terça-feira, 6 de outubro de 2026

MEDITAÇÃO #98 - MAL-HUMORADOS

“Não se associe com quem vive de mau humor, nem ande em companhia de quem facilmente se ira; do contrário você acabará imitando essa conduta e cairá em armadilha mortal” (Provérbios 22:24-25 NVI).

Sabe aqueles dias em que você acorda querendo brigar com a sombra, gritar com o filho porque ele derramou uma gota de leite na toalha da mesa e responder “bom dia, por quê?” quando alguém simplesmente o cumprimentou? Você com certeza despertou sob o domínio do mau humor, esse sentimento tão familiar a todos e infelizmente cada vez mais comum. A própria medicina considera o mau humor crônico uma enfermidade. Ela se chama distimia e pode ser definida como “a falta de prazer ou divertimento na vida, seguida por um constante sentimento de negatividade”.

O que te deixa de mau humor? Mentiras, atrasos, desorganização, bagunça, música alta, arrogância, indolência, falta de planejamento, irresponsabilidade, traição, calor? Embora para muitos possa parecer algo banal – sem repercussões além da própria cara feia e do incômodo sentido por quem está por perto –, esse estado de espírito traz muito mais prejuízos à saúde e à vida espiritual em geral do que se imagina. O mau humor se instala em sua mente, de forma que você fica remoendo todas as formas em que foi injustiçado. Você se torna irritável e impaciente. Você explode com os outros e se justifica. 

Vejamos apenas cinco conselhos de Ellen White para combater esse mau humor:

1. "Não permitais que as perplexidades, as tristezas da vida diária e o mau humor aflijam vosso espírito e vos entristeçam o semblante. Se o permitirdes, tereis sempre alguma coisa que vos atormente e aborreça. A vida é o que dela fazemos, e encontraremos o que buscarmos" (LA, 430).

2. "Não permitais que escape de vossos lábios nenhuma palavra de mau humor, aspereza ou ira. A graça de Cristo espera vosso pedido. Seu Espírito dominar-vos-á o coração e a consciência, presidindo vossas palavras e atos" (OC, 219).

3. "Guarda-te da irritabilidade e do mau humor, e de um espírito atormentador. Busca a piedade de coração. Sê cristão coerente. Possui o amor da pureza e humilde simplicidade, e sejam estas inseridas em tua vida" (TI2, 314).

4. "Os que seguem a Cristo bem de perto não se mostram sombrios. Em Cristo há luz, paz e alegria permanentes. Necessitamos mais de Cristo e menos do mundo, mais de Cristo e menos do próprio eu" (Manuscrito 1, 1867).

5. "Lembremo-nos de que quando estamos de mau humor e pensamos ser nosso dever chamar à ordem toda pessoa que de nós se aproxima, jamais estamos em terreno vantajoso. Se cedermos à tentação de criticar os demais, apontar-lhes as faltas e demolir o que fazem, podemos estar certos de que não estamos fazendo a nossa parte de forma nobre e correta" (TI9, 184).

Jesus convida os mal-humorados a virem ter com Ele e a lançarem sobre Ele os seus pesados fardos. Jesus quer remover os temores e as incertezas que lhes arrebatam a paz e o descanso, mas primeiro precisam ir ter com Ele, e contar-Lhe os secretos dissabores do coração. Solicita a confiança de Seu povo como prova de seu amor por Ele. Que não vivamos e nem fiquemos mal-humorados. O inverno não há de perdurar para sempre. O estio da paz, da alegria e do prazer eterno está prestes a vir. Então Cristo habitará conosco e nos guiará às fontes de águas vivas, e enxugará toda lágrima de nossos olhos. 

Que possamos guardar as palavras de Jesus, pois elas são fonte de alegria: “Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (Jo 15:11).

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

MEDITAÇÃO #97 - TREVAS

"A terra está coberta de escuridão, os povos vivem nas trevas, mas a luz do Senhor está brilhando sobre você... e os povos do mundo virão" (Isaías 60:2, 3).

Após um relato que mais parece um resumo das notícias atuais, Isaías descreveu o ministério do povo de Deus na Terra. Deus chamou o Seu povo para ser uma luz a fim de atrair as nações. Portanto, não podemos e não devemos ser alheios ao que acontece ao nosso redor. Podemos até fechar os olhos para não contemplar a maldade, mas jamais fechá-los diante das necessidades humanas. 

Ellen White diz: "Esta época apresenta um triste quadro para aqueles cujos olhos foram abertos para discernir os males que prevalecem por toda parte. O temor e amor de Deus quase que abandonaram o mundo. Este é o tempo predito por Isaías. Multidões são desviadas pelos enganos de uma geração infiel, e vivem nas trevas do erro. O mundo tem necessidade de uma demonstração do cristianismo prático. Visto como os que professam ser seguidores de Cristo são um espetáculo a um mundo incrédulo, é de toda a conveniência certificarem-se de estar na devida relação para com Deus. A fim de estar como luzes no mundo, precisam eles ter a luz do Sol da Justiça a brilhar constantemente sobre eles" (Nos Lugares Celestiais, p. 322).

A finalidade da luz não é de chamar a atenção para si, mas para as coisas que estão ao seu redor. Ninguém acende uma lâmpada para ficar olhando para ela. Ninguém, em sã consciência, fica contemplando a luz do sol. Porém, a luz é necessária para que possamos enxergar o caminho por onde andar. Da mesma forma, Deus não nos ilumina para que os outros olhem para nós, mas para que a nossa vida seja uma luz a conduzir o mundo para o Caminho (Jo 14:6). E é mediante o amor de Cristo em nós que somos capacitados a iluminar.

E Ellen White continua: "Sentimo-nos deprimidos, muito deprimidos, ao contemplarmos o mundo e sua impiedade. O mundo acha-se envolto nas trevas que cobrem a Terra. Suspiramos e choramos pelas abominações que se praticam. Por que será que toda essa impiedade não irrompe em decidida violência contra a justiça e a verdade? É porque os quatro anjos estão retendo os quatro ventos, para que não soprem sobre a Terra. Mas as paixões humanas estão alcançando um alto nível, e o Espírito do Senhor está sendo retirado da Terra. Não fosse haver Deus ordenado que instrumentos angélicos controlassem os instrumentos satânicos que lutam por soltar-se e destruir, e não haveria esperança. Mas os ventos serão detidos até que os servos de Deus estejam selados na fronte".

Dentro em breve estará cumprida a missão da “luz do mundo” (Mt 5:14), então, veremos a verdadeira Fonte de luz e ficaremos radiantes de alegria. O nosso coração estremecerá e se dilatará de júbilo diante da glória do nosso Salvador e Redentor. Iremos para a Cidade do Senhor (v.14), e não precisaremos mais da luz do sol, nem a lua terá mais função, porque o Senhor será a nossa luz perpétua. Não mais dor, não mais lágrimas, não mais violência na nova terra, nem ruínas ou desolação nos seus limites. “A morte já não existirá” (Ap 21:4). Não haverá mais mentirosos, corruptos, assassinos, ou destruidores da terra (Ap 11:18), mas todos os do Teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra.

Por mais negras que sejam as nuvens que se acumulam sobre o mundo na atualidade, há luz para além. Ignorância e trevas irão nos defrontar a cada passo para a frente, mas nossa fé deve elevar-se acima de tudo, e ver o arco da promessa envolvendo o trono. E os que amam e servem a Deus devem ser a luz do mundo, brilhando entre as trevas.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

MEDITAÇÃO # 96 - ELEITOS

Em 1896, o pastor norte-americano Charles M. Sheldon, da Igreja Congregacional, publicou o livro Em seus passos o que faria Jesus? Nele, Sheldon inventa a história de uma congregação cristã cujos membros procuram, durante um ano, viver o desafio de tomar cada atitude como resposta à pergunta que intitula o livro. Na história criada por Sheldon, os cristãos votam, nas eleições municipais, a favor de candidatos que estampam princípios cristãos e defendem valores morais, que, no contexto da época, abrangia a defesa da proibição do comércio de bebidas alcoólicas e dos jogos de azar.

Na obra, Sheldon tentou responder a uma pergunta difícil. Os personagens de seu livro presumiram os critérios que Jesus teria usado para definir seu voto. Essa é uma preocupação válida para o cristão. No entanto, Jesus Cristo viveu em um momento histórico em que o sistema democrático não existia na forma como o conhecemos hoje. Nascido no auge do Império Romano (Lc 2:1), Jesus viveu sua vida terrena sem ter que votar como nós.

No entanto, em um aspecto Cristo votou. Ele elegeu pessoas, não para cargos públicos, mas para o Reino dos Céus! Ele escolheu doze homens para serem seus apóstolos (Lc 6:13) e para que se assentassem em tronos a fim de serem juízes celestiais (Mt 19:28). Designou mais setenta para que fossem de dois em dois e o precedessem nas cidades aonde ia (Lc 10:1). Mas, acima de tudo, deu o voto que é suficiente para eleger qualquer pecador indigno à condição de herdeiro do Reino de Deus (Ap 21:7).

Jesus votaria em candidatos corruptos? É exigida honestidade e integridade perfeitas para se candidatar ao Reino de Deus (1Co 6:9, 10). No entanto, até mesmo o mais corrompido pecador pode ter a “ficha limpa”, se for lavado, santificado e justificado por Jesus e pelo Espírito Santo (1Co 6:11).

