sexta-feira, 3 de outubro de 2014

A disputa pelo poder e a responsabilidade civil dos cristãos


Neste mês de outubro, 11 candidatos disputam a presidência do Brasil, posição mais elevada do governo. Além da pessoa que vai dirigir o país, serão escolhidos os nossos representantes em diferentes setores públicos, como governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Mas, às vésperas das eleições, ainda tem gente perdida como o palhaço Tiririca que, em 2010, quando foi candidato a deputado federal, disse não saber para que servia a política nem os políticos.

Na época, o humorista ganhou a atenção dos eleitores com os bordões “o que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto" e "Pior do que tá não fica, vote Tiririca". Ironicamente, ele foi o deputado mais votado do Brasil, com quase 1,5 milhão de votos. A vitória de Tiririca nas urnas sugere pelo menos duas coisas sobre o eleitorado brasileiro: desinteresse e descontentamento. Afinal, elegemos um palhaço como nosso representante!

O ponto é que a política rege a sociedade, mas o brasileiro nem sempre se dá conta disso. Mesmo com o possível despertamento de uma geração, exemplificado nas manifestações populares históricas de junho do ano passado, ainda é preciso avançar. Foi por essa razão que dedicamos esta matéria para explicar o bê-a-bá do processo eleitoral e mostrar a experiência de alguns jovens que se interessam pela política e procuram participar ativamente dela.

Falando grego
Você deve estar pensando: “Ok, acompanhei as manifestações, mas o que isso tem a ver comigo?” Tudo, porque querendo ou não, todos somos políticos. Estamos envolvidos diariamente em questões de implicações coletivas, da vida em sociedade, como o acesso ao atendimento de saúde de qualidade, o ingresso em universidades de ponta, a sensação de insegurança ao voltar da faculdade à noite e o polêmico preço das tarifas do transporte público.

Portanto, para começar, é importante saber que, se hoje o discurso dos políticos parece soar em “grego”, foi o povo da Grécia que deu uma grande contribuição para a organização das sociedades. A política surgiu há 2.500 anos, com os cidadãos que procuravam uma forma de melhor governar Atenas.

A palavra é derivada do grego politheia. O termo refere-se a todos os procedimentos utilizados para administrar a cidade-estado (pólis). O poder, antes centrado apenas em mãos autoritárias, foi dividido entre a elite ateniense que passou a assumir funções públicas, representando o povo dentro do governo.

Primeiramente, a seleção dessas pessoas foi feita por meio de sorteio. Quem conseguia uma vaga na gestão da pólis ganhava até salário. Mais tarde, foi adotado o voto. A população também podia acompanhar as reuniões realizadas em praça pública, ficando por dentro de tudo que acontecia. Ironicamente, séculos depois, boa parte dos brasileiros parece distante desse processo.

O povo é quem manda, só não sabe
Desde 1889, o Brasil adotou a república como sistema de governo. No dia 15 de novembro daquele ano foi declarado o fim da monarquia, um marco da nova era na qual ingressava o país. Fomos os últimos do continente americano a adotar esse modelo. Diferentemente da monarquia, a república permite aos brasileiros a participação no processo democrático, por meio do voto, como faziam os atenienses.

Mas só votar não é o suficiente. O povo precisa acompanhar de perto como a máquina pública é administrada, reivindicar seus direitos junto a seus representantes e ser responsável em cumprir seus deveres. Porém, segundo especialistas, nos últimos anos, os brasileiros têm demonstrado desinteresse nas eleições, e acabam votando por obrigação ou se abstendo do voto.

“As eleições parecem ter perdido um pouco de espaço para outras formas de participação, como os protestos, juntamente com o declínio da confiança dos cidadãos em instituições políticas, especialmente partidos políticos e o Poder Legislativo”, explica o cientista político Guilherme Arbache. Mesmo assim, Arbache acredita que o voto ainda é o maior instrumento de poder na mão do povo. “As eleições ainda são a expressão máxima do processo democrático”, resume.

No Brasil, o modelo político adotado é o da democracia representativa. Por meio dela, líderes políticos representam o povo nas variadas esferas públicas. De acordo com a Constituição, todo brasileiro pode cobrá-los, fazendo valer seus direitos de cidadão.

Em outras palavras, se você estiver descontente com aquele buraco gigantesco na sua rua, é possível conversar com o vereador da sua cidade, o mesmo em quem você votou ou não, e pedir a ele satisfações. A atitude serve também para outros casos, como postos de saúde superlotados e escolas sem professores.
Esses representantes atuam mais especificamente nos chamados três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Apesar de distintos, eles estão interligados e o funcionamento deles é o que torna a democracia mais sólida e eficaz (veja o tópico “Tripé político”).

Na prática
Para entender um pouco mais como funciona a política, nada melhor do que começar pelas eleições. No início de julho, os interessados realizaram junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o registro de suas candidaturas para o pleito de 2014. Neste ano, a disputa conta com 11 presidenciáveis: três mulheres e oito homens. Enquanto que para os cargos de governador, senador e deputado competem 26.127 pessoas. Em outubro, caberá a 142.822.046 eleitores decidir quais deles serão os novos líderes do Estado.

Na última eleição presidencial, em 2010, mais de 135 milhões de pessoas votaram, sendo 2,3 milhões de jovens entre 16 e 17 anos. Mas essa representação caiu. Apesar de o número total ter aumentado, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, apenas 1,6 milhão de jovens da mesma faixa etária votarão este ano – 700 mil a menos que em 2010 (ano que já tinha registrado queda em comparação com 2006). É interessante entender o comportamento desse grupo que vota facultativamente, já que para os demais a participação na eleição é obrigatória.

