quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

LEI DOMINICAL NOS EUA?

Uma proposta de uma organização de defesa de direitos com sede em Washington, D.C., para reconhecer e impor legalmente um “dia de descanso uniforme” representa um desrespeito preocupante à liberdade religiosa de todos os americanos. O documento da Heritage Foundation, intitulado “Salvando a América ao Salvar a Família”, defende que estados e municípios restrinjam as atividades comerciais aos domingos como forma de promover o engajamento espiritual e proporcionar um dia regular de descanso para os trabalhadores americanos.

Os adventistas do sétimo dia acreditam que todas as pessoas foram criadas à imagem de Deus, com a liberdade de adorá-Lo de acordo com os ditames de sua consciência. Há mais de 160 anos, a igreja se opõe veementemente a qualquer forma de lei dominical. Os adventistas sempre entenderam essas leis — sejam elas locais, estaduais ou federais — como tentativas de impor a consciência, mesmo quando defendidas sob pretextos seculares, como a promoção da saúde das comunidades e das famílias.

Esta nova proposta de um “dia de descanso uniforme” é irreconciliável com a rica tradição americana de proteção à liberdade religiosa de todos os seus cidadãos, independentemente de suas crenças religiosas ou da ausência delas. Representa um desejo perigoso de usar o poder estatal para promover objetivos religiosos. Restringir as atividades comerciais aos domingos também levanta sérias preocupações práticas para membros de religiões que não praticam cultos aos domingos, incluindo adventistas do sétimo dia e judeus ortodoxos.

As leis dominicais contrariam a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que preserva a liberdade religiosa de todos os americanos, exigindo que o governo permaneça neutro entre as diferentes religiões. Nossos líderes religiosos na Divisão Norte-Americana e nas conferências da união continuarão a defender a verdade e a liberdade religiosa, opondo-se firmemente a esta proposta e a quaisquer medidas semelhantes.

A versão original deste comunicado foi publicada no site de notícias da Divisão Norte-Americana .

Decreto dominical: a lealdade ao Deus criador posta à prova
Ao longo da história da Igreja, e até nossos dias, surgiram, repetidas vezes, situações que certamente podem estar preparando o caminho para a lei dominical, a qual nós, adventistas, aguardamos por mais de um século. Devemos, porém, ser extremamente cautelosos em nossas especulações. Necessita-se equilíbrio nesse assunto. Precisamos de uma religião que esteja atenta aos sinais dos tempos, ao mesmo tempo que resista à tendência de criar sinais com base em acontecimentos que não merecem tanto significado.

Apesar de Ellen G. White se referir a esse assunto muitas vezes, sem dúvida, os registros mais completos se encontram nos livros O Grande Conflito e Eventos Finais. Em síntese, ela diz que a besta semelhante a um cordeiro são os Estados Unidos, nação fundada sobre os princípios do protestantismo. A questão em jogo é a lealdade centralizada no dia de adoração. Um pouco antes do retorno de Jesus, ela diz, o protestantismo e o catolicismo se unirão com o objetivo de forçar a observância universal do domingo. Uma lei dominical nacional será promulgada nos Estados Unidos, seguida de uma lei dominical internacional. Todos os que concordarem com a união católico-protestante e prestarem homenagem ao dia de adoração espúrio, receberão a marca da besta. Toda cristandade estará dividida em duas grandes classes: os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal.

Vejamos agora detalhadamente o que é, como e quando esta Lei Dominical ocorrerá.

A Bíblia apresenta o sábado como dia sagrado desde a criação, porém existe uma grande controvérsia no mundo protestante atual sobre a validade desse mandamento, e a grande maioria dos evangélicos substituiu a guarda do sábado pelo domingo sob o argumento da ressurreição de Cristo, costume esse herdado da igreja católica, e essa afirma que a tradição é o fundamento da mudança.

Portanto essa mudança não têm apoio nas escrituras, como o próprio Cristo afirmou: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir" (Mt 5:17). O Apóstolo João é ainda mais enfático: "Aquele que diz: Eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade" (1 João 2:4). A Bíblia também afirma que o diabo é pai da mentira (Jo 8:44), portanto é do diabo a ideia de que o mandamento de Deus acerca do sábado seja desconsiderado.

"Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou" (Êx 20:8-11).

O decálogo é a palavra usada para designar os dez mandamentos da Lei de Deus. Oito mandamentos começam com a palavra 'não', e é irônico o fato de que o mandamento do Sábado em Êxodo 20:8 é o único dos dez mandamentos que começa com a palavra 'lembra-te', pois é justamente esse que as pessoas fazem questão de 'esquecer'.

A Lei Dominical, portanto, anuncia um tempo em que as leis humanas instituirão o domingo como dia sagrado em lugar do sábado bíblico, será uma versão do antigo decreto promulgado por Constantino de Roma em 7 de março do ano 321, no chamado Édito de Constantino.

"Deus fez o mundo em seis dias e descansou no sétimo, santificando este dia e separando-o de todos os outros como sagrado a Sua própria Pessoa, para que fosse observado por Seu povo durante todas as suas gerações. Mas o homem do pecado, exaltando-se acima de Deus, assentando-se no templo de Deus e ostentando-se como se fosse o próprio Deus, cuidou em mudar os tempos e as leis. Este poder, tencionando provar que não somente era igual a Deus, mas estava acima de Deus, mudou o dia de repouso, colocando o primeiro dia da semana onde deveria estar o sétimo. E o mundo protestante tem admitido que este filho do papado seja considerado sagrado. Na Palavra de Deus, isto é chamado de sua fornicação (Ap 14:8)" (The Seventh-day Adventist Bible Commentary, vol. 7, p. 979).

Essa profecia não estipula uma data específica, mas fala acerca do cenário social e político que o antecederá. O mais impressionante é que tudo isso será feito sob uma perspectiva cristã.

"Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhes são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apoie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável" (Eventos Finais, p. 131).

Os Estados Unidos da América, país protestante, figurará como o responsável por promulgar essa lei, não apenas infligindo a todos a guarda do domingo em honra da família, como obrigará a todos a transgredir o sábado, sob a penalidade de serem proibidos de comprar e de vender. Esse evento é descrito no Apocalipse: "... para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (Ap 13:17).

A marca da besta diz respeito a uma condição de opressão econômica e religiosa no tempo futuro, e será algo fruto da união entre Igreja e Estado sob a égide da nova ordem mundial.

"A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome" (Ap 13:15,16).

"Mediante os dois grandes erros - a imortalidade da alma e a santidade do domingo - Satanás há de enredar o povo em suas malhas. Enquanto o primeiro lança o fundamento do espiritismo, o último cria um laço de simpatia com Roma. Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através do abismo para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano; e, sob a influência desta tríplice união, este país seguirá as pegadas de Roma, desprezando os direitos da consciência" (O Grande Conflito, p. 588).

Então, o domingo é a marca da besta? Ainda não, por que não existem leis impondo sua observância. Quando essas leis forem postas em vigor, ou seja, quando a Lei Dominical for aprovada, aí sim, guardar o domingo implicará em receber a marca da besta.

"Mas os cristãos das gerações passadas observaram o domingo, supondo que em assim fazendo estavam a guardar o sábado bíblico; e hoje existem verdadeiros cristãos em todas as igrejas, não excetuando a comunhão católica romana, que creem sinceramente ser o domingo o dia de repouso divinamente instituído. Deus aceita a sinceridade de propósito de tais pessoas e sua integridade. Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à obrigação do verdadeiro sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem maior autoridade que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem. Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade, e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com Roma — 'o sinal da besta'. E somente depois que esta situação esteja assim plenamente exposta perante o povo, e este seja levado a optar entre os mandamentos de Deus e os dos homens, é que, então, aqueles que continuam a transgredir hão de receber 'o sinal da besta'" (O Grande Conflito, p. 449).

