sexta-feira, 14 de agosto de 2015

G1 destaca pai enfermeiro e jovem adventista que luta contra o câncer

Em entrevista ao portal de notícias G1, o jovem Gabriel Pereira, de 15 anos, e seu pai Carlos Pereira, relatam o desafio de lutar juntos contra o câncer. Pereira, que é enfermeiro, contou ao veículo como é encarar a realidade de acompanhar um paciente que é seu próprio filho. Ele deixou seu emprego em Vitória, no Espírito Santo, a esposa interrompeu o curso de Medicina e a família se mudou recentemente para o interior de São Paulo para realizar o sonho de ver o filho curado.

A matéria publicada pelo G1 no Dia dos Pais enfatiza a visão do pai na luta contra o câncer. “Passar por isso me fez entender melhor as famílias, a doença. Acabou me ajudando a fazer o melhor pelas pessoas que também estão em sofrimento. Eu melhorei em tudo, como pessoa, profissional e pai”, garantiu Pereira, que hoje trabalha no Hospital do Câncer de Barretos, local em que o filho realiza o tratamento nos ossos.

Com a mudança de Estado, eles conheceram na Igreja Adventista da cidade, o Centro Adventista de Apoio à Família (CAAF), administrado pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e que presta auxílio, inclusive, a pessoas que vem para o município de diversos lugares do Brasil em busca de tratamento para variados tipos de câncer.

“O CAAF tem sido de grande apoio para a minha família neste momento difícil e de muitos desafios. É no Centro da ADRA que nós esquecemos um pouco da realidade do hospital e fazemos novos amigos e cursos”, relata Gabriel no vídeo gravado para o CAAF em 2015. Veja aqui.

CAAF - Centro Adventista de Apoio à Família
Para ler a matéria, clique aqui.

Com informações de Notícias Adventistas

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Os cristãos e o transtorno de personalidade múltipla


Foi numa noite chuvosa, em que me encontrava sozinha em casa, lendo algum livro qualquer, ouvindo uma boa música, que elas bateram à minha porta. E eu abri. Sim, eu abri. Oh, como me arrependo. Elas estariam melhores lá fora, mesmo na chuva e no frio. Mas eu dei um espaço para elas. Por baixo das capas de chuva, não pude ver que eram feias. Mas fiquei com pena. Disse que ficassem a vontade, que poderiam se sentir em casa, e elas, levaram ao pé da letra. Foi quando eu retornei com xícaras de chá, quentinhas, que eu as vi. Sob a luz, sem as capas, eu as vi. E elas começaram a se apresentar. Falaram seus nomes e seu endereço. Endereço? Eu própria. Elas habitam dentro de mim! Seus nomes... ah, como eu queria esquecer.

Rebeca, Ingrit, Alda, Charlene, Malvina..

E cada vez que uma dessas garotas dizia seu nome, eu via meu rosto refletido no seu. Como se elas fossem espelhos, pior, meus espelhos.

Não entendia o que era tudo aquilo. Seria um sonho? Uma alucinação? Deve ter sido porque eu comi muito chocolate, estou passando mal, só pode.

Malvina olhou pra mim e disse que não, que aquela era a realidade.

Foi a primeira vez que eu tive coragem de perguntar por quê? Por que tudo isso? Quem elas eram de verdade.

A própria Malvina começou respondendo:

Sou a Malvina, seu lado mau. Sua personalidade que você tenta esconder dos outros. Aquela que você pensa que ninguém sabe que existe, mas eu tô ali. Me alimento dos teus pensamentos maus, aqueles que você não tem coragem de colocar em prática.

Desmaiei.

Quando abri os olhos, surgiu um alívio, aquilo havia sido um pesadelo. Foi quando ouvi barulhos vindos da cozinha.

Lá estavam elas, preparando o jantar.

- O que você vai querer comer querida? Perguntou Fabiane, a falsa.

As outras riram. Ela continuou:

Sou seu lado falso, que se alimenta da mentira, que se alimenta do seu sorriso falso. Sobrevivo da sua hipocrisia. Sou eu quem coloca uma máscara em você, cada vez que você entra na igreja. Mas sou eu quem a tira, quando ninguém vê.

