"Pois sabemos que toda a criação geme em conjunto como se sofresse dores de parto até agora" (Romanos 8:22).
Nesta passagem bíblica, Paulo afirma que toda a criação geme e sofre dores de parto devido ao pecado, uma criação prenha prestes a dar à luz a nova Terra profetizada nas Escrituras. O texto retrata o sofrimento do mundo sob a maldição e aponta para a esperança da restauração física e cósmica na segunda vinda de Cristo.
Não há com o que se preocupar em se tratando do futuro da criação. Deus a está conduzindo com Suas habilidosas mãos. Ele mesmo será o obstetra que fará o parto do novo céu e da nova terra, cuja gestação já dura quase dois mil anos, desde que o espírito de Cristo se rendeu na cruz e o seu corpo foi semeado na terra. Em Cristo, terra e céu contraíram núpcias e aguardam ansiosamente a chegada do fruto desta união (Ef 1:10).
Não sabemos ainda quanto tempo falta. Mas pela intensidade das contrações e os intervalos cada vez menores entre elas, pode-se dizer que o parto está mais próximo do que nunca.
O retorno glorioso de Jesus a este planeta coincidirá com o momento do parto. A qualquer momento a bolsa se romperá. Os filhos de Deus se revelarão (Rm 8:19). A glória do Senhor será vista em toda a terra.
Não há como precisar quando se dará isso. De qualquer forma, para os que deixam esta existência, o momento é imediato. Somos removidos da dimensão espaço-temporal, e remetidos como que num túnel do tempo, direto para o mais esperado dia da história, o Dia do Senhor.
Engana-se quem imagina que tal evento será o fim do mundo. Cristo não virá para destruir a Terra, mas para restaurá-la (At 3:21).
"O grande plano da redenção tem como resultado trazer de novo o mundo ao favor de Deus, de uma maneira completa. Tudo que se perdera pelo pecado é restaurado. Não somente o homem é redimido, mas também a Terra, a fim de ser a eterna habitação dos obedientes. Na restauração final de todas as coisas, quando houver “um novo céu e uma nova Terra” (Apocalipse 21:1), o Éden deverá ele ser restabelecido, mais gloriosamente adornado do que no princípio" (Ellen White - O Lar Adventista, p. 539).
A atual condição da criação não é sua condição final; é antes como uma mãe que geme com as dores de parto. A criação inteira tem um destino planejado por Deus, e deseja ardentemente que seja cumprido, tal como se sucede com os próprios crentes.






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