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terça-feira, 30 de maio de 2023

IMPOSTO DE RENDA E O CRISTÃO

O prazo para entregar a declaração do Imposto de Renda 2023 termina nesta quarta-feira (31). Caso você ainda tenha dúvidas se os dados estão corretos ou mesmo que não tenha todos os documentos, a recomendação dos especialistas é a de cumprir o prazo estipulado pela 
Receita Federal. Ou seja, é melhor entregar incompleta e fazer as correções necessárias posteriormente. Quem não entregar a declaração a tempo está sujeito ao pagamento de uma penalização mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido - e, dependendo do caso, pode até ficar com o nome sujo e ter o CPF apontado como irregular pelo Fisco.

A Bíblia como regra de fé, de conduta e de salvação, também nos dá o exemplo de como devemos nos comportar diante do imposto de renda exigido pelo governo.

Em Mateus 22:17-21, os fariseus fizeram uma pergunta a Jesus: "Dize-nos, pois: que te parece? É lícito pagar tributo a César ou não? Jesus, porém, conhecendo-lhes a malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. Trouxeram-lhe um denário. E ele lhes perguntou: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." 

Ellen G. White comenta: "A resposta de Cristo... foi... uma réplica sincera. Segurando a moeda romana sobre que se achavam inscritos o nome e a imagem de César, declarou que, uma vez que estavam vivendo sob a proteção do poder romano, deviam prestar àquele poder o apoio que lhes exigia, enquanto isso não estivesse em oposição a um mais elevado dever. Mas, conquanto pacificamente sujeitos às leis da Terra, deviam em todos os tempos manter primeiramente lealdade para com Deus" (O Desejado de Todas as Nações, p. 602).

Concordando plenamente, o apóstolo Paulo ensinou: "Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra" (Romanos 13:6–7).

Parece haver uma quantidade infinita de impostos aos quais cidadãos e participantes da economia local e global estão sujeitos. Os impostos são impopulares e, às vezes, as agências governamentais encarregadas de coletá-los são julgadas com repugnância, sejam elas corruptas ou não. Isso não é novidade. Coletores de impostos não tinham uma boa reputação nos tempos bíblicos (Mateus 11:19; 21:31-32; Lucas 3:12-13).

De um modo geral, os impostos destinam-se a permitir o funcionamento benéfico da sociedade. Dependendo das prioridades, a receita fiscal nem sempre é usada da melhor forma. A objeção mais frequente ao pagamento de impostos é que o dinheiro está sendo mal utilizado pelo governo ou até usado para fins malignos. Isso, no entanto, não é nossa preocupação. Quando Jesus disse: "Dai a César...", o governo romano não era de modo algum um governo justo. Quando Paulo nos instruiu a pagar impostos, Nero, um dos imperadores romanos mais perversos da história, era o chefe do governo. Devemos pagar nossos impostos mesmo quando o governo não honra a Deus.

Por mais que odiemos os impostos, por mais que acreditemos que o sistema tributário seja corrupto e injusto, por mais que acreditemos que nosso dinheiro poderia ser investido em coisas muito melhores – sim, a Bíblia nos ordena a pagar nossos impostos. Romanos 13:1–7 deixa claro que devemos nos submeter ao governo. O único caso em que podemos desobedecer ao governo é quando nos diz para fazer algo que a Bíblia proíbe. 

Ellen G. White diz: "Cumpre-nos reconhecer o governo humano como uma instituição designada por Deus, e ensinar obediência ao mesmo como um dever sagrado, dentro de sua legítima esfera. Mas, quando suas exigências se chocam com as reivindicações de Deus, temos que obedecer a Deus de preferência aos homens. A Palavra de Deus precisa ser reconhecida como estando acima de toda a legislação humana. Um 'Assim diz o Senhor', não deve ser posto à margem por um 'Assim diz a igreja', ou um 'Assim diz o Estado'. A coroa de Cristo tem de ser erguida acima dos diademas de autoridades terrestres" (Atos dos Apóstolos, p. 69).

A Bíblia não proíbe o pagamento de impostos. De fato, a Bíblia nos encoraja a pagar impostos. Portanto, devemos nos submeter a Deus e à Sua Palavra - e pagar nossos impostos.

Em outra ocasião, Jesus deu-nos um exemplo de boa cidadania ao pagar impostos. A Bíblia diz em Mateus 17:27: “Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lho por mim e por ti.”

Ellen G. White comenta: "Conquanto Jesus tornasse claro não Se achar sob obrigação de pagar o tributo, não entrou em discussão com os judeus a respeito do assunto; pois teriam interpretado mal Suas palavras, virando-as contra Ele. Para não escandalizá-los por não dar o tributo, fez aquilo que não Lhe poderia com justiça ser exigido" (O Desejado de Todas as Nações, p. 305).

Os cristãos sabem que tudo que temos pertence a Deus. Somos administradores encarregados de investir nosso dinheiro e outros recursos em coisas com valor eterno. Somos chamados a sustentar nossas famílias (1 Timóteo 5:8) e a dar generosamente (2 Coríntios 9:6–8). Também é sábio economizar (Provérbios 6:6-8) e perfeitamente aceitável gastar dinheiro conosco e agradecer a Deus por Suas boas dádivas (Tiago 1:17; Colossenses 3:17). Pagar impostos é um dever de todo cidadão e os cristãos são chamados a ser bons cidadãos. No entanto, os cristãos são, em última análise, cidadãos do céu (Filipenses 3:20). Reduzir nossa carga tributária nesta vida deveria ter como meta investir no reino de Deus para a eternidade.

Fique também com esta linda reflexão de Marcos De Benedicto extraída do livro Meditações Diárias - Um Olhar para o Céu:

No início de 2013, o ator francês Gerard Depardieu foi registrado como residente da cidade russa de Saransk, onde abriria um restaurante. O motivo da nova cidadania não era seu amor pela Rússia, mas a fuga dos altos impostos na sua pátria. No ano anterior, ele já havia se mudado para a Bélgica a fim de evitar um imposto de 75% para os milionários na época.

Imposto é um mal necessário, mais mal do que necessário, que só sobrevive por força da lei. Onde há dinheiro, há imposto. E, às vezes, o imposto existe mesmo onde não há dinheiro. Exorbitante, geralmente injusto, mal empregado, o imposto é tão certo quanto a morte. Por sua natureza e seus efeitos, podemos concluir que o imposto também é parte do salário do pecado!

Na qualidade de bom cidadão, o cristão obedece às leis e paga impostos. O próprio Jesus disse que devemos dar ao imperador o que é do imperador e a Deus o que é de Deus. Mas, certamente, nem o cristão consegue pagar impostos de boa vontade quando sabe que um carro ou computador em seu país custa o dobro do preço em outros países que oferecem infraestrutura melhor.

Do imposto, não dá para fugir. Porém, podemos pagar "imposto" para alguém que concede uma restituição muito maior e melhor. Quando damos a Deus o que é de Deus, podemos ter certeza de que o investimento tem um retorno garantido.

Certa vez, um assessor fiscal foi até um cristão pobre para determinar a quan­tidade de impostos que ele teria que pagar. "Que propriedade você possui?", per­guntou o assessor. "Sou um homem muito rico", replicou o cristão. "Enumere seus bens, por favor", instruiu o assessor. O cristão disse:

Primeiro, tenho a vida eterna (Jo 3:16).
Segundo, tenho uma mansão no Céu (Jo 14:2).
Terceiro, tenho paz que excede todo o entendimento (Fp 4:7).
Quarto, tenho alegria inexprimível (1Pe 1:8).
Quinto, tenho amor divino que nunca falha (1Co 13:8).
Sexto, tenho uma esposa fiel e virtuosa (Pv 31:10).
Sétimo, tenho filhos obedientes e felizes (Êx 20:12).
Oitavo, tenho amigos verdadeiros e leais (Pv 18:24).
Nono, tenho canções à noite (Sl 42:8).
Décimo, tenho a coroa da vida (Tg 1:12).

O assessor fechou o notebook e disse: "Você é verdadeiramente um homem muito rico, mas sua propriedade não está sujeita a impostos."

Dê a Deus o que é de Deus, e você, com uma nova cidadania, terá bens fora do alcance do Fisco. O Leão da tribo de Judá não pega ninguém na malha fina.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Diferença de rendimentos entre pobres e ricos é recorde

O rendimento médio mensal do 1% mais rico da população brasileira atingiu, em 2018, o equivalente a 33,8 vezes o ganho obtido pelos 50% mais pobres. No topo, o rendimento médio foi de R$ 27.744; na metade mais pobre, de R$ 820.