E todas querendo falar ao mesmo tempo. Foi ai que Charlene e Daiane mandaram as outras ficarem quietas, porque era a vez delas falarem.

“Sou a chata – Charlene falou- e Daiane minha irmã é a implicante, e juntas, fazemos você querer as coisas do seu jeito e implicar com a vontade dos outros. Desejamos ansiosamente que a sua (nossa) vontade prevaleça.

Quanto mais eu as conhecia, menos eu gostava daquelas garotas, mas o que mais me apavorava era o quanto elas se pareciam realmente comigo. Elas descreviam cada detalhe da minha vida, coisas que só eu sabia. Bom, eu e minhas personalidades.

Agora, elas estavam ali diante de mim. Tão reais. Passei muito tempo as alimentando, sem me dar conta do tamanho que elas poderiam obter.

E o desfile continuou com Ivy dizendo que queria aquela casa, que queria o meu carro, queria ter meu emprego, meu cabelo…; compreendi que ela era a inveja, meu lado invejoso, que até cobiça os bens dos outros.

Apareceu Alda reclamando do tempo, da chuva, da casa; Alda, segundo ela, era a mal-humorada. Eu, nos dias que reclamava de tudo. Ainda teve outras, que não vale a pena citar. São feias demais.

E elas continuavam a falar sem parar. Até que o jantar foi servido. Por alguns minutos, um pouco de silêncio. Mas de repente, Ingrit se levanta. E eu chocada observo o que vem a seguir. Ela cospe no prato. Eu começo a me sentir mal de novo, e antes que possa dizer qualquer palavra ela olha para mim e fala:

- Por que está tão chocada? Você faz a mesma coisa todos os dias. Prazer, sou Ingrit, a sua personalidade ingrata. Aquela que não sabe o valor da palavra ‘obrigada’. Sou eu quem faz você ser mal-agradecida. E sendo assim, você dá vez a minha irmã, Rebeca, a rebelde. Ela faz com que você se ache dona do seu próprio nariz. E faz com que você não queira depender de ninguém. Nem de seus pais e nem… dEle!

Sabe, tenho um segredo pra te contar. Nós não gostamos dEle! Porque Ele quer nos mudar, Ele quer que viremos o oposto do que somos, e isso, não podemos aceitar.

Mas morreremos se você não nos alimentar. Suas atitudes, suas palavras, seus pensamentos são nosso alimento.

Mas Ele chega no nosso endereço (você) e quer mudar tudo isso. Não, não aceitaremos isso. Somos sua carne, nos alimente por favor?! Por favor! Por…

Pesadelo terrível. Culpa dessa gripe que me deu febre.
“Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” Gl 5:17-25
Com amor

Papa Francisco: “Os domingos são um dom de Deus – não o estraguem”


O título desta notícia numa agência de notícias católica atribui ao Papa a afirmação: “Os domingos são um dom de Deus – não o estraguem”. Esta ideia foi transmitida pelo pontífice romano durante a audiência geral de ontem, onde ele destacou a importância do domingo como dia de descanso. 

Como já vem sendo hábito, o Papa invocou o fato de ter sido o próprio Deus que criou o dia de descanso no sétimo dia, que é o Sábado. Mas, logo a seguir, aponta para o domingo como “um tempo de descanso particularmente importante”, pois “nele encontramos Deus”. (Fonte: CNA)

Na publicação católica “A Fé dos Nossos Pais”, 47ª edição revista e ampliada, Baltimore: John Murphy & Co., 1895, p. 111, 112, o Cardeal James Gibbons escreveu: “Você poderá ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrará uma única linha autorizando a santificação do domingo. As Escrituras ordenam a observância religiosa do sábado”.

Por que razão, então, o mundo cristão observa o domingo como dia de descanso? Lemos no "Catecismo Romano", edição 1.566, p. 440: “A Igreja de Deus, porém, achou conveniente transferir para o domingo a solene celebração do Sábado”

Amigo/a, não se deixe enganar – o Deus da Bíblia ordena o descanso no sétimo dia, o Sábado; o Papa reclama esse atributo para o domingo, primeiro dia da semana.