Foi assim que pelo menos dois funcionários públicos com histórico de corrupção, Levi Mateus (Mt 9:9) e Zaqueu (Lc 19:1-10), foram eleitos por Jesus para o Reino. Semelhantemente, Paulo, o “principal dos pecadores” (1Tm 1:15), um homem que esteve envolvido com a prática de tortura, além de prisões e execuções claramente injustas (At 8:3; 26:10, 11), foi “constituído ministro” das coisas que Deus lhe revelou (At 26:16).

Cristo não hesita em confiar os mais importantes cargos de Seu Reino a pessoas com um passado sujo. Pelo contrário, Ele expressou sua preferência por pecadores (Mc 2:17). Discursando aos pretensiosos fariseus, que se julgavam dignos de se assentarem nas mais importantes posições do governo de Deus (Mt 23:2), Jesus revelou que pessoas de moral duvidosa precederiam muito candidato honesto no Reino dos Céus (Mt 21:31).

Com seu voto, Jesus quer eleger pessoas que, apesar de seu passado, defeitos e falhas, aceitam ser transformadas por Deus. Ele disse: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome” (Jo 15:16, NVI).

Quando Cristo regressar, os eleitos pelo voto de Cristo assumirão um cargo mais elevado que o dos anjos (1Co 6:3): eles se assentarão ao lado de Cristo, em seu próprio trono (Ap 3:21), e “reinarão” com Cristo (Ap 20:6).

Em qual candidato Jesus vai votar nessas eleições?

Ele talvez não tenha muito o que manifestar sobre a política deste mundo, mas para o Reino dos Céus Ele deseja eleger pecadores como você e eu.
"Eleita é toda alma que opera a sua própria salvação com temor e tremor. É eleito aquele que cingir a armadura, e combater o bom combate da fé. É eleito quem vigiar e orar, quem examinar as Escrituras, e fugir da tentação. Eleito é aquele que continuamente tiver fé, e que for obediente a toda a palavra que sai da boca de Deus. As providências tomadas para a redenção, são franqueadas a todos; os resultados da redenção serão desfrutados por aqueles que satisfizeram as condições" (Ellen White - A Maravilhosa Graça de Deus, p. 354).

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

MEDITAÇÃO #95 - IDOSOS

“O cabelo grisalho é uma coroa de esplendor, e se obtém mediante uma vida justa” (Provérbios 16:31).

Há pessoas que carregam décadas de histórias dentro de uma igreja. Viram templos serem construídos, ministérios nascerem, famílias crescerem, crises serem atravessadas e orações serem respondidas. Algumas ensinaram crianças que hoje são líderes. Outras passaram anos evangelizando, visitando enfermos, preparando cultos, aconselhando casais ou simplesmente permanecendo firmes quando muitos já haviam desistido. Com o passar dos anos, porém, existe o risco de a igreja começar a olhar para essas pessoas apenas pelo que elas já fizeram, e não pelo que ainda podem fazer.

É justamente essa reflexão que o Dia Nacional do Idoso, celebrado nesta quinta-feira 1º de outubro, propõe às comunidades cristãs. Mais do que uma data para homenagens, a ocasião pode ser um convite para rever a maneira como a igreja trata quem envelheceu dentro dela. O idoso precisa de cuidado, certamente. Mas precisa também de espaço, voz, pertencimento e oportunidade para continuar servindo.

O Brasil já reúne 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, segundo o IBGE. Elas representam 15,8% da população. E de acordo com dados da OMS, o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegará a 2 bilhões até 2050, o que representará um quinto da população mundial. O número ajuda a dimensionar uma transformação que também chega às igrejas: cada vez mais comunidades terão entre seus membros pessoas que viverão muitas décadas depois da aposentadoria, da criação dos filhos e de outras etapas tradicionalmente associadas à vida adulta.

Mas talvez a pergunta mais importante não seja quantos idosos existem. É outra: o que a igreja está fazendo com toda a experiência que existe entre eles?

O ageísmo – preconceito e atitudes negativas contra certos grupos etários – contribui para que os indivíduos idosos tenham sentimentos de inutilidade e sensação de serem onerosos e sem valor. E a igreja, como ambiente social, pode ter um importante papel na socialização da pessoa idosa, pois proporciona atividades que integram o idoso numa comunidade amiga e de objetivos comuns, fazendo com que ele sinta-se mais adaptado e útil.

O idoso, regular e profundamente integrado a uma comunidade religiosa que o ajude em seus novos dilemas e dê-lhe atividades úteis e prazerosas, poderá passar pela velhice com a certeza de que não é um “objeto usado”, que não tem mais valor, mas como uma pessoa viva, que pode continuar colaborando para o crescimento da sociedade no qual está inserido.

Esta fase é bastante propícia a uma reflexão do sentido espiritual da vida, fazendo o idoso buscar em Deus o auxílio necessário para elevar sua auto-estima e manter-se como integrante de um mundo onde todos querem sentir-se “vivos”. Uma outra grande importância da religião na velhice é proporcionar ao idoso uma esperança de vida eterna. A morte é inevitável ao homem pecador. Porém, a igreja traz uma certeza de que a vida não acaba com a morte. 

A Bíblia apresenta os mais idosos como símbolo da pessoa repleta de sabedoria e do temor de Deus. Ela também revela que, em momentos decisivos, o conselho de anciãos se reunia para que o melhor caminho fosse procurado e indicado. Há amplo consenso no pensamento de que, quanto mais se vive, mais se acumula experiência. Velhice não é finalização das atividades, tampouco doença, mas uma fase de riqueza em sabedoria armazenada num arquivo vivo que, se for sensatamente “pesquisado”, mostrará como tomar decisões prudentes e como aprender sem dor desnecessária. Os mais idosos têm perdas no aspecto físico, mas, em contrapartida, ganham muito em espiritualidade e sensatez. 

Não podemos encarar o envelhecimento como algo ruim e incapacitante, pois, apesar das limitações que a idade traz, Deus tem um propósito para o homem em todas as épocas da sua vida. “Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que eu tenha anunciado a Tua força a esta geração e o Teu poder a todos os vindouros” (Salmos 71:18).

Deus é poderoso para fazer o “velho” semear novos frutos. Para Ele, a idade jamais será um obstáculo de renovar sonhos, dar novos planos e proporcionar experiências mais profundas de relacionamento com Ele. Que nós possamos, como igreja, ser justos para honrar a melhor idade dos que estão ao nosso redor e, assim, por meio das nossas vidas, mostrar a importância deles para o Criador. 
"Todos os que têm o espírito de Cristo hão de considerar os idosos com especial respeito e ternura. Não obstante suas muitas enfermidades, esses obreiros possuem talentos que os qualificam para estar na sua sorte e lugar. Deus deseja que eles ocupem posições de liderança em Sua obra. Permaneceram fiéis em meio aos temporais e provas, e acham-se entre os mais valiosos conselheiros. Quão gratos deveríamos ser por poderem eles ainda usar seus dons no serviço do Senhor!... Não demorará, receberão vossa recompensa" (Ellen White - Testemunhos para a Igreja 7, pp. 287 e 288).

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #94 - EXTREMISTAS

Você conhece bem esses dois tipos. O primeiro é marcado por zelo sem entendimento; o segundo, por opiniões avançadas e liberais. Eles promovem muito barulho, mas o resultado é como o metal que soa ou como o sino que tine" (1Co 13:1). Eles nunca se dão, mas conseguem o mesmo resultado: a destruição da vida espiritual da igreja. 

Antes de tentarmos esboçar o perfil destes extremistas, do fanático e do liberal, seria interessante registrar o que o Espírito de Profecia fala sobre Jesus, nosso modelo: "O Salvador nunca foi a extremos, nunca perdeu o domínio de Si mesmo, nunca violou as leis do bom gosto. Sabia quando convinha falar, e quando guardar silêncio. Estava sempre na posse de Si mesmo. Nunca errou no ajuizar os homens ou a verdade" (Obreiros Evangélicos, p. 317).

O fanático — O perfil desse personagem é um guarda-chuva que inclui fanatismo pela reforma de saúde, fanatismo pelos tratamentos naturais, fanatismo pela observância exterior das normas da igreja, fanatismo pela pontualidade, fanatismo pela "boa música", etc. Evidentemente, precisamos promover a reforma de saúde, usar os remédios da Natureza, observar as normas da igreja, pautar nossa vida pela ordem e pontualidade e ouvir ou cantar músicas que promovam nosso desenvolvimento espiritual. O fanático, no entanto, não vai ao cerne das coisas. Fica apenas na superfície, no aspecto mecânico. O importante para ele não é mudança de caráter, mas conformação com a letra do sistema que ele defende. Ao pregar, faz de sua "mensagem" um chicote. Enfim, o fanático não vê Cristo na mensagem, não enxerga o amor, não estende o braço de misericórdia, não sabe conjugar os verbos salvar e recuperar. Seu verbo favorito é expurgar. 