A tecnologia e o voto
O processo é apurado a partir da contagem das urnas eletrônicas. Mas nem sempre foi assim. Na época da República Velha, o voto era feito em papéis e levava meses para que os brasileiros soubessem quem seria eleito. Normalmente, os votos eram transferidos de todas as cidades do Brasil para o Rio de Janeiro, em meio às limitações de transporte da época, o que colocava em xeque a confiabilidade do resultado.

As coisas mudaram um pouco em 1881 com a Lei Saraiva, ainda nos tempos do império. É que a lei impôs a criação do título de eleitor, estabeleceu eleições diretas e determinou que só poderia votar quem tivesse mais de 21 anos, fosse alfabetizado e possuísse renda superior a 200 mil contos de réis.

Menos de um século depois, foi criado o primeiro Código Eleitoral brasileiro, então prevendo o uso de uma “máquina de votar”. Somente entre as décadas de 80 e 90 é que surgiram as urnas eletrônicas. No entanto, 765 cidades já usarão urnas biométricas e sistema digital de registro de voto neste ano. Em duas delas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bento Gonçalves (RS) e Florianópolis (SC), haverá um projeto-piloto de votação mista: com e sem identificação biométrica.

Dos eleitores, 23,8 milhões estão cadastrados biometricamente e deles 21,6 milhões votarão após autenticação do voto com as digitais na eleição deste ano. Essa forma de votação, independentemente do tipo da urna, é considerada democrática, uma vez que a escolha de todas as pessoas tem o mesmo peso e vale a soma da maioria das intenções.

Em outros países, cuja democracia também é o sistema vigente, o voto é optativo. Assim, só vota quem quiser, e aquele que se abstém não é multado em 3,50 reais, como no Brasil. Canadá, Estados Unidos, El Salvador, Cuba, Colômbia e Paraguai são alguns dos países em que o voto não é obrigatório.

Por que participar?
Mas como se envolver com política e por que fazer isso? No Brasil, apenas 9% dos jovens se consideram politicamente participantes, seja pelo engajamento em algum comitê partidário ou em coletivos e diretórios. E os demais? Segundo a pesquisa Agenda Juventude Brasil 2013 que apresentou este dado, 38% da jovens não gostam e não se envolvem com política.

A razão desse fenômeno pode estar relacionada ao desinteresse, mas também ao analfabetismo político. Nas grades estudantis, por exemplo, não há uma matéria de educação política que ensine o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro ou a administração nacional. No máximo, o assunto é pontuado na disciplina de Geografia.

Experiência positiva
Porém, da cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, vem um bom exemplo de alguém que contrariou essa lógica. Francisco Kelvin, de 17 anos, tem uma opinião bem firme sobre tudo o que tem a ver com política. “Nossas relações no dia a dia são atos puramente políticos. Nossa vida é política”, pontua. “Nesse sentido, sempre me coloquei como tal e sempre procurei exercer isso: na escola, em casa, na minha militância...”, relata, mostrando seu interesse pelo tema.

O estudante apresenta outro ponto de vista sobre o desinteresse dos jovens pela política: “É que nossa política é chata. Essa talvez seja a questão. Nossos políticos estão ultrapassados. Falam chatices. E o jovem sabe disso”, opina.

Apesar de não ser um tema indigesto, Kelvin sempre gostou do assunto, o que o levou a se engajar logo cedo. Aos 15 anos, ele já participava do projeto Protagonismo Juvenil e da Patrulha Eleitoral – iniciativas que estimulam o adolescente a desenvolver atividades além dos interesses individuais na cidade em que vive.

Como tomou gosto, Kelvin não parou. Um ano depois, envolveu-se no movimento estudantil na escola e na comunidade e então nos programas Parlamento Jovem e Jovens Embaixadores, no qual ganhou uma viagem para os Estados Unidos, realizada em janeiro.

Mais perto do parlamento
O Parlamento Jovem é uma iniciativa da Câmara dos Deputados que seleciona menores de idade para passar uma semana em Brasília a fim de conhecer a rotina dos parlamentares. Já o projeto Jovens Embaixadores é um programa criado em 2002 e busca beneficiar os alunos brasileiros da rede pública de ensino que se destacam por sua atuação comunitária. Os selecionados passam três semanas nos Estados Unidos.

Ambas as experiências foram significativas para Kelvin mas, por meio do Parlamento Jovem ele entendeu melhor o sistema legislativo brasileiro. “Fiquei uma semana em Brasília trabalhando como deputado. Foi uma experiência riquíssima, vivenciei um pouco do nosso processo legislativo, vi o quanto ele é lento e cansativo, porém de suma importância para nós”, avalia.

Kelvin não sonha em assumir um cargo eletivo. Ele prefere a militância e sonha, na verdade, em se formar em Biologia ou Geografia, mas sempre continuar na luta por uma reforma política. Mas, caso um dia se candidate a algo, será para uma função legislativa e não executiva, ele garante.

Militância com e sem partidos
Mas para quem tem convicções alinhadas às de partidos, vale a filiação. Coisa que o estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, Kauê Scarim, de 22 anos, fez. Scarim milita desde 2011 no Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Hoje ele também é diretor da União Nacional dos Estudantes (UNE) e militante no coletivo da juventude do PSOL, o JSOL. De acordo com ele, dos aproximados 89.222 mil filiados ao partido, um terço são jovens.

No Brasil existem 32 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e mais de 15 milhões de pessoas filiadas a eles. Segundo o TSE, “a filiação partidária é o ato pelo qual um eleitor aceita, adota o programa e passa a integrar um partido político”. O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) é o que soma mais filiados, ultrapassando 2 milhões de pessoas. Já o Partido da Causa Operária (PCO) é o que tem menos, apenas 2,6 mil filiados.

