segunda-feira, 11 de abril de 2022

O VERDADEIRO SÍMBOLO DA PÁSCOA

Lendo a Bíblia encontramos a origem da celebração da Páscoa. É uma história bem conhecida e emocionante. Naqueles dias o povo de Deus, o povo de Israel, era escravo do Egito. Mas chegara a hora em que Deus queria dar um ponto final nessa situação. Moisés foi o escolhido para liderar o povo na difícil empreitada. Colocado diante do Faraó, Moisés levou a mensagem de Deus: “Deixa o povo de Israel ir embora”. Coração duro, Faraó disse não.

A partir desse primeiro não, outros nove se seguiram mesmo com o derramamento de pragas terríveis sobre o povo egípcio. Até que finalmente chegou a décima praga. Deus sabia que era o momento final e mandou que o povo se preparasse para sair do Egito.

A décima praga envolveu a morte de todo primogênito. Todo o primeiro filho na casa dos egípcios, na casa dos israelitas e até entre os animais estava condenado a morrer. Mas havia uma saída. Conforme orientação dada por Deus, através de Moisés, cada família israelita matou um cordeiro e espalhou seu sangue nos umbrais da porta de entrada de sua casa. Na noite determinada por Deus, o anjo da morte passou. Houve pranto, choro e muita dor nas casas egípcias. Mas nos lares israelitas houve paz. Nenhuma morte. O anjo “passou por cima” das casas israelitas e poupou seus filhos. Daí vem o nome “Páscoa”, do hebraico, “Pessach”, que significa, “Passagem”.

A história tem mais detalhes que enriquecem essa breve descrição. Se você quiser, leia o texto completo nos primeiros capítulos do livro bíblico de Êxodo.

O tempo passou e Jesus veio a este mundo. Viveu e morreu por nós. Foi o Cordeiro perfeito que derramou Seu sangue por todos. Hoje, a cristandade comemora, na Páscoa, a ressurreição de Jesus. Quer dizer… Será que comemora mesmo?

Pesquisando sobre o assunto, na internet, encontrei as seguintes informações: “Os símbolos da Páscoa são: os ovos (que simbolizam vida), o chocolate (criado na Europa e rapidamente se espalhou pelo mundo), o coelho (atualização do símbolo pascoalino, a lebre, considerada sagrada para a deusa Eostre) e a pomba (um símbolo cristão)”.

Além disso, encontrei as seguintes tradições pascoalinas: no Canadá as crianças acreditam que o coelho da Páscoa lhes trará ovos coloridos, normalmente confeitados. Todos compram roupas novas para a ocasião. Na Suécia há uma superstição sobre as bruxas. Dizem que elas ficam mais poderosas nessa semana e voam para todos os lados em suas vassouras.

Pergunto: onde está Jesus?

Jesus foi ao extremo quando entregou Sua vida por nós na cruz. Morrer do modo como Ele morreu era a pior forma de tortura naquele tempo. E Ele fez tudo aquilo pensando em você e em mim.

É hora de ensinarmos nossas crianças e jovens o que é a Páscoa. Agora, é um ótimo momento para reflexão. Mas não é só na Páscoa que devemos nos lembrar do sacrifício feito por Jesus na cruz do Calvário. Lembrar disso é tarefa para todos os dias. Em todos os momentos devemos ter bem claro em nossa mente o tamanho do sacrifício feito por Ele.

E se há um símbolo para o Páscoa, esse símbolo é o sangue do Cordeiro perfeito, o sangue de Jesus.

Márcia Ebinger (via CPB)

Nota do blog: Confira também essas declarações de Ellen G. White:

"A páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o 'Cordeiro de Deus', em quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: 'Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós' (1Co 5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório" (Patriarcas e Profetas, p. 192).

"O sangue da Páscoa representava para os judeus o sangue de Cristo. No tempo determinado, Deus lhes daria Seu querido Filho como sacrifício, assim como o cordeiro havia sido sacrificado de modo que todo aquele que cresse nEle pudesse ser salvo da morte eterna. Cristo é chamado a 'nossa Páscoa'. Somos redimidos por Seu sangue, através da fé" (Vida de Jesus, p. 13).

sexta-feira, 8 de abril de 2022

DILEMA OVO-GALINHA: QUEM VEIO PRIMEIRO?

Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

A pergunta pode até parecer engraçada e sem sentido, porém, o assunto tem tudo a ver com os modelos evolucionista e criacionista. Para os criacionistas, que acreditam que Deus é o Criador de todos os seres, o tipo básico original que deu origem à galinha veio primeiro. Sim, criacionistas não são fixistas e aceitam o mecanismo de diversificação das espécies. Portanto, Deus criou os tipos básicos e depois eles se diversificaram. A nossa galinha doméstica é resultado dessa diversificação. Mas, para defensores da macroevolução, os seres vivos compartilham ancestrais comuns, foi o ovo que veio primeiro. E o ovo podia ser até de um dinossauro. Em geral, a cosmovisão darwiniana nos diz que o mais simples deu origem ao mais complexo, nessa ordem.

Nessa pergunta, é importante ressaltar que a galinha é uma subespécie gerada por seleção artificial. Então, entre o ovo e especificamente a galinha, quem veio primeiro foi o ovo mesmo. Deus criou os primeiros seres vivos originais, e estes botavam ovos. A galinha não estava entre eles já que é uma espécie “moderna".

As galinhas domésticas criadas no Brasil têm origem no sudeste da Ásia e chegaram por aqui pelas mãos dos primeiros navegadores europeus, ainda em 1500. As aves foram deixadas soltas em fazendas, sítios e nos quintais das casas. Com os cruzamentos aleatórios e a miscigenação das raças, surgiu a galinha caipira do Brasil. Conhecidas também como naturalizadas, crioulas, de terreiro e capoeiras, a “galinha brasileira” pode ser de diferentes raças.

O dilema “ovo-galinha” é útil para testarmos a evolução darwinista. Se conseguirmos de algum modo provar que o ovo veio antes da galinha, a evolução de fato estará no caminho certo.

