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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Dia Internacional da Juventude

O livro encontrado no lixo trouxe transformação pessoal e coletiva, comunitária. Quando encontrou a publicação contendo ensino de Física em espaço destinado a resíduos descartados em sua tribo, no Malawi, o adolescente William Kamkwamba começou a ler e, então, a sonhar. Sonhou que seria possível trazer energia para sua comunidade usando a força dos ventos. Usando o conhecimento adquirido na leitura e velharias rejeitadas pelos moradores, ele construiu uma estação eólica que, mesmo rudimentar, foi capaz de fornecer luz para as residências da vizinhança.
A história de William inspirou o filme O Menino que Descobriu o Vento. Ele próprio se tornou um agente de motivação, realizando palestras em eventos internacionais. Personificou a força revolucionária que emana quando a curiosidade, criatividade e paixão típicas dos jovens são canalizadas para o bem, para a mudança de realidades humanas.
Nunca foi tão evidente a força da juventude como agente de transformação. Que o diga uma mobilização como o Global Goals, uma campanha de objetivos globais envolvendo jovens signatários de todo o mundo com um recado claro: líderes do Planeta, “estamos de olho em vocês”, diz trecho de carta aberta no site da campanha. O que esses jovens querem? Erradicar a pobreza, garantir agricultura sustentável, lutar por educação de qualidade, buscar soluções para oferecer saneamento básico e água limpa para todos, reduzir as desigualdades sociais.
São causas globais abraçadas por jovens sonhadores. Organizações podem desdenhar e considerar que são apenas arroubos da juventude o que motiva manifestações como a mencionada acima. Mas é preciso considerar algo essencial: esta é uma era em que os jovens possuem as ferramentas das tecnologias de informação e de comunicação. Eles dominam a cultura digital e os canais de divulgação, e farão prevalecer o mundo idealizado por eles, fortemente marcado pelo discurso de justiça social.
Mais do que isto: com a pandemia, este espírito de época tornou-se ainda mais cristalino. Os jovens estão dispostos a abraçar causas, mesmo que as organizações não sigam na mesma direção. Pelo contrário! Esperam que as marcas levantem suas bandeiras. Uma pesquisa da Barômetro Kantar divulgada em janeiro deste ano mostrou que as gerações mais jovens esperam um posicionamento mais proativo das marcas no sentido de guiar a mudança, e não demonstram qualquer remorso em abandonar a relação com marcas e organizações se perceberem incoerência entre o discurso e a prática, numa espécie de “cancelamento” institucional.
Ao que parece, além de abraçar causas, há um despertamento dos jovens sobre sua capacidade de ser agentes de transformação. É fato que esta não é uma realidade capaz de envolver toda uma geração – há grupos expressivos de jovens que vivem valores distintos. Mas chama a atenção o número dos que percebem a força que pode prevalecer se uma geração se unir em torno de um plano capaz de mudar a vida das pessoas ao redor do Planeta.
Diz Marianna Muntianu, uma jovem russa ativista ambiental e fundadora do projeto Plante a Floresta: “O coronavírus está nos mostrando que realmente podemos unir forças para resolver problemas globais – e rapidamente, mesmo com os diversos obstáculos e dificuldades econômicas.
Afirma Louise Mabulo, 21 anos, uma chef premiada natural das Filipinas, agricultora e fundadora do Projeto Cacau: “Agora, mais do que nunca, o mundo precisa de esperança, de agentes de mudança – jovens que são corajosos, engajados e podem liderar o caminho para um futuro próspero”.
Perceber o entusiasmo de jovens na transformação do mundo pode servir de reflexão sobre como inspirar os jovens cristãos a serem, também, agentes ativos de transformação, não inspirados por uma ideologia, mas pelos métodos de Cristo. O recado de João aos jovens “fortes, que já venceram o maligno” (I João 2:14), sinaliza a força de uma juventude capaz de pavimentar seu desejo de mudança no mundo a partir da Palavra de Deus.
Ao invés de negligenciar o fato de estar surgindo uma nova mentalidade entre os jovens na cultura secular, mais sensíveis aos problemas do mundo e dispostos a abraçar causas que resolvam problemas humanitários históricos e conflitos de direitos humanos, os líderes cristãos podem exercer com humildade o papel de observação e de escuta desses novos agentes e o aparente novo modelo mental que inspira os jovens da era da pandemia. Podem alicerçar um plano de ação missionário focado em canalizar esta sensibilidade e disposição para mostrar ao mundo uma ação inspirada pelo exemplo de Cristo, capaz de se preocupar com detalhes das necessidades humanas e disposta a oferecer uma transformação de vida que contemple respostas para anseios sociais, pessoais e espirituais.
O Dia Internacional da Juventude parece ser uma excelente oportunidade para esse exercício de liderança, aparentemente mais passivo, pautado em observar e ouvir, mas que pode fazer toda a diferença neste mundo reformatado em que estamos vivendo.
Heron Santana (via Igreja Relevante)

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Você já teve um crush?

Certamente, você já deve ter tido um crush, mas na sua época, ou melhor, na nossa, não se chamava assim. Não sabe o que é isso? Então preste atenção para atualizar seu vocabulário. 

Talvez você conheça como paquera, mas esse termo já era para os adolescentes de hoje. Crush é a expressão que melhor descreve uma paixão súbita, daquelas de tirar o fôlego. Da língua inglesa, a palavra pode ser traduzida como “esmagamento”, mas se entende como “ter o coração esmagado por alguém”. Então, quando alguém diz “ele ou ela é meu crush”, está se referindo não apenas a uma relação mais direta e pessoal, mas está manifestando a atração (em geral física) que tem por alguém. 

Os adolescentes gostam de usar gírias tanto nos espaços de convivência como no mundo virtual. Embora a escola e muitas famílias não incentivem esse tipo de linguagem, ela sem dúvida revela particularidades de uma determinada geração. Pão, tipão, broto, boa pinta, gato e gata representava o crush do passado. Mas a palavra não é o mais importante, e sim seu significado no momento. 