A diferença entre os rendimentos obtidos pelo 1% mais rico e dos 50% mais pobres no ano passado é recorde na série histórica da PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) do IBGE, iniciada em 2012. A desigualdade aumentou porque o rendimento real da metade mais pobre caiu ou subiu bem menos do que o dos mais ricos, sobretudo nos últimos anos.

Segundo especialistas, a desigualdade de renda no Brasil é alta e persistente por conta de fatores históricos e estruturais, como a herança escravocrata, o patrimonialismo que se apodera de recursos estatais e empregos públicos, políticas sociais voltadas a grupos que menos precisam e uma estrutura tributária regressiva, que cobra proporcionalmente mais impostos de quem ganha menos. (O Tempo)

Deuteronômio 15:11 nos mostra uma profecia que diz: “Sempre haverá pobres e necessitados no meio do povo, e por isso eu ordeno que vocês sejam generosos com todos eles.” 

Ellen G. White enxergava a questão da pobreza e da desigualdade social para além do prisma econômico, observando que o próprio Deus possui propósitos diferentes para cada pessoa. 

"Não é plano de Deus que a pobreza desapareça do mundo. As classes sociais jamais deveriam ser igualadas; pois a diversidade de condições que caracteriza nossa raça é um dos meios pelos quais Deus tem pretendido provar e desenvolver o caráter. Muitos têm insistido com grande entusiasmo em que todos os homens devem ter parte igual nas bênçãos temporais de Deus; não era este, porém, o propósito do Criador. Cristo afirmou que sempre teremos conosco os pobres. Os pobres, bem como os ricos, são comprados por Seu sangue; e, entre os Seus professos seguidores, na maioria dos casos, os primeiros O servem com singeleza de propósito, enquanto os últimos estão constantemente colocando as suas afeições nos tesouros terrenos, e Cristo é esquecido. Os cuidados desta vida e a ambição das riquezas eclipsam a glória do mundo eterno. Seria a maior desgraça que já sobreveio à humanidade se todos devessem ser colocados em posição de igualdade em posses terrenas" (Conselhos Sobre Saúde, p. 230).

"Na providência de Deus, os acontecimentos têm sido ordenados de maneira que sempre tenhamos os pobres conosco, a fim de que sejam no coração humano um constante exercício dos atributos do amor e da misericórdia. O homem deve cultivar a bondade e compaixão de Cristo; não deve distanciar-se dos tristes, dos aflitos, dos necessitados e angustiados" (Signs of the Times, 13 de junho de 1892).

Devido ao pecado, nosso mundo sofreu sérias transformações que afetaram inclusive a condição social da humanidade (Tiago 5:1-6). Por este fato (desequilíbrio social devido ao pecado), alguns têm pouco e outros muito.

Deus sabe que sempre haverá pessoas com dificuldades para obterem o sustento. Mas Ele tem muitos meios de ajudar o ser humano a vencer seus defeitos de caráter; e um dos defeitos que mais o Senhor tem trabalhado para tirar do coração humano é o egoísmo. O egoísmo nos faz egocêntricos, auto-suficientes e insensíveis para com as necessidades do próximo. Uma das formas de vencer o egoísmo é através da generosidade. 

"Se os homens cumprissem o seu dever como fiéis mordomos dos bens de Deus, nenhum clamor haveria por pão, nenhum sofredor em penúria, nenhum desagasalhado em necessidade. É a infidelidade de homens que gera o estado de sofrimento em que está mergulhada a humanidade. Se aqueles a quem Deus fez mordomos tão somente utilizassem os bens do seu Senhor no propósito para que lhes foram entregues, este estado de sofrimento não existiria" (Review and Herald, 26 de junho de 1894).

"Muitos há que se queixam de Deus por estar o mundo tão cheio de necessitados e sofredores, mas Deus jamais desejou que existissem o sofrimento e miséria. Nunca foi de Sua vontade que uma pessoa tivesse abundância de luxos na vida enquanto os filhos de outros clamassem por pão. O Senhor é um Deus de benevolência" (Testimonies, vol. 6, p. 273).

"A razão por que Deus tem permitido que alguns membros da família humana sejam tão ricos e outros tão pobres será sempre um mistério para os homens até a eternidade, a menos que entrem em correta relação com Deus e ponham em prática o Seu plano em vez de agirem com base em suas próprias idéias egoístas" (Testemunhos para Ministros, p. 280).

Quando não permitimos que o dinheiro seja a coisa mais importante em nossas vidas, nos tornamos mais liberais e preocupados em atender as necessidades alheias. Neste mundo onde a miséria e a fome reinam, cabe a nós ter um coração humilde e sermos misericordiosos (Mateus 5:7). Cada um deve agir de acordo com aquilo que recebeu do Senhor, sendo que os que receberam muito, serão cobrados pelo uso que fizerem de seus tesouros. 

"A obra de recolher o necessitado, o oprimido, o aflito, o que sofreu perdas, é justamente a obra que toda igreja que crê na verdade para este tempo devia de há muito estar realizando. Cumpre-nos mostrar a terna simpatia do samaritano em acudir às necessidades físicas, alimentar o faminto, trazer para casa os pobres desterrados, buscando de Deus todo dia a graça e a força que nos habilitem a chegar às profundezas da miséria humana, e ajudar aqueles que absolutamente não se podem ajudar a si mesmos. Isto fazendo, temos favorável ensejo de apresentar a Cristo, o Crucificado" (Beneficência Social, p. 74).

Felizmente, temos a promessa divina de que um dia todo o mal e todas as desigualdades acabarão. Haverá um novo céu e uma nova terra. Um novo tempo. Creia nesta promessa de Deus. Isto não nos deve levar a sermos insensíveis para com as necessidades do próximo, mas é uma certeza confortante.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Igrejas que tomam dinheiro dos membros

A Bíblia ensina que os fiéis devem devolver ao Senhor o dízimo, ou seja, dez por cento de suas rendas (Ml 3:8-10; comparar com Mt 23:23). Além do dízimo, devem dar ofertas voluntárias. Essas dádivas devem ser proporcionais aos lucros obtidos, mesmo que estes sejam de pequeno valor. O exemplo da viúva pobre, registrado em Marcos 12:41-44, deixa claro que não apenas os abastados, mas também os pobres devem contribuir financeiramente, de acordo com suas posses, para o avanço da causa de Deus na Terra (1Co 9:13 e 14).

Existe hoje, porém, um número significativo de denominações cristãs que extrapolam os ensinamentos bíblicos, transformando-se em verdadeiras empresas de exploração financeira dos crentes. Certos pregadores da chamada “teologia da prosperidade” chegam a prometer aos fiéis que, se forem generosos em suas dádivas, poderão até escolher antecipadamente as “bênçãos” a serem reivindicadas de Deus. Entre as opções, estão o tipo de casa e a marca de carro que desejam ter, bem como o saldo da conta bancária que mais lhes agrada. Agora, se a tal “bênção” não acontece como prometida, a culpa é sempre atribuída aos próprios doadores que não exerceram a “fé” necessária para isso!

Valendo-se da credulidade do povo menos esclarecido, muitos pregadores populistas condicionam a satisfação de necessidades básicas de uma pessoa ao montante de donativos financeiros por ela entregue aos cofres da igreja. As “curas” das enfermidades e os “milagres” para melhorar a qualidade de vida são propagados como decorrentes de tais donativos. Apelos públicos acabam manipulando os doadores com perguntas como: “Você prefere uma bênção de apenas 50 reais ou uma de 500 reais? Mas por que você não reivindica de Deus, com fé, uma bênção equivalente a 5.000 reais?”

Algumas pessoas até poderão melhorar sua condição financeira seguindo esses apelos populistas. Mas a indiscutível realidade é que nem Cristo e nem os Seus apóstolos jamais se valeram desse tipo de manipulação psicossocial. Eles curavam os doentes e ressuscitavam os mortos sem nunca solicitar donativos de gratidão como recompensa pelos “serviços prestados”.

Embora os atuais pregadores da prosperidade se digam cristãos, eles são movidos bem mais pela postura gananciosa de Geazi do que pelo espírito altruísta do profeta Eliseu (ver 2Rs 5:1-27). Desconhecendo que Deus “faz nascer o Seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5:45), esses pregadores apresentam ao mundo um deus caricaturizado, nepotista e agiota.

Além disso, os “testemunhos” exibicionistas veiculados nos meios de comunicação, como propaganda das “bênçãos” que podem ser alcançadas em determinadas denominações cristãs, são claramente reprovados por Cristo no relato da oferta da viúva pobre (ver Mc 12:41-44; Lc 21:1-4) e na parábola do fariseu e do publicano (ver Lc 18:9-14). Em Mateus 6:2-4, Cristo adverte: “Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.