No entanto, politização não tem ligação direta com partidarização. Pode-se ser uma pessoa politizada, mas sem estar filiado. É o caso de muitos jovens que exercem influências positivas em suas comunidades ou que lutam por um bem comum.

No ano passado, as manifestações pela redução da tarifa dos ônibus foram conduzidas por jovens, sobretudo estudantes. Havia os partidários no meio do movimento, como Scarim, mas uma grande maioria não era filiada. O que abre mais uma vez a margem para mostrar que politização não tem que ver com partidarização.
Pensamento defendido também por Kelvin que, por algum tempo, teve ideais muito alinhados aos da cartilha petista, mas que não se considera um militante do partido, e sim das bandeiras que defendem uma reforma política.

Religião e política
Vivemos em um Estado laico, termo de origem latina (laicus) que significa sem religião ou secular. Sendo assim, o Brasil não possui uma religião oficial. Essa posição ajuda a garantir, por exemplo, que ateus e religiosos de várias matrizes, sejam maioria ou minoria, tenham os mesmos direitos de expressar sua fé ou descrença.

Conforme está escrito na Constituição, no Art. 5º, Inciso VI, "é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias".

Quem estudou em nível doutoral a relação entre o Estado e as organizações religiosas foi Josias De Benedicto, professor do curso de Direito do Unasp. Segundo ele, nessa discussão costuma haver confusão com a definição de termos como "Estado laico", "igreja e Estado", "liberdade de crença" e "liberdade religiosa”.

De acordo com Josias, “o ideal de um estado laico é efetivar uma separação entre ‘religião e estado’ e não apenas separar ‘igreja e estado’”. É importante entender que “religião é o todo; igreja é parte”. Ou seja: “se igreja é um símbolo religioso do cristianismo, ela não é do islamismo (mesquita) e do judaísmo (sinagoga)”, diferencia. Confusão semelhante ocorre com as expressões "liberdade de crença" (qualquer tipo) e "liberdade religiosa" (crença especificamente religiosa).

Cristãos no debate
De acordo com o professor, no que diz respeito aos cristãos e à política, infelizmente, há um mal-entendido em boa parte das igrejas. Para ele, devido a ideias distorcidas vindas dos púlpitos, os fiéis são induzidos a não se inteirarem na política. “Muitos líderes cristãos pregam uma suposta incompatibilidade entre vida cristã e vida política, confundindo politicagem com política. Grande erro!”, observa Josias, alertando ainda para o fato de que “não participar da vida político-democrática significa correr o risco de ser governado por descrentes que abominam a Deus”.

Contra a maré dos cristãos que preferem não entrar em discussões políticas, o funcionário público Diego Fortunato considera importante estar atento ao cenário político em que vive. Aos 30 anos de idade, o adventista do sétimo dia já votou em seis eleições. Para ele, votar conscientemente garante inclusive a segurança dos próprios cristãos. “É preciso estar consciente se o candidato é liberal ou conservador, se ele segue uma linha democrática ou se seu partido tem ligação histórica com ditaduras e regimes comunistas que reprimem o cristianismo e qualquer liberdade religiosa”, adverte.

Na Bíblia é possível ver representantes do povo de Deus envolvidos em questões civis. José, Moisés, Ester e Daniel, todos tiveram contato com os governantes de sua época. José foi governador no Egito. Similarmente, Daniel alcançou o topo do poder civil em Babilônia, e aquela nação foi beneficiada por isso. Mais tarde, o profeta teve influência no governo medo-persa dos imperadores Ciro e Dario. No Novo Testamento, há registro de Paulo pregando para o alto escalão do Império Romano. E assim foi com os cristãos ao longo da história.

Segundo Márcio Costa, professor de Teologia do Instituto Adventista Paranaense (IAP), Ellen G. White, uma das pioneiras da Igreja Adventista, era favorável e encorajava os jovens para que se candidatassem a cargos públicos. “No entanto, ela advertia que, tal qual José no Egito, a religião deve ser o esteio de todas as decisões. Não pode haver incoerência entre o exercício da função e a prática da fé”, complementa o especialista em história do adventismo.

Na visão do teólogo, o estado e a igreja exercem funções complementares e, em alguns tópicos compartilham a mesma agenda, como a promoção da justiça e da paz e o investimento em saúde e educação. “Ao estado compete a manutenção da ordem social por meio do cumprimento das leis, o que envolve punição ou recompensa e, à igreja cabe a transformação pessoal por meio do evangelho”, define.

Ao falar sobre a importância do perfil do candidato a ser escolhido, ele aconselha que os cristãos analisem, além das propostas e capacidade administrativa do político, como o discurso e a conduta dele revelam seus princípios morais (veja o tópico “Cartilha”). “O voto, portanto, é um dispositivo que a democracia nos dá de representar a vontade de Deus”, conclui o teólogo Márcio Costa.

Tripé político
Executivo. Está dividido em três níveis: federal (presidente), estadual (governador) e municipal (prefeito). É responsável pela execução de programas em áreas como educação, saúde, agricultura, habitação, saneamento e prestação de serviços públicos.

Legislativo. Também é divido em três níveis: municipal (vereadores), estadual (deputados) e federal (deputados e senadores). São os parlamentares que devem fazer do legislativo o principal fórum de debate social, ouvindo a população e a representando em suas decisões. Eles também fiscalizam o Poder Executivo.

Judiciário. Pune quem não cumpre a lei e protege os direitos individuais e coletivos dos brasileiros. É dividido por áreas: federal, estadual, do trabalho, eleitoral e militar. Os juízes ou magistrados são selecionados via concurso público.

