terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Como saber se uma cura foi efetuada por Deus ou Satanás?

A Palavra de Deus apresenta o dom da cura como sendo uma possibilidade de Deus e de Satanás.

Jesus realizou muitos milagres de cura. Pedro, após ter alcançado a cura do coxo junto à porta chamada Formosa, afirmou claramente que aquele ato foi realizado pelo poder de Cristo Jesus e não pela sua capacidade (Atos 3:12-16). Assim, em toda a Escritura, a possibilidade de cura é alcançada pelo poder de Deus. Os instrumentos usados para tal milagre podem ser profetas, apóstolos ou alguém designado por Deus. A ciência e os médicos também podem ser usados hoje como instrumentos nas mãos de Deus para a operação de curas. As Escrituras não limitam a possibilidade de cura a uma determinada época ou período. Os milagres dão evidência do poder de Deus, mas não nos esqueçamos da contrafação satânica. Vejamos como isso acontece.

O apóstolo Paulo descreve a ação fraudulenta de Satanás em 2 Coríntios 11:13-15. Ele se disfarça em anjo de luz e assim também os seus apóstolos. O livro do Apocalipse apresenta os sinais e maravilhas da besta que representa Satanás e o Anticristo (Apocalipse 13:13 e 14, 16:13 e 14). Em seu sermão profético, Jesus evidencia a ação devastadora dos falsos Cristos e falsos profetas enganando até os escolhidos (Mateus 24:24). Em Mateus 7:22,23 Jesus relata a decepção que muitos supostos cristãos experimentarão, por ocasião da Sua volta. Segundo este relato, alguns expulsaram demônios, outros profetizaram e outros fizeram muitos “milagres”. Mas para o horror deles, Jesus dirá: “Apartai-vos de Mim, não vos conheço”.

Como saber se a cura foi efetuada por Deus ou Satanás? 

O próprio Jesus responde (Mateus 7:21-23). A cura dá evidências da ação de um poder satânico ou divino. Ninguém deve acreditar num pregador ou apóstolo só porque realiza milagres. Se a sua vida e os seus ensinos não estiverem de acordo com a doutrina bíblica de nada servirão tais milagres (Isaías 8:19 e 20). A cura não prova a verdade e sim a verdade (bíblica) é que prova a cura.
"Ninguém, precisa ser enganado. A lei de Deus é tão sagrada como Seu trono, e por ela será julgado todo homem que vem ao mundo. Não há outra norma pela qual provar o caráter. 'Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva' (Isaías 8:20). Ora, será o caso resolvido segundo a Palavra de Deus, ou hão de as pretensões dos homens receber crédito? Cristo diz: 'Pelos seus frutos os conhecereis' (Mateus 7:20). Se aqueles por quem são realizadas curas, acham-se dispostos, por causa dessas manifestações, a desculpar sua negligência da lei de Deus, e continuam em desobediência, ainda que possuam poder em qualquer e toda extensão, não se segue que possuam o grande poder de Deus. Ao contrário, é o poder operador de milagres do grande enganador." (Mensagens Escolhidas 2, p. 50, 51) 
Há inúmeras religiões que falam muito de fé, mas se não houver cura, se não houver enriquecimento, não há motivação para seguir a Cristo. Será isto fé ou barganha? Se não houver compensação não há relacionamento? O apóstolo Paulo pediu para Deus curá-lo de sua enfermidade, mas Deus não o curou. Quer dizer então que o apóstolo Paulo não tinha fé? Cristo disse que seria melhor perder um olho, um braço ou a própria vida, do que perder a vida eterna.
"Encontraremos falsas pretensões; erguer-se-ão falsos profetas; haverá falsos sonhos e visões falsas; pregai, porém, a Palavra, não vos desvieis da voz de Deus em Sua Palavra. Coisa alguma distraia a mente. Será representado e apresentado o admirável, o maravilhoso. Mediante enganos satânicos, maravilhosos milagres, serão instantemente recomendadas as pretensões dos instrumentos humanos. Acautelai-vos de tudo isso." (Mensagens Escolhidas 2, p. 49)
Em Isaias 35:5 e 6 o profeta fala do tempo quando Deus virá restaurar a Terra, então os cegos, coxos, mudos e surdos serão curados pelo poder do Seu amor. Portanto, Deus nunca prometeu curar todos os que acreditam nEle, mas prometeu levá-los para o Seu lar onde não haverá mais morte nem dor (Apocalipse 21:1-4).