Portanto, a teologia da prosperidade, com seus apelos e testemunhos populistas, não reflete o verdadeiro ensinamento bíblico sobre a fidelidade discreta nos dízimos e nas ofertas. A religião ensinada por muitos pregadores da prosperidade não passa de uma religião de marketing populista para conseguir aumentar, a qualquer custo, o número de adeptos e os recursos financeiros de suas igrejas.

Alberto R. Timm (via Novo Tempo)

Assista também esta palestra do prof. Leandro Quadros:

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Quando os corruptos somos nós

Não é segredo para ninguém que o Brasil tem sido varrido por um tsunami de corrupção. A coisa está feia. E isso, naturalmente, nos deixa indignados. A minha pergunta é: será que temos uma situação moral equilibrada o suficiente para criticar os grandes corruptos? Ou será que nós também damos a nossa contribuição ao conjunto das corrupções do país? Mais ainda: será que existe diferença entre “grande” corrupção e “pequena” corrupção ou será que qualquer corrupção é corrupção? Será que você se arrependeu e deixou de fato os seus pecados do passado ou fingiu que não os cometeu, ou não se arrependeu e segue tocando a vida como se nada tivesse ocorrido? 

Vamos refletir um pouco sobre as nossas atitudes. 

Estou escrevendo este texto dentro de um avião, a caminho de um congresso em que vou palestrar. Fiquei impressionado com a quantidade de transgressões que vi ao meu redor desde que cheguei ao aeroporto. Aliás, desde antes: ao pagar o taxista que me conduziu, ele me devolveu um troco menor do que o devido, arredondando o valor da corrida sem perguntar se eu estava de acordo. Depois, logo no check-in, presenciei uma pessoa tentar furar a fila. Na hora de passar no detector de metais, vi uma senhora tentando de qualquer jeito convencer o funcionário do aeroporto a deixá-la passar com uma tesoura de unha na bolsa, o que é proibido. Assim que entrei na aeronave, vi que havia uma jovem sentada no meu assento, que tinha um espaço maior para as pernas, e, quando indiquei que ali era meu lugar, ela pulou para o lado e, novamente, teve de ser removida pela aeromoça quando o cavalheiro que tinha direito ao assento chegou. Na hora da decolagem, vi um senhor de terno e gravata mexendo tranquilamente em seu celular, o que é proibido. E isso até agora, possivelmente até o pouso verei outras transgressões ou tentativas de burlar as normas. 

A realidade é que estamos acostumados a burlar a lei sempre que possível. Muitos profissionais cristãos prestam serviços sem dar nota fiscal ao cliente, para não pagar taxas. Não são poucos, também, os que sonegam o imposto de renda. Furamos fila, procuramos dar jeitinhos, damos um “cafezinho” a policiais de trânsito para não receber multa, fingimos que não vimos o troco a mais que nos deram, fazemos escrituras de imóveis com valor irreal para não pagarmos tributos, subornamos fiscais… a lista é enorme. Para muitos, atos de corrupção como esses são justificáveis. Só que não são. São pecado. 

Outro tipo de corrupção bastante comum está no campo das omissões. Sim, não pense que ser corrupto é apenas participar de ações ilegais: fechar os olhos ao que está errado faz de você tão corrupto quanto. “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg 4:17). Frases curiosas como “faça o que tem de fazer, só não me conte” fazem de você um corrupto como qualquer outro. Ir para a sala ao lado enquanto seu sócio dá propina ao fiscal não faz de você menos culpado. Quem se omite diante do bem está perpetrando o mal. 

Toda ação de corrupção sempre virá enganchada a uma boa desculpa. Todo corrupto terá sempre uma justificativa no bolso. Expressões como “É que…”, “Mas se…”, “Veja bem…” e “Não é bem assim…” carregam em si grande carga de pecado, quando utilizadas para tentar justificar uma transgressão. Mas não justificam. Simplesmente porque os fins jamais justificam os meios: um processo pecaminoso para alcançar um fim santo contamina tudo. Não existe algo bom que para ser alcançado teve de exigir meios maus. Maldade é maldade. Corrupção é corrupção. Pecado é pecado. 

Também não existe grande ou pequena corrupção. O que muda é apenas o valor envolvido. Um político que rouba bilhões dos cofres públicos não é mais corrupto do que o cristão que dá propina a fiscais. Ambos estão no mesmo barco, precisam se arrepender do mesmo modo, pedir perdão do seu pecado e se humilhar diante de Deus. E, claro, responder diante da justiça humana pelo seu crime. 

Permita-me, perguntar, meu irmão, minha irmã: será que você praticou ou tem praticado atos de corrupção? Transgressões que considera “insignificantes” ou “menores”? Você tem burlado normas? Tem cedido a pressões para alcançar seus objetivos? Tem fechado os olhos ao erro e fingido que não está sabendo de nada? Se esse é o caso, eu gostaria de convidá-lo ao arrependimento. Ao abandono da prática. E, se foi um ou mais de um evento isolado, o convido à confissão desses pecados e à tomada de responsabilidade por eles. Só assim você terá condições morais de criticar políticos ladrões, empreiteiros corruptos, governantes desonestos. 

Lembre-se da história de Zaqueu, o corrupto. Foi somente no dia em que ele decidiu, “se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais” (Lc 19:8) que Jesus lhe disse: “Hoje, houve salvação nesta casa” (Lc 19:9). Esse é um relato contundente de como aquele que cedeu à tentação da corrupção deve proceder. Zaqueu não deu justificativas, tampouco “boas desculpas”, não procurou mostrar os benefícios que ter agido de modo ilícito proporcionaram, nada disso. Ele simplesmente reconheceu seu pecado, o confessou e tomou atitudes práticas para consertar o que tinha feito. Fora disso não há salvação. 

Convido você a um exame de consciência. Se queremos um Brasil mais honesto e livre da corrupção nas altas esferas, precisamos começar por nós mesmos, nas pequenas esferas. Não negocie o inegociável. Só assim teremos moral para exigir o mesmo dos outros. Se você transgride por ações ou omissões, isso te tira o direito de exigir o fim da transgressão dos outros. Como diz a conhecida passagem bíblica, “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu. Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mt 7:3-5). 

Meu irmão, minha irmã, não seja hipócrita. Busque agir com correção em tudo, mesmo que isso custe algo a você. Pode ser que haja prejuízo na terra, mas, pode ter certeza, haverá um enorme lucro nos céus. Paz a todos vocês que estão em Cristo, 

Maurício Zágari (via Apenas)

Assista também o prof. Leandro Quadros falando sobre esse assunto:

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Sempre haverá pobres na terra

Deuteronômio 15:11 nos mostra uma profecia que diz: “Sempre haverá pobres na terra”. A pobreza provém de vários fatores, causando a longo prazo desigualdades sociais. É normal pensarem: “E se toda a riqueza dos homens mais ricos do mundo fossem divididas igualmente, viveríamos numa sociedade mais justa?” Ellen White enxergava a questão da pobreza e da desigualdade social para além do prisma econômico, observando que o próprio Deus possui propósitos diferentes para cada pessoa. 
"Não é plano de Deus que a pobreza desapareça do mundo. As classes sociais jamais deveriam ser igualadas; pois a diversidade de condições que caracteriza nossa raça é um dos meios pelos quais Deus tem pretendido provar e desenvolver o caráter. Muitos têm insistido com grande entusiasmo em que todos os homens devem ter parte igual nas bênçãos temporais de Deus; não era este, porém, o propósito do Criador. Cristo afirmou que sempre teremos conosco os pobres. Os pobres, bem como os ricos, são comprados por Seu sangue; e, entre os Seus professos seguidores, na maioria dos casos, os primeiros O servem com singeleza de propósito, enquanto os últimos estão constantemente colocando as suas afeições nos tesouros terrenos, e Cristo é esquecido. Os cuidados desta vida e a ambição das riquezas eclipsam a glória do mundo eterno. Seria a maior desgraça que já sobreveio à humanidade se todos devessem ser colocados em posição de igualdade em posses terrenas." (Conselhos Sobre Saúde, p. 230)
Ellen White disse que o sofrimento e miséria não precisariam existir:
"Se os homens cumprissem o seu dever como fiéis mordomos dos bens de Deus, nenhum clamor haveria por pão, nenhum sofredor em penúria, nenhum desagasalhado em necessidade. É a infidelidade de homens que gera o estado de sofrimento em que está mergulhada a humanidade. Se aqueles a quem Deus fez mordomos tão somente utilizassem os bens do seu Senhor no propósito para que lhes foram entregues, este estado de sofrimento não existiria." (Review and Herald, 26 de junho de 1894)
"Muitos há que se queixam de Deus por estar o mundo tão cheio de necessitados e sofredores, mas Deus jamais desejou que existissem o sofrimento e miséria. Nunca foi de Sua vontade que uma pessoa tivesse abundância de luxos na vida enquanto os filhos de outros clamassem por pão. O Senhor é um Deus de benevolência." (Testimonies, vol. 6, p. 273)
"A razão por que Deus tem permitido que alguns membros da família humana sejam tão ricos e outros tão pobres será sempre um mistério para os homens até a eternidade, a menos que entrem em correta relação com Deus e ponham em prática o Seu plano em vez de agirem com base em suas próprias idéias egoístas." (Testemunhos para Ministros, p. 280)
Ellen White também disse que devemos praticar o amor e a misericórdia:
"Na providência de Deus os acontecimentos têm sido ordenados de maneira que sempre tenhamos os pobres conosco, a fim de que sejam no coração humano um constante exercício dos atributos do amor e da misericórdia. O homem deve cultivar a bondade e compaixão de Cristo; não deve distanciar-se dos tristes, dos aflitos, dos necessitados e angustiados." (Signs of the Times, 13 de junho de 1892)
"A obra de recolher o necessitado, o oprimido, o aflito, o que sofreu perdas, é justamente a obra que toda igreja que crê na verdade para este tempo devia de há muito estar realizando. Cumpre-nos mostrar a terna simpatia do samaritano em acudir às necessidades físicas, alimentar o faminto, trazer para casa os pobres desterrados, buscando de Deus todo dia a graça e a força que nos habilitem a chegar às profundezas da miséria humana, e ajudar aqueles que absolutamente não se podem ajudar a si mesmos. Isto fazendo, temos favorável ensejo de apresentar a Cristo, o Crucificado." (Beneficência Social, p. 74)