Muitos pais e educadores se sentem perdidos com tanta novidade na forma de falar dos jovens. Dar ruim, lacrar, mitar, ficar pistola, trollar, shippar, tiltar, flopar e BFF são apenas alguns exemplos. É tanta gíria que só contando com um glossário mesmo para entender a moçada. Seja como for, se esse glossário existisse, teria que ser atualizado constantemente, pois a linguagem deles é muito dinâmica. 

Entretanto, nem tudo muda. Algumas coisas nunca saem de moda e servem para todas as gerações. Tome nota de cinco atitudes importantes: 

1. Sempre dê total atenção quando seu filho conversar com você. Nada de ficar vendo TV, lendo ou mexendo no celular. Olhe nos olhos e ouça com calma ainda que não esteja concordando. 

2. Quando for dar sua opinião, evite fazer em tom de julgamento ou lição de moral. Não faça comparações com sua época, porque os tempos realmente são outros e ele não tem culpa disso. O mundo simplesmente mudou. 

3. Considere respeitosamente as ideias de seu filho. Se você não agir com respeito, ele vai deixar de contar as coisas para você e não vai demorar para lhe tratar apenas como um estranho. 

4. Não queira medir forças, mas diga com clareza o que espera e a consequência da desobediência. Então, seja coerente cumprindo a regra conforme o combinado. Lembre-se de que o objetivo maior da disciplina é desenvolver o caráter de seu filho. 

5. Seja um exemplo e evite criticar. Seu filho vai prestar mais atenção ao que você faz do que ao que você fala. A geração atual, mais do que as anteriores, não curte blá, blá, blá. 

Resumindo: da próxima vez que o crush de seu filho der ruim e ele flopar, não vai trollar pra ele não ficar pistola com você e tiltar. Não basta querer shippar; é o tempo que vai dizer se a pessoa vai ou não lacrar. Se agir desse modo, você vai mitar e se tornar BFF do seu filho. 

Talita Castelão (via Revista Adventista)

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Dez Mandamentos do Namoro Cristão

"'Eu te Amo!' Quão significativas são essas palavras entre dois jovens! Ainda mais maravilhosas elas se tornam quando nos são ditas por nosso Salvador, que deseja que sejamos felizes e encontremos alegria em nosso relacionamento uns com os outros." (Ellen G. White - Cartas a Jovens Namorados, p. 7)

Namoro é uma fase muito bonita. É a época de conhecer, galantear, cortejar e procurar inspirar amor em alguém. O namoro cristão, tenha a idade que tiver, deve ser uma convivência afetiva preliminar que amadurece e prepara o casal para um possível compromisso mais profundo. O contrário disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e traumática.

Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista de Deus: 

1. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.

2. Não se prenda em um jugo desigual (2Co 6:14-18):
 iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que frequentam igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros convertidos ou não levarem o relacionamento com Deus a sério. 

3. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado, e nele, intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais. Mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento. 

4. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza. 

5. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial. Estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto. 

6. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento. 

7. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor.

8. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.

9. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.

10. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: o casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.


Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro. Viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro. E seja feliz.

"O verdadeiro amor é um princípio elevado e santo, inteiramente diferente em seu caráter daquele amor que se desperta por um impulso e que subitamente morre quando severamente provado. O verdadeiro amor não é uma forte, ardente e impetuosa paixão. Ao contrário, é calmo e profundo em sua natureza. Olha para além das meras exterioridades, sendo atraído pelas qualidades apenas. É sábio e apto a discernir, e sua dedicação é real e permanente. É o amor um dom precioso, que recebemos de Jesus. A afeição pura e santa não é sentimento, mas princípio. Os que são movidos pelo amor verdadeiro, não são irrazoáveis nem cegos. A brandura, a gentileza, a paciência e a longanimidade, o não se ofender facilmente, o sofrer tudo, esperar tudo, tudo suportar — estes são os frutos dados pela preciosa árvore do amor, árvore de origem celeste. Esta árvore, se nutrida, demonstrar-se-á daquelas que estão sempre verdes. Seus ramos não secarão, não lhe murcharão as folhas. É imortal, eterna, continuamente regada pelos orvalhos celestes." (Cartas a Jovens Namorados, p. 21)

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Depressão em adolescentes cresce impulsionada por uso de redes sociais

A disseminação de smartphones, tablets e notebooks junto com o surgimento das redes sociais mudou a maneira como crianças e adolescentes interagem com o mundo e com os outros, com impactos positivos e negativos.

Se propiciaram acesso a uma miríade de conhecimentos e permitiram uma comunicação ágil e instantânea, essas tecnologias também produziram novas fontes de angústia e tornaram mais fácil aos mais jovens tomarem contato com conteúdos e situações para os quais não estão preparados emocionalmente.

Nos últimos tempos têm-se acumulado evidências de que o uso exagerado de aparelhos e redes sociais produz efeitos deletérios na saúde mental de crianças e adolescentes e pode ser um dos fatores por trás do aumento da prevalência de depressão nesse grupo etário.

"Os mais jovens têm de enfrentar hoje coisas inimagináveis no passado, como a exposição e a permanência nas redes sociais daquilo que eles fazem e falam, por exemplo", diz Roberto Sassi, psiquiatra infantil e professor da Universidade McMaster, no Canadá. O psiquiatra também aponta que hoje é mais fácil para os jovens terem contato com sites que discutam, por exemplo, automutilação.

Para Jackeline Giusti, psiquiatra da infância e da adolescência do Instituto de Psiquiatria da USP, o jovem contrastar a própria vida com a vida online fantasiosa de outros no Facebook e no Instagram pode potencializar estados psicológicos negativos. "Ele pode pensar: todo mundo está feliz, todo mundo vai a festas, menos eu. Se a pessoa está triste, isso vai deixá-la mais triste ainda", diz.

