a vida a estas pessoas e por isso, a morte é comparada para estes, como um sono.

Embora muitos no dia 2 de novembro verterão lágrimas diante dos túmulos pela ausência afetiva e pessoal de um familiar ou amigo falecido, a Bíblia não nos deixou sem esperança. A morte não será um fim em si mesma para aqueles que morreram em Cristo. Resta uma esperança a estas pessoas e a todos que creem.
“Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e o que é mortal se revista da imortalidade… Então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15:51-55)
É preciso valorizar mais os vivos e não os mortos. Os vivos podem tomar a decisão por Jesus enquanto são vivos, mas os mortos já estão com o destino selados pelas escolhas que fizeram em vida. Isso não quer dizer que as boas lembranças de um falecido devam ser esquecidas. Assim como contamos lindas histórias de personagens bíblicos já falecidos, creio que existam milhares de pessoas que deixaram um bom legado e cujo testemunho ainda soa como exemplo de vida.

Certa vez uma mulher me contou que o seu esposo nunca a presenteou com flores e rosas, mas que no dia de finados, os parentes já falecidos, recebiam homenagens que ela nunca recebera durante os longos anos de vida conjugal. Essa mulher clamava por socorro: “Eu estou viva e preciso de atenção”.

Olhe ao seu redor e verás pessoas carentes de bons relacionamentos, apoio, carinho, amor, atenção, mas principalmente, de encorajamento, para “Buscarem o Senhor enquanto se pode achar…” (Is 55:6). Concentre os seus esforços por aqueles que ainda estão debaixo do sol (os vivos) e que almejamos encontrá-los um dia no céu. Hoje mesmo, leve a estas pessoas um presente. Pode até ser uma flor, uma rosa, mas não se esqueça do principal, o melhor presente, Aquele que é a ressurreição e a vida – Cristo Jesus.

Fabio dos Santos (via Nisto Cremos)
"Que manhã gloriosa não será a manhã da ressurreição! Que cena maravilhosa se abrirá quando Cristo vier, para Se fazer admirado em todos os que creem! Todos os que foram participantes da humilhação e sofrimentos de Cristo serão participantes de Sua glória. Pela ressurreição de Cristo, todo santo crente que adormece em Jesus, sairá, triunfante, de seu cárcere. Os santos ressurgidos proclamarão: 'Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?' (1Co 15:55). Jesus Cristo triunfou sobre a morte e rompeu os grilhões do túmulo, e todos os que no túmulo dormem participarão da vitória; sairão das sepulturas, como fez o Vencedor." (Ellen White - Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 271-272)

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Evangelismo e o discurso de ódio: uma convivência impossível

Evangelizar é partilhar as boas-novas de que “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16 - ARA). Essas boas-novas estão baseadas na mais fundamental revelação, o clímax da Bíblia: “Deus é amor” (1 João 4:8). Deus mostra benevolência para com toda a família humana. Ele foi encarnado em Jesus Cristo para nos livrar do mal. O evangelho é essas boas-novas: o gracioso oferecimento do perdão de Deus, da libertação do domínio do mal, da aceitação em Sua família e da participação na Sua natureza divina.

“Seu divino poder nos deu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade, por meio do pleno conhecimento dAquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude. Dessa maneira, Ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça” (2 Pedro 1:3, 4).

O evangelho é, portanto, as boas-novas do advento do reino de Deus, o parentesco e domínio real já manifesto em todos aqueles que acreditam e entregaram sua vida à Sua completa soberania.

Entre os componentes multifacetados e incontestáveis do evangelho estão as boas-novas fundamentais do sacrifício todo-suficiente de Cristo e o Seu ministério sumo sacerdotal para a finalização da reconciliação de Deus e a comunhão eterna em amor com aqueles que aceitam a salvação por Ele oferecida.

O evangelho é também as boas-novas que habitam nos fiéis por meio do Espírito Santo que os ensinará e consolará para sempre (João 14:16. 17, 26).

O evangelho deve ser partilhado da maneira como Deus revelou, do mesmo modo que Ele partilha Suas bênçãos conosco: em amor, em liberdade e sem coerção, como um dom gratuito e como fruto do Espírito Santo. Essas boas-novas devem ser comunicadas conforme Deus deseja, não com as armas do mal, como humilhar os outros, denegrir sua dignidade ou violar sua liberdade. Para partilhar o evangelho não se deve usar o discurso do ódio.

O mundo, em sua maior parte, chegou a um consenso a respeito do mal que resulta do discurso do ódio.[1] A comunidade internacional concluiu, por meio de tratados, convênios, convenções e declarações, que as formas de se relacionar com os outros, que depreciam a sua dignidade, são inaceitáveis. Em nossos dias e em nossa época, acusar os outros de serem apóstatas – hereges – porque eles creem de maneira diferente, é considerado uma forma de maldade.

