quinta-feira, 16 de maio de 2019

Vivemos em crise!!!

“Crise”. Com que frequência você tem ouvido essa palavra? Uma simples busca do termo no Google revela que, dos mais de 100 milhões de ocorrências, uma quantidade significativa se refere ao momento atual que o Brasil e o mundo enfrentam.

De fato, vivemos dias difíceis. Nem é preciso acompanhar os noticiários para perceber isso. Basta olhar ao redor. Em casa, na rua, no comércio e nas rodas de amigos, o clima é de apreensão e, nas igrejas, os pedidos desesperados de oração se avolumam. E não é somente a crise política e econômica que têm causado tanto transtorno. Paralelamente, continuamos convivendo com outras antigas conhecidas, como a crise na saúde, na educação e na segurança públicas; a crise moral da sociedade; e ainda outras de caráter mais pessoal, como crises familiares, psicológicas e emocionais. Em resumo, vivemos em crise!

Definição
Crise é sinônimo de dificuldade, adversidade, tensão, complicação, conflito, etc. A palavra praticamente não aparece na Bíblia, mas o conceito está presente do começo ao fim. Desde a rebelião de Lúcifer no Céu e a queda da humanidade no Éden (Ap 12:7-9; Gn 1-3), passando por toda a história do grande conflito e a cruz, até a vitória final de Deus sobre o pecado e o mal (Ap 19-22), as Escrituras apresentam os altos e baixos de um mundo em constante crise. Além do conceito, a Bíblia também contém a etimologia da palavra. “Crise” deriva do vocábulo grego krisis, que ocorre oito vezes no texto original do Novo Testamento, sempre com o sentido de juízo, julgamento ou decisão.

Nos escritos de Ellen White, o termo crisis, em inglês, aparece cerca de 50 vezes e é utilizado para definir diferentes situações, desde problemas circunstanciais na vida pessoal até momentos decisivos da história da redenção. Alguns exemplos do que Ellen White considerava crise:

- A luta e a agonia de Cristo no Getsêmani diante do fato de que estava em jogo o futuro da humanidade (O Desejado de Todas as Nações, p. 693).

- Os desafios enfrentados pela igreja primitiva em seu período formativo (Atos dos Apóstolos, p. 88, 405).

- Os momentos difíceis através dos quais Deus conduziu, conduz e conduzirá sua igreja (Review and Herald, 20 de setembro de 1892).

- O tempo atual, na iminência do fechamento da porta da graça, em que é urgente advertir as pessoas (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 371).

- Os acontecimentos finais da história; o tempo de angústia; a futura perseguição do povo de Deus e a última batalha entre as forças do bem e do mal (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 318-320; v. 3, p. 280; Profetas e Reis, p. 536).

- Lutas pessoais; provações e problemas em geral (Carta 47, 1889; Carta 70, 1894; Ciência do Bom Viver, p. 119).

- Crises financeiras (Conselhos Sobre Mordomia, p. 97).

Tanto na Bíblia quanto nas obras de Ellen White, a crise representa um momento crucial da vida ou da história, em que as decisões tomadas determinam o futuro, de forma positiva ou negativa.

Convivendo com a crise
Tempos críticos não são “privilégios” desta geração. A história da humanidade está pontilhada de momentos conturbados e angustiantes, sobretudo na trajetória da igreja. Jesus, que enfrentou as crises mais difíceis, foi quem previu que, neste mundo, teríamos aflições (Jo 16:33). Os heróis da fé tiveram que aprender a lidar com as intempéries da vida. Paulo, por exemplo, declarou: “Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4:11-13, NVI).

As crises também fizeram parte da rotina dos pioneiros do adventismo. Numa época em que os pastores tinham que dividir o tempo entre a pregação do evangelho e o trabalho duro no campo, Tiago e Ellen White, como outros pioneiros, lutaram contra a pobreza, as terríveis privações, enfermidades e a perda de entes queridos. A situação financeira do casal era tão precária que, certa vez, ao remendar o casaco já remendado do esposo, Ellen afirmou que era difícil identificar o pano original das mangas (Vida e Ensinos, p. 116). Diante das dificuldades, ela chegou a questionar se Deus os havia abandonado, mas acabou concluindo que “os sofrimentos e as provações nos aproximam de Jesus” (Idem, p. 115).

Atitude certa
Sem dúvida, a melhor solução para enfrentar as crises da vida é apegar-se a Deus. Como mostram Lothar C. Hoch e Susana M. Rocca no livro Sofrimento, resiliência e fé: implicações para as relações de cuidado, a psicologia tem comprovado que a fé tem um papel fundamental na superação de dificuldades e experiências traumáticas.

