quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Por que os millennials estão desiludidos com a igreja?


Há, literalmente, milhares de artigos on-line sobre o porquê desta geração estar desiludida com a igreja, a cultura da igreja e a política da igreja. Mas a maioria dos artigos tentam resolver a questão falando simplesmente do assunto. Resolvi trazer para vocês aqui o que uma pesquisa* apresenta sobre o que esta geração pensa da igreja para entendermos melhor a situação.

Se você é um millennial, ou seja, se nasceu depois de 1980, é bom estar informado para ajudar lá na sua igreja. Se você é líder e está liderando essa geração, fará mais sentido ainda você estar antenado com o pensamento da galera. Pois segundo os estudos, é isto que eles pensam:
1. “Os membros não são autênticos”.
2. “A igreja é muito corporativa”.
3. “Eu não gosto do lado político”.
4. “Eu sinto que não posso me abrir para falar sobre minhas lutas e pecados”.
5. “Eu odeio os clichês”.
6. “São todos muito críticos”.
7. “A tentativa da igreja ser relevante geralmente é muito brega”.
8. “Eles não saem de dentro da igreja, tudo tem que ser feito lá”.
9. “Eles não sabem acolher os que são diferentes”.
10. “Eles se concentram muito no que sabem em vez de demonstrar amor”.
Eu sei que existem igrejas preocupadas com cada ponto mencionado acima, mas sei também que estamos falhando muito nesse sentido. Se quisermos ver os millennials (geração Y) chegando em nossas igrejas, precisamos ser mais autênticos, procurando ter conversas francas em vez de só sermões sem sentido ou conselhos cheios de clichês.

A igreja de Atos 2 foi um exemplo perfeito disso. 
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam… E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus." (Atos 2:42-47)
Eu faço parte dessa geração, e posso dizer que a igreja organizada (e não precisamos citar denominação específica) muitas vezes é enfadonha, concentrando-se muito numa tradição que foi criada há alguns anos e agora passou a ser regra de vida ou morte, ainda que não faça mais sentido para o tempo que vivemos. Criticamos veementemente aquele que fuma, sabendo que não fazemos exercícios físicos regularmente. Excluímos o adúltero, mas os invejosos e os que usam o nome de Deus em vão são deixados em paz. Me parece que estamos mais perto dos apedrejadores daquela prostituta de João 8, do que do lado de Jesus que a salvou do pecado e da morte.

Se você faz parte dessa geração, quero fazer um convite: nos unamos para uma igreja mais autêntica, que verdadeiramente busque ao Senhor. Vivamos de verdade o Evangelho e sejamos pessoas cheias de amor para com todos. Temos grandes líderes e cristãos das gerações anteriores nos quais podemos nos espelhar, e acima de tudo temos a Cristo que é nosso maior exemplo.

*Pesquisa realizada nos Estados Unidos pelo pastor Jarrid Wilson.

Rodrigo Bertotti (via rodrigobertotti.com)

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