Agora, você escolhe a quem reconhecer autoridade: à Bíblia, ou ao Papa…

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Conheça a sequência dos acontecimentos que marcarão o Fim dos Tempos


Algo que fascina e intriga qualquer estudante da Bíblia são as profecias, principalmente aquelas que ainda estão por se cumprir. Como adventistas, temos uma visão muito ampla dos acontecimentos finais da história. Tão ampla que, às vezes, nos perdemos em meio ao grande volume de informações. Para não se confundir, você encontra a seguir uma visão panorâmica dos eventos que antecederão a segunda vinda de Cristo. A sequência não é rígida, mas procura seguir a ordem mais lógica e natural dos acontecimentos mencionados na Bíblia e nos escritos de Ellen White. Momentos difíceis nos aguardam no futuro, mas a felicidade de estar com Jesus compensará tudo.

1. REAVIVAMENTO E REFORMA
Significa a completa mudança de mentalidade, hábitos e práticas entre o povo de Deus. Requisito para a chuva serôdia, só ocorrerá por meio de verdadeira conversão (Jl 2:12; 13, 23, 28, 29).

2. CHUVA SERÔDIA
Concessão especial do poder do Espírito Santo, é semelhante à experiência do Pentecostes (Jl 2:23, 28-31; At 2) e indispensável para a conclusão da missão. Requer profunda consagração (Jl 2:12, 13, 15-17).

3. ALTO CLAMOR
Como resultado da chuva serôdia, a igreja desperta e se envolve intensamente na pregação global do evangelho eterno (Ap 14:6-12; 18:1), dando oportunidade para cada ser humano decidir sobre a própria salvação (Mt 24:14; Mc 16:15).

4. SACUDIDURA
A mornidão espiritual, as falsas doutrinas, a crise final e a perseguição gerada pelo decreto dominical vão "peneirar" o povo de Deus. O "trigo" permanece na igreja enquanto o "joio" sai dela e se une aos perseguidores (Am 9:9; Mt 13:24-30).

5. SELAMENTO
Conduzido pelo Espírito Santo, esse processo se inicia na conversão e termina com a morte do crente ou o fim do juízo pré-advento (Ef 1:13; 4:30). O selo invisível, que prepara a pessoa para o tempo da angústia (Ap 7:2 3), confirma que ela pertence a Deus e é fiel à Sua lei (Is 8:16; Ez 20:20).

6. DECRETO DOMINICAL E PERSEGUIÇÃO
A união do poder religioso (papado) com o político (Estados Unidos) resultará na imposição por lei da guarda do domingo (Ap 13). Os guardadores da lei de Deus serão perseguidos e terão que fugir das grandes cidades.

7. ENGANOS SATÂNICOS
O inimigo concentrará seus maiores esforços nos últimos dias, usando principalmente o espiritismo e o protestantismo desvirtuado. Porém, o clímax do engano ocorrerá no tempo de angústia, quando ele imitará os milagres e o retorno de Cristo (2Co 11:14; Mt 24:23-27).

8. TEMPO DE ANGÚSTIA PRÉVIO
Breve período, possivelmente entre o decreto dominical e o fechamento da porta da graça, quando tribulações deixarão o mundo perplexo (Lc 21:25, 26; Primeiros Escritos, p. 85, 86).

9. FIM DO TEMPO DA GRAÇA
Quando Cristo concluir o juízo pré-advento no Céu, os salvos terão sido selados na Terra e o destino eterno de cada ser humano estará definido (Ap 22:11). O Espírito Santo deixará de atuar no coração dos ímpios e começará o tempo de angústia e o derramamento das pragas.

10. TEMPO DE ANGÚSTIA E AS SETE PRAGAS
Depois de terminada a intercessão no Céu (Ap 15:5-8), haverá um período de aflição sem precedentes (Dn 12:1), em que os anjos não mais conterão a fúria dos homens, da natureza e do mal (Ap 7:1-3). As sete pragas castigarão apenas os ímpios. Com exceção, talvez, da sexta e sétima pragas, esses flagelos não terão alcance global (Ap 16).