Nos primórdios da era cristã, Deus deu à igreja o dom da cura e outros dons, para dar crédito à pregação das boas-novas da salvação provida por um Deus que foi morto por simples mortais. Isto naquela época era loucura para os incrédulos. Os dons dados à Igreja eram para ser evidências do poder de Deus na vida de Seus humildes servos. 

Note que a ênfase da pregação do evangelho que revolucionou o mundo não era baseada no dom da cura, mas no amor de Jesus demonstrado na cruz do calvário. Será que não havia doentes naquele tempo? Com certeza muitos! Mas os discípulos jamais usaram a cura como um meio de propagar suas crenças. As pessoas não estavam interessadas na cura, mas na nova vida oferecida por Cristo. 

Satanás tem deturpado tudo o que Deus criou para a felicidade eterna do homem: o sexo, a música, a dança, os divertimentos, os alimentos, os dons espirituais, etc… Tanto é que Cristo advertiu-nos a respeito dos falsos cristos, falsos profetas, falsos milagres, etc. Hoje há muita exploração comercial e espiritual em torno das curas, onde se vê charlatanismo, truques baratos, autossugestão, e manifestações demoníacas. Graças a Deus que nossa salvação não depende de curas e milagres, mas sim da pessoa de Jesus. Ele é o único nome para a nossa salvação (Atos 4:12).
"Enfermos serão curados à nossa vista. Milagres se efetuarão aos nossos olhos. Estamos nós apercebidos para a prova que nos aguarda quando as mentirosas maravilhas de Satanás forem mais amplamente exibidas? Homens, sob a influência de espíritos maus operarão milagres. Eles farão as pessoas ficar doentes mediante lançarem sobre elas encantamentos, removendo-os depois de repente, levando outros a dizerem que a pessoa doente foi miraculosamente curada. Isto Satanás tem repetidamente feito. Essas obras de cura aparente levarão os adventistas do sétimo dia à prova. Satanás pode, por meio de uma variedade de enganos, efetuar prodígios que parecerão genuínos milagres. Ele esperou fazer disto um elemento de prova para os israelitas ao tempo de seu livramento do Egito." (Eventos Finais, p. 166) 
Cremos que Jesus pode e realiza milagres e curas maravilhosas, mas não é por isso que cremos nEle. Cremos nEle porque na cruz Ele demonstrou ser o nosso amorável Salvador! 

Cremos que a atitude mais correta é seguir os conselhos da Palavra de Deus, onde com segurança encontramos luz para o nosso caminho durante a jornada neste mundo coberto pelas trevas do egoísmo. A Bíblia diz: “Examinai tudo e retende o que é bom; Nem todo o que diz Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do Meu pai”.
"A Bíblia nunca será suplantada por manifestações miraculosas. A verdade precisa ser estudada, precisa ser pesquisada como tesouros escondidos. Não serão dadas maravilhosas iluminações à parte da Palavra, ou para tomar o lugar dela. Apegai-vos à Palavra, recebei o enxerto da Palavra, que torna os homens sábios para salvação." (Eventos Finais, p. 170)
O prof. Leandro Quadros também fala sobre esse assunto:

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Frente evangélica apoia Israel por crença no Apocalipse e na volta de Cristo

Não se conhece grupo que apoie tanto o projeto do presidente Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira em Israel para Jerusalém como a Frente Parlamentar Evangélica, que deve reunir 91 parlamentares a partir deste ano, entre 84 deputados e sete senadores. No fundamento do apoio, além da conexão do Estado de Israel moderno ao antigo reino hebreu, há uma razão voltada para o futuro — o cumprimento de supostas profecias bíblicas do retorno de Cristo e do Apocalipse.

