quinta-feira, 4 de julho de 2019

Médico adventista torna-se precursor de possível cura para o câncer

Um médico adventista de Sydney, Austrália, está na vanguarda de um tratamento revolucionário que poderia potencialmente curar o câncer.

Em entrevista ao programa australiano 60 Minutes, o Dr. Ken Micklethwaite, do Westmead Institute, disse que ele e sua equipe têm trabalhado com células imunes modificadas, chamadas células T CAR, que poderiam ajudar a curar o câncer no sangue. Em circunstâncias normais, nosso sistema imunológico não consegue distinguir as células cancerígenas das células normais. No entanto, essas células T modificadas do CAR podem.

"Nós pegamos células do sistema imunológico que não conseguem ver o câncer, inserimos um gene nelas que lhes permite ver e depois elas respondem e matam as células cancerosas", disse o Dr. Micklethwaite ao repórter Charles Wooley do 60 Minutes .

O tratamento com células T CAR foi aprovado pela Food and Drug Administration nos EUA e tem uma taxa de sucesso de 70% a 80%. No entanto, é caro, custa cerca de meio milhão de dólares por tratamento. A pesquisa do Dr. Micklethwaite reduz significativamente o custo.

Membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia de Epping, o Dr. Micklethwaite está entusiasmado com as ramificações dessa descoberta revolucionária.

"A equipe da Westmead vem trabalhando duro há quase 10 anos para nos levar até onde estamos hoje", disse ele. "As coisas ainda estão em sua fase inicial, mas se pudermos fazer parte da história da cura do câncer, então vale a pena."

Entenda o papel dos Estados Unidos na profecia bíblica

Os Estados Unidos da América (EUA) comemoram nesta quinta-feira, 4 de julho, o 243º aniversário da sua Independência. Nesta data, em 1776, treze colônias britânicas na América do Norte fizeram a Declaração de Independência, rejeitando a autoridade britânica, a favor da política de autodeterminação. A independência foi oficialmente reconhecida pela Grã-Bretanha no Tratado de Paris.

O mundo entende que a política, eleições, tendências e economia dos Estados Unidos influenciam todas as outras nações do planeta. É a única superpotência do mundo, sem rivais próximos. E uma interpretação bíblica que vem se confirmando, revela que esta nação participará no cumprimento de uma das últimas profecias da Bíblia. Essa profecia está em Apocalipse 13.

Neste capítulo há a descrição de duas potências que são inimigas dos adoradores fiéis de Deus. Nos recuados tempos quando o Império Romano governava o mundo, Deus revelou ao apóstolo João, autor do Apocalipse, o surgimento de dois poderes de influência mundial. O primeiro é representado por uma “besta que emerge do mar” (Ap 13:1). Os reformadores protestantes identificaram a “besta do mar”. Para Martinho Lutero, João Calvino e os grandes reformadores protestantes do século 16, todas as descrições proféticas de Apocalipse 13:1-10 aplicam-se perfeitamente ao Império Romano em sua fase papal, ou seja, à hierarquia religiosa mais poderosa do planeta. Seu histórico de intolerância para com as ideias discordantes, evidente em episódios como o da Inquisição, confirma que a Igreja Romana está representada na Bíblia como a primeira besta de Apocalipse 13.

A segunda potência descrita no mesmo capítulo está figurada como “outra besta que emerge da terra” (Ap 13:11). Segundo o relato bíblico, essa “besta” “possuía dois chifres”, parecia “um cordeiro, mas falava como um dragão”. Ela “exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença”. Segundo Vanderlei Dorneles, em seu livro O Último Império, o teólogo puritano Thomas Goodwin sugeriu em 1680 uma importante pista que levou à posterior identificação do símbolo profético. Ele concluiu que a segunda besta de Apocalipse 13 era a “imagem protestante do papado nas igrejas reformadas”.

Mais de um século depois, em 1798 e 1799, Jeremy Belknap e John Bacon, ambos da igreja congregacional, relacionaram os “chifres” da besta apocalíptica aos valores formativos dos Estados Unidos. Bacon defendeu que os dois chifres representavam a “liberdade civil e religiosa na América”. Os Estados Unidos eram independentes havia apenas 23 anos, e a Constituição americana vigorava há uma década.