Esse tipo de atitudes são reminiscências do tempo das acusações generalizadas, das perseguições, inquisições, cruzadas, conquistas e guerras religiosas da era medieval.

Em nosso mundo contemporâneo, a prática de depreciar a religião ou as crenças de outros tem servido de pretexto para que alguns países adotem as chamadas leis antiblasfêmia, que solapam a liberdade religiosa e torna difícil até mesmo a prática pública da própria fé. A liberdade religiosa é garantida pelas leis internacionais, conforme citado na DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos). No entanto, as leis antiblasfêmia têm sido e estão atualmente sendo usadas para perseguir as religiões minoritárias. A crítica feita por pessoas de outras crenças gera um ambiente tóxico em que o testemunho cortês e inteligente sobre a própria crença é substituído por atitudes antagonistas e hostis para com os seres humanos criados à imagem de Deus.

O evangelismo é incompatível com o ódio em qualquer de suas formas – com exceção do ódio para com o mal, que deveria sempre ser denunciado. O ódio nunca deveria ser dirigido aos seres humanos. Jonas teve que aprender essa lição. Deus tratou rigorosamente os maus pensamentos que esse profeta abrigava. No livro de Jonas, a mesma palavra (“mal”) é usada para descrever os atos dos habitantes da cidade de Nínive e o ódio que Jonas tinha contra aquelas pessoas.

O discurso de ódio faz parte do modus operandi dos terroristas, mas isso, com certeza, não deveria ser verdade em relação aos cristãos genuínos. Os ateus, os agnósticos – na verdade, qualquer um que acredita de forma diferente – deveriam se relacionar de forma respeitosa, reconhecendo a dignidade da diferença e reprimindo qualquer forma de abuso verbal ou violência física.

O evangelismo não pode ser usado para denegrir os outros, violar sua dignidade e ofender sua consciência ou escolha para acreditar ou não. O evangelho pregado por Jesus nunca teve o propósito de ser um discurso de ódio ou de incitação a qualquer forma de violência; ao contrário, é um convite para a vida.

As boas-novas eternas pronunciadas naquelas que são chamadas de “As Três Mensagens Angélicas”, citadas em Apocalipse 14, iniciam com um convite para a vida; é isso o que significa “Temei a Deus” (verso 7 – ARA).

Repetidamente nas Escrituras, a expressão idiomática “temei ao Senhor” está associada à amizade com Deus, ao ódio e à rejeição do mal e à decisão de escolher e abraçar a vida, não a morte. Alguns exemplos serão suficientes:

“O Senhor confia os Seus segredos aos que O temem, e os leva a conhecer a Sua aliança” (Sl. 25:14).

“Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal. Isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos” (Provérbios 3:7, 8).

“Temer o Senhor é odiar o mal” (Provérbios 8:13).

“O temor do Senhor prolonga a vida” (Provérbios 10:27)

“O temor do Senhor é fonte de vida, e afasta das armadilhas da morte” (Provérbios 14:27).

“O temor do Senhor conduz à vida” (Provérbios 19:23).

As boas-novas também estão relacionadas ao juízo. É necessário um tempo de juízo para a restauração da justiça. Em Apocalipse 6, os mártires clamam a Deus pelo juízo. Apocalipse 14 anuncia as boas-novas do juízo em favor dos santos, e não para os santos derrotarem ou humilharem seus inimigos.

Nas Escrituras, os santos bendisseram até mesmo os seus inimigos. Jesus orou por aqueles que O estavam crucificando, que O rejeitaram ou O abandonaram. Estêvão orou por aqueles que o estavam apedrejando. Daniel orou e salvou a vida de seus inimigos na Babilônia, até mesmo dos magos pagãos. O povo de Deus hoje também está envolvido na obra de salvar vidas proclamando a mensagem de saúde e temperança, construindo hospitais, clínicas e centros de vida saudável, todos dedicados a salvar e melhorar a qualidade de vida de nossos semelhantes, sem discriminação contra qualquer um.

Aqueles que estão convencidos de que têm a missão de partilhar o evangelho devem fazê-lo sem denegrir, discriminar ou criminalizar outros com base em suas crenças, por serem diferentes.

O mercado das ideias hoje é caracterizado pela liberdade, mas também pela demanda por responsabilidade: a necessidade de respeitar os outros. Essa disposição é o verdadeiro antídoto contra o racismo, nacionalismo, tribalismo, etno-centrismo ou qualquer outra forma de supremacia.