"Está prestes a sobrevir ao povo de Deus o tempo de angústia. Então é que sairá o decreto que proíbe aos que guardam o sábado do Senhor, comprar ou vender, ameaçando-os de punição, e mesmo de morte, se não observarem como dia de descanso o primeiro dia da semana" (Eventos Finais, p. 257).

Muitos abandonarão a igreja e se unirão à oposição, tornando-se os piores inimigos.

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (O Grande Conflito, p. 608).

E os que se recusarem serão tidos como inimigos do bem e da ordem, assim como Elias foi chamado de 'perturbador de Israel' (1Rs 18:17).

O preparo necessário para hoje fica acerca da necessidade de mudar-se para o campo o quanto antes, tendo em vista que a aprovação da Lei Dominical imergirá o mundo na maior crise já vista na terra, e a única segurança para o povo de Deus estará na fuga para as montanhas.

"Quando o decreto promulgado pelos vários governantes da cristandade contra os observadores dos mandamentos lhes retirar a proteção do governo, abandonando-os aos que lhes desejam a destruição, o povo de Deus fugirá das cidades e vilas e reunir-se-á em grupos, habitando nos lugares mais desertos e solitários. Muitos encontrarão refúgio na fortaleza das montanhas" (Eventos Finais, p. 260).

"Nas fortalezas das montanhas, nas cavernas e brenhas da Terra, o Senhor revelará Sua presença e Sua glória. Mais um poucochinho, e O que há de vir virá, e não tardará. Seus olhos, qual chama de fogo, penetram nos aferrolhados calabouços e buscam os ali escondidos, pois seus nomes estão escritos no livro da vida, do Cordeiro. Esses olhos do Salvador estão acima de nós, em nosso redor, observando toda dificuldade, discernindo todo perigo; e não há lugar onde Seus olhos não possam penetrar, nenhuma tristeza e sofrimento de Seu povo onde não chegue a simpatia de Cristo" (Eventos Finais, p. 277).

Haverá então uma decisão internacional para aniquilar os dissidentes.

"A História se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho que não possui santidade alguma, será estabelecido como o foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que venerem esse sábado espúrio. ... O decreto impondo a veneração desse dia se estenderá a todo o mundo. A questão do sábado será o ponto controverso no grande final conflito em que o mundo inteiro há de ser envolvido" (Eventos Finais, p. 135).

“Quando a proteção das leis humanas for retirada dos que honram a lei de Deus, haverá, nos diferentes países, um movimento simultâneo com o fim de destruí-los. Aproximando-se o tempo indicado no decreto, o povo conspirará para desarraigar a odiada seita. Resolver-se-á dar em uma noite um golpe decisivo, que faça silenciar por completo a voz de dissentimento e reprovação” (O Grande Conflito, p. 635).

Mas infelizmente, a maioria dos adventistas aguarda o decreto dominical para, enfim, fazer sua consagração e abandonar o mundo. Haverá tempo para isso, após a saída do decreto?

"Que estais fazendo, irmãos, na grande obra de preparação? Os que se estão unindo com o mundo, estão-se amoldando ao modelo mundano, e preparando-se para o sinal da besta. Os que desconfiam do eu, que se humilham diante de Deus, e purificam a alma pela obediência à verdade, estão recebendo o molde divino, e preparando-se para receber na fronte o selo de Deus. Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para toda a eternidade. Agora é o tempo de preparar-nos. O selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou mulher impuros. Jamais será colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo. Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso. Todos os que recebem o selo devem ser imaculados diante de Deus - candidatos para o Céu. Pesquisai as Escrituras por vós mesmos, para que possais compreender a terrível solenidade do tempo presente" (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 71).

Mas o desfecho será glorioso...

"No desfecho desta controvérsia, toda a cristandade estará dividida em duas grandes classes — os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, e os que adoram a besta e sua imagem, e recebem o seu sinal. Se bem que a igreja e o Estado reúnam o seu poder a fim de obrigar 'a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos', a receberem 'o sinal da besta' (Apocalipse 13:16), o povo de Deus, no entanto, não o receberá. O profeta de Patmos contempla 'os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número de seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, ... e o cântico do Cordeiro' (Apocalipse 15:2,3)" (O Grande Conflito, p. 450).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

RELÓGIO DO JUÍZO FINAL 2026

O grupo de cientistas nucleares Bulletin of the Atomic Scientists atualizou o Relógio do Juízo Final nesta terça-feira (27) para 85 segundos para a meia-noite. É o menor tempo já registrado. No ano passado, o relógio havia marcado 89 segundos, o menor tempo até então em quase 80 anos, quando a iniciativa foi lançada. Esse relógio, também conhecido por seu nome em inglês "Doomsday Clock", é uma iniciativa para alertar a humanidade sobre os maiores perigos que existem. A decisão sobre o horário deste ano foi tomada pelos cientistas Daniel Holtz, Steve Fetter, Inez Fung, Asha M. George, John B. Wolfstal, Alexandra Bell e Maria Ressa. 

Entre os motivos para o tempo deste ano há fatores como conflitos envolvendo os Estados Unidos, que eclodiram durante a gestão de Donald Trump, como um bombardeio no Irã e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, durante uma operação, e as tensões entre os EUA e os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em meio à obsessão de Trump pelo controle da Groenlândia. Os cientistas também citaram o comportamento agressivo de outras potências nucleares como a Rússia e a China, o que aumentam os riscos para um possível desastre global. Também listaram os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio. Além disso, outra preocupação apontada foi sobre o avanço da inteligência artificial e seus possíveis impactos na sociedade.

Alexandra Bell, presidente do Bulletin of the Atomic Scientists, disse que a avaliação dos cientistas é preocupante. “Cada segundo conta e estamos ficando sem tempo. É uma verdade difícil, mas essa é a nossa realidade. Este é o ponto mais próximo da meia-noite que o nosso mundo já esteve.”

O que é o Relógio do Juízo Final
O Relógio do Juízo Final é uma metáfora do quão próxima está a humanidade da autoaniquilação. Quanto mais perto da meia-noite estiverem os ponteiros do relógio, mais próximo estaria também o mundo do seu fim.

A cada ano, a junta de ciência e segurança do Boletim e seus patrocinadores, entre os quais figuram 11 prêmios Nobel, tomam a decisão de reposicionar os ponteiros deste relógio simbólico.

Ele foi criado em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial. Na época, faltavam sete minutos para a meia-noite. O relógio chegou a ficar a 17 minutos para o horário do apocalipse depois do fim da Guerra Fria, em 1991.

Todos os anos, o anúncio destaca a complexa teia de riscos enfrentados pela humanidade, incluindo armas de destruição em massa, colapsos ambientais e tecnologias problemáticas. (G1)

85 segundos
É alarmante demais nos depararmos com a gravidade deste anúncio. Vivemos no tempo do fim. A promessa escorre os grãos derradeiros desta ampulheta profética. São só milionésimos de segundos que ainda seguram os quatro ventos. E momentos emblemáticos assim me lembram que falta muito pouco. Pouquissimo. ⁣
Ellen White diz: “À medida que se aproxima o fim, os testemunhos dos servos de Deus se tornarão mais decididos e poderosos” (Mensagens Escolhidas 3, p. 407). Quer mais? “O Dia do Senhor virá como ladrão à noite” (1Ts 5:1). Ou seja, o cronômetro só acelera. Regressivo e implacável. E você? Está pronto para a meia-noite?⁣
Enquanto ouvimos os passos de um Deus que se aproxima, proclamemos Sua Graça encurtando todas as distâncias. Não há temor para quem conhece a profecia do fim da história. Em breve. Muito. E o recomeço será eterno. Restaurado. Purificado. Com Deus. Com infinitos minutos para sempre.⁣
Estamos preparados?⁣

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O CÃO ORELHA

O cachorro comunitário Orelha, de cerca de 10 anos, morto após ser agredido na Praia Brava, no Norte de Florianópolis é lembrado pelos moradores da região como sinônimo de alegria. Era dócil, brincalhão e fazia sucesso com os turistas. A Polícia Civil identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos de participação nas agressões. Eles também são apontados por tentar afogar outro cão no mar.