Mas foi apenas em 1850 que essa interpretação se consolidou. George W. Holt, Hiram S. Case, Tiago White e Hiram Edson analisaram todos os elementos da profecia e concluíram que a segunda besta do Apocalipse é “a república protestante dos Estados Unidos”. No ano seguinte, um jovem de 22 anos chamado John Nevins Andrews destrinchou todas as evidências que apontam ser a nação americana a potência representada em Apocalipse 13:11-18. Com base nisso, ele previu que os Estados Unidos se tornariam um império mundial. Vale lembrar que, quando Andrews escreveu isso, a bandeira americana tinha apenas 31 das 50 estrelas que tem atualmente. Os 31 estados representados na flâmula compunham uma nação rural (apenas 15% da população vivia nas cidades). Ainda dependente da mão de obra escrava, o país com expressão econômica tímida no cenário internacional dava os primeiros passos de uma industrialização tardia em relação à Europa ocidental e tentava se erguer dos resultados da depressão econômica de 1837.

Hoje, é indiscutível a liderança norte-americana no panorama internacional. Isso confirma a interpretação da profecia, que também revela que a “besta da terra” (EUA) levaria as pessoas a se sujeitarem à autoridade da “besta do mar” (Vaticano). Segundo a profecia, a nação americana “faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” e “seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta”.

A autora cristã Ellen G. White escreveu em 1888 que, “a fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela Igreja para realizar os próprios fins” (O Grande Conflito, p. 443).

Em suma, “a imagem da besta” é uma nova versão do que vigorou na Idade Média: o papa mandava no rei, e o rei dava poder ao papa e executava a vontade deste.

Em seu livro Liberdade Americana e Poderio Católico, escrito em 1948, o jurista estadunidense Paul Blanshard previu, após minuciosa análise dos documentos históricos do catolicismo, que este pretendia conquistar poder político nos Estados Unidos. Blanshard alertou que a Igreja Católica, caso não mudasse sua postura, e caso os Estados Unidos não se precavessem contra ela, avançaria rumo ao controle do país e à supressão da liberdade religiosa.

Blanshard escreveu bem antes de 1984, quando os Estados Unidos estabeleceram relações diplomáticas com a Santa Sé. A aproximação entre a maior potência econômica e militar do planeta e a mais pujante hierarquia religiosa do globo deve ser encarada como a concretização de um perigoso cenário profético e apocalíptico. Segundo Ellen G. White, “quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América do Norte protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a aplicação de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável” (ibid., p. 445).

Três livros publicados pela Casa Publicadora Brasileira descrevem os pormenores das profecias referentes ao papel que os Estados Unidos desempenham no fim dos tempos. O livro Apocalipse 13: Isso Poderia Realmente Acontecer? apresenta a projeção do cenário social e religioso dos Estados Unidos, segundo as profecias bíblicas. Já a obra O Último Império: A Nova Ordem Mundial e a Contrafação do Reino de Deus revela como as pretensões imperialistas dos Estados Unidos podem levar a nação a impor leis religiosas em outros países. Além desses, o clássico O Grande Conflito reconta de uma perspectiva profética a história mundial e dá impressionantes previsões a respeito do futuro.

O cenário de união entre as potências religiosas e políticas do mundo é um dos últimos sinais que antecederão a segunda vinda de Cristo e o fim do mundo. Quando Cristo vier, as autoridades políticas e religiosas perderão seus poderes, e Deus salvará o seu povo e será o único governante do Universo, e “Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

[Com informações da Revista Adventista]

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A poesia de Deus

Espanta-me muitas vezes a forma como certos cristãos falam sobre Deus e as coisas pertinentes a Ele. Usam de uma frieza e de uma dureza que me soam como se o Senhor fosse alguém destituído de sensibilidade, de afetos, de amor. Tratam do evangelho como um martelo de ferro batendo em rocha dura, passando a imagem de que o Criador é alguém frio e calculista, como um daqueles vilões de filmes de Chuck Norris, que matam impassíveis montes de pessoas sem mexer um músculo do rosto. Um Deus de pedra. Um Deus estátua-de-gelo, com peito oco e alheio a toda forma de sensibilidade. 

Gosto de ver o Senhor como um poeta. Não por fazer poetismos melosos e sem função, mas por ter atributos típicos dos poetas: Sua grande veia artística, Seu enorme coração, Sua capacidade de ver beleza onde há aridez, Sua habilidade de transformar realidades difíceis em palavras expressivas, e Seu amor sem fim – expresso em Sua graça, em Sua misericórdia, em Sua compaixão.