No entanto, uma nova descoberta aponta para o fato de que a galinha veio primeiro. Segundo os cientistas, a formação da casca do ovo depende de uma proteína que só é encontrada nos ovários desse tipo de ave. Portanto, o ovo só existiu depois que a primeira galinha foi criada. A proteína – chamada ovocledidin-17 (OC-17) – atua como catalisadora para acelerar o desenvolvimento da casca. A sua estrutura rígida é necessária para abrigar a gema e seus fluidos de proteção enquanto o filhote se desenvolve lá dentro. A descoberta foi publicada sob o título “Structural control of crystak nuclei by eggshell protein” – em tradução livre: “Controle estrutural de núcleo de cristais pela proteína da casca do ovo.”[1]

Nessa pesquisa, foi utilizado um supercomputador para visualizar de forma ampliada a formação de um ovo. A máquina, chamada de HECToR, revelou que a OC-17 é fundamental no início da formação da casca. Essa proteína é que transforma o carbonato de cálcio em cristais de calcita, que compõem a casca do ovo. Dr. Colin Freeman, do departamento de Engenharia Material da Universidade de Sheffield, constatou: “Há muito tempo se suspeita que o ovo veio primeiro, mas agora temos a evidência de que, na verdade, foi a galinha.”

Para o professor John Harding, o estudo poderá servir como base para outras pesquisas: “Entender como funciona a produção da casca de ovo é interessante, mas também pode ser pista para a concepção de novos materiais e processos”, disse ele. “A cada dia a natureza [leia-se Deus] nos mostra suas soluções inovadoras para todo o tipo de problema que ela encontra. Isso só comprova que podemos aprender muito com ela”, finalizou o professor.

Como falamos no início do texto, esse dilema serve de teste para o evolucionismo darwinista. Testamos, e nessa situação ele foi reprovado. Podemos citar outros dilemas “ovo-galinha” a fim de que o evolucionismo darwinista seja posto à prova. Exemplos:

1. Quem veio primeiro: DNA/RNA ou a proteína? Se você não tem DNA não tem proteína, e o contrário também é um problema.

2. Oxigênio ou a capacidade do ser vivo de processar esse oxigênio?

3. Homoquiralidade se refere à propriedade de um grupo de moléculas que têm a mesma quiralidade. Uma substância é considerada homoquiral se todas as unidades constituintes são moléculas da mesma forma quiral[2] (enantiômero).

A vida requer polímeros com todos os blocos com a mesma forma quiral, como DNA e RNA tendo apenas açúcares “destros” e proteínas sendo formadas apenas por aminoácidos “canhotos”.[3] A homoquiralidade é uma propriedade única da matéria viva e gradualmente desaparece após a morte da matéria viva. A homoquiralidade representa um desafio para os materialistas que precisam explicar a origem da vida por meio de mecanismos puramente naturais.

Existem inúmeras situações em que podemos colocar à prova o mecanismo de evolução ocasional. Será mesmo que os organismos evoluíram de simples para complexos, ou foram criados prontos e funcionais? Pare, pense e analise.

Alexandre Kretzschmar (via Onze de Gênesis)

REFERÊNCIAS:
[1] Freeman CL, et al. Structural control of crystal nuclei by an eggshell protein. Angew Chem Int Ed Engl 2010 Jul;49(30):5135-7.
[2] Dembski, William A. The Design of Life: Discovering Signs of Inteligence in Biological Systems. Dallas: The Foundation for Thought and Ethics, 2008. p. 227. ISBN 978-0-9800213-0-1
[3] Sarfati, Jonathan. By Design. Australia: Creation Book Publishers, 2008. p. 175

Assista no vídeo abaixo, a palestra com o renomado Prof. Dr. Marcos Eberlin, da Unicamp, Os dilemas ovo-galinha: acaso ou design?

quinta-feira, 7 de abril de 2022

O MAL: ALGO INEXPLICÁVEL

Ellen White produziu vasto material bibliográfico.1 Além do impressionante acervo literário, ela revelou habilidade de observação e compreensão na abordagem dos assuntos que considerou necessários.2 Um dos assuntos fundamentais em seus escritos é a temática do mal. Ela entende que a luta entre o bem o mal é uma espécie de estrutura teológica necessária para compreender e interpretar a história da humanidade. Neste breve artigo, primeiramente veremos qual a importância desse tema nos escritos de Ellen White. Em segundo lugar, analisaremos o significado do mal. Finalmente, discorreremos a respeito de Deus e o mal.

A IMPORTÂNCIA DO TEMA
O teólogo Herbert Douglas, em seu livro A Mensageira do Senhor, concluiu que o problema do bem e do mal é um tema-chave na teologia de Ellen White3 , inserido no que ela mesma chama de “grande conflito”. O pastor Alberto Timm também considera o tema do mal como sendo de fundamental importância. Em sua tese de doutorado, ele afirma que o sistema doutrinário adventista pioneiro incluía, entre outros, a temática de “uma moldura de conflito cósmico”4 .

A própria Ellen White afirma que “o tema central da Bíblia, em redor do qual giram todos os outros, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus no ser humano”5 . O estudante da Bíblia, por sua vez, deve compreender que há dois princípios antagônicos sob os quais se desenrola a História da humanidade; as consequências destes princípios antagônicos – o bem e o mal – penetram em “todos os aspectos da experiência humana”6 .

Como se pode perceber, Ellen White entende que os temas centrais da teologia cristã são: o plano de redenção, com o propósito de restaurar a imagem de Deus nos seres humanos e o grande conflito entre o Bem e o Mal (Deus e Satanás). Assim sendo, o problema do mal é, para a autora, assunto da mais alta importância. Não se pode compreender e nem valorizar devidamente a obra redentora de Deus em favor da humanidade, a menos que se compreenda o impacto do mal na vida das pessoas.

O SIGNIFICADO DO MAL
Ellen White entende o mal de três maneiras diferentes. Em primeiro lugar, ela compreende que o mal é uma experiência constitutiva do ser humano. Não se pode pensar em pessoas sem pensar no mal, e não apenas porque as pessoas são más, mas porque se vive na dependência dele. Ela diz que o ser humano vive num “estado de culpa”. Em outras palavras, o mal é da natureza humana, a qual ficou “depravada pelo pecado”7 .

Em segundo lugar, Ellen White compreende que, devido ao mal ser um constitutivo das pessoas, a raça humana está exposta à dor e ao sofrimento; é o mal como vivência. De fato, o conhecimento e a prática do mal acompanham o ser humano “por todos os dias de sua vida”, desde o momento em que Adão e Eva livremente o escolheram8 . Como resultado disso, o ser humano vivencia “a onda de desgraças que resultou da transgressão de nossos primeiros pais”9 . Infelizmente, “o pecado deles abriu as portas a uma enxurrada de desgraças sobre o mundo”10.