No entanto, em meio ao turbilhão de uma crise, é normal que as pessoas tenham atitudes diferentes em relação à religião ou à espiritualidade. Há aqueles que, nos momentos de dificuldade, simplesmente abandonam a fé. Permitem que o desemprego, as contas atrasadas, a ameaça de despejo, as doenças ou os conflitos familiares os desanimem e os afastem de Deus e da igreja. As preocupações são tantas que a leitura da Bíblia e a oração são deixadas em segundo plano, quando não totalmente esquecidas.

No outro extremo, a segunda atitude é a daqueles que, quanto mais sofrem, mais se aproximam de Deus e das coisas espirituais. A pessoa que assume essa postura entende que sua única esperança está além deste mundo e que orações mais fervorosas, mais estudo da Bíblia e mais frequência à igreja poderão trazer bons resultados, seja na solução dos problemas ou em obter a força necessária para suportá-los.

A terceira atitude frente a momentos de crise é aquela em que a pessoa não abandona completamente a fé nem recorre a ela com maior intensidade, mas acaba adotando um comportamento intermediário, semelhante à mornidão da igreja de Laodiceia (Ap 3:14-18). Quem está nessa condição tem a consciência de que não pode viver sem Deus e sem a comunhão da igreja, por isso segue com suas práticas religiosas, mas de maneira mecânica, com o brilho ofuscado pelo excesso de preocupações.

Qual desses é o seu perfil? Como você tem reagido às provações da vida? Qual é o efeito da crise sobre sua fé?

Tempo de oportunidades
Na Bíblia, a crise e o sofrimento são comparados ao fogo que purifica o metal precioso de nossa fé (1Pe 1:6, 7; 4:12, 13; Rm 5:3-5; Hb 11:35-38; Tg 1:12). Ellen White escreveu que “as provações da vida são obreiras de Deus para remover de nosso caráter impurezas e arestas.” Segundo ela, só as pedras que o Mestre considera preciosas são submetidas ao desgastante processo de lapidação e polimento, para servirem “como colunas de um palácio” (O Maior Discurso de Cristo, p. 23, 24).

Thomas DeWitt Talmage, um dos grandes pregadores do século 19, resumiu de forma poética o resultado da crise na vida dos personagens bíblicos: “Quando Davi andava em fuga pelo deserto, ele estava sendo preparado para se tornar o suave cantor de Israel. A cova e a masmorra foram as melhores escolas em que José foi diplomado. O furacão que desmantelou a tenda de Jó e matou seus filhos preparou o homem de Uz para […] o magnífico poema que tem sido o encanto de todas as épocas. Não existe outro meio de extrair da palha o trigo, senão trilhando-a. Não há outro meio de purificar o ouro senão queimando-o” (One Thousand Best Gems, p.83).

Por mais difíceis e traumáticas que sejam, as crises podem ser encaradas como ocasiões de oportunidade de aprender, crescer e se fortalecer. As crises não duram para sempre, mas os frutos de decisões tomadas em tempos difíceis podem ser eternos. É preciso lembrar que, comparados à eternidade, nossos sofrimentos nesta vida são “leves e momentâneos”. Por isso, devemos fixar os olhos “não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Co 4:17, 18, NVI). 

Eduardo Rueda (via Revista Adventista)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Mais de 20 líderes da Igreja Adventista foram presos na África

Apesar de o cristianismo ser a religião dominante no Burundi, o país do centro-leste africano não têm sido um bom lugar para os cristãos praticarem sua fé. Especialmente os adventistas do sétimo dia, que há cerca de seis meses têm sofrido constantes ataques à liberdade religiosa.

Em uma nota oficial divulgada nesta segunda-feira (13), o líder mundial da denominação, pastor Ted Wilson, informou que o governo tem aprisionado, espancado e intimidado líderes e membros da denominação. Mais de 21 líderes da igreja no país já foram detidos, incluindo o presidente da União do Burundi, na última sexta-feira (10).

Apesar de atuarem legalmente no país, os escritórios administrativos da Igreja Adventista estão impedidos de exercerem as atividades. Algo completamente ilegal, antiético e contra todas as proteções internacionais à liberdade religiosa e de consciência, na avaliação do pastor Ted Wilson.

“Apelei pessoalmente ao presidente do Burundi, mas não obtive resposta do seu gabinete”, ele lamentou, pedindo que o governo honre esse direito fundamental. “Faço também um apelo aos governos de todas as nações ao redor do mundo, e especialmente da África, para que intercedam pelo povo do Burundi e especificamente pelos adventistas do sétimo dia que estão sendo perseguidos pelo governo daquele país”, ele completou.

Além de apelar às autoridades locais, o líder adventista também iniciou uma campanha global de oração em favor daqueles que têm sido impedidos de exercer sua fé livremente no território africano. “Convido todos os adventistas do sétimo dia a orar pelos membros de nossa igreja no Burundi, pela liberdade religiosa naquele país e pela libertação de todos os adventistas do sétimo dia que foram encarcerados injustamente”, ele finalizou.

