terça-feira, 7 de abril de 2015

Presidente mundial adventista se reúne com secretário-geral da ONU


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, expressou preocupações sobre a crescente intolerância religiosa em todo o mundo durante uma reunião privada com o presidente mundial da Igreja Adventista, pastor Ted N.C. Wilson, e convidou a Igreja Adventista do Sétimo Dia para trabalhar com a ONU ajudando as pessoas.

Wilson, o primeiro presidente da Igreja Adventista a se reunir com um chefe da ONU, observou que a Igreja tem apoiado há muito tempo a liberdade religiosa e disse que ela estava disposta a se unir a iniciativas que seguiam o ministério de Cristo de ajudar as pessoas física, mental, social e espiritualmente.

Ganoune Diop, diretor associado do departamento de Deveres Cívicos e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista mundial, destacou que seu departamento leva a sério as palavras de Jesus de ser “o sal da terra” e “a luz do mundo”, como registrado em Mateus 5:13, 14. Ban se reuniu com Wilson, Diop e John Graz, diretor do departamento de Deveres Cívicos e Liberdade Religiosa, às 12:10 de segunda-feira, 6 de abril, para uma reunião de 45 minutos em seu escritório na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

A reunião foi organizada com o envolvimento pessoal do embaixador Joseph Verner Reed, reitor do subsecretário geral da ONU e amigo dos adventistas do sétimo dia, que regularmente se correspondia com Diop para tornar a reunião uma realidade. “Foi um verdadeiro privilégio encontrar o secretário-geral e ouvir seu apelo por ajuda à humanidade”, Wilson contou à Adventist Review.

Oportunidade para testemunhar
“Os adventistas do sétimo dia devem estar prontos para testemunhar do Senhor em qualquer lugar aonde formos e para testificar da bênção de Deus em nossas vidas e o que podemos fazer em Seu nome”, reforça Wilson. “O mundo está esperando por este tipo de testemunho inspirado pelo céu com respostas claras para os problemas de hoje.”

Ban falou sobre questões globais como a pobreza e a falta de educação antes de expressar sua preocupação sobre a intolerância religiosa que atinge níveis sem precedentes em todo o mundo. Só na semana passada, um grupo militante islâmico matou 148 pessoas em um ataque contra os cristãos em uma universidade queniana. O Estado Islâmico (IS) e outras organizações extremistas no Iraque, Síria, Nigéria, Líbia e em outros lugares também miraram nos cristãos e em outros grupos religiosos com violência muitas vezes mortal nos últimos meses.

O secretário ressaltou sua crença de que as pessoas devem cultivar o respeito por todos, incluindo pessoas de outras religiões. Ele indicou que apreciava o trabalho da Igreja Adventista na promoção da liberdade religiosa, bem como na educação, na saúde e na ajuda humanitária através da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais. A ADRA tem trabalhado com a ONU na assistência aos refugiados no Oriente Médio e em outros lugares.

Wilson agradeceu Ban pela reunião e falou sobre diversas iniciativas da Igreja que correspondem com a missão da ONU para ajudar as pessoas.

“Tivemos uma excelente reunião com o secretário-geral e alguns de sua equipe, compartilhando com eles sobre as atividades da Igreja Adventista”, destaca Wilson. “Focamos em certas coisas com as quais a Igreja Adventista pode ajudar, tais como a liberdade religiosa, a liberdade de consciência, os valores éticos e espirituais, o respeito pela dignidade humana, a orientação familiar, o incentivo para os jovens, e as necessidades básicas humanas, como água pura e ensino fundamental.”

Cooperação
“Só se formos conduzidos pelo Senhor, poderemos ser verdadeiramente eficazes em nossa ação missionária para o mundo preparando as pessoas para a breve volta de Cristo, realizando o ministério prático de Jesus através do poder do Espírito Santo”, acrescenta o presidente mundial adventista.

Na reunião com Wilson, Graz fez um breve relato sobre os principais congressos organizados pela Associação Internacional de Liberdade Religiosa, afiliada da Igreja que promove a liberdade religiosa e o forte apoio da Igreja ao Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que toda pessoa tem direito “de mudar de religião ou crença”.