— Israel é um termômetro dos sinais do cumprimento do que está escrito no Livro do Apocalipse — diz o deputado federal e membro da Assembleia de Deus Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ). —A nossa fé acredita nisso. A transferência da embaixada diz respeito a isso. Para nós, todo cenário será preparado para o Armagedom, como descrito no Apocalipse, e o palco do Armagedom será na cidade de Jerusalém.

As declarações ajudam a explicar a proximidade do presidente Jair Bolsonaro, que durante a campanha contou com a poio maciço da comunidade evangélica, com Israel. Para um grande número dos líderes protestantes do país, sobretudo os neopentecostais, a criação do Estado de Israel, em 1948, foi um prenúncio da volta de Cristo.

De acordo com Christopher Rollston, professor de Estudos Bíblicos da Universidade George Washington, esses grupos evangélicos são chamados pré-milenaristas, e veem uma grande continuidade entre eventos descritos na Bíblia e o mundo moderno:

— De acordo com a sua leitura, certas passagens em livros de Daniel, de Ezequiel e da Revelação preveem a criação do Estado de Israel— afirma o professor, destacando que não compartilha da leitura, assim como “praticamente todos os estudiosos sérios da Bíblia”. — Eles creem que a conversão dos judeus aos cristianismo se seguirá à criação do Estado de Israel e tudo isso se concluirá com a segunda vinda de Jesus.

Expectativa pelo fim
Yaakov Ariel, professor de estudos religiosos da Universidade Chapel-Hill e autor de “Uma relação incomum: cristãos evangélicos e judeus” (“An unusual relationship”), diz que, em sua origem, o cristianismo se baseava no messianismo — o retorno de Cristo à Terra seria iminente, com o estabelecimento do Reino de Deus. Com o tempo, as maiores tendências cristãs começaram a interpretar as passagens como simbólicas ou alegóricas, com a Igreja Católica assumindo o papel de iluminar o rebanho, no lugar de um retorno de Jesus. A partir da Reforma Protestante, no século XVII, contudo, a expectativa pelo Apocalipse reaparece:

— Lendo o Velho Testamento de uma nova maneira, alguns pensadores messiânicos passaram a esperar que os judeus desempenhariam um papel importante nos eventos do fim dos tempos, que pensavam que estavam prestes a começar — afirma o autor. — As raízes do apoio cristão ao sionismo podem ser encontradas aí.

No final do século XIX, relata Ariel, essas leituras ganharam força, sobretudo a chamada escola dispensionalista, criada nos EUA. De acordo com a doutrina, que é a mesma defendida por pastores neopentecostais hoje (outros grupos, como a Igreja Presbiteriana, não a compartilham), Jesus virá para resgatar os seus crentes e a sua igreja, antes de um período chamado de Grande Tribulação. Durante essa época, que durará sete anos, a Terra será devastada por cataclismos como enchentes e terremotos, somados a regimes ditatoriais, piores do que o Holocausto, promovidos por um Anticristo que se dirá um Messias.

O retorno de Cristo, ao cabo da turbulência, derrotará o governante satânico, para então reinar por um período de paz de mil anos. Cavalcante, que, além de deputado, é teólogo, se esquiva da resposta sobre o destino dos que não se converterem, mas afirma que os judeus terão a oportunidade de arrependimento e de conversão ao cristianismo, por serem o povo escolhido:

— Os judeus terão uma segunda oportunidade de arrependimento — afirma. — Eles serão a única nação que terá a oportunidade para o arrependimento.

Rolsston explica o futuro dos que rejeitarem a conversão:

— Evangélicos acreditam que qualquer um que não se converter ao cristianismo vai para o inferno — afirma.

Essa visão de mundo, segundo Rollston, é “completamente incompatível” com a de qualquer judeu praticante, seja ortodoxo ou conservador reformista. Dentre as diferenças, estão a leitura profética daquilo que o judaísmo entende serem textos antigos, assim como a conversão completa dos judeus aos ensinamentos de Cristo:

—Em certos aspectos, a visão pré-milenarista é muito antissemita, porque o seu objetivo é a conversão dos judeus ao cristianismo. (Leia a matéria completa em O Globo)

Nota: Dispensacionalismo é uma doutrina teológica e escatológica cristã que defende que o regresso, ou segunda vinda de Jesus Cristo à Terra será um acontecimento no mundo físico, envolvendo primeiramente um arrebatamento secreto, seguido de um período de sete anos de tribulação após o qual se dará a famosa batalha do Armagedom e o estabelecimento do reino de Deus na Terra.