Em terceiro lugar, Ellen White entende que o mal significa atos e ações – o mal moral. Neste sentido, o ser humano vive num “estado de culpa consciente”11. Ou seja, a pessoa sabe quando suas práticas e ações são más, sentindo-se culpada por elas. O mal moral também se refere à quebra dos códigos de conduta divinos, os quais regem a conduta humana. Assim sendo, a desobediência às leis de Deus também está na esfera do mal moral.

DEUS E O MAL
Com a mesma ênfase pela qual afirma que Satanás é responsável pelo desenvolvimento do mal, Ellen White entende que Deus não é responsável pela existência do mal. Ela diz: “Nada é mais claramente ensinado nas Escrituras do que o fato de não haver sido Deus de maneira alguma responsável pela manifestação do pecado; e de não ter havido qualquer retirada arbitrária da graça divina, nem deficiência no governo divino, para que dessem motivo ao irrompimento da rebelião”12.

Não foi pela ausência da graça de Deus que o pecado surgiu. A graça de Deus pode ser compreendida como o elemento que possibilita a boa convivência entre Ele e Suas criaturas. E Deus também não pode ser acusado pela sua “incompetência administrativa” ou alguma falha na gestão dos seres sob seu comando. Então, qual a relação entre Deus e o mal? Inicialmente, pode-se afirmar que a luta entre o bem e o mal é uma demonstração do amor de Deus. “A história do grande conflito entre o bem e o mal, desde o tempo em que começou no Céu até o fim da rebelião e extirpação total do pecado, é também uma demonstração do imutável amor de Deus”13.

Para Ellen White, o amor de Deus é visível na maneira pela qual Ele conduziu o processo do surgimento e desenvolvimento do mal. A atuação divina se percebe desde a origem do mal no Céu (não expulsando ou destruindo sumariamente a Lúcifer), passando pela entrada do mal no planeta (alertando e auxiliando Adão e Eva) e culminando com o mal fazendo parte da humanidade como um todo (enviando Jesus Cristo para possibilitar a salvação das pessoas).

A esta altura, a pergunta fundamental é: Se Deus não pode ser culpado pela manifestação do mal, por que Ele o permitiu? Ellen White responde que, estando o mal em franca rebelião contra Deus, seria necessário seu desenvolvimento, a fim de que se pudesse perceber sua verdadeira natureza e tendência14. Ora, só é possível perceber algo quando esse algo se demonstra em toda sua extensão, ou pelo menos se apresenta de modo suficiente a ser compreendido pelas pessoas, a fim de, com base em observações pontuais, fazer um julgamento a respeito de sua intencionalidade. Assim sendo, Deus permitiu que o mal avançasse a fim de que se apresentasse com toda sua intensidade, até que fosse descoberta sua “capa da falsidade”15. Não havendo essa maturidade – para a qual o tempo era fundamental – o mal não pareceria como em realidade é. Não haveria possibilidade de compreender sua natureza e malignidade16.

Eliminando o mal sumariamente, as pessoas também não compreenderiam suas consequências. Por outro lado, ao eliminar o mal imediatamente, Deus pareceria um ser arbitrário, infundindo temor às pessoas, que O serviriam “por medo, e não por amor”17. Por isso, o mal precisava amadurecer. Além disso, “o verdadeiro caráter do usurpador e seu objetivo real devem ser compreendidos por todos. Ele deve ter tempo para se manifestar por meio de suas obras iníquas”18.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nos escritos de Ellen White é muito consistente a ideia de que Deus criou o ser humano como entidade moral livre19. Isso possibilitou o surgimento e desenvolvimento do mal. Em nome da liberdade humana, Deus criou o homem com a possibilidade de transgressão, como diz a afirmação a seguir: “Deus poderia ter criado o ser humano sem a capacidade de transgredir Sua lei, poderia ter privado a mão de Adão de tocar no fruto proibido. No entanto, nesse caso, o homem teria sido não um ser moral, livre, mas um simples robô. Sem liberdade de opção, sua obediência não teria sido voluntária, mas forçada. Não poderia haver desenvolvimento de caráter. [...] Seria uma ação indigna do homem como um ser inteligente, e teria contribuído para a acusação, feita por Satanás, de governo arbitrário por parte de Deus”20.

Percebe-se que a finalidade de Deus para o ser humano era o desenvolvimento do caráter, o que seria possível mediante a obediência voluntária. Logo, sem obediência, o caráter não poderia ser plena e adequadamente desenvolvido. Em contrapartida, a obediência forçada estagnaria o caráter humano, pois o tornaria um simples autômato – um robô – sem possibilidade de escolha, o que caracterizaria seres humanos sem liberdade. Daí que a única alternativa era permitir dois caminhos, o bem e o mal. Infelizmente, o ser humano escolheu o mal.

Entretanto, Ellen White acredita que o mal não existirá para sempre. Assim como Deus permitiu sua existência como contingência da liberdade humana, chegará o dia em que Ele o destruirá. Mas, até então, a humanidade terá plena consciência dos seus efeitos nocivos. Isso será essencial para que o mal não se levante pela segunda vez.

Adolfo Suárez (via Revista do Ancião)

Referências
1 Ellen G. White escreveu mais de cinco mil artigos e 49 livros, totalizando aproximadamente cem mil páginas manuscritas. Incluindo compilações, hoje estão disponíveis mais de cem livros em inglês e cerca de 70 em português. Ellen White é a escritora mais traduzida em toda a história da literatura. Sua obra Caminho a Cristo já foi publicada em cerca de 150 idiomas.

2 Podem ser citados os seguintes: oração, fé, mal, pecado, culpa, arrependimento, confissão, perdão, lei, graça, educação, saúde, família, evangelização, salvação e liberdade.

3 Herbert E. Douglas, A Mensageira do Senhor (Tatuí, SP: CPB, 2001), p. 256.

4 Alberto R. Timm, O Santuário e as Três Mensagens Angélicas (Engenheiro Coelho, SP: Imprensa Universitária Adventista, 1999), p. 282, 283.