[Via Revista Adventista / Com informações da Adventist Review e da ANN]

terça-feira, 14 de maio de 2019

Ted Wilson faz um apelo em caso de pena de morte nos EUA

O presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ted Wilson, escreveu uma carta de apelação ao governador do Tennessee, Bill Lee. Ele pede a suspensão da execução de Donnie Johnson. Johnson foi condenado por matar sua esposa e deve ser executado esta semana.

Enquanto esteve preso, Johnson se tornou cristão e foi batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Segue a carta de Wilson ao governador Lee.

Prezado Governador Lee

Escrevo-lhe a respeito de Donnie (“Don”) Edward Johnson, que tem sua execução marcada pelo estado do Tennessee para a quinta-feira, 16 de maio de 2019.

Como governador do Tennessee, o poder mais significativo e talvez a responsabilidade mais difícil que Deus lhe deu é decidir se uma pessoa deve viver ou morrer. Embora o sistema legal tenha proferido a culpa do Sr. Johnson e o sentenciado à pena de morte, eu estou apelando ao senhor para considerar a vida.

Ao longo dos muitos anos desde 1984, o Sr. Johnson experimentou uma transformação milagrosa de mente, coração e caráter que somente Deus pode realizar. Ele passou de um criminoso de coração insensível para um homem que cuida dos outros e procura compartilhar a esperança que encontrou em seu Salvador, Jesus Cristo, com aqueles que ainda não O conhecem.

No decurso da jornada espiritual do Sr. Johnson, ele se tornou membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, uma denominação cristã protestante com mais de 21 milhões de membros e presente em mais de 200 países. Como adventistas do sétimo dia, defendemos a Bíblia como a Palavra de Deus e aceitamos a Jesus Cristo como nosso único Salvador. Ensinamos que devemos ser bons cidadãos, obedecendo às leis do país, e honrar e orar por nossos líderes governamentais. Acreditamos que somos chamados para seguir as pegadas de Cristo, satisfazendo as necessidades físicas, sociais e, o mais importante, espirituais das pessoas. Como entendemos, a transformação do Sr. Johnson incluiu o fato de ele abraçar esses valores cristãos e atualmente estar servindo aos outros na liderança espiritual, na função de ancião. Fiquei sabendo que ele trouxe outros prisioneiros para Cristo, levando-os a fazer uma entrega total a Deus, e que essa tem sido uma influência positiva na prisão e fora dela.

Em oração, pedimos que o senhor considere conceder misericórdia ao Sr. Johnson, poupando sua vida a fim de que ele possa continuar provendo esse importante ministério espiritual que apenas ele, em sua condição, pode realizar. Sua morte não teria nenhum valor redentor ou dissuasivo, e acreditamos que ele serviria melhor à comunidade levando seus companheiros prisioneiros a Deus.

Obrigado por considerar esta petição. Por favor, esteja certo de que estarei orando pelo senhor ao tomar esta decisão incrivelmente importante. Como a Bíblia diz: “Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus” (Miqueias 6:8, NVI).

Respeitosamente,

Ted NC Wilson, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Deus não precisa de espectadores!

O culto cristão hoje tem sofrido sérias transformações. Arrisco em dizer que são mudanças perigosas e, em alguns casos, até antibíblicas. Igrejas que tem procurado elaborar um tipo de culto-show para agradar e satisfazer o ego do auditório. Parece que a mentalidade hoje é dar o que as pessoas querem! Insistem em dizer que o povo precisa de um culto diferenciado e atrativo.

Com isso, as pessoas estão desesperadas em busca de satisfação pessoal nos cultos, do que qualquer outra coisa. A pregação da verdade, a reverência e o santo temor já foram, em algumas comunidades, abandonadas. E isso tudo me faz pensar como reagiria, por exemplo, o profeta Isaías [cf. Is 6] em nossos cultos contemporâneos prestados a Deus.

Será que Isaías encontraria nessas adorações extravagantes um senso de temor, assombro, reverência e admiração pela glória de Deus?

Robert L. Dickie escreveu certa vez:

"Vemos cultos de adoração sem qualquer reverência, temor, respeito ou admiração. Em muitas das nossas igrejas, já não existe uma exortação ao arrependimento, à santidade de vida, a levarmos nossa cruz, à abnegação ou a reconhecermos Cristo como nosso Senhor. Parece que muitos pastores têm medo de ofender as suas congregações e, por isso, pregam para agradar os ouvintes, em vez de pregarem para agradar a Deus. É aconselhável todos os pastores lembrarem as palavras do apóstolo Paulo, em Gálatas 1:10: ‘Procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo’."