Quando me lembro que Deus foi quem soprou cada uma das palavras dos Salmos no coração e na mente dos salmistas, me encanto com Seu espírito criativo. Quando me recordo que de Seu interior nasceu o Cântico dos Cânticos e aquelas porções da Bíblia que os teólogos gélidos preferem esquecer que existem, vejo um ser que pulsa em emoção. Quando leio que Jesus curava os enfermos “movido por íntima compaixão”, enxergo um Cristo mais amoroso do que os poetas mais parnasianos. O mesmo Jesus que chorou ao ter Sua sensibilidade entranhavelmente abalada pela dor dos amigos do Lázaro morto, incapaz de permanecer alheio ao sofrimento dos que amava, mesmo sabendo que traria o defunto de volta da morte. Poetas são assim: choram com muita frequência.

Aliás, por falar de amor, fico profundamente comovido ao ler que o Todo-poderoso nos enviou o Filho pelo fato de nos ter amado. E não amado de um modo qualquer. Amado… “de tal maneira”. Ou seja: amou de forma rasgada, desbragada, entregue e devotada. Meu irmão, minha irmã, nós, que fomos resgatados pela graça e o amor do Senhor, somos a Sua poesia. Ele nos compôs impulsionado pelo amor mais extraordinário já visto. Como as linhas de uma canção de amor, nascemos de sua inspiração, fomos idealizados em sua mente e acabamos concretizados como as palavras mais lindas do Verbo que se fez carne e que, de poeta, se faz poesia.

Deus sente. Deus sente, meu irmão, minha irmã. Que lamentável é vermos quem enxergue o Senhor de modo tão estático, frio e impassível como uma estátua. Em outras palavras, como um ídolo de barro.

Encanta-me saber que Jesus mandou que olhássemos para as flores quando quis falar do cuidado de Deus com nossas necessidades. Ele não teceu um tratado teológico cheio de notas se rodapé, paradigmas, cosmovisões, tabelas e gráficos explicativos. Simplesmente mandou que olhássemos para os lírios do campo. Que extraordinário! Profundas realidades espirituais em forma de poesia. “Você está preocupado? Olhe para as flores…”, disse o Mestre, com a simplicidade de um soneto.

Louvo a Deus por, ao nos fazer à sua imagem e semelhança, ter posto em nós lascas do gigantesco Espírito poético que Ele tem. Porque a poesia não é um atributo de origem humana e seria muita petulância achar isso. O que temos de sensibilidade e arte é uma tênue reprodução daquilo que pulsa no coração do Senhor. A Bíblia que eu leio me mostra um Deus poeta. Sensivel. Criador. Criativo. Amante da beleza. Artístico. E que fez questão de inserir muita poesia na sua Palavra revelada, no livro que revela sua essência – acredito eu que para revelar que no Senhor há poesia. Caso contrário, qual seria a função de haver poesia na Bíblia?

Obrigado, Senhor, pelo dom de sentir. De me encantar. De ver beleza. De chorar ante uma flor, ante uma música, ante o sofrimento de um irmão. Obrigado, Senhor, por ter-se revelado esse poeta tão magnífico. E obrigado, acima de tudo, pela poesia da cruz: dois riscos que se cruzam e trazem na sua interseção um coração sangrando de tanto amar.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)

terça-feira, 2 de julho de 2019

Vamos falar sobre adultização infantil

A cada dia, assiste-se o violar da linha do tempo na vida das nossas crianças. Para poucos, é como uma doença que atinge os estágios dos pequenos. Para a maioria, é fato social tido como normal na sociedade pós-moderna.

A adultização, que consiste na adoção de comportamentos não condizentes com a idade da criança, viola a infância. Os estágios da infância essenciais para formação do indivíduo percorrem períodos de 0 a 2 anos, 2 a 7 anos e 7 a 12 anos. Acelerar estas fases significa gerar crianças com mentes adultas inversas às suas faixas etárias. É roubar a sua infância.

Infelizmente, vive-se um grande mal, que fatal e silenciosamente se enraíza em nossa sociedade trazendo graves consequências aos pequeninos, que se estenderão até a fase adulta. É fadado porque não se poderá jamais, em momento algum, voltar no tempo para recuperar a infância que lhes foi roubada.