Um dos aspectos mais perniciosos da rede, apontam os dois psiquiatras, é o chamado cyberbullying. Segundo Sassi, a prática online produz nas vítimas a mesma sensação negativa de passar por essas situações na vida real.

Artigo publicado recentemente na revista da Academia Americana de Pediatria fez vasta análise da literatura científica sobre o tema. Uma meta-análise de 131 estudos mostrou que adolescentes que passam por cyberbulling apresentam risco maior de ter problemas mentais e físicos."O uso de internet em geral e a experiência de ser vítima de cyberbulling estão associados a mais pensamentos suicidas e comportamentos de automutilação", diz o artigo.

Outro estudo, esse publicado em outubro, analisou como passar muitas horas em frente a telas de aparelhos pode afetar a saúde mental de crianças e adolescentes. Jovens de 14 a 17 anos que passam mais de sete horas diárias em smartphones, tablets, computadores e televisão tiveram mais do que o dobro de chance de terem ansiedade ou depressão do que aqueles que passam uma hora.

Mesmo após apenas uma hora em frente à tela por dia, crianças e adolescentes podem começar a ter menos curiosidade, menor autocontrole, menos estabilidade emocional e menor capacidade de concluir tarefas, segundo o estudo, publicado na revista Preventive Medicine Reports. Entretanto, como se trata de um ramo novo de pesquisa, ainda há muitos aspectos não compreendidos a respeito da influência das tecnologias digitais na saúde mental dos mais jovens. 

No caso do segundo estudo, Sassi diz que há certas nuances que podem ter impactos diferentes nos jovens. "A pessoa pode ser usuária ativa de Facebook, que interage e conversa com outras pessoas, ou alguém que só observa a atividade de outros; jogar games é uma atividade muito diferente de ver um filme na Netflix. São coisas que nós colocamos juntos, mas que podem ter impactos diferentes.

O psiquiatra também diz que ainda não se pode estabelecer uma relação de causalidade entre uso de tecnologias e depressão em mais jovens. "Não podemos esquecer que o tempo em frente à tela é um tempo que você está tirando de outras atividades, como sono e atividades físicas. Sedentarismo e baixa qualidade do sono prejudicam a saúde mental tanto de jovens como adultos.

Nos EUA, a prevalência da doença na faixa dos 12 aos 17 anos passou de 8,7% em 2005 para 11,3% em 2014, segundo os dados mais recentes de uma pesquisa nacional. No Brasil não existem estatísticas do fenômeno, mas Jackeline Giusti diz que ter observado nos últimos anos grande aumento de casos de depressão relacionada a tecnologias digitais. "Cerca de 10% dos adolescentes e crianças que atendo apresentam essa relação", diz.

Os pais possuem papel relevante para evitar que o uso da internet traga prejuízos, aponta Giusti. "Eles devem olhar os celulares dos filhos de vez em quando para saber o que eles estão acessando, mas isso precisa ser combinado. Também devem mostrar exemplos das consequências de certos comportamentos nas redes sociais", diz.

A psiquiatra também diz que os pais devem buscar restringir a quantidade de horas dos filhos na internet e incentivar outras atividades. Mas, para isso funcionar, os pais devem dar o exemplo. "Não adianta falar isso e, na hora do jantar, o pai e a mãe ficarem grudados no celular, enquanto a criança fica olhando para o teto. Esse é um momento para estar com os filhos, saber como foi o dia deles", diz Giusti.

Os pais também devem ficar atentos a mudanças de comportamento dos filhos, que podem indicar um quadro depressivo. Giusti dá como exemplo o afastamento de amigos, queda no desempenho escolar, irritabilidade e perda de interesse em atividades que eles antes gostavam.

Negligenciar esses comportamentos, considerando-os normais, acarreta um risco. Uma depressão não tratada na idade mais jovem pode produzir grande prejuízo no futuro.

Fernando Tadeu Moraes (via Folha)

Nota: Poucos destes jovens contam com o apoio familiar desejado. Desta forma, eles podem encontrar nas igrejas alguém que os “enxergue”, os considere e que também ajude a promover os vínculos familiares. O amor e a atenção oferecidos pelas pessoas da igreja podem ser ferramentas importantíssimas para o processo de cura. Até mesmo porque este amor pode apontar para o amor de um Deus que as ama incondicionalmente, que as fez com um propósito, doador de esperança e que não as deixa sós nos momentos de maior angústia. Enfim, podem encontrar alguém que percebam que se importa.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Desafio do Fogo: a nova e perigosa moda da internet

Uma menina de 12 anos teve queimaduras de segundo e terceiro graus em 49% de seu corpo após participar de um desafio na internet, na última sexta-feira (17). A estudante norte-americana Timiyah Landers estava participando do ‘desafio do fogo‘, que consiste em espalhar líquidos inflamáveis pelo corpo e incendiá-lo enquanto tudo é filmado para ser compartilhado nas redes sociais.

A menina foi levada para um hospital em Detroit, nos Estados Unidos, onde deve passar por três cirurgias. A probabilidade é que ela fique internada durante meses até se recuperar.

A mãe da vítima, Brandi Owens, alertou outros pais para que se atentem ao que seus filhos estão vendo na internet. “Minha filha recentemente pegou fogo devido ao desafio no YouTube. Por favor, conversem com seus filhos sobre o que eles veem nas redes sociais”, conta ela em um site de financiamento coletivo, em que pede contribuições para arcar com as despesas médicas da filha.

No dia do acidente, Timiyah estava com duas amigas em sua casa. Brandi disse à emissora americana ‘TMJ4’ ter sido acordada pelo som de uma pequena explosão e logo viu sua filha em chamas.