terça-feira, 19 de junho de 2018

A crise econômica adoece a saúde mental dos brasileiros

As recentes pesquisas têm indicado de que 7 de cada 10 brasileiros avaliam que a situação do país se deteriorou, ainda mais, com a crise. A saúde mental dos cidadãos está à mercê do “mau humor” da atual crise econômica, que gerou 12,7 milhões de desempregados, aumento da inflação, endividamento das famílias e das empresas.

A vida da maioria dos brasileiros está sendo afetada diretamente por essa desordem. Nesse cenário – a ansiedade e a angústia – tomaram proporções assustadores, que atingem a nossa dimensão corporal e psíquica, tendo como principais sintomas: cansaço mental e físico, aceleração cardíaca, transpiração, lapso de memória e bloqueio mental, que nos dificultam resolver os problemas básicos do cotidiano.

O consumo de drogas, de álcool e de outras substâncias químicas, inclusive a incidência de suicídios, são fenômenos que vem crescendo com o colapso econômico. Antes tínhamos a prevalência das neuroses, que cedeu espaço aos casos de transtornos de personalidade, já que a crise nos “rouba” a esperança de uma vida melhor.

A economia neoliberal, além de gerar a crise, criou uma concepção ilusória de que existem apenas dos tipos de indivíduos: os bem-sucedidos e os perdedores, deixando evidente que tal sistema acumula riqueza nas mãos de poucos. Porém, quem perde são os assalariados da classe trabalhadora e da classe média. Segundo o Papa Francisco, essa economia mata, transforma o capital em ídolo, em que a ambição sem limites pelo dinheiro comanda tudo.

No afã da competição têm pessoas que levam suas vidas como se fossem empresas. Não é à toa, a busca de respostas “mágicas” fornecidas pela teologia da prosperidade ou pelo mito do sucesso a qualquer custo, tornando-se um “deslumbre” na mente de quem acredita nisso.

É preciso reagir à força adoecedora da crise. Valorizando as atividades psicossociais, como por exemplo: cuidar da espiritualidade, participar de atividades comunitárias, estar entre amigos e familiares, aprender a solucionar as dificuldades de forma coletiva. Também é vital desacelerar a nossa mente, acalmar o ritmo cardíaco, diminuir a hiperconectividade, dando vazão às emoções positivas que expandem a consciência humana.

Além disso, temos que exigir um atendimento digno da população na rede pública de atenção à saúde mental. Mas, mesmo assim, devemos criticar esse modelo econômico, que adoece a saúde mental dos brasileiros. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, o exercício da crítica nos permite mudar o estado de agente passivo para agente ativo, onde vamos questionar e refletir sobre as ações e as razões das coisas na sociedade, a fim de reverter a lógica neoliberal da modernidade líquida.

Jackson César Buonocore (via Conti Outra)
"Nunca permitais que Satanás vos desanime. O Senhor sempre nos está adestrando por meio de dificuldades. Sede perseverantes na oração. Entregai tudo a Deus em oração — vossas preocupações financeiras, vossas decepções, vossas alegrias, vossos temores." (Ellen G. White - Este dia com Deus, p. 16)

quinta-feira, 1 de março de 2018

O cristão e o Imposto de Renda

A Receita Federal começa a receber a partir das 8h desta quinta-feira (1º) as declarações do Imposto de Renda 2018, ano base 2017. O programa gerador já pode ser baixado no site da Receita. Se preferir, o contribuinte pode prestar contas por meio de aplicativos em tablets e smartphones. O prazo para entrega termina em 30 de abril. (Mais informações aqui)

A Bíblia como regra de fé, de conduta e de salvação, também nos dá o exemplo de como devemos nos comportar diante do imposto de renda exigido pelo governo.

Jesus deu-nos um exemplo de boa cidadania ao pagar impostos 
A Bíblia diz em Mateus 17:27: "Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lho por mim e por ti." 

Jesus aconselha-nos que paguemos impostos
A Bíblia diz em Mateus 22:17-21: "Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar tributo a César, ou não? Jesus, porém, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um denário. Perguntou-lhes ele: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus."

Os cristãos devem pagar os seus impostos de boa vontade
A Bíblia diz em Romanos 13:5-7: "Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra."

Que diz as Escrituras sobre dever impostos?
A Bíblia diz em Romanos 13:8: "A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei."

Que possamos ser exemplos nessa sociedade corrupta, pagando corretamente nossos impostos. Fique também com esta linda reflexão de Marcos De Benedicto extraída do livro Meditações Diárias "Um Olhar para o Céu":

No início de 2013, o ator francês Gerard Depardieu foi registrado como residente da cidade russa de Saransk, onde abriria um restaurante. O motivo da nova cidadania não era seu amor pela Rússia, mas a fuga dos altos impostos na sua pátria. No ano anterior, ele já havia se mudado para a Bélgica a fim de evitar um imposto de 75% para os milionários na época.

Imposto é um mal necessário, mais mal do que necessário, que só sobrevive por força da lei. Onde há dinheiro, há imposto. E, às vezes, o imposto existe mesmo onde não há dinheiro. Exorbitante, geralmente injusto, mal empregado, o imposto é tão certo quanto a morte. Por sua natureza e seus efeitos, podemos concluir que o imposto também é parte do salário do pecado!

Na qualidade de bom cidadão, o cristão obedece às leis e paga impostos. O próprio Jesus disse que devemos dar ao imperador o que é do imperador e a Deus o que é de Deus. Mas, certamente, nem o cristão consegue pagar impostos de boa vontade quando sabe que um carro ou computador em seu país custa o dobro do preço em outros países que oferecem infraestrutura melhor.

Do imposto, não dá para fugir. Porém, podemos pagar "imposto" para alguém que concede uma restituição muito maior e melhor. Quando damos a Deus o que é de Deus, podemos ter certeza de que o investimento tem um retorno garantido.

Certa vez, um assessor fiscal foi até um cristão pobre para determinar a quan­tidade de impostos que ele teria que pagar. "Que propriedade você possui?", per­guntou o assessor. "Sou um homem muito rico", replicou o cristão. "Enumere seus bens, por favor", instruiu o assessor. O cristão disse:

Primeiro, tenho a vida eterna (Jo 3:16). 
Segundo, tenho uma mansão no Céu (Jo 14:2). 
Terceiro, tenho paz que excede todo o entendimento (Fp 4:7). 
Quarto, tenho alegria inexprimível (1Pe 1:8). 
Quinto, tenho amor divino que nunca falha (1Co 13:8). 
Sexto, tenho uma esposa fiel e virtuosa (Pv 31:10). 
Sétimo, tenho filhos obedientes e felizes (Êx 20:12). 
Oitavo, tenho amigos verdadeiros e leais (Pv 18:24). 
Nono, tenho canções à noite (Sl 42:8). 
Décimo, tenho a coroa da vida (Tg 1:12).

O assessor fechou o notebook e disse: "Você é verdadeiramente um homem muito rico, mas sua propriedade não está sujeita a impostos."

Dê a Deus o que é de Deus, e você, com uma nova cidadania, terá bens fora do alcance do Fisco. O Leão da tribo de Judá não pega ninguém na malha fina.

