segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Notícias adventistas sobre a passagem do tufão nas Filipinas


Nos últimos dias, o tufão Yolanda varreu as Filipinas, deixando de acordo com várias fontes mais de mil mortos em seu rastro, estimando-se que poderia chegar a 10.000, mais de 1,7 milhões de afetados.

Corrado Cozzi, Diretor de Comunicações da Região Inter-Europeia da Igreja Adventista, entrou em contato com Jonathan Católico, responsável da mesma área na região mundial da Igreja Adventista que abrange as Filipinas.

Jonathan Católico expressou gratidão pela preocupação. "A tempestade já passou", disse Católico", "mas foi devastadora, deixando mais de mil pessoas mortas, um número que continua a crescer. Existem relatos da parte central das Filipinas, onde muitas casas foram destruídas, assim como algumas igrejas, mas nada se sabe ainda sobre membros da Igreja Adventista entre as vítimas", continuou Católico. Assim que tivermos os primeiros dados para comparar, vamos oferecer um comunicado à imprensa.

Pastores e membros da igreja em áreas não afetadas pelo tufão enviaram ajuda financeira, equipamentos e pessoal para as áreas afetadas.

"No sábado passado, o presidente mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ted N. C. Wilson, esteve na cidade de Manila dirigindo à congregação presente em oração pelas vítimas e pessoas afetadas pelo tufão", concluiu Jonathan Católico.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

24 anos da Queda do Muro de Berlim


Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim, foi dividida em quatro áreas. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética passaram a comandar e administrar cada uma destas regiões.

As duas Alemanhas 
No ano de 1949, os países capitalistas (Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) fizeram um acordo para integrar suas áreas à República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental). O setor soviético, Berlim Oriental, passou a ser integrado a República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental), seguindo o sistema socialista, pró-soviético.

A construção do muro 
Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade.

O muro, que começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar. 

A Queda do muro 
Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha.

Assista a reportagem da TV Globo neste dia histórico:

Os adventistas que queriam ser apenas evangélicos


Houve um debate necessário dentro do adventismo, o qual consistia em perguntar qual era a relação do movimento com as demais igrejas evangélicas. Corria a década de 1950s. Talvez o esforço exagerado em aproximar adventistas de evangélicos tenha rendido frutos negativos de lá para cá. A bem da verdade, temos de compreender o termo evangélico antes de um juízo de valores.

O evangelho é a boa nova de Jesus, que consiste em compreender fatos históricos associados com a obra salvadora do Deus-homem e seus decorrentes benefícios. Evangélico não é apenas quem diz crer nesse conjunto de verdades: torna-se um termo mais amplo, quando pensamos na gama de tendências abrigadas sob sua nomenclatura: protestantes históricos - quer calvinistas ou arminianos, luteranos ou episcopais - e pentecostais - de todas as ondas, com diferentes ênfases, como glossolalia, exorcismo ou teologia da prosperidade e confissão positiva. O leque de opções oferecido pelo vocábulo "evangélico" é de tal amplitude que confunde mesmo...

Com o fundamentalismo cristão unindo denominações divergentes em causas comuns, a atuação do movimento das mega-igrejas e, mais recentemente, com o movimento da igreja emergente (cristãos pós-modernos), os evangélicos estão mais unidos e próximos do que antes. Para além de confissões, placas de igreja e lideranças beligerantes, ser evangélico é um conceito monolítico. A razão para isso: hoje os evangélicos estão mais unidos em torno do louvorzão, dos shows gospel e de uma experiência religiosa altamente emocional do que em torno de coisas como doutrinas, esforços evangelísticos e posições morais claras. Antes, os evangélicos batiam de porta em porta para convidar para seus cultos. Hoje, eles vão ao festival talento da Globo ou aparecem nos telejornais organizando efusivas edições da Marcha para Jesus.