Cartilha
Assim como outras denominações, a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem orientado seus membros sobre a postura da organização em tempos de eleição. Seguem abaixo as principais diretrizes.

A igreja, suas instituições e funcionários não manifestam apoio a nenhum regime político, partido ou candidato. Ela é apartidária. Por isso, não mantém bancada de parlamentares e nem permite que seus templos, reuniões e materiais sejam usados para propaganda eleitoral.

A igreja recomenda que seus membros participem das eleições e que votem em candidatos que: (1) combatam as drogas legais e ilegais; (2) defendam e liberdade religiosa, a separação entre igreja e estado e a proteção à família; (3) e que tenham propostas concretas para melhorar a vida da população.

A igreja desaconselha que candidatos adventistas peçam votos em reuniões oficiais e solicita que eles deixem suas funções na congregação local durante a campanha. Para se candidatar, pastores e funcionários da igreja devem se desligar da organização. Adventistas eleitos não são representantes da denominação no parlamento ou poder executivo.

Fonte: Documento “Os adventistas e a política”, redigido pela sede sul-americana da Igreja Adventista e publicado na Revista Adventista de setembro de 2014, nas páginas 12 e 13.

Saiba quem (não) representa você
Câmara dos Deputados: representa o povo brasileiro, legisla sobre os assuntos de interesse nacional e fiscaliza a aplicação dos recursos públicos. Durante quatro anos, os 513 deputados federais criam, reformulam e votam leis (www2.camara.leg.br).

Senado Federal: além de aprovar leis e fiscalizar o Poder Executivo, os 81 senadores podem processar e julgar o presidente da República, regulamentar as agências reguladoras e suspender a execução de leis julgadas pelo STFcomo inconstitucionais. Cada estado elege três senadores para um mandato de oito anos (www.senado.gov.br).

Presidência: governa o povo e administra os interesses públicos; exerce o papel de chefe de Estado e de governo; e executa as leis elaboradas pelo Poder Legislativo, mas também pode iniciar esse processo. É eleito(a) para um mandato de quatro anos, com possibilidade de reeleição (www2.planalto.gov.br).

Game baseado em passagens da Bíblia tenta lançamento no PlayStation


O jogo "The Bible Video Game" ("O videogame da Bíblia", em português), foi enviado para aprovação da Sony para ser lançado nos consoles PlayStation 4, PlayStation 3 e no portátil PS Vita. A informação foi divulgada na página do game no site Kickstarter, onde o estúdio Tornado Twins pede US$ 35 mil para desenvolver os três primeiros episódios. Faltando 29 dias para o fim da campanha, o jogo da Bíblia havia arrecadado US$ 26 mil.

Além dos consoles PlayStation, "The Bible Video Game" está previsto para PC, Linux e Mac. Não há planos para levar o game para consoles Xbox ou Nintendo.

Produzido por um time de veteranos de games das séries "Lego", "Star Wars" e "Assassin's Creed", o game da Bíblia é dividido em 10 episódios, sendo o primeiro "David: Rise of a King", baseado na história de David e Golias.

O estúdio é liderado pelos irmãos gêmeos Ruben e Efraim Meulemberg, que promete "transformar o livro mais amado do mundo em um jogo de qualidade". Na página do game no Kickstarter, a dupla diz que planeja "criar uma experiência de jogo de primeira, que permitirá aos jogadores experimentar as histórias da Bíblia como nunca antes", e avisa: "O jogo será fiel à Bíblia".

Fonte: UOL

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Dia do Anjo da Guarda - Conheça a visão adventista e outras mais


Celebração e visão católica 
Nesta data, dia 2 de Outubro, comemora-se no calendário cristão, o Dia dos Anjos da Guarda! Essa festividade religiosa surge em meados do século VII na Inglaterra Medieval quando alguns pais se reunem com suas crianças para homenagearem seus anjinhos da guarda. Depois de algum tempo, no Anno Domini 1111, surge essa reza do catecismo:

Angele Dei / Qui custos es mei / Me, tibi commissum pietate superna / Illumina, custodi / Rege et guberna / Amen!

Em 1608 A.D., o Sumo Pontífice de Roma universaliza o Dia do Anjo da Guarda estabelecendo-o oficialmente como feriado da cristandade.

A Igreja Católica acredita, que no dia do batismo, cada cristão é confiado a um anjo que o acompanha e o guarda em sua caminhada para Deus, iluminando-o e inspirando-o. 

Embora o Magistério da Igreja não tenha definido como dogma de fé a tutela dos anjos sobre os homens, alguns santos doutores da Igreja afirmaram a mesma concepção judaica de que o povo de Deus, as dioceses, as nações, etc., e cada pessoa tem um anjo protetor particular. São Basílio Magno (330-369) afirmou que ”cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida” (Eun. 3,1).

Visão espírita 
Segundo a visão espírita, os chamados "anjos da guarda" pelo Catolicismo correspondem aos espíritos guias que cada um de nós possui. O Espírito protetor, anjo da guarda, ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido. 

Estes "Espíritos Protetores" tem missão específica junto às pessoas: aconselhar, consolar, sustentar, durante as provas que a vida impõe, provas que servem para nosso desenvolvimento e quitação da consciência perante as leis divinas. Cada "Mentor Espiritual" é designado a seu protegido antes do nascimento, acompanhando-o do nascimento até a morte física. Como evoluíram mais rapidamente que nós, doam-se amorosamente na missão de nos auxiliar a encontrar o caminho do verdadeiro Amor.

Outras visões
As tradições astrológicas geralmente atribuem nomes para os anjos “embaixadores” dos planetas responsáveis pela influência na vida do homem..