11. DECRETO DE MORTE
Os ímpios culparão o povo de Deus pelas pragas. Os fiéis serão perseguidos com o apoio de um decreto de morte promulgado pela coalizão entre as duas bestas de Apocalipse 13.

12. ANGÚSTIA DE JACÓ
Com a perseguição batendo à porta, o povo de Deus passará por um breve período de intensa angústia, assim como Jacó (Gn 32:22-32; Jr 30:7). Eles clamarão pela certeza do perdão dos pecados e por livramento da perseguição. Deus estará com eles.

13. ARMAGEDOM
É a última batalha entre o bem e o mal, que incluirá aspectos políticos, militares e religiosos. Terá alcance global e ocorrerá entre a sexta e a sétima pragas (Ap 16:12-16). Cristo e seu povo triunfarão (Ap 19:11-21).

14. LIVRAMENTO
A sétima praga inclui relâmpagos, trovões, um terremoto gigantesco, chuva de granizo e outros fenômenos cataclísmicos (Ap 16:17-21). Colocará fim à perseguição e culminará com o juízo de Deus contra a Babilônia mística e a ressurreição especial dos que precisam testemunhar a volta de Cristo (Dn 12:2; Ap 1:7).

15. SEGUNDA VINDA DE CRISTO
Ela será visível, audível e gloriosa. Jesus virá numa nuvem branca acompanhado de todos seus anjos (Mt 24:30; Ap 1:7) para ressuscitar os justos mortos, transformar os justos vivos (1Co 15:51, 52), fulminar os ímpios (2Ts 2:8) e levar os salvos para o Céu (1Ts 4:16, 17). Lá eles passarão mil anos (Ap 20:4), e retornarão com Cristo à Terra para testemunhar a destruição de pecado e pecadores (Ap 20:5; 7-15) e a restauração do planeta, no qual irão morar eternamente (Ap 21:1-4).

Eduardo Rueda - Revista Adventista agosto 2015

Fontes: O Grande Conflito e Eventos Finais, de Ellen G. White; e Preparação para a Crise Final (CPB, 2011), de Fernando Chaij

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Hoje é o Dia da Televisão - E ela pode matar você...


No dia 11 de agosto comemora-se o dia da televisão, data que homenageia Santa Clara, oficialmente reconhecida como padroeira da TV pelo Papa Pio XII, em Roma, que morreu justamente neste dia, no ano de 1253. Contudo, a primeira transmissão televisiva de que se tem notícia foi feita em 26 de fevereiro de 1926, pelo escocês John Logie Baird. Essa estreia teve um público reduzido, contando com apenas alguns cientistas da Academia de Ciências Britânicas, em Londres. A televisão foi trazida ao Brasil há 65 anos, em setembro de 1950, quando Assis Chateaubriand fundou a extinta TV Tupi. 

E se você adora passar horas em frente à telinha, uma equipe de cientistas australianos tem péssimas notícias: de acordo com um novo estudo, cada hora passada em frente à TV pode aumentar em até 18% os riscos de doenças cardiovasculares, segundo informações de Hypescience. 

A pesquisa foi realizada com base em análises de estilo de vida de 8.800 adultos, e descobriu também que cada hora diária assistindo à televisão aumenta em 11% o risco de morte por várias causas, além de 9% mais chances de morrer de câncer. 