Em entrevista ao ‘O Globo’, a psicóloga e especialista em jogos perigosos na internet Juliana Guilheri explicou que desafios como esse reforçam que é preciso que os pais acompanhem o conteúdo que seus filhos têm acesso e que isso não significa desconfiar deles. “Faz parte do jovem querer firmar sua autonomia, querer mostrar que está se tornando um adulto, mas cabe aos pais pegarem na sua mão e mostrar que estão juntos ali para acompanhá-lo nessa caminhada. É importante haver um controle parental, mas também uma relação de confiança”. (Claudia)

Nota: Segue abaixo alguns conselhos de Ellen G. White para os nossos jovens:
"Mas é necessário haver grande temperança nas diversões, bem como em qualquer outra ocupação. E o caráter desses entretenimentos deve ser cuidadosa e cabalmente considerado. Todo jovem deve perguntar-se a si mesmo: Que efeito terão essas diversões na saúde física, mental e moral? Ficará meu espírito tão absorvido que me esqueça de Deus? Deixarei de ter em mente a Sua glória? (O Lar Adventista, p. 512)
"Nesta fase do mundo há uma busca de prazeres sem precedentes. Dissipação e absurda extravagância prevalecem por toda parte. As multidões estão famintas por divertimentos. A mente torna-se frívola e vulgar por não estar acostumada à meditação nem disciplinada para o estudo. É corrente o sentimentalismo ignorante. Deus exige que cada alma seja disciplinada, refinada, elevada e enobrecida. Mas não raro toda aquisição de valor é negligenciada pelo exibicionismo da moda e os prazeres superficiais." (O Lar Adventista, p. 521)
"Todas as energias de Satanás são postas em operação para prender a atenção em diversões fúteis, e ele está conseguindo seu objetivo. Está interpondo seus artifícios entre Deus e a pessoa. Ele forjará divertimentos a fim de impedir os homens de pensarem a respeito de Deus. O mundo está de contínuo sedento de alguma novidade; quão pouco tempo e pensamento, no entanto, se dedicam ao Criador dos céus e da Terra!" (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 456)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Projeto Quebrando o Silêncio 2018 - Tema: Suicídio

Quebrando o Silêncio é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) desde o ano de 2002.

A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas uma das suas principais ações ocorre sempre no quarto sábado do mês de agosto (neste ano - dia 25). Este é o “Dia de ênfase contra o abuso e a violência”, quando ocorrem passeatas, fóruns, escola de pais, eventos de educação contra a violência e manifestações na América do Sul.

A cada ano um tema é escolhido para ser discutido e abordado com propósito de conscientizar a comunidade, denunciar abusadores e ajudar as vítimas. O tema de 2018 é suicídio. Já considerado uma questão de saúde pública global, precisamos unir forças não somente para evitar que mais pessoas atentem contra a própria vida, mas para ajudar os que sofrem a voltar a sorrir.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a 17ª principal causa de mortes em todo o mundo, com 800 mil vítimas anuais. Isso equivale a um óbito a cada 40 segundos. O quadro ainda é mais preocupante se levada em conta a estimativa de que, para cada caso registrado, existem 20 tentativas de suicídio. Assim, é provável que você conviva ou já tenha entrado em contato com pessoas que não mais apresentam interesse pela vida. A recorrência desse problema exige que estejamos preparados para enfrentar essa situação. 

O ponto é que a maioria dos suicídios poderia ser evitada se estivéssemos mais atentos aos avisos enviados pelos que planejam tirar a própria vida. Cansaço emocional, isolamento social e sono excessivo podem ser “pedidos de socorro” de quem não está lidando bem com seus problemas e que pode enxergar na morte uma solução, ainda que ilusória. 

Os motivos que levam ao suicídio são variados e complexos. Podem ser decorrentes de um distúrbio mental, como depressão e ansiedade, de um abuso sexual, e de problemas sociais. Independentemente da causa, precisamos estar preparados para oferecer apoio e saber como agir preventivamente. 

Um dos aspectos mais importantes na prevenção é ajudar quem tem ideias suicidas a encontrar ou redescobrir um sentido para a vida. A logoterapia, sistema teórico criado por Viktor Frankl, um psiquiatra austríaco sobrevivente dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial, é uma abordagem que trabalha nessa direção. 

“Ter um sentido para a vida é o que permite ao ser humano passar por crises sem evoluir para um processo autodestrutivo. Recuperar o sentido de viver é o objetivo último e fundamental para que alguém saia da depressão e permaneça bem depois disso”, explica o psiquiatra Ricardo Falavigna, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria. 

Contudo, por vezes, é muito difícil alguém que está imerso em problemas complexos reencontrar o propósito da existência. É nessas situações que pequenos gestos podem fazer grande diferença. “A melhor atitude é o respeito, a solidariedade e a empatia. Com isso, abrimos espaço para que a pessoa exponha o que está sentindo e seja levada ao tratamento”, pontua o psiquiatra.

O médico explica que sentir-se acolhido ajuda o corpo a produzir serotonina, hormônio fundamental na regulação do humor, das sensações de dor, medo, ansiedade e depressão. Ele completa dizendo que, ao estudar o cérebro de pessoas que cometeram suicídio, cientistas confirmaram a redução de serotonina em algumas áreas. “As mais afetadas foram aquelas responsáveis pela inibição do comportamento e tomada de decisões”, destaca.

Embora não possamos compreender plenamente as causas e motivações por trás do suicídio, como adventistas podemos afirmar três princípios importantes:

· Primeiro, a vida é preciosa e é um dom de Deus, para ser vivida por Sua graça e pela fé. Nenhum problema é demasiado grande que não possa ser trazido a Deus em oração.

· Segundo, quando encontramos uma pessoa com pensamentos suicidas, temos o dever de ajudá-la. Com a ajuda de Deus, podemos encarar a culpa de uma maneira construtiva, tendo em mente que muitas vezes aqueles que cometeram suicídio necessitavam de ajuda profissional que nós mesmos fomos incapazes de proporcionar.