5 Ellen G. White, Educação (Tatuí, SP: CPB, 2011), p. 125.

6 Ibid., p. 190.

7 Ellen G. White, Patriarcas e Profetas (Tatuí, SP: CPB, 2011), p. 61.

8 Ibid., p. 59.

9 Ibid., p. 60.

10 Ibid., p. 61.

11 Ibid.

12 Ellen G. White, O Grande Conflito (Tatuí, SP: CPB, 2012), p. 493.

13 White, Patriarcas e Profetas, p. 33.

14 White, O Grande Conflito, p. 497.

15 White, Patriarcas e Profetas, p. 41.

16 White, O Grande Conflito, p. 497.

17 Ibid., p. 499.

18 White, Patriarcas e Profetas, p. 42.

19 Ver, por exemplo: Patriarcas e Profetas, p. 331, 332; Mensagens Escolhidas (Tatuí, SP: CPB, 1985), v. 1, p. 216; História da Redenção (Tatuí, SP: CPB, 2012), p. 30, 37; Mente, Caráter e Personalidade, (Tatuí, SP: CPB, 2011), v. 2, p. 595.

20 White, Patriarcas e Profetas, p. 49.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

DIA MUNDIAL DA ATIVIDADE FÍSICA

Os benefícios das atividades físicas para a saúde já são amplamente conhecidos: aumento da força muscular, melhora da qualidade do sono e do condicionamento e redução do colesterol e triglicérides, além de elevação do bem-estar e dos ganhos para a saúde mental.

Ainda assim, todos os anos, no dia 6 de abril, o Dia Mundial da Atividade Física promove a conscientização para a importância da prática moderada e regular de exercícios para a saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda de 150 a 300 minutos, no mínimo, de atividade aeróbica por semana para adultos saudáveis e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes.

E se você está precisando de coragem para começar a se exercitar, saiba que existem inúmeras pesquisas que mostram os mais diversos benefícios da atividade física. Além do mais, Ellen G. White já destacava também a importância de uma vida ativa. Ela advertiu sobre a ociosidade ou inatividade como um risco para a saúde. A pessoa inativa está se debilitando física e espiritualmente. Para os cristãos, o corpo, a mente e o espírito estão conectados.

Para motivá-lo, confira 18 vantagens das quais você pode passar a desfrutar assim que colocar sua roupa de ginástica, e logo abaixo de cada fato científico, veja relacionados conselhos sábios de Ellen G. White escritos há mais de 100 anos: 

1. Exercitar-se regularmente foi associado a menos sintomas de ansiedade e depressão. 

"As diversões excitam a mente, mas é certo seguir-se a depressão. O trabalho útil e o exercício físico terão sobre a mente uma influência sadia e fortalecerão os músculos, melhorarão a circulação, e demonstrar-se-ão poderoso agente na recuperação da saúde" (Conselhos sobre Saúde, p. 627).

2. A atividade física pode ajudar a prevenir e gerir a diabetes tipo 2. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, a diabetes atinge 9 milhões de brasileiros. 

"O sangue não é tão capaz de expelir as impurezas como seria se a circulação ativa fosse produzida pelo exercício" (Conselhos sobre Saúde, p. 52).

3. Exercício pode desempenhar um papel no aumento do colesterol “bom” e diminuir o “mau”. 

"O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde" (A Ciência do Bom Viver, p. 238).

4. Estudos descobriram que o exercício reduz a inflamação das vias aéreas em pessoas com asma. 

"Aqueles cujos hábitos são sedentários devem, quando o tempo permitir, fazer exercício ao ar livre todos os dias, de verão e de inverno. Caminhar é preferível a andar de carro, pois movimenta mais músculos. Os pulmões são forçados a uma ação benéfica, uma vez que é impossível andar em passo rápido sem os dilatar" (A Ciência do Bom Viver, p. 240).

5. O treinamento de força pode deixar seus ossos mais resistentes e tem sido associado a um menor risco de osteoporose. 

"O exercício rigoroso, severo, fortalece cérebro, ossos e músculos" (Carta 103, 1900).

6. Pessoas que se exercitam vigorosamente têm níveis mais elevados de vitamina D, o que impulsiona o humor. Isso é provavelmente porque elas passam mais tempo no sol. 

"Exercício, e o livre e abundante uso do ar e luz solar — bênçãos que o Céu tem outorgado a todos nós livremente — dará vida e força ao enfermo macilento" (Conselhos sobre Saúde, p. 54).

7. Embora exista uma crença popular de que o exercício pode aumentar o seu metabolismo, isso não é verdade. No entanto, de fato queima calorias.

"Hábitos estritamente temperantes, combinados com o exercício dos músculos assim como da mente, preservarão tanto o vigor mental como o físico" (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 389).

8. Se exercitar tem sido associado com um sistema cardiovascular mais eficaz e um menor risco de doença cardíaca. 

"Quando se faz exercício físico, a circulação é ativada. O coração recebe sangue mais rapidamente e o envia mais depressa aos pulmões. Os pulmões trabalham mais vigorosamente, abastecendo uma maior quantidade de sangue, o qual é impelido com mais força para todo o organismo. O exercício dá nova vida e vigor a cada órgão do corpo" (Refletindo a Cristo, p. 139).

9. O exercício físico regular pode diminuir os níveis de estresse. 

"Umas poucas horas de trabalho físico diariamente, tenderiam a renovar o vigor físico e dar repouso e alívio à mente" (Testimonies 4, p. 264).

10. Pesquisas concluíram que treinos curtos e intensos podem ajudar as pessoas a perder peso e gordura. 

"Não obstante tudo quanto se diz e escreve sobre sua importância, existem ainda muitos que negligenciam o exercício físico. Muitos se tornam corpulentos porque o organismo está carregado" (A Ciência do Bom Viver, p. 240).

11. Seu corpo pode se tornar mais ágil através do exercício físico e do treinamento de força, o que poderia melhorar o seu equilíbrio e ajudar a prevenir quedas e outras lesões. 

"Aqueles que deixam de fazer uso de seus membros cada dia, perceberão um enfraquecimento ao procurarem exercitar-se. As veias e músculos não estarão em condições de desempenhar o seu trabalho e conservar todo o mecanismo vital em atividade sadia, cada órgão do corpo fazendo sua parte. Os membros serão fortalecidos pelo uso" (Conselhos sobre Saúde, p. 54).