A Teosofia, uma espécie de mistura de Filosofia, Religião e Ciência, admite a existência dos seres angélicos, e várias classes dentre eles, embora existam relativamente poucos estudos neste campo que as sistematizem profundamente.

E o Hinduísmo influencia o Budismo e ambos falam dos Devas, uma versão angelical semelhante às outras religiões ocidentais, sendo “seres brilhantes” ou “autoluminosos”.

Na questão de angeologia, a religião que mais se aproxima da crença cristã adventista é o islamismo, tendo herdado essa doutrina das tradições dos Zoroastrianismo e do Judaísmo, dividindo os anjos em dois partidos principais, os bons, fiéis a Deus, e os maus, cujo chefe é Iblis ou Ash-Shaytan, o tal do Lúcifer cristão. Por outro lado, existe também no islamismo uma pequena categorização hierárquica, mas semelhante às descrições bíblicas.

Visão adventista
A promessa de Deus no Salmo 91:11 nos diz: “Aos Seus anjos dará ordens a teu respeito para que te guardem em todos os teus caminhos.” 

Outra promessa está no Salmo 34:7, que diz: “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.” 

O Salmo 103:20 nos diz: “Bendizei ao Senhor todos os Seus anjos, valorosos em poder que executais as Suas ordens, e Lhe obedeceis à Palavra.” 

Outra passagem que cita a presença de um anjo da guarda está no livro de Atos. Algumas pessoas que estavam reunidas na casa de Marcos manifestaram esta crença. Como Pedro estava preso, eles não acreditaram que ele estivesse à porta batendo, e disseram à menina que anunciou a sua chegada: “Estás louca. Ela, porém, persistia em afirmar que assim era. Então, disseram: É o seu anjo.” Atos 12:15 

Jesus também fala dos anjos das crianças: “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.” Mateus 18:10

Ellen G. White também nos fala sobre os anjos da guarda: 
"Hoje, como outrora, todo o Céu está observando, para ver a igreja desenvolver-se na real ciência da salvação. O Senhor Jesus está entre os homens. Seus anjos caminham entre nós, sem ser percebidos nem reconhecidos. Somos salvos de muitas ciladas e perigos invisíveis que, graças às maquinações hostis de nosso adversário, são colocados em nosso caminho para nos destruir. Oxalá nossos olhos se abrissem para discernir a vigilante solicitude e terno cuidado dos mensageiros da luz! Se aqueles que polidamente reconhecem os favores que recebem de amigos terrestres, entendessem quanto mais devem eles a Deus, seu coração corresponderia, em grato reconhecimento, aos preciosos favores que agora passam despercebidos e sem reconhecimento.

Não contamos bastantes vezes as misericórdias de Deus. Por deixarmos de exprimir gratidão, desonramos nosso Criador. Seus anjos, milhares de milhares e miríades de miríades, são enviados a ministrar aos que hão de herdar a salvação. Guardam-nos de males temporais, e põem em fuga os poderes das trevas, do contrário seríamos destruídos. Por que não avaliamos a solicitude de Deus? Se Satanás pudesse agir livremente e executasse seus desígnios, por toda parte se veria destruição. Por que não nos lembramos de que somos misericordiosamente protegidos contra o perigo? Não temos razão para ser gratos a todo momento, gratos mesmo quando em nosso caminho há aparentes dificuldades? Não podemos, então, confiar em nosso Pai celestial? 

Jamais saberemos de que perigos, visíveis e invisíveis, fomos livrados graças à interposição de anjos, antes que vejamos à luz da eternidade as providências de Deus. Então compreenderemos melhor o que Deus fez por nós, todos os dias de nossa vida. Saberemos, então, que toda a família celeste observava para ver nosso procedimento de cada dia. 

Todo crente que reconhece constantemente sua dependência de Deus, tem um anjo que lhe é designado, enviado do Céu para o ajudar. O ministério desses anjos é especialmente necessário agora, pois Satanás está empenhando seu último e desesperado esforço para se apoderar do mundo." Nos Lugares Celestiais, pág. 100 

"Um anjo da guarda é designado a todo seguidor de Cristo. Estes vigias celestiais protegem aos justos do poder maligno. Isto, o próprio Satanás reconheceu, quando disse: "Porventura, teme Jó a Deus debalde? Porventura, não o cercaste Tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem?" (Jó 1:9 e 10). O Grande Conflito, págs. 512 e 513. 

"Não sabemos que conseqüências terão um dia, uma hora ou um momento, e nunca devemos começar o dia sem encomendar nossos caminhos ao Pai celeste. Anjos Seus são comissionados para cuidarem de nós, e se nos colocarmos sob sua proteção, no tempo de perigo estarão ao nosso lado. 

Quando inconscientemente estivermos em perigo de exercer influência má, os anjos estarão ao nosso lado, orientando-nos para um melhor procedimento, escolhendo-nos as palavras, e influenciando-nos as ações." Parábolas de Jesus, págs. 341 e 342. 

"Os anjos de Deus estão ao nosso redor. ... Oh, deveríamos saber essas coisas, temer e tremer, e assim pensar muito mais do que o havemos feito, no poder dos anjos de Deus que nos vigiam e guardam. [...] Os anjos de Deus são comissionados pelo Céu a fim de guardar os filhos dos homens, e ainda assim estes se afastam da influência protetora daqueles, dirigindo-se para onde podem ter comunicação com os anjos maus. ... Oh, pudéssemos todos obedecer ao mandado do apóstolo! (II Cor. 6:17 e 18.)" Manuscript Releases, vol. 5, pág. 125.  