Todo o pensamento dispensacionalista está baseado em uma interpretação literal da profecia bíblica. Concretamente: o Israel da Bíblia, em particular o do Antigo Testamento, é ainda hoje a nação atual e literal de Israel; o povo escolhido de Deus na Bíblia é ainda hoje os judeus literais, étnicos; a cidade santa na Bíblia é ainda hoje a cidade literal de Jerusalém, em Israel; e o Armagedom será uma luta literal em algum lugar no território de Israel.

Diante disso, são criadas leituras proféticas que se encaixem e não contrariem esta base fundamental, como é o caso da identificação do anticristo, das bestas, do falso profeta, etc., e surge o histórico apoio dos Estados Unidos a Israel. No entanto, basta uma simples leitura atenta de alguns textos das Sagradas Escritura para perceber que entender o Israel escatológico como sendo a nação literal de Israel não encontra fundamento bíblico.

Vejamos:

Gálatas 3:29: “E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa”, indicando que qualquer cristão pode ser herdeiro e descendente espiritual de Abraão.

Romanos 9:8: “Não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência.” Ou seja, os verdadeiros filhos de Deus não são aqueles ligados por laços de sangue, mas os que recebam Suas promessas.

Efésios 3:6: “Os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho.” Até os gentios, normalmente renegados pelos judeus, são participantes da herança do evangelho de Cristo.

Finalmente, Romanos 2:28 e 29: “Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra.”

Podemos perceber que, na Bíblia e em seu sentido mais amplo e histórico-profético, judeu não é entendido racial ou etnicamente, mas, sim, simbólica e espiritualmente. Assim, o dispensacionalismo começa a cair por terra à primeira prova.

Na prática, tudo isto concorre para retirar, afastar de cena os verdadeiros agentes que no fim dos tempos agirão no sentido de precipitar os últimos acontecimentos da História da Terra, enganando e desviando as pessoas da verdadeira essência da profecia bíblica.

O inimigo da verdade é muito astuto e sagaz: facilmente coloca o mundo inteiro perturbado com um assunto, que para alguns é política e diplomacia, para outros é cumprimento profético; na verdade, todos eles correm o sério risco de estar muito atentos, interessados e envolvidos na questão, mas com o foco completamente errado. (Filipe Reis via Outra Leitura)

Vejamos também o comentário de Mário Jorge Lima (via facebook):

Desde o inicio do governo Trump nos EUA, e agora do governo Bolsonaro no Brasil, principalmente com a troca da embaixada americana em Israel, de Telaviv para Jerusalém, ação política que poderá em breve ser tomada por diversos outros países, fala-se muito nessa movimentação da direita cristã no sentido de, entre outras coisas, ignorar a separação entre Igreja e Estado, com todas as possíveis consequências político-religiosas que isso trará. E vejo que esse assunto tem sido bem frequente aqui nas Redes Sociais. Isso, por si só, já é um grande avanço, bem melhor do que aquela guerrilha política fratricida da época das eleições (rsrs).

Como povo que crê na iminente volta de Jesus, entendemos que caso isso, de fato, aconteça, estará se formando o cenário para propagação de leis contrárias à Lei e à vontade de Deus, o que apressaria o encerramento do período de graça dado ao mundo e a volta de Jesus.

Pessoalmente, há algum tempo venho acompanhando de forma equilibrada esses aspectos relativos a Israel. Desde criança sou um admirador profundo do povo judeu e sua história, bem como das imensas bênçãos espirituais, intelectuais e materiais que os acompanham ao longo de sua existência, além de um atento espectador do seu sofrimento como povo. Mas, em todos os meus sermões e textos que tratam de eventos finais, deixo bem clara essa questão da não base bíblica para sua restauração como nação eleita. No entanto, sabemos que muitos, dentre o povo do advento, podem estar se encantando com essa possibilidade e achando que Israel voltará de fato a ter proeminência política e religiosa. Nada mais falso.