Assista também a este vídeo muito esclarecedor do prof. Leandro Quadros:

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

5 bilionários têm o mesmo que 50% mais pobre no Brasil

Cinco bilionários brasileiros concentram patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população do Brasil, mostra um estudo divulgado nesta segunda-feira (22) pela organização não-governamental britânica Oxfam antes do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça, nesta semana. A lista é encabeçada por Jorge Paulo Lemann, sócio do fundo 3G Capital, que possui participações nas empresas AB InBev (bebidas), Burger King (fast food) e Kraft Heinz (alimentos).

1. Jorge Paulo Lemann, 77 anos (3G Capital)
2. Joseph Safra, 78 anos (Banco Safra)
3. Marcel Herrmann Telles, 67 anos (3G Capital)
4. Carlos Alberto Sicupira, 69 anos (3G Capital)
5. Eduardo Saverin, 35 anos (Facebook)

Para fazer seus levantamentos, a ONG britânica de combate à pobreza usa dados sobre bilionários da revista "Forbes" e informações sobre a riqueza em escala global de relatórios do banco Credit Suisse.

Para mostrar a distância entre o grupo no topo e o que está na base da escala econômica no Brasil, a Oxfam calculou que uma pessoa remunerada só com salário mínimo precisar trabalhar 19 anos se quiser acumular a quantia ganha em um mês por um integrante do grupo do 0,1% mais rico. (G1)

Estamos muito distantes do fim da miséria. Ellen G. White nos descreve a injusta desigualdade social aqui reinante, e o que podemos fazer para atender e atenuar as necessidades dos mais carentes. Os textos abaixo foram extraídos do livro Beneficência Social, pp. 173-174, 188-190).
"Há nas grandes cidades multidões que vivem em pobreza e miséria, quase sem ter alimento, abrigo e roupa, enquanto que nas mesmas cidades há os que possuem mais do que o coração poderia desejar, vivendo no luxo e despendendo os seus recursos em casas ricamente mobiliadas, em adornos pessoais. Que miséria existe no próprio centro de nossos chamados países cristãos! Pensai nas condições dos pobres de nossas grandes cidades. Há, nessas cidades, multidões de criaturas humanas que não recebem tanto cuidado e consideração quanto se dispensa aos animais.
O clamor dos pobres chega até aos Céus. Deus vê e ouve. O clamor da humanidade faminta tem subido até Deus.
Não há muitos, mesmo entre educadores e estadistas, que compreendam as causas em que se fundamenta o presente estado da sociedade. Os que detêm as rédeas de governo não são capazes de solver o problema da corrupção moral, da pobreza, do pauperismo e da criminalidade crescente. Estão lutando em vão para colocar as operações comerciais em bases mais seguras. 
Enquanto, em Sua providência, Deus tem carregado a Terra com Suas generosidades, e enchido seus tesouros com os confortos da vida, a falta e a miséria encontram-se por toda parte. A liberal Providência tem colocado nas mãos de Seus instrumentos humanos com que suprir abundantemente as necessidades de todos, mas os mordomos de Deus são infiéis. Gasta-se no professo mundo cristão, em extravagâncias ostentosas, o suficiente para suprir as faltas a todos os famintos e vestir a todos os nus. Muitos que usam o nome de Cristo, estão empregando Seu dinheiro em prazeres egoístas, para satisfação do apetite, em bebida forte e dispendiosos artigos delicados, casas, mobílias e roupas de custo extravagante ao passo que aos pobres seres humanos em sofrimento, dificilmente concedem um olhar de piedade ou uma palavra de simpatia.
Há uma obra a ser feita por nossas igrejas, da qual muitos mal fazem uma ideia, obra até aqui nem tocada, por assim dizer. "Tive fome", diz Cristo, "e destes-Me de comer; tive sede, e destes-Me de beber; era estrangeiro e hospedastes-Me; estava nu, e vestistes-Me; adoeci, e visitastes-Me; estive na prisão, e fostes ver-Me." (Mateus 25:35 e 36). Pensam alguns que, se dão dinheiro para esta obra, isto é tudo quanto deles se requer; mas isto é um erro. A dádiva do dinheiro não pode tomar o lugar do serviço pessoal. É direito dar de nossos meios, e muitos mais o deveriam fazer; é-lhes, porém, exigido o serviço pessoal segundo suas oportunidades e suas forças.
A obra de recolher o necessitado, o oprimido, o aflito, o que sofreu perdas, é justamente a obra que toda igreja que crê na verdade para este tempo devia de há muito estar realizando. Cumpre-nos mostrar a terna simpatia do samaritano em acudir às necessidades físicas, alimentar o faminto, trazer para casa os pobres desterrados, buscando de Deus todo dia a graça e a força que nos habilitem a chegar às profundezas da miséria humana, e ajudar aqueles que absolutamente não se podem ajudar a si mesmos. Isto fazendo, temos favorável ensejo de apresentar a Cristo, o Crucificado.
O verdadeiro cristão é amigo dos pobres. Ele trata com o seu irmão perplexo e desafortunado como se trata com uma planta delicada, tenra e sensível.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Vamos falar sobre... teologia da prosperidade

A Bíblia ensina que os fiéis devem devolver ao Senhor o dízimo, ou seja, dez por cento de suas rendas (Ml 3:8-10; comparar com Mt 23:23). Além do dízimo, devem dar ofertas voluntárias. Essas dádivas devem ser proporcionais aos lucros obtidos, mesmo que estes sejam de pequeno valor. O exemplo da viúva pobre, registrado em Marcos 12:41-44, deixa claro que não apenas os abastados, mas também os pobres devem contribuir financeiramente, de acordo com suas posses, para o avanço da causa de Deus na Terra (1Co 9:13 e 14).

Existe hoje, porém, um número significativo de denominações cristãs que extrapolam os ensinamentos bíblicos, transformando-se em verdadeiras empresas de exploração financeira dos crentes. Certos pregadores da chamada “teologia da prosperidade” chegam a prometer aos fiéis que, se forem generosos em suas dádivas, poderão até escolher antecipadamente as “bênçãos” a serem reivindicadas de Deus. Entre as opções, estão o tipo de casa e a marca de carro que desejam ter, bem como o saldo da conta bancária que mais lhes agrada. Agora, se a tal “bênção” não acontece como prometida, a culpa é sempre atribuída aos próprios doadores que não exerceram a “fé” necessária para isso!

Valendo-se da credulidade do povo menos esclarecido, muitos pregadores populistas condicionam a satisfação de necessidades básicas de uma pessoa ao montante de donativos financeiros por ela entregue aos cofres da igreja. As “curas” das enfermidades e os “milagres” para melhorar a qualidade de vida são propagados como decorrentes de tais donativos. Apelos públicos acabam manipulando os doadores com perguntas como: “Você prefere uma bênção de apenas 50 reais ou uma de 500 reais? Mas por que você não reivindica de Deus, com fé, uma bênção equivalente a 5.000 reais?”

Algumas pessoas até poderão melhorar sua condição financeira seguindo esses apelos populistas. Mas a indiscutível realidade é que nem Cristo e nem os Seus apóstolos jamais se valeram desse tipo de manipulação psicossocial. Eles curavam os doentes e ressuscitavam os mortos sem nunca solicitar donativos de gratidão como recompensa pelos “serviços prestados”.

Embora os atuais pregadores da prosperidade se digam cristãos, eles são movidos bem mais pela postura gananciosa de Geazi do que pelo espírito altruísta do profeta Eliseu (ver 2Rs 5:1-27). Desconhecendo que Deus “faz nascer o Seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5:45), esses pregadores apresentam ao mundo um deus caricaturizado, nepotista e agiota.

Além disso, os “testemunhos” exibicionistas veiculados nos meios de comunicação, como propaganda das “bênçãos” que podem ser alcançadas em determinadas denominações cristãs, são claramente reprovados por Cristo no relato da oferta da viúva pobre (ver Mc 12:41-44; Lc 21:1-4) e na parábola do fariseu e do publicano (ver Lc 18:9-14). Em Mateus 6:2-4, Cristo adverte: “Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.

Portanto, a teologia da prosperidade, com seus apelos e testemunhos populistas, não reflete o verdadeiro ensinamento bíblico sobre a fidelidade discreta nos dízimos e nas ofertas. A religião ensinada por muitos pregadores da prosperidade não passa de uma religião de marketing populista para conseguir aumentar, a qualquer custo, o número de adeptos e os recursos financeiros de suas igrejas.