E diz mais:

"Que aspecto da adoração produz esse senso de temor reverente e admiração? Não devemos esquecer que adorar a Deus significa aproximar-nos dEle e sentir a sua presença. É interessante notar que, ao conhecermos exemplos de pessoas que se aproximaram de Deus ou se acharam em sua presença, percebemos que a atitude delas era de temor, assombro e reverência. Nas Escrituras, as pessoas sobre quais lemos que estavam na presença de Deus nunca eram levianas, irreverentes ou apáticas. Quando a verdadeira adoração na sala do trono estiver acontecendo, haverá esse espírito de reverência e de santo temor da grandeza de Deus."

No entanto, o que se percebe em algumas reuniões evangélicas, são inovações superficiais e tolas substituindo a adoração a Cristo, e pessoas buscando para si mesmas a glória que somente ao Senhor é devida. A. W. Tozer em The Pursuit of God é incisivo sobre isso:

"Grande parte da igreja perdeu completamente a arte da adoração e no seu lugar surgiu aquela coisa estranha e alheia chamada o ‘programa’. Esta palavra foi emprestada do teatro e aplicada com uma sabedoria lastimável ao tipo de culto público que agora é aceito como adoração entre nós."

Tozer tem razão. Os cultos repletos de inovações e atrações espetaculares têm desviado a nossa atenção do culto genuinamente cristão. Lamentavelmente, as pessoas hoje já não estão mais interessadas em contemplar a glória e a beleza de Cristo, e ouvir a pregação e a verdade do evangelho das Escrituras. O que querem são emoções vazias e superficiais, anestésicos para os seus problemas cotidianos.

Deus não está precisando de espectadores. A Bíblia diz (em João 4:23) que Deus procura verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade. Ele não procura espectadores que assistem um culto. Ele quer adoradores que participem ativamente de um culto.

Em um artigo intitulado Um Templo ou um teatro?, Charles H. Spurgeon escreveu:

"Por meio de apresentações dramatizadas, os pastores fazem com que as casas de oração se assemelhem a teatros; transformam o culto em shows musicais e os sermões, em arengas políticas ou ensaios filosóficos. Na verdade, eles transformam o templo em teatro e os servos de Deus em atores cujo objetivo é entreter os homens. Não é verdade que o Dia do Senhor está se tornando, cada vez mais, um dia de recreação e de ociosidade; e a Casa do Senhor, um templo pagão cheio de ídolos ou um clube social onde existe mais entusiasmo por divertimento do que o zelo de Deus?"

Creio que precisamos de forma genuinamente bíblica, nos voltar para o culto que arranca o orgulho do nosso coração e nos constrange a dizer: ai de mim, pecador! Assombrar-nos pela presença poderosa de Deus com um santo temor reverente e profunda admiração pela Sua glória e livre graça soberana!

Com relação ao comportamento na casa de Deus, Ellen G. White nos advertiu:

"Houve uma grande mudança, não para melhor mas para pior, nos hábitos e costumes do povo com relação ao culto religioso. As coisas sagradas e preciosas, destinadas a prender-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nosso espírito e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns. A reverência que o povo antigamente revelava para com o santuário onde se encontrava com Deus, em serviço santo, quase deixou de existir completamente. Entretanto, Deus mesmo deu as instruções para Seu culto, elevando-o acima de tudo quanto é terreno" (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 193).

"Todo o culto deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na visível presença do próprio Deus. Deus deve ser a razão exclusiva de nossos pensamentos e de nossa adoração; qualquer coisa tendente a desviar a mente de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele" (Conselhos para a Igreja, p. 258).

Portanto, que a igreja de Cristo em nossos dias, se volte de fato para o genuíno culto cristão encontrado nas Escrituras. Certificando-nos se o nosso culto a Deus na terra, tem refletido o exemplo e a direção da adoração celestial. Precisamos acordar. O declínio é um lugar perigoso para ficarmos. Não podemos ser indiferentes. Não podemos continuar em nossa busca insensata por prazer e auto-satisfação. Somos chamados a lutar uma batalha espiritual e não poderemos ganhá-la apaziguando o inimigo. Uma igreja fraca precisa se tornar forte, e um mundo necessitado precisa ser confrontado com a mensagem de salvação; e talvez haja pouco tempo para isso. Como Paulo escreveu à igreja em Roma: "Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto do que quando no princípio cremos. Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz" (Rm 13:11,12).

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Como anda nosso comportamento na Casa de Deus?

Para a alma crente e humilde, a casa de Deus na Terra é como que a porta do Céu. Os cânticos de louvor, a oração, a palavra ministrada pelos embaixadores do Senhor, são os meios que Deus proveu para preparar um povo para a assembléia lá do alto, para aquela reunião sublime à qual coisa nenhuma que contamine poderá ser admitida. Da santidade atribuída ao santuário terrestre, os cristãos devem aprender como considerar o lugar onde o Senhor Se propõe encontrar-Se com Seu povo. 