Muitos adventistas queriam abrir mão de suas doutrinas, diagramas proféticos e cultos onde se estuda a Bíblia para adotarem o entusiasmo dos carismáticos e os acordes dos mega-shows evangélicos. A grama da congregação ao lado parece mais verde. Os métodos dos líderes que enchem suas igrejas encantam pastores adventistas. Participar de Homecoming de Bill Gaither é o sonho dos cantores adventistas "das antigas" - os mais novos adorariam excursionar com Hillsong ou viver deworships...

Hoje, para muitos parece uma atitude "fechada" manter nossa identidade de movimento com cara de século XIX em plena época de internet e consumismo. Querem reforma. Não revivamento e reforma - mas uma espécie de reforma que torne o adventismo o que os evangélicos, grosso modo, estão se tornando - um movimento que se preocupou tanto em se contextualizar que se aculturou.

Confesso meu temor com esse desejo, principalmente porque, como se diz, o que se quer pode se tornar realidade. Infelizmente, esse parece ser o rumo - a despeito disso, há um Deus trabalhando com Seu Espírito entre nós. Que Ele tenha misericórdia de Seu povo. Que Ele nos guie à Verdade (Jo 17:17). E antes que as coisas piorem...

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Evangelismo Via Satélite 2013 - A Última Esperança

MATERIAIS E RECURSOS CLIQUE AQUI

QUANDO?

  • De 16 a 23 de novembro, às 20h30 (horário de Brasília).

ONDE ASSISTIR?

  • TV Novo Tempo (Canal aberto e SKY, canal 14) e Rádio NT: 20h30, de São Paulo.
  • TV NT (Canal Executivo): 20h30. Reprises: 21h30 e 22h30, de São Paulo (Sábado 23/11: 11h, 12h e 13h, de São Paulo).
  • Clique aqui e saiba como assistir online.

COMO PARTICIPAR?

  • Prepare seu Pequeno Grupo para o Evangelismo Via Satélite e Online com convites e lembretes especiais;
  • Nesta semanas que antecedem, assistam à uma das séries do Pr. Luís Gonçalves, tais como: Apocalipse, a Resposta, O Grande Conflito e A Última Esperança;
  • Se ainda não tem um Pequeno Grupo, organize um! Procure o pastor, ou o líder do Ministério Pessoal de sua Igreja. Clique aqui e encontre materiais de apoio.

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MAIS INFORMAÇÕES

  • No sábado, 16/11, pela manhã, haverá um programa de motivação com batismo, que será transmitido ao vivo, pelo Canal Executivo e pelo site aovivo.esperanca.com.br. Horários: 11h, 12h e 13h, (horário de Brasília). Caso o seu Pequeno Grupo não tenha acesso à Internet ou antena para assistir o Canal Executivo, participe em uma Igreja Adventista mais próxima, ou baixe e assista o vídeo no dia seguinte.
  • De sábado a quinta-feira (16 a 21/11), reúna o seu Pequeno Grupo e assista pela TV Novo Tempo ou pelo site aovivo.esperanca.com.br.
  • Na sexta-feira e no sábado (22 e 23/11), participe na Igreja Adventista mais perto de você, com seus familiares e amigos.
  • No domingo, 24/11, das 9h às 12h, será realizado o encontro de discipulado para novos membros e seus discipuladores. Será transmitido pelo Canal Executivo e pelo site aovivo.esperanca.com.br.

PROGRAMA DIÁRIO

  • O programa vai ter duração de 45 minutos.
  • De acordo com o horário de cada país ou união, a confraternização local, nos pequenos grupos, será realizada antes ou depois do programa televisivo.
  • O Pr. Luís vai dirigir toda a reunião e interagirá com os integrantes do Pequeno Grupo.
  • Um dos integrantes dos “Arautos do Rei” cantará a cada noite.
  • No encerramento do programa, a cada noite, o Pr. Luís vai realizar um batismo.
  • Os programas da sexta-feira e do sábado, no auditório, terão o formato dos programas das campanhas anteriores de evangelismo via satélite. No início do sermão, o Pr. Luís realizará a interação com uma igreja da respectiva União.