A rigor, Israel, como nação não mais terá essa proeminência. Perdemo-nos nessas considerações quando não entendemos o evangelho pregado aos gentios e a rejeição de Israel como povo, bem como sua aceitação como indivíduos (Romanos 11), pois, como tais, entendemos que terão, sim, um papel importante no encerramento da pregação do Evangelho.

Creio firmemente que se essa movimentação e recrudescimento da chamada direita cristã, nos principais governos do mundo, for o caminho para o apressamento do fim, e se for esse o propósito de Deus, nada poderá deter esse processo. E isso é ótimo, nada melhor do que nos submetermos aos Seus santos desígnios.

As lições do Apocalipse estão aí para nos levarem a uma reflexão equilibrada sobre os eventos finais. Vamos extrair delas o máximo que pudermos, com iluminação do Espírito de Deus. Daqui a mais quatro trimestres, em janeiro de 2020, virão as lições de Daniel. Benção!

Queridos, não temos que ficar apreensivos ou alarmados, levantemos nossas cabeças e alegremo-nos por ver que Deus cumpre Suas promessas, que Ele move o braço da história e que levará tudo a um final feliz e profetizado em Sua Palavra.

Afinal, não é isso mesmo que todos queremos??? Ou não???

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Igreja Adventista discute identidade de gênero segundo a ciência e teologia

Uma intensa discussão se iniciou nas redes sociais logo após o discurso de posse de Damares Alves, filmada pedindo atenção de seus apoiadores. Na ocasião, quando todos estão atentos, ela comemora: “É uma nova era no Brasil. Menino veste azul e menina veste rosa”. O vídeo viralizou e até virou meme.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo de Jair Bolsonaro (PSL) explicou o que quis dizer. De acordo com ela, a intenção era se posicionar contra a “ideologia de gênero”.

“Fiz uma metáfora contra a ideologia de gênero, mas meninos e meninas podem vestir azul, rosa, colorido, enfim, da forma que se sentirem melhores”, disse Damares.

Na cerimônia de posse, a ministra utilizou seu tempo de fala para reafirmar falas que já havia feito antes. Ela afirma pretender acabar com o “abuso da doutrinação ideológica de crianças e adolescentes no Brasil”, assegurando que “a revolução está apenas começando”.

Sob muitos aplausos, Damares Alves declarou que vai governar com “princípios cristãos”. “No que depender do governo, sangue inocente não será derramado neste País. Este é o ministério da vida”, continuou. “O Estado é laico, mas esta ministra é terrivelmente cristã”. Assista ao vídeo aqui.

O tema da identidade de gênero é um dos mais discutidos no mundo atualmente e foi objeto de um programa transmitido por adventistas no Facebook em 2017. A conversa contou com a participação de dois especialistas. O teólogo e doutor em Ciências da Religião, Adolfo Suárez, e o psiquiatra e psicoterapeuta César Vasconcellos, dialogaram sobre o que a Bíblia e a ciência na área médica falam a respeito do tema e tiraram dúvidas de dezenas de internautas que tiveram a oportunidade de perguntar ao vivo.

A doutora em psicologia, Cláudia Bruscagin, que não participou da conversa ao vivo, mas foi ouvida pela reportagem da Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) sobre a temática, comenta que as famílias precisam estar abertas a dialogar sobre o assunto em casa, mas não de forma jocosa, pejorativa e preconceituosa. “A adolescência em si já é uma fase de grandes questionamentos em todos os níveis. Se o adolescente não encontra espaço para seus questionamentos e dúvidas em casa, hoje em dia ele também não vai perguntar para os amigos, ele vai direto para a internet e vai vasculhar e encontrar de tudo, com todo tipo de explicações, mas principalmente vai ver youtube ou blogueiros explicando como bem entendem”, ressalta.

Claudia Bruscagin destaca, ainda, que “essas questões já aparecem no dia a dia das crianças pequenas, que vão chegar à adolescência com uma visão própria (influenciada pela família, escola, amigos e mídias) do que sejam as inúmeras maneiras de viver sua sexualidade e de que formas vão se comportar no mundo dentro daquilo que construíram como sua identidade de gênero”.

A doutora em psicologia salienta que o tema da identidade de gênero pode ser visto por diferentes ângulos como as ciências biológicas, sociais e humanas. E que as abordagens diferem por conta disso. “Cada uma dessas áreas tem uma maneira diferente de olhar para aquilo sobre o que se debruça para estudar. O complicado é que cada uma dessas teorias tem seu próprio olhar para explicar seu objeto de estudo e nem uma é completa sozinha. A diferença entre sexos é um princípio classificatório em todas as sociedades. Porém, a identidade de gênero apresenta a questão social dessa diferença”, afirma.

Sob o ponto de vista teológico, o doutor Adolfo Suárez, durante a transmissão, ressaltou que, conforme o texto bíblico de Gênesis, a cosmovisão aponta para uma criação divina de dois sexos bem claros: homem e mulher. Sobre a separação entre gênero e sexo, Suárez, usando a Bíblia como referência, salientou que não existe dualismo entre mente e corpo e “a Bíblia não dá margem para esse gênero físico ou psicológico. Na mentalidade bíblica, o ser humano é uma unidade indivisível”.

O psiquiatra César Vasconcellos, por sua vez, contribuiu na transmissão feita pela Igreja no Facebook com a visão médica e explicou que biologicamente não existe um terceiro sexo. “Corpo e cérebro funcionam unidos. Biologicamente falando, a gente vê que existe homem e mulher. Um menino ou uma menina podem desenvolver alguns pensamentos que a gente chama de disforia de gênero. A disforia é uma alteração do sentimento que a pessoa tem e que vem de repente. Ela vai ter pensamentos depressivos, emoções tristes, vai ter angústia, ansiedade, aflição e isso gerado pela dificuldade que ela tem ou angústia que ela tem porque eu estou em um corpo de homem, mas me sinto como mulher ou estou em um corpo de mulher e me sinto como um homem”, afirmou o médico.

Veja a conversa completa transmitida pela Igreja: (via ASN)


O prof. Leandro Quadros também abordou este assunto...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Como lidar com a crítica em 12 passos

Nós seremos criticados uma hora ou outra. Algumas vezes com razão, outras injustamente. Algumas vezes, as críticas dos outros com relação a nós são severas e imerecidas. Outras vezes nós podemos precisar delas. Como respondemos à crítica? Nem sempre eu respondi bem, e eu ainda estou aprendendo, mas aqui estão algumas coisas em que eu tento pensar quando os outros me criticam.

1. Seja pronto para ouvir
Pode ser difícil fazer isso, porque nossas emoções se levantam e nossa mente começa a pensar em formas de refutar o que a outra pessoa está dizendo. Ser pronto para ouvir significa realmente tentar ouvir e considerar o que a outra pessoa está dizendo. Nós não simplesmente desprezamos a crítica, mesmo que ela pareça injusta e imerecida. (Tiago 1:19)

2. Seja tardio para falar 
Não interrompa ou responda muito rapidamente. Deixe que a pessoa termine de falar. Se você responder muito rapidamente você pode falar asperamente ou irado. (Tiago 1:19) 

3. Seja tardio para irar-se
Por quê? Porque Tiago 1:19-20 diz que a ira do homem não produz a justiça de Deus. A ira não fará alguém fazer a coisa certa. Lembre-se, Deus é tardio para irar-se, paciente e longânimo com aqueles que o ofendem. Quanto mais nós deveríamos ser.

4. Não revide
“Quando insultado, [Jesus] não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça” (1 Pedro 2:23). Ser injustamente acusado – Jesus foi e, ainda assim, continuou a confiar no Senhor e não revidou.

5. Dê uma resposta gentil
“A resposta calma desvia a fúria” (Provérbios 15:1). Seja gracioso até mesmo com aqueles que te ofendem, bem como Deus é gracioso quando nós o ofendemos.

6. Não defenda a si mesmo tão rapidamente
A atitude defensiva pode surgir do orgulho e da incapacidade de receber ensino.

7.Considere o que pode ser verdade na critica
Mesmo que seja feita com a intenção de machucar ou de escarnecer, ainda pode haver algo que vale a pena considerar. Deus pode estar falando com você através dessa pessoa.

8. Lembre-se da cruz
Alguém disse que as pessoas não dirão nada de nós que a Cruz não tenha dito e, mais, que nós somos pecadores que merecem a punição eterna. Então, na verdade, qualquer coisa que disserem sobre nós é menos do que a Cruz disse sobre nós. Volte-se para Deus que te aceita em Cristo incondicionalmente, apesar de seus muitos pecados e falhas. Nós podemos ficar desanimados quando vemos áreas de pecado ou falha, mas Jesus pagou por elas na cruz e Deus se alegra conosco por causa de Cristo.

9. Considere o fato de que você tem pontos cegos
Nós não podemos nos ver precisamente sempre. Talvez essa pessoa esteja vendo algo que você não consegue ver em si mesmo.

10. Ore acerca da crítica
Peça a Deus por sabedoria – “Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir; Eu o aconselharei e cuidarei de você” (Salmos 32:8).

11. Pergunte a outras pessoas as suas opiniões
A crítica pode estar certa ou ser completamente incabível. Se essa é uma área de pecado ou fraqueza na sua vida, então outros terão visto isso também.

12. Considere a fonte
Não faça isso muito rapidamente, mas considere os motivos da outra pessoa, o nível de entendimento ou sabedoria etc. Eles podem estar te criticando para te machucar ou eles podem não saber do que eles estão falando.

Mark Altrogge | Traduzido por Natália Moreira | Reforma21.org | Original aqui

Assista também o vídeo abaixo do prof. Leandro Quadros:

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O grande ausente nos discursos de Bolsonaro

Quem esperava que o Bolsonaro, já presidente, seria diferente do Bolsonaro candidato, se equivocou. Existe apenas um com seu discurso radical, que, irônico paradoxo, reproduz um dos erros dos governos de esquerda que ele abomina e combate: o do “nós contra eles”. O novo presidente da extrema direita confessou que veio “libertar o Brasil do socialismo”, e que a bandeira brasileira “nunca será vermelha”. É como afirmar que aqueles que defendem, em seu direito democrático, os valores que não são os da extrema direita, não cabem mais no Brasil.

O grande ausente em seus discursos, que poderia tê-lo resgatado das acusações de sectarismo, foi a esperada afirmação de que pretendia ser o presidente de “todos os brasileiros”, sem distinção de cores ou ideologias. Um presidente disposto a contribuir para reconstruir juntos um país lacerado. Tentar combater o perigo das ideologias excludentes com outra ideologia de cor diferente é perpetuar o drama da divisão.

Querer arrancar do arco-íris dos valores democráticos uma de suas cores é perpetuar a luta ideológica, pois as verdadeiras democracias, aquelas que criam prosperidade e liberdade, abraçam em vez de dividir. Afirmar que veio libertar o Brasil do socialismo equivale a mutilar a democracia que se conjuga com todas as cores da política. Afirmar que somente com sangue, isto é, com violência, valores políticos que não são os seus seriam aceitos é convidar os brasileiros a alimentar sentimentos de perigosas rivalidades. Em vez de unir o país em uma esperança comum de convivência, ele o arrasta e incita a continuar não apenas dividido, mas a abrir uma guerra ideológica mais perigosa do que a que tenta combater.

Bolsonaro — que afirma querer governar em nome dos valores cristãos e judeus com uma bandeira mutilada — deveria se lembrar que o rei da divisão e inimigo da concórdia é Lúcifer e não Deus. O Deus cristão não apenas não divide nem discrimina, mas abraça até o que o mundo despreza.

Querer abrir uma guerra ideológica em um país já estressado politicamente é o que menos leva à utopia de que o Brasil “encontre seu destino”, como desejou em seu discurso ao Congresso. Na história humana, os povos, ontem e hoje, só descobrem e dão sentido a um destino que liberta as pessoas das correntes impostas pela tirania, caminhando juntos, diferentes, mas unidos e enriquecidos pelas diferenças. Querer apequenar as cores da democracia é empobrecer a beleza da diversidade. É querer combater fantasmas que só existem nas mentes dos frustrados.

Juan Arias (via El País)

"Qualquer discriminação é aborrecível a Deus. É-Lhe desconhecida qualquer coisa dessa natureza. Aos Seus olhos, a alma de todos os homens é de igual valor." (Ellen G. White - O Desejado se Todas as Nações, p. 403)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Conselhos aos cristãos sobre ordem e limpeza

Com o dia amanhecendo, o trabalho no réveillon mais famoso do Brasil não acaba. Depois dos shows e dos fogos, uma tropa de 1.182 garis e 113 fiscais e agentes ambientais tomou a orla para deixar tudo limpo. Apenas em Copacabana, a Comlurb, empresa de limpeza urbana do Rio de Janeiro, recolheu 385 toneladas de lixo no réveillon 2019. Nas festas de toda a cidade, foram recolhidas 757 toneladas de resíduos. Em todos os 58 quilômetros de praias da cidade, 3.379 garis e 346 fiscais e agentes ambientais trabalharam limpando o que ficou da festa de Ano Novo. (G1)

Veja estes importantes conselhos deixados por Ellen G. White sobre ordem e limpeza:

[1] Ordem e limpeza é a lei do Céu. 

[2] Impossível é alguém negligente, desordenado ser um bom cristão. Sua vida, nas coisas temporais e religiosas, é tão desordenada como seu vestuário, sua casa, pessoa e arredores. Há ordem no Céu. Há regras e regulamentos que governam todo o exército celeste. Todos se movem em ordem. Tudo ali é limpo, tudo está em perfeita ordem. E todo aquele que houver de ser julgado digno de entrar no Céu será inteiramente disciplinado e será sem mácula nem ruga ou coisa semelhante. 

Deus ama a pureza, o asseio, a ordem e a santidade. Deus requer que todo Seu povo a quem faltem essas qualidades as busquem, e não descansem enquanto não as obtiverem. Precisam iniciar a obra de reforma e elevarem sua vida, de maneira que, na conversação e na conduta, seus atos, sua vida, sejam constante recomendação a sua fé, e possuam tal poder de atração, de compelir, sobre os incrédulos, que estes sejam impelidos a reconhecer que eles são filhos de Deus. 

[3] A verdade tal como é em Jesus não degrada, antes eleva o que a recebe, purifica-lhe a vida, refina os gostos, santifica a mente. 

[4] Cantos sujos e negligenciados na casa tenderão a formar recantos impuros e negligenciados na alma.

[5] O Céu é puro e santo, e os que entrarem pelos portões da Cidade de Deus devem estar vestidos de pureza interior e exterior. 

[6] A limpeza e a ordem terão muitas vezes mais influência do que meras palavras. 

[7] Deveis cultivar o amor ao asseio e à estrita limpeza. 

Referências
1. Testimonies for the Church 4, p. 42
2. Nossa Alta Vocação, p. 474
3. Carta 2, 1861
4. Orientação da Criança, p. 114
5. Conselhos Sobre Saúde, p. 103
6. Medicina e Salvação, p. 57
7. Testimonies for the Church 2, p. 66

12 conselhos da Bíblia para 2019

1. Assuma um real compromisso com Deus. (Mateus 6:33)

2. Organize o seu tempo. (Eclesiastes 3:1)

3. Seja gentil e pratique a cortesia. (Romanos 12:20 e 21)

4. Seja ético. Respeite os limites dos outros. (Atos 15:7-10)

5. Controle as suas palavras. (Efésios 4:29)

6. Cuide das suas finanças. (Gênesis 41:47-49; 53-57)

7. Encontre alguém para ajudar. (Eclesiastes 11:1 e 2)

8. Honre e respeite a sua família. (Gênesis 47:11 e 12; 1 Timóteo 5:8)

9. Não perca tempo com a inveja. (Provérbios 14:30)

10. Seja perseverante. (Daniel 12:13)

11. Seja otimista com o seu dia e com a sua vida. (2 Reis 4:16)

12. Não prometa o que não vai cumprir. (Mateus 5:37)

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