quarta-feira, 25 de junho de 2025

FESTAS JUNINAS NA BÍBLIA?

Ao tocar nesse assunto corro seriamente o risco de sapecar meus dedos em alguma fogueira por aí. Mas, vamos lá. As chamadas festas juninas começam com Santo Antonio, na véspera do dia 12, tem São João, dia 24 e terminam com São Pedro, dia 29 de junho. E haja alegria, quadrilhas, quentão, pipoca e pinhão para tantas homenagens…

Todas essas festanças tem origem nas tradições portuguesas. Os chamados “santos populares” correspondem aos diversos feriados municipais dos patrícios de além mar: Santo Antonio, em Lisboa; São Pedro, no Seixal e São João, no Porto, Braga e Almada.

O forte da festa de São João, aqui no Brasil, acontece no nordeste. Canjica, pamonha e comidas tradicionais abastecem os festejos juninos. Alguns países europeus católicos, ortodoxos e protestantes também realizam, cada um ao seu modo, esse tipo de comemoração.

Algumas linhas sobre os três principais homenageados: o Antonio (“o santo casamenteiro”) nem está na Bíblia. Foi um frei português que nasceu em Lisboa, em 1195. O nome nem era Antonio. Chamava-se Fernando. Já Pedro foi discípulo de Jesus e João Batista o precursor do Messias. Pedro é conhecido pelos católicos como “o santo protetor das viúvas e pescadores”. A brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo. A comemoração mais famosa, porém, é para “São João”, com balões e fogueiras de todos os tipos e tamanhos.

Na Bíblia não tem festa junina. Aliás, o conceito bíblico de “santo” é muito diferente do que é propagado ou conhecido por aí. Para adoração, somente a Deus, que é imortal e santo (1 Timóteo 1:17). Porém, essa qualidade, a santificação – separação daquilo que não tem nada a ver com Deus – deve ser buscada diariamente por todo o crente vivo (Hebreus 12:14). Paulo costumava chamar os membros das igrejas que havia fundado de “santos” (Colossenses 1:2, Filipenses 1:1, etc).

Pedro, segundo a tradição, foi morto entre os anos 64 e 67 DC, crucificado de cabeça para baixo. João Batista foi decapitado por ordem de Herodes Antipas. Já o Antonio (ou Fernando) morreu na Itália em 1231.

Antonio, João e Pedro viveram exemplarmente aquilo que conheceram. Hoje, porém, eu posso garantir pela Bíblia que os três dormem o sono da morte. São pó. Nada mais do que isso! O que você acabou de ler pode soar como um rojão barulhento ao seu coração. Mas é verdade! Os mortos – todos eles, bons e maus – estão na sepultura. No céu, há somente um suficientemente intercessor: Jesus. Este sim, Santo na plenitude da palavra.

Porém, no desfecho da História, os “santos” e os “ímpios” acordarão do sono da morte. A Bíblia chama isso de ressurreição. Aliás, Jesus acrescenta a informação de que serão duas ressurreições. Uma para a vida eterna (quando Ele retornar segunda vez) e a outra, para a morte eterna (João 5:29). O intervalo entre elas será de mil anos, conforme o livro do Apocalipse, capítulo 20.

Entre a tradição e a Bíblia, fique com a Bíblia!

Assista também este vídeo do prof. Leandro Quadros:

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