· Terceiro, a psicologia e a psiquiatria têm revelado que o suicídio geralmente é o resultado de um profundo transtorno emocional ou desequilíbrio bioquímico associado a um profundo estado de depressão e medo. Não deveríamos julgar as pessoas que optaram pelo suicídio sob tais circunstâncias. Não nos cabe julgar. Enquanto devemos estender um ministério de amor e ternura à pessoa envolvida, não devemos julgar que tal pessoa cometeu o pecado máximo.

Para finalizar, segue abaixo dois conselhos de Ellen G. White para lidarmos com essa questão:
"Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos solver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades tão-somente aumentarão e se complicarão. Mas se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais quais somos, e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, e o qual tudo vê na criação, governando todas as coisas por Sua vontade e Palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração." (Caminho a Cristo, pp. 96-97)
"Quando a depressão baixa sobre a alma, isto não é evidência de que Deus tenha mudado. Ele é o mesmo 'ontem, e hoje, e eternamente' (Hebreus 13:8). Estareis seguros do favor de Deus quando sois sensíveis aos raios do Sol da justiça; mas se nuvens pairarem sobre vossa alma, não vos deveis sentir abandonados. Vossa fé tem de atravessar as sombras, vossos olhos devem ser simples e todo o corpo será pleno de luz. As riquezas das graças de Cristo têm de ser conservadas na mente. Entesourai as lições que Seu amor provê. Seja vossa fé qual a de Jó, para que possais declarar: 'Ainda que Ele me mate, nEle esperarei.' (Jó 13:15). Apegai-vos às promessas de vosso Pai celestial, e lembrai-vos de Seu antigo trato convosco e com os Seus servos; pois 'todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus' (Romanos 8:28)." (Review and Herald, 24 de janeiro de 1888)
[Para mais informações e materiais acesse Quebrando o Silêncio]

terça-feira, 12 de junho de 2018

Só te liguei para dizer “eu te amo”

Deu vontade, sabe? De te falar o óbvio, com esse meu jeito bobo, o quanto você é amor na minha vida. Foi natural. Foi sincero. Foi saudade.

Acho importante a gente dizer e ouvir um eu te amo algumas vezes. Não por obrigação, pois no amor não cabe isso de compensar carinho. Mas você não sabe até quando alguém vai fazer parte da sua vida. Logo, se bateu o impulso de falar, fale. Não guarde essas três palavras somente para os momentos especiais. Pare de criar regras e medir comportamentos na hora de confessar o seu amor por outra pessoa. Às vezes, ela está precisando ouvir e você não se toca. Às vezes, ela está querendo dizer e você não abre espaço.

Um eu te amo bem dito, cura. Um eu te amo disposto, muda o nosso dia para melhor. Não desconfie, aceite o sentimento que lhe foi entregue. Construa um mosaico de reciprocidades com ele. Tenta devagar. Tenta no seu tempo. Só não empurre com a barriga. Amanhã pode ser tarde.

Digo eu te amo sempre que posso, sempre que me permito. Não me pesa, não me tira a liberdade e muito menos faz do meu coração refém. Digo porque sinto. E, se sinto, nada mais honesto que o diga. Quem quer fazer dele morada, gratidão. Quem não quer, paciência. Só não deixo de ligar, mandar mensagem ou cantarolar no pé do ouvido. Vai saber, talvez o eu te amo que tenho, seja tão nosso que até numa ligação qualquer ele encontra abrigo.

Guilherme Moreira Jr. (via Conti Outra)

Nota: Nos escritos de Ellen G. White lemos:
“O amor não pode existir por muito tempo sem se exprimir. Não permitais que o coração do que se acha ligado convosco pereça à míngua de bondade e simpatia”. (O Lar Adventista, p. 107)

"O amor é uma planta de origem celeste, e precisa ser cultivada e nutrida. Corações afetivos, palavras verdadeiras, amoráveis, farão famílias felizes e exercerão influência própria para elevar em todos quantos entram na esfera dessa influência." (Carta a Jovens Namorados, p. 30)

"'Eu te Amo!' Quão significativas são essas palavras... ainda mais maravilhosas elas se tornam quando nos são ditas por nosso Salvador, que deseja que sejamos felizes e encontremos alegria em nosso relacionamento uns com os outros." (Cartas a Jovens Namorados, p. 7)

sexta-feira, 8 de junho de 2018

A geração que trata tudo como descartável

Foi com a minha geração que começaram a surgir as primeiras fraldas descartáveis. Foi nas nossas festas de aniversário que começaram a aparecer copos de plástico, garfos de plástico e pratinhos de papelão. Fomos os que começaram a levar suco em caixinhas para a escola, ao invés de precisar trazer a garrafa de volta para casa. E assim fomos aprendendo a viver uma vida descartável.

Os brinquedos iam e vinham. Tudo plástico. Não aprendemos a tomar cuidado, como foi com nossos pais e seus bonecos de porcelana. Caiu, caiu, sujou, sujou. Riscamos brinquedos com canetinha. Já já vinha um novo.

Fomos crescendo e o raciocínio não mudou muito. Não víamos muito sentido quando nossos pais falavam em costurar a mochila ao invés de comprar uma nova. Os preços dos produtos chineses já nos guiava para o consumo do novo e não para o cuidado com o velho.

O problema já seria grave se ele tivesse ficado apenas nas prateleiras de lojas e supermercado. Já seríamos perigosos o suficiente em termos ecológicos. Mas o raciocínio do descartável foi muito além dos bens de consumo.

Somos a geração dos relacionamentos descartáveis. Dos empregos descartáveis. Das paixões descartáveis. Das ideias descartáveis. Dos amigos descartáveis.