De acordo com David Dunstan, que participou do estudo, isso acontece porque o corpo humano foi projetado de modo que precisa se movimentar, e não ficar parado por longos períodos. Por isso, ficar sentado em frente à TV ou a uma tela de computador atrapalha a sua saúde. “O que acontece é que muitas das atividades diárias normais que eram feitas em pé e em movimento, hoje viraram atividades que são feitas com as pessoas sentadas”, explica o pesquisador. Por esse motivo, o gasto de energia das pessoas também decresce. 
"Aqueles cujos hábitos são sedentários devem, quando o tempo permitir, fazer exercício ao ar livre todos os dias, de verão e de inverno, e estarão melhor preparados para resistir à enfermidade.” Ellen G. White – A Ciência do Bom Viver, p. 240
A pesquisa foi realizada com 3.846 homens e 4.954 mulheres com mais de 25 anos, que foram separados em grupos de pessoas que assistem a menos de duas horas diariamente, aqueles que veem entre duas e quatro horas de TV e os que passam mais de quatro horas em frente ao televisor. Todo o grupo foi acompanhado por mais de seis anos, e os participantes com histórico prévio de doenças cardiovasculares foram desconsiderados. 

Durante o tempo do estudo, 284 pessoas morreram – 125 de câncer e 87 devido a doenças cardíacas. De acordo com Dunstan, a associação entre o tempo passado em frente ao televisor e a quantidade de mortes por doenças cardiovasculares é significativa, mesmo ao se considerar fatores de risco comuns para esses problemas e outras características do estilo de vida dos participantes.
“A televisão mutilou nossa capacidade de solidão, violou nossa dimensão mais íntima, mais privada, mais secreta. Acorrentados por um ritual invasor, fixamos um quadro luminoso que vomita milhares de coisas que se anulam mutuamente, numa vertiginosa espiral. A paz só vem quando se desliga. Às onze horas, à meia-noite, pesa sobre nossos ombros um grande e obrigatório cansaço. Vamos para o nosso leito carregados de uma vaga má consciência e, no escuro, os olhos fechados, tentamos restabelecer o vínculo, com o fio rompido, do silêncio interior que nos pertencia...” Federico Fellini

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dieta do Éden - A busca pela alimentação perfeita


A busca pela dieta perfeita tem atraído muitos reformadores da saúde contemporâneos da mesma forma que a mitológica fonte da juventude atraiu milhares de pessoas ao longo dos séculos. Entre os diferentes grupos que buscam a dieta perfeita estão os que defendem a dieta edênica como padrão dietético para nossos dias, alegando que a dieta originalmente dada a Adão e Eva é válida para nosso tempo. Porém, uma análise dessa proposta não resiste ao escrutínio teológico nem ao científico. Ela mostra sérias inconsistências nessas duas áreas, como pontuaremos.

1. É impossível ter uma dieta perfeita neste mundo imperfeito, em que os seres humanos e toda a criação sofrem as consequências do pecado (Rm 8:22). Isso significa que, em menor ou maior quantidade, todos os alimentos possuem algum ingrediente tóxico. Fitatos, fitohemaglutinina, ácido fítico, tanino, cianetos, solaninas, oxalatos, urushiol e goitrogênicos são alguns elementos tóxicos presentes em muitos alimentos considerados saudáveis, entre eles castanha de caju, trigo, repolho, brócolis, tomate, maçã, cereja, amêndoa, feijões e espinafre, para citar alguns exemplos. Em resumo, eles são considerados alimentos bons, mas não perfeitos. Mesmo a germinação não consegue neutralizar as toxinas presentes em alguns alimentos. O segredo para reduzir os efeitos dessas toxinas a longo prazo é buscar uma alimentação variada com produtos da estação, dando ao organismo a oportunidade de metabolizá-los em tempos diferentes e evitando o acúmulo em um nível que possa ser prejudicial.

2. A dieta edênica também defende o crudivorismo, ou seja, consumir os alimentos crus. O problema é que muitas substâncias tóxicas perigosas neles presentes são neutralizadas pelo cozimento e, paradoxalmente, certos nutrientes, como o licopeno (existente no tomate), são potencializados quando cozidos. Portanto, comer alimentos crus com alimentos cozidos é uma escolha estratégica e equilibrada. Uma dieta crudívora por um período de tempo pode ter efeitos positivos na recuperação de enfermidades, mas como estilo de vida pode ter efeitos não desejáveis.