12. O exercício regular pode aumentar a imunidade, embora os cientistas não tenham certeza de como isso funciona. Pode ser através da limpeza de suas vias respiratórias de bactérias, ou fazendo o corpo produzir mais anticorpos que combatem doenças. 

"O ar puro, a alegre luz solar, as belas flores e árvores, os belos vinhedos e o exercício ao ar livre em meio desse ambiente, são transmissores de saúde – o elixir da vida" (Conselhos Sobre Saúde, p. 170).

13. O exercício aeróbico tem sido associado a manutenção da memória, por isso é especialmente importante para adultos mais velhos. 

"Se continuar a inatividade física, haverá cada vez menos atividade do cérebro" (Carta 103, 1900).

14. Ser fisicamente ativo está associado com uma vida mais longa. Pessoas que são ativas durante sete horas por semana são 40% menos propensas a morrer jovens do que as que se exercitam por 30 minutos ou menos. 

"Ao negligenciarmos fazer exercício físico, ao sobrecarregarmos a mente ou o corpo, desequilibramos o sistema nervoso. Aqueles que assim encurtam a existência, desatendendo as leis da Natureza, são culpados de roubo para com Deus" (Conselhos sobre saúde, p. 41).

15. Ser ativo já foi associado também com um risco reduzido de alguns tipos de câncer. 

"A inatividade é prolífera causa de doenças. O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde" (A Ciência do Bom Viver, p. 238).

16. O exercício pode levar a um risco reduzido de esgotamento no local de trabalho. 

"Muitos têm sofrido por causa de excesso de trabalho mental sem o refrigério do exercício físico. O resultado é a debilitação de suas faculdades" (Evangelismo, p. 661).

17. A atividade física regular pode ajudar a aliviar os sintomas de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. 

"O tempo despendido em exercícios físicos não é perdido. Quando o cérebro está constantemente sobrecarregado enquanto os outros órgãos da estrutura viva ficam inativos, há uma perda de força, tanto física como mental. O sistema físico é lesado em seu tono saudável, a mente perde seu frescor e vigor, e o resultado é uma agitação mórbida" (Conselhos para a Igreja, p. 164).

18. Manter-se ativo é ligado a um sono melhor. 

"O exercício ao ar livre estimula o apetite, tornando mais perfeita a digestão do alimento e induzindo um sono suave e sadio" (Testimonies 1, p. 702).

[Com informações de Hypescience]

terça-feira, 5 de abril de 2022

TORTURA

Antes de uma análise sobre a prática, é necessário deixar claro o que chamamos de “tortura”. Tortura é a imposição de dor física ou psicológica por crueldade, intimidação, punição, para obtenção de uma confissão, informação ou simplesmente por prazer da pessoa que tortura. Também tem, como uma definição mais abrangente, "o dano físico e mental deliberado causado pelos governos contra os indivíduos para destruir a personalidade individual e aterrorizar a sociedade" segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Todo torturador é um covarde. Aproveita-se da circunstância em que um adversário está subjugado, sem condições de defesa, para dar vazão a truculência, sadismo e perversão. Nem mesmo em guerras essa infâmia é permitida. A Terceira Convenção de Genebra, de 1929, proíbe que prisioneiros sejam submetidos a tortura, pressão física e psicológica e tratamentos desumanos. Apesar disso, a ditadura militar que se instalou no Brasil em 1964 matou e torturou muitos de seus oponentes. As sevícias que militares e policiais apoiadores do regime impuseram aos ativistas presos bateram recorde de degeneração moral. Choques elétricos nos órgãos genitais, sessões de agressão no pau de arara, enforcamentos, ameaças a familiares e muitas outras modalidades de aniquilamento físico e psicológico foram postas em prática nos porões da ditadura.

Com a jornalista Miriam Leitão, que na época era militante do PC do B, o nível de perversão foi absurdo. Presa em 1972, em Vila Velha, no Espírito Santo, ela levou tapas, chutes e golpes na cabeça. Foi obrigada a ficar nua na frente de 10 soldados e três agentes da repressão. Era constantemente ameaçada de fuzilamento e passou horas trancafiada em uma sala escura com uma jiboia.

O episódio horrendo volta a ser rememorado agora por causa de um comentário do filho presidencial e deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Tudo porque Miriam escreveu que é um engano os candidatos da chamada terceira via tratarem Lula e Bolsonaro como iguais, já que o presidente atual é inimigo da democracia (inacreditável que alguém não tenha percebido isso ainda).

Eduardo reagiu de forma torpe. Em um tuite sobre o assunto, disse que tinha pena da cobra. É preciso constatar: quem apoia torturadores se iguala em covardia a esses criminosos. Os que exaltam e puxam o saco dos brucutus criam o clima para que as sevícias sejam perpetradas. Normalizam as barbaridades cometidas pelos algozes, incentivam os psicopatas e os transformam em heróis.

Jair Bolsonaro tem como modelo o covarde coronel Brilhante Ustra, um dos que praticaram as violências mais repugnantes com as vítimas. Seu filho, Eduardo, acha lícito fazer ironia com uma mulher que foi torturada. O ministro da Defesa exalta o golpe de 64. Bolsonaristas com e sem mandato aplaudem esse espetáculo bizarro.

A proibição bíblica da tortura
Em Atos 23:3 Paulo usou a interpretação judaica padrão de Deuteronômio 25:1-2. Ele disse que não era lícito às autoridades nem dar tapas em um prisioneiro antes de um julgamento e da condenação. Naturalmente, as pessoas podem objetar que isso era apenas uma proteção para um cidadão, mas não para um inimigo combatente, porém a Escritura foi bastante clara ao dizer que “a mesma lei se aplicará ao natural da terra e ao estrangeiro residente” (Êxodo 12:49). Isso não impede o interrogatório dos inimigos no campo de batalha (Juízes 8:14) ou que seja oferecida misericórdia para com inimigos que voluntariamente deram informações úteis – uma espécie de negociação (plea-bargain) (Juízes 1:24-26). Essas situações eram aplicações próprias da oferta de paz a uma cidade (Deuteronômio 20:10-15), também sendo estendidas para qualquer cidadão daquela cidade que desertou.