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL NA TV NOVO TEMPO

  • Ainda nesta semana, a TV Novo Tempo, vai transmitir, a cada noite, dois programas adicionais ao vivo: Anjos da Esperança Especial (21h15 às 22h),  e Arena do Futuro Especial (22h às 23h).

E se Jesus fosse neopentecostal?


Se Jesus fosse neopentecostal, não venceria satanás pela palavra, mas teria o repreendido, o amarrado, mandado ajoelhar, dito que é derrotado, feito uma sessão de descarrego durante 7 terças-feiras, aí sim ele sairia. (Mt 4:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria feito simplesmente o “sermão da montanha”, mas teria realizado o Grande Congresso Galileu de Avivamento Fogo no Monte, cuja entrada seria apenas 250 Dracmas divididas em 4 vezes sem juros. (Mt 5:1-11)

Se Jesus fosse neopentecostal, jamais teria dito, no caso de alguém bater em uma de nossa face, para darmos a outra; Ele certamente teria mandado que pedíssemos fogo consumidor do céu sobre quem tivesse batido pois “ai daquele que tocar no ungido do Senhor” (Mt 5 :38-42)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado o servo do centurião de Cafarnaum à distância, mas o mandaria levar o tal servo em uma de suas reuniões de milagres e lhe daria uma toalhinha ungida para colocar sobre o seu servo durante 7 semanas, aí sim, ele seria curado. (Mt 8: 5-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria multiplicado pães e peixes e distribuído de graça para o povo, de jeito nenhum!! Na verdade o pão ou o peixe seriam “adquiridos” através de uma pequena oferta de no mínimo 50 dracmas e quem comesse o tal pão ou peixe milagrosos seria curado de suas enfermidades. (Jo 6:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, Ele até teria expulsado os cambistas e os que vendiam pombas no templo, mas permaneceria com o comércio, desta vez sob sua gerência. (Mt 21:12-13)

Se Jesus fosse neopentecostal, quando os fariseus o pedissem um sinal, certamente Ele imediatamente levantaria as mãos e de suas mãos sairiam vários arco-íris, um esplendor de fogo e glória se formaria em volta dele, que flutuaria enquanto anjos cantarolavam: “Divisa de fogo varão de guerra, Ele desceu a terra, Ele chegou pra guerrear”. E repetiria tal performance sempre que solicitado. (Mt 16:1-12)

Se Jesus fosse neopentecostal, nunca teria dito para carregarmos nossa cruz, perdermos nossa vida para ganhá-la, mas teria dito que nascemos para vencer e que fazemos parte da geração de conquistadores, e que todos somos predestinados para o sucesso. E no final gritaria: receeeeeeebaaaaaa! (Lc 9:23)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria curado a mulher encurvada imediatamente, mas teria a convidado para a Escola de Cura para o aprender os 7... veja bem, os 7 passos para receber a cura divina. (Lc 13:10-17)

Se Jesus fosse neopentecostal, de forma alguma teria entrado em Jerusalém montado num jumento, mas teria entrado numa carruagem real toda trabalhada em pedras preciosas, com Poncio Pilatos, Herodes e a cantora Maria Madalena cantando hinos de vitória “liberando” a benção sobre Jerusalém. E o povo não O receberia declarando Hosana! Mas marchariam atrás da carruagem enquanto os apóstolos contariam quantos milhões de pessoas estavam na primeira marcha pra Jesus. (Mt 21:1-15)

Se Jesus fosse neopentecostal, ao curar o leproso (Mc 1:40-45), este não ficaria curado imediatamente, mas durante a semana enquanto ele continuasse crendo. Pois se parasse de crer.. aiaiaiaiai.