Alberto R. Timm (via Novo Tempo)

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Mega-Sena, Mega da Virada e os princípios bíblicos

É mais fácil ser atingido pela peça desprendida de um avião em voo do que ganhar na Mega-Sena. As chances de acertar as seis dezenas são de 1 em 50 milhões, enquanto a probabilidade de ser atingido por uma peça perdida de avião é de 1 em 10 milhões. Mas com prêmios tentadores, muita gente não resiste a apostar. Para o sorteio desta terça-feira (19/12), o prêmio da Mega-Sena está acumulado em R$ 43,5 milhões. E para quem quiser aguardar mais um pouco e apostar em um prêmio maior, tem a Mega-Sena da Virada, que neste ano promete R$ 220 milhões. O sorteio do concurso, que será o de número 2.000, alimenta as expectativas de muitos apostadores que pretendem começar 2018 com o bolso cheio de dinheiro. 

Mas então... o cristão pode fazer uma “fezinha” na loteria? Seria mero capricho da igreja ser contra jogos de azar?

Na Bíblia não há uma orientação específica sobre jogar na loteria, pois na época em que foi escrita, tal meio de ganho não existia (na forma de loteria), mas há princípios bíblicos que nos levam a concluir que tal prática não é compatível com o cristianismo. Vejamos alguns:

1) Devemos trabalhar para que tenhamos o sustento – (Pv 21:25; Ef 4:28; 1 Ts 4:11; 2 Ts 3:10)

2) Devemos investir nosso dinheiro de modo sábio e que beneficie o nosso próximo – (Pv 3:9-10; Ef 4:28).

3) Devemos priorizar o “reino de Deus” ao invés dos “bens materiais” – (Mt 6:25-34).

4) Não devemos ser escravos do dinheiro ou de qualquer outra coisa (inclusive jogar) – (Ec 5:10; 1 Tm 6:10).

Alguns nutrem a ideia de que o jogo de azar gera algum tipo de renda ao país, entretanto “não gera renda, antes, toma daqueles que não têm condições e dá a uma minoria, sendo o maior ganhador, obviamente, o operador. O ideal é que o cristão não participe deste tipo de jogo. Além disso, o dinheiro gasto com este tipo de prática poderia ser direcionado à pregação do evangelho ou no cuidado de pessoas carentes que não têm recursos para comprar uma blusa ou um pão, ao invés de servir para 'enriquecer outros'. A ideia de que o jogo pode ter um benefício econômico positivo é ilusão…” (Declarações da Igreja Adventista do 7º dia. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003, 43).

Há também o perigo (e isto quase sempre acontece) de a pessoa viciar no jogo de modo a não conseguir parar com o mesmo. Isto é prejudicial à saúde mental e espiritual e proporciona sérios prejuízos financeiros e psicológicos, sentidos especialmente pela família do jogador viciado.

Veja que a Bíblia é clara ao dizer que deveríamos trabalhar para ganhar nosso sustento: “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2:15). E depois do pecado, o meio para se obter o sustento não foi mudado. Ainda deveria ser pelo trabalho: “No suor do rosto comerás o teu pão” (Gn 3:19). Veja, ainda, o que Paulo diz: “[...] nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós; [...] se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2 Ts 3:8,10).

Qualquer outro meio para se conseguir o pão que não seja por um trabalho e, acima de tudo, honesto, está fora do ideal de Deus para o sustento do ser humano. Note que o profeta Isaías (55:2) adverte sobre “[gastar] o dinheiro naquilo que não é pão” Isso indica que o uso do dinheiro deve ser feito com muito critério, em coisas que realmente são necessárias, e não ser gasto tentando a sorte em jogos, onde raramente ou nunca se ganha, e quando se ganha é às custas do sofrimento de milhares que perderam seu dinheiro. Imagine: ganhar às custas de quem perdeu. Seria isso cristão? Poderíamos assim resumir as diversas razões pelas quais um cristão não deve se envolver em jogos de azar:

1. Não é o meio indicado por Deus para se conseguir o sustento, que é trabalhando (Gn 2:15; 3:19; Is 55:2; 2Ts 3:7,8,10-12).

2. É dinheiro ganho às custas de quem perdeu o seu no jogo (dinheiro que faz muita falta no lar).

3. É uma tentativa de ganhar dinheiro fácil, sem o “suor do rosto” Esta maneira de viver, muitas vezes leva ao roubo e à desonestidade (outras maneiras de se tentar ganhar dinheiro fácil).

4. Jogos de azar podem viciar, e o vício é uma espécie de idolatria (um ídolo é tudo aquilo a que dedico meu tempo, minhas energias e meus bens). E os idólatras não herdarão o reino de Deus (1 Co 6:9).

5. Geralmente, o lugar e os companheiros de jogo não ajudam em nada a vida espiritual. Em vez disso, tornam-se forças contrárias ao bem e ao crescimento da espiritualidade. Junto com o jogo de azar, geralmente, andam o tráfico de drogas, de armas, a prostituição.

6. Mesmo sendo lícitos pelas leis do Estado, o cristão tem, como sua lei maior, a Santa Bíblia, que é contrária a esses jogos.
“Parece que precisamos de uma lei para acabar com as escolas de jogo. Estas proliferam em toda parte. Mesmo a igreja (inadvertidamente, sem dúvida) algumas vezes faz a obra do diabo. Concertos com fins beneficentes, bingos e rifas, algumas vezes em auxílio de objetivos religiosos ou caritativos, mas frequentemente com finalidades menos dignas, sorteios de prendas, jogos de prêmios, são todos expedientes para se obter dinheiro sem retribuição correspondente. Nada é tão desmoralizador ou pernicioso, particularmente para os jovens, como a aquisição de dinheiro ou propriedade sem trabalho. Se pessoas respeitáveis se empenham nessas empresas de azar e acalmam a consciência com o pensamento de que o dinheiro se destina a um bom fim, não é para se estranhar que a juventude do Estado tão a miúdo caia nos hábitos que, com quase toda a certeza, a tornarão afeiçoada aos jogos de azar.” (Governador Washburn, de Wisconsin, em sua mensagem anual, em 9/01/1873, citado por Ellen G. White, em O Grande Conflito, p. 387)

O prof. Leandro Quadros também comenta sobre esse assunto:

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Vamos falar sobre... Bitcoin - a moeda virtual

Bitcoin é uma moeda, assim como o real, dólar, euro, etc. Enquanto as moedas tradicionais são papel moeda, emitida por um país, o Bitcoin é uma moeda virtual sem um banco central que a regule. Foi criada em 2009, tem a pretensão de eliminar os intermediários e vir a ser a moeda no e-commerce.

A ideia de uma moeda virtual global cria uma expectativa futura, promissora para muitos que veem neste modelo uma forma fácil de transferir valores e efetuar compras num mundo cada vez mais globalizado e digital. Chegam até a cogitar que esta será a nova moeda mundial. Outra motivação para investir nesta moeda virtual é a valorização ou variação cambial. No começo deste ano, 1 Bitcoin poderia ser negociado por U$ 950,00 Dólares americanos, hoje está sendo comercializado por U$ 3.639,22.

Além de analisarmos as expectativas futuras, precisamos conhecer os caminhos de entrada e de saída do investimento. Você pode adquirir Bitcoins de três formas. A primeira delas é comprando, ou seja, trocando o papel moeda pela moeda virtual. Outra maneira é por meio da venda de algum bem ou serviço e recebe, assim, a remuneração em Bitcoin. Outra maneira é sendo um minerado, palavra que expressa a atividade de receber Bitcoins como prêmio por resolver algoritmo matemático das operações lançados na rede. Para melhor compreensão deste item leia esse material. Este processo não está muito claro, pois precisa-se de computadores de alta performance para mineirar. Agora que sabemos como entrar neste sistema, precisamos ver como sair. Para sair, há duas formas. Encontrando alguém que queira comprar os seus Bitcoins ou encontrando alguma loja que aceite os Bitcoins como forma de pagamento pelo objeto a adquirir.

Quando comparamos investimento com investimento, precisamos verificar a valorização, a tendência futura, o risco, a segurança, entre outras.

Como o Bitcoin não tem uma agência reguladora, se algum dia o sistema parar de funcionar o investidor não terá onde ou a quem recorrer. Se a moeda virtual não for capaz de substituir a moeda tradicional, ou seja, o mercado de varejo não aceitá-la, o investidor não terá o sucesso no investimento.

Pense nisto, invista com segurança e mantenha sua finanças em dia.
"Peça a Deus que abençoe os seus planos, e eles darão certo." (Provérbios 16:3)
Paulo Coelho (via Finanças em Dia)

Saiba mais sobre o Bitcoin assistindo o vídeo abaixo publicado pela IASD Central de Curitiba:

8 dicas para os jovens darem um "up" na vida financeira em 2018

Dinheiro não é feito de borracha, mas todo mundo gostaria de esticá-lo, nem que fosse apenas pra cobrir com folga as despesas do mês. Para ajudar você, que quer dar um up na vida financeira em 2018, separamos algumas dicas que cabem no seu bolso.