É verdade que no campo de batalha soldados inimigos sabiam que seu destino era a morte (Deuteronômio 20:10-15) a menos que tivessem informações úteis para dar. Como a informação era uma arma no campo de batalha, um inimigo que retivesse informações durante o calor de batalha poderia ser considerado como se estivesse armado e poderia ser morto. Por isso a negociação era tão poderosa no campo de batalha.

Deixar de barganhar poderia significar a morte, mas Deus nunca permitiu o uso da tortura para se extrair informações. A seguir estão os principais argumentos bíblicos contra a tortura de qualquer ser humano, seja estrangeiro ou cidadão:

1. Paulo declarou que dar um tapa em um prisioneiro antes da condenação sob o devido processo legal é uma violação da lei (Atos 23:3). Se até um tapa era “contrário à lei”, então qualquer coisa maior do que um tapa no rosto também deve ser considerado ilegal. Isso seria verdadeiro se a pessoa fosse “natural da terra” ou “estrangeira que peregrina entre vós”, uma vez que deveria haver uma “mesma lei” para ambos (Êxodo 12:49).

2. Nicodemos argumentou que julgar um indivíduo ou uma multidão como inimigos do Estado sem terem sido condenados em um tribunal é contrário à lei (João 7:47-53). Quando se utiliza a tortura para extrair informações de um suspeito, assume-se a culpa de um indivíduo sem o devido processo.

3. Considerando a partir do menor para o maior, se a crueldade contra animais foi proibida na Bíblia (Gênesis 49:5-7; Provérbios 12:10), o que dizer da crueldade contra seres humanos que tem a imagem de Deus (Gênesis 9:6; Êxodo 6: 9; Salmos 71:4; 74:20)?

4. A lei bíblica que regula o tratamento de prisioneiros não permitia torturar ou matá-los (2 Reis 6: 8-23). No campo de batalha, um inimigo poderia ser morto, mas se o conflito imediato cessou, tais prisioneiros não podem ser tratados de forma desumana. Também não cabe o argumento que estamos em um estado perpétuo de emergência. Ou podemos tratar um soldado capturado diferentemente do que Deus ordenou que os pagãos capturados em 2 Reis 6:8-23 fossem tratados? Os limites desse tipo de conduta estão no campo de batalha no combate face-a-face. Uma vez que os soldados estão sob custódia e fora do campo de batalha, 2 Reis 6:8-23 entra em ação e eles devem ser bem tratados.

5. Apesar de inimigos de uma nação agressora poderem ser feitos escravos como reparações de guerra (Levítico 25:44-46; Josué 9:23), todos escravos bíblicos (inclui-se os servos contratados) tinham direitos básicos dados por Deus que excluíam a tortura:

a) Punições físicas só poderiam ser infligidas em escravos como clara punição para desobediência registrada (Lucas 12:44-48). Não há evidência de que os escravos poderiam ser espancados para se extrair informações a partir deles. Mantenha em mente que “uma criança não é diferente de um escravo” (Gálatas 4:1). Isso significa que qualquer punição corporal considerada imoral para um pai aplicar em seu filho também seria imoral que infligisse sobre um escravo.

b) Em segundo lugar, os escravos deviam sempre ser tratados com respeito, e não com crueldade (Levítico 25:46,53). Técnicas interrogatórias que são cruéis ou duras não deviam ser usadas.

c) A Escritura protegia os escravos com o princípio da Lei de Talião assim como qualquer outro cidadão, e se danos permanentes de qualquer tipo fossem infligidos em um cativo (Êxodo 21:20-27), ele tinha que ser libertado (Êxodo 21:26-27; Levítico 24:19-22).

6. As testemunhas eram exigidas da promotoria, mas não do acusado (Deuteronômio 19:15; Levítico 5:1). Isto por si só exclui o uso de tortura, já que ela exige que uma pessoa se torne uma testemunha contra si mesma. Apenas o acusador deveria ser obrigado a depor.

7. A tortura viola o direito bíblico do acusado de permanecer em silêncio. Esta lei está implícita em Números 35:30; Deuteronômio 17:6; 19:15 e é explicitamente afirmada pelo silêncio de Cristo em Marcos 15:3-5; Mateus 27:14. Isso reforça o ponto anterior de que a promotoria tinha a responsabilidade de trazer testemunhas, e o acusado não.

8. O acusado é tratado como inocente até que se prove o contrário (Deuteronômio 25:1-2; Isaías 43:9; Deuteronômio 17:6; Atos 16:37; 23:3). Essa foi uma das graves violações da lei que ocorreram no julgamento de Jesus. Ele foi escarnecido e espancado antes do julgamento (Lucas 22:63-65). Mas a tortura moderna de “suspeitos” capturados é uma violação semelhante do princípio do “inocente até que se prove a culpa”.

9. A tortura corrói o caráter e testemunho de uma nação (Deuteronômio 4:6-8 contra Lamentações 4:3; Ezequiel 34:4). Deus queria que os gentios tivessem ciúmes das liberdades que Sua lei trouxe para Israel (Deuteronômio 4:6-8), e a chamou de “lei perfeita da liberdade” (Tiago 1:25; 2:12). No entanto, por meio de crueldade, a reputação de Israel foi destruída (Lamentações 4:3; Ezequiel 34:4).

10. O próprio torturador é desumanizado. “O homem cruel causa o seu próprio mal” (Provérbios 11:17).

11. Todos os homens são feitos à imagem de Deus: (Gênesis 1 26-28; 9:6) e a tortura degrada essa imagem (Deuteronômio 25:3). Mesmo depois de um julgamento e da condenação, a ninguém podia ser dada mais de quarenta chicotadas em uma surra, porque isso o “humilharia” (Deuteronômio 25:3). Não importava se pensassem que um criminoso hediondo “merecia” mais do que isso, este era o limite de degradação que foi deixada na Bíblia como punição. Também não existiam outras formas de dor física além de espancamentos e pena capital que tenham sido autorizados para qualquer crime. A tortura parecia estar fora do radar de justiça bíblica.

12. Mesmo depois da pena capital ser infligida, o corpo de um criminoso tinha de ser tratado com respeito para que a terra não se contaminasse (Deuteronômio 21:23). Certas formas de tortura desrespeitam flagrantemente os corpos das pessoas.