O liberal — Para o liberal, o campo é o mundo. Nada de restrições, normas e regras. Toda vez que ouve um sermão sobre santificação, parece dizer: "Já vem com religião comportamental". Tem alergia a princípios e normas. A marca de sua religião é "tolerância sem compromisso". O que importa, diz, é o que está no coração. O liberal, à semelhança do fanático, pensa sozinho. Só que está mais interessado em liberdade. Mas confunde liberdade com liberdades. Não entende que liberdade é fazer o que convém, e liberdades são caprichos fora da ordem. O liberal é, ao mesmo tempo, promotor e símbolo do mundanismo na igreja. Gosta da doutrina da justificação pela fé sem nenhuma relação com a santificação do caráter. Gosta de falar sobre o que Cristo faz por nós e odeia ouvir sobre o que Ele deseja fazer em nós. Gosta de saber que Cristo nos livra da culpa do pecado, mas abomina ouvir que Ele deseja nos livrar do domínio do pecado.

Através dos séculos, a Igreja tem sido fustigada por esses dois personagens: o fanático e o liberal. O primeiro, torna o caminho mais estreito do que na verdade é; o segundo, alarga-o generosamente. Eles estão em pólos opostos, mas têm um ponto em comum: pensam sozinhos, pois não admitem parceria com o Espírito Santo. 

O que nos interessa, acima de tudo, é o perfil do cristão genuíno. Ellen White nos indca o caminho: "Muitos são fanáticos. São consumidos por um ardente zelo, o qual é tomado por religião. Outros vão a outro extremo em sua conformidade com o mundo. Os que seguem o exemplo de Cristo não serão extremistas. Cultivarão a calma e a posse de si mesmos. A paz que se manifestava na vida de Cristo se patenteará na deles" (Testemunhos Seletos 1, p. 169).

Peçamos a Deus que nos ajude a desenvolver uma vida equilibrada, uma visão cristocêntrica da santificação do caráter. Submetamo-nos à influência modeladora do Espírito Santo, para que nossa conduta reflita os encantos da ética cristã. Agindo assim, expurgaremos de nosso coração todo extremismo, e a atmosfera de nossas igrejas se tornará doce e aprazível. Um ninho de amor e justiça.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #93 - GRITO

"Aí Jesus deu um grito forte e morreu” (Marcos 15:37 NTLH).

Não há um jeito mais humano de morrer – um grito. Na cruz, os lábios que só conheciam benção, louvor e cura são de repente violados por um grito – expressão que ultrapassa as barreiras do tempo, do espaço, da linguagem, e comunica mais que as próprias palavras.

Sombras intrusas roubam as cores do espetáculo sinistro que toma lugar. Escuridão... Se em Seu nascimento houvera luz à meia-noite, em Sua morte há trevas ao meio-dia. Ausência de luz, denunciando a ausência do Pai. E um grito de dor. Nada poderia feri-Lo com maior intensidade do que a estranha sensação de abandono do céu.

O quadro romântico que os artistas pintaram ao longo da história não passa de uma fórmula adulterada da cena vexatória protagonizada por um homem nu. Na Bíblia, nudez é um símbolo de pecado. Onde há nudez, há pecado. Foi assim no Éden, na criação, quando o primeiro casal pecou. Foi assim depois do dilúvio, na recriação, quando Noé pecou. É assim na mensagem profética para a última igreja, nas cartas do Apocalipse. O mesmo aconteceu na cruz... Ali, sobre dois toscos pedaços de madeira, toda vergonha do mundo repousava num só homem. Deus estava nu. Em Cristo, Deus tomou nosso pecado. Carregou todas as vergonhas consigo, mas nem sequer uma delas era Sua. Era peso demais. Era estranho demais.

E um grito cortou o coração da mãe, sangrou o coração do pai, mas dividiu a história em duas. Um grito rasgou o diafragma do pecado e alcançou o céu, para dar sentido a todos os gritos de quem se sente perdido, mas não encontra em si meios de salvação.

As dores de Cristo são a cura para cada alma perdida. O grito da cruz é a melodia do céu, é a canção dos salvos. Que esse grito encontre eco em seu coração. Que você encontre vida em Cristo.
"Não foi o sofrimento físico que pôs tão rápido fim à vida de Cristo na cruz. Foi o peso esmagador dos pecados do mundo... arrancando-Lhe dos pálidos e trêmulos lábios um angustioso grito, e exclamado com Seu último suspiro: 'Está consumado'. Oh! que amor! Que assombroso amor. Cristo sofreu a morte que nos cabia, a fim de podermos receber a vida que Lhe pertencia" (Ellen White - Testemunhos Seletos 1, p. 231).

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #92 - MAGNIFICAT

Logo após ter ouvido o anúncio do arcanjo Gabriel, de que ela fora escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus, Maria foi visitar sua prima Isabel. Na ocasião entoou uma canção de louvor e gratidão, registrada no Evangelho de Lucas. Seu cântico ficou conhecido como Magnificat:

"A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; porque atentou na condição humilde de sua serva; desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas; e santo é o seu nome. E a sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Com o seu braço agiu valorosamente; dissipou os soberbos no pensamento de seus corações. Depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu vazios os ricos. Auxiliou a Israel seu servo, recordando-se da sua misericórdia; como falou a nossos pais, para com Abraão e a sua descendência, para sempre" (Lucas 1:46-55).

Embora tivesse "sangue azul", pois pertencia à dinastia de Davi, Maria viveu na simplicidade e no anonimato, casada com um operário braçal. O trono antes ocupado por seus ancestrais, agora era ocupado por um rei marionete do império romano, cujo nome era Herodes. Seu povo vivia sob a tirania imperial. Maria era virgem, mas não ingênua. Humilde, mas não idiota. Santa, mas não alienada.

A jovem desposada com José era uma adolescente questionadora, com um espírito rebelde e revolucionário. Sua alma anelava por mudanças. Ao receber o anúncio trazido por Gabriel, ela soube que o ente gerado em seu ventre era a resposta aos seus anelos. Ellen White diz que "desde o dia em que ouvira o anúncio do anjo, no lar de Nazaré, entesourara Maria todo sinal de que Jesus era o Messias. Sua doce e abnegada existência assegurava-lhe que Ele não podia ser outro senão o Enviado de Deus" (Filhas de Deus, p. 38).

Como que vislumbrando o futuro, Maria declarou profeticamente que Deus havia deposto os poderosos do trono, e elevado os humildes. Ela fala como alguém que vivia além do seu próprio tempo. Era como se fosse uma visitante proveniente do futuro. Pra ela, tais fatos não aconteceriam um dia, mas já teriam acontecido. Deus já teria enchido de bens os famintos, e despedido vazios os ricos. Se isso não é uma revolução social, o que é, então?

Os defensores do status quo preferem espiritualizar passagens como esta, para que se encaixem em sua agenda ideológica e política. Porém, a jovem Maria não está falando de coisas estritamente espirituais, mas concretas, abrangendo a realidade socioeconômica, política e cultural.

O nascimento de Jesus anunciava que o tempo havia sido subvertido, e o futuro invadira o presente. A ordem predominante teria que ser colapsada para dar vazão ao Reino de Deus. A revolução há muito esperada fora deflagrada, e aquele seria, definitivamente, um caminho sem volta. Nunca mais o mundo seria como antes.

O cântico de Maria nos chama a questionar os tronos, romper com a soberba, rejeitar a idolatria do dinheiro e do poder, e lembrar que nenhum poder é absoluto diante do Reino de Deus. E que lá, os últimos serão os primeiros. 
"Os que mais abundante recompensa vão receber serão os que unem à sua atividade o zelo, bondosa e terna piedade para com os pobres, os órfãos, os oprimidos e os aflitos. Mas os que passam de largo, que estão ocupados demais para dar atenção ao que foi adquirido com o sangue de Cristo, verificarão que são os menores e os últimos" (Ellen White - Conselhos sobre Mordomia, p. 201).

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #91 - RANÇO

Já há algum tempo a gíria "ranço" foi incorporada ao nosso vocabulário para descrever o sentimento de repúdio, raiva, desprezo e até nojo que uma pessoa pode desenvolver por algo ou alguém. Em posts ou memes nas redes sociais, é fácil dizer que "pegou ranço". Afinal, há uma tela de computador ou celular para nos proteger.

Na vida real, porém, será que é possível lidar com tanto sentimento negativo quando precisamos conviver com aquele ou aquela que se tornou alvo do nosso ranço? A verdade é que dá, sim. Porém, é necessário colocar em prática o sentido real de duas outras palavrinhas: empatia e empenho.

É possível saber lidar com emoções como nojo, raiva, frustração, medo e angústia de forma mais funcional, ou seja, sem desrespeitar ou despejar a ira em cima dos outros. Precisamos pensar que é importante rever nossas atitudes em relação às situações. Afinal, temos a chance de aprender algo em cada situação de nossas vidas. 

Um ponto importante em qualquer circunstância (profissional, social ou familiar) é avaliar se a convivência com a pessoa que provoca "ranço" é mesmo necessária. Se for, vale ponderar os termos dessa convivência: ela se baseia em bate-papos aleatórios ou exige um relacionamento mais estreito? O que puder evitar, evite, mas, se não puder escapar, o segredo está em fugir de assuntos controversos e de conversas em que o objetivo nunca é a troca de ideias, e, sim, expressar opiniões fechadas. Ellen White nos aconselha: "Devemos escolher a convivência mais favorável ao nosso progresso espiritual, aproveitando-nos de todo auxílio ao nosso alcance, pois Satanás colocará muitos obstáculos para tornar nossa marcha em direção ao Céu o mais difícil possível" (Mensagens aos Jovens, p. 419).