"Anjos são enviados para ministrar aos filhos de Deus que são fisicamente cegos. Anjos guardam os seus passos e livram-nos de milhares de perigos que, desconhecidos a eles, juncam o seu caminho." Beneficência Social, pág. 240. 

"Os anjos de Deus, milhares de milhares, ... nos guardam do mal, e repelem os poderes das trevas que nos estão procurando destruir. Não temos nós motivos de ser a todo momento agradecidos, mesmo quando existem aparentes dificuldades em nosso caminho?" A Ciência do Bom Viver, págs. 253 e 254. 

"Anjos de Deus vigiam sobre nós. Na Terra há milhares e dezenas de milhares de mensageiros celestes, enviados pelo Pai para impedir Satanás de obter qualquer vantagem sobre os que se recusam a andar no caminho do mal. E esses anjos, que guardam os filhos de Deus na Terra, estão em comunicação com o Pai, no Céu." Nos Lugares Celestiais, pág. 99. 

"Precisamos conhecer melhor do que conhecemos a missão dos anjos. Convém lembrar que cada verdadeiro filho de Deus tem a cooperação dos seres celestiais. Exércitos invisíveis, de luz e poder, auxiliam os mansos e humildes que crêem nas promessas de Deus e as invocam. Querubins, serafins e anjos magníficos em poder, estão à destra de Deus, sendo "todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação". Heb. 1:14." Atos dos Apóstolos, pág. 154.

Como podemos ver, a Bíblia e o Espírito de Profecia falam que aqueles que servem a Deus, amam a Jesus, e guardam seus mandamentos possuem proteção especial, e que os anjos são valorosos e obedientes em executar as ordens de Deus a nosso respeito.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pastor adventista é sequestrado durante culto de sábado na Ucrânia

Homens armados com metralhadoras e usando roupas camufladas até agora não-identificados entraram na igreja durante o culto de sábado,  27 de setembro, ordenaram o pastor Sergei Litovchenko (foto) a fechar a igreja e entrar num carro e em seguida foram embora. 

Segundo testemunhas, os homens afirmaram que "Esta é uma terra ortodoxa e que não há lugar para seitas". Indagado pelos membros sobre a razão para tal ato de violência, um dos sequestradores que parecia ser o líder do grupo respondeu grosseiramente que "Não é da sua conta".

Ainda não se sabe o que aconteceu com o pastor ou onde ele se encontra.
 
O sequestro é uma ação preocupante para a Igreja Adventista no leste da Ucrânia, onde confrontos entre separatistas pró-Rússia e as forças do governo ucraniano já mataram mais de 3.500 pessoas desde abril. Separatistas, que apoiam a fé ortodoxa e criticam o protestantismo afirmando ser a Igreja Adventista do Sétimo Dia uma seita, já detiveram vários membros da igreja no passado, mas sempre liberando-os rapidamente. 

John Graz, diretor de Relações Públicas e Liberdade Religiosa da Igreja Adventista do Sétimo Dia a nível mundial, expressou profunda preocupação com o sequestro e disse que estava confuso sobre por que alguém teria como alvo o pastor. 

"Nossa igreja é reconhecida oficialmente na Rússia e na Ucrânia, e esperamos que os nossos membros e pastores sejam respeitado pelas autoridades no território do leste da Ucrânia", disse Graz nesta segunda-feira (29/09). "A Igreja Adventista não está envolvida na política, e não entendemos o por que de ser alvo de ataques ."

Oremos para que Deus guie esta situação. 

Com informações de Adventist News Network

Começa o "Outubro Rosa", campanha de combate ao câncer de mama


A partir desta quarta-feira (1) tem início o "Outubro Rosa", campanha que visa à conscientização e ao combate ao câncer de mama. Durante todo o mês, serão realizadas diversas ações para informar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e os riscos da doença.

O movimento chegou ao Brasil em 2008, organizado pela Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), e seu lançamento oficial será às 19h30 desta quarta-feira na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Assim como no ano passado, cidades do mundo inteiro irão manifestar seu apoio à causa usando iluminação cor-de-rosa em seus monumentos principais.

O que é o câncer de mama?

Câncer de mama é o nome dado a um grupo de tumores que resultam da multiplicação anormal das células da glândula mamária. É o tipo de câncer que causa maior número de mortes em mulheres, sendo que a idade mais frequente de diagnóstico é entre os 40 e 60 anos. Sua incidência tem aumentado nos últimos anos, mesmo entre mulheres mais jovens.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

Em sua fase inicial, o câncer de mama pode não causar sintomas, apresentando alterações visíveis somente na mamografia. À medida que o câncer se desenvolve, pode ocorrer a formação de nódulos ou áreas mais endurecidas na mama, saída espontânea de secreção sanguinolenta do mamilo, alteração da pele da mama, que fica mais grossa ou avermelhada, aparecimento de gânglios endurecidos na axila e a retração do mamilo. Dor mamária nem sempre acompanha esses sintomas.

Qual a importância do autoexame das mamas?

O autoexame das mamas deve ser realizado mensalmente, a partir dos 20 anos de idade, uma semana após o período menstrual, palpando-se as mamas durante o banho e também na posição deitada. Caso for notada alguma alteração que não tenha correspondência na mama oposta, o médico deve ser procurado. Como o autoexame detecta apenas tumores maiores, não deve ser utilizado como única forma de detecção do câncer de mama. Sua realização é um método complementar à mamografia e ao exame clínico, servindo também como forma de autoconhecimento corporal.

Como detectar precocemente o câncer de mama?

Devido o câncer de mama não apresentar sintomas em suas fases iniciais, é necessária a realização periódica de alguns exames para diagnosticá-lo o mais precocemente possível, possibilitando assim maiores chances de cura. A mamografia é o principal exame para diagnosticar precocemente o câncer de mama.