EVANGELISMO: NÃO HÁ LUGAR PARA O ÓDIO
O discurso de ódio deve ser entendido por aquilo que ele é: o mal. Evangelistas e pregadores colocam em descrédito a sua mensagem quando empregam a violência, o discurso de ódio, insultos e maldades semelhantes. Essas práticas, e muitas fazem parte da era medieval, envolvem coerção, medo, intimidação e ameaças como meio de subjugar as massas incultas e não têm parte alguma na proclamação do evangelho de Cristo. Os secularistas apontam para essas práticas maldosas com o objetivo de colocar a religião em descrédito. Eles não deveriam receber munição para restringir o poder do evangelho.

Nosso mundo necessita das verdadeiras boas-novas. É possível apresentar todos os fatos do evangelho dado por Deus, de todo o plano da salvação, claramente pronunciado e não diluído, sem recorrer aos atos das trevas. A beleza e a profundidade do evangelho merecem ser partilhadas sem adulteração e sem mistura de amargura, ódio ou desprezo de outros. Vamos dar às boas-novas uma chance. O Espírito Santo transforma vidas quando o povo ouve a genuína palavra vinda de um Deus de amor. O evangelho, ou boas-novas, tem a ver com a derrota do mal e das formas pecaminosas de lidar com os seres humanos criados à imagem de Deus, que devem se tornar templos do Espírito Santo.

A Bíblia retrata o mal e as forças do mal por meio do uso de metáforas, como Babilônia. Por exemplo, quando o livro de Apocalipse proclama: “Caiu, caiu a grande Babilônia” (Apocalipse 14:8), o significado é claro: Babilônia representa os falsos sistemas religiosos opostos à verdade e à justiça oferecidas por Deus. Na perseguição dessa Causa, Babilônia não hesita em subjugar, oprimir, coagir ou enganar o povo de Deus. A mensagem de Apocalipse 14:8, porém, sobre a queda de Babilônia, é uma garantia para o Seu povo de que ela está sob os juízos de Deus, e a sua queda é certa. Essa queda é parte fundamental das boas-novas. Ela prepara o povo de Deus para ir ao Lar.

Proclamar as boas-novas do evangelho é prerrogativa e privilégio do evangelismo. Para isso, existem meios de reafirmar sua própria identidade sem comprometimento e fazer reivindicações de sua própria identidade, mensagem e missão singulares sem prejudicar outras pessoas. É possível prestar contas da própria fé de maneira amorosa e respeitosa.

O apóstolo Paulo disse isso muito bem: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Colossenses 4:5, 6).

EVANGELISMO: NÃO HÁ LUGAR PARA O NEGATIVISMO
O evangelismo é o ato de partilhar as boas-novas do evangelho, é um ato de amor e de interesse. O evangelismo é um amoroso convite para vir voluntariamente, sem qualquer coerção, e provar a doçura, bondade, perdão e alegria que são tão fundamentais no evangelho de Jesus. No evangelismo não há espaço para acusar outras religiões ou mesmo outras denominações cristãs de serem provedoras de falsidades. O evangelho não permite qualquer negativismo ou incitação ao ódio, discriminação ou criminalização de outros.

É vital para os cristãos, especialmente em nossa época, promover o evangelho não como tristeza e maldição, mas como as boas-novas que têm a capacidade de tornar a vida alegre e significativa – especialmente numa época em que nosso planeta enfrenta toda espécie de desafios espirituais, morais e físicos, incluindo as mudanças climáticas, tsunamis, terremotos, deslizamentos de terra, enchentes, guerras e limpeza étnica que a cada dia fazem parte dos noticiários e que interrompem e impactam milhões de vidas.

O evangelismo é uma proclamação – não somente de que Jesus nos salva do pecado, mas também que Ele está vindo para colocar um fim ao reinado do mal. Melhor ainda, o evangelismo anuncia que Cristo está vindo para abençoar aqueles que por Ele esperam. O evangelismo é as boas-novas de poder participar da antecipação dessa bênção futura, naquele dia em que Jesus dirá: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mateus 25:34). Quando nós nos envolvemos no evangelismo, convidamos as pessoas para o banquete das bênçãos. Os cristãos são certamente chamados a agir como os profetas na sociedade, mantendo e promovendo a justiça. No entanto, eles não podem fazer isso enquanto lançam mão de más práticas ao lidar com os semelhantes. Isso seria injustiça e pecado.

Civilidade, cortesia e todos os frutos do Espírito Santo são um dever na sociedade civil. Eles são parte intrínseca do testemunho cristão. Difamar os semelhantes ou desonrá-los de qualquer forma é contra o que está explicitado no mandamento bíblico para tratar a todos “com o devido respeito” (1 Pedro 2:17).