Todavia, não é puramente a adultização que vem expondo as crianças. Exibi-las a conteúdos inapropriados para suas faixas etárias é também roubá-las de suas infâncias, é apresentá-las à erotização infantil.

E quando agimos de forma a adultizar uma criança?

1. Quando esperamos que ela pense, reaja e se comporte como adulto. Ex.: “Se comporte como mocinha, como um rapazinho!” (Ela não é moça e ele não é rapaz. SÃO CRIANÇAS!). “Que criança comportada, não dá trabalho nenhum, parece um adulto." É excessivamente comum observarmos pais exibindo orgulhosamente a postura precoce de seus filhos; alardeando o quanto são maduros, espertos para a idade, extremamente inteligentes e capazes de dar conta da rotina da escola que é tão exigente. É preciso cautela para não deixarmos passar desapercebido que essas expectativas além da conta podem colocar em perigo o desenvolvimento emocional dos pequenos.

2. Quando pressionamos a criança a ter resultados e quando preparamos a criança para a profissão que ela terá que exercer. Ex.: “Meu filho tem de ser médico, advogado”, “Você tem que tirar 10”, "Você tem que ganhar o campeonato”. Estimular os meninos e meninas a ter responsabilidade com suas atribuições escolares, oferecer-lhes a oportunidade de aprender uma outra língua e proporcionar-lhes a chance de praticar um esporte que favoreça a socialização e contribua para a saúde física, são comportamentos esperados de pais cujo intuito genuíno é garantir condições plenas de desenvolvimento para seus filhos. O perigo se esconde nos excessos. É muito fácil errar a mão na quantidade de atribuições sob o pretexto de preparar seus filhos para a vida.

3. Quando vestimos a criança com roupas de estilo adulto, que não são confortáveis, que não permitem a criança brincar livremente e estimulamos o uso de maquiagens, esmaltes. O doutor Durval Damiami, chefe da Endocrinologia Pediátrica do Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), afirma que “existem relatos de casos de comunidades expostas a produtos químicos nas quais houve registro de puberdade precoce. Chamamos essas substâncias de endocrine disruptors (interferentes endócrinos)”. Explicando melhor, o que está acontecendo é o seguinte: as crianças estão sendo expostas a produtos químicos, encontrados em maquiagem, xampus e loções, entre outros, que desorganizam o sistema endócrino. Pesquisas mostram que estas substâncias ativam os receptores de produção de estrógeno, o que pode provocar o desenvolvimento de mamas e o início da puberdade em meninas. “Muitas meninas começam cedo demais a usar maquiagem, batom”, diz o doutor Durval. “O estímulo visual e erógeno poderia atuar no sistema nervoso central e desencadear a puberdade precoce, mas isso não foi provado cientificamente, são ideias”. Vejam este texto de Ellen G. White: “Frequentemente os pais vestem os filhos com roupas extravagantes, com muita ostentação de ornamento e então admiram abertamente o efeito de seus trajes e os cumprimentam por sua aparência. Esses pais insensatos se encheriam de consternação se pudessem ver como Satanás lhes apoia os esforços e os impele para maiores loucuras" (Orientação da Criança, p. 434).

5. Quando damos responsabilidades incompatíveis com a infância. Ex.: “Seu pai foi embora, você agora é o homem da casa!” Quando exigimos que o irmão (criança) mais velho cuide do mais novo. Quando exigimos que uma criança realize afazeres domésticos pesados para ela. Quando lotamos a agenda da criança com várias atividades/compromissos, sem permitir que ela tenha tempo livre para brincar, inclusive tempo para o ócio saudável.

6. Quando estimulamos o consumo desenfreado. Excesso de brinquedos, de roupas, por exemplo. Assistindo muita televisão durante o dia, as crianças são massacradas pela publicidade, por valores de consumismo. E essa publicidade é covarde, explora a incapacidade da criança de distinguir fantasia de realidade, explora o amor dela por personagens e instiga nela valores como consumismo obscessivo, hipervalorização da aparência, a futilidade e coisas piores.

7. Quando desabafamos nossos problemas para nossos filhos. Eles acabam entrando em contato com sensações e situações que ainda não desenvolveram maturidade emocional para lidar. Decorrente deste peso que as crianças assumem sem estar preparadas, aparecem casos de doenças, que, antes destas mudanças culturais, eram características dos adultos, como por exemplo: colesterol, hipertensão, estresse, ansiedade, depressão, insônia, entre outras. Sendo assim, para evitar estes problemas, a criança precisa ter tempo para estudar, descansar e principalmente brincar com outras crianças.