Houve uma grande mudança, não para melhor mas para pior, nos hábitos e costumes do povo com relação ao culto religioso. As coisas sagradas e preciosas, destinadas a prender-nos a Deus, estão quase perdendo sua influência sobre nosso espírito e coração, sendo rebaixadas ao nível das coisas comuns. A reverência que o povo antigamente revelava para com o santuário onde se encontrava com Deus, em serviço santo, quase deixou de existir completamente. Entretanto, Deus mesmo deu as instruções para Seu culto, elevando-o acima de tudo quanto é terreno.

Antes do Culto
Quando os crentes penetram na casa de culto, devem guardar a devida compostura e tomar silenciosamente seu lugar. Se houver na sala uma estufa, não convém agrupar-se em torno dela em atitude indolente e de abandono. Conversas vulgares, cochichos e risos, não devem ser permitidos na casa de culto, nem antes nem depois das reuniões. Uma ardente e profunda piedade deve caracterizar todos os adoradores.

Se faltam alguns minutos para o começo do culto, os crentes devem entregar-se à devoção e meditação silenciosa, elevando a alma em oração a Deus para que o culto se torne para eles uma bênção especial, operando a convicção e conversão em outras almas. Devem lembrar-se de que estão presentes ali mensageiros do Céu. Perdemos geralmente muito da suave comunhão com Deus pela nossa falta de quietude e por não nos darmos à reflexão e oração. O estado espiritual da alma necessita muitas vezes ser passado em revista, e o espírito e coração serem elevados para o Sol da Justiça. Se os crentes, ao entrarem na casa de oração, o fizessem com a devida reverência, lembrando-se de que se acham ali na presença do Senhor, seu silêncio redundaria num testemunho eloquente. Os cochichos, risos e conversas, que se poderiam admitir em qualquer outro lugar, não devem ser sancionados na casa em que Deus é adorado. Cumpre preparar o espírito para ouvir a Palavra de Deus, a fim de que esta possa exercer impressão e influir sobre a alma.

Durante o Culto
O pastor deve entrar na casa de oração com uma compostura digna e solene. Chegado ao púlpito, deve inclinar-se em silenciosa oração e pedir fervorosamente a assistência de Deus. Que impressão não fará isto! A solenidade se apoderará de toda congregação. Seu pastor ali está, comunicando-se com Deus, encomendando-se a Ele antes de ousar apresentar-se diante dela. Uma profunda solenidade invade tudo e a todos, e os anjos de Deus são trazidos para bem perto. Cada um dos congregados deve, de cabeça inclinada, associar-se ao pregador em silenciosa oração, e suplicar a Deus que abençoe a reunião pela Sua presença, imprimindo virtude à palavra ministrada por lábios humanos.

Ao ser aberta a reunião com oração, cada qual deve ajoelhar-se na presença do Altíssimo e elevar o coração a Deus em silenciosa devoção. As orações dos fiéis serão ouvidas e o ministério da palavra provar-se-á eficaz. A atitude indiferente dos crentes na casa de Deus, é um dos grandes motivos por que o ministério não acusa maiores resultados. A melodia do canto, derramando-se dos corações num tom de voz claro e distinto, representa um dos instrumentos divinos na conversão de almas. Todo o serviço deve ser efetuado com solenidade e reverência, como se fora feito na presença pessoal de Deus mesmo.

Quando a Palavra é exposta, deveis lembrar-vos, irmãos, de que é a voz de Deus que vos está falando por meio de Seu servo. Escutai com atenção. Não dormiteis nessa hora; porque assim fazendo é possível escaparem-se-vos nesse momento justamente as palavras que mais necessitais ouvir - palavras que, atendidas, vos livrariam de enveredar por algum caminho errado. Satanás e seus anjos estão ativos, criando uma espécie de paralisia dos sentidos, de modo a não serem ouvidas as admoestações, advertências e repreensões, ou, se ouvidas, não terem efeito sobre o coração, transformando a vida. Às vezes é uma criança que desvia de tal modo a atenção dos ouvintes, que a semente preciosa não cai em terreno fértil para produzir fruto. Outras, são os moços e moças que revelam tão pouco respeito pela casa de Deus, que se entretêm a conversar durante a pregação. Se estes pudessem perceber os anjos que os estão observando e notando o seu procedimento, corariam de vergonha e se aborreceriam a si próprios. Deus quer ouvintes atentos. Foi enquanto os homens dormiam que Satanás aproveitou para semear o joio.

Cumpre evitar toda ostentação em matéria de roupa, que somente serviria para provocar a irreverência. Não raro a atenção das pessoas é dirigida sobre essa ou aquela peça de roupa e deste modo são sugeridos pensamentos que não deviam ocorrer no coração dos adoradores. Não têm exata compreensão da ordem, da decência e do decoro que Deus exige dos que se chegam à Sua presença a fim de adorá-Lo. Deus é que deve ser o objeto exclusivo de nossos pensamentos e adoração; qualquer coisa tendente a desviar o espírito de Seu culto solene e sagrado constitui uma ofensa a Ele. 