1. Invista na carreira
Antes de pensar no dinheiro, pense em como vai ganhá-lo, ou seja, na sua carreira. Se você já definiu sua profissão, ótimo! Se não, é bom começar a pensar. Mergulhe em sua área, especialize-se, aprenda tudo o que puder, estude mais. Seja arrojado, criativo. Invista em conhecimento (mais variedade do que quantidade) e idiomas.

2. Tempo extra
Gastar alguns feriados, horas extras ou mesmo duas férias trabalhando ou estudando não é desperdiçar sua juventude. Mas, tome cuidado! Você pode se tornar um workaholic. Não coloque o trabalho acima das prioridades: Deus, saúde e família.

3. Mostre serviço
No começo, a pior parte do trabalho costuma ficar para os novatos. Não se preocupe: faça seu melhor e se destaque! 

4. Seja honesto
Respeite colegas, concorrentes e até rivais. O sucesso duradouro não se constrói passando por cima dos outros. Seja diplomático e educado com todos. 

5. Tenha Deus como sócio
O dinheiro não é a raiz de todos os males, mas o amor a ele, o egoísmo, sim (1Tm 6:10). Somos derrotados por esse sentimento quando nos esquecemos de que Deus é o dono de tudo (Sl 24:1) e que nada é conquistado sem a permissão dEle (Dt 8:18). A melhor maneira de reconhecer isso é devolvendo regularmente 10% da renda (dízimo) na igreja (Ml 3:8-11). 

6. Não gaste antes
Não torre seu dinheiro antes mesmo de ele cair na conta. Elimine as compras parceladas, cheque pré-datado e especial, cartão de crédito, etc. Sempre que possível, compre a vista.

7. Planeje e controle
Faça um orçamento. Calcule todas as suas despesas, o que realmente precisa e estipule o quanto deve gastar. Mas não fique só na teoria. Ao longo do mês, verifique se as metas estão sendo cumpridas e faça os ajustes necessários.

8. Poupe
Pra quem está começando a carreira, a tradicional poupança ainda é o melhor investimento. Rende uns trocados de juros por mês e serve de reserva para emergências. 

Fontes: Gustavo Cerbasi, autor dos livros Casais inteligentes enriquecem juntos (Gente) e Como organizar sua vida financeira (Thomas Nelson); Antonio Tostes, apresentador do programa Saldo Extra, da TV Novo Tempo; e Laudecir Mazzo, diretor financeiro da sede administrativa da Igreja Adventista na região central do Paraná (via Conexão 2.0)

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Black Friday: oportunidade ou armadilha?

Para aumentar as vendas, o comércio utiliza o marketing para criar uma necessidade ou uma oportunidade psicológica para que o consumidor adquira um produto. Essa estratégia funciona, pois existe um crescimento real das vendas de varejo, assim como um aumento das dívidas na família.

Há menos de 10 anos, o mês de novembro era tido pelo brasileiro como um mês de planejamento para as despesas de fim de ano, como o Natal, festas de Ano Novo, férias, matrículas escolares, etc. Então surgiu nos Estados Unidos a Black Friday, dia em que se promete grandes promoções.

De lá, a data ganhou o mundo e levou vários países a adotá-la, criando a ideia de que estamos economizando ou ganhando dinheiro através da compra dos produtos ofertados. Será que esta ocasião é realmente uma oportunidade ou apenas mais uma armadilha para contrair dívidas?

Alguns pontos devem ser observados. Existe a real necessidade de adquirir o produto ofertado? Se houver, compre, mas não entre em dívida. Compre à vista. O valor ofertado realmente está com desconto? Ultimamente, muitos consumidores verificaram que alguns estabelecimentos elevam os preços de seus produtos uma semana ou alguns dias antes da Black Friday, e então no dia esperado, baixam os preços afirmando ser uma promoção. Se existe necessidade da compra do produto, comece a pesquisa de preços com antecedência e então compare com o ofertado no dia da Black Friday.

Há necessidade? O preço do produto realmente foi reduzido? Você planejou o quanto poderá gastar? Então siga em frente, mas não seja descuidado com as despesas que ocorrem no final de ano e também no início dele, como os impostos de IPTU e IPVA. Planejar é a solução para não entrar nessa armadilha.

Pés no chão
Uma vez que a decisão pela compra de um produto foi planejada dentro da capacidade financeira pessoal ou familiar, surge outra questão: de quem comprar? Pesquise os valores entre empresas concorrentes e, caso decida pela compra online, lembre-se de que, normalmente em grandes eventos promocionais, aparecem sites falsos para ludibriar os compradores.

Por isso opte por sites de sua confiança. Escolha empresas que tenham lojas físicas, endereço, telefone, serviço de atendimento ao consumidor (SAC), pois se acontecer alguma avaria na compra ou desistência da mesma, você terá contatos para cancelar ou trocar o produto. Desconfie de sites que vendem apenas por depósito ou boleto, uma vez que a solicitação do estorno deste tipo de pagamento é muito mais difícil.

Outro detalhe a ser considerado é o tempo de entrega do produto. Caso a intenção da compra seja presentear alguém, esteja atento ao prazo antes de fechar negócio. Verifique se a pessoa presenteada terá condição para trocar o produto, caso haja necessidade.

Ao entendermos as necessidades reais e as criadas, teremos condições de tomar a melhor decisão sem que estejamos condicionados a datas especificas. Nunca seja apressado ao verificar os detalhes da compra. Leia todas as informações disponíveis sobre o produto e a empresa para fazer um negócio seguro e que lhe traga satisfação.

Paulo Coelho (via Finanças em Dia) (Título original "Black Friday: Pare e compare")

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Quando falta o Iphone 8

É difícil não começar a falar sobre isso sem ser clichê. Mas o faço na esperança de que irmãos que nunca prestaram atenção possam ter uma nova perspectiva. Enquanto os que já sabem de cor – mas não praticam como eu não pratico – possam ser lembrados.

A história do pensamento cristão mostra como em todos os séculos em que a igreja existiu, a cultura exerceu uma influência notável em sua forma de enxergar o mundo. Conosco não é diferente. Necessitamos ajustar nossa compreensão do mundo pelo que Cristo nos ensinou e não pela cosmovisão do mundo.

A propaganda materialista tem cegado nosso entendimento para o caminho que nos foi proposto. Digo isso porque esta forma de enxergar a vida não se restringe somente à esfera acadêmica e nos círculos eruditos. Em todos os lugares, entendemos que o valor das coisas necessariamente é medido pelo mercado, por dinheiro. Não apenas isso, acreditamos que o único modo patente de vida é aumentar o capital acumulado.

Reflita se isso não é verdade! Quem pode dizer que está satisfeito plenamente com o que tem hoje? Ou se ganhasse o dobro do que ganha, poderia passar o resto da vida feliz? E se fosse o triplo? Ou o quádruplo? Viveria sem querer nenhum pouquinho a mais?

Não importa a fase que estamos da nossa vida, somos pressionados sempre e de todos os lados a galgar mais. Ficar estagnado simplesmente não é uma opção. Contentamento não é uma opção. Premiamos os que são “determinados”. Ambiciosos. Os que lutam sempre pra melhorar! Esses são os vencedores. Os que recebem os louros!

Cristo veio inaugurar um novo tempo. Somos chamados a uma contracultura.
"De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos." (1 Timóteo 6:6-8)
Somos convidados a estar contentes. Saciados, satisfeitos. O que devemos anelar é comida e roupa. Isso é o suficiente. Tendo o que comer e o que vestir, devemos estar plenamente satisfeitos.
"Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas." (Mateus 6:33)
Leia novamente o texto: o que nos vai ser acrescentado? Todas “essas” coisas. E que coisas são essas? Novamente, o próprio capítulo responde: roupa e comida.

Precisamos corrigir nosso entendimento todos os dias. Eu preciso voltar à Palavra e permitir que Ela me diga o que é verdade.

Se você está lendo esse texto você é rico. Nós não temos a permissão de nos compararmos com o ideal de riqueza desse mundo. Você tem comida, roupa e ainda tem mais? Muito mais? Você é rico.

Seja grato ao seu Senhor pelas bênçãos que tem. Pare de olhar para o que “falta” e enxergue o que tem lhe sido dado dia a dia. Nosso caminho para a Pátria não é uma colônia de férias. Ele é estreito e apertado. Esteja contente aqui. Corrija seu modo enxergar a vida através da Escritura e não do último lançamento da Apple.

Esteja contente! Deus tem cuidado de você.