8. Quando permitimos que as crianças tenham suas Redes Sociais, assistam programas de TV, canais do youtube não recomendados para a idade (mesmo os programas com classificação livre, selecione bem!). O impacto nas crianças da sexualidade escancarada que se vê em revistas, filmes, internet e na televisão é violento. Alguns pesquisadores defendem que as crianças têm sido expostas a estímulos sexuais e, de algum modo, isso pode levar o cérebro a desbloquear a puberdade, que passa a ocorrer mais cedo. A psicóloga Mônica Flügel Hill destaca que “os pais protegem os filhos dos perigos das ruas, deixando-os supostamente seguros em casa com a televisão e a internet fazendo o papel de babás. Esquecem, porém, que esses meios não possuem um filtro adequado e que todo o conteúdo deve ser controlado por eles”. Porém, ela faz uma ressalva interessante: “A mídia, ou seja, os meios de comunicação, não são os únicos responsáveis por essa geração de meninas moças. Seu peso é grande, sim, mas os estímulos recebidos pela TV, por exemplo, são muitas vezes reforçados por pais que não colocam limites”.

9. Quando alimentamos mal e escolhemos erroneamente os alimentos para as nossas crianças. Estamos acompanhando, assustados, o problema crescente da obesidade infantil e o papel que isso pode ter no início da puberdade. Algumas meninas acima do peso entram na puberdade mais cedo, porque o excesso de células adiposas provoca a liberação do hormônio leptina, que afeta o amadurecimento.

Tudo isto pressiona a criança a adentrar no mundo do adulto, sem que ela tenha maturidade emocional, física, cognitiva e psíquica. Os prejuízos podem ser devastadores, levando à insegurança, dificuldades e conflitos na adolescência e vida adulta.  

O artigo 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) preconiza que as crianças gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, e, como protagonistas sociais em evolução, carecem de atenção e extremo cuidado. Um subproduto de adulto não é uma criança, e sim, um ser humano “coisificado”. Transformá-los em adultos é cortar pela raiz de cada uma o direito de descobertas que moldarão o seu caráter e que lhes farão verdadeiros sujeitos de transformação.

Clamamos à sociedade: Não tirem de nossas crianças o direito de serem crianças, de rirem, brincarem e viverem a inocência, permitam-nas que sejam e vivam apenas como crianças. Não roubem sua infância, não violem seus estágios de vida.

Fontes: Leiliane Rocha (via instagram do Bonita Adventista) | Márcia Ebinger (via Revista Destaque) | Rogéria Santos (via PRB) | Bruna Ramos (via Portal EBC) | Ana Macarini (via Conti Outra)

Brasil x Argentina e a parábola do bom samaritano

Certa ocasião, um brasileiro perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna?”. Então, o Mestre respondeu: “O que está escrito na Lei? Como você a lê?” Ele respondeu: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Disse o Mestre: “Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá”.

Mas ele, querendo justificar-se, perguntou ao Mestre: “E quem é o meu próximo?” Em resposta, disse o Mestre: “Um homem descia do Rio de Janeiro para Assunção, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram, deixando-o quase morto.

Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um pastor. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um apóstolo; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um argentino, estando de viagem, chegou até ali, e quando viu o homem, teve muita pena dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois pesos ao hospedeiro e disse: “Cuide dele. Quando eu voltar, pagarei todas as despesas que você tiver”.

“Qual destes três, você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?”

Depois de muito auto-contorcimento, caras e bocas, respondeu o brasileiro: “O argentino, que teve misericórdia dele”. E o Mestre disse: "Pois vá e faça a mesma coisa." 

Que essa história sirva para atenuar, um pouco, a centenária rivalidade no futebol entre Brasil e Argentina. Afinal, hoje é dia do jogaço pelas semifinais da Copa América. Agora, falando sério...