Graz, secretário geral da Associação Internacional de Liberdade Religiosa, disse que estava animado para ver a preocupação de Ban sobre a intolerância religiosa e o desejo de ver as pessoas de boa vontade trabalhar juntas para trazer justiça e liberdade. “Foi uma reunião histórica entre o secretário-geral da ONU e o presidente da Igreja Adventista sobre o estado do mundo e como podemos ajudar as pessoas a vive em ambientes muito difíceis”, argumenta Graz. “Como discípulos de Jesus, queremos ajudar as pessoas e especialmente aquelas que não têm voz, que são discriminadas e perseguidas”, afirma ele. “Desta forma, compartilhamos os valores essenciais da ONU.”

Diop disse que ele também viu formas que a Igreja e as Nações Unidas poderiam cooperar, particularmente na erradicação da pobreza e na promoção da educação e da saúde. “O portfólio impressionante que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem desenvolvido para o serviço a toda a família humana notavelmente ressoa com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, disse ele em uma declaração.

Com informações de Adventist News Network

PEC da redução da maioridade penal cita Bíblia e é criticada


Após a discussão sobre a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da maioridade penal ter avançado na semana passada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, o texto é criticado por teólogos religiosos por utilizar trechos da Bíblia como justificativa para a diminuição da idade penal. 

A PEC, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos de idade, faz citações a três personagens bíblicos para fundamentar a medida. A proposta ainda precisa ser votada na Câmara e no Senado para entrar em vigor. Para teólogos, a Bíblia não deveria ser a única justificativa para a medida. A PEC 171/93 foi apresentada pelo ex-deputado federal Benedito Domingos em 1993, à época no PP do Distrito Federal.

No campo "justificação", destinado a explicar os motivos da emenda, o texto faz três referências a diferentes personagens da Bíblia: Salomão, Davi e o profeta Ezequiel. Não há nenhuma referência no texto sobre dados estatísticos ou pesquisas para embasar a redução da maioridade penal na PEC 171.

O texto argumenta que "o moço hoje entende perfeitamente o que faz e sabe o caminho que escolhe. Deve ser, portanto, responsabilizado por suas opções". Para justificar esse ponto de vista, o texto relembra o profeta Ezequiel, do Velho Testamento.

"A uma certa altura, no Velho Testamento, o profeta Ezequiel nos dá a perfeita dimensão do que seja a responsabilidade pessoal: Não se cogita nem sequer de idade: 'A alma que pecar, essa morrerá'", diz o texto da PEC. (Ezequiel 18:4)

Em outro trecho, a PEC cita o rei Davi, um dos fundadores do povo judeu. "Davi, jovem, moderno pastor de ovelhas acusa um potencial admirável com seu estro de poeta e cantor dedilhando a sua harpa, mas ao mesmo tempo, responsável suficiente para atacar o inimigo do seu rebanho", continua o texto.

O terceiro personagem citado pela PEC é o rei Salomão. "Salomão, do alto de sua sabedoria, dizia: 'Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velha não se desviará dele'", diz o trecho. (Provérbios 22:6)

Críticas
Para o pós-doutor em Teologia e professor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Alex Vilas Boas, a utilização de trechos da Bíblia para justificar a redução da maioridade penal é vista com preocupação.

"Esse é um assunto extremamente delicado e os trechos da Bíblia não deveriam ser a única justificativa para a aprovação dessa matéria. O problema não é usar a Bíblia, mas é como ela é interpretada", afirmou.

Vilas Boas diz que há grupos que se apropriam do discurso religioso para atuar de forma política. Ele diz que usar a Bíblia como base para justificar a redução da maioridade penal não é diferente do que alguns regimes islâmicos fazem ao usar a sharia (conjunto de leis baseada no Alcorão) para justificar penas como a aplicação de chibatadas ou a morte por apedrejamento.

"O mecanismo é o mesmo. Utiliza-se uma experiência religiosa de um segmento do povo para justificar práticas políticas impostas a toda população", afirmou o professor.

As críticas em relação ao uso da Bíblia para justificar a redução da maioridade penal partem até mesmo de religiosos. O padre Denilson Geraldo é professor da PUC-SP, doutor em direito canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma e mestre pelo Instituto de Direito Canônico de São Paulo. Ele também é contrário ao uso de trechos da Bíblia como base para fundamentar a PEC da redução da maioridade penal. 

"Quando se tira um texto do seu contexto, o que se cria, na realidade, é um pretexto. E isso é muito perigoso. Não acho que a Bíblia deveria ser utilizada dessa forma para justificar a redução da maioridade penal. Na época em que a Bíblia foi escrita, não havia o entendimento que temos hoje sobre a infância e a adolescência. Não podemos desconsiderar isso", afirmou.

O padre Denilson Geraldo aponta ainda a falta de embasamento científico da emenda. "Há inúmeros estudos sobre o assunto mostrando que o problema da criminalidade não recai exclusivamente sobre os jovens. Usar apenas a Bíblia para fundamentar isso seria um erro", diz. A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) já se manifestou contra a redução da maioridade penal.

Com informações de UOL

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Terroristas islâmicos matam 147 cristãos em universidade no Quênia


Terroristas islâmicos invadiram, na quinta-feira (2), uma universidade no Quênia, país da África Oriental, e assassinaram 147 pessoas, depois de perguntar entre as vítimas quais eram cristãs.

O ataque foi em Garissa, a 150 quilômetros da Somália, de onde vieram os terroristas do Al-Shabaab, um grupo extremista islâmico ligado a Al-Qaeda, e que já fez vários ataques no Quênia. Eles entraram na universidade atirando. Foram de quarto em quarto, perguntando quem era muçulmano e cristão e executaram os cristãos.

Policiais e soldados cercaram o campus e depois de 15 horas conseguiram matar os quatro terroristas. Pelo menos 80 pessoas ficaram feridas. 

Autoridades ofereceram uma recompensa de 215 mil dólares por informações de Mohamed Mohamud, que é acusado de ser o mentor do ataque.

Hugh Jackman vai interpretar apóstolo Paulo em drama bíblico


O ator Hugh Jackman vai atuar em um filme sobre a vida do apóstolo Paulo, assinando também a produção ao lado dos atores Matt Damon e Ben Affleck. O roteiro será escrito por Matt Cook, escolhido pela Warner Bros, segundo o Adoro Cinema.

Conhecido por interpretar o personagem Wolverine, da saga X-Men, o ator australiano já confirmou que o próximo filme da franquia será o seu último na pele do mutante. Agora, Jackman vai se dedicar a outros projetos, como o do filme “Apostle Paul”, ainda sem título em português.

A história vai abranger a vida do apóstolo quando ele ainda se chamava Saulo e perseguia os cristãos, o encontro com Jesus na estrada de Damasco (Atos 9), sua conversão ao Evangelho e sua dedicação à missão de plantar igrejas, que rendeu a ele muitas prisões e sua morte.

“Apostle Paul” é uma aposta do estúdio para lucrar com uma tendência atual de Hollywood, que vem investindo em filmes baseados em histórias bíblicas, como “Noé” e “Êxodo: deuses e reis”, por exemplo.

O sucesso de filmes independentes, como “Deus Não Está Morto” e “O Filho de Deus”, também reforça que essa é uma tendência da sétima arte.

Hugh Jackman, que não é cristão, conheceu o Evangelho através de seu pai, Chris, que se converteu ao ouvir pregações do evangelista Billy Graham. Hugh foi levado por seu pai diversas vezes para ouvir Graham, mas decidiu praticar meditação depois de ir para a faculdade de Filosofia, em 1988.

Com informações de Gospel+

Pastor adventista é salvo por milagre em catástrofe no Chile


No final de março, a grande quantidade de chuvas que caiu no Chile deixou mais de 10 mil pessoas afetatas, 20 desaparecidos e 25 vítimas fatais. Foi uma das piores catástrofes climáticas das últimas décadas que assolou as regiões de Antofagasta, Atacama e Coquimbo.

Um milagre, no entanto, chamou a atenção em toda essa tragédia de grandes proporções. O jovem pastor adventista Rubén Soto Montaner, que trabalhava no distrito de Chañaral na região norte do Chile, experimentou um verdadeiro livramento por milagre.

Segundo o relato que ele mesmo fez, “recordo-me estar parado ao ver pela minha janela que um rio mais alto que minha casa vinha com toda a velocidade e, em questão de segundos, arrebentou os vidros e inundou a casa. As janelas da casa tinham barras que poderiam até me deixar preso, mas, graças a Deus, a porta também se rompeu com a força da água e o rio me arrastou e me deixou flutuando em cima dela. Enquanto a água me tirava violentamente de casa eu me agarrei a uma tábua ou prancha de madeira e flutuei ali por dezenas de metros. Isso tudo até que me agarrei finalmente, com ambos os braços, a uma árvore que encontrei no caminho”.

Veja o vídeo em espanhol:


O testemunho do pastor Soto foi visto por milhões de pessoas nos meios de comunicação chilenos e as pessoas ficaram impressionadas com o fato de ele ter sobrevivido. Seu resgate foi uma das primeiras imagens que chegaram aos veículos de comunicação do país, logo que a energia retornou.

“No entanto, antes de encontrar com essa árvore (uma palmeira), a uns oito ou dez metros de distância aproximadamente, havia um caminhão do lixo que me serviu de escudo, pois amortizou a força com que eu vinha e evitou um choque duro. Vi como um rio que arrastou casas, mas o caminhão não se moveu. Todos os outros escombros foram levados, mas o Senhor permitiu que o caminhão permanecesse firme e evitou que o rio me golpeasse com força”, relata o religioso.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Redução da Maioridade Penal: O que Jesus faria?

Em meio às conversas sobre a redução da maioridade penal, como cristã, gosto de tentar viajar no tempo e imaginar: qual seria o posicionamento de Jesus? [...] 

Eu não me lembro de ter algum dia me deparado com alguém que soubesse a resolução de Jesus para o problema, ou seja, na Bíblia não tem uma passagem que relata o que o jovem de Nazaré fez ao encontrar um menor infrator. Este não era um ponto em questão nas terras pisadas por Ele naquele tempo. Isso não permite que caiamos no erro de tomar como opinião o discurso corriqueiro, aquele dito pela mídia ou por alguma personalidade “bacana”.

Quando um crime praticado por um jovem acontece, um assalto ou a realização de qualquer ato danoso contra uma vítima, sentimos muito junto com ela e com razão. Essa identificação com a vítima muitas vezes nos leva ao discurso:

“Tem que reduzir a maioridade penal sim!”

“Bandido bom é bandido morto”

“Se tem idade para matar, tem para ir para a cadeia”.

Mas podemos sair do lugar de apedrejadores, vamos olhar a cena de longe. O lugar ocupado por Jesus Cristo está vazio, nele não deveriam estar os cristãos? Não para defender o erro de alguém, mas para reconhecer o humano apedrejado, as suas necessidades, o lugar que foi destinado e ocupado por ele e que pode tê-lo feito a acabar ali. Assim, podemos pensar nos movimentos anteriores, o que faz um jovem chegar naquele lugar. Será que a sociedade cuida do caminho percorrido por ele no seu desenvolvimento? Será que ele teve espaço para atingir o seu potencial? De repente, percebemos que a nossa sociedade parece tão injusta quanto a de Cristo e que sim, o evangelho nos ensina a lidar com essa situação.

Acho que era isso que o Jesus pensava quando se encontrava com os sujeitos que pareciam perdidos neles mesmos, “sem voz, sem vez, sem lugar”. As atitudes tomadas por Ele nas situações de miséria humana sempre eram baseadas no respeito e amor. Quando Pilatos lavou as mãos na condenação de Cristo, ele o fez para todas essas propostas inovadoras e de compaixão defendidas pelo jovem de Nazaré. É mais fácil lavar as mãos e ignorar a ter que o ajudar nas transformações. Hoje, quando nos deparamos com a questão da redução da maioridade penal, temos dois caminhos: ser Pilatos ou Cireneu.

Quando refletimos como Jesus, podemos compreender o outro e experimentar sua visão diante da vida. Quando fazemos isso com cada jovem que tem seus direitos negados, que é pobre e marginalizado (pois é esse o perfil da maioria dos que cometem infrações no nosso país) compramos a causa cristã. Deixamos de ser Pilatos quando não lavamos as mãos e ajudamos o outro a carregar a sua cruz, como fez Cireneu. Hoje, nós somos convidados a defender o reino fraterno proposto por Jesus Cristo. Não reduzir a maioridade penal é abrir o espaço para novas propostas de lidar com o problema, é não se conformar com ele, assim como o filho de Deus não se conformou, bem como não naturalizou as práticas de sua época.

Quando fazemos isso, encontramos qual seria o posicionamento de Jesus e descobrimos que os evangelhos podem nos proporcionar mais do que imaginamos.


Leia também 18 Razões Contra a Redução da Maioridade Penal

1º de Abril - Verdades sobre a Mentira na Bíblia

"Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade cada um com o seu próximo." Lv 19:11 

Você tem certeza de que nunca mentiu? Nem mesmo para agradar à dona-de-casa, jurando que a sopa de jiló e a salada de berinjela estavam uma delícia? Ou afirmando a um doente terminal que a aparência dele está ótima e que ele logo vai ficar bom? Ou escondendo suas verdadeiras intenções? Meias-verdades também são mentiras? E exagerar ou diminuir uma verdade? É lícito mentir para salvar a própria vida ou a de outra pessoa? E o que dizer da hipocrisia? Como se pode ver, a mentira tem muitas facetas, e as respostas nem sempre são fáceis. 

Vejamos alguns casos bíblicos.

Grandes homens de Deus, como Abraão, Isaque, Jacó, Davi, mentiram. E todos eles colheram nesta vida os seus frutos amargos. Ananias e Safira cometeram um delito mais grave, mentindo ao Espírito Santo. E “perderam esta vida e a futura” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 76).

Raabe, a meretriz de Jericó, mentiu para salvar os espias israelitas, e com isso salvou também a própria vida e a de seus familiares. Ela teve a honra de ser ancestral do Salvador do mundo, o seu nome figura na galeria da fé em Hebreus 11. No entanto, a Bíblia não a elogia porque mentiu; apenas relata o que aconteceu. Ela foi elogiada, não por sua mentira, mas por ter acolhido os espias israelitas, fazendo-os partir por outro caminho (Tiago 2:25).

Um episódio curioso é o do profeta Samuel, que por ordem divina deveria ir a Belém com a missão primordial de ungir Davi como rei de Israel, enquanto Saul ainda era rei (1 Samuel 16). Samuel, entretanto, objetou, dizendo a Deus que Saul o mataria quando soubesse disso. Então Deus aliviou-lhe os temores, esclarecendo que a unção de Davi não seria pública, para não enraivecer Saul. Seria um ato doméstico, que não chamaria tanto a atenção. Para isso, Samuel deveria tomar um novilho para ser oferecido como sacrifício, mas sem revelar que, juntamente com o sacrifício, também ocorreria a unção de um novo rei. Não havia nada de errado em agir secretamente, pois Samuel não devia explicações a Saul, nem Deus lhe pediu que contasse a todos sobre a unção de Davi.

Jesus Cristo fez a mesma coisa com os discípulos ao recusar-Se a revelar tudo o que sabia: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora” (João 16:12).

Podemos adotar aqui o seguinte princípio: “Mas, embora a verdade não possa ser dita inteiramente em todas as ocasiões, nunca é necessário nem justificável enganar” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 245).

Hoje é o Dia da Mentira, um dia para não ser comemorado pelos que amam a verdade. 

Extraído de 'Com a Eternidade no Coração' de Rubem M. Scheffel