3. A dieta edênica original continha o fruto da árvore da vida, ao qual não temos acesso desde a entrada do pecado na Terra (Gn 3:22). Na realidade, um estudo dos primeiros livros da Bíblia nos revela que, para cada período, Deus indicou uma dieta especial: a edênica, a pós-edênica, a pós-diluviana e a israelita. O regime para o nosso tempo (do fim) é descrito por Ellen White como constituindo-se de “cereais, nozes, frutas e verduras”. E inclui alimentos que nascem debaixo da terra, como a batata.

4. Deus não exige nossa perfeição em termos de alimentação, mas sim que cada um busque os alimentos mais saudáveis dentro da sua realidade, aproveitando cada oportunidade que ele nos deu para escolher o melhor disponível. Isso significa, por exemplo, que a população ribeirinha do Amazonas, que tem uma dieta à base de peixe e farinha e vive onde há carência de frutas, verduras e cereais integrais, deve ser orientada de maneira diferente das pessoas que moram em regiões onde existe variedade de alimentos. No contexto da selva, o conselho aos ribeirinhos é para que evitem os animais imundos (Lv 11), cuidem da higiene pessoal e ambiental e busquem alternativas mais saudáveis quando disponíveis.

5. Os componentes da dieta edênica foram preservados por Deus e voltaremos a usar esse regime na nova Terra. Lá tornaremos a comer do fruto da árvore da vida, e os animais desfrutarão da dieta originalmente dada a eles (Gn 1:30; Is 65:25). Porém, até lá, temos que fazer nosso melhor, sempre com responsabilidade e equilíbrio, nas condições imperfeitas em que vivemos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O retorno do maestro Jader Santos para os Arautos do Rei


Depois de trabalhar como professor de música no Unasp, campus Engenheiro Coelho, onde dirigiu o 7mus, um quinteto masculino de jovens, o maestro Jader Santos aceitou o convite para retornar ao grupo. Ele substitui o maestro Ricardo Martins na direção musical dos Arautos.

Jader Santos começou a sua história no quarteto em 1983, quando se tornou pianista do grupo. O músico é considerado um dos responsáveis por moldar o estilo do quarteto brasileiro, dando-lhe uma personalidade própria. Durante os 15 anos em que exerceu esse ministério, “ele rompeu com a tradição de copiar fielmente tudo o que A Voz da Profecia norte-americana produzia”, conforme escreveu Quelen Priscila da Cruz, autora de uma reportagem sobre o perfil do músico que foi publicada na edição de junho de 2015 da Revista Adventista (leia o texto na íntegra aqui).

Outro fato destacado por ela foi o desejo de Jader Santos de aproximar o público jovem do quarteto, sem perder a linha tradicional do grupo. “Pouco a pouco, o pianista conduziu o quarteto para um estilo mais dinâmico e, ao mesmo tempo, profundamente sacro”, relata.

Voltar a fazer história nos Arautos foi uma oportunidade que surgiu inesperadamente, segundo relatou o músico em sua pagina no Facebook. “Foi exatamente assim: Ontem eu dormi e hoje acordei um ‘Arauto'”, expressou. “Muitos perguntariam: de novo? Eu mesmo me fiz essa pergunta uma centena de vezes. Desde quando fui um desbravador tenho aprendido que devo ser ‘amigo de todos, servo de Deus … e devo ir aonde Deus mandar’.

Lembrando quando aceitou pela primeira vez o chamado para atuar no quarteto, aos 21 anos de idade, “sem saber quase nada da vida”, segundo ele, Jader disse que aceitou o novo chamado “com uma visão bem mais realista dos desafios” que o aguardam. “Terei a responsabilidade de levar em frente essa tocha já erguida por muitos verdadeiros heróis. Fazer música é relativamente simples, o difícil é ser um proclamador e súdito musical ‘do Rei’. Como nunca antes, precisarei das preces e do apoio de todos vocês”, ressaltou na rede social.

Ele concluiu a mensagem aos internautas afirmando: “Hoje desperto e abro os olhos para um Novo Tempo. Que ele seja de paz e de salvação para muitos, inclusive para a minha casa. Como meu amigo, maestro Ricardo Martins, recentemente me lembrou: Chegou a hora. De novo”.