Uma das maneiras de reverter o "ranço" é puxar da memória as boas lembranças. Liste os favores que essas pessoas já fizeram para você, as viagens felizes que tiveram, os momentos especiais que compartilharam. Esforce-se para realimentar essas relações. Se são pessoas boas, sempre vale a pena. Tente entendê-las e lembre-se que você, vista com outros olhos, também não deve ser muito fácil de lidar em alguns aspectos, não é mesmo? Ellen White observa: "Detende-vos sobre as boas qualidades daqueles com quem estais associados, e olhai o menos possível para seus erros e fraquezas. Quando sois tentados a queixar-vos do que alguém disse ou fez, louvai alguma coisa na vida ou caráter dessa pessoa. Cultivai a gratidão" (A Ciência do Bom Viver, p. 492). 

"Ranço" também tem a ver com a intolerância à diversidade e à liberdade de expressão. Cada um de nós percebe e lida com a realidade de modo único, com base em nossas características e experiências pessoais. Por conta disso, é natural volta e meia sentir dificuldade em compreender e resistência em aceitar o que difere do nosso modelo perceptivo. Ellen White afirma: "Todas as relações sociais exigem o exercício do domínio próprio, paciência e simpatia. Diferimos tanto uns dos outros em disposições, hábitos e educação, que variam entre si nossas maneiras de ver as coisas. Julgamos diferentemente" (Idem, p. 483).

Encerro com esta maravilhosa mensagem do apóstolo Paulo:

"Por isso eu, que estou preso porque sirvo o Senhor Jesus Cristo, peço a vocês que vivam de uma maneira que esteja de acordo com o que Deus quis quando chamou vocês. Sejam sempre humildes, bem-educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá. Há um só corpo, e um só Espírito, e uma só esperança, para a qual Deus chamou vocês" (Efésios 4:1-4 NTLH).

MEDITAÇÃO #90 - CORAÇÃO

"Cria em mim um coração puro, ó Deus" (Salmo 51:10).

O coração é responsável por receber o sangue que vem de todo o corpo e depois bombeá-lo de volta purificado. Normalmente, tem o tamanho da mão fechada de seu dono. Por sua importância para a vida, nas Escrituras, ele é apresentado simbolicamente como a sede dos pensamentos e das emoções. Porém, o coração humano está doente. Somos todos “cardiopatas”. 

Das páginas da Bíblia, guardo com cuidado especial os capítulos protagonizados por Davi. Suas vitórias e quedas, sua coragem e suas fugas, seus amores e guerras, suas orações, suas canções - cada uma dá cor peculiar ao quadro mais amplo da vida daquele a quem o próprio Deus chama "homem segundo meu coração" (Atos 13:22).

Numa das cenas mais escuras, num dos dias mais vazios, sobe ao céu uma oração. Um pedido angustiado, de quem pecou e simplesmente quer uma nova vida - um novo coração. Mas há nestas palavras uma força escondida. Davi pede: "Cria em mim, Deus"... mas o verbo "criar" usado aqui não é um verbo qualquer. é o hebraico barah - que indica um ato exclusivo de Deus, uma criação a partir do nada. O rei Davi toma emprestada a mesma expressão do Gênesis para descrever a criação necessária em sua existência. 

Talvez hoje ao olhar para sua vida, tudo que veja seja um emaranhado de escolhas erradas e consequências traumáticas. Talvez relacionamentos errados, decisões impensadas tenham roubado a luz e a forma de alguns sonhos seus. Talvez esses últimos dias estejam passando meio lentos, sob o peso de uma culpa, sem forma e vazios. Lembre que uma única palavra de Deus pode transformar as coisas. A mesma palavra que trouxe todas as formas e cores, todos os sons e sabores à existência, pode criar uma nova experiência, pode dar um novo sentido ao nada que somos.

Oro para que hoje você experimente recriação em Cristo e sinta mais uma vez a alegria da salvação.
"Homens e mulheres precisam experimentar o poder criador do Espírito Santo. Devem receber o coração novo, que é mantido brando e tenro pela graça do Céu. Ter um coração novo é ter novo espírito, novos propósitos, motivos novos. Qual é o sinal de um coração novo? Uma vida transformada" (Ellen White - Nossa Alta Vocação, p. 154).

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #89 - PENSAMENTOS

Você assistiu ao filme “Do que as mulheres gostam”? Dirigido por Nancy Meyers e protagonizado por Mel Gibson e Helen Hunt, o longa foi sucesso de bilheteria em todo o mundo. A história é interessante. Nick Marshal (Gibson), depois de sobreviver a um acidente, em uma condição realmente extraordinária, desenvolve a capacidade de ouvir os pensamentos das mulheres. Com essa habilidade, passa a saber o que está na cabeça delas e, principalmente, de tudo o que elas gostam. E tira proveito desse dom.

Essa obra de ficção é, na verdade, uma interpretação de um fenômeno que há muito tempo preocupa à humanidade – a possibilidade de que possam ler e interferir no pensamento das pessoas. Essa é uma dúvida de muitas pessoas. Já presenciei uma pessoa ficar até doente pelo fato de acreditar que Satanás atuava em seus pensamentos, vendo o que ela pensava, e agindo também para que ela pensasse coisas más sobre Deus. Por isso, é importante analisarmos o que a Bíblia diz para que tenhamos paz.

De acordo com a Bíblia, o único que sabe os pensamentos de todas as criaturas do universo é Deus.
“Só tu, ó Deus, conheces os pensamentos secretos do coração humano” (1 Reis 8:39).

“O SENHOR conhece os pensamentos do homem..." (Salmos 94:11).

“SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos" (Salmos 139:1, 2).

De acordo com estes textos, este atributo é uma qualidade apresentada nas Escrituras apenas para o Eterno. Portanto, Satanás não pode ler os pensamentos dos seres humanos, pois a Bíblia não apresenta Satanás como possuidor da onisciência (que sabe tudo). Ellen White afirma: “Satanás não pode ler os nossos pensamentos, mas pode ver os nossos atos, ouvir-nos as palavras; e por meio do seu longo conhecimento da família humana, pode moldar suas tentações para tirar vantagem de nossos pontos fracos de caráter. E quão frequentemente lhe revelamos o segredo de como poderá obter vitória sobre nós!” (Mensagens aos Jovens, p. 328).

O inimigo poder saber o que está em nossos pensamentos através de nossas palavras e ações. Devemos ter muito cuidado no tipo de palavras que proferimos e como agimos. Não devemos dar chance a ele para que descubra todos os nossos defeitos de caráter. Quando ele descobre nossas fraquezas, passa a trabalhar em cima delas a fim que nos induza a pecar. Ele monta uma grande estratégia a fim de tentar nos pegar nos pontos fracos; e no momento em que ‘mostramos a ele’ nossos pontos fracos, mais chances damos às trevas para serem usadas contra nós.

Ellen White afirma também que Satanás não pode entrar na mente sem nosso consentimento: "Se vivemos inteiramente para Deus, não permitiremos que a mente se demore em imaginações egoístas. Se houver um meio qualquer pelo qual Satanás possa alcançar acesso à mente, ele semeará o seu joio e o fará crescer até que redunde em farta colheita. Em caso algum pode Satanás obter domínio sobre os pensamentos, palavras e ações, a menos que voluntariamente lhe abramos a porta e o convidemos a entrar. Ele entrará então, lançando fora a boa semente semeada no coração e tornando de nenhum efeito a verdade" (O Lar Adventista, p. 402).

Apesar de Deus nos ajudar a vencer, incluindo os maus pensamentos, isto não quer dizer que não tenhamos de fazer nossa parte. Devemos purificar nossos pensamentos, a fim de que não façamos ou falemos coisas erradas para que Satanás não tenha ainda mais armas para usar contra nós: Ellen White nos advenrte: “Precisamos de um constante senso do enobrecedor poder dos pensamentos puros, e da danosa influência dos pensamentos maus. Ponhamos nossos pensamentos em coisas santas. Sejam eles puros e verdadeiros, pois a única segurança para qualquer pessoa é o pensar correto. Devemos usar todos os meios que Deus pôs ao nosso alcance, para o governo e o cultivo de nossos pensamentos. Devemos pôr a mente em harmonia com a mente divina" (Carta 123, 1904).

A purificação dos pensamentos - uma comunhão com Deus tão profunda a ponto de nossa vida ser plenamente dEle – é o que mais necessitamos. Ore a Deus. Tenha certeza de que, mesmo orando em pensamento, Ele irá atender-lhe. Creia no Eterno Senhor. Aceite a Jesus como seu Salvador. Fazendo isto, sua vida será outra e sua vitória será certa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #88 - NÃO CONVERSE COM A SERPENTE

Ao ser iniciada a leitura de Gênesis 3, o destaque fica por conta da sagacidade da serpente em seu diálogo com a mulher. O animal em si era inofensivo. Porém, o autor do Gênesis descreve a malignidade do diabo ao se apossar de uma criatura com propósito bem definido: destruir a felicidade da família humana. O campo semântico utilizado na interlocução com a mulher gera uma narrativa diametralmente oposta à de Deus.