13. Autorizar a tortura é dar ao governo um poder demasiado. Uma vez que o governo civil é composto de indivíduos depravados (Romanos 3:10-18), um poder irrestrito nas mãos deles seria corrompido, além de perigoso.

14. O Novo Testamento diz que “toda transgressão e desobediência [no Antigo Testamento] recebeu a devida punição” (Hebreus 2:2). Na medida em que nos desviamos da lei de Deus, nos desviamos da justiça. Desde o Antigo Testamento, em nenhum lugar vemos a tortura como um justo uso da força civil. Usá-la é desviar-se da justiça e abraçar o pragmatismo.

15. A regra de ouro – fazer aos outros o que você gostaria que eles fizessem a você (Mateus 7:12). Ninguém gostaria de ser torturado caso capturado pelo inimigo.

Simplesmente não há evidência bíblica de testemunho coagido autorizado. Mesmo Acã, que pôs em perigo a segurança de toda a nação, e que Deus já havia julgado e condenado, só foi convidado a dar uma confissão voluntária em Josué 7:9-26. Assim Paulo, com razão, protestou quando ele foi tratado como culpado até que se provasse inocente (Atos 16:37) e o julgamento de Cristo foi frustrado em sua tentativa de provar que Ele era culpado, porque Ele se recusou a dar informações apesar da tortura. Isso, porém, não significa que uma pessoa não possa ser condenada quando ela testemunha a sua própria culpa. Ver, por exemplo 2 Samuel 1:16, onde disse Davi: “Você é responsável por sua própria morte. Sua boca testemunhou contra você, quando disse: ‘Matei o ungido do Senhor’ “.

Conclusão
Com base nas evidências bíblicas apresentadas, podemos constatar que a tortura nunca deve ser usada por qualquer pessoa para obter informações. Não é somente desautorizada para a nossa guerra contra o terror, é, em si, um ataque hostil contra a ordem social de Deus e deve ter a oposição de todos os cidadãos.

(Com informações do Portal Eis-me Aqui e UOL)

"Cada dia traz seu doloroso registro de violência e ilegalidade, de indiferença aos sofrimentos do próximo, de brutal e diabólica destruição de vidas humanas. Quem pode duvidar que instrumentos satânicos se achem em operação entre os homens, numa atividade crescente, para perturbar e corromper a mente, contaminar e destruir o corpo?" (Ellen G. White - A Ciência do Bom Viver, p. 142).

segunda-feira, 4 de abril de 2022

PARÁBOLA DO RATO

No dia 4 de abril comemora-se mundialmente o Dia do Rato. A data inusitada foi instituída no ano de 2002 com o objetivo de romper preconceitos contra o roedor e fazer com que estes pequenos sejam reconhecidos também como animais de estimação. Então, para "celebrar" esta data, vamos conferir uma interessante parábola escrita pelo pastor Cândido Gomes. Confira abaixo:

Era uma vez, uma menina que não tinha um rato. Mas, talvez influenciada pela popularidade de figuras como Mickey Mouse, Topo Gigio, Tom e Jerry, a garotinha resolveu que queria porque queria um... Assim, toda manhosa, foi contar para o pai de sua mais nova e estranha necessidade.

Mas o pai não concordou com a ideia, explicando o perigo de ter um ratinho - as doenças, a sujeira, e essas coisas. A menina insistiu, chorou, esperneou, mas nada mudou a ordem estabelecida. O tempo passou, e o pai teve que fazer uma viagem. Iria passar dias longe, trabalhando. A família ainda se despedia na sala, quando a ideia veio.

A pequena correu para o quarto, abriu uma das gavetas e encontrou o cofrinho. Não pensou duas vezes: quebrou o porco, pensando no rato, juntou as moedas e saiu de casa, dando à mãe uma desculpa qualquer. Foi à loja de animais que ficava ali perto.

Aproximou-se do balcão e, mesmo sem conseguir enxergar quem estava do outro lado, entregou o saco de moedas, dizendo: "Me dá um rato, moço". O moço, que não tinha nada com a história, pegou as moedas e lhe entregou o bicho. A mocinha voltou para casa toda feliz. Trancou-se no quarto e começou a brincar com o novo amigo. E brincou, brincou, brincou... e fim.

O problema é que enquanto a menina amar mais o rato que o pai, ela não vai querer que o pai volte. Mas ele vai voltar. Por isso, cuidado com os ratos.

Quem lê, entenda.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

SETE MENTIRAS SOBRE DEUS

Primeiro de abril é conhecido como o dia da mentira. Tradicionalmente, pessoas pregam peças em amigos e desconhecidos e passam “trotes” com a desculpa de que é o dia da mentira. Às vezes, a brincadeira não traz consequências, e a pessoa iludida ri por ter acreditado, durante alguns instantes, em uma farsa. Outras vezes, a travessura leva alguém a ser prejudicado por imaginar que a ilusão fosse real.

Entre as mentiras com consequências mais trágicas, estão as mentiras sobre Deus. Deus é o Deus da verdade (Is 65:16), e é avesso à mentira (Pv 12:22; Hb 6:18). No entanto, o diabo existe e é o “pai da mentira” (Jo 8:44). Ele tem se empenhado em espalhar falsidades sobre Deus, a fim de que tenhamos um conceito incorreto de sua Pessoa divina (At 13:10; Gn 3:4, 5). As informações erradas sobre Deus são produto da especulação de filósofos sem compromisso com a revelação bíblica e justificativa para dogmas religiosos não fundamentados nas Escrituras Sagradas. Infelizmente, esses mitos levam muita gente a ter atitudes equivocadas para com o Único que pode salvar (At 4:12).

Com palavras poéticas, o profeta Isaías descreveu o estado de perdição espiritual em que se encontra quem crê numa mentira a respeito daquele que é a Verdade: “O seu coração enganado o iludiu, de maneira que não pode livrar a sua alma, nem dizer: Não é mentira aquilo em que confio?” (Is 44:20)

A seguir, menciono sete mentiras muito populares sobre Deus, com a respectiva apresentação do que a Bíblia tem a dizer sobre quem o Senhor realmente é.

1. Deus determina tudo o que acontece. Muita gente entende mal um dos atributos de Deus: a sua soberania. Imagina que o Todo-Poderoso, que tem autoridade sobre todo o Universo, comande tudo o que acontece em sua vasta criação a ponto de determinar cada coisa que vai acontecer. Na verdade nem tudo o que acontece é por que Deus quer. Se Deus realmente determinasse tudo, seria impossível desobedecer-lhe!