Em Lucas 10:25-37 encontramos uma história que nos ensina muitas verdades, e cada vez que a lemos, aprendemos muitas lições. Ela é conhecida como O Bom Samaritano. A escritora Ellen White escreveu que nessa história, Cristo ilustra “a natureza da verdadeira religião. Mostra que a religião consiste, não em sistemas, credos ou ritos, mas no cumprimento de atos de amor, no proporcionar aos outros o maior bem, na genuína bondade.” Ela continua dizendo: "Cristo mostrou que nosso próximo não quer dizer simplesmente alguém de nossa igreja ou da mesma fé. Não tem que ver com distinção de raça, cor, ou classe. Nosso próximo é todo aquele que necessita de nosso auxílio. Nosso próximo é toda alma que se acha ferida e quebrantada pelo adversário. Nosso próximo é todo aquele que é propriedade de Deus."

Ellen White também diz que “na história do bom samaritano, Jesus ofereceu uma descrição de Si mesmo e de Sua missão. O homem fora enganado, ferido, despojado e arruinado por Satanás, sendo deixado a perecer; o Salvador, porém, teve compaixão de nosso estado de desamparo. Deixou Sua glória, para vir em nosso socorro. Achou-nos quase a morrer, e tomou-nos ao Seu cuidado. Curou-nos as feridas. Cobriu-nos com Sua veste de justiça.” (O Desejado de todas as Nações, p. 497-505)

Jesus é o Bom Samaritano! Ele busca o perdido, carrega nos ombros o que está ferido pela mágoa, pela dor, pela tristeza!

Adaptação de texto via Unção Outros Não

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Sempre haverá pobres na terra?

Deuteronômio 15:11 nos mostra uma profecia que diz: “Sempre haverá pobres e necessitados no meio do povo, e por isso eu ordeno que vocês sejam generosos com todos eles.” 

Ellen G. White enxergava a questão da pobreza e da desigualdade social para além do prisma econômico, observando que o próprio Deus possui propósitos diferentes para cada pessoa. 

"Não é plano de Deus que a pobreza desapareça do mundo. As classes sociais jamais deveriam ser igualadas; pois a diversidade de condições que caracteriza nossa raça é um dos meios pelos quais Deus tem pretendido provar e desenvolver o caráter. Muitos têm insistido com grande entusiasmo em que todos os homens devem ter parte igual nas bênçãos temporais de Deus; não era este, porém, o propósito do Criador. Cristo afirmou que sempre teremos conosco os pobres. Os pobres, bem como os ricos, são comprados por Seu sangue; e, entre os Seus professos seguidores, na maioria dos casos, os primeiros O servem com singeleza de propósito, enquanto os últimos estão constantemente colocando as suas afeições nos tesouros terrenos, e Cristo é esquecido. Os cuidados desta vida e a ambição das riquezas eclipsam a glória do mundo eterno. Seria a maior desgraça que já sobreveio à humanidade se todos devessem ser colocados em posição de igualdade em posses terrenas" (Conselhos Sobre Saúde, p. 230).

"Na providência de Deus, os acontecimentos têm sido ordenados de maneira que sempre tenhamos os pobres conosco, a fim de que sejam no coração humano um constante exercício dos atributos do amor e da misericórdia. O homem deve cultivar a bondade e compaixão de Cristo; não deve distanciar-se dos tristes, dos aflitos, dos necessitados e angustiados" (Signs of the Times, 13 de junho de 1892).

Devido ao pecado, nosso mundo sofreu sérias transformações que afetaram inclusive a condição social da humanidade (Tiago 5:1-6). Por este fato (desequilíbrio social devido ao pecado), alguns têm pouco e outros muito.

Deus sabe que sempre haverá pessoas com dificuldades para obterem o sustento. Mas Ele tem muitos meios de ajudar o ser humano a vencer seus defeitos de caráter; e um dos defeitos que mais o Senhor tem trabalhado para tirar do coração humano é o egoísmo. O egoísmo nos faz egocêntricos, auto-suficientes e insensíveis para com as necessidades do próximo. Uma das formas de vencer o egoísmo é através da generosidade. 

"Se os homens cumprissem o seu dever como fiéis mordomos dos bens de Deus, nenhum clamor haveria por pão, nenhum sofredor em penúria, nenhum desagasalhado em necessidade. É a infidelidade de homens que gera o estado de sofrimento em que está mergulhada a humanidade. Se aqueles a quem Deus fez mordomos tão somente utilizassem os bens do seu Senhor no propósito para que lhes foram entregues, este estado de sofrimento não existiria" (Review and Herald, 26 de junho de 1894).