A ordem expressa do Criador era a seguinte: “De toda árvore do jardim você pode comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá” (Gn 2:16, 17). Imagine a cena no contexto de uma redação de notícias. O editor provavelmente iria retirar o pronome indefinido “toda” e orientar o repórter a evitar o excesso de generalização. Porém, o relato de Gênesis é bem completo. Nos diálogos da narrativa, a utilização de ótimos conectores forma perfeita coesão e coerência no texto para que a verdade de Deus possa ser notada.

O diálogo chama a atenção pela convicção da serpente. Ela opina de acordo com sua imoralidade. Utiliza-se de argumento pseudocientífico a partir do conhecimento que possuía para confrontar o caráter de Deus. Para Eva, talvez existisse um hiato entre opinião e argumento, mas não para a serpente, que conhecia o bem e o mal, fruto da narrativa que Lúcifer criou no Céu (Is 14:12-14; Ez 28:13-19; Ap 12:7-9).

Adão e Eva não estavam ilesos às possibilidades negativas. Ellen White comenta: “Mensageiros celestiais explicaram a eles a história da queda de Satanás, e suas tramas para destruí-los, expondo mais completamente a natureza do governo divino, que o príncipe do mal estava procurando subverter” (Patriarcas e Profetas, p. 28). Em outras palavras, Eva não precisava dialogar com a serpente. Sem perceber, ela foi entrevistada pelo maior inimigo de Deus. Adão e Eva creram no repórter errado e no relato distorcido.

Ellen White descreve a serpente desta forma: "A fim de realizar a sua obra sem que fosse percebido, Satanás preferiu fazer uso da serpente como médium, disfarce este bem adaptado ao seu propósito de enganar. A serpente era então uma das mais prudentes e belas criaturas da Terra. Tinha asas, e enquanto voava pelos ares apresentava uma aparência de brilho deslumbrante, tendo a cor e o brilho de ouro polido" (A Verdade sobre os Anjos, p. 53). Usando a serpente como médium, Satanás achou um momento em que pôde se dirigir à mulher sozinha. Sempre é mais fácil persuadir uma pessoa a fazer algo errado quando ela está longe de um ambiente protetor. Tivesse Eva permanecido junto ao marido, sua presença teria sido uma proteção para ela, e a história sem dúvida teria tido uma sequência diferente.

A serpente escolheu um único texto para distorcer a história (Gn 3:1). Com a tese “científica” da serpente comprovada, uma vez que Eva não morreu, a mulher compartilhou a nova descoberta com o esposo (Gn 3:6). A tragédia foi tão grande que, mesmo após milênios, a serpente continua seduzindo os descendentes da mulher em seus multifacetados disfarces. Ellen White declara que "daquele tempo em diante o gênero humano seria afligido pelas tentações de Satanás" (História da Redenção, p. 40).

A partir do ocorrido no Éden, o melhor é não dialogar com a serpente. O mundo dela é obscuro e enigmático. Um mundo de mistério fora dos mistérios de Deus. Ellen White alerta: “Agentes invisíveis estão em operação para fazer com que a falsidade se pareça com a verdade; erros estão revestidos com uma roupagem enganadora para que os homens sejam levados a ­aceitá-los como essenciais a uma educação superior” (Medicina e Salvação, p. 88).

Por ocasião do lançamento do filme A Paixão de Cristo, Mel Gibson esteve presente a uma grande concentração de pastores na cidade de Chicago. Perguntaram-lhe por que tinha colocado uma mulher com véu para representar o mal. “O mal toma a forma de beleza, é quase bonito... ele se disfarça e se mascara, mas se as antenas de vocês estiverem ligadas, vão identificá-lo.”

Ellen White assim descreve o disfarce do mal: "Com palavras suaves e melodiosas, e com voz musical, [Satanás] dirigiu-se à maravilhada Eva. Ela se sobressaltou ao ouvir uma serpente falar. Esta exaltava a beleza e excessivo encanto [da mulher], o que não desagradou a Eva. Eva sentiu-se encantada, lisonjeada, bajulada" (A Verdade sobre os Anjos, p. 53). Eva realmente pensou que a serpente possuía conhecimento dos seus pensamentos, e que por isso devia ser muito sábia.

Nessa guerra de narrativas que existe há milênios, o melhor é ficar com a verdade objetiva de Deus, pois ela permanece como a segurança em meio ao pragmatismo das muitas serpentes camufladas de pessoas e conceitos parecidos com a verdade. Cuidado! Se antes do pecado já havia riscos, imagine em nossos dias!

Ellen White diz que "o pecado torna-se atrativo pela cobertura de luz de que Satanás o reveste" (Mensagens aos Jovens, p. 237). O pecado pode até parecer atrativo, mas não se esqueça: ele é igualmente mortal! Jesus pagou o preço da falha humana na cruz, e hoje está intercedendo por aqueles que são vítimas da tentação (Hebreus 2:18). Somente Ele pode lhe ajudar a vencer o diabo. Peça apoio lá do Alto para resistir aos apelos do inimigo e inibir para sempre o domínio da morte em sua vida. Portanto... não converse com a serpente!

terça-feira, 22 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #87 - JARDINS

Algumas das principais histórias da Bíblia aconteceram em jardins. De fato, o destino da humanidade foi definido neles.

O primeiro foi o Éden. Tudo que existe de mais belo hoje em nosso planeta não passaria de uma pálida recordação do que foi o jardim original. Tudo estava bem até que o inimigo entrou pela porta dos fundos, disfarçou-se de serpente e tentou atrapalhar o plano original. Usando meias-verdades, ele enganou o primeiro casal e os fez comer do fruto proibido. Satanás ficou satisfeito. Para ele, essa era a prova de que Deus era um ser tirano e de que Suas exigências não eram razoáveis. Ou o Criador eliminaria a humanidade, revelando-Se cruel, ou teria que desconsiderar a desobediência, sendo forçado a readmitir no Céu Satanás e os anjos caídos.

Mas, quando o diabo estava prestes a dar seu grito de vitória, Deus disse: “Ainda não acabou.” Uma nova batalha seria travada em outro jardim. No Getsêmani, Aquele a quem Paulo se refere como o segundo Adão seria tentado e testado pelo diabo (Rm 5:19). Se, fazendo Adão e Eva pecarem, o inimigo não pôde se declarar vitorioso, fazer Jesus fracassar significaria pôr fim às esperanças humanas.

O maligno usou sua melhor estratégia. Deixou Jesus aparentemente abandonado. Fez cair sobre os discípulos um tipo de sono sobrenatural, para que, ao olhar para eles, Jesus Se questionasse se valia mesmo a pena entregar a vida para salvar a humanidade. Além disso, o diabo usou Judas, um dos discípulos, para trair Jesus e entregá-Lo aos romanos. Cristo estava só. Suava gotas de sangue. Estando cercado por um exército que tinha como missão prendê-Lo e levá-Lo a julgamento, Jesus Se levantou e disse: “Sou Eu.” Quando fez isso, toda a estratégia do mal foi ao chão. Observe um interessante contraste: No Éden, Adão cai. No Getsêmani, Jesus Se levanta. No Éden, Deus tem uma palavra que dá origem a tudo que existe de bom. No Getsêmani, Jesus tem uma palavra que é capaz de derrotar todo o mal.

No Éden e no Getsêmani, pecado e salvação se encontram. Nossa salvação vem de Deus, um Pai que nos ama tanto a ponto de não poupar nenhum esforço para nos trazer de volta para Seus braços. O relato de Sua ação salvadora na luta entre o bem e o mal é a maior história jamais contada. É o drama das eras.

Nesta história, dois jardins compõem o palco para acontecimentos cruciais. Do primeiro jardim vêm pecado, perda, vergonha e morte. Do segundo, fluem esperança, alegria e vida.

Os dois jardins nos convidam a contemplar, em espírito de oração, o preço de nossa salvação. Neles vemos não só o quanto Cristo sofreu por nós, mas também quão grande é a graça de nosso maravilhoso Deus. Ellen G. White diz: "O Jardim do Éden, com sua pútrida mancha de desobediência, deve ser cuidadosamente estudado e comparado com o Jardim do Getsêmani, onde o Redentor do mundo sofreu agonia sobre-humana quando os pecados do mundo todo foram depostos sobre Ele" (Cristo Triunfante, p. 21).

Satanás não venceu no Éden. Também não pôde vencer no Getsêmani. Mas continua tentando vencer no “jardim do coração humano”. O segredo da vitória neste jardim é ter Jesus no centro. Abra a porta e permita que Ele reine em sua vida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #86 - ÁRVORES

O Dia da Árvore é comemorado hoje, dia 21 de setembro. O objetivo deste dia é conscientizar sobre a importância da preservação das árvores e das florestas, incentivando a proteção do meio ambiente com atitudes que trazem benefícios à natureza, e por estar próxima ao início da Primavera. Este dia também nos convida a uma reflexão sobre duas importantes árvores do jardim do Éden.

"E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden. ... Do solo fez o Senhor Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal" (Gn 2:8-9).

Nos primeiros capítulos de Gênesis, Deus chama a atenção para duas árvores do Jardim do Éden, dentre as muitas que havia. No centro, a árvore do conhecimento do bem e do mal, proibida por Deus; não distante, a árvore da vida, incentivada pelo Senhor.