É feita através do Raio-X específico das mamas, que detecta alterações suspeitas de câncer ainda muito pequenas. Deve ser realizado anualmente por todas as mulheres, a partir dos 40 anos de idade. O exame clínico das mamas, por um profissional de saúde, também deve ser realizado anualmente durante a consulta de rotina, a partir dos 20 anos de idade.

Como diminuir o risco de ter um câncer de mama?

Idade avançada e um histórico familiar de câncer de mama são os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, embora somente em cerca de 10% dos casos de câncer de mama ocorram uma tendência familiar.

Manter um estilo de vida saudável é o principal passo para evitar a doença. Fazer uma dieta balanceada, rica em vegetais, evitar o consumo de gorduras de origem animal, manter o controle do peso, fazer atividade física, abster-se do álcool e tabaco, bem como evitar o estresse são medidas que se mostraram eficazes para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer.

Dia do Idoso - A Velhice nos Escritos de Ellen White

O Dia Nacional do Idoso foi estabelecido em 1999 pela Comissão de Educação do Senado Federal e serve para refletir a respeito da situação do idoso no país, seus direitos e dificuldades. A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta.

A Velhice nos Escritos de Ellen White
Ellen White escreveu sobre os aspectos característicos da velhice. Em especial, serão apresentadas algumas declarações do livro Mente, Caráter e Personalidade:

"Se animados [os velhos] a partilhar dos interesses e ocupações domésticos, isto os ajudará a sentir que não deixaram de ser úteis. Fazei-os sentir que seu auxílio é apreciado, que há ainda alguma coisa para fazerem em servir a outros, e isto lhes dará ânimo ao coração, ao mesmo tempo que comunicará interesse a sua vida." [1]

“Que os membros de cada família ministrem aos próprios parentes [idosos]. Quando isto não é possível, essa obra pertence à igreja, e deve ser aceita igualmente como dever e como privilégio”. [2]

"Como é comovente ver a mocidade e a velhice dependendo uma da outra, o jovem olhando ao idoso quanto aos conselhos e à sabedoria, e o ancião ao adolescente em busca de auxílio e simpatia! Assim é como devia ser. Deus quer que os jovens possuam tais atributos de caráter que encontrem prazer na amizade dos idosos, para se unirem nos queridos laços da afeição aos que se estão aproximando da sepultura". [3]

"Os que têm de atender a pessoais idosas devem lembrar-se de que estas, especialmente, precisam de quartos quentes, confortáveis. O vigor declina à medida que avança a idade, deixando menos vitalidade para resistir às influências insalubres." [4]

"Foi-me mostrado Davi rogando ao Senhor que o não abandonasse quando fosse velho, e o que foi que lhe inspirou essa fervorosa oração [Sl 71:9, 17-18]. Ele viu que a maioria das pessoas idosas que o rodeavam não eram felizes, e que os traços lamentáveis de caráter aumentavam especialmente com a idade. Se as pessoas eram naturalmente avaras e cobiçosas, isto se acentuava desagradavelmente em sua velhice. Se eram ciumentas, irritáveis e impacientes, tornavam-se mais ainda quando idosas". [5]

[1] Ellen G. White, Mente, caráter e personalidade (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1996), 2:745. 
[2] Ibid., 2:746. A autora fala que recebeu revelação de Deus especialmente quanto a não se colocarem os idosos em asilos, isolados de todo convívio com os amigos e parentes. 
[3] Ibid. 
[4] White, 2:747. 
[5] Ibid., 2:748.

Dia Mundial do Vegetarianismo - Deus se importa com o abate de animais para consumo?


No dia 1º de outubro comemora-se o Dia Mundial do Vegetarianismo.

Estabelecido em 1977 pela Sociedade Vegetariana Norte Americana, é um dia para se celebrar e refletir sobre o impacto que a nossa alimentação tem no meio ambiente e na sociedade e informar sobre as vantagens de uma alimentação vegetariana.

Outro dia no Facebook li uma mensagem pró-vegetarianismo que dizia assim: “Por que você ama uns e come outros?”.

Para muitas pessoas é normal amar o cachorro, o gato e comer bois, vacas, galinhas e outros. Por quê? Esta é uma pergunta para se refletir, não é?

O animal tem sistema nervoso. Ele tem sentimentos, sente dor, como nós.

Nossa cultura aceita que um animal seja criado para ser abatido. Sim, come-se animais por uma questão cultural. Isto significa que a sociedade aceita que este animal será desmamado precocemente, separado da sua mãe, receberá ração que o ajudará a ficar pronto para o abate em menos tempo e deixar a carne mais macia para o consumo, além de receber muitas vacinas e antibióticos.

Além de nada saudável, homens e mulheres sustentam uma indústria que sobrevive e enriquece da crueldade de animais.

Você sabe o que é a carne de vitela ou baby beef? É a carne de bezerros com menos de 1 ano de idade, alimentados por uma dieta líquida carente de ferro, que substitui o leite nas primeiras semanas e, que depois é substituída por ração concentrada. Estes animais são criados confinados em baias individuais, onde mal conseguem exercer algumas atividades básicas como caminhar e se virar. Não podem tomar banho de sol. As barras das baias são se madeira, porque se fossem de ferro os animais as lamberiam de tanto que são deficientes.

É cruel demais. E, se fosse com você?

Eu não pretendo passar este artigo falando sobre o sofrimento dos animais de abate, porque você pode ler sobre este assunto aqui. Na internet também é possível assistir os documentários “A Carne é Fraca” e “Terráqueos”.