O cristão é chamado a seguir as ordens do Espírito Santo, expressas por meio de Pedro: “Quanto ao mais, tenham todos o mesmo modo de pensar, sejam compassivos, amem-se fraternalmente, sejam misericordiosos e humildes. Não retribuam mal com mal, nem insulto com insulto; ao contrário, bendigam; pois para isso vocês foram chamados, para receberem bênção por herança.

Pois, quem quiser amar a vida e ver dias felizes, guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade. Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança.

Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos estão atentos à sua oração, mas o rosto do Senhor volta-se contra os que praticam o mal” (1 Pedro 3:8-12).

O verdadeiro conceito bíblico de evangelismo diz claramente que a esperança do cristão descansa inteiramente em Jesus e Sua vinda para estabelecer o Seu reino de paz, liberdade e justiça. Aos fiéis é prometida cada bênção espiritual em Cristo. Eles são predestinados no amor, escolhidos, adotados, abençoados no Amado, redimidos, perdoados, recebedores da herança, selados com o prometido Espírito Santo (cf. Efésios 1:1-14).

O evangelismo é um convite a essa qualidade de vida, com base na fé, na esperança e no amor. Desses, o maior é o amor (1 Coríntios 13:13). Amar o nosso próximo como a nós mesmos é o que Deus, que é amor, espera de todos aqueles que se unem a Ele em Seu amor. Isso, na realidade, é o verdadeiro evangelismo.

Ganoune Diop - PhD pela Universidade Andrews, Michigan, EUA, é o Diretor de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa na sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Silver Spring, Maryland, EUA, e secretário geral da Associação internacional de Liberdade Religiosa (IRLA). Ele também atua como secretário da Associação de Secretários das Comunidades Cristãs Mundiais. (via Revista Diálogo Universitário)

NOTAS E REFERÊNCIAS
1. “O PIDCP [Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos] impõe aos Estados Participantes a obrigação de proibir o discur- so de ódio [...] O Artigo 20 (2) estabelece o seguinte: ‘Qualquer defesa de ódio nacional, racial ou religioso que constitua incita- mento à discriminação, hostilidade ou violência deverá ser proi- bida por lei.’ Todos os três Tratados sobre os Direitos Humanos – a Convenção Europeia de Direitos Humanos (ECHR), a Convenção Americana de Direitos Humanos (ACHR) e a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (ACHPR) [esses pela sigla em inglês] – garantem o direito à liberdade de expressão [...]; a ACHR prevê especificamente a proibição do discurso de ódio no Artigo 13 (5), conforme segue: ‘Qualquer propaganda de guerra e qualquer defesa de ódio nacional, racial ou religioso que con- stituam incitamentos à violência ilegal ou a qualquer outra ação ilegal semelhante contra qualquer pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer motivo, incluindo raça, cor, religião, idioma ou origem nacional devem ser consideradas infrações puníveis por lei.’” Citado por Toby Mendel, diretor executivo do Centro de Direito e Democracia, “Hate Speech Rules Under International Law” (2010 (3): http: //www.law-democracy.org / wp-content / uploads / 2010/07 / 10.02.hate-speech.Macedonia-book.pdf. A Convenção Europeia dos Direitos Humanos e a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos têm disposições semelhantes às encontradas no PIDCP.

O Dia de Todos os Santos e a Verdadeira Santificação

Igreja Católica celebra o Dia de Todos os Santos (Festum Omnium Sanctorum) anualmente no dia 1 de novembro. A origem do dia remonta ao século II, quando os cristãos começaram a honrar os que tinham sido perseguidos e martirizados por causa da sua fé. No século VIII, o Papa Gregório III dedicou uma capela a todos os santos na Basílica de São Pedro em Roma, e a data foi oficialmente reconhecida para se celebrar a todos os santos da Igreja Católica, principalmente aqueles que não tinham um dia específico para eles. O Papa Gregório IV foi responsável, em 840, por difundir o então chamado Dia de Todos os Santos por todo o mundo, ordenando sua celebração universal.

Para o cristianismo católico, "santo" é todo aquele que já está no céu, junto de Deus, aguardando a parúsia (segunda vinda de Cristo). Aqueles que a Igreja Católica reconhece como santos, através da canonização, são as pessoas que desempenharam uma obra admirável, ou cuja vida serve de testemunho aos demais católicos. Esse título denota que, além de grande caráter, a pessoa está na graça de Deus (no Céu), mas a falta desse reconhecimento formal não significa necessariamente que o indivíduo não seja um santo. Aqueles santos que não possuem o reconhecimento formal da Igreja Católica recebem o título de Santos Anônimos. E para celebrar a honra desses santos é que foi instituído o Dia de Todos os Santos.