Até temos alguns amigos da vida inteira, sim. Para os quais costumamos não ter muito tempo na agenda. Mas temos sempre amigos novos. “Me adiciona no feice”. Adoro a fulana. Ela é fantástica. Estive com ela 2 vezes. Ih, ela apagou o facebook. Dois dias depois já nem lembro da fulana. Uma mina aí que eu conheci não sei onde.

Sentamos no bar, temos ideias fantásticas, começamos a debater e - espera, chegou um whatsapp aqui - que que a gente tava falando mesmo? Sei lá. As ideias não são concluídas, não são escritas num papel, não viram palavras. São, como de costume, descartadas junto com os guardanapos sujos na mesa.

Descobrimos novas bandas. Eu AMO essa banda. Ouço ininterruptamente por 7 dias. Falo para todo mundo que é a melhor banda do mundo. No oitavo dia, enjoo. Descarto. Vou procurar a próxima.

Entramos no estágio. Aparece uma viagem no verão. Pedimos as contas. Comprometimento? Ah, eles encontram outro estagiário logo. Somos contratados para um emprego. Seis meses depois aparece uma proposta que paga um pouco mais. Sei que eles contam comigo até o fim do ano, mas tenho que cuidar dos meus interesses. Meus planos. Minha vida. Eu, eu, eu. Contratos de trabalho descartáveis.

E os relacionamentos… Ah, os relacionamentos, nem se fale. Pessoas passaram a existir para preencher agenda. Se eu não tiver nada melhor para fazer, ligo para ela.

Quero você. Não quero mais. Quero você. Mas não quero me envolver. Quero você. Desde que você não me cobre. Quero você como eu quero. Queria você. Agora quero outro. Te quero de novo. Me enganei, não queria não. Noite na balada, namoro, noivado, casamento. Tudo descartável.

Pessoas viraram bitucas de cigarro. Ideias viraram copinhos de café. Paixões viraram post-it.

Somos das carreiras que nos consomem. Achamos que nosso corpo é descartável. Falta sono, sobra álcool. Achamos que o afeto pelos nossos avós mora no post de uma foto que será apagada ou esquecida. Não temos tempo para ouvi-los. Mudamos de amores como quem muda de ideia, mudamos de ideia como quem muda de roupa.

Somos a geração do raso, da água pelas canelas. Não mergulhamos fundo. Não sabemos o que é profundidade. Livros curtos, conversas rápidas. Fluidez. A gente acha que é rocha, mas a gente é gelo. E derrete, evapora, desaparece. Uma geração que trata tudo como descartável e que termina por ser, ela mesma, tão descartável quanto uma garrafa pet. Com a diferença de que a garrafa será reciclada e nós… Nós deixaremos algumas selfies como legado.

Ruth Manus (via Estadão)
"Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês." (Romanos 12:2 - NTLH)

terça-feira, 5 de junho de 2018

Reflexão para o próximo Dia dos Namorados

"'Eu te Amo!' Quão significativas são essas palavras entre dois jovens! Ainda mais maravilhosas elas se tornam quando nos são ditas por nosso Salvador, que deseja que sejamos felizes e encontremos alegria em nosso relacionamento uns com os outros." (Ellen G. White - Cartas a Jovens Namorados, p. 7)

Namoro é uma fase muito bonita. É a época de conhecer, galantear, cortejar e procurar inspirar amor em alguém. O namoro cristão, tenha a idade que tiver, deve ser uma convivência afetiva preliminar que amadurece e prepara o casal para um possível compromisso mais profundo. O contrário disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e traumática.

Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista de Deus:

1. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.

2. Não se prenda em um jugo desigual (2Co 6:14-18):
 iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que frequentam igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros convertidos ou não levarem o relacionamento com Deus a sério. 

3. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado, e nele, intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais. Mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento. 

4. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza. 

5. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial. Estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto. 

6. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento. 

7. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor. 

8. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.

9. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.

10. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: o casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.


Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro. Viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro. E seja feliz.
"O verdadeiro amor é um princípio elevado e santo, inteiramente diferente em seu caráter daquele amor que se desperta por um impulso e que subitamente morre quando severamente provado. O verdadeiro amor não é uma forte, ardente e impetuosa paixão. Ao contrário, é calmo e profundo em sua natureza. Olha para além das meras exterioridades, sendo atraído pelas qualidades apenas. É sábio e apto a discernir, e sua dedicação é real e permanente. É o amor um dom precioso, que recebemos de Jesus. A afeição pura e santa não é sentimento, mas princípio. Os que são movidos pelo amor verdadeiro, não são irrazoáveis nem cegos. A brandura, a gentileza, a paciência e a longanimidade, o não se ofender facilmente, o sofrer tudo, esperar tudo, tudo suportar — estes são os frutos dados pela preciosa árvore do amor, árvore de origem celeste. Esta árvore, se nutrida, demonstrar-se-á daquelas que estão sempre verdes. Seus ramos não secarão, não lhe murcharão as folhas. É imortal, eterna, continuamente regada pelos orvalhos celestes." (Ellen G. White - Cartas a Jovens Namorados, p. 21)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A relação entre o posicionamento político no presente e a fé no reino futuro desafia os jovens cristãos

No dia 7 de outubro, cerca de 147 milhões de brasileiros a partir dos 16 anos vão apertar os botões da urna eletrônica para escolher seus governantes. Será eleito o presidente da República juntamente com governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Mas, sejamos honestos, você acha mesmo que isso trará alguma mudança?

Corrupção, escândalos e instabilidade financeira no país têm contribuído para o desinteresse com a política. Com jovens na idade do primeiro voto (16 e 17 anos) e que não possuem a obrigatoriedade de irem às urnas não tem sido diferente.

Diante desse cenário, surge a pergunta: o jovem cristão tem alguma contribuição a oferecer no cenário político? Para o jovem adventista, que aguarda a breve vinda de Cristo, a política merece ser alvo de suas preocupações? 