"Muitos há que se queixam de Deus por estar o mundo tão cheio de necessitados e sofredores, mas Deus jamais desejou que existissem o sofrimento e miséria. Nunca foi de Sua vontade que uma pessoa tivesse abundância de luxos na vida enquanto os filhos de outros clamassem por pão. O Senhor é um Deus de benevolência" (Testimonies, vol. 6, p. 273).

"A razão por que Deus tem permitido que alguns membros da família humana sejam tão ricos e outros tão pobres será sempre um mistério para os homens até a eternidade, a menos que entrem em correta relação com Deus e ponham em prática o Seu plano em vez de agirem com base em suas próprias idéias egoístas" (Testemunhos para Ministros, p. 280).

Quando não permitimos que o dinheiro seja a coisa mais importante em nossas vidas, nos tornamos mais liberais e preocupados em atender as necessidades alheias.

Neste mundo onde a miséria e a fome reinam, cabe a nós ter um coração humilde e sermos misericordiosos (Mateus 5:7). Cada um deve agir de acordo com aquilo que recebeu do Senhor, sendo que os que receberam muito, serão cobrados pelo uso que fizerem de seus tesouros. 

"A obra de recolher o necessitado, o oprimido, o aflito, o que sofreu perdas, é justamente a obra que toda igreja que crê na verdade para este tempo devia de há muito estar realizando. Cumpre-nos mostrar a terna simpatia do samaritano em acudir às necessidades físicas, alimentar o faminto, trazer para casa os pobres desterrados, buscando de Deus todo dia a graça e a força que nos habilitem a chegar às profundezas da miséria humana, e ajudar aqueles que absolutamente não se podem ajudar a si mesmos. Isto fazendo, temos favorável ensejo de apresentar a Cristo, o Crucificado" (Beneficência Social, p. 74).

Felizmente, temos a promessa divina de que um dia todo o mal e todas as desigualdades acabarão. Haverá um novo céu e uma nova terra. Um novo tempo. Creia nesta promessa de Deus. Isto não nos deve levar a sermos insensíveis para com as necessidades do próximo, mas é uma certeza confortante.

Ellen White e os sete pecados capitais

Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os sete pecados capitais tratam de uma classificação de condições humanas conhecidas atualmente como vícios, que precedem o surgimento do cristianismo, mas que foram usadas mais tarde pelo catolicismo com o intuito de educar os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano e assim se aproximar de Deus.

A lista final, apresentada no século XIII, é a versão aprimorada de uma primeira versão, datada do século IV. Todo esse esforço em descrever defeitos de conduta tinha um motivo: facilitar o cumprimento dos Dez Mandamentos. A tradição católica considera que os setes pecados capitais dão origem a todos os outros pecados. A Bíblia não diz isso, mas concorda que são pecados e devem ser evitados. A seguir, vejamos os pecados capitais sob a ótica de Ellen G. White:

1. Gula
"Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem." (Pv 23:20-21)
"Sobrecarregar o estômago é um pecado comum, e quando se usa demasiado alimento, todo o organismo é sobrecarregado. A vida e vitalidade, em vez de aumentar, diminuem. É assim como Satanás planeja. O homem utiliza suas forças vitais no desnecessário trabalho de cuidar de excesso de alimentos. Por tomar demasiado alimento, não apenas gastamos descuidadamente as bênçãos de Deus, providas para as necessidades da natureza, mas causamos grande dano a todo o organismo. Contaminamos o templo de Deus, que é enfraquecido e mutilado; e a natureza não pode fazer o seu trabalho bem e sabiamente, como Deus designara que fosse. A Palavra de Deus coloca o pecado de glutonaria na mesma categoria que a embriaguez. Os que isto fazem não são cristãos, não importa quem sejam ou quão exaltada seja sua profissão de fé. Comer demais é o pecado deste século." (Conselhos sobre o Regime Alimentar, pp. 131-142)

2. Avareza
"Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores." (1Tm 6:10)
"Não deves ser avarento, mas honesto contigo mesmo e com teus irmãos. A avareza é um abuso das beneficências de Deus. Seja qual for a vossa vocação ou posição, se acariciardes o egoísmo e a cobiça, sobre vós recairá o desagrado do Senhor. Não façais da obra e da causa de Deus uma desculpa para tratar de maneira avara e egoísta com qualquer pessoa, mesmo que estejais fazendo um negócio que se relacione com Sua obra. Deus não aceita coisa alguma no sentido de ganho que seja levado para o Seu tesouro por meio de transações egoístas." (Conselhos sobre Mordomia, p. 145)