Ellen White assim descreve as duas árvores: 

"No meio do jardim estava a árvore da vida, sobrepujando em glória a todas as outras árvores. Seu fruto assemelhava-se a maçãs de ouro e prata, e destinava-se a perpetuar a vida. As folhas continham propriedades curativas" (História da Redenção, p. 22). E continua: "O fruto da árvore da vida no Jardim do Éden possuía virtude sobrenatural. Comer dele significava viver para sempre. Seu fruto era o antídoto da morte. Suas folhas eram para o sustento da vida e a imortalidade" (Testemunhos para a Igreja 8, p. 288). 

"No meio do jardim, perto da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Esta árvore fora especialmente designada por Deus para ser a garantia de sua obediência, fé e amor a Ele. O Senhor ordenou a nossos primeiros pais que não comessem desta árvore nem tocassem nela, senão morreriam (Gn 2:16, 17). Disse que podiam comer livremente de todas as árvores do jardim, exceto daquela, pois se dela comessem certamente morreriam" (História da Redenção, p. 24).

O casal edênico desobedeceu e foram expulsos do jardim para que não tomassem do fruto da árvore da vida, comessem e imortalizassem assim o pecado/rebelião (Gn 3:3-24). O ato de desobedecer a Deus trouxe aos seres humanos sofrimento de âmbito integral e ocasionou a morte (Gn 3:19). Contudo, Deus não deixou o homem sem esperança. Mesmo diante da rebelião, o Senhor fez vestimentas de peles e os vestiu e prometeu o Descendente Salvador (Gn 3:15, 21).

Em correlação a esta narrativa do jardim do Éden está a descrição da árvore da vida na nova Jerusalém no meio da praça principal de uma a outra margem do rio da vida (Ap 22:2). Porém, há um aspecto transformado. É possível perceber a ausência da árvore do conhecimento do bem e do mal, não havendo nenhuma referência à ela. Manifestando, assim, que o período de prova está acabado e que o povo de Deus foi reivindicado. O relato da nova Terra revela que aqueles que lavaram as suas vestes no sangue do Cordeiro terão direito à árvore da vida e nunca mais será posto diante dela querubins com espadas flamejantes para impedir que seres humanos tenham acesso a seu fruto (Ap 22:2, 14; Gênesis 3:24).

Finalizamos com esta linda descrição de Ellen White da árvore da vida na nova Terra: 

"Os santos remidos, que aqui houverem amado a Deus e observado os Seus mandamentos, entrarão pelas portas da cidade, e terão direito à árvore da vida. Dela comerão livremente, como nossos primeiros pais, antes da queda. As folhas daquela árvore frondosa e imortal será para a cura das nações. Todos os seus ais terão desaparecido. Nunca mais sofrerão doença, tristeza ou morte, pois foram curados pelas folhas da árvore da vida. Jesus, então, verá o trabalho da Sua alma e ficará satisfeito, quando os remidos que estiveram sujeitos à tristeza, aos trabalhos e aflições, que gemeram sob a maldição, se reunirem ao redor da árvore da vida, para comer o seu fruto imortal, a que nossos primeiros pais perderam todo o direito, quando transgrediram os mandamentos de Deus. Não haverá perigo de jamais perderem novamente o direito à árvore da vida, pois aquele que tentou nossos primeiros pais a pecar será destruído pela segunda morte" (The Youth’s Instructor, outubro de 1852).

MEDITAÇÃO #85 - INADIMPLENTES

"A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor" (Romanos 13:8).

Mona Lisa Santana, 32 anos, comemorou cada novo cartão de crédito como uma pequena conquista pessoal. Com os cartões passou a ter acesso a limites de R$ 50 mil, R$ 60 mil e até R$ 150 mil mesmo sem comprovação de renda. 

Foi a partir da pandemia que Santana acumulou 44 cartões de crédito de bancos tradicionais, digitais e de lojas. Ela relata que conseguia crédito em seu nome, da irmã e da mãe, sem precisar de confirmação de renda. Usava um cartão para cobrir o outro ou pegava um empréstimo para pagar o mínimo da fatura de um dos cartões. Nisso, os juros sobre juros transformaram a dívida dela em um bolo de R$ 1,4 milhão. (via UOL)

A história de Santana ilustra os dados por trás do endividamento e inadimplências recordes. Em agosto, o Mapa da Inadimplência da Serasa mostrava 83,9 milhões de pessoas com dívidas atrasadas há mais de 90 dias, o que representa pouco mais da metade (51%) da população adulta.

A cultura do consumismo, a facilidade de se obter crédito e a falta de educação financeira são algumas das justificativas para esse fato. A verdade é que há muita gente acumulando “compromissos financeiros” por aí. Isso traz estresse, afeta os relacionamentos e limita inclusive a utilidade no reino de Deus. 

Uma definição de dívida é “viver hoje com base naquilo que você espera ganhar no futuro”. Hoje em dia a dívida parece ser um estilo de vida, mas isso não deve ser a norma para os cristãos. A Bíblia desencoraja a dívida. Nas Escrituras há pelo menos 26 referências à dívida, e todas são negativas. Por que então a dívida é um flagelo quase internacional em todos os níveis – pessoal, corporativo e governamental? 

Toda sociedade sempre teve pelo menos uma pequena porcentagem de pessoas endividadas. No presente, uma parcela muito maior de pessoas está endividada, e quase nunca é em seu benefício. Por que, afinal, contraímos dívidas? Ellen White apresenta no livro Conselhos sobre Mordomia, (p. 176), o processo de três etapas de eliminação de dívidas:

1. "Decida nunca incorrer em outra dívida. Negue-se mil e uma coisas antes de entrar em outra dívida. Essa tem sido a maldição de sua vida: entrar em dívida. Evite-a como você evitaria a varíola".

2. "Faça com Deus o pacto solene de, com a bênção Dele, pagar suas dívidas e a ninguém dever coisa alguma, ainda que tenha de viver a pão e água".

3. "Não vacile, não desanime nem desista. Negue seu gosto, negue a satisfação do apetite, economize seu dinheiro e pague suas dívidas. Esforce-se para pagá-las o mais depressa possível. Quando você puder se apresentar novamente como uma pessoa livre, não devendo nada a ninguém, terá alcançado uma grande vitória".

Agora, se precisar de ajuda prática para se livrar das dívidas, o plano é simples: uma premissa e três passos. A premissa é um compromisso para com Deus de ser fiel ao devolver Seu dízimo sagrado para obter Sua sabedoria e bênção. Ele está ansioso para abençoar aqueles que Lhe obedecem. Os passos: (1º) Estabeleça um orçamento simples e registre as suas receitas e despesas durante três meses. Muitos ficam surpresos ao saber quanto gastam em itens desnecessários. (2º) Destrua cartões de crédito, que são uma das principais causas de dívidas. São muito fáceis de usar e difíceis de pagar. Se você não está pagando os cartões em sua totalidade no fim de cada mês, ou os está usando para comprar itens que não compraria de outra forma, você deve destruir os cartões de crédito antes que eles destruam você, seu casamento ou ambos. (3º) Adote medidas econômicas. Tenha cuidado com as coisas pequenas que compra. Elas rapidamente se acumulam.

Deus pode oferecer alívio para qualquer situação de dívida. Na maioria dos casos, porém, Deus coloca a solução para o problema da dívida em nossas mãos. Afinal, somos Seus mordomos e devemos agir de acordo com Sua vontade e sob Sua bênção. E colocando Deus em primeiro lugar, receberemos Sua sabedoria e bênção para gerenciarmos o que Ele confiou a nós.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #84 - PALAVRÕES

"Tenham cuidado com a maneira de falar. Nunca saia da boca de vocês nenhuma besteira ou baixaria. Falem apenas o que é útil e que ajude os outros! Cada palavra de vocês deve ser um presente" (Efésios 4:29 - A Mensagem).

Em uma época em que a linguagem vulgar parece se tornar cada vez mais comum – em músicas, redes sociais, filmes e até mesmo em ambientes de trabalho -, é importante refletir sobre o que a Bíblia ensina a respeito da maneira como falamos. As palavras não são neutras. Elas têm poder para edificar ou destruir, abençoar ou ferir. Por isso, o cristão é chamado a santificar também a sua fala.

Palavras de baixo-calão, palavrões e obscenidades não combinam com a vida de quem deseja refletir o caráter de Cristo. Elas são formas de perversão. São cristalizações, no idioma, da alienação total de si e do outro pela busca de um prazer sempre deslocado, desgarrado, fora da alma: um prazer masoquista, misturado a ódio e desespero. Por que essas expressões tão opostas ao amor de Deus deveriam povoar a linguagem de um cristão?

Deus leva a sério aquilo que falamos. Ellen White reforça essa visão ao comentar o sermão do monte: “As palavras de Cristo no monte condenam as zombarias, as futilidades, as conversas impuras. Exigem que nossas palavras sejam, não somente verdadeiras, mas puras” (O Maior Discurso de Cristo, p. 68). Se nossas palavras devem ser puras, isso significa que palavrões, sarcasmos cruéis e obscenidades não devem ter espaço em nossa boca.