Orelha era um dos cães que se tornaram mascotes da Praia Brava. A região conta com três casinhas destinadas aos animais comunitários, e o cachorro convivia diariamente com moradores e com outros cães do bairro.

O cachorro foi encontrado no dia 15 de janeiro agonizando por moradores, que o levaram a uma clínica veterinária, mas acabou sendo submetido à eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. 

Diante deste lamentável fato, vamos refletir sobre esse crime brutal que chocou o Brasil e mostrou a face mais crua da violência contra animais. O que a Bíblia e o Espírito de Profecia dizem a respeito deste assunto?

Deus deixa claro seu amor pelas diferentes espécies em toda a história. Lá no Éden, no princípio de tudo, Adão e Eva foram incumbidos de cuidar dos animais e até de dar nomes a eles. No dilúvio... “Deus lembrou-se de Noé e de todos os animais selvagens e rebanhos domésticos que estavam com ele na arca, e enviou então um vento sobre a terra, e as águas começaram a baixar” (Gênesis 8:1). Sim, Ele pensou no bem-estar de todos. Quando finalmente saíram da arca, Deus abençoou a raça humana e também os animais, ordenando: “Sejam férteis e se multipliquem” (Gênesis 8:17).

A Palavra de Deus é clara quanto ao dever do justo de respeitar todas as criaturas: "O justo atenta para a vida dos seus animais" (Provérbios 12:10).

O assunto é tão sério que Deus faz um alerta aos que não cumprirem o dever de cuidar da natureza: “Chegou o tempo de (…) destruir os que destroem a terra” (Apocalipse 11:18).

A Bíblia também fala do cuidado protetor de Deus pelos animais (Salmos 104:21; Deuteronômio 22:6 e 7; Mateus 6:26), e é cheia de conselhos de amor e respeito aos animais. Vamos ver alguns?

“Se você vir o jumento de alguém que o odeia caído sob o peso de sua carga, não o abandone, procure ajudá-lo” (Êxodo 23:5).

Até a guarda do sábado deve servir de descanso para os animais: “Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais” (Êxodo 20:10).

Os animais não vivem ansiosos, pois Deus garante seu sustento: “Observem os corvos: não semeiam nem colhem, não têm armazéns nem celeiros; contudo, Deus os alimenta” (Lucas 12:24). “Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento” (Salmo 104:21).

Se devemos buscar a santidade e permitir que a imagem e semelhança de Deus novamente se reproduzam em nós, devemos imitá-Lo também nesse aspecto.

Aqueles que reconhecem sua dependência de Deus e fragilidade devem entender um pouco a afeição demonstrada pelos animais e seu desejo de proteção e afeição. Ellen G. White comenta: “Os animais domésticos conhecem aquele que os alimenta diariamente. Até os seres irracionais sabem onde encontrar seu alimento, e por isso sentem certo carinho pela pessoa que os sustenta” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, p. 137).

Ellen White dispensava um carinho todo especial, não apenas a seu cãozinho de estimação Tig (leia aqui), como a todos os demais animais com que tinha contato. No livro Histórias de Minha Avó, na página 17, a neta de Ellen, Ella M. Robinson, narra o seguinte: “Independentemente de onde morássemos, se houvesse algum animal doméstico por perto, vovó fazia amizade com ele. Assim que os pés dela tocavam o chão do potreiro, o pônei relinchava as boas-vindas e estendia o pescoço para o afago que ele já sabia que receberia. Vovó não suportava ver os animais sendo maltratados porque, dizia ela, ‘eles não podem contar-nos os seus sofrimentos’.”

O nosso papel, dado por Deus no Éden, é cuidar, proteger as criaturas dEle. Ellen White nos fala mais: "Aquele que maltrata os animais porque os tem em seu poder, é tão covarde quanto tirano. A disposição para causar dor, quer seja ao nosso semelhante quer aos seres irracionais, é satânica. Muitos não compreendem que sua crueldade haja de ser conhecida, porque os pobres animais mudos não a podem revelar. Mas, se os olhos desses homens pudessem abrir-se como os de Balaão, veriam um anjo de Deus, em pé, como testemunha, para atestar contra eles no tribunal celestial. Um relatório sobe ao Céu, e aproxima-se o dia em que se pronunciará juízo contra os que maltratam as criaturas de Deus" (Patriarcas e Profetas, p. 324).

Aqueles que têm animais de estimação, volta e meia são surpreendidos com a inteligência e o carinho manifestados por esses animais. A respeito disso, Ellen White escreveu: “A inteligência apresentada por muitos mudos animais chega tão perto da inteligência humana, que é um mistério. Os animais vêem e ouvem, amam, temem e sofrem. ... Manifestam simpatia e ternura para com seus companheiros de sofrimento. Muitos animais mostram pelos que deles cuidam uma afeição muito superior à que é manifestada por alguns membros da raça humana. Criam para com o homem apegos que se não rompem senão à custa de grandes sofrimentos de sua parte” (A Ciência do Bom Viver, pp. 315 e 316).

Noutra ocasião, Ellen White escreveu a seus filhos Edson e Willie: “Uma pessoa não pode ser cristã e permitir que seu mau gênio se acenda diante de qualquer pequeno acidente ou aborrecimento que se lhe depare, pois revela que nela está Satanás em lugar de Jesus Cristo. O colérico espancar de animais ou a tendência de se mostrar como dominador, é frequentemente exibido nas ruas com animais criados por Deus. Desabafam sua ira ou impaciência sobre objetos indefesos, que mostram serem superiores aos seus donos. Tudo suportam sem represália. Filhos, sejam bondosos com os animais, que não podem falar. Jamais lhes causem desnecessariamente dores. Eduquem-se a si mesmos em hábitos de bondade. Então ela se tornará habitual. Vou mandar para vocês um recorte de jornal, e decidam por vocês mesmos se alguns animais irracionais não são superiores a alguns homens que se permitiram embrutecer-se pelo cruel procedimento com os animais” (Life Sketches, p. 26, citado em Perguntas que Eu Faria à Irmã White, p. 57).

Não é por acaso que o ser humano foi encarregado, logo nos primeiros momentos da história deste mundo, de cuidar dos animais. Era essa nossa missão, não persegui-los e utilizá-los como alimento. Muito menos divertir-nos às custas do sofrimento dessas criaturas com quem dividimos o globo.

Com o pecado, houve separação em todos os níveis de relacionamento: entre o ser humano e Deus, entre o homem e a mulher, e entre os seres humanos e os animais. Os bichos, que antes tinham prazer em estar perto das pessoas, agora fugiam amedrontados daquele que aos poucos tornava-se seu principal predador – o homem. Que tristeza!

O convite do evangelho é para permitirmos que Deus nos transforme, a fim de que sejamos uma vez mais Sua imagem e semelhança. Essa transformação se evidencia, também, pela manifestação do fruto do Espírito, em cujos “gomos” encontramos a bondade. E a bondade dos filhos de Deus deve se manifestar no trato com todas as criaturas. Ellen White observa: “Deus requeira supremo amor a Deus e amor imparcial ao próximo, o vasto alcance dos seus reclamos toca também às criaturas mudas que não podem expressar em palavras suas necessidades e sofrimentos. 'O jumento que é de teu irmão ou o seu boi não verás caídos no caminho e deles te esconderás; com ele os levantarás, sem falta' (Dt 22:4). Aquele que ama a Deus, não somente amará o seu semelhante, mas considerará com terna compaixão as criaturas que Deus fez. Quando o Espírito de Deus está no homem, leva-o a aliviar o sofrimento antes que a criá-lo” (Beneficência Social, p. 48).