O teólogo George Knight, no livro A visão apocalíptica e a neutralização do adventismo, afirma: “A única resposta suficiente e permanente para as dificuldades que envolvem um mundo perdido, conforme Cristo ensinou [...] seria o Seu retorno nas nuvens do céu. Na Sua vinda há verdadeira esperança. O resto não passa de simples curativo.”

Seria, então, a esperança inigualável da volta de Cristo razão para os adventistas deixarem de lado a “cidade dos homens” e seus problemas, crendo que assim poderiam cuidar apenas do reino de Deus? Em um mundo ferido, deveríamos jogar fora a caixa de Band-Aid?

Visão bíblica
A busca por uma resposta bíblica pode começar pelo profeta Jeremias. Ele apresentou uma mensagem divina aos hebreus que se tornaram cativos do Império Babilônico: “Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz” (Jr 29:7). 

O plano divino não era que os hebreus permanecessem indefinidamente cativos, conforme Sua Palavra: “Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a Minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar” (Jr 29:10). A queda de Babilônia já estava profetizada no início do cativeiro. Mas, enquanto o povo de Deus estivesse sob o domínio da nação pagã, deveria trabalhar e orar em favor da paz e do bem comum. 

Os cristãos da atualidade se consideram igualmente peregrinos e forasteiros neste mundo que se coloca em oposição a Deus (1Pe 2:11). Os poderes terrenos que se unem contra os mandamentos divinos são identificados na Bíblia como a moderna Babilônia, cuja queda também foi profetizada (Ap 14:8). O conselho de Deus é que Seus filhos se afastem da corrupção moral e espiritual (Ap 18:4) desse moderno império pagão. Ao mesmo tempo, devem ser o sal da Terra (Mt 5:13) e anunciar o evangelho da paz (Ef 6:15). 

Por isso, a mesma atitude esperada dos hebreus cativos é necessária aos cristãos da atualidade. Buscar a paz perfeita que virá com a vinda de Cristo não é fechar-se para o mundo e se proteger da maldade alheia. Ao contrário, é se envolver com as pessoas e seus problemas concretos, buscando soluções para conflitos humanos e propondo um evangelho cuja suprema esperança não esqueça a fome do estômago nem a dor física de pessoas reais. 

O duplo desafio de se afastar da corrupção mundana e se aproximar das pessoas do mundo é colocado pelo apóstolo Tiago (1:27): “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.” 

A atuação cristã, seja ela evangelística, assistencial ou educacional, não é pacificar o mundo fazendo de conta que os conflitos não existem, ou remetendo todas as soluções exclusivamente para o futuro. O agir cristão acontece, no presente, neste mundo dividido em muitas causas e os mais variados interesses. Portanto, a política, o campo de batalha entre os diversos grupos de interesses de uma sociedade, é um terreno que a igreja necessariamente tem que atravessar. E a forma de os cristãos se relacionarem com a política ampliará ou limitará o potencial de seu testemunho. 

Ellen White e a política
Ellen White, profetisa integrante do núcleo fundador do movimento adventista do sétimo dia, deixou registrada em seus escritos a orientação de que a igreja jamais deveria se envolver em assuntos políticos. “Não devemos, como um povo, envolver-nos em questões políticas” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 336). Ela afirma que a neutralidade política deve ser mantida por todos os que são assalariados pela igreja: “O dízimo não deve ser empregado para pagar ninguém para discursar sobre questões políticas” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 477). Diversas citações como essas são encontradas nas obras da escritora adventista. 

Por outro lado, Ellen G. White valoriza o testemunho cristão em meio aos espaços do poder. “Muitos jovens de hoje, que crescem como Daniel no seu lar judaico, estudando a Palavra e as obras de Deus, e aprendendo as lições do serviço fiel, ainda se levantarão nas assembleias legislativas, nas cortes de justiça, ou nos palácios reais, como testemunhas do Rei dos reis” (Educação, 262).

A ação de característica política também foi incentivada no fim do século 19, nos Estados Unidos, quando adventistas foram presos por trabalhar no domingo e movimentos religiosos lutavam pelo estabelecimento de uma lei dominical nacional. Ellen White incentivou a igreja a batalhar em várias frentes, inclusive junto aos legisladores, para deter a ameaça à liberdade religiosa. No contexto dessa crise, ela escreveu: “Não estamos cumprindo a vontade de Deus se nos deixarmos ficar em quietude, nada fazendo para preservar a liberdade de consciência. [...] Haja as mais fervorosas orações, e então trabalhemos em harmonia com as nossas orações” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 320 e 321).

É possível perceber que, para Ellen White, a igreja não deve se misturar em disputas partidárias e polêmicas que venham a prejudicar sua missão evangelizadora. Por outro lado, há necessidade de pessoas fiéis que estejam presentes nos espaços do poder para contribuir com a perspectiva cristã nos debates públicos e sustentar a liberdade religiosa. 

Responsabilidade cristã
Embora a igreja não possa confundir sua missão com disputas partidárias, os cristãos devem contribuir com a criação de leis justas e fortalecer a liberdade de crença. Então, a pergunta que resta é: seria possível ao crente manter sua fé e ao mesmo tempo travar os embates políticos? 

No livro Ciência e política: duas vocações, na página 121, o pensador alemão Max Weber responde de forma negativa. Para ele, a política é regida por uma ética de resultados, enquanto a religião é regida pela ética da convicção embasada na Bíblia. “Aquele que deseja a salvação da própria alma ou de almas alheias deve, portanto, evitar os caminhos da política”, sentencia.

O sociólogo Paul Freston, por outro lado, acredita que “o envolvimento político sadio é imprescindível para a saúde da própria igreja, assim como para o bem da sociedade”. Sua opinião sobre o que é sadio ou doentio ele apresenta no livro Religião e política, sim; Igreja e Estado, não, na página 7.