Nossas palavras não são apenas expressões casuais que não afetam realmente aqueles que nos rodeiam. As palavras têm um poder incrível. Elas podem construir ou destruir nações, famílias, igrejas, carreiras ou negócios. Enquanto palavras negativas podem machucar outras pessoas e desonrar a Deus, palavras positivas podem abençoar aos outros e honrar a Deus. Deus em Sua Palavra nos convida a participar na oração do Salmo 19:14 que exorta: “Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis aos teus olhos, ó Senhor, Rocha minha e Redentor meu”.

Ellen White nos adverte: "O poder da palavra é um talento que deve ser cultivado diligentemente. De todos os dons que recebemos de Deus, nenhum é capaz de se tornar maior bênção que este. Com a voz convencemos e persuadimos; com ela elevamos orações e louvores a Deus, e também falamos a outros do amor do Redentor. Não se deve proferir uma única palavra imprudentemente. Nenhuma maledicência, palavreado frívolo algum, nenhuma murmuração impertinente nem sugestão impura sairá dos lábios do seguidor de Cristo. Palavras torpes não significam somente palavras vis. Denotam qualquer expressão contrária aos santos princípios e à religião pura e imaculada. Incluem idéias impuras e insinuações malévolas. Se não forem repelidas imediatamente, conduzem a grande pecado. Nossas palavras devem ser expressões de louvor e ações de graças. Se o coração e a mente estiverem repletos do amor de Deus, isto será revelado na conversação" (E Recebereis Poder, p. 197).

Jesus disse que a boca fala do que está cheio o coração (Lucas 6:45). Isso significa que a pureza da fala começa com a pureza do coração. Quanto mais nos enchemos da Palavra de Deus e da presença de Cristo, mais nossas palavras refletirão graça, bondade e amor. Por isso, ao invés de palavrões, o cristão é chamado a cultivar uma fala que edifica, consola e abençoa. Afinal, fomos chamados a ser “sal da terra” e “luz do mundo” – e isso também se manifesta nas palavras que escolhemos.

Que nossa boca seja instrumento para glorificar a Deus e transmitir vida aos que nos ouvem. “Que a palavra dita por vocês seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibam como devem responder a cada um” (Colossenses 4:6).

MEDITAÇÃO #83 - APOSTAS

Os sistemas de apostas possuem muitos riscos para a vida de pessoas que se pautam pela Bíblia. Ultimamente, por exemplo, as apostas online são uma das tendências da era digital para apostar em eventos esportivos, cassinos, loterias e outros tipos de jogos de azar por meio da internet. A facilidade de acesso e a disponibilidade 24 horas por dia podem levar as pessoas ao desenvolvimento de comportamentos compulsivos e ao vício. Além disso, a ilusão de controle e a promessa de ganhos fáceis aumentam o risco de se gastar dinheiro de forma irresponsável.

Apostar em jogos de azar ou em qualquer empreendimento de retorno duvidoso é condenado pela Bíblia e pelos escritos de Ellen White. Apostas podem ser uma forma de idolatrar o dinheiro, enquanto as Escrituras Sagradas dão importância a valores como trabalho honesto e contentamento com o que se tem. Ellen White afirma no livro Mente, Caráter e Personalidade, volume 2, página 736, que “esses divertimentos abrem a porta para grandes males. Não são benéficos em sua tendência e têm uma influência excitante, produzindo em alguns espíritos uma paixão por esses jogos que levam ao jogo de azar e à dissipação. Todos esses jogos devem ser condenados pelos cristãos”.

Na Bíblia, Deus disse a Adão: “No suor do teu rosto comerás o teu pão” (Gênesis 3:19). Longe de ser uma maldição, nosso Pai Celeste deseja que Seus filhos sejam felizes ao receber um salário honesto, ganho não às custas das esperanças vazias de milhares de apostadores, mas como fruto de trabalho útil que agrega valor à sociedade.

O Senhor também não deseja que arrisquemos perder os bens que Ele nos deu, trazendo sofrimento para nós e nossas famílias. “A riqueza obtida de forma desonesta diminuirá, mas quem a ajunta aos poucos terá cada vez mais.” (Provérbios 13:11).

Querido amigo, desejo que Deus abençoe a sua vida. Se você está passando por dificuldades e está sendo tentado, o conselho bíblico não é de lançar sortes, mas de lançar tudo sobre o Senhor porque Ele tem cuidado de nós (1Pe 5:7). A promessa de Deus é que Ele nunca nos deixará nem nos desamparará (Hb 13:5). Este Senhor bondoso e poderoso sabe o que necessita o Seu filho comprado pelo sangue de Cristo (Mt 6:32), e, com amor, suprirá “muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos; segundo o poder que em nós opera” (Ef 3:20). 

Sem dúvida, Deus pode suprir as nossas necessidades de maneiras extraordinárias, mas deve ser observado que é Ele quem faz tais prodígios. Espere no Senhor e achará alivio em Seu tempo para a glória de Deus (Is 40:31). Ele exorta-nos a buscarmos em primeiro lugar o Seu reino e Sua justiça: “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas” (Mt 6:33).

Por fim, Ellen White diz: "As apostas, o jogo de azar... são todas de sua [de Satanás] própria invenção, e ele tem induzido homens a levarem avante esses divertimentos com tanto zelo como se estivessem ganhando para si a própria dádiva da vida eterna. Despendem os homens somas imensas em busca desses prazeres proibidos; e o resultado é que, as faculdades que Deus lhes deu, que foram compradas pelo precioso sangue do Filho de Deus, são degradadas e corrompidas. As faculdades físicas, morais e mentais que por Deus são dadas aos homens, e que pertencem a Cristo, são zelosamente usadas em servir a Satanás, e para desviar os homens da justiça e da santidade" (Conselhos sobre Mordomia, p. 84).

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #82 - VOTO DE SILÊNCIO

Sejam quais forem as opiniões que tenhais em relação a dar o vosso voto em questões políticas, não as deveis proclamar pela pena ou pela voz. Irmãos, não vos lembrais de que a nenhum de vós foi imposta pelo Senhor qualquer responsabilidade de publicar suas preferências políticas ou de sobre elas falar na congregação, quando o povo se reúne para ouvir a Palavra do Senhor.

Os que ensinam a Bíblia em nossas igrejas e escolas não se acham na liberdade de se unir aos que manifestam seus preconceitos a favor ou contra homens e medidas políticos, pois assim fazendo, incitam o espírito dos outros, levando cada um a defender suas idéias favoritas. Existem, entre os que professam crer na verdade presente, alguns que serão assim incitados a exprimir seus sentimentos e suas preferências políticas, de maneira que se introduzirá na igreja a divisão.

O Senhor quer que Seu povo enterre as questões políticas. Sobre esses assuntos, o silêncio é eloquência. Cristo convida Seus seguidores a chegarem à unidade nos puros princípios evangélicos que são positivamente revelados na Palavra de Deus. Não podemos, com segurança, votar por partidos políticos; pois não sabemos em quem votamos. Não podemos, com segurança, tomar parte em nenhum plano político.

Os que ocupam o lugar de educadores, de pastores, de colaboradores de Deus em qualquer sentido, não têm batalhas a travar no mundo político. Sua cidadania se acha nos Céus. Os que são genuinamente cristãos são ramos da Videira verdadeira, e darão o mesmo fruto que ela. Agirão em harmonia, em comunhão cristã. Não usarão distintivos políticos, mas os de Cristo.

Não devemos, como um povo, envolver-nos em questões políticas. Todos fariam bem em dar ouvidos à Palavra de Deus: Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos em luta política, nem vos vinculeis a eles em suas ligações. Não há terreno seguro em que possam estar e trabalhar juntos. O fiel e o infiel não têm terreno neutro em que possam encontrar-se.

Aquele que transgride um dos preceitos dos mandamentos de Deus é transgressor de toda a lei. Mantende secreto o vosso voto. Não acheis ser vosso dever insistir com todo o mundo para fazer como fazeis.

Que devemos então fazer? - Deixai os assuntos políticos em paz.

(Ellen White, Mensagens Escolhidas, v. 1, pp. 336-337 / Obreiros Evangélicos, pp. 391-392).

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #81 - NESSUN DORMA

"Chegou a hora de vocês despertarem do sono, porque agora a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos" (Romanos 13:11).

Se você gosta de música erudita, talvez conheça estas palavras em italiano: "Nessun dorma! Nessun dorma! Tu purê, o Principessa." Trata-se do início da famosa ária "Nessun Dorma" (Ninguém Durma), que faz parte da ópera Turandot, composta por Giacomo Puccini. Interpretada por nomes como Plácido Domingo, José Carreras, Sarah Brightman, Paul Potts, David Phelps e Andréa Bocelli, foi Luciano Pavarotti quem a tornou popular ao redor do mundo, especialmente com a versão apresentada durante a Copa do Mundo da Itália, em 1990.

A história de Turandot, nome que significa "a filha de Turan", uma região da Ásia central, parte do antigo império persa, foi extraída de uma coleção de contos intitulada Mil e Um Dias. A linda e fria princesa Turandot, em vingança pela morte de uma ancestral, não quer se apaixonar e propõe três enigmas que devem ser respondi­dos por qualquer pretendente. Quem não conseguir é morto. O príncipe Calaf, apai­xonado, bate no gongo e anuncia seu desejo de se candidatar. Ele acerta os enigmas, mas dá uma chance à desolada princesa: ela poderá matá-lo se descobrir seu verda­deiro nome até o dia seguinte. Turandot então determina que ninguém durma, para tentar descobrir o nome do príncipe desconhecido.