Raphael Cavalcanti (via Minha Vida Cristã)
“As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante.” (A Maravilhosa Graça de Deus, p. 356)
"Oh, que possamos ficar satisfeitos com menos anseios do coração, menos apego por coisas difíceis de serem obtidas..." (O Lar Adventista, p. 155)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

10 alertas sobre os perigos da ostentação

Um dos principais malefícios que uma sociedade de consumo igual a nossa pode trazer é o desejo incontrolável e insaciável de ostentar. A ostentação nada mais é do que o ato de expor o máximo possível uma situação ou alguma coisa adquirida, o que, dentro da lógica consumista, fútil e alienada da sociedade contemporânea, é visto como natural. Portanto, crente que ostenta posição, bens ou qualquer outro atributo está indo diretamente contra aquilo que o Mestre ensinou. Ellen G. White diz:
"Não obstante, Jesus fugia à ostentação. Durante todos os anos de Sua residência em Nazaré, não fez exibição de Seu miraculoso poder. Não buscou altas posições, nem pretendeu nenhum título. Sua vida quieta e simples, e mesmo o silêncio das Escrituras a respeito dos primeiros anos de Sua vida, ensinam importante lição." (O Desejado de Todas as Nações, p. 43)
A Palavra de Deus também nos deixa um aviso importante sobre esse assunto:
"Pois tudo o que há no mundo - a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens - não provém do Pai, mas do mundo." (João 2:16)
É verdade que o mundo de hoje não incentiva nem um pouco a modéstia. Mas isso não surpreende quem estuda a Bíblia. Como assim? Ao falar dos “últimos dias”, a Bíblia predisse que os humanos, no geral, seriam “avarentos, vaidosos... e cheios de orgulho." (2 Timóteo 3:1-5, BLH). Nesse contexto social, pessoas que ostentam seus bens se sentem bem à vontade. Mas Deus nos incentiva a ‘ficar longe dessa gente’, para que não nos tornemos como elas.

Segue abaixo, dez alertas de Ellen G. White sobre os perigos da ostentação em vários contextos:

1. OSTENTAÇÃO TRANSITÓRIA 
"O egoísmo tem penetrado e se tem apoderado do que pertence a Deus. Isso é cobiça, que é idolatria. Os homens monopolizam o que Deus lhes emprestou, como se isso fosse propriedade sua, para delas fazerem o que lhes aprouver. Quando seu poder de angariar riquezas é satisfeito, pensam que suas posses os tornam valiosos à vista de Deus. Isso é uma cilada, um engano de Satanás. Que valem a pompa e a ostentação exteriores? Que ganham os homens e mulheres com o orgulho e a condescendência própria? 'Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? ou que dará o homem em recompensa da sua alma?' O tesouro terreno é transitório. Somente por Cristo poderemos obter riquezas eternas. A riqueza que Ele dá está acima de toda avaliação.” (Conselhos sobre Mordomia, p. 54)
2. OSTENTAÇÃO NA CASA DE DEUS
"Em vista do que o Céu está fazendo pelos perdidos, como podem os que são participantes das riquezas da graça de Cristo deixar de mostrar interesse e simpatia pelos seus semelhantes? Como podem deixar-se levar por orgulho de classe e desprezar os desafortunados e pobres? No entanto é bastante certo que o orgulho de posição que prevalece no mundo e a opressão aos pobres, existe também entre os professos seguidores de Cristo. Os homens se apropriam de dons que lhes haviam sido confiados para com eles abençoar a outros. Os ricos oprimem os pobres e usam os meios assim obtidos para satisfazerem o orgulho e o amor da ostentação até mesmo na casa de Deus." (The Review and Herald, 20 de Junho de 1893)
3. OSTENTAÇÃO NO VESTUÁRIO, JÓIAS E ORNAMENTOS
"No professo mundo cristão o que é gasto em extravagante ostentação, em jóias e ornamentos, daria para suprir as necessidades de todos os famintos e vestir todos os nus em nossas cidades; e ainda assim esses professos seguidores do manso e humilde Jesus não precisariam privar-se do necessário alimento nem do vestuário confortável. Que dirão esses membros da igreja quando confrontados no dia de Deus com os pobres dignos, os aflitos, as viúvas e os órfãos, que têm conhecido a pungente carência para as mínimas necessidades da vida, ao passo que foram despendidos por esses professos seguidores de Cristo para vestuário supérfluo e desnecessários ornamentos expressamente proibidos pela Palavra de Deus, recursos suficientes para suprir todas as suas necessidades? O fim de todas as coisas está perto e Deus convida os homens a lançarem fora os seus ídolos, a se separarem de cada desejo extravagante, a não condescenderem com nada que seja simplesmente para ostentação e exibicionismo." (The Review and Herald, 21 de Novembro de 1878) 
4. OSTENTAÇÃO BLOQUEIA A OBRA DE DEUS
"O caminho para a edificação e progresso da causa de Deus é bloqueado pelo egoísmo, pelo orgulho, pela cobiça, pela extravagância e amor à ostentação. Sobre toda a igreja recai a solene responsabilidade de fazer prosperar cada ramo da obra. Se seus membros seguirem a Cristo, negarão a inclinação do exibicionismo, o amor dos vestidos, das casas elegantes e custoso mobiliário. É preciso que haja muito maior humildade, muito maior distinção do mundo, entre os adventistas do sétimo dia, doutro modo Deus não nos aceitará, seja qual for nossa posição ou o caráter da obra em que estivermos empenhados." (Conselhos sobre a Escola Sabatina, p. 131)
5. OSTENTAÇÃO NA EDUCAÇÃO
"Ensinem-se os alunos a conservarem cuidadosamente o que lhes pertence, bem como o que é da escola. Importa fazê-los compreender o dever de limitarem toda despesa desnecessária, seja na escola, seja quando viajam indo para casa ou vindo. A abnegação é coisa essencial. Precisamos dar ouvidos às instruções dadas, porquanto nos vamos aproximando do fim do tempo. Seremos cada vez mais obrigados a planejar, idear e fazer economia. Como indivíduos e administradores das instituições do Senhor, teremos de cortar necessariamente tudo quanto vise mera ostentação, pondo as despesas dentro dos estreitos limites de nossas rendas." (Conselhos sobre Educação, p. 195)
6. OSTENTAÇÃO NAS FAMÍLIAS
"Pais, por amor de Cristo não empreguem o dinheiro do Senhor na condescendência com as fantasias de seus filhos. Não os ensinem a procurar a moda e a ostentação, a fim de alcançarem influência no mundo. Será que isso vai ajudá-los a salvarem as almas por quem Cristo morreu? Não; suscitará inveja, ciúme e más suspeitas. Seus filhos serão induzidos a competir com a ostentação e extravagância do mundo, e a gastar o dinheiro do Senhor no que não é essencial para a saúde ou a felicidade." (Conselhos para a Igreja, p. 288)
7. OSTENTAÇÃO NOS LARES
"Uma residência dispendiosa, mobília trabalhada, ostentação, luxo e conforto não proporcionam as condições essenciais a uma vida útil e feliz. Mesmo na mesa, os arranjos, a moda e a ostentação exercem sua perniciosa influência. O preparo saudável do alimento se torna questão secundária." (A Ciência do Bom Viver, p. 365)
8. OSTENTAÇÃO NAS INSTITUIÇÕES
"Como indivíduos e administradores das instituições do Senhor, teremos de cortar necessariamente tudo quanto vise mera ostentação, pondo as despesas dentro dos estreitos limites de nossas rendas. Não são numerosas instituições, grandes edifícios ou larga ostentação o que Deus requer, mas a ação harmoniosa de um povo peculiar, um povo escolhido por Deus, e precioso." (Conselhos sobre Educação, p. 195)
9. OSTENTAÇÃO NO TESTEMUNHO
"São servos infiéis os que tentam dirigir outros, tendo a pretensão de guiar almas no caminho da santidade, enquanto sua própria vida revela o orgulho, o amor dos prazeres e da ostentação. Sua vida não está de acordo com sua profissão; sua influência é uma ofensa a Deus." (Conselhos sobre a Escola Sabatina, p. 91)
10. OSTENTAÇÃO NO EVANGELISMO
"O bom êxito não depende de ostentação. Alguns ministros cometem o erro de pensar que o sucesso depende de arrastar uma grande congregação pelo aparato exterior, anunciando depois a mensagem da verdade em estilo teatral. Isso, porém, é empregar fogo comum, em lugar de fogo sagrado ateado por Deus. O Senhor não é glorificado por essa maneira de trabalhar. Não é a ostentação, a aparência imponente o que representa de maneira correta a obra que devemos realizar como povo escolhido de Deus. O caminho para a edificação e progresso da causa de Deus é bloqueado pelo egoísmo, pelo orgulho, pela cobiça, pela extravagância e amor à ostentação." (Evangelismo, p. 136)