Esse assunto é tão importante que Ellen White recomenda até observar o relacionamento do futuro cônjuge com os animais, a fim de se ter uma ideia de sua sensibilidade e humanidade.

Concluindo, gosto de pensar na harmonia e boa convivência que existirão na Nova Terra. “O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos... a vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi ... não se fará mal nem dano algum em todo o Meu santo monte, diz o Senhor” (Isaías 11:6 e 65:25).

Você consegue imaginar esta cena? É bom ir se habituando a ela, pois será assim em nosso novo lar.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O RELÂMPAGO E OS FILHOS DO TROVÃO

Primeiro forma-se a poderosa corrente elétrica, conhecida como raio. Em seguida, brilha a forte luz, chamada de relâmpago. Somente segundos depois, ouve-se o trovão. Esse pequeno atraso se deve ao fato de que as ondas supersônicas de ar violentamente eletrizado não conseguem ser mais rápidas do que a velocidade da luz.

Os trovões recebem a menor parte da energia de uma trovoada. Mesmo assim, dependendo das circunstâncias envolvidas, seu estrondo pode ser alto o suficiente para causar surdez em pessoas que estejam muito próximas ao local da queda do raio.

Explosivos, barulhentos, fortes e impactantes. Essas eram as características de Tiago e João, os filhos do trovão. Mesmo ao lado do Senhor, a força da personalidade desses rapazes às vezes explodia com impacto negativo (Marcos 3:17).

Por exemplo, um dia Jesus e os discípulos estavam em viagem e precisavam pernoitar em Samaria, mas o povo dali não quis recebê-los. A reação dos dois foi: “O Senhor quer que a gente mande descer fogo do céu […]?” (Lucas 9:54). Jesus os repreendeu e disse que essa não era a natureza de seu reino.

O gênio desses dois irmãos parece com o de muita gente hoje em dia. “Eu não levo desaforo para casa!” “Está olhando o quê?” “Você está rindo de mim?” Frases assim explodem e revelam a perigosa energia que corre nos nervos à flor da pele de gente que ainda não aprendeu a controlar as emoções.

Algumas pessoas querem justificar seu destempero dizendo que nasceram com personalidade forte. Muitos acabam também confundindo nervosismo com sinceridade. “Eu falo o que penso, doa a quem doer”, gabam-se os furiosos, sem medir os efeitos terríveis da tempestade de suas palavras no ouvido de alguém.

Entretanto, ao olharmos para a vida de Tiago e João, podemos ver com clareza que a convivência com Jesus pode abrandar qualquer pessoa, mesmo dois trovõezinhos como eles. A prova disso é que o estrondoso João passou a ser conhecido como o discípulo do amor, e Tiago foi o primeiro dos apóstolos a dar a vida por Cristo.

O ombro de Jesus foi o para-raios em que a energia violenta da natureza de João foi abrandada; a proximidade ao Senhor transformou a explosiva personalidade de Tiago em fidelidade e devoção. É isso que acontece quando o raio da luz divina brilha no céu da vida. Na sequência, sempre surge o trovão de uma existência a serviço de Deus.

"A luz veio ao mundo" (João 3:19). Jesus é o relâmpago, a luz enviada ao mundo para revelar o verdadeiro caráter de Deus e iluminar os cantos escuros do coração humano. Ele que veio trazer perdão, esperança e cura, traz consigo também a visão necessária para a caminhada de fé. Visão que nos permite enxergar certos gostos, hábitos, estilos de vida que de outra forma não perceberíamos. Claridade que invade a sala de nossa consciência e nos faz ver as coisas como Deus as vê.

Nascemos num planeta escuro. Vivemos ameaçados pelos cativeiros gris do pecado, afetados pelas trevas. Mas lembre-se: Jesus é o relâmpago da história. Depois que Ele cruza nosso caminho, a escuridão de nossa vida nunca mais será a mesma.

Ellen White diz: "Cada raio de luz que o Céu envia é essencial para a nossa salvação. Estamos a viver nos últimos dias e o Senhor não tenciona deixar-nos em trevas e incerteza. Cristo é tudo para aqueles que O recebem. Ele é seu Confortador, sua segurança, sua saúde. À parte de Cristo não há luz alguma. Não precisa haver uma nuvem entre a pessoa e Jesus. Seu grande coração de amor anseia inundar a vida com os brilhantes raios de Sua justiça" (Exaltai-O, p. 252).

Que você experimente a luz desse encontro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

REMETENTE: JESUS CRISTO

"De longe Se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno Eu te amei; por isso, com benignidade te atraí" (Jeremias 31:3).

Imagine em suas mãos uma carta cujo remetente é Jesus Cristo:

Querido(a) _________________,

Primeiro, gostaria que você soubesse que Eu o conheço. Vi você nascer. Ouvi seu primeiro choro e contemplei o primeiro sorriso, já esquecidos por todos. Testemunhei seus primeiros passos, as primeiras quedas, os primeiros arranhões e a inocência inicial, que tornava tudo encantador a você. Vi as marcas da vida se acumularem enquanto você avançava. Algumas superficiais, outras mais profundas, que apenas você e Eu conhecemos. Sei de seus sonhos. Alguns castelos que se desfizeram, desilusões. Sei dos "príncipes que viraram sapos". Algumas cicatrizes foram resultado de suas próprias escolhas, outras vieram de onde você menos esperava. De pessoas que não o amavam ou de outras que disseram amar você. Vi seu pranto, aberto ou reprimido. Coloquei suavemente minha mão em seu ombro muitas vezes. Talvez você nem tenha percebido.

Amei e amo você, porque você é único. Minha criatura especial. Capaz de coisas que só você pode realizar de forma tão exclusiva como são suas digitais. Você é singular. Sua forma de rir, chorar, pensar, agir e reagir é única. Vi você ganhar ou pensar que havia ganhado em algumas situações. Outras vezes, vi você perder ou pensar que havia perdido. No fundo, você gostaria de recomeçar tudo. Começar do marco zero. Iniciar com páginas em branco. Você pode! Isso lhe é garantido por Minha graça. Algumas marcas talvez fiquem, mas você pode tomar outra direção.

Não deixe ninguém desanimar você nem dizer que "não tem jeito". Não deixe ninguém capturar você com filosofias, opiniões, promessas vazias e palavras que soam bonitas. Não permita que os poderes deste mundo escuro subjuguem seu coração. Lembre-se, você pode morrer para o pecado e assentar-se comigo nos lugares celestiais. Pense naqueles cravos enferrujados que Me transpassaram as mãos. Os cravos relembram o seu grande valor. Você é a razão de Meu sacrifício; é precioso o suficiente para que Eu suportasse o Calvário. Por você, Meu sangue escorreu para lhe dar nova vida. Os cravos relembram você a tomar sua cruz e seguir-Me. Lembre-se de que, afinal, não foram os cravos que Me prenderam à cruz; foi meu amor por você.

Seu amigo, Jesus.

LAVANDERIA ESPIRITUAL

Existem metáforas e linguagens simbólicas que esvaziam o significado real. Outras, porém, explicam e potencializam. Lavanderia nunca serviu tão bem. Só lamento que as lavanderias entregam roupa limpa, enquanto a igreja, a mancha.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

O AGENTE SECRETO ADVENTISTA

John Byington nasceu em 1798 em Vermont (EUA), filho de um pregador Metodista que havia servido como soldado no exército revolucionário, que lutou pela independência americana da Inglaterra. John foi batizado na Igreja Metodista aos 17 anos de idade. Pouco depois, recebeu uma licença para pregar como pregador leigo. Após mudar-se para o estado de Nova Iorque, ajudou a construir uma casa de culto para a Igreja Metodista por volta de 1837 em Buck’s Bridge. 

Em 1841, o nobre e generoso coração de John foi inflamado pelo fermento das idéias abolicionistas que então permeavam a nação. O infamante comércio dos escravos submetia homens, mulheres e crianças a toda a sorte de vilanias e humilhações. Vozes de protesto erguiam-se por toda parte, denunciando as condições subumanas impostas aos escravos, vítimas da prepotência e do arbítrio.