O ato 3 se inicia com o príncipe Calaf, certo da vitória, cantando confiantemente a ária: "Que ninguém durma! Que ninguém durma! Você também, ó Princesa, em seu quarto frio, olhe as estrelas, tremendo de amor e de esperança, mas meu segredo permanece guardado dentro de mim..." Por fim, depois de cenas dramáticas, Calaf diz seu nome para que a princesa o anuncie. Ele está pronto para morrer por ela. Vencida e conquistada, a princesa revela que o nome dele é amor, e terminam abraçados.

Em outro enredo, que daria a maior das óperas e a mais bela das árias, outro Príncipe (Jesus) fez uma proposta a uma princesa (igreja), que, assim como Turandot, parece assustada com a ideia de se unir a ele. Num gesto incompreensível para muitos, esse Príncipe foi além de Calaf, não apenas propondo um enigma e se dispondo a morrer, mas dando realmente a vida pela princesa.

Assim como a princesa da ópera, apavorada com a ideia do amor, ordenou que seu reino não dormisse, o escritor bíblico, deslumbrado pela demonstração de amor, conclama o reino da luz a despertar do sono. Indiferentes à situação ao redor, muitos estão dormindo. Não percebem o drama ao redor. É hora de acor­dar, de descobrir o verdadeiro nome do Príncipe, que é Amor.

Que ninguém durma! Que ninguém durma!
"O fim está próximo, chegando-nos tão furtivamente, tão imperceptivelmente, tão silenciosamente, como os abafados passos do ladrão à noite, a fim de surpreender desprevenidos os dormentes, sem o devido preparo. Conceda o Senhor que Seu Santo Espírito sobrevenha aos corações que se encontram agora à vontade, para que não continuem por mais tempo dormindo como os outros, mas vigiem e sejam sóbrios. Despertemos da sonolência espiritual, e consagremos ao Senhor tudo que temos e somos. Despertai, irmãos e irmãs, despertai! Não continueis a dormir. Sem a graça de Cristo nada podeis fazer" (Ellen White - Serviço Cristão, p. 30).

terça-feira, 15 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #80 - ELEVADORES

Elevadores são lugares estranhos. Uma caixa de ferro onde se encontra gente desconhecida que lhe acompanha em uma pequena viagem - para cima ou para baixo. As pessoas não se tocam, não se falam, não se olham... Preferem assistir todas juntas o espetáculo dos números luminosos que acendem e apagam, mudos.

Elevadores são uma parábola do mundo que criamos - um lugar lotado, impessoal, onde anonimato, isolamento e independência são a regra e a doença.

Na geração dos relacionamentos descartáveis, pouco se sabe sobre envolvimento de verdade. Uma das estratégias do diabo hoje é banalizar a existência humana, enfeitiçando-nos com explicações vazias, como a pressão do tempo, exigências do trabalho, crises pessoais, e passamos pela vida nulos, sem dividir nem somar.

Cristo viveu de um modo diferente. Ele, o pensamento audível de Deus, foi o mestre na arte de parar para ouvir lamentos de cegos, tocar leprosos, ouvir histórias de gente sofrida, comer com quem não tinha companhia, lavar pés empoeirados.

Jesus não era do tipo apressado, que deixa para falar depois. Não tinha secretária, não marcava hora, não entrava em elevadores.

E você? O que acha de resgatar as refeições significativas, as noites em família sem ruído de televisão, sem celular, sem internet? Que tal encontrar ocasiões para um envolvimento real com pessoas necessitadas, ao invés de somente orar por elas?

Pare o mundo que eu quero descer. Cuidado com o elevador.
"Cristo é nosso exemplo. Ele era a Majestade do Céu, e no entanto fez mais por nossos semelhantes do que possivelmente qualquer de nós fará. Se todos fizessem o máximo ao seu alcance para ajudar os que se encontram em necessidade de seu auxílio, de sua abnegada simpatia e amor, que bendita obra seria feita! Oh! que cada um de nós se possa tornar um cheiro de vida para vida aos que nos cercam" (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 431 / Beneficência Social, p. 223).

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

MEDITAÇÃO #79 - TEMPERAMENTOS

Com as inúmeras responsabilidades da vida nos sobrecarregando, é comum que o estresse resultante afete nossa saúde, bem como nossos relacionamentos. Muitas vezes, podemos evitar mal-entendidos e consequências negativas ao aprender a compreender e gerenciar nosso temperamento. Podemos evitar desentendimentos com familiares ou amigos ao aprender a controlar nossas atitudes e nossas ações.

Em situações difíceis, podemos nos perguntar: como posso controlar meu temperamento e meus índolos naturais? Dedicar um tempo para compreender e controlar se é especialmente prudente se os conflitos envolvem membros da família, sejam parceiros ou filhos.

Não é incomum que o estresse ambiental afete sua saúde e seus relacionamentos familiares. Compreender como você se comporta e reage pode ser a chave para melhorar sua capacidade de lidar com o estresse, bem como sua interação com a família. O livro de Provérbios nos diz que "A sabedoria do homem lhe dá paciência; é para sua glória ignorar as ofensas" (Provérbios 19:11 ).

Na meditação de hoje, discutiremos 6 maneiras de controlar nosso temperamento e sermos mais felizes vivendo em harmonia com nossa família e amigos.

1. Conheça seu temperamento. Quer saber como começar a controlar seu temperamento? Primeiro, conheça-o. Existem quatro tipos de temperamento: sanguíneo (otimista, ativo e sociável), colérico (impulsivo, irritável), melancólico (analítico, saudável e tranquilo) e fleumático (relaxado e pacífico). Analise como você costuma lidar com suas emoções. O que te irrita e por quê? Como você reage? Como um acesso de raiva? Você está controlando? Fica de mau humor? Descobrir isso pode te ajudar a conhecer melhor. Ellen White diz: "Embora seja doloroso para nós nos conhecermos como realmente somos, devemos orar para que Deus nos revele a nós mesmos, assim como Ele nos vê" (Mensagens Escolhidas 1, p. 312).

2. Observe a si mesmo. Um dos passos importantes, quando você já conhece seu temperamento, é observar como ele afeta seus relacionamentos. Quais características desse temperamento são específicas e quais são benéficas? Você guarda tudo para si? Talvez isso seja bom, pois significa que você não reage impulsivamente com palavras ou ações das quais não poderá se arrepender. Isso é algo que você pode trabalhar. No entanto, pode não ser bom, pois significa que você nunca resolverá os problemas. Isso também é algo que precisa ser trabalhado. Com essas informações, tente mudar o que não está mais funcionando em seus relacionamentos. "Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem a si mesmos. Ou não autorizam que Jesus Cristo está em vocês?" (2 Coríntios 13:5).

3. Quando estiver mais relaxado, fale sobre o que o incomoda. Aproveite os momentos de calma e relaxamento para conversar com sua família ou amigos sobre o que está incomodando. Expresse o que a perturba sem atacá-los, simplesmente expondo seu ponto de vista. "Mas não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros, pois com tais sacrifícios Deus se agrada" (Hebreus 13:16).

4. Controle seus pensamentos. Pode parecer impossível, mas todos podemos escolher o que pensar. Muitas vezes, permitimos que pensamentos negativos ocupem nossas mentes e nos deixem levar por eles. Preste atenção ao que você pensa e como isso te afeta. Não alimente pensamentos que estimulem o comportamento que você deseja mudar. Gostaria de ser menos crítico com as pessoas? Toda vez que você começa a pensar em algo negativo sobre alguém — seu chefe, sua participação, seus filhos, seu pastor — pare. Encontre algo positivo sobre essa pessoa. “Porque, como imagina em seu coração, assim ele é” (Provérbios 23:7).

5. O bom humor é sempre o melhor remédio. Procure manter uma atitude positiva diante dos contratempos da vida. Não há como ficar de mau humor com uma visão bem-humorada da vida. O otimismo pode ser uma ótima arma para enfrentar as dificuldades do dia a dia. "O coração alegre é como um bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos" (Provérbios 17:22).

6. Não hesite em pedir ajuda. Às vezes, quando enfrentamos problemas sérios na vida, pensamos que podemos resolver tudo sozinhos. Saber quando pedir ajuda e ter certeza de que é a coisa certa a fazer é fundamental. Busque ajuda de um amigo e/ou de um profissional. Nosso Pai Celestial está sempre disposto a ajudar Seus filhos a transformarem seu caráter para que se tornem mais semelhantes ao Seu. Nunca hesite em pedir a ajuda Dele. "Cada um ajudava o seu próximo e dizia ao seu irmão: 'Seja forte!'" (Isaías 41:6).
"Frequentemente, existe na mesma família acentuada diversidade de disposição e de caráter, pois está no plano de Deus que pessoas de temperamento variado se associem umas às outras. Quando assim se dá, todo o membro da família deve considerar sagradamente os sentimentos e respeitar o direito dos outros. Dessa maneira serão cultivadas a consideração mútua e a paciência, os preconceitos serão abrandados e aplainadas as arestas do caráter. Pode-se alcançar harmonia, e a fusão dos vários temperamentos pode ser um benefício para cada um" (Ellen White - Orientação da Criança, p. 205).