Depois do Culto
Ao ser pronunciada a bênção, todos devem conservar-se quietos, como temendo ficar privados da paz de Cristo. Saiam então todos sem se atropelar e evitando falar em voz alta, portando-se como na presença de Deus e lembrando-se de que Seus olhos repousam sobre todos. Ninguém deve deter-se nos corredores para encontros e tagarelice, impedindo a passagem aos outros que buscam a saída. Os arredores imediatos da casa de oração devem caracterizar-se por uma grave solenidade, evitando os crentes o fazer deles lugar de encontro com os amigos, a fim de trocarem frases banais ou tratarem de negócios. Tais coisas não convêm na casa de Deus. Deus e os anjos têm sido desonrados pela maneira irreverente com que os crentes se portam nalgumas igrejas, acordando os ecos com suas gargalhadas e fazendo ruído com os pés.

Muitos chefes de família têm por costume criticar em casa o culto, aprovando umas poucas coisas e condenando outras. Deste modo a mensagem de Deus aos homens é criticada e posta em dúvida e tratada levianamente. Que impressões são produzidas por essas observações imponderadas e irreverentes, só os livros do Céu o poderão revelar. Os filhos vêem e compreendem estas coisas muito mais facilmente do que imaginam os pais. Ao seu senso moral é assim dada uma orientação errada que o tempo nunca conseguirá retificar de todo. Os pais muitas vezes se queixam da dureza de coração dos filhos e da dificuldade que têm em convencê-los de seu dever de atender às exigências divinas. Se durante o culto divino o pregador comete algum erro, guardai-vos de vos referir a ele. Falai apenas das coisas boas que fez, das excelentes idéias que apresentou, e que deveis aceitar como vindas de um instrumento de Deus.

Textos extraídos do livro Testemunhos Seletos, vol. 2, pp. 193-203, de Ellen G. White.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Existe solução para a crise no púlpito?

A cada sábado, milhares de pregadores adventistas ao redor do globo sobem ao púlpito para apresentar a mensagem do Céu. Mas o que acontece como resultado de tantos sermões? As pessoas veem a glória de Deus? Notam a santidade do Altíssimo? Percebem o amor e a justiça do Criador? Têm elas um vislumbre do caráter de Cristo? Sentem o toque do Espírito Santo? São esquadrinhadas e impactadas pela Palavra? Crescem em conhecimento? Os pecadores se arrependem? Os corações partidos são remendados? Os aflitos são tranquilizados? Os acomodados são inquietados? A adoração é autêntica? O que acontece quando seu pastor fala ou você prega?

Não é preciso ser um observador muito atento para constatar que a pregação experimenta uma crise. Em sua maioria, com honrosas exceções, os púlpitos estão pobres, e a reclamação é geral. A qualidade dos sermões caiu em muitas denominações, inclusive na nossa. E, se a pregação perde qualidade, a igreja perde inspiração, motivação, transformação e capacidade de impactar o mundo. Afinal, a pregação é o momento em que Deus fala ao nosso coração para mudar nossas atitudes e revolucionar nossa vida.

A pregação é fundamental na vida do povo de Deus. Por isso, Jesus não veio como ensaísta, filósofo ou mesmo teólogo, mas como pregador (Mc 1:14). Era o Logos, o Verbo divino (Jo 1:1), a síntese da mensagem celestial. Assim, seria um paradoxo se Ele não pregasse. Ao contrário dos deuses do Olimpo e das divindades do panteão romano, que mantinham distância dos meros mortais, Jesus Se aproximou da humanidade como o Deus encarnado (Mt 1:23; Jo 1:14). Era a personificação da pregação, a Palavra ao vivo, em todos os momentos e lugares.

Pregador carismático e poderoso por excelência, Jesus proclamava as boas-novas em cidades e vilas (Mt 9:35; Lc 4:43); equilibrava paixão e ternura, como no sermão da montanha (Mt 5–7) e na denúncia contra os hipócritas (Mt 23); ilustrava muito bem Suas pregações com parábolas inteligentes e até um toque de humor (Mt 13; Lc 15); apresentava uma mensagem completa, combinando aspectos espirituais e sociais (Mt 25); falava com profundidade e autoridade (Mt 7:29; Lc 4:32); pintava um quadro macro da história e da vida, focalizando os sinais do fim e a necessidade de preparo (Mt 24–25; Mc 13; Lc 21); e pregava com base na Bíblia (Lc 4:16-20).