Deus intervém na história humana (Dn 2:21), mas não determina tudo. Ele concedeu ao ser humano a faculdade de tomar as decisões que determinarão seu próprio destino (Dt 30:15-20; Js 24:15; 1Rs 18:21). Pessoas podem optar por dedicar a vida a Deus (Mc 9:24; At 8:37; At 16:13), ou podem escolher permanecer sob o domínio do pecado (Gn 4:6, 7; Is 66:3, 4), mesmo que a vontade de Deus seja que todos escolham o arrependimento e a salvação (2Pe 3:9). Deus deixa as pessoas praticarem sua própria vontade, mesmo que a vontade humana seja contrariar a vontade de Deus (Rm 1:24, 25). Ele dá liberdade para você e eu escolhermos se queremos acreditar ou não nele (Jo 3:16).

2. Quando alguém morre, é porque foi a vontade de Deus. Muito ao contrário, Deus não quer que ninguém morra, mas que se arrependa e tenha a vida eterna (2Pe 3:9). Quem deseja que pessoas morram é o diabo, que “vem para roubar, matar e destruir”. Mas Deus quer nos dar “vida completa” (Jo 10:10, NTLH).

Para Deus, a morte de uma pessoa que tem a vida entregue a Ele é um momento especial (Sl 116:15). É algo comparado a um sono, do qual Deus deseja despertar-nos (Jo 11:11; 1Ts 4:14). Portanto, Deus, além de não desejar a morte de ninguém, ressuscitará aqueles que pertencem a Ele (1Ts 4:16).

3. Deus é energia. No imaginário popular, Deus frequentemente é descrito como sendo uma “energia”, uma “luz”, que permeia o Universo; uma espécie de grande fantasma, invisível, sem forma, um espírito sem corpo que está em todos os lugares, algo impessoal. Nada poderia estar mais longe da verdade. A Bíblia descreve Deus com um Ser pessoal, com aparência física, apesar de diferente da nossa natureza humana, e extremante grandioso (1Co 15:40; 1Rs 8:27).

Deus, o Pai, é apresentado na Bíblia como tendo boca (Nm 12:8), costas (Êx 33:18-23), cabeça (Ez 1:26; Dn 7:9), rosto (Lv 10:1; Dt 5:4, 1Ts 1:9), olhos (Am 9:8), dedo (Êx 8:19; 31:18; Dt 9:10), mão (Êx 9:3), pés (Êx 24:10), se assentando num trono (Is 6: 1-6; Ez 1:26-28), usando roupas (Is 6:1; Dn 7:9), com cabelos brancos (Dn 7:9); enfim, com aparência de um ser humano (Ez 1:26). E não é para menos que Ele seja parecido conosco, uma vez que nos fez semelhantes à sua imagem (Gn 1:26, 27). Apesar de Ele ser agora invisível para nós (Cl 1:15; 1Tm 1:17; Hb 11:27), um dia os salvos verão a Deus (Mt 5:8).

Deus também tem uma personalidade. Ele tem desejos (Ef 5:17), sente ira (Dt 6:15), faz reconsiderações (Gn 6:6), se compadece (2Rs 13:23), enfim, Deus tem emoções e gostos. Deus é pessoal, conhece nossa experiência. Por meio de seu Espírito Santo, pode estar em todos os lugares (Sl 139), e podemos nos aproximar dele e conversar com Ele (Hb 4:16).

4. Deus nunca vai desistir de alguém. Essa afirmação é muito próxima da verdade, mas não deixa de ser incorreta. Deus deseja que todos se salvem (2Pe 3:9), enviou Cristo para morrer por todas as pessoas do mundo (Jo 3:16), e trabalha para persuadir cada uma a aceitar a salvação (Rm 2:4). Mas, como há pessoas que desistem completamente de Deus, não há nada que Ele possa fazer para convencê-las a se arrependerem de sua vida de pecado (Hb 6:4-7).

A Bíblia descreve algumas pessoas que, apesar de Deus ter demonstrado seu favor para com elas e de terem sido agraciadas com ricos privilégios espirituais, rejeitaram de modo tão obstinado a vontade de Deus para sua vida que o Senhor não pôde fazer mais nada para salvá-las. Um exemplo bíblico claro é Saul, que rejeitou a Palavra de Deus e foi, por isso, rejeitado por Deus (1Sm 15:26).

5. Deus é Deus de bênção, não de maldição! Esse lema pode até trazer segurança para o fiel, mas trata-se de uma inverdade. Deus abençoa aqueles que lhe obedecem e fazem a sua vontade (Dt 28:1, 2), mas adverte que maldições estão reservadas para os que não guardam os seus mandamentos (Dt 28:15-68).

6. Muitos caminhos levam a Deus. Não! Só há um único caminho, que é Jesus Cristo, e ninguém pode se achegar a Deus a não ser por meio dele (Jo 14:6). Cristo é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2:5). Outras alternativas espirituais além de Jesus Cristo são “vaidade. Suas obras não são coisa alguma” (Is 41:29), e quem procurar se aproximar de Deus por outros caminhos, além de Jesus Cristo, está percorrendo “caminhos de morte” (Pv 14:12; 16:25), ou “caminho que conduz para a perdição” (Mt 7:13).

7. Deus não condena ninguém. Deus não enviou Cristo ao mundo “para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3:17). No entanto, pessoas que rejeitam a salvação oferecida a elas por Deus receberão a condenação reservada aos desobedientes e incrédulos (Jo 3:18-21). Um dia, Deus, por meio de Jesus Cristo, vai julgar os segredos de todos (Rm 2:16), e castigará aqueles que terão rejeitado Cristo como seu Salvador (Hb 10:29), condenando-os à morte eterna (Mt 25:41).

Infelizmente, muita gente tem sido enganada com mentiras sobre Deus. Mas a Palavra de Deus é “em tudo verdade” (Sl 119:160). E, na Bíblia, a Palavra de Deus, podemos conhecer a verdade sobre Ele, ser libertos pela verdade (Jo 8:38), e ter a vida eterna, que advém de conhecer verdadeiramente a Deus (Jo 17:3).

Fernando Dias (via Revista Adventista)