John foi um revolucionário no movimento antiescravidão e quando a liderança da Igreja Metodista se posicionou contra a abolição, ele decidiu retirar-se da Igreja e se juntou a Conexão Metodista Wesleyana, formado pelos Metodistas que se opunham à escravidão. Ele ajudou a construir a igreja em Morley, New York.

Além de abolicionista ativo, John também se tornou um agente secreto. Acompanhado de seu irmão Anson e outros membros da família, integrou a American Anti-Slavery Society. John era também filiado à sociedade secreta "The Underground Railroad" (A Ferrovia Subterrânea), uma complexa rede de rotas e esconderijo secreta que supria as necessidades de escravos em busca da liberdade. John fez parte do Liberty Party (Partido da Liberdade), organização política que defendia o abolicionismo e a separação entre estado e igreja. Os Byington também eram envolvidos com publicações contrárias à escravidão e participaram de diversas outras organizações que defendiam esses valores. Regularmente John acolhia americanos indígenas e escravos fugitivos em sua casa.

Em 1844, John assistiu a sermões sobre a iminente vinda de Cristo, e começou a estudar as profecias. Em 1852, H. W. Lawrence deu-lhe uma cópia da Review and Herald, contendo artigos sobre o sábado do sétimo dia. Ele aceitou a verdade do sábado antes que terminasse o ano, e foi batizado. Ajudou a construir a primeira igreja adventista guardadora do sábado construída para esse propósito. Tiago e Ellen White convidaram a família Byington para mudar para Battle Creek em 1858. John comprou uma fazenda ali por perto, e, de lá, viajava para ministrar aos crentes dispersos.

Quando a Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia foi formada em maio de 1863, John Byington foi escolhido como seu primeiro presidente, após Tiago White recusar o cargo por motivos pessoais. Durante seus dois mandatos de um ano (1863-1865), John viajou centenas de quilômetros por Michigan e Indiana, estabelecendo igrejas, pregando, batizando convertidos, ordenando diáconos e presbíteros e visitando famílias em suas casas.

Durante seus trinta e cinco anos como ministro adventista do sétimo dia (1852-1887), Byington batizou centenas de convertidos, estabeleceu dezenas de igrejas locais e ajudou a formar a Associação de Publicações Adventistas do Sétimo Dia, a Conferência de Michigan e a Conferência Geral, além de participar da garantia do status de não combatentes para os adventistas recrutados durante a Guerra Civil.

John faleceu em 7 de janeiro de 1887, aos 88 anos, e foi sepultado ao lado de Catharine, sua esposa por sessenta anos, no Cemitério Oak Hill.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

POR QUE EXISTEM TANTAS RELIGIÕES?

É praticamente impossível mensurar o número de religiões que existe no mundo. Mas, atualmente, as religiões com mais adeptos na população mundial são o cristianismo (28%); islamismo (22%); hinduísmo (15%); e o budismo (8,5%). O judaísmo alcança aproximadamente 16 milhões de pessoas. O espiritismo, embora não considerado uma religião, possui cerca de 18 milhões de adeptos. A exemplo desses movimentos religiosos, a grande parte das religiões no mundo ainda se subdivide em grupos segmentados, partidos e denominações com diferenças doutrinárias e práticas. Além disso, existem religiões e seitas menores, praticados por etnias específicas, como grupos indígenas, aborígenes e tribos do interior da África que possuem o seu próprio sistema de crenças.

Muitos desse movimentos religiosos são monoteístas, como o cristianismo, islamismo e judaísmo, que compartilham a adoração pelo mesmo Deus, o Deus de Abraão, mas com diferenças doutrinárias marcantes entre elas. Outros grupos monoteístas como o sikhismo acreditam que a verdade não é limitada a uma só crença.

Por outro lado, existem religiões politeístas, que adotam um grupo de divindades em que cada uma é patrona de uma ou mais forças da natureza. Muitas dessas religiões politeístas recorrem ao ocultismo, o animismo e ao culto aos antepassados, entre outras crenças espiritualistas atribuídas aos seus deuses. Outras religiões, como o hinduísmo, creem que existe uma força divina vital que permeia todos os elementos da natureza, com o poder de transformar tudo o que existe em um deus potencial. Outras crenças alegam que os seres vivos, sobretudo os humanos estão presos ao mundo físico, e passam por uma peregrinação espiritual em busca de uma esfera superior de existência, como a iluminação, a eternidade ou o bem final. Essa peregrinação depende da força espiritual intrínseca ao ser humano, que pode durar eras de reencarnação.

Muitas dessas religiões possuem grande influência sobre a sociedade, a política e o governo. Essas influências se expressam na divisão de castas, como na Índia, ou na esfera civil, social e política, a exemplo da Itália, do Vaticano e da Turquia. Já outras nações adotam uma religião nacional oficial que dita a sua legislatura como os Emirados Árabes Unidos. Em muitos países onde a religião é oficial ou exerce influência social e política, existem perseguições e conflitos acirrados com outros grupos religiosos.

Existe também um grande número de pessoas que não confessa nenhuma religião (14,3% da população mundial). Esse grupo pode ser segmentado em pessoas que respeitam a religiosidade, mas não se posicionam em nenhuma crença; pessoas antirreligiosas e grupos hostis a qualquer religião. A ateísmo corresponde a quase 4% da população, e confessa não existir nenhum tipo de divindade.

Por que existem tantas religiões? Essa é uma pergunta vital para definir a identidade humana. Esse artigo não é um estudo antropológico ou filosófico sobre a religiosidade humana, mas uma reflexão que se baseia na Bíblia, adotando as seguintes premissas: 1) o Deus da Bíblia é o único e verdadeiro Deus; 2) a Bíblia, na sua totalidade, é a revelação de Deus para a humanidade; 3) Deus é o Criador do Universo, e fez os céus e a terra em seis dias literais; 4) o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus; mas, 5) vive atualmente fora dos padrões divinos da criação, em virtude do pecado.

A antropologia descritiva assume que todo tipo de religião é criado pela comunidade humana que se prostra diante dela, numa atitude de projeção. “Projeção” é um mecanismo de defesa em que atributos pessoais, pensamentos indesejados, traumas psicológicos, expectativas do futuro e emoções são atribuídos a outro indivíduo, grupo ou realidade (como um trauma do passado). No caso da religião, o ser humano projeta tudo isso em uma ou mais divindades, força sobrenatural, entidade espiritual, culto ou um ritual, para explicar a sua existência, seus complexos e perspectivas. Em outras palavras, o ser humano cria seus próprios deuses, cultos e rituais para justificar o seu modo de viver. Embora essa descrição seja plausível, ela não é absolutamente verdadeira, nem aplicável a todo movimento religioso.

Mas há um fator a se considerar. Essa afirmação comprova que a maioria dos seres humanos possui uma tendência inerente à religiosidade. Todo ser humano tem a necessidade de crer, adorar e servir alguém maior que ele. Até mesmo os ateus cultuam a razão e o conhecimento do Universo como algo maior que eles. Ora, se o Universo fosse o resultado de um processo meramente evolutivo ausente de qualquer poder sobrenatural ou divino que o guiasse, essa tendência natural que molda culturas não seria parte do ser humano.

Então, se nós temos a tendência de adorar, é lógico entender que fomos, de alguma forma projetados por um ser superior. A religião bíblica (e não estamos falando de um grupo ou denominação cristã específica, mas daqueles que creem na Bíblia como revelação de Deus) crê que o ser humano foi criado por Deus no sexto dia da criação. “Criou, Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1:27). Isso explica a religiosidade humana. O ser humano criado por Deus se volta para Aquele que é o padrão da sua imagem.

“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim” (Eclesiastes 3:11). Na Terra, toda a Criação era esteticamente perfeita e agradável aos sentidos. Deus presenteou o homem com o senso da eternidade, de que nós pertencemos a algo maior na dimensão do tempo e do espaço. Essa “consciência do infinito” gerava um sentimento de conexão entre o Criador e a criatura. No Éden, o senso da eternidade era perfeitamente preenchido por Deus, satisfeito na adoração do seu caráter de amor e no reconhecimento de que ele é o dom da vida.

Quando Adão e Eva, enganados por Satanás, buscaram o impossível de ser semelhantes ao Criador (Gênesis 3:1-6; veja Isaías 14:12-14), crendo que poderiam ser seus próprios deuses, abandonaram o verdadeiro e único Deus. Essa desconexão do infinito nos faz sentir pequenos, preocupados com o futuro que não conhecemos e insatisfeitos com as coisas transitórias e limitadas da nossa vida de pecado. Essa desconexão gerou uma busca incessante por aquilo que perdemos. O vazio precisava ser preenchido novamente; e Satanás se aproveitou disso para distorcer o conceito de adoração. À medida que as gerações passavam, antes e depois do dilúvio, o ser humano buscou satisfazer essa necessidade na procura de poder, prosperidade e no culto a deuses imaginários, imagens de escultura, ou a si mesmo (Êxodo 20:3-6). Por isso, a humanidade mergulhou nos piores estágios de violência, perversão, corrupção e degradação.

Hoje, mesmo que haja pessoas inconscientes ou céticas a respeito de Deus, todos nós sentimos a necessidade de segurança em relação ao infinito na dimensão espaço-tempo. Somos uma raça de mais de 8 bilhões de pessoas vivendo em um minúsculo grão de poeira cósmica, totalmente expostos ao poder das forças do Universo. Como podemos saber se o Sol não vai nos fritar no calor de uma supernova, se a Lua vai se chocar com Terra, ou se algum asteroide vai causar uma extinção em massa? Como sabemos se vamos sofrer um acidente a caminho de casa, ou contrair uma doença fatal? Somos tão pequenos diante da imensidão!

Carl Sagan, cosmólogo ateu disse que “a imensidão só é tolerável por meio do amor”. Mas, João disse que “Deus é amor” (1 João 4:8). Por isso, o ser humano só pode encontrar verdadeira segurança e sentido para a vida voltando para suas antigas origens.

O termo grego que define “pecado” é hamartia, que significa “errar o alvo”, como quando um arqueiro errava o alvo ao atirar sua flecha. A hamartia ou “pecado” ocorre quando o ser humano se prostra diante da satisfação dos seus desejos pecaminosos, quando os coloca acima da vontade amorosa de Deus. Toda vez que pecamos, erramos o alvo, pois estamos adorando a nós mesmos.

Isso explica porque há tantas religiões. Nesse contexto, os antropólogos da religião estão certos ao afirmarem que fenômenos religiosos são criados pela comunidade humana que se prostra diante deles, como um mecanismo de projeção. O ser humano, na necessidade de satisfazer suas aspirações pecaminosas, se prostra diante de deuses fabricados, e lhes oferecem culto.

Um ponto importante que esse artigo quer ressaltar é que a maioria dos membros desses grupos religiosos promove a prática de boas obras, do bem estar social e da assistência aos necessitados. Isso ocorre no mundo inteiro. Devemos admitir que muitos princípios e valores de grandes religiões do mundo se parecem muito aos da Bíblia, e isso é louvável! Isso mostra que, mesmo pecadores, sentimos uma necessidade inerente pelo bem, mesmo que não consigamos praticá-lo. Realmente, há muita gente que não crê em Deus, que deve servir de exemplo para muitos que professam ser cristãos.

Esse artigo não tem o propósito de criticar a fé sincera de ninguém. Mas é um erro acreditar no provérbio de que “todos os caminhos conduzem a Deus”. Provérbios 16:25 diz que “há caminho que parece direito ao homem, mas afinal, conduz à morte”.

Um diferencial da religião da Bíblia, e não estamos falando do judaísmo ou de nenhuma denominação cristã, é o modo como Deus e o ser humano são retratados. Na maioria das religiões ao redor do mundo, o ser humano está num caminho e deve buscar e praticar o bem, ou guerrear por sua causa, a fim de evoluir para uma esfera superior. Os seus deuses muitas vezes são retratados como seres que evoluíram para o mundo espiritual, energias impessoais ou divindades preexistentes caprichosas e, muitas vezes cruéis, que precisam ter seu apetite satisfeito por meio de oferendas ou grandes sacrifícios. Essa, inclusive é a razão de muitos conflitos e atos terroristas no mundo.

Mas, a Bíblia retrata um Deus totalmente diferente. Ele é único, todo poderoso, criador de todas as coisas, e doador de vida, detentor de toda a autoridade do Universo e digno de adoração. Mas, Deus também é amor, e ama o ser humano a ponto de morrer para salvá-lo da sua condição irreversível de pecado. Ele também nos manda amar aqueles que pensam diferente de nós. Por isso, João 3:16 resume o trabalho de Deus em prol da humanidade caída: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna”. Enquanto muitas religiões no mundo, inclusive cristãs, advogam que o ser humano precisa de boas obras a fim de alcançar a salvação, a religião da Bíblia advoga que o único que pode salvar o homem e elevá-lo a um nível superior de existência é Deus.

Jesus, a revelação pessoal de Deus ao homem, deixou claro em Mateus 7:13 e 14 que só há dois tipos de caminhos. “Entrai pela porta estreita, pois larga é a porta, e espaçoso é o caminho que conduz para a perdição, e muitos os que entram por ela; porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz a vida, e são poucos os que acertam com ela”. Por isso, só um caminho conduz a Deus, e esse caminho é Jesus Cristo (João 14:6).

Sendo assim, devemos recorrer ao seu estudo para conhecer a Deus e adorá-lo. “Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:19-21).

A Bíblia diz que haverá muitas pessoas na eternidade que nunca tiveram ideia de quem é Deus, ou até mesmo receberam um conceito totalmente distorcido a respeito dele. Essas pessoas vão ter o privilégio de conhecê-lo cara a cara, e aprender do seu amor na eternidade.

Mas Jesus nos diz: “Vão e façam discípulos de todas as nações, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês” (Mateus 28:19, 20). O Senhor requer que o verdadeiro cristão fale, com firmeza e amor, a toda pessoa sobre o plano de Deus para nos salvar e nos restaurar ao propósito da existência que Ele idealizou para nós. Se amamos a Deus, devemos pregar a palavra a tempo e fora de tempo (2 Timóteo 4:2), aproveitando cada oportunidade para apresentar o Salvador ao mundo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

VOCÊ É CARNAL OU ESPIRITUAL?

"Mas nós temos a mente de Cristo" (1 Coríntios 2:16).

O NOSSO ELO COM O CÉU
Antes de definirmos o que são cristãos espirituais e carnais, necessitamos de nos lembrar de que não estamos falando acerca de “pecadores” e de “não pecadores”. Todas as pessoas, espirituais ou carnais, são pecadoras que necessitam de um Salvador. A nossa única justiça procede dEle. Em vez disso, o critério para incluir alguém num grupo ou no outro é a sua relação pessoal com o Espírito Santo. Deus estipulou que não podemos cortar a nossa relação com o Espírito Santo sem danificar a nossa ligação com o Céu (Mateus 12:32). Ellen G. White explica: “Aquele que rejeita a obra do Espírito Santo assume uma posição que impede o acesso ao arrependimento e à fé. É pelo Espírito que Deus opera no coração” (O Desejado de Todas as Nações, p. 265).

E vale a pena repetir: a única pessoa que eu devo avaliar como sendo espiritual ou carnal é a minha própria pessoa. Deus pode operar no nosso coração e não necessita de que eu coloque etiquetas nos meus irmãos e nas minhas irmãs da igreja. A boa notícia é que, se eu ficar desapontado com o que Ele revela estar no meu coração, Ele pode transformar-me a partir de hoje!

MEMBRO DE IGREJA ESPIRITUAL
A pessoa espiritual é um cristão verdadeiramente convertido. Embora tenha nascido pecador, ele é chamado “espiritual” porque tem uma relação viva e em desenvolvimento com o Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreve: “Mas o que é espiritual discerne tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente [Espírito] de Cristo” (1 Coríntios 2:15 e 16).

Jesus é o centro da vida da pessoa espiritual, reina no seu coração e determina as suas prioridades. A pessoa espiritual entregou-se completamente a Jesus e pede continuamente o Espírito Santo (Lucas 11:13). No contexto de Laodiceia, a pessoa espiritual pode ser considerada “quente” (Apocalipse 3:15). Na parábola das dez virgens, ela pode ser chamada “prudente” (Mateus 25:2-4). A pessoa espiritual vive uma vida “com abundância” (João 10:10) e está cheia com “toda a plenitude de Deus” (Efésios 3:19). Ela regozija-se porque é “salva por meio da fé” (Efésios 2:8). Embora a pessoa espiritual enfrente contratempos e tentações, ela fixa os seus olhos em Jesus.

MEMBRO DE IGREJA CARNAL
Uma pessoa carnal pode ter uma relação fingida ou dividida com Deus. Ela pode ser sossegadamente indiferente ao Espírito Santo, ou pode ser, mesmo, abertamente rebelde. Eis o que o apóstolo Paulo tem a dizer: “E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem, tão-pouco, ainda agora podeis. Porque ainda sois carnais; pois havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais, e não andais segundo os homens? Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu de Apolos; porventura não sois carnais?” (1 Coríntios 3:1-4.)

Aqui, concluímos que o fator de definição deve ser a nossa relação com o Espírito Santo. “Carnal” descreve uma pessoa que vive pela carne; isto é, pela força humana normal, não pelo Espírito Santo. E a maior tragédia é que ela não escolheu receber a vida eterna (Romanos 8:9).

Paulo dirige-se às pessoas carnais usando o termo “irmãos”, o que mostra que elas eram membros de Igreja. Ele não lhes podia chamar “espirituais” porque não estavam suficientemente cheias do Espírito Santo. Elas não tinham crescido na fé, como deviam. É possível ser um membro de Igreja durante muitos anos e ser, ainda assim, um cristão carnal. É possível ter conhecimento bíblico e, não obstante, não ser espiritualmente maduro. Muitos cristãos carnais sentem insatisfação, desapontamento ou falta de propósito na sua vida espiritual. Alguns são apáticos e dizem: “Somos simplesmente pecadores. Não podemos fazer nada quanto a isso.”

Outros cristãos carnais são entusiastas e ativos, tendo talvez orgulho por ocuparem postos importantes na igreja. Infelizmente, Jesus diz: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizámos nós em teu nome? E em teu nome não expulsámos demónios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7:22 e 23). Qual foi o problema? Eles não tinham uma relação pessoal com Jesus e não tinham uma ligação viva com o Espírito Santo.

Ellen G. White diz: "As coisas espirituais se discernem espiritualmente. A mente carnal não é capaz de compreender esses mistérios. Continuem os questionadores e duvidosos a seguir o grande enganador, e as impressões e convicções do Espírito de Deus hão de tornar-se mais e mais fracas, mais frequentes as sugestões do inimigo, até que a mente se submeterá de todo ao seu domínio. Então o que a essas mentes confundidas se afigura como sendo loucura, será o poder de Deus, e o que Ele considera como loucura ser-lhes-á sabedoria e força" (Testemunhos para a Igreja 4, p. 585).

Se acha que é, presentemente, um cristão carnal, não perca a coragem! Tem a possibilidade de começar agora uma nova vida. Muitos cristãos carnais estão nessa condição sem o saber, e você pode já estar a orar para obter uma experiência de fé mais profunda. Jesus deseja que o seu “gozo seja completo” (João 15:11), e Ele convida-o a descansar na esperança firme da vida eterna.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

COMPARTILHAR SEM CHECAR

Compartilhar informações sem checar é um comportamento de alto risco, intensificado pelo uso de inteligência artificial (IA) na criação de desinformação. Ameaças como deepfakes (áudios e vídeos manipulados) tornam a verificação crucial antes de qualquer repasse.

Riscos e Contexto
- Inteligência Artificial (IA): A IA já consegue criar rostos, vozes e situações falsas com alta precisão, usadas para manipular a opinião pública.

- Eleições 2026: O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está em alerta, com foco no combate rigoroso à desinformação e discursos de ódio. As eleições de 2026 testarão os limites da regulação contra fake news.

Consequências Jurídicas: Quem espalha fake news pode ser responsabilizado criminalmente. O Judiciário brasileiro reforçou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão".

- Golpes Comuns: Falsas mensagens sobre temas como Receita Federal, taxas Pix e cancelamentos de MEI continuam circulando, gerando pânico e roubo de dados.

O problema é estrutural: compartilhamos manchetes mais do que fatos. Um estudo de Columbia/Inria (pesquisa conjunta entre a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos e o Institut National de Recherche en Sciences et Technologies du Numérique, na França) mostrou que 59% dos links compartilhados no antigo Twitter (atual X) nunca são clicados por quem compartilha. Quando o conteúdo é falso, o dano acelera: a pesquisa em Science verificou que boatos têm 70% mais chance de retuíte e atingem 1.500 pessoas seis vezes mais rápido.

Essa cultura do “encaminhar” encontra um combustível novo: deepfakes. Em 2024, metade das empresas pesquisadas relatou tentativas de fraude com áudio/vídeo falsos. E não é teoria: a britânica Arup perdeu cerca de 20 milhões de libras após uma videoconferência com executivos clonados por IA - um dos maiores golpes conhecidos do tipo.

Não por acaso, o Digital News Report 2025 registra que 58% dos usuários no mundo estão preocupados com a dificuldade de distinguir o que é real do que é falso em notícias online

A Bíblia antecipa esse mapa
- “O inexperiente acredita em qualquer coisa” (Provérbios 14:15);

- “Examinai tudo, retende o bem” (1Tessalonicenses 5:21);

- “Seguindo a verdade em amor” (Efésios 4:15);

- “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Em tempos de feed infinito, isso significa transformar pressa em prudência.

Três frases para a geladeira
- "No lar de fé, cada clique testemunha."

- “Encaminhar sem checar é evangelizar o erro.”

- “Quem ama a verdade freia o dedo antes do compartilhar.”

Como verificar as informações na rede
A seguir, quero deixar alguns conselhos que podem ser úteis para verificar informações nas redes sociais, na internet ou mesmo em suas conversar interpessoais:

- Verifique a fonte: Com frequência, as notícias falsas provêm de fontes pouco confiáveis ou desconhecidas. Perfis anônimos ou com poucos seguidores. Se a fonte não for reconhecida, pesquise quem está por trás da história e considere se quem está publicando é conhecido por publicar informações precisas.

- Leia além do título: Cuidado, os títulos sensacionalistas são feitos para atrair a atenção dos leitores distraídos e podem não refletir adequadamente o conteúdo real da história. Meu conselho é que você leia a história completa antes de compartilhar ou comentar.

- Busque fontes adicionais: Se uma história parece incrível ou pouco provável, busque fontes adicionais que possam confirmá-la. As histórias verdadeiras costumam ser reportadas por várias fontes independentes.

- Verifique os fatos: Se você está lendo algo que parece muito bom para ser verdade, verifique os fatos. Busque evidência que respalde a história e considere se há uma explicação lógica para o que está sendo informado. Às vezes, uma ligação para confirmar a informação seria fundamental.

- Seja cético com o que você lê nas redes: Em geral, é importante ser cético com as notícias que são compartilhadas nas redes sociais. Tudo precisa ser verificado.

- Procure no Google: Você pode procurar no Google o título ou o tema da história para ver se há mais informações em outros lugares. Se você não conseguir encontrar informações confiáveis em outras fontes, é possível que a história seja falsa.

- Verifique com sites de verificação de fatos: Há organizações de verificação de fatos que se dedicam a verificar a precisão das notícias e informações. Esses sites, como Snopes e FactCheck.org, podem ajudá-lo a determinar se uma história é verdadeira ou falsa.

- Comprove os detalhes: As histórias falsas geralmente contêm detalhes imprecisos ou exagerados. Se houver detalhes específicos na história, comprove se estão corretos antes de compartilhar a história.

- Busque comprovação: Se uma história parecer improvável, busque outras fontes que possam comprová-la. Se você não conseguir encontrar evidências que respaldem a história, é possível que não seja verdadeira.

- Consulte especialistas: Se a informação for sobre um tema em particular, você pode buscar a opinião de especialistas no campo para ver se a história é precisa.

Como cristãos, temos a responsabilidade bíblica e social de falar a verdade, compartilhar a verdade e comparar com a verdade tudo o que possa ser mentira ou enganoso. Quando seguimos esse princípio de buscar a verdade, estamos seguindo o exemplo de Jesus, Aquele que disse que Ele mesmo é a VERDADE e a VIDA (João 14:6).

Pense nisso e seja alguém que compartilha a verdade, toda a verdade e nada além da verdade. Que Deus o use onde você estiver.

[Com informações de Notícias Adventistas]

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

IGREJA DIVIDIDA

“Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo sentido e em um mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).

Infelizmente, a história do mundo é permeada pelos conflitos desde a entrada do pecado. Nas páginas do Antigo e do Novo Testamento, encontramos discórdias familiares, brigas pelo poder, lutas entre povos e até mesmo tensão entre os primeiros cristãos. Certamente você já vivenciou ou talvez esteja vivenciando algum conflito na igreja. 

A estratégia de Satanás é dividir para conquistar. A desunião é mortal. Jesus disse: “Se uma casa estiver dividida contra si mesma, tal casa não poderá subsistir” (Mc 3:25). Esse é um princípio simples que Satanás tenta nos fazer esquecer. A unidade nos ajuda a cumprir nosso papel profético como o remanescente da profecia bíblica (Ap 12:17), proclamando o “evangelho eterno” a “cada nação, tribo, língua e povo” (Ap 14:6). A unidade é essencial para cumprir a missão de proclamar essa mensagem dada por Deus. 

Quando não há unidade, a igreja fica irrelevante. Fica destituída de paixão pela missão e acaba reduzida a um evangelho que não alcança a comunidade. A desunião faz com que a competição pelo poder, a inveja e o ciúme ocupem o lugar que deveria ser preenchido pelo Espírito Santo. É impossível criar um ambiente próprio para o reavivamento onde existem divisões, desentendimentos e controvérsias. As diferenças não precisam levar à divisão. Ao mesmo tempo que devemos celebrar nossa diversidade, devemos, também, abraçar nossas diferenças. O importante deve ser focalizar o cumprimento da tarefa que Jesus deu.

Entre todos nós cristãos, os interesses particulares e as diferenças precisam ser deixados de lado, para que as barreiras que nos separam sejam quebradas e assim entremos na unidade que Jesus pretende para Seu povo. Use estas 10 sábias orientações de Ellen G. White extraídas dos livros Testemunhos para a Igreja, vol. 5, pp. 236-248 e Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, pp. 497-505, para evitarmos divisões em nossa igreja:

1. Deus é a personificação da benevolência, misericórdia e amor. Os que se acham verdadeiramente ligados a Ele não podem estar em divergência, uns com os outros. Seu Espírito reinando no coração, criará harmonia, amor e união.

2. Homens e mulheres que professam servir ao Senhor, contentam-se com ocupar tempo e atenção com assuntos de somenos importância. Satisfazem-se com estar em divergência uns com os outros. Se fossem dedicados à obra do Senhor, não estariam porfiando e contendendo qual família de meninos indisciplinados.

3. A união é força; a divisão, fraqueza. Quando se acham unidos os que creem na verdade presente, exercem poderosa influência. Satanás bem compreende isso. Nunca se achou mais determinado do que agora para tornar de nenhum efeito a verdade de Deus, causando amargura e dissensão entre o povo do Senhor.

4. O mundo é contra nós, as igrejas populares são contra nós, as leis da Terra em breve serão contra nós. Se já houve tempo em que o povo de Deus devesse unir-se, é agora esse tempo. Deus nos confiou as verdades especiais para este tempo, a fim de as tornar conhecidas ao mundo. A última mensagem de misericórdia está sendo proclamada agora. Estamos lidando com homens e mulheres que rumam ao juízo. Quão cuidadosos devemos ser em cada palavra e ato para seguir de perto o Modelo, a fim de que nosso exemplo leve homens a Cristo. Com que cuidado devemos procurar apresentar a verdade de tal modo que os outros, contemplando-lhe a beleza e simplicidade, sejam levados a recebê-la. Se nosso caráter testifica de seu poder santificador, seremos uma contínua luz aos outros — epístolas vivas, conhecidas e lidas por todos. Não podemos agora correr o risco de dar lugar a Satanás nutrindo desunião, discórdia e lutas.

5. Todos os que foram beneficiados pelos trabalhos do servo de Deus, devem, segundo sua habilidade, unir-se-lhe no trabalho pela salvação das pessoas. Essa é a obra de todos os verdadeiros crentes, pastores e povo. Devem conservar sempre em mente o grande objetivo, buscando cada qual preencher sua devida posição na igreja, e todos trabalhando conjuntamente em ordem, harmonia e amor. Vigiarão cuidadosamente a fim de que não seja dada oportunidade para se introduzirem diversidade e divisão.

6. Os que são designados para guardar os interesses espirituais da igreja devem ser cuidadosos em dar o exemplo devido, não dando ocasião a invejas, ciúmes ou suspeitas, manifestando sempre aquele mesmo espírito de amor, respeito e cortesia que desejam incentivar em seus irmãos. Atenção diligente deve ser dada às instruções da Palavra de Deus. Seja contida toda manifestação de animosidade ou falta de bondade, seja removida toda raiz de amargura. Quando surgem dificuldades entre irmãos, deve ser seguida à risca a regra do Salvador. Todo esforço possível deve ser feito para conseguir a reconciliação, mas se as partes persistirem obstinadamente em continuar em divergência, devem ser suspensas até que possam harmonizar-se.

7. Devemos buscar a verdadeira bondade, em vez da grandeza. Os que possuem a mente de Cristo terão de si mesmos opinião humilde. Trabalharão pela pureza e prosperidade da igreja, e estarão prontos a sacrificar os próprios interesses e desejos, em vez de causar dissensão entre os irmãos.

8. Uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir. Quando os cristãos se desentendem, Satanás se insinua para tomar o controle. Quantas vezes teve ele êxito em destruir a paz e a harmonia nas igrejas! Que conflitos ferozes, que amargura, que ódio, se iniciaram por uma pequenina questão! Que esperanças se esfacelaram, quantas famílias foram divididas pela discórdia e contenda!

9. Divisões na igreja desonram a religião de Cristo diante do mundo, e dão ocasião aos inimigos da verdade para justificar seu procedimento. O que estamos fazendo para preservar a unidade, nos laços da paz?

10. Deu-nos o Senhor em Sua Palavra, instruções definidas e inequívocas, e na obediência a elas podemos preservar a união e harmonia na igreja. Irmãos e irmãs, estão dando ouvidos a essas ordens inspiradas? São leitores da Bíblia, e praticantes da Palavra? Estão lutando para cumprir a oração de Cristo, de que Seus seguidores sejam um? Evitemos tudo o que possa criar dissensão e contenda, pois há um Céu diante de nós, e entre os seus habitantes não haverá contenda."