3. Luxúria
"Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos." (Ef 5:3)
"Os pecados que atraíram a vingança sobre o mundo antediluviano, existem hoje. Aquilo que em si mesmo é lícito, é levado ao excesso. Multidões não se sentem sob qualquer obrigação moral de reprimirem seus desejos sensuais, e tornam-se escravos da luxúria. Os homens estão vivendo para os prazeres dos sentidos, para este mundo e para esta vida unicamente. A extravagância invade todas as rodas da sociedade. A entrega de todas as faculdades a Deus, simplifica grandemente o problema da vida. Enfraquece e abrevia milhares de lutas com as paixões do coração natural." (Patriarcas e Profetas, p. 62)

4. Ira
"Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal." (Sl 37:8)
"Os que, a qualquer suposta provocação, se sentem em liberdade de condescender com a zanga ou o ressentimento, estão abrindo o coração a Satanás. Amargura e animosidade devem ser banidas da alma, se queremos estar em harmonia com o Céu. Se condescendermos com a ira, a concupiscência, a cobiça, o ódio, o egoísmo ou outro pecado qualquer, tornamo-nos servos do pecado. Muitos consideram as coisas pelo seu lado mais escuro; engrandecem suas supostas ofensas, nutrem a ira, e são tomados de sentimentos de vingança e ódio, quando em verdade não tinham causa real para esses sentimentos. Resisti a esses sentimentos errados, e experimentareis grande mudança em vossas relações com os semelhantes." (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, pp. 516-523)

5. Inveja
"O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos." (Pv 14:30)
"A inveja não é meramente uma perversidade do gênio, mas uma indisposição que perturba todas as faculdades. Começou com Satanás. Ele desejou ser o primeiro no Céu e, como não alcançasse todo o poder e glória que buscava, rebelou-se contra o governo de Deus. Invejou nossos primeiros pais, tentando-os ao pecado, e assim os arruinou, e a todo o gênero humano. O invejoso fecha os olhos às boas qualidades e nobres ações dos outros. Está sempre pronto a desprezar e representar falsamente aquilo que é excelente. Os homens muitas vezes confessam e abandonam outras faltas; do homem invejoso, porém, pouco se pode esperar. Visto como invejar a alguém é admitir que ele é superior, o orgulho não tolerará nenhuma concessão. O invejoso espalha veneno aonde quer que vá, separando amigos, e suscitando ódio e rebelião contra Deus e o homem. Procura ser considerado o melhor e o maior, não mediante heroicos e abnegados esforços por alcançar ele mesmo o alvo da excelência, mas sim ficando onde está e diminuindo o mérito dos outros." (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 19)

6. Preguiça
"O que trabalha com mão preguiçosa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se." (Pv 10:4)
"Foi-me mostrado que muito pecado é resultado da preguiça. Mãos e mentes ativas não acham tempo para dar ouvidos a toda tentação sugerida pelo inimigo; as mãos e os cérebros ociosos, porém, estão sempre em condições de ser controlados por Satanás. Quando não devidamente ocupada, a mente demora-se em coisas impróprias. É vil preguiça o que faz com que criaturas humanas olhem com desprezo os simples deveres diários da vida. A recusa a cumpri-los produz uma deficiência mental e moral que há de ser vivamente sentida algum dia. Em algum tempo, na vida do preguiçoso, sua deformidade aparecerá claramente definida. No registro de sua vida, acham-se escritas as palavras: Um consumidor, mas não produtor.Jamais poderemos ser salvos na indolência e inatividade. Não há pessoa verdadeiramente convertida que viva vida inútil e ociosa. Não nos é possível deslizar para dentro do Céu. Nenhum preguiçoso pode lá entrar. Quem recusa cooperar com Deus na Terra, não cooperaria com Ele no Céu. Não seria seguro levá-los para lá. " (Conselhos para a Igreja, p. 197)

7. Soberba
"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." (Pv 16:18)
"A soberba é um terrível aleijão no caráter. 'A soberba precede a ruína'. Isto é verdade na família, na igreja e na nação. O Redentor nos adverte contra a soberba da vida, mas não contra sua graça e natural beleza. Sempre que a ambição e o orgulho são tolerados, a vida é maculada; pois o orgulho, não sentindo necessidade, cerra o coração para as bênçãos infinitas do Céu." (Profetas e Reis, p. 60)