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria expulsado o demônio do geraseno com tanta facilidade, Ele teria realizado um seminário de batalha espiritual para, a partir daí, se iniciar o processo de libertação daquele jovem. (Mc 5:1-20)

Se Jesus fosse neopentecostal, o texto seria assim: “Mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um pobre entrar no reino dos céus.” (Mt 19:22-24)

Se Jesus fosse neopentecostal, não teria transformado água em vinho, mas em Guaraná Dolly. (Jo 2:1-12)

Se Jesus fosse neopentecostal, Ele teria sim onde recostar sua cabeça e moraria no bairro onde estavam localizados os palácios mais chiques e teria um castelo de verão no Egito. (Mt 8:20)

Se Jesus fosse neopentecostal, Zaqueu não teria devolvido o que roubou, mas teria doado ao Seu ministério. (Lc 19:1-10)

Se Jesus fosse neopentecostal, não pregaria nas sinagogas, mas na recém fundada Igreja de Cristo, e Judas ao traí-Lo, não se mataria, mas abriria a Igreja de Cristo Renovada.

Se Jesus fosse neopentecostal, não diria que no mundo teríamos aflições, mas diria que teríamos sucesso, honra, vitória, sucesso, riquezas, sucesso, prosperidade, honra.... (Jo 16:33)

Se Jesus fosse neopentecostal, Ele seria amigo de Pôncio Pilatos, apoiaria Herodes e só falaria o que os fariseus quisessem ouvir. 

Certamente, Se Jesus fosse neopentecostal, não sofreria tanto nem morreria por mim nem por você... Ele estaria preocupado com outras coisas. Ainda bem que não era.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

IAP abre inscrições para vestibular do 1º curso de Teologia


A partir do dia 25 deste mês, estarão abertas as inscrições para o vestibular do primeiro curso de Teologia da Igreja Adventista do Sul do Brasil. Os candidatos devem acessar o formulário de inscrição por meio do site www.iap.org.br/vestibular. O curso, que passa a ser oferecido no Instituto Adventista Paranaense (IAP) a partir de 2014, abre 60 vagas para a primeira turma. O período de inscrições vai até 15 de janeiro. A prova acontece no dia 19 de janeiro e as aulas têm início no dia 17 de fevereiro.

Conquista - Este é o quarto seminário teológico adventista aberto no Brasil. Na avaliação do coordenador da rede educacional adventista para o Sul do País, pastor Douglas Menslin, trata-se da conquista de um sonho para uma região que está entre as que mais envia alunos para os seminários adventistas do Brasil e da América do Sul. "Nesse momento histórico para a educação adventista superior no Sul do Brasil, estamos consolidando o sonho de nossos pioneiros, que aqui chegaram no final do século 19 com a missão de preparar jovens para servirem à Deus e ao próximo", complementa.

Linha do programa - O novo curso de Teologia do IAP dará ênfase no preparo de líderes para o contexto da pós-modernidade, levando em conta os desafios de evangelização em comunidades urbanas de grandes centros fortemente influenciados pelo existecianlismo e pela descrença em Deus.

Fonte: Portal USB

Há base bíblica para levantar as mãos no louvor?


PERGUNTA: Há base bíblica para a prática, cada vez mais comum, de levantar e movimentar as mãos durante o canto congregacional?

Essa pergunta pode parecer sem importância, porém revela que estamos muito interessados em um tipo de culto que esteja biblicamente fundamentado e que não viole as instruções bíblicas. Mostra, também, que o movimento das mãos enquanto cantamos está criando certa tensão. Vou falar do uso das mãos durante os atos de adoração. Ficará claro que, na Bíblia, o ritual do uso das mãos acontecia, principalmente, durante a oração.

1. Atos não-verbais. As expressões corporais desempenham papel importante na expressão de ideias e emoções. Estudos sobre o papel dos atos não-verbais na adoração nos ajudam a entender um pouco melhor seu significado.