A questão que levanto neste post é ”Será que Deus faz vista grossa para este assunto? Será que ele não se importa com animais que ele criou com tanto amor?”

Vamos ver o que diz a Palavra de Deus.
“A todo aquele que derramar sangue, tanto homem como animal, pedirei contas; a cada um pedirei contas da vida do seu próximo.” Gênesis 9:5
Quando Deus libertou o povo de Israel do Egito, pretendia que eles fossem diferentes dos outros povos, que testemunhassem de Deus através de sua vida, um exemplo para os outros povos. Deu-lhes o maná como alimento. Mas, o povo habituado com os costumes pagãos do Egito reclamava e o que pediam para comer?
“Deliberadamente puseram Deus à prova, exigindo o que desejavam comer. Duvidaram de Deus, dizendo: Poderá Deus preparar uma mesa no deserto? Sabemos que quando ele feriu a rocha a água brotou e jorrou em torrentes. Mas conseguirá também dar-nos de comer? Poderá suprir de carne o seu povo?” Salmos 78:18-20.
Quais foram as conseqüências de suas escolhas?
“O Senhor os ouviu e enfureceu-se; com fogo atacou Jacó, e sua ira levantou-se contra Israel, pois eles não creram em Deus nem confiaram no seu poder salvador. Contudo, ele deu ordens às nuvens e abriu as portas dos céus; fez chover maná para que o povo comesse, deu-lhe o pão dos céus. Os homens comeram o pão dos anjos; enviou-lhes comida à vontade. Enviou dos céus o vento oriental e pelo seu poder fez avançar o vento sul. Fez chover carne sobre eles como pó, bandos de aves como a areia da praia. Levou-as a cair dentro do acampamento, ao redor das suas tendas. Comeram à vontade, e assim ele satisfez o desejo deles. Mas, antes de saciarem o apetite, quando ainda tinham a comida na boca, acendeu-se contra eles a ira de Deus; e ele feriu de morte os mais fortes dentre eles, matando os jovens de Israel. A despeito disso tudo, continuaram pecando; não creram nos seus prodígios. Por isso ele encerrou os dias deles como um sopro e os anos deles em repentino pavor. Sempre que Deus os castigava com a morte, eles o buscavam; com fervor se voltavam de novo para ele. Lembravam-se de que Deus era a sua Rocha, de que o Deus Altíssimo era o seu Redentor. Com a boca o adulavam, com a língua o enganavam; o coração deles não era sincero; não foram fiéis à sua aliança. Contudo, ele foi misericordioso; perdoou-lhes as maldade se não os destruiu. Vez após vez conteve a sua ira, sem despertá-la totalmente.” Salmos 78:21-38
O Espírito de Profecia também trata deste assunto:

“Deus requeira supremo amor a Deus e amor imparcial ao próximo, o vasto alcance dos seus reclamos toca também às criaturas mudas que não podem expressar em palavras suas necessidades e sofrimentos. “O jumento que é de teu irmão ou o seu boi não verás caídos no caminho e deles te esconderás; com ele os levantarás, sem falta.” Deut. 22:4. Aquele que ama a Deus, não somente amará o seu semelhante, mas considerará com terna compaixão as criaturas que Deus fez. Quando o Espírito de Deus está no homem, leva-o a aliviar o sofrimento antes que a criá-lo.” Beneficência Social, pág. 48

“Deus deu aos nossos primeiros pais o alimento que pretendia que a humanidade comesse. Era contrário ao Seu plano que se tirasse a vida a qualquer criatura. Não devia haver morte no Éden. Os frutos das árvores do jardim eram o alimento que as necessidades do homem requeriam. Deus não deu ao homem permissão para comer alimento animal, senão depois do dilúvio. Fora destruído tudo que pudesse servir para a subsistência do homem, e diante da necessidade deste, o Senhor deu a Noé permissão de comer dos animais limpos que ele levara consigo na arca. Mas o alimento animal não era o artigo de alimentação mais saudável para o homem. ” Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 373

“Não é tempo de que todos visem dispensar a carne na alimentação? Como podem aqueles que estão buscando tornar-se puros, refinados e santos a fim de poderem fruir a companhia dos anjos celestes, continuar a usar como alimento qualquer coisa que exerça tão nocivo efeito na alma e no corpo? Como podem eles tirar a vida às criaturas de Deus a fim de consumirem a carne como uma iguaria? Volvam eles antes à saudável e deliciosa comida dada ao homem no princípio, e a praticarem eles próprios e ensinarem a seus filhos, a misericórdia para com as mudas criaturas que Deus fez e colocou sob nosso domínio. “A Ciência do Bom Viver, pág. 317. Conselhos Sobre o Regime Alimentar, pág. 380

“Os animais são muitas vezes transportados a longas distâncias e sujeitos a grandes sofrimentos para chegar ao mercado. Tirados dos verdes pastos e viajando por fatigantes quilômetros sobre cálidos e poentos caminhos, ou aglomerados em carros sujos, febris e exaustos, muitas vezes privados por muitas horas de alimento e água, as pobres criaturas são guiadas para a morte a fim de que seres humanos se banqueteiem com seu cadáver. ”

“Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma.” I Ped. 2:11. A Ciência do Bom Viver, pág. 314.

Deus se importa com Suas criaturas. Ele as ama. Não devemos causar o sofrimento animal. Não devemos sustentar uma indústria que causa tanta morte e sofrimento. O nosso papel, dado a Deus no Éden, é cuidar, proteger as criaturas dEle.

O ser humano está cada dia mais frio e não se importa mais com a dor alheia. É preciso renunciar a tudo o que nos deixa frios e nos afasta de Deus.

Que possamos amar as criaturas de Deus e fazer a vontade do nosso Criador.