A chegada de Jesus foi anunciada por um profeta que pregava no deserto (Mt 3:1-3), cumprindo a profecia de outro pregador cheio de sensibilidade e fervor (Is 40:3-5). Essa pregação incendiária foi a maneira idealizada por Deus para preparar o caminho para o Rei divino-humano, que também Se preparou no deserto para iniciar Sua poderosa pregação (Lc 4:1). Períodos no deserto podem ser prenúncios de grandes coisas, desde que haja fome, sede e rajadas do Vento divino.

De igual modo, temos hoje que preparar o caminho para a volta do Rei, e as dificuldades ainda existem. Estudos geográficos indicam que as áreas desérticas estão aumentando. Figuradamente, o mundo está se tornando um deserto, símbolo de aridez, isolamento e ambiente hostil. Mas é nesse território de condições extremas que a voz dos pregadores precisa ser ouvida. Por isso, fazemos um convite para que os pregadores adventistas, com preparo, inteligência e ousadia, resgatem o poder da exposição bíblica.

Marcos De Benedicto (via Revista Adventista)

Nota: Algumas considerações de Ellen G. White sobre o assunto:

"Deus pede um reavivamento e uma reforma. As palavras da Bíblia, e a Bíblia somente, deviam ser ouvidas do púlpito. Mas a Bíblia tem sido roubada em seu poder, e o resultado é visto no rebaixamento do tono da vida espiritual. Em muitos sermões de hoje, não existe aquela divina manifestação que desperta a consciência e leva vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: 'Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?' (Lc 24:32). Há muitos que estão clamando pelo Deus vivo, ansiando pela divina presença. Permiti que a Palavra de Deus lhes fale ao coração. Deixai que os que têm ouvido apenas tradição e teorias e máximas humanas ouçam a voz dAquele que pode renovar a alma para a vida eterna" (Profetas e Reis, p. 626).

“Há homens que ficam nos púlpitos como pastores, professando alimentar o rebanho, enquanto as ovelhas estão morrendo por falta do pão da vida. Há longos e arrastados discursos grandemente compostos de narrativas de anedotas; mas o coração dos ouvintes não é tocado. Pode ser que os sentimentos de alguns sejam tocados, podem derramar algumas lágrimas, mas seu coração não foi quebrantado. […] O Senhor, Deus do Céu, não pode aprovar muito do que é trazido ao púlpito pelos que professam estar falando a Palavra do Senhor. Não inculcam ideias que sejam uma bênção para os que o ouvem. Alimento barato, muito barato é colocado diante do povo” (Testemunhos para Ministros, pp. 336-337).

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quarta-feira, 8 de maio de 2019

Se arrependimento matasse...

Será que existe algum pecado que seja pior do que todos os outros? Que seja mais terrível, abominável, repulsivo e condenador? Que seja mais grave, que ofenda mais a Deus, que gere consequências espirituais mais destrutivas que os demais? Entre todos os tipos e variações de pecado haveria um que superasse todos os outros quanto a sua peçonha? Assassinato? Adultério? Idolatria? Soberba? Ganância? Mentira? Suborno? Desonra a pai e mãe? Cobiça? Semear contenda entre os irmãos? São muitas as possibilidades. Claro que não incluímos neste raciocínio a blasfêmia contra o Espírito Santo, pelo fato de que essa é uma transgressão sem perdão (leia aqui o que Ellen White diz sobre isso). “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc 3:28-29).

Logo, a blasfêmia contra o Espírito Santo é uma categoria totalmente à parte, que não entra no nosso raciocínio. Mas e quanto a todos os outros milhares de tipos de pecados, algum é pior do que os outros? Sim. Há um pecado absolutamente devastador. Um pecado terrível e assassino. Que está acima de qualquer outro na escala de horror. Se você não sabe qual é, anote: o pior de todos é o pecado sem arrependimento. Qualquer que seja.

Jesus não encarnou para condenar, Ele se fez homem precisamente para salvar. Jesus é o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29).

A meta de Cristo ao subir à cruz era conduzir pecadores ao arrependimento e, assim, possibilitar o perdão de milhões de vidas. Deus tem um enorme prazer no arrependimento: “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15:7).

Essa percepção é absolutamente transformadora e libertadora, e explico por quê: muita gente acredita, por mil razões diferentes, que Deus não perdoará seu pecado, embora esteja verdadeiramente arrependida de seu erro. Quem pensa assim ainda não alcançou a compreensão, infelizmente, de que o perdão mediante o arrependimento é exatamente o motivo que levou Jesus a despir-Se de Sua glória para entrar no mundo como um de nós, sofrer e morrer na cruz.