Qual o significado de santo na Bíblia?
Santo: tradução de várias palavras gregas e hebraicas muito semelhantes que se referem, em geral, ao que é sagrado ou separado do comum. Além de conotar uma separação de tudo que denigre, quando se refere ao povo de Deus, o termo também inclui o conceito de retidão moral e tem forte ênfase na dedicação ao uso sagrado ou religioso (cf. Êxodo 19:6; 30:31, 32; Levítico 21:6; Hebreus 3:1; etc.). O termo ocorre: (1) Em referência à absoluta santidade de Deus (1 Samuel 2:2; Salmos 99:9; Isaías 6:3; Apocalipse 15:4; etc.). (2) Na expressão “Santo de Israel”, um título ao Senhor (2 Reis 19:22; Isaías 47:4; etc.). (3) No nome dos compartimentos do santuário e do templo (Êxodo 26:33; 2 Crônicas 4:22; Hebreus 9:12; etc.). (4) Em referência ao santo caráter que se espera do povo de Deus (1 Pedro 1:15, 16); etc.” (Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia - Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016 - p. 1216, 1217).

O termo pode ser uma referência ao povo de Deus que foi separado por Ele para um propósito sagrado tanto nos tempos do Antigo quanto do Novo Testamentos. Quando aplicado a seres humanos, não significa estado ou condição de impecabilidade, mas pode ser uma alusão ao povo de Deus, à assembléia ou reunião deles. É um termo usado para se referir àquilo que foi separado para um propósito sagrado. No Novo Testamento pode ser uma referência aos cristãos que foram separados do mundo para viverem para Cristo.

Verdadeira santificação
A santificação é um tema de profundo interesse espiritual e teológico. A santidade é tanto um atributo de Deus como uma demanda para o crente. Embora se trate de um tema complexo e integrado por aspectos tensos, o essencial é claro. E o que Ellen G. White escreveu nos facilita para uma compreensão equilibrada e desafiante desse aspecto que é importantíssimo para a fé cristã.

"A santificação exposta nas Sagradas Escrituras tem que ver com o ser todo - as partes espiritual, física e moral. [...] A verdadeira santificação é uma inteira conformidade com a vontade de Deus. Pensamentos e sentimentos de rebelião são vencidos, e a voz de Jesus suscita uma nova vida, que penetra todo o ser. Aqueles que são verdadeiramente santificados não ostentarão sua própria opinião como uma norma do bem ou do mal." (1)

"A verdadeira santificação vem por meio da operação do princípio do amor (1 João 4:16). A vida daquele em cujo coração Cristo habita, revelará a piedade prática. O caráter será purificado, elevado, enobrecido e glorificado. A doutrina pura estará entretecida com as obras de justiça; os preceitos celestiais misturar-se-ão com as práticas santas." (2)

"Santificação significa perfeito amor, perfeita obediência, inteira conformidade com a vontade de Deus. Se nossa vida estiver ajustada à vida de Cristo mediante a santificação da mente, alma e corpo, nosso exemplo será uma poderosa influência no mundo." (3)

"Ninguém que pretenda ser santo é realmente santo. Quanto mais se aproximam de Cristo, mais lamentam suas imperfeições em comparação com Ele, pois sua consciência se torna mais sensível, e percebem melhor o pecado, assim como Deus o percebe." (4)

"Eu me assusto e me sinto indignada quando ouço um pobre e caído mortal exclamar: “Eu sou santo; estou sem pecado!”. Ninguém a quem Deus concedeu uma extraordinária visão de Sua grandeza e majestade jamais declarou algo semelhante. Ao contrário, eles se sentiam afundados na mais profunda humilhação da alma quando viam a pureza de Deus e, em contraste com ela, as imperfeições de sua própria vida e caráter." (5)

"Aceitar Jesus deve ser seguido por imitar o Seu exemplo. É um processo a que a Bíblia chama santificação. Os dois devem sempre ir juntos." (6)

"A santificação é o resultado de uma obediência que dura a vida toda." (7)

Referências
1. Santificação, p. 7 e 9
2. Refletindo a Cristo, p. 73
3. Cuidado de Deus, p. 287
4. Reavivamento Verdadeiro, p. 49
5. Review and Herald, 16 de outubro de 1888
6. Um Convite à Diferença, p. 33
7. Atos dos Apóstolos, p. 314


O Professor Leandro Quadros fala no vídeo abaixo sobre o que é ser santo: