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quinta-feira, 13 de maio de 2021

O QUE É APOSTASIA?

A palavra “apostasia” vem do grego apostasía, que quer dizer “rebelião”. Nas Escrituras, ela tem um teor religioso que merece ser explorado. Na teologia cristã, os reformadores a usavam para descrever a condição da igreja durante a Idade Média, mas ela também se tornou importante entre os que promovem dupla predestinação, o conceito de que Deus escolheu alguns para a salvação e outros para a destruição. Argumentam que os eleitos para a salvação nunca se separam da graça; não vão se apostatar. Não posso falar aqui sobre os pormenores dessas afirmações, mas descreverei alguns aspectos do conceito de apostasia nas Escrituras.

1. Apostasia e Heresia: É importante distinguir apostasia de heresia como termos religiosos. Heresia é comumente compreendida como variação ou falsificação da verdade bíblica. Pressupõe-se que um corpo de verdades bíblicas é válido para todos e que ninguém tem o direito ou autoridade de alterá-lo. Também se assume que há um critério para distinguir a verdade da falsificação ou variação. Na história cristã, dois instrumentos específicos foram considerados como investidos dessa autoridade. A primeira foi o ministério de ensino da igreja cristã. Isso quer dizer que a igreja, por meio de seus líderes religiosos, interpretava e definia as verdades para os fiéis. Essa prática foi rejeitada pelos reformadores. O segundo instrumento é a Escritura. A Bíblia é o único e exclusivo meio pelo qual a verdade é definida e a falsidade, identificada. Os adventistas aceitam a última posição. A apostasia incorpora a ideia que a heresia apenas resume, mas aponta para o momento em que a presença da heresia é tão abundante e radical que se considera que as pessoas estão totalmente separadas da verdade bíblica e de Cristo como a verdade. Nesse caso, há uma separação da verdade e da graça salvadora de Deus. A apostasia é o resultado de um lento processo de deserção espiritual das verdades bíblicas.

2. Terminologia Associada à Apostasia: A Bíblia usa muitos verbos para expressar a ideia de apostasia. Entre eles, “virar as costas” (Mateus 24:10), “deixar” (1 João 2:19), “esquecer” (Deuteronômio 31:16), e “rebelar-se” (Ezequiel 2:3). O termo hebraico mais próximo do termo “apostasia” é meshûbah. Baseia-se no verbo shûb, que significa “virar”. Por um lado, esse verbo é usado para expressar a ideia de arrependimento, como “tornar” ou “retornar” para o Senhor. Por outro lado, a pessoa que “vira as costas” para o Senhor comete meshûbah, apostasia. A apostasia pode ser o resultado da aceitação de crenças espúrias ou de falsos mestres (1 Timóteo 4:1), ou voltar ao estilo de vida corrupto do mundo (2 Pedro 2:20-22). Ela também pode ser o resultado de perseguição (Mateus 24:9-10), um coração incrédulo (Hebreus 3:12), compromisso superficial com Cristo (1 João 2:19) e não prestar atenção na Palavra de Deus (Hebreus 2:1).

3. Manifestações de Apostasia: Quando associada à heresia, a apostasia é a visível rejeição da verdade. A Bíblia enfatiza duas das expressões mais comuns. A primeira é a prática do falso culto (Jeremias 3:6). O verdadeiro Deus é rejeitado ou adorado quando se adora deuses pagãos. No Antigo Testamento, essa era a forma mais comum de expressar a apostasia e era considerada uma violação da aliança. A religião cananita predominante exercia poderosa influência sobre muitos israelitas, levando-os a se separar do Senhor. Para o Senhor, esse era um caso de infidelidade marital espiritual, resultando em separação permanente (Jeremias 3:6-8). A segunda expressão de apostasia era confiar, para preservação, nos poderes políticos de outras nações, e assim, negar o poder de Deus para salvar (Oseias 8:9). Ao fazer isso, a nação estava “se esquecendo do Senhor”, agindo perversamente, voltando à escravidão do Egito e se virando contra Ele (Jeremias 2:17-19). Em ambos os casos, Deus foi abandonado e Seu povo abraçou novos poderes. Muito provavelmente por auto-ilusão, eles ainda criam que estavam sendo leais ao Senhor (Jeremias 3:23-24). Provavelmente, são estas as duas expressões mais enganosas e infelizes de apostasia. Ela promove falsidade em nome do Senhor e, como consequência, muitos são enganados.

Embora a apostasia vá aumentar no mundo cristão (2 Tessalonicenses 2:3), podemos permanecer leais a Deus mediante o poder do Cordeiro.

Angel Manuel Rodríguez (via Adventist World)

Nota: Leia também este maravilhoso texto do pastor Odailson Fonseca sobre o assunto:

Apostasia não é sair da igreja. Vem muito antes disso. Imperceptível. Rasteira. É fungo invisível embolorando as moléculas da fé. Começa microscópica só carecendo tempo pra virar telescópica. Não é tragédia repentina - é câncer acariciado. E a morte da religião pessoal é só consequência da vida cotidiana desleixando Jesus.⁣
Escrevo sofrendo. São noitadas de lágrimas prostradas em segredo. Intercessoras. Ver alguém morrendo na fé é desesperador. Pior? Geralmente, o apóstata não vê o que os outros já perceberam. Ludibriado pelas trevas, ainda acha que flerta com a luz. Condenado iludido.⁣
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; aprovai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo esta em vós? Se não é que já estais reprovados” (2Co 13:5). Percebe? Tem cidadãos do inferno se achando hóspedes em resort de luxo. Enganados. Cuidado! VOLTE enquanto há tempo. ⁣
Há tempo!⁣
“Satanás exulta ao ter sucesso em controlar a mente de tantos professos cristãos. Ele os enganou, paralisou suas sensibilidades e implantou sua infernal bandeira exatamente no meio deles. Tão enganados estão que não o reconhecem” (Ellen G. White, T2, p. 440). Nada é pior do que um perdido se imaginando salvo. Faça urgente uma tomografia espiritual, ou biópsia devocional. Você está, realmente, com Jesus?⁣
Não é banco da igreja que define salvação. Mas, fora dele é ainda pior. Não pule corda à beira do precipício. Orar tem que ser a 1ª ação do dia. Ler a Bíblia traz blindagem diária. Obedecer os princípios é inegociável. Fazer o culto em família é imprescindível. E falar de Cristo pra alguém, ecoa Deus falando com você.⁣
Portanto, não zombe da misericórdia divina. Apostasia é destroçar o Calvário aniquilando sua felicidade eterna. Jamais! Aquele minúsculo sussurro de algo precisando melhorar é o GRITO suplicante do Pai não querendo perder você. Não se ache melhor que os outros. Repense o Céu descartado pelo descaso. Por favor!⁣
Nunca haverá paz na solidão longe de Deus. Há tempo. Pouco tempo. Enquanto seu coração bate. Até quando?⁣

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

O que fazer quando seu filho abandona a fé?

“Não me interesso mais pela igreja” diz o seu adolescente. Eles podem até dizer a mesma coisa de várias maneiras, mas não há uma resposta fácil para a sua situação. Cada filho é diferente e fará seus próprios deslizes. É por isso que cada caso deve ser avaliado individualmente. Você se pergunta: Por que meu filho é tão difícil? Será que medicamento o ajudará? É como se andássemos por um deserto. A família fica dividida e muitas vezes não sabe como lidar da maneira correta com ele. Tentamos vários caminhos: a disciplina ofensiva, o amor ofensivo, mas é complicado compreendê-lo.

Quando o filho sai de casa (decide ir para a faculdade em outra cidade, por exemplo) a primeira coisa que fazemos é encontrar um apartamento. A segunda é encontrar uma igreja local. Queremos ter certeza que ele continuará frequentando. Porém nem sempre gostam, se sentem à vontade na nova igreja. Acham-na muito antiquada, ou não gostam da música. Mesmo assim temos esperança de que vá encontrar outra igreja na qual se sinta mais à vontade. Como nem sempre esse é o caso, inicialmente é uma decepção e começamos a nos perguntar o que deu errado.

No momento em que você mãe/pai admite que seu filho já não é mais da mesma igreja, que não sabe mais o que fazer quando ele se revolta, é importante lembrar-se que não esta só. Todavia, não devemos perder a esperança, mesmo sendo este um dos desafios mais difíceis na família.

Algumas sugestões de como lidar com esse cenário:

1. Não desista
A tentação é jogar tudo pra cima e desistir, e você não seria a única a fazer isto. Muitos pais desistem e, incapazes de tolerar a dor, eles se protegem, fingindo que não se incomodam. O filho grita, “me deixe em paz” e assim eles fazem o que ele pede, retirando-se emocionalmente de sua vida. O que alguns pais não percebem é que apesar de as ações e palavras do adolescente destinarem-se a afastar os pais, lá no fundo ele anseia que os mesmos continuem tentando, apoiando, independente de seu comportamento.

Nunca desista. Vá em frente apesar das circunstâncias e não pare de fazer as coisas boas, tentar coisas novas se as antigas não funcionarem, continue fazendo as coisas que você sabe serem certas, ame incondicionalmente, faça seu papel de mãe/pai, mesmo quando prefere desaparecer.

2. Não tenha vergonha de pedir apoio e oração
É prudente consultar um pastor ou um conselheiro, e você pode encontrar conforto de pais cristãos que também têm filhos pródigos. Seja sincero sobre o seu desejo de compreensão. Valorize as orações intercessoras, mas tenha cuidado para não compartilhar detalhes íntimos. Uma resposta simples, como: “Você não faz ideia do quanto precisamos e valorizamos suas orações” é suficiente.

Uma mãe admitiu que não queria que o mundo todo soubesse sobre o adolescente rebelde porque seu marido era o ancião da igreja, mas uma dor compartilhada, diminui. Uma alegria compartilhada, aumenta.

3. Seja firme e afetuoso
Você precisa de uma casca dura e de um coração sensível, principalmente no que diz respeito aos comentários dos outros. Mesmo que as intenções sejam boas, pessoas ofendem, mas não deixe que suas farpas penetrem, sendo sensata o suficiente para ouvir as palavras de apoio que outros oferecerem.

4. Aprenda a arte da entrega
Isso pode significar liberar seu sonho para seu filho, abrir mão do controle sobre o adolescente, deixando os resultados com Deus.

5. Obtenha ajuda para você e sua família
Se quebrar o braço, você imediatamente pedirá ajuda no Pronto Socorro. Então por que tantos pais se vergonham de buscar ajuda quando a família está quebrada? Alguns preferem aconselhamento pastoral, outros optam por terapia. Dê apenas o passo inicial e busque ajuda.

6. Permita-se algum prazer
Muitos casais cujos filhos saem da igreja, eliminam qualquer ato que possa trazer alegria, até que a “situação se normalize”. Alguns sentem-se culpados por estarem se divertindo, ao invés de “fazerem algo” para resolver o problema. Outros ficam em constante estado de alerta, tensos, preocupados ou envergonhados e não conseguem se distrair. Mas precisamos recarregar a bateria. Relaxe num banho de banheira, assista um filme engraçado e veja-o juntos, pois se afastar um pouco do problema pode ser a saída ideal para olhar melhor, com a mente mais descansada.

7. Mantenha seus valores fundamentais
Não deixe que a crise contínua a desgaste, Deus ainda a conhece exatamente como antes da crise. Se sempre deu presente de aniversário para seu filho, continue dando durante essa fase difícil também. Se ajudava no ministério da criança antes de seu filho sair da igreja, continue usando seu talento nessa área. Não se afaste de tudo e todos porque algo está saindo fora do que planejou ou sonhou.

8. Escreva um diário
Registrar seus pensamentos, sentimentos e orações pode ajudá-la a identificar o que é importante. Pode usar uma caderneta, um computador ou até enviar um e-mail ou mensagem a um amigo de confiança. Expressar emoções e externá-las é uma forma de visualizar o problema como alguém de fora.

9. Não se culpe
Provérbios 22:6 diz: "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." No entanto este texto nunca teve a intenção de despertar culpa. O pior pesadelo de muitos pais é ter um filho rebelde – que segue seu caminho na vida de maneira destrutiva, ignorando tudo que aprendeu, recusando-se a obedecer as regras, causando caos nas vidas com as quais entra em contato.

O medo é tão grande que os pais se estressam com tudo que os filhos fazem, chegando a considerar comportamentos normais como sinais de que os filhos estão à beira do abismo. Outros pais fazem o oposto. Ignoram sinais óbvios de alerta, achando que é apenas uma fase da qual os filhos passarão. Alguns outros abdicam e descobrem que, não importa o que fizeram para educar seus filhos, é provável que pelo menos um saia da igreja.

Há pais que observaram seus filhos fazerem más escolhas e foram arrastados por desvios mais perigosos. Eles agonizaram, choraram, oraram – mas de alguma forma sobreviveram. O que eles aprenderam no processo?

10. Você não pode controlar as escolhas do seu adolescente
Uma vez que seu filho sai de casa, não dá pra dizer o que ela está fazendo. Pode estar ou não na escola. Pode jogar fora o lanche que você fez pra ela e comer algo gorduroso, consumir drogas, colar nos testes, dirigir bêbada – ou estudar bastante e fazer parte dos melhores 10% de sua classe. Pode ser a presidente ou a palhaça da classe. E não há nada que se possa fazer quanto à isso. Aceite!

11. Saiba a diferença entre ajudar e possibilitar
Joe White recomenda que quando meu adolescente se revolta devo manter uma maternidade firme e terna. Possibilitar um comportamento irresponsável é diferente de deixar que o filho pródigo assuma as consequências de seus atos.

12. Não esqueça o resto de sua família
Existe o risco de numa situação de crise familiar com um filho que está afastado, todas as atenções sejam pra ele. Pare de focar no filho rebelde a tal ponto de negligenciar os outros filhos e o cônjuge. Às vezes temos que confiar nosso filho pródigo ao Senhor e deixá-Lo operar nele, enquanto continuamos com nossa vida.

13. Perceba que sua parentalidade mudou
Quando um filho deixa o cuidado e proteção dos pais, o relacionamento muda para sempre. Devemos mostrar-lhe que o amamos, mas temos que nos libertar de nossa responsabilidade por ele. Ele é um ser dono de sua individualidade e é preciso respeitar.

14. Construa uma frente unida com seu cônjuge
Avise a seu filho que vai conversar com seu cônjuge antes de tomar qualquer decisão. Além disso, não se esqueça de trabalhar em seu relacionamento conjugal. Não negligencie o lado físico: Tire um fim de semana livre, marque uma noite para saírem juntos, e não fale sobre os filhos durante esse tempo.

15. Estabeleça limites
O filho pródigo beneficia-se mais da mãe que diz “eu te amo, mas não vou tolerar desrespeito.” Estabeleça limites em qualquer área que lhe diz respeito, especialmente se seu filho quer se mudar de volta. Certifique-se de que ele entende seus limites e as consequências ao ultrapassá-los.

16. Cuide dos seus sentimentos
Pais de filhos rebeldes enfrentam muitas emoções: raiva (do filho, de si mesmo, do parceiro, da má companhia do filho), dor, tristeza, depressão e culpa. Quaisquer que sejam os sentimentos, temos de reconhecê-los, antes de podermos lidar com eles.

17. Lembre-se que Deus ama seu filho mais do que você o ama
Mães de filhos rebeldes se sentem desamparadas. É por isso que devemos nos apoiar em Deus e Sua graça. Ele constantemente os atrai para Si e estará com eles mesmo quando não podemos.

18. Antecipe um futuro melhor
Em conversa com dezenas de pais, aprendi que a temporada do filho pródigo é apenas isso, uma temporada. Mais cedo ou mais tarde, a maioria deles volta a ter bons relacionamentos com seus pais e, às vezes, com seu Pai celestial.

19. Não perca de vista a perspectiva mais ampla
Enquanto continua a amar e orar por seu filho, tenha fé que ele é a obra de Deus em andamento. Apesar dos desafios específicos desta faixa etária, os jovens precisam da igreja. Para que mantenham a identidade da fé, a atmosfera da igreja desempenha papel importante na permanência deles nela. Pode-se, então, dizer que igreja de verdade é primordialmente trabalho com jovens. Por isso não perca a esperança!

Todavia, lembre-se: eles pertencem a Deus e a nós, e não à igreja. Conte com as orações de membros cuidadosos, mas não permita que qualquer censura que você receber lhe desanime.

Telma Witzig (via blog da Fabiana Bertotti)

Nota do blog: Ellen G. White nos deixou estes dois lindos textos que nos trazem esperança:

“O amor de Deus anela sempre aquele que dEle se afastou, e põe em operação influências para fazê-lo tornar à casa paterna. [ ... ] Uma cadeia dourada, a graça e compaixão do amor divino, é atada ao redor de toda pessoa em perigo” (Parábolas de Jesus, p. 202). 

“O Céu aguarda e anela a volta dos pródigos que vagueiam longe do rebanho. Muitos dos que se extraviaram podem ser trazidos de volta, pelo amoroso serviço dos filhos de Deus” (Nos Lugares Celestiais [MD 1968], p. 10).

quinta-feira, 12 de maio de 2016

ESPN transmite despedida e testemunho do goleiro adventista Vitor

CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. Tremendo testemunho!

Carlos Vítor da Costa Ressurreição, mais conhecido como o goleiro Vítor do Londrina Esporte Clube, foi batizado na Igreja Adventista do bairro Pituba, em Salvador (BA), no dia 27 de dezembro de 2015. Desde então, decidiu que sua nova fé determinaria os rumos de sua vida dentro e fora de campo. Nesta última terça-feira (10), em um jogo contra o Cruzeiro, válido pela Copa do Brasil, o arqueiro decidiu obedecer a Deus, ficar ao lado de Cristo, e despedir-se do futebol.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Por que os jovens cristãos abandonam as igrejas?


Por que metade dos jovens cristãos abandona a igreja antes de atingir a maioridade? Uma nova pesquisa do Grupo Barna tem algumas possíveis respostas. A maioria dos jovens vê a igreja como um lugar pouco amigável e cheio de julgamento. As principais críticas são por acharem que a Igreja em geral é:

1) superprotetora e exclusivista
2) oferece uma experiência cristã superficial
3) antagônica à ciência
4) um lugar em que o sexo é tratado de maneira errada
5) não valoriza outros tipos de fé e espiritualidade
6) hostil com quem não crê no que ela ensina

Este é o resultado de um estudo de cinco anos, compilado agora no livro “You Lost Me: Why Young Christians are Leaving Church and Rethinking Faith” [Por que os jovens cristãos estão abandonando a Igreja e repensando a fé], escrito pelo atual presidente do Barna, David Kinnaman. Seu estudo envolveu entrevistas com 1.296 jovens (norte-americanos) que são ou já foram membros de igrejas.

Os pesquisadores descobriram que a grande maioria (59%) abandona a vida da igreja de forma permanente ou durante um longo período de tempo após completar 15 anos de idade. Um em cada quatro jovens entre 18  e 29 anos afirma que “os cristãos demonizam tudo que está fora da igreja”. E um terço deles simplesmente acha que “ir à igreja é chato.”

De modo geral, o confronto entre as expectativas da Igreja e a experiência sexual dos jovens tem colaborado em muito para o distanciamento. Um em cada seis jovens cristãos afirmam que “cometeram erros e sentiram-se julgados pela igreja por causa deles”. Enquanto isso, 40% dos entrevistados católicos entre 18 e 29 anos acreditam que a doutrina de sua igreja em relação à sexualidade e ao controle de natalidade estão “desatualizados”.

Kinnaman classifica essa evasão dos jovens da igreja como um problema que requer providências urgentes, já que normalmente os jovens saem de casa cedo, vão para a faculdade ou começam logo a trabalhar, casam e têm filhos antes dos 30 anos.

“As igrejas não estão preparados para lidar com o ‘novo padrão’”, diz Kinnaman. “No entanto, o mundo está mudando de maneira significativa, como um acesso cada vez maior ao mundo e a diversas ideologias, em especial por conta da tecnologia, fazendo crescer seu ceticismo em relação a figuras externas de autoridade, incluindo o cristianismo e a Bíblia.”

Maiores informações sobre a pesquisa podem ser encontradas AQUI.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Estudo da Apatia Espiritual dos Adolescentes Adventistas

Autores
Bruno Pereira, Emerson T. de Oliveira, Paulo L. Aguiar e Mábio Coelho

Resumo
Pelo estudo da população dos adolescentes adventistas do Brasil, na faixa etária de 11 a 18 anos, a proposta desta pesquisa é investigar quais são as causas primárias da apatia espiritual desses adolescentes. Esta pesquisa ajudará a estabelecer hipóteses – que deverão ser testadas a posteriori – para responder quais são as causas da apatia espiritual dos adolescentes adventistas.