Não falo isso só por teoria: eu mesmo já fiz parte desse grupo. Por um bom tempo vivi com o terrível peso de culpa por enxergar minha enorme pecaminosidade após a conversão, já conhecendo a Verdade. E percebi que aquele era um sentimento que muitos e muitos de meus irmãos e irmãs em Cristo experimentavam: não se enxergavam dignos do perdão de Deus, por terem pecado sendo já cristãos, justificados e chamados pela graça. Foi quando resolvi mergulhar nas Escrituras para compreender com a maior profundidade possível o que elas dizem sobre o processo pecado-perdão-restauração. Foram meses de leitura, estudo e reflexão. Por fim, acredito que consegui compreender com clareza a realidade que envolve essa dinâmica e, consequentemente, passei a ver como existem multidões de cristãos assolados desnecessariamente pela culpa. São homens e mulheres arrependidos, que abandonaram o pecado que outrora cometeram, não querem mais cometê-lo e, ainda assim, se veem culpados e esmagados pelo peso de um pecado que já não pesa sobre eles.

Foi a compreensão das verdades bíblicas acerca dessa realidade que me libertou das garras da culpa. E se você vive uma enorme culpa por algum pecado que cometeu e acha que não há perdão para você, saiba que basta cumprir o que a Palavra de Deus estipula e você será totalmente liberto desse fardo. O arrependimento é o primeiro passo, como disse Pedro: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3:19).

Esse arrependimento não pode ser produzido por vontade humana, é o Espírito Santo quem nos convence do pecado. Portanto, se você está arrependido, saiba que é Deus agindo com o intuito de perdoá-lo.

Após o arrependimento, vem a confissão. É hora de abrir o coração e confessar a Deus seu pecado, sem desculpas, sem subterfúgios; mas com transparência e sinceridade. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1:9).

Em seguida, é preciso deixar a prática desse pecado, o que significa estabelecer o firme propósito de não mais cometê-lo. “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28:13).

Uma vez que você tenha passado pelo processo de arrependimento, confissão e abandono, o perdão total vem sobre a sua vida. Você será livre. Todo fardo de culpa será lançado no fundo do mar. Deus te abraçará e dirá, sorrindo, que nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. E, então, feito alvo, mais que a neve, você deve continuar sua caminhada de fé, inocentado do pior pecado de todos. A partir daí, seu papel é ajudar quem está achatado pelo peso da culpa, ensinando o caminho do perdão total mediante o arrependimento. E, para aqueles que não se arrependeram ainda, deve pregar o arrependimento e interceder por sua vida, para que, mediante a sua proclamação do evangelho e a ação do Espírito Santo, tais pessoas encontrem a paz, o perdão e a restauração. Seja um agente em favor do arrependimento. Ao fazer isso, você pode ser o canal para que Deus apague uma multidão de pecados. 

Maurício Zágari (via Apenas)

Ellen G. White também nos fala sobre o arrependimento em seus escritos:

"Seja qual for o pecado, se a alma se arrepende e crê, a culpa é lavada no sangue de Cristo" (MM 1974 - Maravilhosa Graça de Deus, p. 213).

"O arrependimento compreende tristeza pelo pecado e afastamento do mesmo. Não renunciaremos ao pecado enquanto não reconhecermos a sua malignidade; enquanto dele não nos afastarmos sinceramente, não haverá em nós uma mudança real da vida" (Caminho a Cristo, p. 23).

"Quem está desejoso de se tornar verdadeiramente arrependido? Que deve ele fazer? - Deve ir ter com Jesus, tal qual está, sem demora. Deve crer que a palavra de Cristo é verdadeira e, crendo na promessa, pedir, para que possa receber. Quando o desejo sincero leva os homens a pedir, eles não orarão em vão. O Senhor cumprirá Sua palavra e dará o Espírito Santo para levar ao arrependimento para com Deus e fé para com nosso Senhor Jesus Cristo. O homem orará e vigiará, e abandonará seus pecados, tornando manifesta sua sinceridade pelo vigor de seu esforço para obedecer aos mandamentos de Deus. Com a oração ele misturará a fé, e não só crerá nos preceitos da lei, mas também lhes obedecerá. Ele se manifestará olhando a questão do lado de Cristo. Renunciará a todos os hábitos e associações que tendam a afastar de Deus o coração. Aquele que deseja tornar-se filho de Deus tem de receber a verdade de que o arrependimento e o perdão devem ser obtidos por meio de nada menos que a expiação de Cristo. Certo disto, o pecador tem de fazer um esforço em harmonia com a obra feita em seu favor, e com súplicas incansáveis recorrer ao trono da graça, para que possa receber o poder renovador de Deus. Cristo não perdoa a ninguém senão ao penitente, mas àquele a quem Ele perdoa, primeiro faz penitente. A providência tomada é completa, e a eterna justiça de Cristo é colocada ao crédito de todo crente. As vestes, preciosas e sem mácula, tecidas nos teares do Céu, foram providas para o pecador arrependido e crente, e ele poderá dizer: 'Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça.' (Isaías 61:10)." (Reavivamento e seus Resultados, p. 24)