Na Bíblia, temos apenas a linguagem da postura, gestos, movimentos e expressões faciais. As artes do antigo Oriente Médio ilustram muitos desses gestos. Os gestos das mãos, mencionados na Bíblia, eram também comuns no ambiente de adoração e culto no antigo Oriente Médio.

2. Levantar das Mãos. As expressões "levantar as mãos [yãdím]" ou "levantar as palmas (mãos) [kappayim]" são praticamente sinônimas. São usadas em diferentes contextos e, em alguns casos, expressam significados distintos. "O ato de levantar as mãos" é um gesto que expressa adoração no contexto do culto. Os que ministravam no templo eram exortados assim: "Levantem as mãos na direção do santuário e bendigam o SENHOR!" (SI 134:2, NVI).

O gesto indicava que o objeto de louvor era o Senhor e que todo o indivíduo estava envolvido nesse ato. Era também usado para apresentar ao Senhor as orações e súplicas (SI 28:2), como se a oração fosse colocada na palma da mão e levantada ao Senhor pedindo-Lhe que aceitasse (SI 141:2).

Em outros casos, o gesto aparece para expressar a vontade do adorador de receber do Senhor o que pediu (SI 63:4, 5; Lm 2:19). Mas o levantar das mãos parece expressar algo profundo, algo relacionado com o coração humano: "Derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para Ele as mãos" (Lm 3:41, NVI). O levantar das mãos correspondia ao levantar do íntimo do ser adorador ao Deus adorado, em comunhão com Ele.

3. Movimentar as Mãos. Neste caso, o verbo é pãrash ("acenar"), expressando a ideia de que as mãos acenam em frente da pessoa, não necessariamente levantadas. Às vezes, parece que o adorador acena as mãos em direção ao templo, ao Céu (l Rs 8:38, 39, 54; SI 44:20) ou ao Senhor (Êx 9:33).

O movimentar das mãos era usado, particularmente, durante as orações de súplica (l Rs 8:54; Is 1:15; Êx9:29; Lm 1:17) ou quando havia uma profunda necessidade da presença de Deus (SI 143:6). No salmo 88:9, lemos: "A minha vista desmaia por causa da aflição. SENHOR, tenho clamado a Ti todo o dia, tenho estendido para Ti as minhas mãos".

A necessidade do salmista é tão intensa que ele implora pela ajuda do Senhor. Embora em necessidade profunda, o adorador vai ao Senhor e estende as mãos a Ele, pedindo ajuda. Esse gesto mais intenso era uma expressão pessoal de de¬pendência de Deus (SI 44:20) e a devoção do coração ao Senhor (Jo 11:13).

4. E Então? Tanto quanto posso apurar, não há aceno com as mãos durante o culto na Bíblia. O levantar das mãos é comum (cf. l Tm 2:8). A Bíblia não prescreve gestos das mãos na adoração, mas os descreve como prática comum aceitável.

A arte dos cristãos primitivos indica que eles costumavam orar com os braços e as mãos estendidas para os lados, formando um crucifixo com o corpo. Hoje, unimos nossas mãos, tanto atrás como na frente do corpo, ou simplesmente as deixamos soltas.

Ocasionalmente, podemos juntar as palmas das mãos e entrelaçar os dedos, uma prática comum entre os antigos romanos e sumerianos. Em outros tempos, as palmas eram colocadas juntas com os dedos estendidos, ato comum no budismo e hinduísmo.

A introdução de novidades em nossas igrejas, influenciadas pelo sistema carismático de adoração, pode perturbar um culto que deveria estar centrado em nosso Criador e Redentor e na Sua Palavra. Seria melhor seguir as práticas comuns da congregação onde coletivamente adoramos o Senhor.  

Autor: Angel Manuel Rodríguez, diretor do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

Fonte: ADVENTIST WORLD, Fevereiro de 2009.