Para Freston, “a Igreja, como instituição, não deve se envolver na política [...] quando o faz, ela e os seus líderes se tornam vulneráveis a todas as contingências do mundo político” (p. 11). Também alerta quanto aos perigos de dar corda aos crentes que se julgam salvadores da pátria: “Em torno dos candidatos e políticos evangélicos há líderes e membros de igrejas com uma expectativa ‘messiânica’ que aquele candidato evangélico canalizará automaticamente as bênçãos de Deus sobre o Brasil, resolvendo todos os problemas que nos afligem. Esse messianismo é muito perigoso, para o país e para a Igreja. [...] A última parte do homem a se converter [...] é o fascínio pelo poder” (p. 11).

O sociólogo também comenta a presença de muitos candidatos que se dizem fiéis a alguma religião durante a campanha e depois de eleitos jamais voltam para dar satisfação de seus atos como homens públicos. Nessa realidade, a religião é apenas uma isca. 

Freston acredita que a ponte entre os cristãos e a política pode ser feita por meio de uma atuação que siga um modelo comunitário. Nesse modelo, os evangélicos não representariam igrejas nem instituições, mas grupos de crentes que compartilham ideais políticos semelhantes. “Assim, os que exercem mandatos políticos não ficam soltos, mas interagem e respondem a outras pessoas que podem, se necessário, até mesmo repreendê-los e aconselhar sua saída da política.”

O modelo comunitário pode parecer utopia, mas toda utopia tem o desejo de realizar-se. Segundo Freston, “a solução para os problemas políticos é sempre política. A solução para a má política é a boa política”. Isso não significa a negação da fé no mundo vindouro, mas responsabilidade cristã com o mundo que Deus nos permite viver no presente. A esperança na volta de Cristo deve moldar nossas ações em todas as esferas da vida. Inclusive na política. 

Adaptação de texto de Guilherme Silva (via Conexão 2.0)

Assista também os vídeos abaixo do prof. Leandro Quadros:


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Longa-metragem adventista ensina valores de mordomia cristã

“Sr. Aguilera, obrigado por fazer este filme. Eu não posso levar meus amigos à igreja, mas certamente posso levá-los a assistir um filme comigo”. As palavras, vindas de uma adolescente de Michigan, jamais saíram da mente de Richard Aguilera, produtor do longa The Mysterious Note (A Nota Misteriosa), ainda sem versão para o português.

O depoimento fez Richard perceber que o potencial evangelístico do filme era bem maior do que ele pensava. Além de ensinar princípios de mordomia a jovens, pais e anciãos, o vídeo poderia ser uma nova maneira de atrair amigos, familiares, vizinhos e colegas de trabalho para Cristo.

Quando foi chamado por John Mathews, diretor do departamento de Mordomia Cristã da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Norte, para produzir materiais didáticos sobre o assunto, especialmente para jovens, Richard não tinha bem claro o conceito de mordomia.

O produtor confessa: “Como muitos, quando ouvia a palavra “mordomia”, pensava que as palavras “dízimo e ofertas” viriam logo em seguida”. Através do filme, ele descobriu “o quanto a mordomia é realmente maior! Eu também aprendi que, em sua essência, mordomia é o reconhecimento de Deus como proprietário de tudo o que temos, e que fomos postos como administradores dessas coisas”.

O filme conta a história de uma família de Chicago que, ao viajar para uma pequena cidade do estado vizinho de Michigan, aprende o que é mordomia por meio de uma aventura de quatro dias. Além do costume do dono de uma loja administrar seu negócio usando princípios bíblicos, o filme mostra o filho mais novo da família Vargas, Josh, tentando desvendar, junto de dois novos amigos, o segredo de uma nota muito misteriosa. Assista o trailer oficial. (via Revista Adventista)

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Jovens adventistas ajudam vítimas de desabamento em SP

O feriado do Dia do Trabalho, comemorado em todo o mundo no dia 1º de maio, última terça-feira, marcou ainda mais a cidade de São Paulo. Ainda durante a madrugada, em um edifício no centro da cidade, um incêndio começou. As 146 famílias que viviam em condições precárias rapidamente deixam o local e para trás fica o pouco que conseguiram conquistar, móveis, eletrodomésticos, roupas, documentos e dinheiro. O fogo tomou conta e logo o prédio desabou.

Os 24 andares, em poucos segundos, transformam-se em uma montanha de escombros. O prédio era ocupado por 372 pessoas, de 146 famílias, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com a prefeitura, 320 pessoas foram cadastradas como desabrigadas após o desabamento e 40 delas buscaram atendimento na assistência social.

A Igreja Adventista de Campo Grande, da zona sul da capital paulista, realiza mensalmente uma arrecadação de alimentos em um hipermercado do bairro Interlagos e, graças a essa arrecadação sistemática, também conseguiu auxiliar com toneladas de alimentos os desabrigados. Essa foi uma das primeiras contribuições dos adventistas. Logo no início da noite, houve necessidade de voluntários para cooperar. E, mais uma vez, um grupo da Igreja Adventista foi acionado. Uma equipe composta de 13 jovens do projeto Missão Calebe, e que também fazem parte do projeto 1 Ano em Missão, seguiram na manhã desta quarta-feira, 2, para a sede da Cruz Vermelha. Até um chileno se uniu ao grupo e fez a diferença.

Nessa hora, o senso de solidariedade tomou conta do grupo. Na sede da Cruz Vermelha, os jovens voluntários colaboraram com a triagem das roupas que serão destinadas para as vítimas. Grande parte desses voluntários são membros de congregações atendidas pela sede administrativa da região central da capital.

Até o fechamento desta reportagem, o Corpo de Bombeiros ainda seguia procurando vítimas nos escombros, mas admitiu que é praticamente impossível a chance de se encontrar sobreviventes. (ASN)

Veja imagens da ação na galeria abaixo: